The War of Angels and Demons
"Sem mais delongas, vamos direto ao ponto"
- Barthandelus.
ATO V:
61. I Send my Regards.
Parte 1
Pinhead ainda estava na sala chocado pelo que Dean havia feito, eles só tinham apenas dois dias para acabar com a guerra e impedir que Barthandelus destruísse a Terra. Por um lado era bom, já que eles não tinham mais como esperar ou enrolar, pelo outro, eles tinham que fazer tudo às pressas.
Dean fechou as mãos em punhos e os apertou com tanta força que sua pele ficou vermelha. Liar ficava observando sentado na cadeira, com as pernas esticadas e cruzadas, junto com seus braços também cruzados. Depois o mesmo saiu com Aura para investigar mais sobre o exército de Doomsdayer.
- Como você pode? – Disse Pinhead incrédulo.
- Eu pude por que... eu pude? – Disse Dean tentando fingir que não entendia.
Pinhead queria colocar a mão em seu rosto e fingir que nada disso estava acontecendo, mas ele não podia por problemas faciais.
Enquanto isso, Beatriz e Raquel estavam andando pelos corredores, procurando um certo ingrediente em especial. Beatriz detestou uma única coisa em sua mãe: "ela adorava ingredientes raros". Raquel estava ansiosa para conseguir uma erva que só nasce nas profundezas infernais.
Beatriz então, decidiu acompanha-la para poder protege-la, apesar de sua mãe não precisar muito de proteção. Ambas estavam em um corredor um tanto mais sujo, empoeirado e cheios de pequenas plantinhas. Beatriz se perguntava o que a mãe via naquelas coisas, ela não gostava muito de plantas ou qualquer coisa do tipo.
Os olhos de sua mãe estavam brilhando como nunca, parecia que ela tinha ganhado o óscar do ano. Sua mãe se abaixou para poder colher uma planta e guardá-la na "bolsa" onde Beatriz sempre dizia que cabia tudo o que se podia imaginar dentro daquela minúscula bolsinha.
Beatriz ficou encostada na parede e de repente... jurou ter ouvido alguns passos ao fim do corredor, mas a pessoa parecia estar usando salto alto. Ela já chamou Lulu que ficou em forma de espírito, sua mãe pareceu fingir que não estava escutando.
- Ora, ora, ora... Vejam quem é. – Disse uma mulher que era parecida com Alatáriël, só que com o olhar de nojo.
Beatriz olhou com os olhos semicerrados, junto com Raquel que já havia se levantado.
- O que faz aqui? – Perguntou Raquel arrogante.
- Eu moro aqui. – Disse Angelique tentando mostrar um ar de superioridade.
Beatriz e Raquel se entreolharam e se preparam para atacar Angelique.
Alatáriël colocou as mãos na barriga, ela sentia uma contração enorme dentro da mesma e quando se menos esperava, Barthandelus surgiu junto com Marin do nada. Ele estava de braços cruzados, Pinhead estava vigiando a porta então nem percebeu. Marin estava com um caderno em mãos, ela parecia ter tingido o cabelo de loiro dourado. Estava com uma jaqueta preta de couro assim como as calças coladas do mesmo material, botas de cano longo pretas. A blusa por baixo da jaqueta era uma regata vermelha. Ela usava anéis góticos nos dedos, um colar de ouro com o símbolo de uma rosa e sendo "agarrada" por quatro dragões. Ela usava piercings na orelha. Usava luvas de dedo cortado pretas.
Marin estava de braços cruzados, ela levantou uma sobrancelha quando viu Alatáriël pôr suas mãos na barriga, ela encarou Barthandelus por trás da franja que cobria seu rosto.
- Cadê o outro cara? – Disse Marin curiosa, Pinhead ouviu isso e foi diretamente para dentro em modo de defesa – Ah. Não me disseram que você era tão... tão... branco.
- Quem é você? – Perguntou Pinhead desconfiado.
- Marin. Marin Augustus. Esse é meu amigo aqui, acho que vocês já se conhecem. Bom sem demais porquês, vamos direto ao ponto, viemos aqui para ajudar nessa... batalha. E... Sua esposa vai ter uma seção de parto... exatamente... agora. – Disse Marin, sendo pontual.
Pinhead ficou boquiaberto e foi até Alatáriël, que estava deitada na cama, ofegante. Barthandelus pareceu arregalar a sobrancelha e disse, confuso.
- Eh... Você não vai fazer o parto? – Perguntou Barthandelus e Pinhead olhou para ele e sua expressão dizia "Eu sou um demônio não uma parteira" – É... Marin?
Marin olhou para Barthandelus e ele olhou para Pinhead que olhou de volta para Marin.
- O que eu vou fazer? – Todos disseram isso em uma sincronia que jamais iria acontecer novamente.
Marin estalou os dedos e foi até Alatáriël. Ela encarou e depois se voltou para os outros dois.
- Preciso de toalhas molhadas com água quente e morna, traz logo uma bacia e preciso que você – Disse ela apontando para o Pinhead – segure a mão dela e jamais solte até o bebê sair. Vocês entenderam?
- Sim – Disseram os dois.
Barthandelus trouxe a grande bacia de água quente junto com as toalhas e foi molhando cuidadosamente uma toalha após a outra, Pinhead observou e achou incrível como as unhas dele não atrapalharam.
Marin estava colocando Alatáriël em uma forma para fazer o parto normal, Barthandelus deu a toalha molhada para Marin que repetia várias vezes "Vamos lá, força, força! ". Alatáriël sentia uma dor imensa ela tentava 'empurrar' o bebê para fora de seu útero e estava tentando arduamente.
Marin gritou "Já estou vendo-o! Vamos, você consegue! ". Pinhead sentia que sua mão estava sendo quebrada aos poucos pela força de Alatáriël, já que o mesmo havia voltado a forma humana junto com Alatáriël.
Alatáriël recebeu o aviso de Marin como um incentivo. Ela continuou empurrando com mais força... Depois de mais alguns minutos de dor, ouviu-se um choro de bebê.
O bebê era corcunda, com pele vermelha, veias pulsantes e... tinha dreads. Marin o colocou em uma toalha, ela ficou encharcada de sangue e posteriormente Marin foi até a bacia de água, que agora estava morna e colocou o bebê dentro dela. Alatáriël sorriu e Marin retribuiu com uma piscadela.
- Onwtt! Que bebê lindo! – Marin mudava sua voz quando falava com animais ou com bebês, Barthandelus pareceu arregalar a sobrancelha por trás da máscara e ficou de braços cruzados. Marin deu um 'banho' no bebê bem rápido e depois o colocou em uma toalha e logo se percebeu que Dean estava dormindo no canto da sala.
Marin entregou o bebê à Alatáriël – Qual o nome dele? – Perguntou Marin, inocentemente.
- Philoquin. – Disse Pinhead junto com Alatáriël. Marin sorriu e Barthandelus foi verificar Dean e Pinhead tentou intervir, Marin o puxou de volta e fez um sorriso calmo, Pinhead se acalmou de repente e voltou a ficar com Alatáriël.
Alatáriël brincava com o bebê que estava de braços fechados e Pinhead a observava. Marin foi até Barthandelus e cochichou algo em seu ouvido que era quase inaudível. De repente, Barthandelus tocou no tórax de Dean com suas unhas e de lá saiu uma Configuração do Lamento, Dean acordou com isso e ficou incrédulo.
- Isso não vai nos causar mais problemas. – O cubo que estava não se quebrou em um milhão de pedaços que sumiram após isso.
- O que era...? Hã? – Dean estava incrédulo e ficou sem entender o que estava acontecendo.
- Isso era a Configuração que trouxe Doomsdayer de volta à vida. Então eu a destruí, isso não vai nos causar mais problemas. E um pequeno presente... – Barthandelus fez um sinal para que Alatáriël colocasse o bebê na cama e ela fez.
Com um estalo de dedos, Philoquin tomou sua forma adulta e crescida, parecida com aquelas aparições que fazia quando estava em forma de espirito. Ele já estava com uma camiseta branca em forma de V, uma calça meio que marrom. Mas pelo menos não estava mais jorrando sangue como antes. Ele sorriu e Alatáriël ficou incrédula, ele se reverenciou e abriu um largo sorriso dessa vez.
- Marin. Vamos. Precisamos ir. – Marin se despediu e foi até Barthandelus, segurando a sua mão e de repente os dois sumiram como pó.
Neste exato momento, Aura e Liar entraram correndo pela porta e depois pararam um pouco, a respiração de ambos estava ofegante. Liar estava suado com os cabelos desgrenhados, seus dedos estavam empoeirados e suados. Ninguém nunca havia visto Aura suada ou completamente exausta.
- Eu vi... Nós vimos... – Aura gaguejou, ela parecia estar totalmente confusa em relação a isso – Doomsdayer tem um exército! Um exército enorme!
- São... no mínimo 3000 soldados. Mas isso já é grande coisa, não temos tanto pessoal para derrota-los e eles estão marchando em direção ao Castelo. Precisamos correr para o campo de batalha! Agora! – Disse Liar desesperado, bem neste momento, Beatriz e Raquel adentram a sala e ficam perplexas.
Todos saíram apressados, levando armas e tudo o que pudesse mutilar, cortar, arranhar, explodir... Não importa o que fosse eles estavam levando. Eles passavam por corredores apressados e desesperados.
Aura, no entanto, de surpresa foi levada por Angelique, Aura gritou mas com a correria ninguém ouviu e também havia gritaria de vários soldados lá fora e Raquel que também estava um pouco atrás ouviu os gritos agoniantes de Aura e foi correndo ajuda-la perseguindo Angelique.
Enquanto isso, Alatáriël, Pinhead, Liar, Dean, Luke, Beatriz e Philoquin iam até o Campo de Batalha encarando Doomsdayer e seu enorme exército.
Beatriz ficou ao lado de Philoquin.
- É bom ter você de volta, cara dos dreads. – Disse ela, de forma irônica.
- Se a gente sobreviver a isso... Eu te sigo para qualquer lugar, mulher. – Beatriz revirou os olhos ao ouvir isso de Philoquin.
- Agora que ele fala. – Disse ela balançando a cabeça sem tirar os olhos do exército.
Enquanto isso Alatáriël que estava na sua forma humana, com sua armadura negra junto à Pinhead em sua forma de cenobita, falavam sobre algumas coisas.
- Você se lembra de como era antes? – Pinhead a encarou e assentiu com a cabeça – É melhor preparar suas correntes Pinhead, vamos ter que rasgar algumas almas.
E assim que começou a luta, com olhares ameaçadores e posteriormente gritos e soldados vindos na direção do grupo...
Continua...
