N/A : Olá! Eu tenho certeza que a maioria estava querendo me matar pela demora. Podem matar, vão em frente...eu permito! Agora falando sério, o motivo da minha demora além da faculdade e de alguns contratempos na minha vida, foi que eu empaquei na lemon. Eu queria que ela fosse especial, e tudo mais, então eu estava muito insegura com essa parte. Antes de mais nada, eu gostaria de agradecer a Tha por ter betado o capítulo, e a Hypia por ter lido e dado sua opinião. Valeu meninas! Agora vou deixar vocês lerem. Beijos!

Música do capítulo: Sleep by Poets of the Fall. Tradução: http: / letras. terra. com. br/poets -of-the- fall/235282/ .(Só retirar os espaços!) A música já está disponível para baixar.

Capítulo 22- Confiança

[BPOV]

No caminho para casa tantas questões martelavam na minha cabeça que eu mal conseguia prestar atenção na estrada.

O que James estaria fazendo de volta? Mais importante ainda: O que ele estava fazendo na Escola de Artes?

Quando cheguei, senti a tensão aumentar. Encarei o telefone e cogitei ligar para Alice. Afinal, eu precisava saber o porquê do primo dela estar de volta à cidade, o porquê dela não ter me contado, e se Jasper sabia disso.

Senti meu coração apertar ao pensar nele. Eu não queria vê-los brigados. Eu já tinha visto o 'Efeito James' na vida deles, mas a perspectiva agora era completamente diferente. Eu não era mais uma estranha nos corredores, a quem Jasper gentilmente acolhera. Agora eu era amiga de ambos, eu fazia parte da família, e sabia que qualquer efeito que eles sofressem seria sentido por todos.

De fato, eu não tinha nada contra James. Não tinha presenciado nada que o fizesse perder a meu favor. Certamente, suas maneiras mecânicas não me agradavam, muito menos seus olhos lívidos que pareciam guardar nenhuma emoção. Essa era a única coisa da qual eu poderia acusá-lo.

Encarei mais uma vez o telefone. Eu não queria confrontar Alice sobre seu primo, mas por outro lado eu tinha medo que Jasper me acusasse de traí-lo se ele viesse a descobrir o que eu estava escondendo. Eu sabia que o meu silêncio significava que eu havia escolhido um lado. E esse lado não era o dele.

O som do telefone me despertou, e eu rezava para que não fosse Alice ou Jasper.

"Alô." Atendi temerosa.

"Se você demorar mais um pouco eu vou dar adeus ao piso do 3º andar. Você está deixando meu filho ansioso demais com essa demora." Sorri ao ouvir a voz maternal de Esme do outro lado da linha.

"Eu não vou poder ir." Senti um terrível sentimento de culpa. Eu sabia que não era justo comigo ou com Edward, mas enquanto estivesse nesse turbilhão de emoções era melhor me manter afastada, caso contrário Jasper perceberia.

"Aconteceu alguma coisa?" Ela perguntou preocupada.

"Não... É só que tenho umas coisas para fazer." Mentir para Esme era tão errado quanto mentir para minha própria mãe, mas algo dentro de mim dizia que isso era necessário.

"Está bem."

"Posso falar com Edward?"

"Claro." Não demorou mais que um minuto até eu ouvir a voz dele do outro lado.

"Que horas você vem?" Ele perguntou ansioso.

"Hoje eu não vou poder ir, mas amanhã estarei aí."

"O que houve?" Ele perguntou preocupado. Odiava saber que não conseguia enganá-lo nem pelo telefone.

"Nada. Só tenho que fazer umas coisas aqui." Sustentei a mentira.

"Você sabe que pode me contar qualquer coisa." Ele insistiu.

"Eu sei." Disse, cedendo à verdade. "Eu só acho que não é certo contar... Não é algo que depende só de mim."

"Você quer que eu vá até aí? Eu posso pedir para alguém me levar ou pego um táxi." Ele se ofereceu.

"Edward, não precisa se preocupar." Tentei argumentar com ele.

"Você está precisando de mim, e é ai que devo estar."

"Você é tão teimoso." Disse, revirando os olhos.

"Nós somos." Ele corrigiu, me fazendo sorri. "Estou a caminho."

"Está bem. Vou ficar esperando."

Desliguei o telefone e permiti que minha mente vagasse um pouco. Eu precisava parar de me preocupar, de pensar em tudo ao mesmo tempo... Sempre me considerei uma pessoa observadora, mas nunca reflexiva. Eu nunca passei horas tentando analisar o porquê de determinada situação. Acho que o meu limitado círculo social me permitia isso. Não era necessário tentar entender Seth, Leah ou Jake. Tudo era simples. Até mesmo com Renée, apesar de nossas diferenças, as coisas funcionavam suavemente.

Mas agora parecia que eu tinha que pensar a cada segundo, estudar as possibilidades e medir todas as palavras. Inicialmente era apenas com o Edward, mas agora parecia que isso não teria fim. Decidi me levantar e ir preparar o jantar. Charlie chegaria a qualquer momento, e ficar deitada pensando na vida não adiantaria muito.

Eu estava quase terminando o jantar quando ouvi leves batidas na porta. Nem me importei em certificar quem era, e logo a abri.

"Oi." Ele me cumprimentou com um sorriso. Seus cabelos pareciam estar mais desalinhados que o normal, e a blusa verde que ele usava parecia ser o tom exato para ressaltar seus olhos. Olhos esses que ele insistia em esconder atrás daqueles óculos.

"Oi." Foi tudo o que eu consegui responder, ainda afetada por sua mera presença. Ele me deslumbrava, e eu não tinha como negar isso.

Um protesto em forma de latido foi ouvido, e só então notei Jake ali.

"Oi para você também Jake." Eu nunca tinha conhecido um cachorro tão sensível quanto aquele. "Entrem." Disse, dando passagem para ambos.

"Seu pai está em casa?" Edward perguntou num sussurro.

"Não."

"Então eu posso fazer isso." Ele esticou as mãos procurando meu rosto, e não demorou muito para que seus lábios alcançassem os meus.

O forno apitou, me obrigando a desviar minha atenção para o jantar.

"Quer jantar comigo?" Convidei.

"Só se você tiver feito lasanha." Ele respondeu.

"Hoje deve ser seu dia de sorte."

Liguei para o meu pai e o mesmo avisou que iria jantar com uns amigos, já que ele pensou que eu estaria nos Cullens naquela noite. Para a minha surpresa, ele ficou feliz que Edward estivesse me fazendo companhia.

Enquanto comíamos o assunto que dominava nossa conversa era a reconciliação de Emmett e Rose. Segundo o que Jasper havia contado ao Edward, eles não conseguiram nem esperar o primeiro filme acabar para fazerem as pazes ali mesmo na sala de estar.

Após o jantar resolvemos assistir a Orgulho e Preconceito, já que Edward ainda não havia assistido àquela adaptação.

"É interessante como o preconceito e as consequências são tratados nessa estória." Ele comentou. Algo no qual eu nunca havia pensado antes passou por minha mente: Será que ele sofria algum tipo de preconceito? Eu nunca tinha ouvido nada, assim como ele nunca comentou nada sobre isso. "A maioria dos problemas ocorrem por eles presumirem as coisas e deixarem de falar outras." Ele continuou a falar, e suas últimas palavras ficaram repetindo-se na minha cabeça.

Problemas. Ocorrem. Deixar. Falar.

"Então a verdade deve ser sempre falada?" Questionei.

"Se possível." Ele respondeu evasivamente.

"Se você soubesse de algo que pudesse magoar alguém, o que você faria?"

"Depende. Existem verdades que só servem para machucar. Essas não valem a pena serem ditas."

"Você não ficaria chateado se um amigo seu escondesse algo?"

"Não sei. Uma coisa que aprendi nos últimos anos é que todos têm suas razões para justificar seus atos, mesmo os irracionais."

Encostei minha cabeça no ombro de Edward, desejando que Jasper pudesse entender as irracionalidades da minha mente.

"Seja o que for, não se preocupe." Ele sussurrou, antes de beijar a minha testa.

Voltei minha atenção para o filme, decidida em não me preocupar com mais nada, já que Edward estava comigo.

Desde pequena eu aprendi a resolver meus problemas sozinha. Pedir conselhos ou ajuda estava fora de questão. Eu não era movida pelo orgulho, mas por um senso de auto-preservação. Expor os meus problemas equivalia a expor meus sentimentos, e isso era inaceitável para mim.

No entanto, com Edward isso era diferente. Eu percebia que ter alguém com quem contar era bom. Mesmo quando eu era incapaz de falar abertamente o que estava acontecendo.

"Acho que você precisa dormir." Edward apontou logo após me ouvir bocejando.

"Preciso não." Menti. Eu estava cansada do meu primeiro dia como monitora na escola, mas eu não queria ficar longe dele.

"Mentirosa." Ele acusou.

"Mas eu não quero que você vá embora." Disse com um biquinho.

"Eu e o Jake vamos ficar aqui até o seu pai chegar."

Edward me acompanhou até o quarto, deixando Jake vigiando a porta, antes de se deitar ao meu lado.

Ali, nos braços dele, eu tinha plena certeza de que tudo daria certo. Eu não sabia como ele podia me transmitir tanta confiança, mas ele simplesmente fazia. Era algo natural.

Edward acariciava lentamente os meus cabelos, quando começou a sussurrar uma música que eu nunca tinha ouvido.

So

Sleep, sugar, let your dreams flood in,

Like waves of sweet fire, you're safe within

Sleep, sweetie, let your floods come rushing in,

And carry you over to a new morning

Eu sentia minha mente se desligando, enquanto eu era embalada por aquela que parecia ser uma canção de ninar. A voz dele era tão serena, tão linda.

So

Sleep, sugar, let your dreams flood in,

Like waves of sweet fire, you're safe within

Sleep, sweetie, let your floods come rushing in,

And carry you over to a new morning

O sol brilhava fortemente no céu, enquanto a brisa suave amenizava o calor naquele atípico dia em Chicago. As folhas amareladas davam os primeiros sinais de que o Outono estava próximo.

"O seu silêncio é frustrante." Edward reclamou ao meu lado. Ambos estávamos sentados no jardim.

"Eu não sou tão fascinante quanto você pensa." Mal sabia ele o quão longe eu estava de ser fascinante. Se ele pudesse me ver, ele saberia disso.

"Aí que você se engana. Você é imprevisível e eu acho isso muito interessante." Ele disse docemente.

"O seu cabelo fica com uns fios dourados no sol." Comentei, maravilhada com as nuances que o cabelo dele atingia sob a luz solar.

Como um inseto atraído por luzes brilhantes, minhas mãos foram atraídos para ele. Me lembrei daquele dia na clareira quando eu o beijei. Lembrei dos olhos dele. Embora a pequena mancha branca escondesse boa parte dele, era incapaz de ofuscar todo o brilho daquelas duas esmeraldas.

E era naquele pedacinho não ofuscado que eu conseguia enxergá-lo. Eu conseguia ver a vivacidade e a profundidade dos sentimentos dele, mesmo aqueles que ele tenta encobrir.

Escorreguei minhas mãos que estavam em seus cabelos, e repousei-as nas hastes dos óculos.

"O que você está fazendo?" Edward perguntou, ao notar o meu movimento.

"Vamos combinar o seguinte, quando você estiver comigo eu não quero que use esses óculos." Propus, escorregando o objeto de seu rosto.

"Eu não me sinto confortável sem eles." Ele disse sem-jeito.

"Desculpa." Pedi, colocando seus óculos no lugar. Virei meu rosto, eu não conseguia encará-lo depois daquilo.

"Você realmente não se importa, não é?" Ele perguntou, me fazendo olhar para ele.

"Não, mas eu entendo." Eu entendia que eu havia extrapolado os meus limites. "O que você está fazendo? Você não precisa fazer isso." Me apressei em dizer quando o vi tirando os óculos.

"Quando você vai entender que eu faria qualquer coisa por você?"

"Eu não quero que você faça algo que te desagrade só porque eu pedi."

"O que me deixa desconfortável sem os óculos é imaginar o olhar das pessoas ao olharem para mim. Como você eu não corro esse risco." Ele sorriu, fazendo o meu coração acelerar. O melhor é que eu podia olhar na pequena brecha de seus olhos, e ver o quanto ele estava sendo sincero.

"Você me ensina?" Perguntei, subitamente.

"Ensinar o quê?" Ele perguntou confuso.

"A andar como você." Respondi.

"Eu não acho uma boa idéia. Você já cai com os olhos abertos, imagine se fechá-los." Apesar do tom sério em sua voz, eu pude perceber a leve provocação que tinha por de trás.

"Mas você vai me guiar." Apontei. "Por favor."

"Tudo bem." Ele se deu por vencido.

Edward se levantou e estendeu uma mão para mim, sinalizando que eu deveria fazer o mesmo.

Me pus de pé e fechei os olhos no instante em que ele segurou minhas mãos. Edward deu o primeiro passo, e eu o acompanhei.

Andando com os olhos fechados, descobri uma insegurança que nem sabia que podia sentir. Hesitantemente, eu acompanhava seus passos. Eu estava com medo. Mas não medo de cair, já que como mesmo ele havia apontado, eu fazia isso de olhos abertos. Não o medo que eu sentia era do desconhecido, da incerteza para onde meus passos me levariam.

A escuridão na minha frente me assustava.

Uma vez alguém disse que 'A maior prova de amor é a confiança'. Nunca tinha pensado na plenitude do que isso envolvia, até fechar meus olhos e depender de outra pessoa para me guiar.

Eu já havia confiado meu coração a ele, eu não precisava me preocupar com outras questões. Eu sabia que podia confiar nele sem reservas. Da mesma maneira que ele confiava em mim.

Os irrigadores dispararam, molhando toda a grama. Ocasionando que tanto eu quanto o Edward caíssemos no chão. Correção, ele tinha caído no chão e amortecido a minha queda.

Abri os olhos ao ouvir sua gargalhada.

"Eu sabia que isso ia acontecer." Ele falou.

"A culpa não é minha se você ainda insiste em atrapalhar meu caso de amor com o chão"

"Talvez eu esteja com ciúmes." Edward provocou.

"Bobo." Disse com um sorriso, antes de beijá-lo levemente.

"Estamos completamente molhados." Edward disse, dando uma risada.

"Eu vou entrar e pegar uma toalha, se não a sua mãe me mata. Fique aqui. "Disse, me levantando do chão.

Eu entrei na cozinha completamente encharcada, deixando um rastro por onde eu passava.

"O que aconteceu com você?" A voz de Jasper perguntou, e eu senti meus músculos congelando. Eu não queria encará-lo, mas ele tornou isso impossível quando parou bem na minha frente. Seus olhos azuis me examinando meticulosamente.

"Eu estava no jardim com seu irmão, e os irrigadores ligaram." Respondi, ouvindo-o rir logo em seguida.

"Só você mesmo." Ele disse entre risadas.

"Cadê o Emmett?" Perguntei, estranhando o silêncio na casa.

"Está com a Rose. Eles programaram algum tipo de viagem de reconciliação." Não consegui não revirar meus olhos, ao mesmo tempo em que sorria.

"Eu tenho que achar sua mãe, preciso limpar a bagunça que eu fiz aqui." Apontei para meu rastro, e a crescente poça de água que estava se formando aos meus pés.

"Ela e meu pai saíram, e é melhor você não esperar eles de volta tão cedo." Ele arqueou as sobrancelhas sugestivamente. Sorri para Jasper, mas logo em seguida senti o sorriso desmanchando.

Depois da minha conversa com Edward eu havia me convencido de que eu não precisava me preocupar com nada. Mas aqui, de frente para Jasper, eu sentia uma culpa me invadir, tentando me mover a contar.

Mas contar o quê?

Eu apenas tinha visto o James, e nada mais. Eu nem sabia o os motivos dele estar de volta. Provavelmente estaria apenas visitando a prima.

"O que houve?" Ele perguntou, olhando nos meus olhos.

"Nada." Eu me sentia insegura ao saber que ele podia me ler assim tão fácil. As únicas pessoas que conseguiam fazer isso eram minha mãe e Jacob, e eles tinham experiência pelos anos de convivência. Talvez ele estivesse certo, ele e Edward simplesmente tinham o dom de me entender.

"Eu vou indo. Ainda tenho que pegar Alice. Você vai dormir aqui?"

"Sim. Charlie vai trabalhar a noite."

"Até mais então. Se cuida cunhada." Ele se despediu de mim com um beijo no rosto.

"Você também." Disse antes dele sair.

[EPOV]

Eu e Bella estávamos deitados na minha cama, assistindo a um filme qualquer. Sinceramente eu não estava prestando a mínima atenção ao que estava se passando na tela da TV.

Eu estava muito mais interessado na pessoa que estava ao meu lado. Eu prestava atenção em seu respirar, em suas risadas e em seus comentários, que eram muito mais interessantes que o filme em questão.

"O que foi?" Bella perguntou entre suas risadas.

"Eu já disse que amo quando você ri?"

"Já."

Acariciei suavemente seu rosto, beijando-a docemente. Nos últimos dias pude perceber que eu nunca cansaria de beijá-la. Bella era mais viciante que qualquer droga já inventada, isso eu tinha certeza.

Bella me puxou para mais perto. Minhas mãos acharam seu caminho dentro de sua blusa, acariciando sua barriga. Ela arfou, e aquele era o sinal de que eu deveria parar.

"Por favor, não." Bella pediu quando me afastei.

"É o melhor Bella." Insisti.

"Por quê?" Ela perguntou. Respirei fundo, me sentindo desconfortável com o que eu ia dizer.

"Eu nunca fiz isso antes." Admiti. "Tenho medo de te machucar. De não saber o que fazer..." Ela provavelmente deveria achar que eu era um idiota naquela altura do campeonato.

"Você não vai me machucar, eu tenho certeza disso. Quanto a saber o que fazer, podemos descobrir juntos." Descobrir juntos? Então quer dizer...

"Você nunca..." Perguntei, tentando confirmar minhas suposições.

"Não." Ela respondeu, rapidamente e um imenso sorriso apareceu no meu rosto. "Eu quero que você seja o primeiro, Edward."

Assim que Bella pronunciou essas palavras, eu já estava beijando-a vorazmente. A idéia de que nenhum homem nunca a tocou, o desejo de que eu fosse primeiro, despertou o Neandertal dentro de mim.

"Eu te amo." Disse, entre o beijo.

"Eu também." Ela respondeu.

Bella queria ser inteiramente minha, tanto quanto eu queria que ela fosse.

"Se eu te machucar, me avise." Disse ofegante.

"Está bem." Bella sussurrou, antes de nossos lábios se encontrarem novamente.

O beijo era diferente de qualquer outro que já havíamos trocado. Havia desejo, urgência e paixão. Nossas línguas dançavam sensualmente em nossas bocas, à medida que nossas mãos iam explorando o corpo um do outro.

Segurei a barra de sua blusa, e como uma pergunta silenciosa, comecei a tirá-la lentamente. Bella não se opôs a investida, e deixou-me continuar, até que a peça estivesse fora do seu corpo.

"Eu posso?" Senti sua mão em minha blusa, e apenas assenti em resposta.

Quando minha blusa já estava fora do caminho, voltei a beijá-la.

Desci uma mão para sua barriga, sentindo a pele quente e macia, fazendo meus dedos formigarem pelo contato.

Timidamente, subi um pouco mais tocando-a levemente nos seios ainda cobertos. Eles cabiam perfeitamente nas minhas mãos, como se fossem exclusivamente desenhados para caber ali.

"Edward." Bella gemeu baixinho, arqueando seu tronco em minha direção.

O crescente incômodo na minha virilha estava chegando ao ponto onde eu não conseguia mais suportar.

Senti as mãos de Bella tentando abrir o fecho da minha calça, demonstrando sua igual impaciência.

Mudei de posição na cama para que pudesse retirar a calça. Pelos movimentos ao meu lado, conclui que Bella estava fazendo o mesmo.

Voltei a minha anterior posição. Deslizei minhas mãos novamente pelo seu corpo, e não consegui conter o gemido ao perceber que ela também havia retirado seu sutiã. Apenas duas peças de roupas nos separavam naquele momento.

"Feche os olhos, Bella." Pedi.

Lentamente, comecei a explorar seu corpo. Comecei pelo seu já tão famoso rosto. A testa estava franzida, os olhos fechados e o lábio inferior preso entre seus dentes.

Quando cheguei ao seu pescoço, senti sua pele se arrepiando. Pensar que era eu quem estava causando aquelas sensações nela, fez um arrepio passar por todo o meu corpo.

A necessidade de conhecê-la com algo além das minhas mãos, se intensificou.

Beijei-a rapidamente nos lábios, antes de descer meus beijos para seu pescoço.

"Edward." Eu, que já estava inebriado pelo seu cheiro, agora estava alucinado ao ouvi-la gemer o meu nome.

Quando envolvi um de seus seios em minha boca, Bella arqueou-se outra vez. Ela era tão receptiva ao meu toque, e estava tão entregue a mim, que só fazia minha excitação aumentar ainda mais.

Continuei minha exploração passando por sua barriga lisa, pela curva de sua cintura, a forma de seus quadris, e suas pernas delgadas. Tomando cuidado de não pular nem mesmo um mísero pedacinho dela.

"Você é perfeita." Sussurrei, desejando que eu realmente pudesse ver cada contorno de seu corpo.

Antes que eu pudesse retirar a única peça de roupa existente em seu corpo, Bella impediu meus movimentos.

"Agora é minha vez." Ela disse com uma voz rouca.

Gentilmente Bella me empurrou, fazendo com que eu ficasse de costas para o colchão.

Instantaneamente, senti seus lábios sobre os meus. Sua língua se juntou a minha, e deixei-a controlar o beijo.

Bella separou nossas bocas e beijou meu maxilar, descendo em direção ao meu pescoço. A sensação dos seus lábios explorando o meu corpo era indescritível. Eu não podia comparar com nada que eu já havia sentido antes. Eu podia sentir cada músculo do meu corpo contraindo-se e relaxando-se sob seu toque.

Quando Bella alcançou o topo da boxer que eu usava, senti meu coração falhando uma batida.

Vagarosamente ela retirou a peça do meu corpo, me deixando completamente exposto aos seus olhos.

"Oh!" Mesmo desconhecendo a razão daquela exclamação, eu senti meu rosto queimando.

Antes que tivesse a chance de perguntar o que estava acontecendo, timidamente, senti sua mão explorando delicadamente a pele sensível que antes era coberta pela boxer.

Se eu achava que os lábios dela no meu corpo eram indescritíveis, eu não sabia classificar o seu toque na minha excitação.

Meus quadris pareciam que haviam ganhado vida, e se moviam em direção as mãos dela.

"Bella..." Sussurrei com uma voz rouca.

Estiquei minha mão até a sua, e parei seus movimentos. Eu precisava tê-la naquele exato momento.

"Edward?" Bella indagou, confusa.

"Eu preciso de você." Confessei. Bella me beijou e permitiu que trocássemos de posição novamente.

Explorei o seu corpo novamente, com meus lábios e minhas mãos, até chegar ao ponto que eu precisava estar.

Com a última peça fora do caminho, já não havia mais volta.

"Você tem certeza?" Perguntei, mais uma vez.

"Absoluta." Ela respondeu, firme.

Como que sentindo minha hesitação, Bella me guiou, me ajudando a posicionar-me entre suas pernas.

Cuidadosamente, avancei meus quadris em sua direção, centímetro por centímetro seu corpo me abrigava dentro dela. Senti a fina barreira que nos separava. Eu sabia que poderia ser doloroso para Bella, e a idéia de lhe causar dor, por mínima que fosse me aterrorizava.

Empurrei meus quadris contra ela, preenchendo-a por completo dessa vez.

Um grito de dor saiu de sua garganta, e me fez paralisar.

"Bella? Você está bem?" Perguntei, preocupado.

"Estou." Ela respondeu, baixinho.

"Você tem certeza? Podemos parar se quiser." Seria extremamente difícil me separar dela agora, mas eu cumpriria minha promessa se assim ela quisesse.

"Só fica parado um pouco." Ela pediu.

Os minutos que fiquei ali parado, foram os mais agonizantes da minha vida.

"Você já pode se mexer." Ela disse algum tempo depois.

Quando me movimentei dentro dela novamente, as sensações foram ainda mais intensas, Tudo o que eu podia sentir eram o calor e a umidade que me abrigavam, como nossos corpos se encaixavam perfeitamente; como se tivessem sido feitos um para o outro.

Bella envolveu seus braços e pernas ao meu redor, colando ainda mais os nossos corpos, e permitindo que eu atingisse um novo ponto dentro dela.

Os nossos gemidos e respirações eram as únicas coisas que podiam ser ouvidas naquele quarto. Eu podia sentir cada fibra do corpo da Bella ligado ao meu- como se agora fossemos um único ser.

"Edward" Bella gemeu, ao mesmo tempo que seu corpo contrai ao meu redor, causando meu próprio ápice.

Beijei-a levemente nos lábios, enquanto ambos tentávamos recuperar nossa respiração. Eu sabia que provavelmente a estava esmagando, mas eu não estava preparado para me separar dela ainda.

"Você é tão linda. Tão perfeita." Disse, dedilhando seu rosto.

"Você não diria isso, se pudesse me enxergar." Ela comentou amarga. Eu não conseguia entender o porquê ela se menosprezar tanto.

"Eu vou enxergar você, Bella. Eu prometo" Sussurrei em seu ouvido.

N/A: Olha eu aqui outra vez. Eu não vou fazer promessas quanto ao próximo capítulo, mas como já o iniciei, acredito que não vá demorar muito. Mas com certeza, será menos tempo que esse último aqui. Bem, só queria agradecer por vocês continuarem lendo e comentando por aqui. Obrigada por tudo. Beijos, e até o próximo capítulo!

Rosa: Obrigada! Espero que continue gostando. Seja bem vinda ^^

Natxi: Demorei, mas cheguei! xD

GEO CARMO: Bem, aqui ele já foi. Mas não garanto que essa segurança dure muito não. Talvez sim, talvez não. Quem sabe?

Bianca: Hey! Já atualizei!

Mah: ^^ Ownnn. Não se preocupe, só uma coisa muito séria me faria deixar de escrever esa fic. Mesmo quando as coisas complicam, eu acho melhor demorar a postar e ir me virando do que abandonar essa fic =D

Bianca: YAY! Nesse final, então...

Lali Durao: Eu disse que o James, talvez, fosse voltar. Mas, eu não posso revelar mais nada. Ele estará presente no próximo capitulo isso eu garanto! Xiii, ficou traumatizada...vou chamar o Dr. Delícia para ver se ele dá um jeito. XD

Rebecanbr: Que bom que gostou. Vou fazer o máximo para não demorar na próxima.

Natxii: Sim, ele já apareceu. Se eu não me engano foi no capítulo convites ou no seguinte. Acho que foi no seguinte, mas eu não estou me lembrando o nome. A primeira vez já aconteceu...

Julieide: Ah, porque já é natural dele fugir na hora H ahuahaua

Aline Santos: Bem, o James já apareceu. Como eu disse acima, foi lá pelo capítulo 11 ou 12, algo assim.

MrSouza Cullen: Sim, sim. Ele já está longe daquele Edward do começo. Esse capítulo já mostrou até onde ele foi com a Tanya...agora o James só no próximo cap hehehe

Vanessa Dark: Pelo menos o de hoje ficou um pouquinho maior *_* Hummm...o que você imagina? Amo ouvir teorias!

Ana Krol: Quem vai entender a Bella? Eu entendo, mas mesmo assim eu acho que algumas ações dela são bem diferentes do comum. Mas, é assim que ela é. Você nunca sabe o que vai acontecer. Hauahauahuahau Bem, agora você ler esse bem devagar hehehehehe

Ana Andrade: Gente, que vídeo triste. Fiquei meio deprê agora =/

franfurtado: Isso você logo descobrirá xD

Alice Carolina Swan Cullen: Bem pelo visto tudo kja se revolveu entre Emm e a Rose. Agora sobre o trabalho em grupo e o James, é esperar para ver =p

Elaine: *Se esconde* hauahauahuahauaha Mas também a aparição do James foi tão curta, que as vezes a gente esquece mesmo xD

gby00: HUhauahauhauaha Você pode estar certa! Ah, não posso dizer, mas no próximo capítulo ele está definitivamente de volta.

Fanytah: Isso você só vai descobrir no próximo capítulo.

Bethinha Poloni: Ele apareceu no cap 12. É primo da Ali xD

Anne Lima: Em compensação nesse cap teve Beward até dizer chega! A briga só durou um cap hehehehehe Bem o James já apareceu, se não me engano no cap 12...mas o que ele vai fazer é esperar para ver.

Shaya C.B: É uma pena, que isso tenha acontecido. Já estou vendo que devo passar a mesma coisa quando terminar a minha facul. Sinceramente, eu acho que um movimento tão forte assim deve ser mais divulgado. Mas, fazer o que né? =/ De nada, eu sei como é complicado essas coisas.

Ana Alice Matos: Eu também! Eu já disse que já tive crise de estresse por não escrever ADSO? ahuahauaha Eu morro de saudade de escrever, e de responder as reviews!

KiviaL: Os problemas nunca acabam, mas a gente vai levando. Eu tenho que confessar uma coisa, quando mandei o spoiler, eu não tinha pensando em separar Emmett e Rose, então...tudo ainda pode acontecer...Até porque eu falei que seriam términos, e não apenas um.

: Sim, sim ele ficou curto. Pelo menos esse está um pouco maior.

Lara Cullen – sz: Até que eu me dei bem nas provas! Agora é esperar as próximas. Mas, fico feliz que tenha gostado do capítulo. Espero que também tenha gostado deste.

twibelo: Oieeeee! Já chegou aqui! hehehehe