Disclaimer: Stephenie Meyer é dona de tudo. Eu estou apenas brincando.
Nota da Autora: Olá a todos, só queria dizer obrigada a todas pelas reviews. Eu não posso acreditar em quantas pessoas estão lendo esta fic tão deprimente. É meio estranho e realmente maravilhoso. Sim, de qualquer forma, obrigada a todos que estão recomendando esta história e espalhando-a como algum tipo de DST super angustiante. Por favor, deixe-me saber quem a indicou para que eu possa ir agradecê-las pessoalmente, ou dar-lhes um olá, ou assar um cookie para elas, ou algo assim.
Capítulo 16 – O Consolo
Corri a toda velocidade os degraus da varanda e para a estrada sem olhar para trás nenhuma vez para ver se ele estava me seguindo. Eu não precisava. Eu sabia que ele ainda estava no topo da escada, ainda gritando tão alto quanto podia, histérico e imóvel.
Voei para o quintal, o meu coração martelando enquanto eu me dirigia para as montanhas e a luz que eu mal conseguia ver além dela. Eu podia sentir minha respiração vindo em arquejos, suspiros duros contra o frio e as lágrimas. A adrenalina estava correndo pelo meu corpo enquanto eu corria pela neve intocada que cobria a terra de branco.
Eu não sentia o frio do gelo através das meias finas que eu estava usando, meus pés se movendo tão rápido que eu não tinha certeza se eles estavam tocando o chão.
Sua voz estava martelando na minha cabeça e eu não sabia se eu estava imaginando, ou se ele ainda estava gritando para ninguém. Nem seria surpresa para mim.
Minha mente estava pulando de imagem em imagem, de som para som sem nenhum aviso, ou sinal de abrandamento.
O que esteve gelado se dissolveu com o calor, virando um fogo ardente para o qual eu não tinha me preparado, ou sequer tinha considerado a possibilidade. Todo esse tempo, não sabendo o que ele estava pensando, imaginando o que estava acontecendo de longe, e precisou de uma única pressão minha para fazê-lo trazer isso até a superfície. Tinho sido a minha intenção fazer isso, eu tinha certeza disso agora, mas eu não tinha sequer imaginado o que estava por baixo de tudo.
Eu estava tremendo com soluços violentos enquanto eu corria pelo caminho irregular. A neve estava até meus joelhos, e depois polegadas abaixo dos meus pés enquanto eu freneticamente fazia meu caminho até a colina. Eu não estava fazendo muito progresso, mas meu corpo estava se movendo em um ritmo frenético. Eu mal podia ver através das lágrimas histéricas caindo nas minhas bochechas e borrando a minha visão em branco e negro.
Corri através da neve, tomando respirações profundas e tremendo ao registrar comigo mesma que eu não tinha ninguém. Não importava o quão terrível Edward tinha sido comigo, não importava o quão frio ou distante, violento ou bravo, ele ainda estava lá.
Ele sempre esteve lá.
E agora ele não estava.
Eu estava chorando e correndo pela rua, os meus pés batendo forte no chão molhado e estalando. Limpei os meus olhos violentamente enquanto eu corria, tentando tirar o rosto de Jacob da minha cabeça. Se eu pudesse chegar até o hospital, tudo estaria bem.
Corri mais de cinco quilômetros antes de cambalear para a luz fluorescente da emergência. Eu tropecei através das portas duplas e atirei minhas mãos no vidro do balcão de triagem.
"Edward!" Eu chorei, ainda soluçando. "Estou à procura de Edward Cullen!"
A enfermeira levantou-se, sua testa franzida de preocupação, e ela rapidamente o anunciou antes de me conduzir para uma sala privada para esperar por ele. Ela me perguntou se eu estava bem, aferiu minha pressão e me perguntou o que tinha acontecido. Eu simplesmente balancei minha cabeça várias vezes, dizendo que estava tudo bem, que eu estava bem.
Eu nunca tinha estado menos bem.
Ela estava segurando meu pulso quando Edward atravessou a porta, seu rosto frenético de preocupação.
"Bella?" Ele estendeu a mão para mim.
Eu pulei da cadeira em que estava, derrubando a enfermeira de lado em meu desespero para chegar até ele. Arremessei meus braços em volta do seu pescoço com força, esmagando meu corpo ao dele, enquanto enterrava meu rosto em seu ombro. Eu o senti relaxar, só um pouco, a dor.
"Edward." Eu sussurrei, meus soluços diminuindo à medida que seus braços me envolviam.
Eu podia me lembrar dessa sensação de conforto enquanto eu corria pela noite, o frio da neve começando a queimar meus pés. Não havia nada nele naquela época que alguma vez me assustaria, que alguma vez me afastaria. Eu tinha vindo até ele e ele estava lá.
Antes de Edward, era para Jacob que eu corria.
E ele se foi agora também.
Era eu. Tinha que ser eu.
Eu era o denominador comum.
Dei um passo errado, meu tornozelo rolando um pouco e eu escorreguei na neve. Caí no chão, atirando os braços para fora para me proteger do impacto. A neve rangeu e cedeu, afiada sob minhas mãos. Eu gemi um pouco, mas não pude sentir a dor através da áspera força no meu peito e o tremor do meu corpo inteiro chorando. Eu podia sentir o molhado da neve começar a se infiltrar na frente da minha camisa, minha calça.
Engoli em seco os ofegantes suspiros, quando eu me empurrei para cima e continuei em frente.
Eu estava em seu colo, enrolada e segura enquanto ele me embalava para frente e para trás. Seus braços eram tão magros, eles eram pálidos e errados, mas eram sólidos.
"Jacob está me deixando." Eu solucei, como se estivesse com dor física. Eu senti como se eu estivesse. "Ele me deixou." Eu me corrigi.
"Do que você está falando?" Edward perguntou, assustado. Eu podia senti-lo se afastar um pouco para olhar para mim. Agarrei-me a ele desesperadamente, não permitindo que ele se afastasse, e o puxei para mais perto. Senti seu peito se movimentar para cima e para baixo enquanto ele suspirou contra mim. Cerrei minhas mãos firmemente em sua camisa e pressionei meu rosto em seu pescoço, incapaz de fazer a dor parar.
Eu podia ver tudo isso acontecendo novamente, tão rápido e inesperado. Eu sabia? Eu sabia desde o momento em que ele olhou para ela que ele terminaria comigo?
Já fazia duas semanas desde que havíamos retornado da nossa viagem. Nem mesmo duas semanas. Só fazia dez dias. Dez dias de tortura vendo-o sendo levado pela corrente e desligado. Nem falando, nem me tocando, nem se importando. Ele não tinha dormido comigo desde a primeira noite no alojamento. Ele foi violento e apaixonado, em vez de calmo, quase como se ele estivesse tentando provar algo a si mesmo. Depois disso, ele sempre encontrou uma razão para não estar perto de mim.
Quando voltamos, fomos para o nosso apartamento, eu não conseguia senti-lo mais comigo. Durante dez dias nós vivemos na estranheza dele se afastando e no silêncio da minha espera. Nós convivíamos e eu não conseguia senti-lo.
Há menos de uma hora atrás, ele se levantou e disse-me que estava apaixonado por Nessie.
Suas palavras sobre como ele não pôde evitar, como ele se sentia atraído por ela, como ele nunca tinha sentido nada parecido, nunca tinha conhecido ninguém como ela, passaram despercebidas na minha névoa de descrença.
Quando ele me disse que se casaria com ela - quando percebi que o anel que era para mim estava no dedo dela - pulei fora da porta e corri para a única pessoa que eu tinha.
"Ele se foi." Eu disse sem forças.
Senti os braços de Edward apertarem em volta de mim, senti o calor dos seus lábios contra o topo da minha cabeça, ouvi as palavras murmuradas e o timbre confortante da sua voz, e de repente eu não conseguia estar perto o suficiente dele.
Eu me afastei, minhas mãos ainda segurando seu jaleco, sua camisa. Olhei para ele com os olhos embaçados e sussurrei, "Você vai me levar para casa com você?"
Cheguei ao topo da colina sem fôlego e olhei para a cabana abaixo de mim, o único lugar no mundo em que eu poderia ir. As pastagens que eram o lar de escuras formas sombrias estavam vazias, estéreis contra a tempestade. Eu poderia imaginar os cavalos, seguros e guardados em seu pequeno celeiro atrás da casa, e eu desejei desesperadamente que eu fosse um deles.
Eu podia ver a luz bruxuleando alegremente para fora das janelas, fazendo pequenos quadrados amarelos contra o branco da neve, iluminado e quente.
O ar estava estranhamente calmo no silêncio da neve, após a violência da tempestade. Tudo estava silencioso e parado aqui, intocado pelo medo e raiva atrás de mim. Eu podia sentir isso ainda assolando a casa que já não era minha. Nunca tinha sido minha.
Minha respiração engatou e um soluço prendeu na minha garganta. Tropecei em frente mais uma vez, tentando o meu melhor para ficar em pé, enquanto eu cambaleava descendo o morro nos campos vazios.
Edward estava na minha frente, os olhos arregalados quando eu tirei minha camisa e a joguei no chão do seu apartamento. Meus olhos ainda estavam inchados e vermelhos de tanto chorar e eu me perguntei momentaneamente se eu parecia repugnante para ele. Esse pensamento foi rapidamente banido da minha mente quando eu vi sua mandíbula apertar, um olhar inconfundível de desejo cruzando suas feições.
"Você me ama, não é, Edward?" Perguntei-lhe, minha voz sensual e vacilante enquanto eu desabotoava minha calça.
"Q-quê?" Ele gaguejou, incapaz de tirar os olhos das minhas mãos, que estavam lentamente deslizando minha calça pelo meu quadril e para o chão. "O que você está fazendo?"
Dei um passo em direção a ele em minha calcinha. Eu podia vê-lo se movendo desconfortavelmente de pé para pé, com os olhos fixos no meu corpo.
"Eu só preciso saber - agora - se você me ama." Eu disse claramente.
Os olhos de Edward correram ao encontro dos meus.
Eu podia ver o choque por todo o seu rosto, a surpresa completa e verdadeira com a minha pergunta. Senti meu estômago afundar, minhas bochechas começaram a ruborizar com vergonha quando eu percebi que poderia estar errada. Ele sempre foi impossível de se ler, sempre foi um mistério para mim. Ele era tão cauteloso, tão cuidadoso ao expressar seus sentimentos. Eu não tinha razão para pensar que ele me amava, nenhuma indicação que me faria pensar que isso fosse verdade. Exceto que, de vez em quando, ele olharia para mim como se ele não pudesse ver mais ninguém.
Mas isso não significava nada.
Dor atirou através de mim e eu me afastei dele em mortificação.
"Bella." Ele disse, a firmeza em sua voz me detendo.
Ergui os olhos lentamente para encontrá-lo.
E lá estava ele. Aquele olhar.
Jacob nunca tinha olhado para mim do jeito que Edward Cullen estava olhando para mim agora; corada e com olhos inchados, envergonhada e em minha roupa íntima.
E eu soube que não estava errada.
Desta vez, Edward foi aquele a dar um passo adiante. Depois outro e outro até que ele estava bem na minha frente. Eu o vi estender suas mãos hesitantemente, seus olhos trancados com os meus. Eu não o impedi enquanto seus dedos mal fizeram contato com a pele nua bem exatamente sob o meu sutiã. Minha carne pinicou e eu estremeci enquanto ele corria as pontas dos seus dedos pela minha caixa torácica em ambos os lados com reverência.
"Você é tão linda." Ele sussurrou com mais devoção do que qualquer oração que eu já tivesse ouvido.
Eu estava diante dele, tremendo, com medo de avançar em direção a ele, com medo de assustá-lo. Eu podia sentir o fogo em seu toque, dependência e fissura. Eu não conseguia obter o suficiente da sensação, ao observar suas mãos, ao ver em seus olhos o jeito que ele me queria.
Do jeito que Jacob não me queria mais.
"Diga-me que você me ama." Eu disse, minha voz combinando com a sua calma.
Uma de suas mãos se moveu ao meu lado, delicadamente foi até meus ombros, pescoço, até que envolveu em meus cabelos, segurando minha cabeça suavemente, enquanto seu polegar acariciou levemente contra o canto do meu queixo. Eu o senti avançar. Minha pele estava elétrica embaixo dele e seus lábios estavam respirando contra os meus.
"Eu sempre amei você, Bella".
Tropecei até a porta, todo o meu corpo tremendo violentamente e incontrolavelmente. Os soluços borbulhando à tona mais uma vez, a dor fresca pela memória enquanto ela nadava e mergulhava diante dos meus olhos. Eu era incapaz de ignorá-la, incapaz de empurrá-la para longe, o grito dele e seu choro cortando a ternura do seu toque, lembrando-me o que ele tinha se tornado.
Levantei o braço para a madeira e bati alto, batendo meu punho contra a solidez, imaginando quanto tempo levaria até que a pele ficasse vermelha e rachasse.
A porta se abriu para revelar uma Alice muito confusa.
"Bella? O que você está fazendo aq...?" A voz dela morreu em sua garganta quando ela me avaliou, seus olhos percorrendo a minha camisa clara que estava molhada com neve, meu jeans sujo, meu cabelo solto arrepiado e caído em torno do meu rosto, pegajoso com ranho e lágrimas.
As mãos de Alice se estenderam de repente, apertando ao redor dos meus braços enquanto ela me arrastava para dentro da cabana, os olhos arregalados e chocados.
"Bella, o que aconteceu?" A voz dela estava cheia de tristeza, cheia de preocupação. A confusão ainda estava lá.
Ao olhar de compaixão em seu rosto, senti-me quebrar novamente. O rosto de Edward pareceu exatamente igual a esse uma vez. As lágrimas começaram a cair novamente e eu passei meus braços em volta do meu corpo trêmulo enquanto eu tentava falar.
Minha boca abria e fechava silenciosamente enquanto eu balançava minha cabeça.
"Bella." Alice disse com firmeza, suas mãos em cada lado dos meus ombros. "Bella, onde está Edward? O que aconteceu?" Ela repetiu, sua voz autoritária agora.
"N-nós... nós tivemos uma briga." Eu finalmente consegui dizer através dos meus violentos e crescentes soluços e tremores.
O rosto de Alice amoleceu com a compreensão e ela assentiu com simpatia.
"Eu sinto muito por vir para cá desse jeito." Eu continuei, impotente. "Eu não queria ser tão dramática - batendo em sua porta chorando e me intrometendo em sua casa no meio da noite. Eu só... eu não sabia mais para onde ir".
Alice envolveu um minúsculo braço em meu ombro e me levou para frente, para o fogo que ardia no outro lado da sala. Eu podia ver Jasper parado em um lado em silêncio, seu rosto cheio com a mesma simpatia e confusão.
"Oh, Bella!" Ouvi Alice chorar de repente. "Seus pés!"
Olhei para baixo e ofeguei ligeiramente.
Minhas meias estavam congeladas e rasgadas em pedaços, penduradas em frangalhos em volta do meu tornozelo. O fundo dos meus pés estava descalço contra o chão e eu estava imprimindo pegadas de sangue através da sua casa, colorindo a madeira.
"Sinto muito." Eu chorei.
"Sente muito?" Alice perguntou com incredulidade. "Não seja ridícula".
Ela agarrou a minha mão e mudou de direção, me puxando para cima pelas escadas atrás dela. Eu manquei atrás dela, tentando pisar na ponta dos meus pés para que eu não deixasse as feias faixas vermelhas.
Alice me guiou até o pequeno banheiro e me sentou na beirada da banheira.
"Aqui." Ela disse suavemente. "Vamos limpar você".
Tentei ajudá-la quando ela levantou meus pés e os balançou na banheira, tremendo e chorando baixinho.
Ela ligou a água e retirou os pedaços de tecido rasgado ainda grudados aos meus tornozelos. Eu assobiei quando o calor da água encontrou o frio dos meus dedos. Eles não estavam brancos: ou eu tinha me movido suficientemente rápida, ou eles não foram expostos o suficiente para começar a congelar, mas eu tinha certeza que tinha sido o gelo que foi responsável por rasgar minha pele.
Senti Alice começar a esfregar meus pés um pouco, massageando levemente e os aquecendo rapidamente. Ela drenou a água cor-de-rosa quando terminou e, em seguida, encheu a banheira completamente. Suas mãos estavam puxando a minha camisa e eu levantei meus braços para ajudá-la quando ela começou a despir-me com cuidado.
"O que aconteceu, Bella?" Ela perguntou mais uma vez. Desta vez, sua voz era menos frenética, menos preocupada. Ela baixa e eu sabia que ela esperava uma resposta.
Quando todas as minhas roupas estavam fora, eu escorreguei na banheira com um suspiro desconcertado, finalmente conseguindo controlar o fluxo constante de lágrimas.
Eu olhei para minhas mãos sob a água, depois de volta para Alice.
"Nós tivemos uma briga." Eu disse novamente, minha voz firme desta vez. "Ele me disse para ir embora".
O rosto de Alice corou um pouco de raiva. "No meio da noite?" Ela exigiu. "Sem sapatos? Sem roupas? Ele fez você sair? Assim?"
Afastei-me da sua indignação, envergonhada.
"Não foi bem assim." Eu disse, hesitante. "Estávamos... enfurecidos".
"Isso não importa!" Ela jogou as mãos para cima em aborrecimento. "Ele não estava nem sequer pensando em você! Em sua segurança!"
Ela se levantou e começou a andar de um lado para o outro, murmurando baixinho sob sua respiração.
"Alice." Eu sussurrei seu nome, desejando acalmá-la.
Ela se virou para olhar para mim e encolheu os ombros com um sorriso suave e apologético.
Quando a água gelou, ela pegou uma toalha para mim e me vestiu com um pijama de flanela pesado, enrolando um cobertor em volta de mim e me levando de volta para baixo. Ela fez uma pequena cama improvisada perto do fogo com uma cadeira e um grande apoio para os pés, aconchegando-me para que eu estivesse quente e confortável, e então ela se sentou ao meu lado na menor cadeira.
Após um longo silêncio, eu a ouvi perguntar baixinho, "O que houve?"
Eu olhei para ela, confusa.
"A briga." Ela elaborou. "Por quê?"
Eu me mexi na cadeira e puxei o cobertor de maneira defensiva em torno do meu corpo quando o meu coração começou a bater mais rápido no meu peito.
"Eu não sei." Eu dei de ombros, olhando o crepitar do fogo dançando em frente a mim. "Tudo".
Alice balançou a cabeça em silêncio.
Ela não ia forçar.
"Por favor, Bella." Ela disse gentilmente. "Fique o tempo que for necessário".
Eu concordei silenciosamente, sem saber o que mais eu poderia fazer.
Ficamos em silêncio por um longo tempo.
Finalmente, eu virei minha cabeça de volta para Alice. Ela estava olhando para o fogo, pensativa, exatamente como eu estava.
"Alice." Eu disse o nome dela, o volume e a clareza da minha voz surpreenderam meus próprios ouvidos. Alice se virou para olhar para mim com curiosidade. "Nós estivemos mentindo para você. Para você, para Esme, para toda a família".
Suas sobrancelhas franziram quando ela enrugou a testa em confusão. "Sobre o quê?"
"Nós não somos felizes." Eu disse vagamente, sentindo meus olhos começarem a picar com as lágrimas mais uma vez. "Nós não somos... nada".
Eu podia sentir-me começar a chorar de novo, abrangendo as lágrimas que estavam calmas e sem esperança. Alice estendeu a mão e a envolveu em meu braço de maneira reconfortante.
"Bella..." Ela disse suavemente, sem saber o que dizer e sem entender bem as minhas palavras.
Sua bondade, o contato, só me fizeram chorar mais.
"Como nós ficamos tão quebrados?" Eu chorei, a pergunta inútil e cansada.
Alice avançou da sua cadeira e colocou os braços em volta de mim. Eu soluçava em seu ombro, em sua camisa, enquanto ela sussurrava em meu ouvido confortavelmente. Ela me segurou na proteção calorosa do seu abraço amigável por um longo tempo. Poderiam ter sido minutos, poderiam ter sido horas, mas finalmente parei de chorar.
Eu estava quase inconsciente quando ouvi a voz de Jasper murmurando para Alice e dizendo que ela deveria ir para a cama. Senti seus braços irem para longe do meu corpo suavemente, deixando-me fria e sem contato. Eu me enrolei reflexivamente em mim, meu próprio braço inadequado tentando substituir o dela quando caí em um sono agitado.
Nota da Irene: Gente... essas lembranças da Bella ferem meu coração. Eu fico louca aqui pra saber o que aconteceu de verdade com eles. E a cada capitulo essa curiosidade aumenta.
Eu tbm tenho colocado algumas notas da autora lá em cima, como ela mesma coloca, para vcs conhecerem um pouco sobre ela.
Obrigado a todas vcs. Traduzir tem sido um prazer. Review? Beijos meninas
