Disclaimer: Stephenie Meyer é dona de tudo. Eu estou apenas brincando.
Nota da Autora: Muito obrigada a todas por todas as recomendações. Foram tantas que vocês mencionaram que eu realmente não consigo me lembrar de todas. Todo mundo parece estar dizendo a suas amigas e as amigas das amigas e eu não posso ser mais grata. Se você já recomendou esta história, ou a viu em algum lugar, basta me mandar uma PM para que eu possa agradecer pessoalmente. Tenho dificuldade de peneirar todas as opiniões. E eu realmente gostaria de apenas dar abraços fortes em todas. Estou estupidamente abraçando o meu computador... Sinceramente, ainda tenho dificuldades em acreditar em todo amor que essa angústia está recebendo. Obrigada a todos por serem incrivelmente masoquistas.
Capítulo 18 - A Manhã
Depois que Edward saiu, eu imediatamente pulei e comecei a procurar por um café nos armários ao redor do fogão. Eu podia sentir a confusão e a surpresa entorpecendo meus pensamentos até que meu corpo pareceu estar se movendo de forma independente e rapidamente para evitar a reflexão sobre qualquer coisa que ele tivesse dito, qualquer expressão em seu rosto, qualquer gesto ou um breve contato, por muito tempo.
Havia uma parte da pele do meu ombro gelada onde ele tinha me tocado, como se ele tivesse passado um cubo de gelo em minha pele. Sua mão e o gesto tinham sido quentes, mas o meu medo tinha transformado isso em uma sensação fria e imaginária.
Peguei um saco de café do armário da esquerda e rapidamente localizei o moedor e a panela. Depois que eu tinha despejado o pó no filtro e derramado grandes quantidades de água, eu me joguei na cadeira mais próxima à mesa com um suspiro.
Coloquei minha cabeça em minhas mãos, as palmas apertadas contra minhas têmporas, meus dedos segurando no meu cabelo. Meus olhos presos em uma pequena vela situada no centro da mesa, um pequeno copo amarelo em torno da cera.
Uma estranha sensação de déjà vu tomou conta de mim ao vê-la. Estendi a mão hesitantemente, meu dedo correndo ao longo da parte superior do vidro e, em seguida, para baixo para tocar o pavio enegrecido.
"Bella?"
Meus olhos estalaram para cima e puxei minha mão para trás rapidamente quando Alice desceu as escadas e entrou na cozinha, me olhando com curiosidade. Eu a vi olhar para o pote de café por um momento, depois de volta para mim.
"Eu... eu fiz o café." Eu disse fracamente. Então, percebendo que ela poderia ter sido acordada, eu exclamei, "Oh, merda! Eu te acordei? Sinto muito! Eu simplesmente moí os grãos... eu nem estava pensando..."
Alice sorriu para mim amavelmente. "Eu já estava acordada. E realmente não há problema".
Suspirei um pouco, mas não me senti muito melhor. Eu já estava me sentindo estranha, como uma intrusa. A única coisa que me impedia de correr para fora da porta era que eu tinha mais medo de Edward do que eu tinha de parecer rude.
Ao meu silêncio, Alice deslizou no assento à minha frente e apoiou os cotovelos na mesa. "Ei, como você está?" Ela perguntou.
"Eu estou bem." Assegurei a ela, minha testa franzindo ligeiramente. "Eu sinto tanto, tanto pela noite passada".
Alice dispensou o meu pedido de desculpas e correu os dedos através de uma confusão de fios do seu cabelo preto espetado. "Não seja boba." Então ela acenou com a cabeça na direção da porta da frente. "Você falou com Edward esta manhã?"
Hesitei, então respondi, "Brevemente".
Alice apertou os lábios e eu pude ver um clarão do que parecia aborrecimento em seus olhos. Mas ele se foi e eu tinha certeza que eu tinha imaginado porque ela estava me olhando de forma neutra mais uma vez. "O que ele disse?" Ela perguntou.
Dei de ombros, como se realmente não importasse. "Ele pediu desculpas... mais ou menos".
"Mais ou menos?" Alice exigiu. Eu tinha certeza agora que eu não imaginei sua irritação. Eu pude ver seu rosto corar um pouco, vermelho nas bochechas e faíscas em seus olhos.
"Bem," eu disse lentamente, "ele nunca realmente disseessas palavras".
Os olhos de Alice estreitaram e ela assobiou baixinho. Seu olhar desceu à vela entre nós que eu tinha olhado antes. Ela olhou para ela como se fosse responsável por tudo, sua boca curvando-se em uma carranca.
"Eu entendo, no entanto." Eu disse rapidamente, nervosamente tentando difundir a sua raiva. "Está tudo bem. Você só vai ter que confiar em mim, Alice... Isso é complicado".
Alice revirou os olhos. "Eu nunca ouvi isso antes." Ela se inclinou para trás e cruzou os braços sobre o peito, me observando atentamente. Algo no desespero do meu rosto pareceu amaciá-la porque quando ela continuou, sua voz era suave. "Mas, para ser justa, tenho a sensação de que isso realmente pode ser complicado no seu caso".
Eu sorri, aliviada. "Você nem pode imaginar".
Alice descruzou os braços e se inclinou sobre a mesa, para mim. Ela perguntou baixinho, "Você quer falar sobre isso?"
Meus olhos se arregalaram e eu pude sentir o medo no meu peito. Medo de ser clara, de conceder o acesso a alguém na miséria que eu tinha vivido, de expor o quão fraca, o quão impotente, o quão inútil eu realmente era. Medo de deixar alguém entrar, de dizer a alguém a verdade sobre mim, sobre a minha vida, sobre as escolhas que eu tinha feito. Medo do quanto eu realmente, realmente queria isso.
"Eu..." Lutei, insegura do que eu poderia dizer, de quão longe eu poderia ir.
Alice estava me olhando atentamente, com nada além de compaixão e simpatia em seus olhos. Ela queria saber, ela queria ajudar, ela queria se importar. Mas eu não poderia fazer isso, não poderia contar a ela. Eu não podia deixá-la fodidamente se importar.
E eu não poderia enfrentar a rejeição, a repulsa, o julgamento que viria com sua compreensão completa.
Eu não estava pronta para desistir dela.
"Está tudo bem." Alice disse logo, facilmente, quebrando-me dos meus pensamentos e liberando toda a tensão. "Talvez outra hora." Então ela acrescentou com um sorriso, "Eu não vou a lugar nenhum".
Eu queria tanto acreditar nela.
"Obrigada, Alice." Eu sussurrei.
Alice balançou a cabeça e se levantou, caminhando até a cafeteira agora cheia e despejou duas canecas do líquido fumegante. Ela a trouxe para a mesa e a bebeu com relativa calma.
"Onde está Jasper?" Eu finalmente perguntei.
Um sorriso divertido rastejou no rosto de Alice. "Ah, ele ainda está dormindo. O homem não acorda por nada." Ela riu e acrescentou carinhosamente, "Essas pequenas coisas como moedores de café, ou horas da manhã adequadas, não tem nenhum efeito sobre ele. Ele vai dormir até durante a tarde se eu deixá-lo".
"Ele não trabalha hoje?" Levantei a minha cabeça, curiosa.
"Não." Alice acenou com a mão. "Ele teve um fim de semana longo. Uma das vantagens de ser seu próprio patrão".
Eu sorri e acenei com a cabeça, observando melancolicamente como Alice se iluminava quando estava falando sobre seu marido, sabendo que eu nunca tinha parecido com ela.
Alice terminou seu café em um grande gole e depois se levantou, sacudindo a caneca na pia.
"Ei," ela virou ao redor para olhar para mim intensamente. "O dia lá fora está bastante agradável. Quer vir me ajudar a colocar os cavalos para fora?"
Senti a minha boca cair aberta e olhei para ela com ar de dúvida, insegura de como responder.
"Vamos." Ela me encorajou. "Vai ser divertido".
Ela caminhou até o cabide perto da porta e pegou dois grandes casacos sujos que eram fortemente acolchoadas e pouco atraentes. Ela jogou o maior para mim e eu o peguei no colo, ainda sentada à mesa com os olhos arregalados.
"Tudo bem?" Eu concordei, minha resposta soando mais como uma pergunta.
Alice sorriu e pegou um par de enormes botas enlameadas que eu tinha certeza de que pertenciam a Jasper. Elas eram definitivamente grandes o suficiente.
"Aqui, coloque isso." Ela as trouxe para mim e as colocou ao lado da minha cadeira. "Elas podem ficar um pouco grandes, mas serão úteis".
"Você quer que eu use o meu pijama lá fora?" Eu perguntei, incrédula, olhando para as botas como se elas estivessem prestes a me morder.
Alice riu, "Claro, por que não?"
Vi quando ela puxou suas botas sobre suas grandes meias grossas. Suas pernas estavam nuas até as coxas, onde eu podia ver um par de boxers espreitando debaixo de uma camisa muito grande. Ela puxou o casaco volumoso ao seu redor sem hesitar, então se virou para mim com expectativa.
Eu rapidamente puxei as botas sobre o pijama de flanela que eu estava usando. Elas cobriram todo o caminho pela minha canela, batendo um pouco abaixo do joelho. Vesti o casaco, que cobriu a maior parte do meu corpo superior e quase roçou o topo das botas. Eu me senti como uma criança se vestindo com as roupas do seu pai.
Alice sorriu para mim e abriu a porta da frente, apontando-me para sair à sua frente.
Saí para a pequena varanda enquanto Alice fechava a porta com um clique atrás de nós. O ar estava um pouco frio, mas o sol estava quente e brilhante, cintilando na neve. Eu podia ver o fundo, a grama arrancada onde eu tinha escalonado através do seu quintal congelado no meio da noite e senti meu rosto queimar um pouco de vergonha.
Felizmente, Alice não notou. Ela simplesmente andou à minha frente com um pouco de "vamos lá" e descendo tropegamente as escadas com suas botas grandes, diretamente para a neve sem parar. Segui atrás dela rapidamente, mancando um pouco enquanto as doloridas queimaduras de gelo no fundo dos meus pés roçavam minhas meias dentro das botas de maneira desconfortável.
Nós andamos ao redor da casa até o fundo, onde eu hesitei um pouco de surpresa. O celeiro na parte de trás era quase do mesmo tamanho da cabana em si. A parte de trás era rente à casa e se esticava por toda a sua largura. Havia seis barracas alinhadas, lado a lado, viradas para fora; suas portas lacradas. Acima delas estavam algumas janelas em que eu assumi ser o depósito de feno.
Alice aproximou-se do lado do celeiro e abriu a porta para um pequeno cômodo ao lado. Ela estendeu a mão e agarrou um par de cordas fora de um gancho, jogando uma para mim com um sorriso.
Então ela se aproximou e abriu os topos de cada uma das portas. Quando ela abriu cada tenda, imediatamente uma cabeça peluda espiou fora e duas pequenas orelhas peludas espiaram para frente. Os cavalos olharam ao redor, os olhos viajando por mim sem prestar muita atenção.
"Vamos, Bella." Alice me chamou quando todas as barracas estavam abertas. "Você pode pegar o Roz".
"O quê?" Eu perguntei, surpresa.
Alice riu e acenou para mim. Eu andei até ela devagar, sentindo-me um pouco tensa quando percebi o quão grande as cabeças peludas realmente eram.
Quando eu estava perto o suficiente, ela pegou minha mão e a arrastou ao longo de uma grande cabeça castanho escura, antes de colocar minha mão na frente do seu nariz. Senti a respiração fumegante do cavalo quando ele me cheirou, seu nariz escovando levemente a minha pele. Era incrivelmente macio.
"Bella, esse é Roswell. Roswell, Bella." Alice disse educadamente, como se fosse a coisa mais natural do mundo apresentar uma pessoa a um animal.
Então ela me soltou e eu imediatamente deixei cair minha mão. Ela caminhou até a porta do box ao meu lado quando um cavalo visivelmente menor e cinza relinchou baixinho para ela.
Ela acariciou a cabeça do animal levemente, com uma expressão surpreendentemente suave no rosto.
"Esta é Jesse." Alice disse, virando-se para mim e apontando para o cavalo. "Ela é minha".
"Não são todos seus?" Eu perguntei, um pouco confusa.
Alice simplesmente riu e sacudiu a cabeça como se eu tivesse dito alguma tolice. Eu me senti perdida, sem entender por que não era uma pergunta válida.
"Aqui." Alice disse, deslizando a corda ao redor da cabeça de Jesse. "Vamos levá-los para fora agora e alimentá-los no campo. Eles não saíram ontem, então eu tenho certeza que eles estão morrendo por um pouco de espaço para se esticar".
Eu assisti, fascinada, enquanto Alice colocava a corda atada à volta do nariz do cavalo, atrás das suas orelhas e amarrado-a em sua bochecha.
Olhei para a atrapalhada confusão de cordas atadas em minhas mãos e me virei para o cavalo marrom que eu deveria guiar.
Engoli fracamente.
"Está tudo bem." Alice disse ao meu lado, vendo a expressão de terror no meu rosto.
Aproximei as minhas mãos com a corda e o cavalo bufou para mim, me olhando com curiosidade. Eu imediatamente recuei, assustada.
"E se ele... me atacar, ou algo assim?" Eu perguntei, nervosa.
Alice riu e me virei para encará-la. Ela encolheu os ombros e respondeu, "E por que ele faria isso?"
"Eu não sei." Exclamei, agitando os braços ligeiramente exasperada. O cavalo viu o meu movimento, piscando para mim silenciosamente. "Eu não acho que isso goste de mim. Ele está me olhando de um jeito engraçado".
"Tudo bem, em primeiro lugar." Alice disse, colocando as mãos nos quadris com uma indignação bem-humorada. "Isso é um ele, e ele tem um nome. Em segundo lugar..." Ela fez uma pausa, tentando pensar em uma 'segunda coisa'. Enfim, ela disse com firmeza, "Ele gosta muito de você".
"Como você sabe?" Eu quis saber, não acreditando nela.
"Bem." Ela disse, soltando sua própria corda e vindo para mim. "Acredite ou não, os cavalos não são realmente violentos." Ela tomou o cabresto das minhas mãos e rapidamente o deslizou sobre o nariz e ao redor da cabeça dele com facilidade. Então ela se virou para mim e me entregou o cabo longo. "E este cavalo em particular é um completo cavalheiro".
Sorri um pouco com a descrição de um cavalo como um cavalheiro, mas Alice estava abrindo a parte inferior da porta do box.
"Alice..." Eu disse, em pânico. Dei alguns passos para trás.
Alice revirou os olhos e abriu a sua própria porta. O cavalo cinza imediatamente saiu atrás de Alice, seguindo-a completamente. Olhei para o meu próprio cavalo castanho, percebendo o quanto ele era maior, agora que eu podia ver seu corpo todo. Ele estava esperando pacientemente dentro da sua tenda, mesmo que a porta estivesse aberta. Ele parecia estar esperando educadamente por alguma sinalização minha.
"Apenas me siga." Alice chamou por cima do ombro enquanto se afastava, em direção ao campo. Depois acrescentou, "Ele seguirá você".
Eu hesitei, "E se -"
Alice me cortou, "Bella?"
"Sim?"
"Cale a boca".
Olhei novamente para o cavalo castanho que ainda permanecia perfeitamente imóvel. Era muito cavalheirismo da parte dele.
Meu rosto se definiu com determinação, eu me virei e caminhei com Alice, esperando encontrar alguma resistência na outra extremidade da corda. Quando eu tinha dado vários passos e não senti, olhei por cima do meu ombro. Chocada, cheguei a um impasse, pois eu vi que o cavalo - Roswell - tinha me seguido ao longo desses poucos passos. Quando parei, ele parou, me olhando com curiosidade.
Com um largo sorriso, eu virei de volta e segui Alice pelo resto do caminho para o campo.
Depois que Alice me mostrou como deslizar o cabresto para fora, ela voltou e pegou o resto dos cavalos rapidamente, levando atrás de si todos os quatro de uma vez.
Eu assisti com muita atenção quando ela soltou um após o outro no campo. Quando todos os seis estavam soltos na neve, eles decolaram em uma nuvem rodopiante de gelo cintilante, cavalgando aos trancos e barrancos, se unindo e brincando. Alice me disse para ficar e assistir e me divertir enquanto ela pegava um grande fardo de feno no sótão do celeiro e o arrastava, esticando-o ao longo da linha da cerca.
Demorou um longo tempo antes de os cavalos parecerem interessados em comer.
Quando eles finalmente acabaram seu café da manhã, Alice sugeriu que entrássemos porque ela estava ficando fria, assegurando-me que estaríamos de volta em um par de horas para alimentá-los novamente.
"Está vendo?" Alice sorriu enquanto se arrastava pela neve espessa de volta para a cabana. "Não foi tão ruim, foi?"
Eu tive que forçar o sorriso a sair do meu rosto, a fim de dar de ombros, "Eu acho que não".
Alice riu e cutucou o meu ombro com o dela.
Então seu rosto ficou um pouco sério, mas sua voz ainda estava leve enquanto ela explicou, "Apenas pense nisso assim: Cavalos são naturalmente animais presos." Então ela deu de ombros, "Então - ao contrário de nós - quando eles ficam com medo, seu instinto de 'fuga' sempre é dar um coice ao invés de 'brigar'. Contanto que você não o encurrale, eles são perfeitamente seguros".
Eu digeri suas palavras cuidadosamente, percebendo que o que ela estava dizendo fazia um pouco de sentido.
"Eles são simplesmente tão..." Eu encolhi os ombros me desculpando, "... grandes".
Alice riu alto enquanto subíamos os degraus da varanda. "Sim, mas eles também são adoráveis, certo?"
"Eles são um pouco adoráveis, sim." Concordei a contragosto, incapaz de segurar um sorriso desta vez.
Quando chegamos à porta da frente, Alice tirou suas botas e as colocou contra a parede.
"Aqui," ela disse, apontando para os meus pés, "basta tirar suas botas. Nós não queremos um caminho de neve por toda a casa." Ela ainda estava rindo quando explicou, "Jasper sempre fica irritado quando ele acorda e vê os passos da minha poça de neve em seu caminho para o café".
Eu ri de leve e puxei minhas botas, colocando-as ao lado de Alice.
Entrei pela porta da frente depois dela de meias e uma flanela um pouco molhada, lutando para tirar o grande casaco e ficando emaranhada nas mangas compridas. Enquanto eu estava lutando com ele, resmungando, esbarrei nas costas de Alice. Ela tinha parado de se mover em frente a mim e eu olhei para cima e vi o que a fez parar.
Minha boca abriu em choque quando vi Jasper sentado à mesa da cozinha, e em frente a ele, um Edward com o aspecto pálido.
Quando eles nos viram, Edward ergueu-se como se tivesse recebido um choque elétrico. Jasper permaneceu sentado, olhando com calma para a sua esposa, então para mim, depois para Edward.
Alice pareceu se recuperar mais rápido porque ela se moveu para a frente, tirando o casaco em silêncio e o pendurando.
"Oi, Edward." Ela disse casualmente em saudação.
"Olá, Alice." Ele respondeu humildemente, sua voz calma.
Então ele se virou para mim, seus olhos fixos em meus braços que estavam atrás de mim, contorcidos, enredados no casaco, antes de viajar lentamente até meu rosto que estava corado do ar frio do inverno e surpresa.
Ele deu um passo adiante e eu rapidamente arranquei o casaco, segurando-o em meus braços contra meu peito como se isso fosse de alguma forma me proteger dele. Ele não se moveu para mais perto.
"Bella, eu posso falar com você por um minuto?" Ele perguntou educadamente. Eu não consegui ler sua expressão.
Olhei para Alice, que me olhou com preocupação.
"Hum... ok." Eu disse com um encolher de ombros, fingindo confiança enquanto minha mente corria por todas as coisas que ele poderia querer.
Alice tocou meu braço levemente e encontrei seus olhos mais uma vez. Ela disse baixinho, "Nós estaremos lá em cima se você precisar de nós." Então ela apontou para Jasper e ele se levantou, acenando para mim levemente antes de subirem as escadas até o segundo andar juntos.
Assim que seus passos ficaram em silêncio, voltei a olhar para Edward. Ele estava me observando atentamente, seus olhos fixos em mim como se eu estivesse pronta para fugir. Imaginei que ele estava olhando para mim da mesma maneira que eu tinha olhado para o castanho Roswell em sua tenda. Engolindo o meu nervosismo, eu andei para a frente para a mesa e deslizei para o assento que Jasper tinha acabado de desocupar.
Edward levantou as sobrancelhas, não sei se de surpresa, ou alívio, e quando me sentei, ele se abaixou para sentar-se à minha frente.
"Você está de volta." Eu disse calmamente, sem cerimônia, fazendo a pergunta.
"Sim." Ele concordou.
"Por que você não está no trabalho?"
"Eu só..." Ele parou por um momento como se estivesse tentando decidir o que dizer, antes que ele se acomodasse, "Eu só queria ver seus pés".
Pisquei para ele em silêncio.
"Meus pés?" Eu perguntei, confusa.
Segui o seu olhar, que tinha se fixado claramente em minhas pesadas meias de lã. De repente, entendi o que ele estava falando e percebi que eu tinha esquecido completamente dos meus pés feridos enquanto eu estava andando lá fora com Alice e os cavalos.
"Oh!" Exclamei, compreendendo. Então eu hesitei, "Eu... hum, olha, eles estão bem. Eles estão apenas um pouco doloridos." Dei de ombros com indiferença. "Como uma espécie de queimadura nos solados?"
Edward balançou a cabeça, lacônico.
Então ele perguntou baixinho, "Você se importaria se eu apenas desse uma olhada?" Ele fez uma pausa antes de acrescentar, "Isso poderia me fazer sentir-me melhor".
Tossi uma risada e respondi sem pensar, "Eu realmente não estou interessada em fazer você se sentir melhor".
Os olhos de Edward se arregalaram e então ele estava olhando para baixo outra vez, para longe de mim. Eu podia ver a cor sendo drenada do seu rosto completamente.
"Sinto muito." Eu disse rapidamente, automaticamente. "Isso não foi..."
"Não." Ele me cortou, seus olhos movendo até encontrar os meus, severamente. "Eu mereci isso. Eu entendo".
Eu balancei a cabeça em silêncio, dobrando os braços sobre o meu peito.
Após um longo silêncio, Edward finalmente perguntou baixinho, "Você vai me dizer?"
Eu movi a minha cabeça para ele, confusa.
"Se eles estiverem doendo?" Ele elaborou. "Você vai me dizer? Por favor?"
Estreitei os olhos para ele, procurando em sua expressão por algum sinal do que ele estava pensando. Eu realmente não vi preocupação, ou remorso, mas isso estava evidente em cada palavra que ele disse. Seu tom pingava isso. Mas em seu rosto, ele parecia perfeitamente controlado.
Depois de olhar para ele por um longo tempo, eu finalmente suspirei, "Sim, certo".
Um pouco da tensão deixou seu corpo com a minha concessão, mas não muito.
Silêncio desceu sobre nós mais uma vez e senti meus olhos viajando sobre ele curiosamente, olhando em sua aparência com uma pequena quantidade de arrependimento. Ele parecia tão cansado, exatamente tão drenado como ele estava esta manhã quando eu tinha falado com ele. Ele havia mudado suas roupas e estava enterrado sob um grande casaco de inverno. Seu cabelo estava em completa desordem, o corpo inteiro inclinado em si mesmo levemente, caído e exausto. A briga, ou o estresse da minha saída, certamente o tinham afetado muito mais do que tinha me afetado.
Havia algo mais em seu corpo, em sua expressão, que eu tive problemas em decifrar de primeira. Depois de alguns minutos eu finalmente identifiquei como resignação.
Eu não tinha idéia do que isso significava.
"Bella, me desculpe." Sua declaração foi tranquila e abrupta, seus olhos de repente ardendo quando ele olhou para mim.
Eu abri e fechei a boca várias vezes antes de eu finalmente aceitar, "Ok".
Edward acenou com a cabeça, como se minha resposta surpreendente fosse mais que suficiente. Nós olhamos um para o outro por um minuto inteiro antes que Edward parecesse acordar, arrancando os olhos dos meus quando ele estendeu a mão debaixo da sua cadeira e deslizou uma pequena mochila pelo chão para mim.
"Ouça, eu vim para deixar algumas coisas que você pode precisar." Ele explicou, apontando para a mochila. Então ele enfiou a mão no bolso do casaco e tirou um pequeno pedaço de papel. Ele o colocou sobre a mesa e o empurrou para mim lentamente. "E lhe dar isso".
Estendi minha mão com curiosidade e peguei o papel. Eu o desdobrei cuidadosamente e o achatei contra a madeira, meus olhos se focando em dois números de telefone, rabiscados com sua caligrafia apressada.
"O que é isso?" Perguntei-lhe, olhando para cima confusa.
"Esse é o número de casa." Ele explicou apontando para o número superior. "Eu habilitei o telefone. O outro é o do meu celular. Apenas no caso de você..." Ele fez uma pausa e olhou para o lado um pouco quando deu de ombros, "Apenas no caso de você precisar de alguma coisa".
Eu olhei para ele, sem saber o que dizer.
"Oh." Eu respirei.
Edward esperou apenas um momento antes de me cortar nervosamente, apontando de volta para a mochila que ele tinha colocado no meu pé. "E eu trouxe para você..."
Ele fez uma pausa, parando-se, e passou a mão pelo cabelo, frustrado. Quando ele olhou para mim, eu podia ver o desamparo total e absoluto em seu rosto.
"Olha." Ele disse, abrindo os braços em sinal de rendição. "Eu não estou realmente certo de como fazer isso".
Eu bufei e balancei a cabeça.
"Como fazer o quê?" Eu o provoquei sem humor. "Passar sua esposa emocionalmente danificada para amigos da família?"
Por um momento, Edward pareceu horrorizado enquanto ele rapidamente tentou explicar. "Eu não estou passando você para..." Ele gaguejou. "Você pode voltar..."
"Eu sei." Eu o cortei com calma. Então eu olhei para ele com o que eu esperava ser uma expressão suplicante quando continuei, "Eu acho que só preciso invadir a hospitalidade de Alice por algum tempo".
Edward engoliu em seco.
"É claro." Ele concordou no fim.
Com isso, ele empurrou-se para fora do assento e lentamente se dirigiu para a porta, como se ele estivesse relutante em ir embora. Eu não me virei para vê-lo, eu simplesmente escutei seus passos ficarem cada vez mais longe.
Então eles pararam e eu me virei, ao mesmo tempo em que o ouvi dizer o meu nome.
"Bella?" Sua voz era suave.
Eu me virei em minha cadeira para olhar para ele. "Sim?"
Ele parou por um momento.
Então, "Você está bem?"
A sinceridade da pergunta fez a minha respiração engatar ligeiramente. Fazia muito tempo desde que ele me perguntou isso, desde que ele me perguntou e eu acreditei que ele realmente se importava com qual seria a minha resposta. Mas descobri que, tanto quanto eu queria dizer a ele que eu estava, tanto quanto eu queria dizer a ele que eu não estava, a questão já não era sobre mim. Não era sobre a menina que tinha cortado os pés, a menina que tinha corrido para fora de casa na noite, a menina que se sentia sozinha, a menina que tinha medo.
Era sobre a menina que tinha visto um homem gritar com ela do topo da escada.
Era sobre a menina que tinha visto um homem se quebrar em sua frente.
Era sobre a menina que o havia quebrado.
"Você está?" Perguntei, em contrapartida, observando-o mais de perto.
Vi um sorriso triste correr em seu rosto que espelhava o meu. Ele balançou a cabeça em compreensão e saiu pela porta, fechando-a levemente atrás dele.
Nenhum de nós tinha respondido à pergunta e nenhum de nós precisava.
Nós dois já sabíamos a resposta.
Meninas, me perdoem a demora, mas aqui ainda é quinta feira. Eu estou em Porto Velho e deixei meu laptop em Manaus. Esqueci de pedir pra Ju betar e ja estava indo dormir quando lembrei que tinha que postar. Estou aqui no computador do hotel postando. Então sejam legais comigo e me mandem reviews. Hahahahaha Boa noite. Alicia, adorei a nova sigla: GAPVeTFPP (Grupo de Apoio as Pervas Viciadas em Todas as
Fics do Pervas Place). Mesmo mesmoooo. Adoro suas reviews. Irene
