Oi gente. Mais uma vez vou pedir desculpas pela demora hahaha. Acontece que eu comecei na faculdade ontem e vida de calouro não é fácil hahaha.
Eu espero que vocês gostem do capítulo e me deixem comentários. Beijos.


Como previsto o Throat Explotion superou todas as expectativas de qualquer pessoa na platéia. Com a boca no formato de um "o", senhor Schue e as crianças do New Directions foram obrigados a aplaudir de pé aquela apresentação. Realmente eles seriam uma extrema preocupação – como o Vocal Adrenaline fora por muito tempo - dali em diante. O clube do coral do Mckinley High School deveria pensar e trabalhar de maneira mais que árdua para derrotar seu mais no arqui inimigo nas próximas competições. Sim, eles haviam perdido o primeiro lugar.

Estavam arrasados e pensavam que seus respectivos estoques de lágrimas já estava seco. Nenhum deles esperava aquele resultado, muito menos Blaine, Artie, Tina e Sam. Era seu ano de graduação e, assim como seus amigos do ano passado, eles queriam celebrar a formatura com um troféu nacional.

- Pessoal ? – Era Mercedes. Finalmente a casa já estava mais vazia e ela conseguira se aproximar dos seus amigos. Eles a olharam de repente. – Eu só queria dizer que... Vocês estavam incríveis. – Ela sorriu ao ver o sorriso de cada um deles. Tina a abraçou forte e demorado. – E que vocês sabem que mereciam aquele prêmio mais do que ninguém, mas também sabem que não vão descansar até conseguirem, de novo, o posto de primeiro lugar. – Riu com seus colegas. Suas palavras foram um belo incentivo naquele momento.

- Fico feliz que você tenha vindo... – O professor se aproximou e lhe mostrou um sorriso confortante. Finalmente a abraçou.

- Nós sentimos sua falta nos ensaios. – Artie rolou sua cadeira até parar na frente de Amber. Ele dizia aquilo, mas sua mente viajava até os ensaios musical "Glease" e das competições passadas. Mercedes esteve presente em todos. Ela lhe mostrou um sorriso gentil e abaixou para lhe abraçar.

Permaneceram ali conversando. Por alguns instantes os integrantes do New Directions haviam esquecido da recente derrota e se rendiam a sorrisos e gargalhadas aleatórias. O professor Schue havia se afastado há algum tempo, conversava com algumas pessoas. Talvez os organizadores. Quando a casa ficou praticamente toda vazia, Will os chamou de longe e disse que precisavam voltar para o hotel.

- Mercedes ? – Sam se atreveu a chamá-la enquanto todos se dispersavam. Ela o olhou por cima do ombro e tentou sorrir. – Eu preciso falar com você. – Disse com medo. Ela pensou um pouco, olhou para os outros alunos que se dirigiam à porta principal e resolveu lhe dar uma chance.

Ela caminhou até ele, quem pegou uma de suas mão e andou um pouco. O necessário para que ficassem pouco à vista dos colegas. Depois de respirar fundo, se preparar – rapidamente – e tomar coragem para falar o que ele nem sabia o que era, ambos foram surpreendidos por uma voz feminina. Era Tina.

- Ei, Sam, nós precisamos ir. – Em seguida lançou um olhar pouco riste para Mercedes. – Foi bom te rever, Mercedes. Se quiser pode vir conosco. – Ela sugeriu com dúvida. Mercedes lhe sorriu.

- Nós já estamos indo, Tina. – Sam a cortou seco. A asiática estreitou mais os pequenos olhinhos e olhou para um e depois para o outro. Entendeu tudo e deu de ombros. Virou-se e voltou ao encontro dos outros.

- Então... – Mercedes soltou tentando esconder seu nervosismo.

- Anh... – Realmente ele não sabia o que falar. – Eu queria agradecer. – Ela não entendeu. – Por você ter vindo nos dar força. E tentar nos animar depois da derrota. – Ela riu quando ele abaixou os olhos.

- Você não tem que agradecer, Sam. – Ela procurou os olhos dele com os seus. – Era meu dever estar aqui. Vocês foram a parte mais especial de mim durante três anos... – Sorriu emocionada e ele sorriu de volta.

Houve silêncio.

- Eu sinto sua falta. – Ele criou coragem e revelou.

Algo havia ocorrido durante aquele silêncio, mas eles não sabiam o quê. Sam passou a encará-la de forma profunda e penetrante. Ela sentiu-se levemente constrangida e envergonhada. Não sabia para onde olhar. Queria fugir daquele maldito sentimento impregnado nos olhos claros de Sam, mas não conseguia. Eles pareciam ímãs.

Houve mais silêncio. Desta vez um pouco curto.

Sam não obteve réplica. Aquilo, por alguns instantes, o angustiou por dentro. Ele não sabia o que Mercedes pensava, o que ela sentia... Se as coisa fossem como eram antigamente...

Antigamente ele sabia como ler seu pensamento. Seus olhos a traíam e ele sabia tudo o que se passava no interior de Mercedes Jones. Tudo era mais simples e menos confuso. E lutar para tê-la de volta era algo que ele sabia valer à pena. Até ela dar um fim naquela relação e se "refugiar "em Los Angeles.

Tentando afastar o pessimismo que rondava sua mente, Sam continuou a sustentar aquele olhar doce e confuso da jovem. Aproximou seu corpo em apenas um passo e aquilo já foi o suficiente para sentir a mistura das respirações. Ela estava ofegante. Ótimo. Isso significava que ela queria, tanto quanto ele, aquele beijo. Melhor que isso: significava que ainda sentia algo por ele.

Quando, finalmente, seus lábios carnudos se roçaram timidamente, ele sentiu uma pequena mão empurrar-lhe o peito.

- Sam... – Mercedes abaixou o rosto e se afastou. – Não. – Ela pediu.

- Por quê não ? – Ele perguntou em um sussurro enquanto seus olhos se enchiam de lágrimas.

Mais uma vez Mercedes se sentiu como a vilã da história, porém, mais uma vez ,ele estava sendo egoísta e não pensava nos sentimentos da garota que dizia amar.

Ela respirou fundo enquanto apertava e fechava os olhos.

- Quer realmente saber porque não ? – Sua voz saiu fria. – Ótimo. Comecemos pelo fato de que quando nós terminamos, em menos de dois meses você já havia me esquecido. Em seguida, vamos lembrar que, com certeza você dizia a mesma coisa para Brittany... – Mostrou-lhe raiva em seu tom de voz. – Ah, esqueci. Você não precisava dizer isso a ela. Vocês se casaram, dormiram juntos... Não tinha como sentir falta. – Disse sarcástica.

- Como você sabe...? – Ele perguntou estático. Seus olhos estavam ainda mais mareados pela frieza na voz dela.

- Não interessa. – Ela foi seca e ele sentiu que lhe devia uma explicação.

- Aquilo não foi sério e...

- Isso também não me interessa. – Fez uma pausa enquanto o sentiu suas pernas bambearem, mas talvez a mágoa fosse mais forte naquele momento. – Ah... – riu irônica – houve também a enfermeira não é ? Qual o nome ? Penny ? Bom, uma pena que Brittany fora passada para trás tão depressa também... – Apertou seus lábios.

Naquele momento Sam sentiu seu interior queimar. Nunca havia visto uma Mercedes tão amargurada. Pelo menos não com ele. Rapidamente agradeceu a Deus por ela não saber do breve – mas atrevido – beijo com Tina. Isso mesmo. Tina Cohen-Chang e ele haviam se beijado enquanto aproveitavam uma noite de invasão – jundo a Blaine Anderson – no McKinley High. Mas isso passou a ser irrelevante minutos depois.

- O que você queria ? – Explodiu e deixou sua voz sair mais alta. – Eu fiz tudo para te ter de volta. Tudo. E quando finalmente as coisas se acertaram você fugiu de mim. – Ele respirou enquanto Mercedes se preocupava em não transparecer emoção. – Eu acreditei em você e com isso lhe consegui um contrato. Você veio para Los Angeles e parecia simplesmente que eu não existia mais. – Ele engoliu todas as lágrimas que ainda teimavam em escapar. – Nem um "obrigada" eu recebi em troca. – Riu sarcástico enquanto secava, brutalmente, seu rosto. Mercedes franziu, incrédula, as sobrancelhas.

- Ótimo ! Obrigada ! – Ela cuspiu as palavras.- Obrigada por me mandar para a cidade mais incrível do país. Obrigada por me apresentar pessoas maravilhosas... Obrigada por me apresentar homens maravilhosos ! – Seu tom de voz era alto e raivoso.


É isso gente. Por favor, continuem acompanhando porque agora as coisas vão começar a esquentar...
Para quem gosta de spoiler: "esquentar" significa "samcex" na linguagem das samcedians (;