Capítulo 32 - A Resposta

Eu me concentrei no meu batimento cardíaco e na minha respiração.

Inspirar. Exalar.

Tum.

Tum.

Tum.

Lenta e pesada e batendo em minhas têmporas.

Eu estava no pequeno escritório, não me movendo, não mexendo meus dedos e eu estava de volta a Nova York. Seus olhos duros em mim, observando. Senti o medo e o peso e o julgamento pressionando em mim e foi como se os últimos meses nunca tivessem acontecido. Aquele cuidado fácil, aquela construção lenta de conforto e confiança, desaparecendo em um instante.

No instante em que ele tinha me afastado.

Eu não sabia quanto tempo estive parada ali. Tinha se passado, pelo menos, dez minutos desde que ele tinha afundado na cadeira atrás da sua mesa. Eu não sabia se era o choque ou fúria ou confusão que o havia movido porque meus olhos estavam fixos firmemente no chão.

Inspirar. Exalar.

Tum.

Tum.

Tum.

Meu coração não estava correndo mais. Nada de emoção, nada de adrenalina. Eu tinha o forçado a abrandar, temperando-o com a força constante do ar e silêncio. Mas ainda era espesso em meus ouvidos, tremendo meu corpo, vibrando em meus ossos.

"Sinto muito".

As palavras deixaram meus lábios automaticamente.

Meus lábios que ainda estavam em chamas.

Lábios batidos contra os dele, duros contra a sua leve surpresa. Minha mão segurando e apertando e puxando sua camisa, colarinho e peito, segurando o tecido em minhas mãos e forçando-o contra mim e ainda mais perto. Eu podia sentir a tensão em seu corpo, eu entendi isso, e segui em frente. Eu sabia que podia levá-lo a responder a mim. Eu sempre tinha sido capaz de fazer isso. Beijar, tocar, foder. Murmúrios em um trem, gritos nas escadas, paredes coloridas de sopa. Não importava como ele se sentia sobre mim. Não importava como eu me sentia a respeito dele. Eu sempre poderia levá-lo a responder.

E ele respondeu.

Violentamente.

Na fração de segundo que meus lábios se separaram, minha língua mal correndo para fora com a intenção de forçar seus lábios a se moverem e separarem e tomarem, senti suas mãos no meu corpo. O vento em minhas costas. Tropecei para trás com a força do seu empurrão, destemperada pela consciência e com a força do desespero.

Eu quase caí, a única coisa impedindo foi o tamanho do seu escritório. Em vez de chão, encontrei o meu corpo pressionado contra a porta. Pulmões vazios de ar. Meus ombros batendo afiados contra a madeira que, provavelmente, deve ter doído. Eu não senti. Eu não conseguia sentir nada além dos seus olhos.

Arregalados. Verdes.

Horrorizados.

Eu pisei em direção a ele automaticamente, ele recuou em resposta.

Eu compreendi, então.

Eu não tinha me movido daquele lugar. Deixei cair meus olhos para o chão e me mantive completamente imóvel. Eu estava esperando que ele falasse. Esperando que ele me dissesse.

Ele não disse nada.

Em cada par de minutos, perfurei o silêncio com um pedido de desculpas.

Ele nunca respondeu.

Eu o ouvi ir para a cadeira atrás da mesa e sentar-se.

Inspirar. Exalar.

Tum.

Tum.

Tum.

Tomei uma respiração irregular, quebrando o ritmo. "Sinto mui-"

"Por favor." Sua voz ecoou, aguda e rápida e com raiva quando ele interrompeu. Áspera e amarga. "Não se desculpe de novo".

Senti meu corpo inteiro tencionar ao som da sua voz. Chamas lamberam meu rosto.

Isto era o que eu estava esperando.

Eu tinha sido preparada, cercada pela sua raiva. Eu tinha achado que essa era a resposta mais provável quando percebi que eu tinha calculado tudo muito mal. Arruinado. Tudo estava em ruínas. E agora teríamos que voltar para a raiva e o ódio e o silêncio.

Um intenso sentimento lavou através de mim com o pensamento, um mais consumidor do que o arrependimento, mais angustiante do que a frustração.

Eu descobri como Edward se sentiu no funeral de Carlisle.

Dizendo adeus.

"Você está... chorando?" Eu o ouvi novamente, através das batidas, sua voz ainda irritada. Agora atada com choque. Uma incredulidade que eu não conseguia entender. Ele sabia que eu era fraca.

"Eu..." Minha voz vacilou.

Ouvi um suspiro de frustração.

"Não diga que você sente muito." Ele rosnou para fora, com a voz mais calma agora.

Engoli com algum esforço e senti meus dentes morderem meu lábio, a dor permitindo-me parar o fluxo de lágrimas viajando silenciosamente pelo meu rosto.

"Olha, Bella." Edward suspirou, sua voz suave agora, seu tom deliberadamente sem emoção. Sem desejos. Controlado. Emoção sufocada. "Eu não quis dizer..." Ele parou. Então, "Eu simplesmente não posso te ouvir pedir desculpas de novo".

Havia algo em sua voz quando ele pronunciou as palavras com cuidado.

Lentamente, muito lentamente, forcei meus olhos para cima, arrastando-os ao longo das linhas da mesa diante de mim, até que eu podia ver suas mãos cruzadas sobre o topo, os braços, os ombros, pescoço, rosto. Olhos.

Eu vi a raiva que eu tinha ouvido. Mas isso não era tudo. Havia ainda horror. Repulsa. E, estranhamente, preocupação.

Eu tremi levemente enquanto reunia coragem para falar através da minha vergonha, meu medo.

Eu tinha que corrigir isso.

Eu não poderia voltar para a forma como estávamos.

"Eu... eu não quero que você fique com raiva de mim." Minha voz tremeu um pouco, minhas palavras saturadas com lágrimas e afundando terrivelmente a esperança.

Edward fechou os olhos.

"Eu não estou bravo com você." Ele respirou. "Estou bravo comigo mesmo".

Seus olhos ainda fechados, estendi a mão rapidamente e sequei as lágrimas desconfortáveis do meu rosto, manchas salgadas e molhadas em minhas mãos, até o meu vestido. Senti minhas sobrancelhas franzindo em confusão, não sabendo como reagir, não querendo acreditar nele. Não querendo ter esperança.

Eu assisti, meus lábios se abrindo ligeiramente para liberar um pequeno suspiro de surpresa quando a cabeça de Edward caiu em suas mãos, seus dedos em seus cabelos em frustração.

"Eu não posso acreditar que estamos aqui de novo." Eu mal ouvi suas palavras, resmungando em seus pulsos.

Eu achava que sabia o que ele queria dizer.

Eu não podia acreditar nisso também. De volta ao escritório e ao medo e à tensão.

Mas então eu não sabia o que ele quis dizer quando ele continuou: "Como pude ser tão ignorante? Como eu pude fazer isso com você, depois de tudo?"

Eu não acho que ele realmente estava falando comigo.

Eu lhe respondi do mesmo jeito.

"Você não fez nada." Minha voz não tremeu muito.

A cabeça de Edward se levantou das suas mãos, seus olhos atirando para os meus. A amargura estava lá, dominando e colorindo jade.

"Eu não fiz?" Ele exigiu.

Toda a auto-aversão que eu não podia entender, não conseguia segurar, não podia conhecer.

Não havia nada a dizer em resposta a isso.

À medida que olhávamos um para o outro, ele sentado atrás da sua mesa, eu de pé diante dele, exposta e pensando em um vestido azul, eu assisti o ressentimento desaparecer lentamente em tristeza.

Eu a reconheci.

Sua voz ficou calma e controlada quando ele listou seus pecados. "Eu forcei você a vir pra cá. Eu fiz você ficar. Abusei de você e a chantageei a viver neste lugar..." Sua voz caiu para nada, seus lábios se movendo por alguns segundos depois que ele parou de falar.

Ele falou como se estivesse confessando.

O que me fez o seu padre.

Ou o seu Deus.

Senti minha cabeça balançando. "Você me disse que eu poderia partir. Eu escolhi ficar".

"Sim, eu disse que você poderia partir." Ele disse, latindo uma risada, um som miserável. "Eu disse as palavras. Mas eu as disse sabendo que você não faria isso. Que você não podia.".

"Como você poderia saber disso?" Sussurrei. Era para isso soar reconfortante, retórico, como se eu tivesse pesado minhas opções por dias e dias e minha decisão foi tomada de forma completamente consciente.

E saiu como uma pergunta.

Não retórica.

"Da mesma forma que você sabia." Ele respondeu. Seus olhos caíram em suas mãos, que tinham retornado à sua mesa. Dobradas. "Você já sentiu como se você tivesse uma escolha?"

Abri minha boca para dizer que é claro que eu tinha uma escolha. Que eu estava confiante o suficiente para tomar uma decisão, que eu era forte o suficiente para ir embora, que eu era corajosa o suficiente para ficar sozinha.

Era uma mentira.

As opções nunca foram pesadas.

Não havia opções para mim.

Edward viu minha hesitação com um amargo e relutante triunfo.

"Eu me satisfiz e me consolei com a sua miséria." Ele me disse. Sua voz era tranquila, mas era forte novamente. Obrigando-me a ouvir as suas palavras. Sentir cada solavanco de surpresa e dor. "Por meses eu assisti você sofrer e eu me alegrava com isso, sabendo que você não poderia escapar daqui. Que você era obrigada a ficar comigo da maneira que eu costumava me sentir obrigado a ficar com você".

Inspirar. Exalar.

Tum.

Tum.

Tum.

"E agora eu descobri que todo esse tempo que você..." Sua voz falhou e ele parou.

Seus olhos estavam nos meus e eu era incapaz de desviar o olhar.

Eu não queria.

Eu podia sentir a sua voz, cada sílaba, em cada centímetro de mim. Eu podia ouvir a culpa que saturava cada palavra. Eu estava começando a compreender, realmente compreender. Eu o senti afastar-me e o horror em seus olhos e eu podia sentir seu coração batendo tão forte quanto o meu.

"Mas as coisas estão melhores entre nós agora." Eu disse a ele, tentando não soar como se eu estivesse implorando. "Você mesmo disse. As coisas estão melhores".

Ele olhou para mim por um longo momento.

Então, ele acenou com a cabeça ligeiramente.

"Eu não quero ver você sofrer por mais tempo." Ele admitiu. "Eu quero ver você feliz novamente." Ele hesitou antes de acrescentar: "Ou... pela primeira vez".

"Você já me viu feliz." Eu disse rapidamente, reflexivamente.

Edward deu um pequeno sorriso e olhou-me intensamente.

"Eu vi você presa. Eu vi você se virar. Eu vi você aceitar".

"Eu sou diferente agora." Eu insisti. "Este lugar me fez diferente." Então, mais suave, "Você me fez diferente".

Seus olhos liberaram os meus novamente e ele passou a mão pelos cabelos, desviando o olhar. Para qualquer lugar, menos meu rosto. Meu rosto que eu tinha certeza que estava implorando a ele.

Escute-me.

Eu não sou a mesma.

"Eu acredito em você".

Suas palavras deveriam ter sido um alívio.

Elas eram o que eu queria.

Ele podia ver o mesmo que eu podia, que ele estava sentado atrás da sua mesa e eu estava em pé diante dele e ele estava com raiva e eu estava com medo e isso tinha acontecido antes.

Nós não éramos os mesmos.

Não importava.

Suas palavras foram polidas e rendidas e definitivas.

Tomei uma respiração profunda. Assentindo através da dor da realização, a agonia que vinha com uma mudança de percepção, uma mudança que não podia mais ser ignorada.

"Mas você está diferente também. Você não me quer mais." Não era uma pergunta.

"Você acha que eu iria?" Edward perguntou.

Ele queria uma resposta.

Ele queria saber.

Por que agora?

Por que ele?

Por que nós?

Eu achava que ele ainda poderia me querer?

Eu respondi a ele. "Você me disse 'para sempre'".

Não havia verdades absolutas.

Ele respondeu-me. "Você me disse 'nunca'".

Não havia verdades absolutas. Mas havia limites.

"Eu cometi um erro." Eu disse.

Seus olhos estreitaram para mim, eu pude ver uma ligeira onda de choque, de apreensão em suas feições.

"Beijar você." Eu esclareci através dos meus dentes. Eu podia sentir-me quebrando sob cada palavra, desejando que ele não me fizesse dizê-las. Mas eu tinha que fazer isso. Eu tinha que corrigir isso. Eu não era mais impotente. "Foi um erro, um deslize. Isso não vai acontecer novamente, eu prometo".

Houve um silêncio que se estendeu por décadas, a última palavra tocando no ar, desafiando tudo.

Eu fiquei de frente para ele, forçando o meu corpo a ficar parado e ereto.

Eu sabia que ele queria outra coisa. Ele queria que eu dissesse a ele que isso não tinha significado nada, que eu tinha simplesmente me afeiçoado a ele de novo, que eu estava confusa ou nostálgica ou solitária. Ele estava esperando que eu tornasse isso em nada, do jeito que eu sempre fazia antes. Da maneira que ele tinha se acostumado. O lugar em que ambos estávamos confortáveis.

Eu não queria que nós ficássemos confortáveis.

Eu deixaria isso ser o que era.

Um deslize.

Eu não sabia se ele aceitaria isso.

Depois de um longo momento, Edward olhou para o relógio em seu pulso. Eu o vi engolir e levantar em seus pés.

"Nós devemos ir." Ele disse calmamente.

Nós.

Eu concordei silenciosamente e me virei, atingindo a porta em dois pequenos passos e balançando-a aberta.

Eu o ouvi atrás de mim. "Bella".

Virei-me. Ele havia se movido em torno da sua mesa, arquivos na mão, olhando-me com uma expressão indescritível no rosto, como se quisesse dizer algo, mas não tivesse certeza de como dizer isso.

"O quê?" Eu perguntei, esperando com uma polidez tensa.

Ele suspirou. "Nada".

Saí pela porta, mas esperei para que ele a fechasse e trancasse. Eu o segui pelos corredores do hospital mais uma vez, o labirinto em sentido inverso.

As enfermeiras desejaram uma boa noite a Edward, e ele respondeu agradavelmente. Eu podia ver a tensão pela maneira como ele caminhava, a tensão que tinha tudo a ver com a minha presença três passos atrás dele, mas eu duvidava que alguém mais pudesse ver a diferença entre o homem que entrou e o homem que estava saindo.

Tentei imitar o meu comportamento despreocupado e curioso de mais cedo.

Edward fez isso parecer quase sem esforço.

Senti-me mais feroz e óbvia.

Ninguém estava prestando atenção, de qualquer maneira.

Eu me vi olhando para baixo para os pés de Edward, combinando os meus passos aos seus.

Quando voltamos para o carro, Edward não abriu a minha porta para mim.

Eu não fiquei ofendida.

O caminho de volta para a casa foi completamente silencioso.

A cada segundo, tornava-se mais espesso, mais aparente. Seu desafio, a minha penitência. Um teste para nós dois. Senti um lampejo de irritação crescer dentro do meu peito, aumentando e construindo até que cada um dos meus músculos ficou rígido com a raiva, meu queixo tencionou e travou com o desejo de falar. Eu podia sentir o silêncio impotente da minha própria culpa, o conhecimento de que, pelo menos esta noite, eu tinha que ficar em silêncio. Eu tinha que mostrar a ele que eu estava pesarosa por tê-lo beijado, que eu não me ressentia pela sua rejeição. Minha aceitação calma fez o beijo significativo, mas sugeria um remorso que eu não sentia.

Amanhã, eu o forçaria a falar comigo. Amanhã eu consertaria tudo, reconstruiria a confiança que eu tinha perdido inadvertidamente. Amanhã teríamos uma outra discussão, ou outra briga, ou outra qualquer coisa.

Poderíamos seguir em frente.

Amanhã.

Ele tinha aceitado meu pedido de desculpas.

Ele tinha dito "nós".

Eu não tinha estragado tudo.

Eu tinha tempo.

Tentei olhar pela janela pela maioria do caminho. Meus olhos continuaram vagando para ele. Ele parecia relaxado, à vontade, perdido em pensamentos.

Suas mãos não estavam relaxadas.

Elas estrangulavam o volante até que entramos no caminho da casa.

Eu podia ver uma das luzes ainda acesas na casa. Esme devia ter esperado por nós, provavelmente querendo me colocar no meu quarto. Ela era minha mãe de uma forma que a minha nunca foi. Ser amável e perfeita e tudo que eu já tinha almejado e estava apenas aprendendo a aceitar.

Eu não queria encará-la agora.

Mas eu encararia.

Estendi a mão para a maçaneta para abrir a porta, movendo-me no meu lugar para sair, quando senti uma leve pressão no meu braço esquerdo.

A mão de Edward.

"Bella." Ele disse o meu nome suavemente.

Fiz uma pausa e me virei no meu lugar, não permitindo-me realmente sentir o seu toque. Ignorando o calor dele na minha pele, fingindo alívio quando ele me soltou.

Eu esperei.

Ele lutou.

Finalmente, ele falou em um sussurro. "Cada diferença em você, cada mudança que você lutou para conseguir... tudo seria por nada se você cedesse à dependência, se você se perdesse no passado".

Minhas sobrancelhas franziram levemente, pensando que eu entendia, mas não querendo ter certeza.

"Eu não estou procurando repetir o que tínhamos." Eu disse a ele. Eu estava orgulhosa de como eu mantive minha voz neutra.

Edward olhou para longe, respirando firme enquanto enfrentava a frente da casa.

"Não há nenhuma outra opção." Ele disse com certeza. "Eu sou o seu passado".

Eu não tirei os olhos dele. Ele não olhou para mim.

Ele esperou.

Eu lutei.

Foi o meu sussurro desta vez. "Então esta é a parte onde eu deveria deixar você ir?"

Edward se virou e olhou para mim, por um longo tempo.

Então ele se inclinou para mim. Eu me senti recuar instintivamente, pressionando-me encostada contra o assento enquanto meus olhos arregalavam de surpresa. Houve um breve momento, quando eu o vi levantar os braços, que eu pensei que ele me tocaria. Puxaria. Abraçaria.

O porta-luvas se abriu e eu ouvi algo deslizar para fora, mas eu estava olhando para o seu rosto. Inexpressivo.

Assim como o meu.

Eu o vi inclinar para trás em seu assento, segurando uma pequena pilha de papéis.

Então, tão calmamente, ele os estendeu para mim.

Eles estavam em minhas mãos.

Eu li o cabeçalho.

Petição para Dissolução de Casamento.

Senti o peso silencioso quando elas caíram em meu colo.

Sua voz.

"Esta é a parte onde eu deveria deixar você ir".


Nota da Irene: *momento de silencio*

*Bate a cabeça na parede*

*Bate no Edward*

*Corre gritando*

Até amanhã em Fridays, que virá com um extra

=/