CAPITULO 6. UMA SAILOR GRÁVIDA
"COOOMOOOO?!", exclamou Usagi ruborizada, com os olhos abertos como dois pratos e a mandíbula roçando o chão perigosamente.
Ami e Rei correram para abraçar Michiru.
"Felicidades, Michiru!", exclamaram cheias de alegria.
Makoto e Minako se olharam e felicitaram Haruka.
"Me sinto decepcionada, Haruka. Não pude te ver conv...", Makoto tapou a boca de Minako.
"Caladinha você é mais bonita, Minako. Haruka, Michiru, felicidades".
Haruka começou a rir, passando a mão pela nuca, nervosa. Sentiu uma mão em seu ombro e se girou, encontrando-se com o sorriso de Mamoru.
"Felicidades. Vejo que serão pais antes de Usagi e eu", disse.
"O que estão esperando pra colocar em prática?", perguntou Haruka.
"O que está dizendo, Haruka? Não tenho vontade de ter Chibi Usa rondando pela casa. Se apenas fazem alguns meses que Mamoru e eu nos casamos!", se queixou Usagi, levando um chocolate à boca.
"Assim que vou ter um irmãozinho?", perguntou Hotaru, sem levantar-se do sofá, surpresa. "É possível?"
Haruka tossiu ligeiramente e olhou de forma significativa a Michiru que, assentindo, se ajoelhou de fronte a Hotaru, que havia se transformado em uma encantadora criança de doze anos.
"Hime-chan, Haruka e eu recorremos à magia das Sailor Starlights para poder te dar um irmãozinho. Não te parece uma boa idéia? Quer ser a irmã mais velha?"
Hotaru sorriu abertamente e por um momento, sua expressão fez jus a sua idade que aparentava seu corpo.
"Michiru-mama!", exclamou abraçando-a. "Serei a melhor irmã do mundo!"
"Ter irmãos pequenos é uma confusão", se queixou Usagi, recebendo um cutucão de Mamoru.
"Para quando espera o bebê?", perguntou Ami.
"Até o final da primavera", contestou Michiru, colocando-se de pé, séria. "Ami, Haruka e eu queríamos pedir que, já que agora está formada em medicina e trabalha no hospital com sua mãe, quero que se encarregue de minhas revisões medicas e de que a gravidez siga com normalidade."
"Quer que eu seja sua medica?", perguntou Ami, surpresa.
"Veja, você é uma de nossas melhores amigas e eu não me sentiria confortável se não fosse você que pudesse me dizer como vão as coisas", contestou Michiru. "Também temos consciência de que não é uma gravidez normal. Sou a primeira Sailor Senshi a ficar grávida e não sabemos quais podem ser os riscos..."
"Você nos conhece melhor do que ninguém, Ami", agregou Haruka, passando um braço sobre os ombros de Michiru.
Ami se ruborizou levemente.
"Tudo bem, eu aceito. Um amigo meu é ginecologista, assim que os dois estaremos designados a isto. Tudo bem para vocês?"
Michiru e Haruka assentiram.
"Quero porpor um brinde, garotas", disse Mamoru, levantando seu copo. "Pelo primeiro descendente das Sailor Senshi!"
Todos levantaram seus copos e brindaram pelo bebê. Haruka e Michiru se olharam fugazmente e sorriram. Agora sobrava a pior parte, comunicar a noticia aos pais de ambas. Como era de esperar, os pais de Michiru se negaram a aceitar a noticia. Para eles, Michiru deixou de ser sua filha no momento em que se apaixonou por Haruka. As duas concordaram em dizer a seus pais que Michiru havia feito inseminação artificial, já que jamais poderia explicar-lhes como havia sido gerado o bebê de verdade. Apesar de tudo, os Kaioh não estavam dispostos a aceitar que Michiru estava apaixonada de Haruka e que sua relação com ela era forte e estável. Talvez no futuro...
Com os pais de Haruka tampouco poderiam contar. Haruka havia saído de casa quando apenas tinha 15 anos e desde então só haviam visto sua família em época de Natal e alguma festa marcada. Era uma lastima que a família mais direta lhe desse as costas, mas sempre poderiam contar com suas amigas, Setsuna e Hotaru, sempre estariam com elas, substituindo de forma excepcional sua família biológica.
