CAPITULO 13. E FORAM FELIZES...

O barulho dos freios do carro de Haruka provocou com que muitos dos ingressados no hospital se assomassem pelas janelas. Em frente a porta do hospital havia estacionado, de forma perfeita ainda que na zona de ambulâncias, uma impressionante Ferrari vermelha. O incrível da situação não era por se tratar de uma Ferrari e sim por se tratar de um carro experimental de Fórmula 1. O condutor saiu na velocidade do vento e entrou no hospital como o diabo que foge da cruz. Acercou-se à mesa de recepção, mas Setsuna o impediu.

"Setsuna! graças a Deus que encontro alguém conhecido. onde está Michiru? Ela está bem?", perguntou presa a um ataque de nervos. Setsuna sorriu com calma e rodeou os ombros de Haruka com um braço enquanto a conduzia para a sala de espera. "Deve ter conduzido em alta velocidade porque nós acabamos de chegar. Agora te levarei para junto de Michiru e sim, não me olhe assim, está bem, tendo em conta as circunstancias".

Haruka suspirou aliviada e ao entrar na sala de espera foi recebida por usagi, que lhe deu um forte abraço e a deixou sem ar.

"Chegou rápido, Haruka!" gritou Usagi. "Acabamos de chamar mamo-chan, suponho que chegará logo. Viegos no furgão de Rei, quem demonios ia imaginar que os gemeos teriam tanta pressa pra vir ao mundo? Ainda que, claro, não é estranho levando em consideração de quem é o pai. É incrivel que..."

"Ja basta, Usagi, está enlouquecendo Haruka", se queixou Rei.

"Não é verdade!", exclamou Usai mostrando a lingua. Rei se irritou e também mostrou a lingua a usagi.

"Garotas, obrigada por vir e cuidar de Michiru", balbuciou Haruka, tentando se fazer ouvir por cima do alvoroo.

"Não tem que nos agradecer, Haruka, para isso servem as amigas", contestou Makoto dando uma palmada no ombro de Haruka.

A jovem loira sorriu e olhou de soslaio a Setsuna, que assentiu com a cabeça.

"Makoto, vou acompanhar Haruka ao quarto de Michiru, assim que procure impedir que essas duas se matem", disse a Guardiã do Tempo, apontando Rei e Usagi, que ainda estavam discutindo. "Minako, cuide de Chibi-Usa e de Hotaru, enquanto isso".


"Por que o parto se adiantou? Certeza que Michiru está bem? E os gemeos?", perguntava Haruka uma e outra vez. Setsuna sorria, ainda que também tivesse os nervos à flor da pele.

"Ami disse que isso as vezes acontece. Talvez Michiru estivesse um pouco nervosa e o parto se adiantou. E não se preocupe com ela, Ami está a seu lado e me disse que faz 10 minutos que já se encontra melhor, parece que os gemeos herdaram seu gosto pela velocidade, Haruka-papa".

A jovem loira começou a rir, mas se deteve em seco quando viu a porta do quarto de Michiru. Setsuna notou que Haruka havia se detido e girou o corpo, percebendo o medo desenhado no rosto da corredora.

"Que acontece, não quer entrar?", perguntou, surpresa pela expressão nos olhos de Haruka. A jovem loira passou a mão pelo cabelo, tentando nao tremer mais do que já estaca consciente de que fazia.

"Vou ser pai...", murmurou com medo e consciente pela primeira vez em nove meses, da situação. "Vou se pais de verdade...".

Setsuna começou a rir e abraçou Haruka de forma impulsiva. Esses lapsos de insegurança era um dos maiores dons de Haruka para Setsuna. Levantou seu queixo paa que olhasse-a nos olhos e sorriu carinhosamente.

"Oye, você cuidou de Michiru muito bem durante toda a gravidez. É uma garota fantastica e, ainda que não queira reconhecer em publico, você é muito carinhosa e atenciosa. É um modelo a seguir por Hotaru, ela te vê como um pai assim que não creio que note a diferença quando tenha dois pequenos chorões em casa pedindo que troque suas fraldas".

Haruka começou a rir e estreitou com força Setsuna, pegando-a desprevenida por segunda vez. A morena Guardiã do Tempo se ruborizou por primeira vez em anos.

"Obrigada, Setsuna", sussurrou Haruka, comovida. Se separaram e Haruka voltou a passar a mão pelo cabelo, apartando de seu rosto algumas mechas incomodas. Olhou de forma decidida para Setsuna, assentiu e abriu a porta, entrando no quarto.

"Como chegou cedo!", exclamou Michiru ao ve-la; Sorria amplamente, parecia estar bem. Haruka olhou Setsuna confusa e está assentiu transmitindo-le segurança. "Certeza que conduziu em alta velocidade, imprudente".

Haruka começou a rir, envergonhada, e caminhou lentamente até a cama de Michiru. Sentou-se na borda da cama e segurou sua mão. A jovem de cabelo cor de mar tinha o rosto empapado de suor e o cabelo estava um pouco despenteado, mas não havia perdido nenhum pouco de sua beleza sobrenatural.

"Vim o mais rapido que pude. Não acredito que algum guarda irá multar uma Ferrari de provas mal estacionado na entrada do hospital, não? Setsuna me diss...", se girou para olhar a jovem morena, mas esta já havia desaparecido do quarto. Riu e apartou algumas mechas do rosto suado de sua amada. "Está bem?"

Michiru assentiu.

"Tenho contrações a cada cinco minutos, mas nesse intervalo estou bem, não se preocupe". Acariciou sua mão, visivelmente emocionada. "Chegamos ao fim da viagem, Haruka".

A jovem loira sentiu um nó na garganta e tardou uns segundos para recuperar a fala. olhava Michiru intensamente, como se fosse a primeira vez que a via.

"É apenas o começo, Michiru, já ve...", se deteve ao notar uma onda de dor na mão que Michiru segurava cada vez com mais força. "isso é uma contração?", Michiru estava destroçando sua mão.

"O QUE TE PARECE, BAKA?", gritou Michiru presa a dor. Tinha o rosto contraido, o suor escorria pelo seu rosto, aferrava a mão de Haruka como se o mundo fosse acabar naquele instante. Nesse momento entrou uma enfermeira com uma seringa dotada de uma agulha longa e fina.

"Chegou a hora da anestesia epidural, senhorita Kaiou", disse suavemente.

"GRAÇAS A DEUS!", gritaram Michiru e Haruka em unisom.

A dor diminuiu quando o efeito da anestesia começou a fazer efeito. Uma enfermeira havia vendado a mão de Haruka e esta olhava Michiru com assombro. De onde demonios havia tirado tanta força? Nem sequer na batalha contra Galaxia e transformada em Sailor Netuno, Michiru havia sido TÃO forte.

"Ara, já estou melhor" murmurou Michiru, olhando Haruka com rosto culpado. "Sinto muito ter te machucado".

Haruka levantou a mão boa em uma tentativa de faze-la se calar.

"Não foi nada, para isso que vim", contestou, rindo. Nesse momento, chegou Ami e lhes comunicou que tina que ir para a sala de cirurgia, já que Michiru havia dilatado o suficiente para que os gemeos pudessem chegar ao mundo. Michiru segurou a mão boa de Haruka, parecia assustada. "Tudo vai ir bem", sussurrou Haruka, acariciando-lhe a mão. "Poderei estar presente no parto, Ami?"

"Claro, haruka, precisamos do pai para cortar o cordão umbilical dos gemeos", contestou a jovem de cabelo azul, colocando as luvas enquanto se dirigiam à sala de cirurgia.

"Te amo, Haruka", sussurrou Michiru sem soltar sua mão, enquanto passavam pelo corredor.

"Eu também te amo, Michiru", contestou Haruka beijando sua testa.

Estava amanhecendo quando Haruka apareceu na sala de espera. Hotaru estava dormindo, com a cabeça apoiada no ombro de Chibi-Usa, que também estava nos braços de Morfeu. Setsuna, Makoto e Rei estavam tomando café, conversando entre sussurros. Usagi estava dormindo, com a cabeça no ombro de Mamoru, que estava lendo uma revista. minako se encontrava diante de uma maquina, pegando um doce. Deu um chute na maquina fazendo cair duas barras de chocolate. Minako sorriu orgulhosa e ao dar meia volta viu Haruka de pé, na porta, com aspecto cansado, mas extremamente feliz.

"HARUKA!", exclamou correndo até ela esquecendo os chocolates, que haviam ficado na maquima. Usagi acordou de golpe e correu até a corredora. Hotaru e Chibi-Usa também despertaram e Haruka se abaixou para pegar hotaru nos braços. Beijou sua testa sem deixar de sorrir.

"Já têm dois irmãos com quem brincar, Hotaru", disse Haruka, visivelmente emocionada. Mamoru lhe deu um abraço e Setsuna, Rei e Makoto brindaram com seus copos de café.

"Parabéns, Haruka!", exclamou Mamoru, sorrindo de orelha a orelha. A alta jovem tinha um nó na garganta. Nunca esqueceria a expressão no belo rosto de Michiru quando Ami pegou o primeiro dos gemeos ao nascer, a menina, e a colocou entre seus braços. Percebeu que ela mesma estava chorando quando depois de alguns instantes, Ami pediu que cortasse o cordão umbilical de seu outro filho. Michiru, exausta, dormiu e Ami levou os gemeos para serem limpos. Haruka decidiu sair e dar as novas notícias a Setsuna. Não esperava encontrar as demais ali assim que a emoção havia lhe arrebatado a fala. Encontrou as palavras depois de alguns segundos, depois de limpar as lagrimas dos olhos com a mão vendada.

"Obrigada", pode apenas titubear.

"QUE ACONTECEU COM SUA MÃO, HARUKA?", perguntou Usagi, preocupada. A jovem loira se ruborizou.

"Um acidente de trabalho, Odango", contestou. Viu de soslaio que Setsuna ria disfarçadamene. Sendo a Guardiã do Tempo, Haruka teve o terrivel pressentimento de que sabia o que tinha acontecido.


Atualizando aos poucos :)

Espero que gostem! E espero reviews!

Até mais!