Olá :D

Mais uma atualização, estou conseguindo atualizar mais rápido do que eu imaginei ser possível :)

Espero que estejam gostando :)

Dúvidas? Sugestões? Criticas? Review ^^

Agradeço a todos que estejam acompanhando, desde já.

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CAPITULO 15. BUSCANDO OS NOMES PERFEITOS

"Umi e Fuu", disse de repente Hotaru, levantando a cabeça da revista que estava lendo. "Umi e Fuu! São bons nomes, não?"

Michiru riu e Haruka negou com a cabeça, batendo a mão no ombro da jovem morena.

"Já está há semanas propondo nomes", murmurou Haruka rindo. "Não cansa nunca?"

"Deixarei de faze-lo quando me diga como vão chamar meus irmãos", contestou Hotaru franzindo a testa. "Parece mentira que ainda não entrarem num acordo".

Haruka e Michiru se olharam de forma significativa. haviam chegado a discutir por causa dos nomes algumas vezes. A jovem mãe queria que seus filhos se chamassem Kei e Aoi, enquanto Haruka preferia Alex e Michelle. Michiru negava veemente que seus filhos levassem nomes ocidentais e Haruka não queria que nenhum de seus filhos tivesse nome de cor.

"Por que vocês não optam por um meio termo? Eu acho que cada uma de vocês deveria escolher um nome, assim as duas ficariam contentes", disse Setsuna servindo-se de uma xicará de chá.

As duas interessadas no tema se olharam e concordaram. Michiru subiu para comprovar como estavam os bebês e Haruka saiu á rua para meditar.

"Estão bravas?", perguntou Hotaru preocupada.

Setsuna riu

"Não que não possam resolver", contestou Setsuna pegando uma revista.


Ami guardou o estestoscopio na matela e sorriu satisfeita pelo o que havia constatado.

"O menino está um pouco fraco, mas pode ser por causa do clima, choveu estes dois ultimos dias e a umidade aumentou muito. Ah, aliás, não me disseram como os gemeos se chamam".

Haruka pigarreou levemente e Michiru se ruborizou.

"Ainda não decidimos", contestaram as duas ao mesmo tem, olhando-se durante um momento.

Ami riu e se dirigiu à porta.

"Mentenham-me informada. De todas as formas terão que ir ao cartório nesta semana, assim que não deixem o tema de lado", sorriu a jovem doutora, desaparecendo pela porta.

"Me sinto uma estupida", disse Haruka pegando o menino nos braços, que estava chorando.

"Eu tampouco tenho sido fácil", murmurou Michiru encolhendo os ombros.

"Estive pensando no que Setsuna disse anteontem e acredito que tem razão". Michiru assentiu, deixando-a continuar. "Kei é um nome bonito para o garoto".

Michiru sorriu e assentiu de novo com a cabeça.

"Então poderiamos chamar a menina de Michelle", murmurou deixando que a protagonista do assunto segurasse um dedo com força.

Haruka negou com a cabeça.

"Não, prefiro que se chame Alex, se não se importa". Michiru a olhou, surpresa. "O padre de Joshua, meu companheiro de equipe, se chama assim e é um homem que eu admiro muito desde o dia em que o conheci";

"Não quero que minha filha tenha um nome de menino, Haruka", se queixou a jovem de cabelo azul esverdeado.

"Alex é um nome que serve tanto para homem como para mulher, Michiru... Igual ao meu, lembra?", piscou o olho de forma significativa.

Michiru sorriu e se colocou de pé, passando a mão pelo curto cabelo de Haruka. Assentiu, finalmente com a cabeça e Haruka deixou o menino no berço, ao lado de sua irmanzinha.

"Tudo bem, se chamaram Kei e Alex, mas será você irá explicar quando alguém perguntar o por que dos dois terem nomes de meninos", murmurou Michiru rodeando o pescoço de Haruka com os braços.

Haruka assentiu e se inclinou sobre Michiru para selar o acordo com um beijo.


"Por que vocês colocaram nomes de meninos nos dois?", perguntou Usagi, entrando no salão com um prato cheio de biscoitos.

Michiru olhou SIGNIFICANTEMENTE a Haruka, que tossiu tapando a boca com o punho e explicou sua de versão dos fatos.

"É um bonito gesto, Haruka", disse Mamoru passando o braço pelos ombros de Usagi, que acabava de se sentar ao seu lado.

"Eu gosto que minha irmã se chame Alex", disse Hotaru. "Tem um carater muito forte e apesar de ser apenas um bebê, me lembra muito a Haruka-papa".

"Talvez tenha razão, Hotatu, mas não deixarei que minha pequena Alex tenha o cabelo tão curto como o de Haruka", disse Michiru com voz decidida. Olhou para a Haruka. "Faça o que quiser com Kei, mas deixe Alex em paz".

Haruka ignorou a advertência. Estava ansiosa para que chegasse o momento que poderia mostrar a seus filhos o circuito onde estava ganhando quase todas as corridas em que participava. Queria sair com eles a praia, ao parque, visitar museus. Estava desejando ver naqueles dois bebês traços seus e de Michiru mesclados e unidos para sempre.

"Deixaram os gêmeos em casa?", perguntou Chibi-usa.

"Sim, são muito pequenos, não podemos leva-los conosco a todos os lugares. Setsuna está cuidando deles, disse que quer estar com eles todo o tempo possível antes de voltar às Portas do Tempo", disse Michiru preocupada.

"Aconteceu algo?", perguntou Mamoru com rosto sério.

"Parece que não, mas nos disse que tenhamos cuidado, assim que eu acho que deveriamos estar preparados para qualquer coisa", contestou Haruka franzindo a testa.


"Está tensa, relaxe um pouco", murmurou Michiru, levantando o olhar da tela em que estava trabalhando.

Já fazia mais de cinco meses que a mulher de cabelo aguamarina não printava nem desenhava e o encontro com o cavalete lhe trazia mais de um problema, mas uma vez que segurou o carvão e pediu a Haruka que posasse para ela, a inspiração voltou com toda força; Não podia deixar de traçar linhas, de desenhar sombras, de estudar de forma analitica o corpo de Haruka enquanto o moldava sobre a tela.

"Nunca gostei de posar", se queixou a loira.

Michiru riu e deixou o carvão sobre a mesa. Caminhou até Haruka e arrumou a gola da camisa. Deu um beijo em seu rosto e acariciou seu rosto de forma maternal.

"Ninguém diria isso, amor", sussurou proximo de seu ouvido e voltou ao cavalete não sem antes lançar um ultimo olhar de soslaio para assegurar-se de que tudo estava como queria.

Haruka se ruborizou, se sentia incomoda. Nunca havia gostado de exibir sua figura e, ainda que Michiru não parava de repetir-lhe que era linda havia algo dentro dela que dizia que isso não era verdade. Michiru a havia ajudado a desfazer-se de seus complexos, mas ainda tinha um caminho a recorrer nesse aspecto.

"Como vai seu reencontro com a arte?", perguntou Haruka tentando não se mover de forma perceptível.

Michiru levantou o olhar, estava absorta no que fazia e tardou um pouco em contestar. Haruka ia repetir a pergunta, mas nesse momento Michiru lhe respondeu.

"É fascinante. É como se voltasse a descobrir a pintura pela primeira vez", murmurou com um sorriso capaz de derreter o Polo Norte inteiro.

Haruka sorriu internamente, cheia de orgulho e admiração por aquela mulher tão interessante. Um pranto repentino atraiu a atenção das duas, fazendo-as olhar em direção a porta.

"Eu irei ver o que acontece, você fica aqui, continue pintando, Michiru", disse Haruka levantando-se de seu lugar.

A mulher de cabelo azul esverdeado deixou seus utensílios de pintura sobre a mesa e negou com a cabeça, sem deixar de sorrir.

"Não posso seguir pintando sem minha musa", murmurou de forma sensual. Haruka voltou a se ruborizar. Michiru havia recuperado o humor em todos os sentidos, era fantástico. "Vamos ver o que querem os dois pequenos".