Capítulo 57 – Palavras muito atrasadas
Tradução: AnnaP e Ju Martinhão
Tinha sido alguns dias loucos, para dizer o mínimo. Eu tinha certeza que todo mundo que eu já conheci me ligou desde que a nossa foto vazou e as entrevistas começaram a sair. Edward e eu não havíamos nos encontrado apenas com a Rolling Stone e People,mas também nos sentamos com o Entertainment Tonight e o Extra. Se eu achava que fazer entrevistas impressas tinha sido intimidante, não era nada comparado à TV. Embora essas, felizmente, tenham sido curtas e doces, apenas um breve panorama de como Edward e eu nos conhecemos e como éramos felizes. Além disso, Mario Lopez não era exatamente Bob Woodward me atormentando sobre o escândalo Watergate, felizmente. Eu só tinha que me preocupar com a minha aparência e se eu não estava fazendo nenhuma careta estúpida. Edward me assegurou que eu não tinha feito, mas é claro que ele era muito apaixonado por mim para notar, de qualquer maneira. Eu provavelmente terei que mudar o número do meu telefone quando tiver a chance.
Eu não poderia interromper minhas ligações mais do que eu já tinha feito. Hoje à noite, Edward e eu sairíamos, em público, e dando aos fotógrafos reunidos do lado de fora em frente ao hotel o que eles queriam. Enquanto nós os afastássemos, Emmett e as garotas pegariam todas as nossas coisas e nos moveriam para a nova cobertura que Garrett tinha encontrado. Eu não tinha ideia de como ele conseguiu nos garantir um apartamento de seis quartos tão rapidamente, mas eu achava que o dinheiro de Edward tinha falado novamente. Eu me senti mal por isso estar custando tanto a ele, mas ele não se importou e disse que o estúdio pagaria a maior parte, de qualquer maneira. Acho que era bom ser uma estrela.
E também era bom encarar as coisas. Eu sabia disso. Então eu destaquei o número dela e cliquei em ligar. "Bella!" Ela gritou ao primeiro toque. É claro que ela realmente gritou ao telefone quando eu liguei.
"Oi, mãe".
"Onde você esteve? Bem, eu sei onde você esteve! Você está em toda a Internet e nos noticiários. Imagine, minha filha em revistas! Estou tão animada! Por que você não me contou?"
Eu senti a dor de cabeça já se preparando atrás dos meus olhos com nem mesmo 20 segundo de telefonema. "Porque Edward e eu estávamos mantendo isso em segredo".
"Mas eu sou sua mãe! Você não esconde essas coisas dos seus pais! Seu pai sabia, não é?" Ela perguntou acusadoramente.
"Não de imediato." Essa era a verdade. Ele não tinha descoberto até antes das Férias de Primavera.
"Ele obviamente sabia na sua formatura que Edward participaria." Ela ressaltou, soando irritada. "Se eu soubesse, eu teria ido".
Por que, por que eu estava mesmo surpresa por ela dizer isso? "Então, você não pode desistir das suas férias com o banqueiro para participar da formatura da sua própria filha, mas você cancelaria se pudesse encontrar Edward? É maravilhoso ver exatamente onde estão suas prioridades quando se trata de mim, Renée." Ela queria que eu a chamasse pelo primeiro nome quando eu conheci seu último idiota, então eu a chamaria assim agora. Ela não merecia ser chamada de mãe.
"Bella, você sabe que eu não quis dizer isso assim".
Certo. "Isso é exatamente o que você disse. Isso nem sequer importa." Importava, mas precisava parar de importar. Eu não precisava dela.
"Eu só quis dizer que, se eu soubesse que você tinha alguém importante na sua vida, é claro que eu gostaria de conhecê-lo".
"Você não sentiu a necessidade de vir conhecer Tyler. Não vamos fingir que você teria feito o esforço se meu namorado não fosse famoso." Na verdade, era bom repreendê-la pela sua merda pela primeira vez. Edward tinha me dito que eu precisava me defender sozinha quando conversamos sobre ligar para ela, e eu queria deixar claro que ela não seria magicamente uma parte da minha vida agora.
"Tyler não era bom o suficiente para você, baby. Você claramente percebeu isso sozinha. Não admira que você não quisesse namorar o irmão de Paul. Você já atingiu o filão!"
Sim, senhoras e senhores, esta é a minha mãe. "Ele não é o filão. Ele é o amor da minha vida".
"Sim, sim, você deve se apressar e se casar com ele antes que alguma co-estrela afunde suas garras nele." Minha mãe recomendou. "Normalmente, eu não a encorajaria a se casar tão jovem, mas você precisa garanti-lo enquanto ele ainda é louco por você!"
Fechei meus olhos e rezei por paciência. "Eu não preciso garantir Edward. Ele é meu e isso não está mudando".
"Essa é uma boa atitude para ter. Sempre exiba confiança. Isso não vai impedi-las de virem atrás dele, mas elas pensarão duas vezes, pelo menos. Eu mal posso esperar para conhecê-lo! Ele deve ter todos os tipos de amigos. Aquele Matthew McConaughey é solteiro?"
É claro que ela perguntou sobre alguém mais jovem do que ela. Eu provavelmente deveria ser grata que ela não perguntou sobre alguém da idade de Edward. "Tenho certeza que ele é casado, ou, pelo menos, comprometido." Eu disse a ela secamente. "E eu não tenho planos de ligá-la com ninguém".
"Bem, realmente, Bella, você deve monopolizar Hollywood só para você? Juntas, poderíamos levá-la pela tempestade! Você tem medo que eu vá roubar seu trovão?"
Cristo. "Não. Você não se preocupou em me visitar em anos, por que você acha que eu de repente a deixaria vir me ver agora?"
"Porque eu sou sua mãe." Ela me lembrou.
Isso provocou isso. "Você não é minha mãe." Eu respondi. "Você é a pessoa que me deu à luz e me abandonou. Ligações mensais e presentes ocasionais não fazem uma mãe".
"Só porque eu não sou tradicional, não significa que eu não te ame." Ela apontou, soando um pouco triste.
Eu suspirei. "Eu acho que me ama, do seu jeito, mas não é justo que você ache que pode simplesmente introduzir o seu caminho na minha vida como se fôssemos uma mãe e filha normais, ou até mesmo amigas".
"Eu achei que nós fôssemos amigas." Ela disse suavemente.
Jesus. "Eu não preciso de uma amiga. Eu tenho muitos amigos. Talvez você tenha visto que uma delas ficou ferida enquanto me protegia e a outra foi presa. Você nem sequer me perguntou se eu estava bem. Você focou em Edward, exatamente como eu esperava".
"Eu sabia que você estava bem. Eu te vi na TV com os meus próprios olhos, não é?" Ela perguntou, soando irritada agora. "Eu não sei o que você espera de mim, Bella".
Eu ri sarcasticamente. "Eu parei de esperar as coisas de você há muito tempo. O que eu quero de você agora é que desista de tentar conhecer Edward e qualquer outra coisa. Eu quero que você não tente usar isso para si mesma de qualquer maneira".
"Então você monopoliza toda a glória?" Ela exigiu.
"Glória? Do que diabos você está falando?"
"Eu estou falando sobre as revistas e internet e TV. O que eu ganho, Bella?"
Deus, ela me irritava. "Você ganha em continuar vivendo sua vida da sua própria maneira, exatamente como você gostava disso até poucos dias atrás. Você nem precisa se sentir obrigada a me dar um pensamento passageiro se não quiser".
"E se eu quiser?" Ela perguntou asperamente. "E se eu quiser a fama e a fortuna?"
Sério? Sim, vá em frente e me use para isso, pior, use-o para isso. "Então, consiga por si mesma. Você não receberá isso através de Edward".
"Eu não sei, imagino que alguns desses tablóides estariam interessados em ouvir sobre você da sua mãe, você não acha?"
E, lá estava. Mesmo que eu esperasse isso, suas palavras ainda me cortaram. "Você teria que realmente me conhecer para falar de mim. Pense bastante, mãe. Qual é o meu livro favorito?"
"Como isso é importante?" Ela desviou, nem mesmo tentando responder.
"Tudo bem. Qual é a minha cor favorita? Uma mãe deve saber disso, certo?"
"Vermelho." Ela sugeriu.
Eu ri. Eu tinha usado vermelho para a entrevista com o Extra. "Não mesmo".
"Bem, realmente, Bella, o que eu saber suas coisas favoritas tem a ver com alguma coisa?" Ela estava ficando muito irritada agora. Descobri que, em vez de me deprimir ou me perturbar, eu estava achando graça. Isso era muito melhor.
"O que você seria capaz de dizer à imprensa sobre mim que seja realmente necessário? Tudo o que você faria seria mostrar o quanto você não conhece a sua filha. Você gosta de parecer uma idiota?"
"Eu nunca pareço uma idiota, Bella." Sua voz era fria.
Nem valia a pena contradizer isso. "Seja como for, mãe. Faça o que você vai fazer. Eu não sou a famosa, Edward é. Este interesse em mim é apenas temporário".
"É por isso que você tem que atacar enquanto o ferro está quente! Aposto que se você o fizer pedi-la em casamento, poderíamos conseguir um reality show em que estamos planejando seu casamento! Imagine isso!"
Tive uma imagem mental rápida da minha mãe em pequenos shorts jeans e um top tomara que caia dizendo à Vera Wang como o meu vestido de noiva deveria ser. Era um tanto horripilante e divertido. "Quando eu me casar com Edward, será para nós dois, não para milhares de estranhos. Se você quiser ser convidada para esse casamento um dia, você respeitará o meu pedido para que se mantenha em silêncio e fora do meu relacionamento. Algum dia eu gostaria de ter um relacionamento real com a minha mãe, um que seja pelo menos a metade tão bom do que o que eu tenho com a mãe de Edward. A escolha é sua".
"Eu só quero o que é melhor para você." Ela reclamou.
"Edward é o melhor para mim. Prejudicar isso com mentiras, ou até meias verdades, seria algo que eu nunca perdoaria. Eu liguei para dizer isso. Espero que você possa respeitar e ficar feliz por mim".
"Eu estou feliz por você! Eu quero fazer parte disso!" Ela insistiu.
"Então prove, mãe. Pela primeira vez na sua vida, coloque-me em primeiro lugar. Nós nos falaremos novamente quando eu vir que você fez isso. Eu tenho que ir".
"Mas, Bella..."
"Nada de mas. Pense no que eu disse. Cuide-se".
Desliguei antes que ela pudesse dizer algo mais e enterrei meu rosto no travesseiro. Estava feito. Estava nas mãos dela se teríamos um não um relacionamento real daqui em diante. Agora eu ficaria pronta para colocar para fora a relação que realmente importava para o público devorar. Seria estranho estar em exibição, mas Edward me apoiaria. Disso eu não tinha dúvida.
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Era demais? Rose e Alice tinham concordado quando nós escolhemos isso, mas talvez eu esteja vestida demais para uma noite na cidade. Eu deveria mudar, talvez para outro vestido, ou coisa parecida. Eu me estudei no espelho. O azul royal ficava bom em mim, e o vestido mostrava todas as curvas. Eu tinha ido muito longe de vestir moletons com capuz e jeans para usar Gucci e Ralph Lauren. Talvez eu não estivesse usando o suficiente. Eu estava mostrando muita pele.
"Ei, baby, eu só preciso de... " Edward veio virando a esquina e, literalmente, arregalou os olhos quando me viu. Aqueles lindos olhos verdes dele ficaram quentes e com fome, fazendo minha boca ficar seca. "Você está linda." Ele disse eventualmente, nunca tirando seus olhos de mim.
"Você não acha que é demais?" Eu perguntei, puxando a bainha. Ele parava um pouco acima dos meus joelhos, e as sandálias pretas que eu usava deviam ser confortáveis para caminhar.
"Se fosse menos, eu não seria capaz de levá-la em qualquer lugar sem ter que cometer uma centena de atos de violência." Ele respondeu, parando na minha frente com aquele olhar em seu rosto que me disse que teríamos problemas se não saíssemos logo. Não que eu realmente tivesse um problema com isso.
"Eu quis dizer, é muito extravagante? Nós apenas vamos passear e comer em algum lugar simples, certo? Eu não quero parecer como se tentasse muito forte".
Ele moveu meu cabelo por cima do meu ombro e passou os dedos sobre a minha pele, fazendo arrepios aparecerem em seu rastro. Eu nunca superaria o quanto era bom quando ele me tocava. Ele soltou um gemido suave. "Você está perfeita, baby. Você não parece que tentou muito forte. Você está linda. Tão linda que a última coisa que eu quero fazer é sair e dividir você com alguém. Você é toda minha".
Ele podia dizer tudo o que queria sobre o meu dom com as palavras, mas ele era muito melhor com elas do que eu jamais poderia esperar ser. Coloquei meus braços ao redor do seu pescoço e o beijei. "Obrigada. Você sempre sabe o que dizer para me acalmar".
"Você sempre sabe o que fazer para me deixar excitado." Ele respondeu, o que me fez rir. Isso era definitivamente verdade, embora o homem pudesse ficar excitado quando eu estava usando jeans. "Deixe-me tomar um banho rápido e nós sairemos. Toby e Chris estão prontos?"
Guarda-costas. Eu teria que me acostumar com eles, pelo menos por algum tempo. Pelo menos eu gostava deles até agora. Chris mal disse uma palavra, e Toby era doce, mas enorme. "Sim, eles estão ao lado esperando por nós." Edward me deu outro beijo antes de começar a tirar sua roupa. Ele pegou calças pretas e uma camiseta preta e começou a vasculhar através das suas de botões. Ele escolheu uma preta, mas o parei e agarrei a verde escura. "Eu amo essa com os seus olhos".
Edward me deu seu sorriso sexy e pegou a camisa verde. "O que quer que você goste, baby. Ou devo usar azul para combinar com você?"
Deus, não! "Ah, não, nós não seremos um daqueles casais!"
Ele riu e beijou a ponta do meu nariz. "Concordo. Por que você não vem conversar comigo enquanto eu tomo um banho?"
Como se eu não soubesse aonde isso levaria? O homem era tão transparente. "Nós dois sabemos que se eu fizer isso, nunca sairemos".
Edward fez beicinho por um segundo, mas então me atirou outro sorriso. "Tudo bem, eu já volto".
Eu tive que lutar contra a vontade de entrar e me juntar a ele, o que foi difícil, mas eu foquei, em vez disso, na noite adiante. Eu estava nervosa, eu tinha que admitir. Eu estive escondida dentro do hotel desde o incidente, e, enquanto eu estava um pouco louca, eu não necessariamente queria encontrar tudo isso de novo. Mas era parte de estar com Edward, e eu suportaria qualquer coisa por ele.
Era estranho, muitas pessoas desejariam poder ser famosas. Parecia glamouroso, e eu sabia que parte disso era, mas eu não tinha experimentado muito disso ainda. Ter dinheiro e ser capaz de gastá-lo com o que você quisesse era definitivamente ótimo, mas se você não podia sair sem ter câmeras e pessoas em seu rosto, realmente valia a pena? Como com qualquer coisa, eu acho que dependia.
Para mim, Edward valia a pena a falta de privacidade e de anonimato. Mas eu tinha certeza que eu nunca seria uma daquelas pessoas que procuram a fama por conta própria. Eu não gostaria de estar em um reality show como a minha ridícula mãe queria.
"Devo fazer a barba?" Edward perguntou do banheiro.
Ele era louco? Ele estava ostentando uma bela barba por fazer como Steven Steele. "Você está brincando? Barba por fazer." Eu respondi.
Estava quase na hora. Eu precisava me acalmar e estar pronta para o que pudesse vir em nosso caminho. Olhei pela janela e tentei me concentrar. Senti mais do que ouvi Edward atrás de mim quando ele envolveu seus braços ao redor da minha cintura e me puxou contra ele. "Você está bem?" Ele perguntou.
Tentei aliviar a tensão dos meus membros, enterrando meu rosto em seu pescoço e respirando seu aroma de sabonete e limpeza. "Apenas nervosa." Eu admiti.
Ele descansou sua bochecha em cima do meu cabelo. "Você ficará bem." Ele prometeu. "Eu não a levaria para fora se não achasse que poderia mantê-la segura".
É claro que ele não iria. Eu confiava nele completamente. Era na imprensa e pessoas aleatórias e fãs que eu não confiava. Eu me virei e segurei seu rosto. "Eu sei. Eu não acho que o que aconteceu na segunda-feira acontecerá de novo, não com você e os guarda-costas lá. Estou apenas nervosa com todos os olhos que estarão em nós. Parece estranho, sabe?"
Ele sorriu de forma tranquilizadora. "Eu sei. Tudo o que posso dizer é que você eventualmente se acostumará com isso e poderá se desligar disso, no entanto, geralmente haverá algumas pessoas que passarão pelo seu guarda-costas, mas não é tão ruim".
Não é tão ruim, hein? Nós veríamos. Eu beijei sua bochecha. "Veremos sobre isso. Você sempre me faz sentir melhor. Obrigada, bonitão." Seu colarinho estava um pouco para cima, então eu o alisei e, em seguida, eu me preparei, tomando uma respiração profunda e dando-lhe o sorriso que eu sabia que ele precisava. "Vamos fazer isso".
Ele sorriu e estendeu a mão. "Posso levá-la para sair esta noite, Isabella?"
Ele sempre sabia como aliviar o clima. Eu ri e fingi não estar emocionada com o convite. "Suponho que eu não tenho nada melhor para fazer".
"Eu tenho." Ele disse, seu sorriso se tornando feroz e me fazendo rir ainda mais. Ele tinha uma mente muito rápida. Eu o amava, porém. "Mas Kate nos matará se nós fizermos o que eu quero fazer".
Ela mataria. Se eu aprendi alguma coisa nos últimos dias com Kate, era que ela era feroz, leal, engraçada e muito boa em seu trabalho. Ela sabia o que precisávamos fazer e eu confiava nela tanto quanto Edward confiava. Ele tinha uma equipe maravilhosa ao seu redor. Garrett tinha feito tanta coisa em apenas alguns dias. Foi realmente incrível. Eu não podia esperar para ver o nosso apartamento. O que me trouxe de volta para os pensamentos originais de Edward sobre sexo.
Eu sorri e liguei meus dedos com os de Edward. "Nós simplesmente teremos que fazer isso quando chegarmos à nossa nova casa. Nós temos que batizá-la, não é?"
Ele riu. "Isso nós temos. Mal posso esperar para explorar todo o lugar com você".
Se pudéssemos! "Controle-se, Cullen, nós a compartilharemos com um bilhão de outras pessoas." Alice, Rose, Emmett e quatro guarda-costas provavelmente limitariam a nossa exploração, mas nós conseguimos o quarto principal, eu tinha certeza que haveria muito o que explorar lá.
Ele sorriu e nós nos movemos para a porta, mas ele parou antes de abri-la. Ele levantou nossas mãos unidas e beijou os nós dos meus dedos. Meu Deus, o que a sensação daqueles lábios faziam comigo. Qualquer coisa valia a pena a sensação que ele me dava. "Se começar a ser demais para você, demais em qualquer coisa, você me avisa e nós sairemos de lá. Você é a minha prioridade, não a publicidade e a imprensa. Ok, baby?"
"Eu ficarei bem, Edward." Eu prometi. Eu ficaria, com ele ao meu lado.
"Eu sei que você ficará. Mantenha seu foco em mim e todos eles desaparecerão".
Isso não seria uma dificuldade. E era uma boa ideia. Apenas focar em Edward. O que mais eu poderia querer? "Isso deve ser fácil o bastante. Você é tudo que eu vejo".
Ele sorriu. "O mesmo vale aqui, baby. Rumo à violação." Ele disse enquanto abria a porta. Esperançosamente, esta seria um cerco ao qual sobreviveríamos.
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Era exatamente como tinha sido na segunda-feira, só que desta vez eu tinha Edward e dois homens muito grandes e corpulentos me escoltando. Houve aquele um instante, quando primeiramente pisamos do lado de fora do hotel, onde parecia que éramos apenas pessoas normais saindo para jantar e passear. Em seguida, um grito soou, seguido por muitos, e corpos vieram correndo em nossa direção, câmeras piscando, corpos se acotovelando e tentando chegar a mim.
Edward segurou minha mão com força e eu agradeci a Deus por aquele toque, o jeito que ele me fazia sentir. Toby ficou na nossa frente e começou a empurrar as pessoas para trás, abrindo um caminho para nós para a limusine à espera. Chris estava ao meu lado, impedindo qualquer um de me tocar neste momento. Eu podia ver as pessoas apalpando Edward, mas ele manteve os olhos em mim, agindo como se eles não estivessem mesmo lá.
Perguntas estavam vindo rápido e furiosas em inglês, alemão e Deus sabia quais outras línguas. É claro que eu só podia entender os ingleses, e eu fiquei um pouco irritada quando alguém me perguntou se eu estava grávida. Eu parecia grávida? Eles achavam que essa era a única maneira que eu poderia manter Edward comigo?
Edward ficou olhando para mim enquanto fizemos nosso caminho para a limusine, ignorando as perguntas. Eu mantive um sorriso estampado em meu rosto, aceitando sua sugestão, tentando parecer confiante e não afetada pelo caos ao meu redor. Levou menos de um minuto para alcançar o carro, mas pareceram horas. Toby abriu a porta e rapidamente se afastou, impedindo os repórteres de subir na limusine conosco. Edward me ajudou a entrar primeiro antes de entrar, Chris seguindo. Toby acabou entrando na frente e nosso motorista decolou às suas ordens.
Edward olhou pela janela atrás de nós antes de se virar para mim. "Você está bem?" Ele perguntou, seus olhos perfurando os meus.
Eu estava, na verdade. Não tinha sido nem de perto tão esmagador desta vez, tanto porque eu esperava isso e porque eu tinha Edward e os nossos guarda-costas para me manter segura. "Muito melhor do que da última vez." Eu assegurei a ele, sorrindo para Chris. "Obrigada".
"Só estou fazendo o meu trabalho." Ele respondeu rispidamente. Edward riu e me lançou um olhar. Nós nos perguntávamos se poderíamos conseguir que Chris realmente falasse quando saíssemos. Ele era, de longe, o mais quieto dos guarda-costas. Brian era hilário, contando piadas e mantendo as coisas leve, mesmo quando estávamos planejando segurança. Riley era inteligente e lindo, para a alegria de Alice. Aqueles dois estavam conversando um pouco, o que me deixava feliz. Eu esperava que ela não se sentisse como uma quinta roda e estava feliz com a forma como Edward e Emmett a incorporaram em nossas vidas, mas eu sabia que ela tinha que se sentir um pouco solitária, independentemente disso. Toby era um grande ex-jogador de futebol que amava falar sobre malhar com Emmett. Eles eram grandes amigos.
Edward deslizou o braço em volta de mim e eu relaxei contra ele. "Você não me disse como a sua conversa com a sua mãe realmente foi." Ele me lembrou.
Ele estava certo, e eu sabia que precisava falar sobre isso, mas eu olhei para Chris, que parecia não estar prestando atenção a nós. Ele estava ouvindo algo através do fone de ouvido que todos os nossos guarda-costas estavam usando. "Você pode me dizer." Edward murmurou.
"Foi como eu pensei que seria. Ela estava completamente toda sobre você." Seu aperto aumentou em mim. Tentei não deixar que a mágoa aparecesse, mas é claro que ele viu isso, de qualquer maneira. "Ela realmente disse que teria vindo para a minha formatura se soubesse que você estaria lá".
Ele estremeceu em simpatia. "Eu sinto muito, baby".
"Está tudo bem. Eu esperava isso e ela não me desapontou." Pelo menos eu poderia contar com a minha mãe para nunca me surpreender. Balancei minha cabeça. Eu tinha que contar tudo a ele, porque isso poderia voltar para nos atormentar, mais cedo ou mais tarde. "Ela queria apostar meus 15 minutos de fama, como está, no dela".
Ele parecia indignado. "Como?"
Eu suspirei. Ele só ficaria mais irritado. "Eu não quero te dizer. Só vai deixá-lo bravo".
Ele tocou levemente minha bochecha. "Eu não ficarei bravo com você, que é tudo o que importa".
Isso mesmo. Não era minha culpa. Afastei-me e olhei para ele. "Ela disse que eu deveria tentar fazê-lo me pedir em casamento antes que você fique com a sua próxima co-estrela, e para que pudéssemos ter o nosso próprio reality show onde planejaríamos o nosso casamento".
Raiva, tristeza e mágoa atravessaram seu rosto. Eu sabia que ele ficaria magoado por mim. Ele não podia imaginar uma mãe egoísta como a minha, porque ele tinha a melhor em Esme. "Bella, eu sinto..."
Eu o interrompi, colocando meu dedo sobre seus lindos lábios. Ele não pediria desculpas pelas ações dela. "Você não pode pedir desculpas pela minha mãe. Eu não posso pedir desculpas por ela. Ela é o que é e eu não acho que ela mudará tão cedo, mas eu disse a ela se ela quiser ser parte da minha vida, é melhor que ela mude. Eu disse que se ela fosse para a imprensa, ela não teria nada a dizer sobre mim, porque ela nem sequer me conhece, e ela realmente não conseguiu contestar isso. Se ela não mostrar respeito ao nosso relacionamento, ela não será uma parte da minha vida de qualquer maneira, e muito menos será uma parte da sua".
Ele sorriu para mim então. "Estou muito orgulhoso de você".
Eu ri. "Orgulhoso de mim por repreender a minha mãe?"
Edward assentiu. "Sim. Ela precisava ouvir isso. Se a imprensa mostrar qualquer interesse nela, nós teremos Kate atrás dela, mas eu realmente não acho que ela pode nos prejudicar de alguma forma. Kate disse que nós estamos recebendo muito amor da imprensa e dos fãs".
Eu ri, lembrando de uma conversa semelhante com as minhas amigas. "Assim como Rose e Alice. Elas estiveram acompanhando as notícias novamente. Eu me recuso a lê-las, mas supostamente as pessoas querem o meu homem, minha vida e minhas roupas." Elas juravam que eu me tornaria um ícone da moda. Eu disse a elas que elas eram loucas e eu voltaria para o jeans assim que as fotos importantes acabassem. Eu gostava de me vestir bem às vezes, mas não me tornaria uma pessoa da moda.
Edward sorriu para mim. "Bem, elas são roupas lindas, mas você é ainda mais encantadora fora delas. E eles não podem me ter, ou a sua vida; eu gosto das coisas do jeito que são".
Bati no seu peito levemente. "Nós temos companhia, você sabe".
Edward encolheu os ombros e me deu um sorriso de menino. "Não posso evitar, baby. Você traz esse meu lado à tona".
"Nunca mude." Eu disse, beijando-o levemente. Perguntei-me como os outros estavam se saindo e se tínhamos feito o nosso trabalho afastando a imprensa, então eles poderiam fugir sem incidentes. "Você acha que eles conseguiram sair por agora?"
Ele balançou a cabeça. "Eles esperariam cerca de uma hora, então, não. Mas eles sairão em breve".
A limusine parou e eu olhei para fora da janela. A rua era cheia de edifícios que pareciam quase ser parte um do outro. Não havia literalmente espaço entre eles. Havia lojas e restaurantes nos pisos inferiores e o que pareciam apartamentos nos andares superiores. Diretamente pela rua, havia uma igreja muito bonita que era tão alta quanto alguns dos edifícios.
"Olhe isso." Eu disse a Edward, apontando-a para ele. "É lindo".
Edward assentiu e apontou para uma feira de rua que estava bem próxima. Eu estava ansiosa para fazer um pouco de compras. Comprei algumas coisas para ele em Roma e Paris, mas agora eu o teria comigo para apontar as coisas turísticas ridículas e eu totalmente compraria para ele algo que gritasse detestável turista americano. Nós escolheríamos juntos agora.
"Você está pronta, amor?" Ele perguntou, cortando meus pensamentos.
Eu estava. Eu estava animada agora para experimentar uma verdadeira noite fora com o meu namorado. "Sim!" Eu exclamei. Edward acenou para Chris e ele falou baixinho em sua escuta. Toby abriu nossa porta e Edward saiu, estendendo uma mão para mim. Eu segurei a sua quando saí do carro. Edward me deu um sorriso tranquilizador antes de passar para o lado e ficar parado ao meu lado. Seus olhos estavam em mim enquanto eu olhava ao redor.
O prédio simplesmente tinha me fascinado. A história à qual eles devem ter sobrevivido. "Olhe para essas construções. Aposto que são realmente antigas. É uma das coisas mais legais sobre a Europa, não é? Quanto tempo tudo está por aqui e a história por trás de tudo. Eu amo isso".
Edward me puxou para mais perto e soltou minha mão, colocando o braço em volta de mim. "É realmente legal e estou feliz que consigo compartilhar isso com você, finalmente".
Ele estava tão certo. Pobre Edward. Ele nunca conseguia ver nada disso. Pelo menos eu tinha tido tempo para explorar e ver. Fiquei emocionada que eu era a pessoa com quem ele experimentava isso. Joguei meus braços ao redor dele e o beijei com tudo o que tinha, deixando-o saber que eu estava animada para estar com ele. Ele grunhiu e apertou os braços em volta de mim, beijando-me de volta. Eu podia sentir sua felicidade e não queria nada mais do que mantê-lo dessa maneira.
Eventualmente, nosso beijo terminou e Edward sorriu, beijando meu nariz. "O que foi isso?"
Peguei sua mão de volta na minha. "Estou simplesmente feliz que você finalmente conseguiu sair e ver um pouco da cidade além de onde você está filmando, e que eu consigo ser uma parte disso. Isto é como deveria ser".
Edward apertou minha mão e começou a nossa caminhada. Foi então que eu notei todas as câmeras apontando para nós e as pessoas olhando como se tivessem acabado de ver, bem, uma estrela de cinema beijar sua namorada. Oops. Como eu pude esquecer? Edward parecia feliz, porém, e isso era do que se tratava isso. Sim, estávamos dando a eles fotos, e eu, sem saber, dei-lhes uma incrível, mas também estávamos fora para ter um bom tempo e isso é o que eu faria. Eu seria eu, a garota que poderia beijar seu namorado quando ele estava de bom humor e experimentar algo novo que o fazia sorrir. Sim, eu tinha Toby parado do meu outro lado, mas tinha Edward segurando a minha mão, e eu focaria nele e faria o meu melhor para esquecer todo o resto.
A primeira loja que vi me fez rir como louca e puxar Edward até a janela. Apontei para os chapéus alemães, completos com penas. "Eu deveria comprar um desses para você." Era ridículo e incrível e ele precisava ter um.
Ele sorriu. "Parece o que Chevy Chase usou em Loucas Aventuras de uma Família Americana na Europa." Ele também usava todo o traje e eu aposto que eles tinham lá. Edward balançou a cabeça rapidamente. "Nem sequer pense nisso. Eu não usarei um lederhosen*".
*Lederhosen (em alemão para calças de couro; no singular: Lederhose) são calças feitas de couro, que podem ser curtas ou na altura do joelho. Aquela típica roupa alemã.
Maldição. "Não é como se eu não me fantasiasse para você." Eu apontei, mantendo minha voz baixa no caso de qualquer dos repórteres ter bons ouvidos.
Edward sorriu. "Isso é diferente, baby. Não há nada sexy sobre o lederhosen".
Ele tinha um ponto, mas eu ainda tinha que brincar com ele. "Diga você." Eu disse a ele, rindo quando ele me cutucou. "Tudo bem, nada de lederhosen. Mas você ganhará o chapéu." Era o que eu queria, de qualquer maneira. Peguei o que estava mais próximo do Loucas Aventuras de uma Família Americana na Europa e o coloquei sobre a cabeça dele. Eu tive que rir do quanto ele ficou ridiculamente bonito. Alguém mais na loja tirou uma foto dele, mas Edward apenas sorriu e aceitou.
Arranquei o chapéu da sua cabeça e o entreguei ao caixa, pegando meu dinheiro antes que Edward pudesse. "Não, é um presente." Eu apontei quando ele tentou pagar.
Nós saímos, Edward carregando seu chapéu em uma sacola, em vez de usá-lo, nada surpreendente. "Algum presente, baby. Você sabe que tipo de presente eu gostaria?" Ele me guiou em direção a uma loja de lingerie com um manequim usando um babydoll preto transparente. Comovente que ele quisesse esse presente.
Hora de lembrá-lo da realidade. "Você realmente quer o meu pai vendo fotos de nós dois entrando e saindo de uma loja de lingerie carregados de pacotes?" Eu mal tinha dito as palavras antes de Edward me arrastar para a próxima loja, o que me fez rir pra caramba. "Você é tão fofo." Eu finalmente consegui dizer.
"Eu valorizo a minha vida." Ele disse, beijando minha mão. "Você está com fome?"
Tentei trabalhar um pouco de entusiasmo para outra refeição estranha, mas eu simplesmente não consegui. Eu estava com fome, porém. "Nós temos que ir a algum lugar chique?"
Edward riu. "Não, baby, você não tem que comer qualquer comida estranha de pessoas ricas. Há um pouco de tudo aqui. Comida francesa, turca, italiana..." Italiana? Yum! "Spaghetti então." Ele disse quando viu meu rosto. Nós passeamos pela rua e eu fiz o meu melhor para fingir que as pessoas não estavam olhando e tirando nossas fotos enquanto caminhávamos de mãos dadas. Paramos em frente a um pequeno restaurante com algumas mesas ao ar livre e uma pequena cerca preta ao redor delas. As mesas brancas tinham guarda-sóis pretos sobre elas para bloquear o sol. "Isso serve?" Edward perguntou.
Eu amei. "Parece perfeito".
"Você só está feliz que pode comer algo que você reconhece." Edward apontou, fazendo-me rir.
Eu dei de ombros. "O que eu posso dizer? Sou um tipo simples de garota".
"Nada simples sobre você, linda, exceto o quanto é fácil amá-la".
Como eu poderia não beijá-lo quando ele dizia algo assim? Então eu beijei. "É muito mais fácil amar você, confie em mim".
"Posso acomodá-los, senhor?" Um homem com um sotaque italiano perguntou a Edward.
"Obrigado." Ele nos levou para uma mesa na parte de trás, tal como era, embora estivéssemos ao ar livre. Edward puxou minha cadeira e eu sorri para ele enquanto deslizava nela. Toby e Chris pegaram as outras duas cadeiras e as puxaram atrás de mim, sentando-se contra a cerca, bloqueando-nos um pouco dos fotógrafos que estavam se reunindo e tirando fotos. Eu esperava a Deus não derramar bebida sobre mim. Talvez comida italiana fosse uma má ideia. Eu deveria apenas comer um pouco de pão, mas eu estava com muita fome.
"Esme lhe ensinou boas maneiras." Eu disse a Edward quando ele se sentou depois de cuidar de mim.
"Você esperava menos que isso?" Ele perguntou.
"Não, você é melhor do que eu jamais sonhei". Ele era quase bom demais para ser verdade, e de alguma forma ele era meu. Era inacreditável.
O cara que nos acomodou nos deu os cardápios e ofereceu um pouco de vinho. Edward olhou para mim e eu assenti para que ele escolhesse algo. O cardápio era em italiano, mas de fácil compreensão. Edward recebeu uma mensagem de texto quando estávamos olhando. Ele assentiu e eu assumi que os outros tinham saído em segurança.
"O que você vai pedir?" Ele perguntou quando deslizou a mão na minha perna debaixo da mesa. Incorrigível. Deus, eu o amava.
"Frango parmesão*." Anunciei, exatamente quando a nossa garçonete veio e parou em seu caminho quando ela viu o meu namorado. Eu tive que rir da sua expressão estupefata. Eu não podia culpá-la. Eu provavelmente faria a mesma coisa em seu lugar.
*Frango parmesão: prato de peito de frango com parmesão, espaguete com molho, mussarela e queijo parmesão.
"Você é Edward Cullen, não é?" Ela perguntou em inglês com um forte sotaque.
Edward lançou-lhe um sorriso. "Sim".
"Eu sou uma grande fã." Ela disse a ele, sorrindo amplamente. Foi realmente meio doce. Eu me perguntei qual seria a sensação de ver as mulheres vindo até ele, mas esta não estava me incomodando. Então, novamente, ela não estava dando em cima dele também.
"Isso é ótimo. Obrigado." Ele respondeu.
"Posso ter um autógrafo?" Ela se perguntou.
"Claro, você tem uma caneta?" Ela não parecia saber onde encontrar uma, então eu peguei uma em minha bolsa junto com meu bloco de notas que eu carregava por toda parte. Edward pegou e sorriu para mim.
"Qual é o seu nome?" Ele perguntou a ela.
"Isabella." Isso o fez sorrir para mim e ele assinou para ela. Ela pegou o papel e tentou ir embora sem nos dar o vinho que segurava.
"Com licença." Edward disse, parando-a em suas trilhas. "Nós podemos ter o nosso vinho e talvez fazer o pedido?"
"Oh, scuzi*." Pobre menina. Ela corou e estendeu a garrafa, sua mão trêmula. Ela estava tão nervosa e envergonhada que eu sentia por ela.
*Scuzi: desculpe em italiano.
Edward se levantou e pegou a garrafa dela, tendo visto o que eu vi. "Eu pego isso." Ele serviu cada uma das nossas taças e colocou a garrafa sobre a mesa antes de se sentar.
"O que você gostaria?" Ela me perguntou em inglês com forte sotaque. Eu pedi meu frango parmesão.
"Lasanha para mim, obrigado." Edward disse a ela. Ele encarou os nossos guarda-costas, mas ambos disseram que não. "Água?" Ele perguntou. Eles disseram sim para isso e Isabella saiu correndo para trazer os nossos pedidos. Eu ri depois que ela estava fora do alcance da voz.
"O quê?"
"Eu achei que ela hiperventilaria. Espero que ela consiga fazer nossos pedidos certos".
Edward sorriu e pegou minha mão. "Eu não me importo quanto tempo leve. Estou desfrutando da companhia imensamente".
O homem me fazia desmaiar. Olhei para trás dele e vi que todos os olhos estavam em nós, alguns com câmeras, alguns sem. Era um pouco desconcertante, mas eu estava fazendo o meu melhor para ignorá-los. Contanto que eu não derramasse nada sobre mim mesma. "Estou feliz. Você sabia que existem cerca de 30 pessoas olhando para suas costas agora?"
Edward balançou a cabeça. "Direto para você, linda. Ou, mais precisamente, para as costas do nosso guarda-costas".
As coisas algum dia seriam normais para nós? Eu poderia fingir, mas não é como se eu não percebesse os olhares, os sussurros e as fotos. "Você realmente acha que vai acalmar depois disso?"
Ele assentiu. "Talvez não imediatamente, mas, sim. Nós seremos um casal muito chato para eles cobrirem, baby. Nenhum rompimento, sem escândalos de traição, sem problemas com drogas, você não tem uma propensão para o furto, que eu saiba..."
Ele me fez rir. "Eu serei presa por roubar algo legal, como brinquedos sexuais".
Ele se juntou à minha risada. "Certifique-se de levar Rose com você nessa ocasião. Isso realmente os terá se perguntando sobre os irmãos Cullen e suas mulheres".
"Conte com isso." Eu disse a ele, sorrindo. Quem dava a mínima que havia uma centena de olhos em nós? Eu estava me divertindo com ele, maldição.
Edward brincou com meus dedos e olhou nos meus olhos. "Kate acha que você pode obter algumas ofertas depois de tudo isso".
O que isso significa? "Ofertas? O que você quer dizer com ofertas?"
"Bem, mais ou menos parecido com o que você disse no carro. Reality shows, ou talvez um papel de apresentadora em um dos shows dos tablóides, ou algo assim".
Oh, Deus, eu esperava que ele estivesse brincando. Eu zombei da própria ideia disso. O sorriso de Edward brilhou quando ele viu minha reação. "Eu não quero um reality show, ou estar na TV, ou qualquer coisa." Uma expressão de alívio atravessou seu rosto. "Você realmente acha que eles querem isso?"
Edward riu. "Você está falando de um mundo em que as Kardashians, que, da última vez que verifiquei, não faziam nada além de ser ricas e namorar e casar com caras ricos, têm algo como dez programas de TV. Sim, eu acho que você receberá algumas ofertas." Oh, ótimo, eu poderia ser a próxima Kardashian? Por que simplesmente não me matar agora? Nem em um bilhão de anos, não importa que minha mãe idiota quisesse.
"Nojento." Eu disse a ele. "Eu tenho câmeras suficientes em mim agora, eu quase não acho que quero adicionar mais que me seguem de propósito. Não, obrigada".
"Deixa-me incrivelmente feliz ouvir isso." Ele murmurou, tocando minha bochecha. "Eu apoiaria qualquer coisa que você queira fazer, mas eu estremeço com o pensamento de você naquele show das esposas de Beverly Hills, ou o que seja".
Eu, saindo com aquelas vadias fúteis? Eu achava que não. "Oh, Deus. Não nesta ou em qualquer outra vida. Eu acabaria em Mulheres na Prisão se fosse forçada a sair com as mulheres daqueles shows".
Edward riu pra caramba. "Contanto que eu tenha visitas conjugais".
"Pervertido." Eu respondi, rindo com ele. "E é claro que você teria. Isso seria a atração para as pessoas assistirem. Ver a celebridade visitando sua namorada na prisão".
"Namorada? Você teria que ser a minha esposa para estar no outro show." Ele apontou. Eu não poderia evitar, meu coração pulou um pouco com a maneira informal que ele disse mulher, como se fosse um negócio feito. Eu sabia que era, aos seus olhos, mas ainda significava muito para mim.
"Ou ex-esposa. Elas parecem conseguir muito mais disso do que esposas reais. Eu me pergunto por quê." Eu disse sarcasticamente. Eu mesma me divorciaria se algum dia quisesse participar de um desses shows.
"Você nunca será minha ex-esposa, baby." Ele jurou, exatamente quando a nossa comida chegou.
"É melhor não ser." Eu fingi avisá-lo, temperando minhas palavras com um sorriso. O jantar estava delicioso e Edward e eu conversamos o tempo todo, ele me atualizando sobre a sua filmagem e eu dizendo a ele sobre o meu tempo com as garotas. Kate tinha se encaixado conosco com perfeição, e eu amava que ele tivesse alguém tão incrível em sua vida cuidando dele, de nós, agora.
"Nós pedimos este vestido de alguma boutique que encontramos online. Eles o trouxeram imediatamente." Ainda me espantava que a loja me serviu assim. No instante em que ouviram o meu nome e do hotel, eles devem ter sabido quem eu era.
Edward riu. "É claro que eles levaram. Eles querem fazer de você uma cliente. Todo mundo quer, eu aposto. Espere até a temporada de premiações, você terá os designers lutando para vesti-la".
Eles fariam isso? Eu não poderia compreender isso, apesar do que Rose e Alice disseram sobre ícones da moda. Isso não era eu. "Sério? Mas eu não sou famosa".
Edward sorriu. "Você é e você não é. Você está comigo, o que significa que as câmeras estarão em você, o que significa que eles vão querer você usando seu material. A menos, claro, que você faça aquele reality show e me deixe na poeira." Ele brincou.
Eu cortei um pedaço da minha baguete e enfiei na sua boca para parar esse absurdo. "Cale-se com essa porcaria. Eu não quero ser famosa".
Edward assentiu e mastigou pensativamente. "O que você quer ser?" Ele perguntou depois que engoliu.
Eu suspirei e pousei meu garfo. "Eu não sei. Ser uma professora era algo que eu tinha decidido e no qual imaginei que eu poderia ser boa, mas não era algo que eu desejava ser da maneira que Rose quer ser uma médica, ou Ali quer ser uma enfermeira. Isso apenas meio que se encaixa para um diploma em Inglês. Não sei se eu poderia ser uma agora, de qualquer maneira".
Ele sorriu. "Primeiro de tudo, você pode ser o que quiser. Há muitas escolas privadas em nossa área que são carregadas com filhos dos ricos e famosos. Ter uma professora que estava com alguém famoso nem sequer os faz bater um cílio".
Ele tinha um ponto. "Verdade. Se sua mãe e pai são famosos, eu não sou ninguém".
Ele beijou minha bochecha. "Você nunca será uma ninguém, não diga isso. Ou você pode ver sobre fazer tutoria de set. Atores crianças precisam de professores também".
"Eu não tinha pensado nisso." Eu disse a ele, pegando meu garfo e comendo de novo enquanto pensava nisso.
"Você também pode ser uma leitora de roteiros." Leitora de roteiros? Olhei para ele para ver se ele estava falando sério. "Marcus está sempre à procura de pessoas com gosto para passar através das montanhas de roteiros que cruzam sua mesa. Nós já sabemos que você tem bom gosto. Ele amou a comédia que você escolheu para eu fazer".
"Ele amou?" Ser paga, para ler? Havia honestamente algo melhor do que isso?
"Sim. Foi o melhor do grupo, de acordo com ele. Ele está disposto a dar-lhe uma tentativa se você quiser." Edward tomou um gole do seu vinho. "É algo que você pode fazer em qualquer lugar." Ele acrescentou.
Em qualquer lugar? Como em qualquer lugar que ele estivesse, então não teríamos que passar meses separados nunca mais? E eu poderia trabalhar e não ser apenas a garota de Edward Cullen? "Então, eu poderia estar em Londres, com você, sendo paga para ler, que eu amo?"
Ele riu levemente. "Isso resume tudo".
"Eu amo isso!" Joguei meus braços em torno dele e ele riu e me apertou. Eu ouvi os cliques e vi os flashes, mas eu simplesmente não ligava. Eu estava muito feliz. Eu o soltei e sorri. "Quando eu posso falar com ele?"
Edward sorriu de volta para mim. "Quando você desejar, baby. Nós ligaremos para ele amanhã se você quiser e o teremos enviando seus roteiros de teste".
"Roteiros de teste?" Ele passou a me dizer que ele me teria lendo vários roteiros e para apontar o ruim, o que precisava de trabalho e o bom, e dar o meu parecer e pensamentos sobre cada um deles. Isso era fácil. Eu era cheia de opiniões. "Eu posso totalmente fazer isso. Não seria difícil".
Era incrível. Muito bom para ser verdade. Então isso me bateu, que eu nunca teria a chance deste trabalho se não fosse por ele. "O quê?" Edward perguntou, vendo alguma coisa na minha expressão.
"Ele só me contrataria porque eu sou sua namorada? Eu não quero..."
Ele levantou uma mão. "Ele não contratará ninguém que não possa fazer o trabalho. Eu não vou mentir, namorar comigo provavelmente ajuda você a ter seu nome no topo da lista de potenciais candidatos, mas se você conseguir o emprego, será em seu mérito, e não como um favor para mim."
Nepotismo. Era errado, neste caso? "Eu não sei." Eu murmurei, balançando minha cabeça. "E se eu estiver tomando um trabalho de alguém mais qualificado?"
Edward riu. "Mais qualificado para ler roteiros? Não se trata de escolaridade ou qualificação. Trata-se de gosto e instintos. Eles levarão os mesmos testes que você. Marcus contratou pessoas que apenas concluíram o ensino médio sobre pessoas com mestrados antes. Você tem que ter o olho certo. Eu acho que você tem. Ele está disposto a ver se você tem." Ele arrastou os dedos pelo meu cabelo. "Em Hollywood, é tudo sobre quem você conhece. Há poucas pessoas naquela cidade que não tenham obtido uma vantagem assim. Minha mãe me iniciou, afinal".
Ele estava certo. Todo mundo tinha contatos e conexões, certo? E eu malditamente seria a melhor leitora de roteiros que Marcus já teve. "Verdade." Eu decidi, sorrindo um pouco. Edward sorriu para mim e me fez sorrir completamente. "Ok, bem, você me deu algumas opções e, devo admitir, o ângulo de Marcus soa bem para mim. Talvez eu possa falar com ele e definir alguma coisa".
"Absolutamente." Ele concordou. "Por razões puramente egoístas, eu esperava que você se inclinasse para essa escolha. Mas você pode fazer o que quiser, inclusive nada." Enruguei meu nariz e o fiz rir. "Eu sei, isso não é uma opção".
Não, certamente não era. "Estou ciente de que eu nunca estarei em pé de igualdade com você financeiramente, mas isso não significa que eu apenas ficarei sentada com os pés para cima descansando na piscina durante todo o dia, enquanto você trabalha arduamente".
Ele apertou minha mão. "Eu sei, baby. Eu amo isso em você. Embora eu espere que você descanse na piscina de vez em quando, em algum biquíni bem pequeno".
Esse era o meu homem. Eu tive que rir. "Você é incorrigível".
"Vê? Você usa palavras legais como incorrigível. O trabalho é totalmente seu".
Eu ri. "Você é um idiota".
"E você me ama." Ele ressaltou, como se fosse mesmo uma pergunta.
Ele era muito fofo. "Eu amo." Eu concordei, inclinando-me e o beijando. Ele gemeu em minha boca e passou os braços em volta de mim.
"Afaste-se." Toby avisou. Edward e eu nos viramos e o vimos intimidando completamente um cara que estava pressionado diretamente contra os portões. "Senhor?" Ele perguntou.
Edward olhou para mim. "Pronta para ir, baby?"
Eu estava. Hora de começar a se mover novamente. Pelo menos parecia menos olhos diretamente sobre nós quando estávamos andando. Edward pediu nossa conta e pagou, e, em seguida, Chris nos levou para fora, Toby andando atrás de nós. Havia uma tonelada de pessoas se reunindo junto ao portão, câmeras e telefones a postos. Eu mantive minha cabeça erguida e minha mão na dele, e apenas fingi que eles não estavam lá.
A noite começou a cair e nós vagamos por mais algumas lojas. Comprei para Edward um incrível copo de cerveja em formato de uma bota quando ele não me deixou comprar-lhe uma caneca de cerveja porque era muito cara. O copo era tão ridículo quanto o chapéu e ele tinha que tê-lo. Ele me comprou um lindo relógio de cuco alemão pelo qual eu me apaixonei. Parecia uma casa na árvore e tinha pinhas e um pinheiro. Eu poderia dizer que ele não ficou muito feliz com um relógio que fazia barulho, mas ele o comprou para mim, de qualquer maneira, porque ele me amava. Eu não precisava ouvi-lo cantar, eu simplesmente amei o quanto ele era bonito.
Várias pessoas tiveram a coragem de se aproximar de nós na rua e nas lojas. Edward sempre deu autógrafos e tirou fotos. Ele nem sequer pareceu notar quando um par de fêmeas estava mais do que um pouco dando em cima dele, para minha total alegria. Eu sabia que ele nunca me trairia, mas nem sequer reconhecer, ou parecer consciente da paquera, era bastante impressionante. Câmeras capturavam cada movimento nosso, mas nós dois apenas ignoramos e nos divertimos fazendo compras e provocando um ao outro com potenciais presentes tolos. Sair com ele, se divertir assim, valia a pena o pequeno agravamento que a imprensa trouxe. Eu não tinha certeza que seria assim antes de nos expor, mas agora eu não tinha arrependimentos.
Estava ficando escuro e eu sabia que precisávamos voltar logo, mas eu queria ver a igreja. "Podemos ir ver a igreja antes de ir embora?" Eu perguntei.
"Podemos ver se estiver aberta." Ele respondeu. Caminhamos para ela e eu admirei a maneira como as janelas estavam iluminadas. Provavelmente estava aberta, mas eu não senti a necessidade de entrar. Eu me senti tão pequena ao lado da enorme estrutura. "Igreja de Santo Agostinho." Edward leu na placa. "1927".
Era antiga, mas nem tanto. "Não é tão velha quanto eu pensava, mas é incrível." Eu observei. Havia várias pessoas nos observando do outro lado da porta da igreja e eu sorri para Edward. "Eu aposto que eles se perguntam se estamos nos esgueirando para se casar".
Ele riu quando envolveu seus braços ao redor de mim. "Você gostaria?"
Puta merda! Ele estava falando sério? "O quê?" Eu exigi.
Edward sorriu. "Eu não quis dizer agora, baby. Eu só queria saber se você gostaria de se casar em algum lugar como este".
"Oh." Eu não sabia se ficava aliviada ou chateada. Se ele me pedisse para casar com ele, hoje, amanhã, daqui a três anos, eu diria que sim. Eu não achava que estivéssemos prontos para nos casar ainda, mas eu ainda queria que ele quisesse se casar comigo se isso fazia sentido. Ah, sim, ele me fez uma pergunta. "Não. Eu não quero que seja algum tipo de espetáculo onde estamos abaixando a imprensa e outras coisas. Eu quero me casar na nossa cabana".
"Sério?" Ele perguntou, sorrindo amplamente.
"É lá que você me disse que me amava e que eu era a sua pessoa certa. Eu não consigo pensar em nenhum lugar melhor." E era nosso. O nosso lugar.
Ele parecia emocionado. "Parece perfeito para mim, amor".
Nós observamos a igreja em silêncio por alguns minutos e então eu me virei para ele. "Vamos para casa, ou onde quer que a casa será pelo próximo par de meses".
"Parece bom para mim." Ele me levou para fora da porta da igreja e Chris e Toby se moveram ao nosso lado. Mais fotos foram tiradas enquanto nos dirigíamos para o carro, mas, eu tinha que admitir, não estava me incomodando tanto quanto eu pensei que faria. E, esperançosamente, estas fotos atingiriam a web e as revistas e as pessoas ficariam entediadas conosco em breve. Entramos no carro e eu me encostei em Edward. Ele passou a mão distraidamente para cima e para baixo no meu braço enquanto enviava uma mensagem para avisar Emmett que estávamos no caminho.
"Acabei de perceber que precisamos conseguir comida".
Comida? Ah, sim, para o apartamento. "Você acabou de perceber isso? Já foi resolvido. Eu fiz uma lista e Garrett teria tudo o que precisávamos lá. Nós ficaremos bem".
"Mas você não deveria ter que cozinhar nas férias, baby".
Olhei para ele. "Tenho certeza que vamos comer muito fora, mas eu amo cozinhar. Estou ansiosa para brincar naquela cozinha chique que Garrett me garante que tem tudo o que poderíamos precisar. E eu não posso esperar para cozinhar para você novamente." Eu amei fazer o jantar para ele na cabana.
Ele me beijou. "Parece que tudo está se resolvendo, não é? Como se estivéssemos finalmente por todo o caminho juntos. Todo mundo sabe sobre você, estamos vivendo juntos, você vai trabalhar com Marcus, talvez." Ele acrescentou, exatamente quando eu o lembraria de que não era um negócio feito até que eu me provasse.
"É emocionante." Eu admiti. "Mesmo que haja outras pessoas ao redor, será mais como se estivéssemos juntos em casa"
Ele riu. "Há outras pessoas em casa. Emmett".
Sim, Emmett e provavelmente Rose quando as coisas fossem descobertas. "Verdade. Então será simplesmente como casa, com guarda-costas. Eu terei que cozinhar muito." Eu sorri para Chris. "Você pode não querer comer quando estamos fora, mas você malditamente comerá quando estivermos dentro de casa." Eu disse a ele.
Ele sorriu. "Ok, Senhorita Swan."
"Bom." Fiquei feliz que ele concordou comigo. Chegamos ao hotel e notei que havia muito poucos fotógrafos, embora alguns tenham se aproximado quando saímos. Os meninos tomaram suas posições e nos levaram para o hotel, mas não foi tão ruim quanto tinha sido a saída. Nós caminhamos através do lobby e, em vez de ir para os elevadores, caminhamos em direção à saída dos fundos.
Toby olhou para fora e então gesticulou para irmos em frente. Edward e eu corremos para o SUV e Chris entrou atrás conosco, enquanto Toby ficou na frente com Emmett. Em se virou para sorrir para nós. "Prontos para ir, pombinhos?"
"Leve-nos para casa, Em." Edward disse. Ele dirigiu o caminho de volta e fomos para a nossa nova casa temporária.
"Eu te amo." Edward sussurrou. Eu sorri, como sempre faria quando ele dizia essas palavras. Ele se inclinou mais perto do meu ouvido. "Eu teria me casado com você naquela igreja se você quisesse".
Eu sabia que ele teria, mas eu amava ouvir isso. "Eu também te amo." Eu sussurrei de volta. "Eu direi sim quando você realmente perguntar".
"Eu sei." Ele disse, sorrindo presunçosamente.
Eu ri. "Tenho que conseguir aquele reality show, afinal".
Ele me fez cócegas e eu gritei e me mexi. "Ei, parem com isso aí atrás, vocês dois. Sem distrair o motorista!" Emmett repreendeu.
"Certo, Em." Edward concordou. Ele apontou para mim. "Eu tenho um pouco de realidade para você assim que chegarmos ao nosso quarto".
Meu favorito. "Nossa realidade é o melhor tipo." Eu disse, enrolando-me nele.
Ele me segurou. "Eu tornarei todos os seus sonhos uma realidade, Bella".
"Você já torna." E eu sabia que, sem dúvida, ele sempre tornaria. Eu era a garota mais sortuda do mundo e nunca me esqueceria disso, não importa quantas pessoas tirassem minha foto, ou chegassem em nossos rostos. Ele valia a pena. Nós valíamos a pena. E isso era tudo que importava.
Nota da Irene: Quase no fim... e nossa, só capítulos gigantes. Obrigado por todas as reviews meninas. Aguardem que já já sai PcE. =*
