Nota: só pra avisar esse técnico do Real foi inventado por mim ;)

Capitulo 03

Assim que a diretoria ficou sabendo que tanto Cristiano quanto Kaká já estavam com suas casas prontas, os treinos começaram. O técnico, Marcos Lopez, resolveu nivelar o time na primeira semana, observando como eles se comportavam em campo, anotando estratégias e trabalhando a interação entre eles.

O brasileiro acabou ficando distante do português, porque o time foi divido em duas equipes menores, para conhecerem melhor seus companheiros do Real. Além de treinarem no campo, também foram para a academia, malhar e melhorar alguns aspectos que Marcos salientou durante uma reunião logo após o nivelamento.

Kaká chegou cedo ao centro de treinamento no dia do seu aniversário sem esperar muita coisa. Seus amigos de Milão lhe mandaram mensagens à noite e ligaram, mas ninguém do Real sabia ainda. Ele seguiu pelo corredor calmamente, escutando seu acústico do Djavan no iPod, porque o lembrava do Brasil...

Estava completamente perdido nos seus pensamentos, que demorou alguns segundos para perceber que o vestiário estava no escuro. Bufou e acendeu a luz, encontrando tudo arrumado. Provavelmente era o primeiro a chegar, não tinha visto nenhum outro carro além do seu no estacionamento.

Trocou de roupa e vestiu o uniforme de treinamento, encheu sua garrafa de água e foi para o campo. Foi então que teve uma grande surpresa. Todos os jogadores estavam no campo em volta de uma mesa com bolo de aniversário e coisas deliciosas de café da manhã.

Kaká sentiu o rosto ficar vermelho e queimar, conforme se aproximava do grupo. Eles começaram a cantar "Parabéns pra você", mas cheios de sotaque e errando a letra algumas vezes. Nicholas, seu agente, aproximou-se sorridente e animado.

-Parabéns, Ricardo! –ele o abraçou forte.

-Obrigado!

Houve aplausos e Marcos cortou um pedaço do bolo, entregando-o ao jogador.

-Parabéns! –o espanhol sorriu e fez um gesto com a mão. –Costumo dizer que o time é nossa segunda família, afinal estamos longe das nossas casas. E como numa família, celebramos as alegrias e choramos as tristezas juntos... Seja bem-vindo e aproveite!

-Ah... –Kaká olhou para todos e comeu um pedaço de bolo, pois não sabia o que falar. –Obrigado a todos por isso...

Claro que não puderam comer muito, porque ainda teriam que treinar de qualquer maneira naquela manhã nublada, mas se divertiram muito durante o café da manhã coletivo. Sergio, o loiro espanhol, contava alguns fatos engraçados que já aconteceram no clube, provocando risos em todos.

Özil fez questão de mostrar sua imitação perfeita de Messi, com direito a andar agachado para mostrar o quanto o argentino era pequeno e tudo. Cristiano apenas ria de tudo, balançando negativamente a cabeça e sorrindo entre uma mordida e outra.

Com aquele café da manhã, Kaká se sentiu mais próximo de seus colegas de equipe agradeceu mentalmente a Deus por ter dado essa sorte. Tinha medo do que poderia acontecer nessa nova fase de sua vida, mas se tinha começado daquele jeito, então significava boa coisa.

O treino daquele dia correu normalmente, com as equipes dividas e trabalhando em cima de passes precisos de longa distância e criando métodos diferentes de se aproximar da linha do gol. No meio da tarde, Marcos precisou se ausentar porque teve problemas familiares, enquanto esperavam pela volta do técnico, a equipe se aproximou de Kaká.

-Seguinte, à noite vão todos pra minha casa. –Sergio disse, com um sorriso malicioso no rosto. –Sua presença é obrigatória.

-O que vamos fazer? –Kaká perguntou, mas no fundo tinha uma leve idéia do que poderia rolar à noite.

-Teremos uma festa... –o loiro mexeu no bolso e entregou um cartão. –Aqui está o meu endereço, ok? Te esperamos às dez.

-Estarei lá. –ele sorriu de volta, guardando o cartão.

Conforme o grupo se dispersou, o brasileiro notou que Cristiano estava sentado no banco na lateral do campo, bebendo água. Ele aproximou-se do outro e sentou ao seu lado, deixando certo espaço entre eles.

-Então você também vai na festa do Ramos? –seu tom era neutro, mas estava morrendo de curiosidade por dentro.

-Ouvi dizer as festas desse gajo são porreiras. –ele respondeu, brincando com a garrafa nas mãos. –E pelo visto tu foste praticamente intimado como eu...

-É, bem por ai mesmo... –Kaká riu de leve com a gíria do outro.

Cristiano levantou-se, espreguiçando. Ao longe, dava para ver Marcos voltando ao campo. Enquanto voltavam para o meio do campo, Kaká e Cristiano foram conversando sobre assuntos diversos, encontrando certas afinidades.

(...)

O mundo do futebol não é realmente o que se aparenta nos campos... Ao ir para a Europa e conviver com outros times numa realidade diferente do Brasil, Kaká percebeu que os jogadores viviam numa espécie de irmandade, sempre se ajudando, colaborando. Claro que com alguns times isso era praticamente impossível devido a rivalidade e problemas pessoais, porém de maneira geral, os jogadores se davam bem. As festas são um ótimo exemplo...

O que acontecia nas festas ficava nas festas e por ai vai. As pessoas não saiam espalhando segredos dos outros, pelo contrário. Muitos apesar de jogarem em times diferentes, eram grandes amigos. Não importava se você era casado e tinha família ou era solteiro, festas eram momentos onde você poderia colocar seus "demônios" de fora e aproveitar sem que os outros ficassem comentando. Apenas drogas não eram permitidas.

E isso estava mais do que retratado na festa de Sergio. A enorme e maravilhosa casa do espanhol estava borbulhando de agitação. Som alto, bebidas diversas em abundância, mulheres para todos os gostos e jogadores de vários times dispersos pelos ambientes aproveitando a noite, seja conversando entre eles ou na pegação.

Kaká estava sentado em um sofá no meio da sala, observando toda a movimentação, enquanto brincava com o canudo da bebida com a língua dentro da boca. Já estava no terceiro copo que as garçonetes distribuíam e se sentia engraçado. Não sabia explicar, mas de alguma forma a casa parecia lentamente girar...

Divertia-se apenas vendo um grupo que jogava strip-poker numa mesa grande, cercado por mulheres. Ibrahimovic gargalhou alto, enquanto mostrava suas cartas, arrancando palavrões dos outros competidores. O sueco havia ganhado aquela rodada de maneira gloriosa, porque ainda estava completamente vestido.

Cristiano, Özil e Fernando Torres estavam de cueca. Conforme foram perdendo, as mulheres em volta foram retirando suas peças, sob zoações dos competidores, mas ninguém parecia incomodado com isso.

Pelo contrário, todos os convidados estavam muito descontraídos e não ligavam muito pro que acontecia em volta. Kaká levantou do sofá e piscou forte, o chão parecia se mover sob seus pés e ele achou aquilo engraçado. Cristiano se aproximou e viu que o brasileiro estava rindo sozinho, segurando seu drink.

-Está a rir do que? –seu sotaque estava mais embolado ainda, depois de alguns copos.

-Não sei! –Kaká respondeu, rindo de novo e franzindo as sobrancelhas. –O chão está se movendo...

Os dois riram juntos, como se tivessem partilhando uma piada interna realmente engraçada. Óbvio que o brasileiro nunca tinha bebido antes e estranhava a forma como estava reagindo. Cristiano cutucou o outro no ombro, apontando para o outro lado da sala, onde três mulheres faziam strip-tease.

O português segurou Kaká pelo ombro e o guiou até lá. No fundo tocava alguma música provocante que eles não sabiam identificar no momento, mas não fazia a menor diferença. O que importava era que as três eram estonteantes: uma loira de cabelos longos, uma morena de channel e uma negra com trancinhas.

Eles improvisaram um acento, usando a mesinha de centro como recurso e ficaram ali admirando as mulheres. Provavelmente a dança tinha sido feita várias vezes antes, porque tinham um entrosamento perfeito entre elas, uma tirando peças de roupa da outra no momento certo.

Cristiano sentiu que sua cueca box começava a incomodar o volume que crescia aos poucos. A loira desceu da bancada e se aproximou dele, rebolando lentamente na sua frente com um sorriso nos lábios vermelhos. A morena também desceu e sentou no colo de Kaká, tirando a bebida de sua mão e dando um gole.

Naquele momento, ele sentia-se totalmente sem limites. A bebida havia apagado qualquer pudor que poderia sentir, liberando um lado que até então ele mesmo não conhecia.

-Então, vocês pretendem só ficar olhando? –a morena perguntou, num inglês com sotaque.

Eles trocaram um olhar cúmplice, não precisavam dizer nada. Apenas levantaram e foram andando pelo corredor da casa, procurando algum lugar. Enquanto andavam, outras três se juntaram. Ao virarem o corredor, deram de cara com Ibrahimovic no maior amasso com Pique contra a parede.

-Usem camisinha! –Kaká berrou, jogando um pacote em cima deles, provocando risos do casal.

O grupo continuou andando e se enfiou em um quarto qualquer. Não faziam a mínima idéia de quem era, mas o lugar era de muito bom gosto. Havia uma cama enorme, provavelmente feita por encomenda, por ser maior que uma king size.

Cristiano sentou de um lado, enquanto três mulheres iam à sua direção. Kaká foi empurrado contra a parede, sua roupa sendo tirada sem que nem pedisse. Ele sentiu várias mãos passando pelo seu corpo e sua pele arrepiou-se por completo, mandando um impulso deixando o membro rijo na cueca.

Enquanto beijava a ruiva, a negra e a loira se ocupavam de fazer um oral em conjunto. Kaká estremeceu ao sentir duas línguas em seu pênis, gemeu de prazer e continuou as caricias na ruiva.

Cristiano já estava ocupado com o clitóris da morena de cabelos curtos, enquanto beijava a asiática e seu membro era engolido pela tatuada, quando a cama sacolejou com peso de Kaká e as outras mulheres.

Em questão de minutos, a cama se transformou numa grande massa embolada de corpos e o ar se encheu de melodias de gemidos e estalos da cama. Corpos uns sobre os outros, mãos percorrendo aleatoriamente, tocando vários lugares... Línguas se encontrando, beijos compartilhados, o prazer correndo solto por todos.

Kaká sentia como se estivesse anestesiado, aquelas mulheres ao seu redor, lhe massageando, lambendo, mordendo, todas as sensações pareciam ter dado um curto-circuito em seu cérebro.

Enquanto penetrava fortemente a tatuada por trás e puxava seu cabelo colorido, com a negra embaixo dela e as duas se beijando, seu olhar percorreu a cama e focou rapidamente em Cristiano. O português estava de lado e concentrado, fazendo um oral na loira, enquanto recebia outro da morena.

A língua de Cristiano percorria o clitóris e os pequenos lábios, fazendo movimentos circulares, arrancando gemidos da loira. Seus movimentos eram carregados de sensualidade, pericia e malicia... Kaká ficou apenas observando a cena, enquanto sua pelve movia-se automaticamente. Assim que a loira contraiu levemente as coxas e soltou um gritinho, Cristiano afastou o rosto, os lábios úmidos e vermelhos. Foi então que ele encarou Kaká, um sorriso malicioso formou-se em seus lábios e passou a língua lentamente por eles.

O brasileiro sentiu algo completamente diferente ao ver a cena, um arrepio único passo pelo corpo subindo até a cabeça. Ele baixou o olhar e voltou se concentrar na tatuada, mudando a posição dela.

Continuou com as estocadas e sentiu que o orgasmo estava chegando. Kaká acelerou as estocadas e fechou os olhos quando sentiu que o gozo chegou. Foi forte, mas a camisinha conseguiu segurar. Porém, como ele tinha bebido, agora sua visão estava turva e corpo mole, devido a descarga de adrenalina.

Kaká deitou na cama, respirando ofegante. Retirou a camisinha e jogou na lixeira do lado da mesinha de cabeceira. Não tinha mais forças pra nada, em questão de segundos, tudo ficou escuro e ele adormeceu.

Cristiano gozou minutos depois, sujando os peitos da loira e da morena. A tatuada lhe beijou e levantou da cama logo em seguida, acompanhada das outras e todas foram embora. O quarto ficou vazio e grande, sem a presença delas.

Como também tinha bebido, após toda aquela movimentação, ele se sentiu enjoado e correu para o banheiro da suíte, vomitando tudo no vaso.

(...)

Na manhã seguinte, Kaká gemeu ao tentar abrir os olhos. A claridade era intensa demais e tornou a fechá-los. Respirou fundo algumas e tentou novamente. Ao levantar a cabeça e olhar ao redor, demorou alguns minutos para entender aonde estava.

Sua mente foi invadida por flashes da noite passada, várias mulheres, uma orgia na cama, bebidas, poker... Ah sim, a festa na casa de Sergio!

Ele sentou na cama e percebeu que Cristiano dormia profundamente a alguns centímetros de distancia. Estava de bruços, a cueca de trás pra frente, o rosto afundando no travesseiro e roncando.

Kaká riu, mas logo sua risada morreu, ao lembrar-se da sensação que teve ao observar o português praticando sexo com outra pessoa. Como ainda estava nu, levantou sem fazer movimentos bruscos para vestir sua roupa. Enquanto fechada o zíper da calça, o cinto fez barulho e Cristiano sentou-se na cama rapidamente, o rosto marcado e olhos semicerrados.

-O que está a acontecer? –perguntou, olhando ao redor.

-Tá tudo bem... –Kaká aproximou-se, sentando na cama. –Estamos na casa do Sergio, viemos para uma festa...

-Ah sim, recordo-me. –Cristiano esfregou os olhos e encarou o outro. –Muito bem até...

Kaká sentiu o rosto ficar vermelho. Ok, não era todo dia que você simplesmente fazia uma orgia. Não fazia idéia de como as coisas ficariam entre eles depois.

-Tu és um monstro! –o português riu e levantou-se. –Saiu comendo todas as raparigas sem dó, nem piedade...

-Que isso...

-Agora preciso achar minhas roupas... Devem estar na sala, isto se Ibrahimovic não as jogou na piscina!

E assim eles saíram do quarto, rindo, comentando detalhes que se lembravam da festa.