Capitulo 07
Não era dia de treinamento, mesmo assim, Cristiano resolveu dar uma passada no CT para deixar uma bolsa com roupas limpas e cosméticos em seu armário. O lugar estava um pouco vazio e isso o deixou um pouco inquieto.
Ia passar direto pelo corredor que levava a fisioterapia, quando algo chamou sua atenção. A luz da sala de massagem estava ligada e podia ouvir alguém falando lá dentro. Curioso do jeito que era, aproximou-se devagar e percebeu que a porta estava entreaberta.
Cristiano colou o rosto na porta e viu que se tratava do médico do clube, Ricardo, falando ao telefone com outra pessoa.
-Isso mesmo, acho que estamos resolvidos. –ele comentou, parecendo nervoso. –Não sei te responder! Porém Marcos já começa a duvidar de Cristiano...
O sangue em suas veias gelou e o coração disparou ao ouvir aquilo. O português mexeu rapidamente no seu bolso e procurou seu celular. Com cuidado, gravou a conversa do médico com outra pessoa, que parecia discordar do plano.
De repente, Ricardo virou-se e ficou de frente pra porta, notando uma movimentação estranha. Cristiano saiu correndo o mais rápido que conseguiu e foi direto para o estacionamento.
Largou a bolsa no banco do carona e acelerou, deixando o CT para trás. Sentia seu coração pulsando nos ouvidos e a respiração ofegante. Ligou para o técnico e marcou de passar na casa dele dali a vinte minutos.
Assim que chegou, foi recebido pelo filho mais novo de Marcos, Ramón. O garoto abraçou o jogador e o puxou para dentro, chamado pelo pai.
-E então, qual é a novidade? –Marcos sentou no sofá e fez um sinal para que o outro fizesse o mesmo.
-Descobri algo terrível! –Cristiano mostrou o celular. –Acredito que Ricardo deseja incriminar-me.
-Como assim?!
-Espia só...
O técnico ficou boquiaberto com a conversa do médico ao telefone. "O plano vai ser um sucesso e poderemos tirá-lo do esporte com facilidade", ele disse.
O vídeo era curto, mas extremamente revelador. Marcos ligou para o representante da FIFA que havia ido ao CT durante os testes de anti-doping e marcou uma entrevista dali a uma semana. Pelo visto as coisas iriam ficar feias e precisavam estar prontos para enfrentarem os escândalos que poderiam surgir.
(...)
Ao chegar em casa, sorriu ao ver Kaká deitado no sofá zapeando pelos canais de televisão. Pelo menos entre quarto paredes, haviam finalmente afastado as dúvidas e compartilhavam uma relação.
-Foi tudo bem no CT? –o brasileiro sentou, bocejando.
-Descobri que o médico da equipa estava querendo incriminar-me com o doping. –ele também sentou no sofá.
-Não acredito! Já conversou com Marcos?
-Está tudo certo e agora preciso esperar pelo resultado da conversa com a FIFA.
Kaká estava tão feliz que finalmente todo aquele pesadelo iria acabar e poderiam seguir suas vidas tranquilamente. Num impulso, abraçou Cristiano com força. Eles entreolharam-se e acabaram se beijando.
O camisa oito deitou novamente, enquanto o português ficava por cima. Trocavam caricias intensas e por todo o corpo, em questão de minutos já estavam sem roupas. Cristiano descia distribuindo beijos na pele clara de Kaká e segurou seu membro rígido com vontade. Usou sua boca da melhor maneira que conseguia, sua língua passeando por cada centímetro do outro, provocando ondas de prazer. Masturbou o brasileiro com destreza, preparando-o para o clímax.
Com cuidado, penetrou-o enquanto se beijava e se abraçavam. A sensação era totalmente diferente e nova para Kaká, que gemeu de prazer depois de algumas estocadas. O sofá fazia alguns barulhos e o ar da sala foi preenchido por sussurros e gemidos.
As pelves se chocavam com força e ambos os corpos já começavam a suar. Cristiano falava coisas obscenas no ouvido de Kaká, que arranhava suas costas. Eles se amaram como se não houvesse amanhã, com vontade, desejo e intensidade. A velocidade foi aumentando até que eles chegassem ao orgasmo, o brasileiro sujando a mão do camisa sete que em por um minuto deixou de tocá-lo.
(...)
Real Madrid acabou enfrentando um escândalo por conta do médico Ricardo, que tentou extrair alguma vantagem do clube. Quando a história veio a público, o time conseguiu defender sua reputação e afirmou que Cristiano Ronaldo nunca havia feito consumo de nenhuma droga de doping, que na verdade havia tudo sido armação do médico.
Os tablóides espanhóis especularam muito e algumas manchetes chegaram a ser ofensivas, porém depois da investigação iniciada pela FIFA, todas as dúvidas foram sanadas e tanto o Real Madrid como Cristiano passaram ilesos pelos problemas, aumentando ainda mais a credibilidade de ambos.
Depois de toda essa confusão, em um dia chuvoso, o time estava na sala de musculação, treinando quando Casillas aproximou-se de Kaká.
-Olha, apesar de ser o capitão, eu não devo me meter na vida dos outros... –o goleiro começou, meio sem graça. –Mas todos já perceberam que você e o Ronaldo ficaram muito... íntimos.
Kaká sentiu um frio tremendo na barriga e suas mãos começaram a suar. Estavam conversando baixo e no canto da academia, mas tinha medo de que alguém pudesse estar ouvindo.
-Se vocês tem uma relação... Quero que saiba que isso não é problema pro time. Alguns não concordam, mas respeitam. –o espanhol balançava a cabeça. –Já passamos por isso com outros membros em outras temporadas e por nós está tudo bem.
-Mas... –ele começou a fala mas foi cortado.
-Apenas tomem cuidado com as pessoas de fora da equipe. Acabei vendo vocês se pegando no vestiário outro dia. –Casillas ficou vermelho. –A mídia vai adorar saber disso,então prestem atenção onde se agarram.
-Ham... -Kaká limpou a garganta. –Obrigado pelo apoio. Muito mesmo! E desculpe por isso.
-Xabi me disse que o banheiro da piscina é muito bom e Sergio já confessou que usou a sala de fisioterapia. –ele sorriu e afastou-se.
Cristiano esperou que o goleiro estivesse longe o suficiente e fez um sinal para Kaká, que se aproximou.
-O que ele queria?
-Apenas me disse que eu estava usando o aparelho de maneira errada e me disse como fazer certo. –ele sorriu, mudando de assunto.
-Então por que estás vermelho?
-Pensei que poderíamos usar o banheiro da piscina mais tarde... –seu tom de voz denunciava sua intenção.
FIM
