Chapter 4:
Dirigiu-se para o despacho do diretor, tal e como dizia a nota, e quando chegou, encontrou na porta a dois aurores e à professora Umbridge, que lhe olharam intimidantes. Rapidamente, o homem convidou-lhe a sentar-se, entre os dois armários que estavam feitos os aurores. A mulher tirou uns papéis do bolso, e começou a lê-los em voz alta. Apesar de não entender tecnicismos jurídicos, Harry compreendeu a ideia com rapidez: iam levar-lhe a Azkaban. Nem sequer soube os motivos, de que se lhe acusava nem qualquer outro dado; os aurores agarraram-lhe fortemente dos braços, impedindo sua fuga e levantando do assento. O moreno limitou-se a observar a Dumbledore, sem crer ainda o que iam fazer, enquanto este lhe devolvia a mirada apenado, mas sem dizer nada
Saiu do despacho empurrado pelos dois mastodontes, que sem nenhum cuidado lhe tiraram a varinha. Rapidamente, levaram-lhe pelos frios corredores de Hogwarts, ante a mirada atónita dos estudantes. Ao longe, Harry divisou a seu professor de Poções, que lhe olhava preocupado. A seu lado, Draco Malfoy, mais pálido do usual, dava a volta e marchava em direção às masmorras, assustado. Nunca antes um plano tinha saído mau para os comensais, e que pegassem a um colaborador resultava nefasto, algo devastador para a moral do slytherin, que era o único que estava ao tanto de tudo.
O moreno, branco como giz, abaixou a mirada e seguiu andando, conhecedor de seu destino. Todas as pessoas que antanho tinham sido seus amigos, agora lhe olhavam com medo e aversão, apartando a seu passo e murmurando a suas costas. Um forte nodo instalou-se na boca de sua estomago, enquanto sentia como seus olhos se umedeciam. Quando pensou que não teria ajuda, no entanto, apareceu sua salvação.
- Tiraremos daí, Harry. - escutou o garoto em sua cabeça. A voz parecia a de Snape, não obstante, estava sumamente distorcida, pelo que não pôde certificar de que era a sua. Concentrou-se, tentando que as palavras ressoassem em sua cabeça:
-Ajuda…ajuda… - a mensagem chegou claro à mente do oclumante, que, se engolindo seus sentimentos, tento seguir igual de frio e estoico que sempre.
- No natal estará fora, garoto. Aguenta até então. - fez uma pausa, exausto, e acrescentou. - Agora tenho que cortar a comunicação. Recorda; Natal.
Harry sentiu que saía da entonação inesperadamente, topando com a dura realidade; estava a ser arrastado praticamente pelos aurores. Nas portas de madeira do Colégio, esperavam os dementadores, enviados pelo Ministério para levar-lhe a Azkaban. Assim que tocaram-lhe sentiu a premente necessidade de sair dali; ficou frio e as lembranças mais horrorosas voltaram a sua cabeça, sem deixar-lhe uma trégua. Não obstante, a pequena chama da esperança posou-se em seu peito, e concentrando nas palavras do pocionista, consigo afastar-lhe os medos parcialmente.
Azkaban, a grande prisão mágica, se erigia sobre uma ilha de rocha cinza e fria, apartada da civilização. Os muros, igualmente cinzas, eram grossos e sólidos, muito difíceis de romper, e tinha diminutas janelas com grades de ferro em diversas partes da parede. A prisão ténia forma triangular, com um espaço no centro, pelo que Harry pôde ver aos dementadores, com essas capas negras e horrendas, circular livremente a suas largas. E foi por ali por onde entro o, desde agora para os carcereiros, prisioneiro 212.
Pálido, com os óculos mau postas e um pijama puído e folgado de raias cinzas e negras, Harry foi depositado com dureza em sua cela. Era quadrada, pequena, com os muros negros e uma pequena porta metálica fechada hermeticamente. Olho a seu ao redor; um banho demasiado sujo e rompido, um lavabo nas mesmas condições e uma saída de água fria enfeitavam um rincão da cela. No lado contrário, uma tabela velha de madeira enganchada à parede por seus extremos com duas correntes oxidadas, era todo o que tinha. Desanimado, maiormente pelo efeito dos dementadores, Harry se tumbo no cama, encolhido em posição fetal, sem saber que mais fazer. Se encolheu ainda mais ao sentir a presença de um dementador por adiante de sua cela, e começou a tremer.
A primeira noite chegou lentamente para Harry. Os gritos de seus pais ressoavam na cabeça, produto da constante exposição a esses seres rouba almas, e não obstante, podia ouvir gritos reais de gente que devia de estar a sofrer ao igual que o. Se compadeceu desses velhos demónios, identificando-se com eles completamente. Seguramente terminaria como eles, choramingando em sonhos, vivendo um pesadelo. Quando seus olhos começavam a se fechar, acostumando à sensação de angústia que reinava no interior de edifício, um riso frio e demoníaco se colou por seus ouvidos, ressoando no tímpano. Um calafrio percorreu sua espinha dorsal, enquanto encolhia-se, sua mente completamente invadida pelo medo. Tinha soado perto, como se estivesse na habitação de sua direita. Tentando afastar sentimentos pessimistas de seu cérebro, pensou nas palavras de Snape: no natal já estaria fora. E para isso faltava em uma semana, o que fez que um amago de sorriso fizesse ato de aparecimento em seu rosto.
A cada segundo dessa semana era uma hora para Harry; uma hora de gemidos, prantos, gritos… tanto em sua cabeça como fora dela. Não voltou a escutar esse riso estridente e frio até que chegaram. No dia antes de Natal, os carcereiros tinham estado burlando-se dele e sua demência, enquanto empurravam-lhe e golpeavam, que era parte da rutina. Sentia o ódio bulir por suas veias, e sem pensar no que para, sua mão se levantou contra um de suas opressores, que não demoraram em imobiliza-lo, a base de violência.
Tinham-lhe levado ao cárcere de isolamento, o castigo que proporcionavam aos prisioneiros que se portavam mau. Era uma habitação normal, como a cela na que Harry tinha passado os cinco dias restantes, mas o único que mudava tinha sido a presença do dementador: imponente, grande, com as roupas negras ondeando e as mãos pútridas. Tinham-lhe atirado ao duro solo, adiante do dementador, e depois a porta tinha-se fechado. Harry tinha-se ficado quieto uns instantes, sentindo fogo liquido passar através de suas costelas, onde eles lhe tinham golpeado. Tinha levantado a mirada, topando com a cara da criatura a escassos centímetros de seu rosto, absorvendo suas boas lembranças, e rendendo-se, não tinha podido se mover dali, enquanto a pútrida pele das mãos do dementador tocavam seu rosto, o acercando mais ao seu. Tinha pensado que levaria sua alma consigo, e por um momento tinha enlouquecido, tentando se apartar. Não obstante, quando tudo parecia perdido, a criatura mágica tinha voado para uma esquina da cela. E por trás dele tinha surgido uma figura feminina, que ria desquiciada e friamente.
-Olá?- pergunto Harry com a voz rouca e trémula.
- Olá, pequeno. - respondeu a mulher, com a voz áspera e fria. Inclinou-se para olhar-lhe melhor, e nesse momento, o moreno pôde apreciar seus rasgos: seu cabelo, longo e descuidado, caía revolto por suas costas, formando uma cascata negra. Suas facções, tremendamente marcadas pela delgadeza extrema na que se encontrava, marcavam um rosto pálido, com os pómulos afiados, a mandíbula quadrada e uns olhos cinzas com os pálpebras grossos caídos. Através deles pôde distinguir um suave brilho demencial em sua mirada, que lhe fez empalidecer ainda mais. Seu corpo, esquelético e ossudo, tinha curvas bem definidas, e estavam cobertos por um mesmo pijama de raias negras e cinzas como o seu. - Como se chama?
-Harry…Potter. - disse inseguro, para o pescoço de sua roupa. A mão esquerda dela, parecida a uma aranha, se acercou a sua cara, enquanto em seus lábios começava a nascer um sorriso maníaco. Acariciou o rosto com macieza, e o moreno pôde apreciar a marca tenebrosa em seu antebraço.
-Bellatrix Lestrange. - disse fortemente a mulher, identificando-se, e sacando a Harry de sua entonação, enquanto sua mão retirava-se de sua bochecha com rapidez, ao compreender a direção de sua mirada. - De modo que você é o Eleito, o Menino que Viveu…- sussurro para si.
-É comensal? - pergunto o jovem ansioso, assinalando sem forças sua antebraço esquerdo. Bellatrix olhou seu braço e depois olhou a ele, repetidas vezes. Finalmente respondeu:
-Claro. - um sorriso débil curvo seus lábios ressecos. - Como se não ia levar este troféu? - parou-se um segundo, olhando-lhe detidamente. - Você foi a causa de todos meus males. Matou a meu Senhor. - disse com a voz fria e demencial. Seus olhos cinzas olhavam-na escuros e assassinos. Não obstante, Harry acercou-se a seu ouvido, e com a voz sussurrante e áspera, disse:
-Virão esta noite.
Depois, a mulher tinha-lhe olhado, e finalmente, tinha rido com loucura, fazendo que Harry se encolhesse em seu lugar. Durante toda a tarde, o rapaz e a mulher tinham dedicado a se observar; ela com curiosidade, o com medo. Quando a noite caiu, para o moreno tinham passado dias, e um sorriso se apropriou de seu rosto, toda a esperança posta nas palavras do comensal. Nem sequer a cercania do dementador tinha conseguido aplacar sua felicidade, o que fez que em seguida caísse dormido, aconchegado nesse escuro rincão da cela.
O primeiro que pôde perceber ao acordar foi o silêncio. Algo desconhecido completamente em Azkaban, com todos os presos gritando e soluçando a seu ao redor. O segundo foi a cama, estava muito cômodo e parecia estar apoiado sobre um colchão fofo ou qualquer coisa semelhante. Ultimo que percebeu foi a calidez que tinha em sua mão direita, se assemelhava à que tinha quando alguém lhe coagia da mão longo momento. Harry abriu os olhos com lentidão, sentindo-os doloridos pela luz que tinha na habitação. Em seguida, uma pessoa pôs suas lentes nos olhos, deixando-lhe ver ao redor: encontrava-se em uma estadia relativamente grande, parecida ao dormitório do castelo, com uma cama grande e confortável. Tinha diferentes móveis na sala, um armário, uma escrivaninha, e uma cómoda entre outros objetos, mas sua atenção caiu na pessoa que se situava a um lado de seu leito, sentado em uma cadeira.
O homem era alto e forte, com o cabelo castanho revolto como o seu, as facções aninhadas e pómulos altos. A mandíbula mal sobressaltava, e seus lábios carnosos eram semelhantes aos seus. Sua pele pálida, marcava o rosto de um homem demasiado parecido a si mesmo. A única diferença que encontrou eram seus olhos, por trás de umas lentes redondas, de cor avela. O homem olhava-lhe ansioso, sua mão apertando fortemente a sua, sem saber bem que dizer. Não obstante, não fez falta que o maior pensasse sobre que conversar, já que o pequeno início a conversa:
-Papa? - o homem sorriu com delicadeza, ensinando seus dentes brancos e bem alienados. Harry piscou várias vezes e tocou com sua mão esquerda a bochecha do senhor, esperando que se desvanecesse no ar, que fosse só uma vadia ilusão.
- Sou eu, James. - disse finalmente o maior com insegurança. Seu filho pelo contrário, sorriu feliz e abraçou-lhe com força. Em seguida James perdeu toda a dúvida que cabia no coração de um pai que não sabe se seu filho lhe aceitasse, e se entregou no abraço, imprimindo-lhe carinho e afeto.
-Você deveria estar morto… - disse indeciso Harry, uma vez o abraço acabou.
- Bom, em realidade tudo o que te contaram é mentira, filho. - confesso James sem o sorriso em seus lábios. - Eu estou com o Tenebroso. - seguiu o pai olhando a Harry diretamente aos olhos, com decisão. Se remango a camisa negra que levava e deixo ao descoberto sua marca. - Ele não me matou. - termino.
-Como? Não, você estava de parte da Ordem. - refutou o de olhos verdes, estranhado, enquanto apartava-se de seu pai.
-Minha tampa era essa, Harry. - disse alarmado o de olhos avelas, tentando acercar a seu ramo. - Tudo foi uma mentira.
-Impossível, Black e Lupin contaram-me que… - as palavras foram interrompidas pelo maior, que salto furioso:
- Não me fale deles! - seus punhos fecharam-se com força, e levantou-se violentamente da cadeira, tirando do impulso. Harry viu-lhe passear pela habitação, tratando de tranquilizar-se. - São tudo mentiras. Insulsas e bonitas mentiras. - Por um momento, suas palavras assemelharam-se muito às de seu professor de Poções, e não pôde evitar se perguntar se tinha alguma poção polissuco de por meio. - não há polissuco, Harry. - disse o homem, se sentando no borde de sua cama. - O tempo todo têm estado enganando-te, manipulando-te, pondo-te na contramão nossa.
Estranhado, Harry se revolveu na cama e olhou seu pijama. Era negro e parecia várias talhas mais grande, tremendamente folgado, mas elegante. Apalpo por seu tórax, por embaixo da camisa, encontrando-se vendagens brancos sujeitando seus doloridas costelas. Olhou suas mãos, encontrando-as muito mais delgadas que antes de entrar a Azkaban. Seu pijama de preso encontrava-se amontoado na mesa, revolto. Por uns minutos, instalou-se um cômodo silêncio na habitação, que Harry aproveitou para o desfrutar.
-Onde estou? - perguntou curioso, tentando aparentar frialdade. O homem sorriu com familiaridade e respondeu risonho:
-A mansão tenebrosa. - 'simples e direto ao grão', pensou Harry. - Onde você queria estar, segundo me disse um passarinho. - o sorriso travessa de seu pai aumentou, descolorando. Alguém lhe tinha dito que o almejava ir desse castelo antigo e frio, mas no entanto, a ninguém lhe tinha contado seu segredo.
-Quem te disse?- pergunto estranhado.
-Será uma surpresa. - contestou James Potter misteriosamente. - Esta noite vem, e assim poderemos celebrar o Natal em família. - por um momento, Harry pensou em sua mãe, Lily Evans, como suspeita. Se seu pai seguia vivo… Que lhe dizia que ela não? Não obstante, seu pai limitou-se a aclarar. - Não é ela.
O resto do dia, Harry limitou-se a dormir, embriagado pelo forte aroma que provia das cozinhas, demasiado cansado como para seguir acordado muito tempo mais. A seguinte vez que se acordou não foi tão luzido. Doía-lhe todo o corpo, pelo que pensou que teria passado por em cima de si algo muito grande. Esperou um momento meditando, até que James entrou em sua habitação e lhe ajudou a se levantar. Ao que parece era tarde e tinham que começar a se vestir já para o jantar de Natal. Lentamente, Harry incorpou-se e foi a duchar-se com torpeza, devido à pouca mobilidade que tinha, graças as vendagens.
Vestido e asseado, Harry observou-se no espelho de seu dormitório; sua pele estava limpa e livre de golpes e contusões, e seu corpo coberto por um elegante traje negro singelo. Sorriu ao lembrar das palavras de seu pai; pela noite viria a jantar outra pessoa, e finalmente, após quinze anos de solidão e mentiras, lhe séria revelada a verdade, e o mais importante, conheceria a sua verdadeira família. Com esta ideia em mente entrou no comedor individual que tinham; estavam dispostas três cadeiras ao redor de uma pequena mesa escura, na que se situavam os pratos e cobertos. Não tinha ninguém na sala, nem sequer seu pai, pelo que e limitou a esperar impaciente. Algo dentro de si tinha mudado desde sua estadia em Azkaban; o ódio incandescente que sentia por Albus Dumbledore se estava a transformar em uma vingança sádica. Porque o era seu tutor. Porque o devia protegê-lo. Porque ele, no entanto, tinha-lhe deixado a graça do Ministério.
Umas mãos apoiaram-se em seus ombros por detrás de si, massageando-os, tentando livrar da tensão que lhe acolhia. James guiou-lhe até a cadeira do centro, sentando lhe, enquanto dizia:
-Tranquilo, Harry. Levará sua parte, não o duvide. - estranhamente, o menor pensou que lhe tinha lido os pensamentos. Não obstante, sentiu-se mais relaxado ao notar como um ódio frio tingia a voz de seu pai ao falar do velho idoso manipulador. Mudando rápido de tema, tentando não se enfadar, disse. - Em seguida chegará, filho. Já o verá.
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Nota tradutor:
Finalmente Harry vai conhecer sua verdadeira família, e conhecerá tudo o que os bons estava escondendo dele, mas o que será que Harry vai decidir?
Espero que vocês gostem do capitulo
Espero vocês nos reviews
Ate breve
Fui…
