Chapter 5:
-Tranquilo, Harry. Levará sua parte, não o duvide. - estranhamente, o menor pensou que lhe tinha lido os pensamentos. Não obstante, sentiu-se mais relaxado ao notar como um ódio frio ténia a voz de seu pai ao falar do velho idoso manipulador. Mudando rápido de tema, tentando não se enfadar, disse. - Em seguida chegará, filho. Já o verá
Cinco minutos depois, Harry seguia olhando atenciosamente como seu suposto pai movia por arte de magia os cobertos, desviando sua mirada para a porta a cada poucos segundos. Quando a família estivesse após quinze anos junta, seus pais explicar-lhe-iam tudo, ou ao menos, isso tinha dito James. Harry desviou a mirada por enésima para a escura porta de roble grossa, e depois, olho o relógio situado na parede diante seu: já levava dez minutos de atraso. O pessimismo assaltou a Harry, que pensou que tudo era uma farsa e não viria ninguém. Não obstante, James seguia sentado em sua cadeira, completamente relaxado e seguro de que viria seu companheiro. A mirada avela do maior cruzou-se com a verde de seu filho, e finalmente, disse:
-Virá, não se preocupe. Dá-lhe tempo, deve de ter-se entretido. - seu tom era tranquilo, paciente. O moreno suspirou com força, cruzando-se de braços e olhando a parede enfrente seu mal-humorado.
Pouco depois, escutou-se o ruído de passos fora da habitação, e, enquanto Harry se revolvia mais nervoso em seu assento, James franziu o cenho significativamente. Levantou-se da cadeira e, acomodando-se os óculos, saiu da estadia rapidamente, em procura do dono dos passos. O moreno reprimiu o impulso de levantar-se e seguir lhe a manhosas, recordando sua estadia em Hogwarts, onde qualquer desculpa servia para ir pesquisar a intempestivas horas da madrugada, e já de passagem, espiar a alguém. Normalmente esse alguém costumava ser Snape, o único suspeito de todo o negativo nesse castelo, e agora Harry era capaz de entender porque esse homem lhe produzia calafrios a cada vez que lhe olhava; tinha matado a dezenas de pessoas, realmente o era o mau em sua visão vermelha da vida. Não obstante, agora que olhava de outra maneira ao pocionista, se deu conta de que era a salvação de todo slytherin que se apreciasse, ao ser a única pessoa do colégio capaz de se enfrentar a Dumbledore em sua defesa. E por adição, era comensal, o símbolo de rebeldia das serpentes. Porque durante anos e décadas, Dumbledore tinha deixado de lado aos alunos dessa casa, tinha-os desatendido, e finalmente tinha-se vendado os olhos quando eles marcharam para aquela pessoa que lhes apreciava e reconhecia.
Perdido em suas cavilações, baixou ao mundo terrenal quando a porta se abriu, cinco minutos depois, revelando a seu pai pela abertura. Passou rapidamente, deixando que o desconhecido entrasse na sala, deixando a Harry boquiaberto; era seu professor de poções, vestido de negro completamente, como era usual. Seu cabelo macio e gorduroso caía como cortinas a ambos lados de seu rosto citrino, marcando o nariz gancho e protuberante, os olhos negros e os lábios finos e pálidos. Os olhos do pequeno abriram-se em sua maior amplitude ao vê-lo, e sua boca abriu-se e fechou várias vezes, tentando articular qualquer som. Realmente, era a última pessoa que Harry pensava encontrar; James Potter e Snape tinham-se odiado desde que eram uns meninos, e o slytherin odiava-lhe com toda sua alma.
-Olá Harry. - disse o homem com sua voz sedosa e sussurrante. - Disse-te que tiraríamos dali, e assim foi. - um diminuto sorriso instalou-se em seu rosto, enquanto Harry olhava-lhe indeciso.
- Você é meu pai? - pergunto desconfiado. - Esperávamos-te a ti?! - disse elevando a voz, olhando-lhe com enfado. Tudo parecia uma broma pesada, e com assuntos familiares não se jogava, pensou Harry furioso. Não obstante o homem não se imuto e se limito a contestar:
-Sim.
-É impossível. Esta a tomar-me o cabelo… não ria de mim! - gritou enquanto levantava-se do assento, disposto a ir dessa casa. No entanto, as mãos de James posaram-se sobre seus ombros, impedindo que se levantasse, fazendo que Harry se revolvera em sua cadeira, tentando se libertar.
-A base de magia nada é impossível, Harry. - respondeu seu pai com voz neutra. - Se tem um alto poder mágico pode ficar-te grávido. - explico em seu ouvido, enquanto, suas mãos massageavam outra vez seus tensos músculos. Subitamente, o rapaz deixou de revolver-se e olhando friamente a Snape, ordenou:
-Muito bem. Expliquem-me tudo isto, então. - sua voz soou fria e demandante, tal e como o queria que fosse. - Por que o não esta morto? - assinalou a James com a cabeça. - Por que meus olhos são verdes como os de Lily? Como pode ser meus pais se vocês se odeiam? Por que não me disse nada sobretudo isto antes? - pergunto ao de cabelos gordurosos. Os maiores suspiraram, e começaram a relatar sua história.
- Bom… - James começou a falar, vacilante. - Em nosso quinto curso em Hogwarts, obsede-me com apartar a Severus de Lily, ameaçando-lhe e tal…
-Muito pouco amável por sua parte. - disse cínico o de cabelos gordurosos. - Para não ir pelos ramos, ao final conseguiu me separar dela, mas se afeiçoou ao pequenito de me intimidar e… - o casal se olhou, com um sorriso na boca. - em sétimo apaixonamo-nos.
-Assim? Sem mais?- pergunto Harry desconfiado. A verdade é que soava muito tonto tal e como eles o tinham dito, algo inverossímil, irreal, uma espécie de fantasia.
- Sem mais, sem mais, não… - disse o castanho, olhando com dissimulo ao moreno. - queria suicidar-se. - soltou ao cabo de uns segundos, olhando a seu filho sério. Ao princípio arqueio uma sobrancelha, incrédulo, mas finalmente, ao ver como Snape desviava a vista incomodo, fez que deixasse sua desconfiança inicial a um lado. Nunca antes tinha visto uma faceta tão humana em seu professor, quiçá o mais normal tinha sido o ódio que lhe professava. Não obstante, encontrava-se diante de si, realmente incomodo e com um sentimento de vergonha em seu rosto.
- Ele ajudo-me a recuperar-me. E foi aí quando começamos a sentir algo mais que ódio. - concluo a história embaraçosa o pocionista, depois de um momento de silêncio. - Iniciamos uma amizade a escondidas, e isso nos levo ao amor, algo que entre slytherin e gryffindor estava proibido, pelo que decidimos o levar com cuidado.
- Depois meu pai praticamente obrigou-me a casar-me com Evans e dar-lhe um filho, e tive que me fazer parte da Ordem da Fênix. - O desprezo tingiu suas palavras, enquanto suas mãos se tensavam nos ombros de Harry. - Severus foi-se com o Amo pensando que lhe tinha traído, e ao cabo de um tempo, os comensais me capturaram.
- Inteirei-me da verdade e propus-lhe fazer-lhe dos nossos, mas não aceitou. - seguiu o moreno. - Estivemos bastante tempo vendo-nos, e finalmente, deixo-me porque não podia lhe ser infiel a sua esposa. Entre tanto, fiquei grávido e tive-te a ti. Sem saber que fazer, te entreguei a James, que te fez passar por filho de Lily. - fez uma pausa, apanhando ar, sem saber bem como o dizer. - depois escutei a profecia, e ao saber que o Amo ia ir por James, lhe convenci para que o deixasse com vida, e lhe contei toda a verdade. Não obstante, mandou-me que espiasse a Dumbledore, e baixo a desculpa de que eu queria à sangue-ruim, me aceitou como professor.
- Então, quando você, Harry, tinha em um ano, o Amo veio a por nós, com intenção de nos matar; ao que parece seguia achando que você era uma ameaça para ele. No entanto, após que Severus falasse com o e intercedera a seu favor, decidiu matar à sangue-ruim para se divertir um pouco.
-Lily sabia demasiado. - disse o pocionista ante a cara de incredulidade do garoto. - Não podíamos a deixar viva.
-Então… se tudo é verdadeiro, Como morreu Voldemort? Por que tenho esta cicatriz? - pergunto o rapaz, pouco convencido do que lhe tinham contado.
- Lily sempre foi boa em Artes Antigas… - disse James.
- Fez magia antiga, protegendo-se a se mesma e canalizando a maldição para ti. - disse sério Snape. Não obstante, Harry franziu o cenho; seu padrinho tinha-lhe dito que Lily era de carácter aberto, com pretensão a casos perdidos, e incapaz de lhe fazer dano a ninguém. - Nem tudo é como parece, garoto. - comentou finalmente o professor. Algo no tom de voz do homem lhe disse ao jovem de óculos negros que falava por experiência própria. Parecia sonhador por uma vez, e em sua voz tinha um deixe de nostalgia.
-Algo mais que queira saber, Harry? - pergunto seu pai, sentando na cadeira contigua à sua. O outro homem seguia no assento mais apartado deles, em uma tentativa de não intervir. O garoto olhou-lhes a ambos; o castanho tinha a mirada amável, convidando-lhe a perguntar, enquanto a do moreno tinha-se desviado, incomodo. Abriu a boca e pergunto finalmente:
- Por que então meus olhos são como os de Lily?
-Poção de mudança de cor de olhos permanente. - respondeu cortante o pocionista. - Dá-se em terceiro. - Ante a explicação, James riu suavemente, enquanto seu filho se ruborizava, agachando a mirada.
- Segundo disse, Harry era como eu, Severus. - olhou-lhes a ambos homens, e o moreno assentiu. - Então é normal que não estude poções.
-Já… não sei porque esperava outra coisa dele… - suspiro resignado, e o olhando fixamente, acrescentou, respondendo ao interrogante que apareceu em sua cabeça. -Por que não me disseram nada antes? - Antes era demasiado… gryffindor para entendê-lo. Teria posto do lado de Dumbledore, e teriam descoberto.
Estranhado pela contestação a uma pergunta não formulada, Harry franziu o cenho, enquanto seu pai ria sem malícia, olhando ao pocionista divertido. Sem entender o que passava, o menino passou sua vista de um a outro; pareciam saber exatamente de que ia o chiste, algo que Harry não acabava de entender. Por suposto, após uns segundos de deleite pessoal pela ingenuidade do rapaz, James explico-lhe:
- Legeremência, pequeno. - ante a cara de estranheza do jovem, limitou-se a sorrir e acrescentar. - Lê mentes. Por isso sabe o que a gente pensa. - Os olhos verdes do garoto abriram-se inesperadamente enquanto sua mirada fincava-se no homem de olhos negros. Se podia ler seus pensamentos, também podia saber o que lhe tinha passado esse verão. E se podia sabê-lo e seguramente saberia, burlaria dele sem piedade. Sentiu-se subitamente vulnerável, como um menino ante um gigante, capaz de aplastarem com só se mover.
-Não se preocupe, Harry. Não pensava me burlar nem muito menos. Só precisava me certificar nesse momento se seria adequado que se metesse em algo tão perigoso, se me dizia a verdade… - a voz sussurrante do homem foi se apagando lentamente, deixando um tenso silêncio. Apesar de que os olhos lhe ardiam pelas lágrimas retidas duramente, Harry seguiu relutante a chorar, com isso só conseguiria dar uma imagem mais lamentável de si mesmo, lhes fazer ver que era débil.
James acercou-se a o, abraçando-lhe carinhosamente, como um pai abraça a um filho. E desta vez, não era uma metáfora, não era algo que Harry em sua mente o identificasse, desta vez era real: seu pai estava a abraçar-lhe, e o garoto não pôde fazer nada mais que corresponder no abraço com um pequeno sorriso formando nos lábios. Pouco depois, sentiu como Snape se unia no abraço, algo tenso, mas segundos depois se relaxou. Apesar de ter-lhe negado para meia hora escassa, o garoto alegrou-se de que não estivesse enfadado com ele; ainda que seguia lhe parecendo estranho todo o assunto de sua família, não queria que se enfadasse com o seu salvador. Porque estava seguro de que Severus Snape tinha intervindo para que sacassem também a Harry dessa fria cela, se não seu destino teria sido a morte, ou pior ainda, uma estadia indefinida em Azkaban.
Após um minuto, o castanho rompeu o abraço, beijando suavemente a seu companheiro nos lábios. Beijo que foi totalmente correspondido pelo moreno, lhe dando a Harry a prova crucial de que toda a história era real. Duvidava muito que seu pai se tivesse beijado com seu inimigo de não ser verdade, e sabia que James era seu pai porque tinha estado toda a tarde lhe olhando, tentando pegar tomando a poção polissuco, algo no que tinha fracassado.
-Bom… quer que comecemos a comer? - pergunto o castanho, animado. Toda a resposta que obteve foi o ruído das cadeiras ao se sentar os outros dois, e o quase inaudível ruído da comida aparecendo em seu prato. Estranhamente Harry fixou-se em que, enquanto James se encarregava de cortar manualmente toda a comida, Severus só pinchava os pedaços de carne, deixando sua mão esquerda oculta em seu colo, enquanto sua magia movia a faca.
-Que te passa na mão? - perguntou o moreno, curioso, momento depois.
-Feridas de guerra. - disse sorrindo enigmático o homem. - Me custou muito que te tirassem de Azkaban. - não obstante, a explicação do pocionista não serviu de muito para esclarecer a mente do garoto, mas não disse nada mais, apesar de que Harry sabia que pensava.
O jantar passo entre risos por parte de Harry e James, e rosnados por parte do moreno, enquanto falavam da época escolar dos maiores. James tentava centrar-se só em aquilo que não pertencia ao outro de forma humilhante, mas era praticamente impossível, já que a maioria das lembranças que guardava eram desses momentos vergonhosos que lhe tinha feito passar. Não obstante, após contá-los pedia perdão, coisa que divertia a Harry sobremaneira; ver a seu pai desculpando-se a cada dois segundos era algo gracioso de ver, sobretudo, se o que recebia as desculpas não era outro que seu professor de poções. Ao final, o moreno olhou o relógio e decidiu pôr fim a esse momento:
- Hora de ir-se a dormir. - disse levantando-se dignamente, e tomando ao castanho da mão, que lhe olhava fazendo bicos. Não obstante, os lábios de ambos se juntaram em um profundo beijo, terno e carinhoso, e, quando se separaram, James deixou de rechiar.
-Vamos Harry. Gostas da habitação que te demos? Pode-la decorar como queira, é toda sua. - disse passando um braço por seus ombros, paternalmente. O pequeno sorriu e assentiu, sentindo-se possuidor do melhor sentimento da terra: o amor de uma família unida. Desde sua entrada em Hogwarts não se tinha sentido tão bem, e quando viu que tinha uma cama tão grande, realmente se tinha surpreendido. Não obstante, o que nesse momento com seus ternos onze anos lhe parecesse estranho, agora comprovava que era símbolo de atenção por parte de outras pessoas, de preocupação por sua saúde.
No dia seguinte acordou cedo, e por um momento, sentiu-se confundido ao não reconhecer o dormitório. Segundos depois, todas as lembranças se amontoaram em sua cabeça, lhe fazendo a identificar imediatamente com a cama do dia anterior, quando tinha saído da prisão. Seguia levando o mesmo pijama negro duas talhas maiores, e pôde sentir nas plantas de seus pés descalços o intenso frio do mármore do chão. A casona, longe de ser um humilde lar, era uma verdadeira mansão cheia de luxos e vícios que lhe tentavam à cada segundo que passava ali. E no entanto, a Harry pareceu-lhe que todo isso era uma espécie de sonho, algo irreal, demasiado bonito, que se chocava com a dura e geladora realidade que tinha vivido até agora. Porque, desde esse verão, sabia que as coisas sempre podiam ir pior, que a vida era cruel com ele. Porque não se merecia esse trato tão aviltante ao que era submetido.
Levantou-se com cuidado; mal eram as seis da manhã, mas não tinha sonho, no dia anterior tinha estado dormindo praticamente toda a jornada. Com cuidado para não fazer ruído se dirigiu à porta escura de roble grossa pela que tinha visto entrar a seus pais no dia anterior. Não sabia que fazer, nem sequer onde ir, onde estavam as habitações nem nada pelo estilo, e sair fora lhe parecia arriscado, com todos esses comensais na mansão. Entrou tentando passar desapercebido, e sorriu ao ver a habitação a escuras. No centro da parede oposta à porta encontrava-se uma larga cama dupla, e nela, os dois homens dormiam, unicamente cobertos pelas cobertas negras, que tampavam até seus quadris. James abraçava protetoramente a seu amante, cuja mão esquerda estava vendada até o cotovelo. Sua cabeça repousava contra o peito do castanho, e os olhos de ambos estavam fechados, com uma expressão de paz em seus rostos.
Antes de que Harry pudesse fechar a porta, os olhos negros do pocionista se abriram inesperadamente, o olhando com a varinha levantada e os músculos em tensão. Ao cabo de uns segundos o baixou, pinchando no custado ao castanho, acordando lhe.
-Que passa? - rosnou Severus, esfregando-se os olhos. Harry sentiu-se repentinamente culpado; seguramente, o homem teria que levantar cedo amanhã, e não lhe estava a deixar dormir. Mordeu-se o lábio e antes de que pudesse falar, o homem se apresso a dizer. - Não passa nada, Harry. Se quer vir aqui e dormir-te um momento, esta em seu direito.
Com um movimento de sua mão direita, os pijamas de ambos homens se materializaram em seus corpos, enquanto se jogavam a um lado, lhe fazendo a um lado. Antes de que Harry pudesse dizer nada, James se incorporo e saltou a seu amante, se colocando o no centro, enquanto o outro, em uma esquina, se deu a volta para seguir dormindo.
-Poderia deixar de ler-lhe a mente aos demais, não, carinho? - pergunto o castanho. - Vêem, Harry. - convidou-lhe a tombar-se a seu lado com a mão. O moreno em seguida esteve com eles na ampla cama, e Potter pai e filho começaram a falar:
-Trazem aqui o profeta? - pergunto com curiosidade mau dissimulada.
-Por suposto. - contesto o homem, girando-se sobre seu lado para olhar a Harry diretamente. - Draco esteve a perguntar por ti, segundo me disse Severus. - sua voz mal foi um sussurro, mas se escutou por toda a habitação, quando o pocionista disse:
- Estava preocupado por ti, ainda que o negue.
- Deveria deixar de usar a legeremência contra todo mundo, Sev. Um pouco mais de privacidade não viria mau. - o único que conseguiu por parte do homem foi um rosnado ameaçador, ao que correspondeu com um beijo no pescoço. - Tão adorável como sempre… - comento divertido.
-Por que me meteram em Azkaban? - disse Harry sério, olhando-lhe fixamente, escrutando.
- Obstrução à lei e difamação de rumores falsos. - sussurrou outra vez Severus, fazendo-se ouvir em toda a sala. Harry girou-se, olhando o teto de madeira velha e desgastada, meditando. Era ridículo, tinham-lhe condenado a anos de prisão por atos que não tinha cometido. O ódio ferveu em suas veias, enquanto seus olhos escureciam-se um pouco mais e sua mandíbula se tensava com dureza. Tudo tinha sido uma mentira, desde sua origem ao motivo de seu encarceramento. Em alguns casos tinha chegado a ser bonita, em outros era horripilantemente cruel, mas não deixava de ser isso: uma mentira. Sua vida tinha-se baseado nisso, em calunias, uma por trás de outra. Sentir falta a uma mãe que nunca tinha tido, enfrentar a seu aliado, odiar a seu próprio pai… agora que observava todo esses momentos de sua vida, pôde ver as más decisões tomadas pela ignorância, pela falta de conhecimento. 'Que atrevida é a ignorância'- pensou Harry, com amargura.
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Nota tradutor
Vejo que o destino de Harry foi totalmente cruel desde muito cedo! Espero que gostem do capitulo, encontro vocês nos próximos capítulos.
Ate breve…
Fui…
