Chapter 6:

- Obstrução à lei e difamação de rumores falsos.- sussurrou outra vez Severus, fazendo-se ouvir em toda a sala. Harry girou-se, olhando o teto de madeira velha e desgastada, meditando. Era ridículo, lhe haviam condenado a anos de prisão por atos que não havia cometido. O ódio ferveu em suas veias, enquanto seus olhos se escureciam um pouco mais e sua mandíbula se tensava com dureza. Todo havia sido uma mentira, desde sua origem ao motivo de seu encarceramento. Em alguns casos havia chegado a ser bonita, em outros era horripilantemente cruel, mas não deixava de ser isso: uma mentira. Sua vida se havia baseado em isso, em calunias, uma por trás de outra. Sentir falta a uma mãe que nunca havia tido, enfrentar a seu aliado, odiar a seu próprio pai… agora que observava todo esses momentos de sua vida, pôde ver as más decisões tomadas pela ignorância, pela falta de conhecimento. 'Que atrevida é a ignorância'- pensou Harry, com amargura.

Estranhamente, desta vez o pocionista não disse nenhum comentário nem deu mostras de ter lido seus pensamentos, o que surpreendeu a Harry, que esperava uma resposta. A habitação ficou em absoluto silêncio durante uns minutos, e finalmente, pôde ouvir a respiração pesada de Severus, indicando-lhe que se havia dormido. James acercou a ele, e pondo seus lábios sobre a orelha do garoto, sussurrou muito baixinho:

-Pela manhã iremos ver ao Amo. Ele decidira se aceita-te ou não nesta grande família.- fazendo uma pausa, o castanho aproveito a olhar as costas de seu amante. - Agora vamos dormir, Severus se tem que levantar muito cedo para ir a Hogwarts.

A noite deu passo ao dia lentamente, e o dormitório dos adultos luminou-se debilmente com os raios do Sol, formando sombras recortadas. Não obstante, Harry deu as boas-vindas ao novo dia com os pálpebras fechadas, abraçado a seu pai, algo que não conseguia fazer desde esse verão. Um sorriso formava-se em seus lábios carnosos, idênticos aos de seu progenitor, que, chegado o momento lhe despertou suavemente. Seus olhos verdes abriram-se ao amanhecer, enquanto sua visão nublada se topava com uma pessoa diante de si. Nesses momentos, só era um borrão, com as cores turvados, sem rasgos, até que James colocou os óculos em seu rosto com um sorriso.

Depois de um ligeiro café da manhã, pai e filho se adentraram na escuridão dos corredores de madeira velha e desgastada, com rachaduras em sua superfície. Apesar de ter amanhecido para tempo, o corredor seguia igual de escuro que pela noite, só alumiado debilmente pelo pequeno lume que produzia o gás das lamparinas. Percorreram vários corredores estreitos e estreitos, até finalmente, chegar a uma porta negra e grossa. James tocou na madeira várias vezes, e vestindo sua melhor mascara de frialdade, abriu a porta, apoiando sua mão no pequeno pomo de metal desgastado. Dantes de que a porta se abrisse, Harry escondeu sua insegurança com sua melhor careta, tentando camuflar seu nervosismo.

A abertura revelou uma habitação a escuras, com paredes frias de tons apagados e o solo de madeira, igual de desgastado que o corredor. Havia misteriosas raias nas tabelas, uma cama muito ampla e com dosséis negros à direita, e uma lareira pequena como única luz na sala. Adiante desta, uma poltrona enorme de tapeçaria morada tampava a pouca clareza que arrojava a estrutura. Todo parecia demasiado tétrico e escuro nessa habitação, inclusive a atmosfera, que se havia tornado subitamente fria, mas, no entanto, não parecia ter ninguém ali. Até que conserto na sombra projetada na parede; era alongada, deformada. Deduziu corretamente que a pessoa à que procuravam estava sentada por trás da poltrona, e James, sabendo de antemão, se dirigiu para ali.

-Senhor… - disse baixinho, tentando não perturbar ao homem que repousava na fofa poltrona.

- Severus pôs-me ao tanto de tudo. - disse com voz sussurrante e fria o homem, sem mover-se sequer, fazendo que um calafrio percorresse sua espinha dorsal. - Não são necessárias mas palavras. - Dito isto, se levantou, mostrando-se ante Harry em todo seu esplendor: sua pele demasiado pálida contrastava fortemente pelos olhos alongados e de cor vermelho sangue que ténia, enquanto seu nariz brilhava por sua ausência, conformada por duas fendas muito finas. Suas mãos, igual de pálidas que seu rosto, portavam dedos tão finos que em conjunto, se assemelhavam grotescamente às patas de uma aranha. Suas roupas, escuros e longos, tampavam o resto de seu corpo, dando um ar mais poderoso. O homem acercou-se até o moreno, que permaneceu em seu lugar estático, e tomando seu queixo, girou sua cabeça, para lhes olhar melhor. - Parece apropriado… - sussurro Lord Voldemort. - mas não se se poderá matar a alguém. - termino o homem, mirando divertido. - Ao final acabou indo a mim… curioso. - comentou.

- James. – Girando-se para seu pai, acurtou a distância que lhe separava dele, lhe informo. - Seu amante lhe avaliara, assim que esperar a ver suas habilidades até que venha. Por suposto, não quero espectadores no ritual, assim que fica de fora. - o castanho simplesmente aceito com a cabeça, desviando a mirada ao solo, em sinal de submissão. Depois dos relatos que lhe havia contado de sua infância e adolescência, se lhe para estranho ver a seu pai tão dócil, ainda que supôs que seu lema agora séria algo parecido a: A família o primeiro. - Pelo momento pode ir preparando-lhe, para que não faça o ridículo em seu momento. - disse burlo, mirando-lhe de relance, enquanto Harry se ruborizava. Depois de observar-lhe uns segundos mais do politicamente correto, rodeio a James e se sento outra vez na grande poltrona, dando por finalizada a conversa.

-Obrigado, senhor. - murmuro o adulto com uma reverência, e ato seguido, sua mão se cerro em torno do ombro de seu filho com delicadeza, empurrando-lhe suavemente para a saída. Uma vez que a porta se cerro por trás deles por arte de magia, a atmosfera árdua e fria mudança por uma neutra, e Harry sorriu com sinceridade, enquanto seu pai se apoiava na parede, fechando os olhos e deixando repousar sua cabeça no muro. - Muito bem, agora te terei que explicar todo o ritual, Harry. - disse o homem, repentinamente cansado.

- Que te passa? - pergunto o filho, preocupado, mirando-lhe diretamente sem o sorriso no rosto.

- Ponho-me muito tenso quando tenho que falar a sós com ele.- respondeu o homem. - E mais hoje, que não sábia se teria que suplicar-lhe para que te aceitasse, - contínuo, revolvendo o cabelo rebelde do menino. - mas parece que Sev já o tem havia arranjado tudo. - Acercou-se a sua orelha, sussurrando-lhe a modo de segredo. - odeio arrastar-me ante os demais, mas por ti deixaria meu orgulho de lado. Ainda que isso costuma o fazer mais Severus, esta mais acostumado desde que começou de duplo espião.

Pai e filho começaram a andar corredor abaixo, em direção a suas habitações pessoais, o primeiro divertido pela expressão de surpresa do segundo, que tentava se imaginar à fria e orgulhosa serpente que tinha por pai suplicando, sem o conseguir. Chegaram a seu destino sem encontrar ninguém em seu caminho, algo que lhe impressionou a Harry; se essa era a mansão de Lord Voldemort, deveria de ter vários comensais no dia e a noite, como em uma espécie de empresa ou casa grande, mas, não obstante, ali parecia estar todo morto, sem uma alma vivente nem um som fora do habitual que lhe indicasse que esse lugar não estava abandonado.

-Bom… a ver, como te explico eu… - disse James uma vez se tiveram relaxado e acomodado nos cadeirões da cálida sala de estar. Olho-lhe indeciso, mordendo-se as unhas com insegurança, meditando. - Bom, chegado o momento guiassem-te até os calabouços, onde estão os presos, e o Amo elegerá o mas adequado para ti. Depois levassem-te a uma sala aparte e ali terá que o matar sem titubear, - explico com crueza o castanho, tentando em vão suavizar suas palavras. - depois de que eles lhe tenham torturado. Por norma geral, o comensal que avalia se encarrega disto, como prova de que é fiel a seus princípios, assim que terá que ver como Sev o martiriza adiante de ti. Depois você o mata, - Harry empalideceu ao escutar estas palavras em boca de seu pai. - e ELE põe-te a Marca.

- Para valer terei que o matar? - pergunto atemorizado Harry.

- Claro, é um símbolo da força de vontade e a obediência. - o garoto olhou ao chão suspirando, e James calou por uns segundos, até que recordo algo. - Seu pai é um pouco besta, assim que não se assuste pelo que vejas ali. - aconselho-lhe, deixando a Harry com um horrível nodo na garganta. Talvez por medo ou por insegurança, o moreno pensou que talvez não estava preparado para cometer um assassinato, que lhes falharia a todos, e começou a se desesperar, fricção as mãos para rebaixar o nervosismo. Antes de que pudesse dizer nada, os braços de seu pai passaram ao redor de seu pescoço, atraindo para seu peito em um abraço, tentando infundir-lhe segurança em si mesmo.

-Tem ideia de quem elegeram?- pergunto o garoto depois de uns segundos, mirando-lhe com seus olhos verdes. James abriu a boca para falar, mas de repente, um ruído na janela distraiu-lhe: uma imponente coruja parda golpeava o cristal com insistência, tentando chamar a atenção dos homens. O castanho foi rápido para ali, e deixando-lhe passar, agarro a carta que tinha atada à pata, desenrolando-a com habilidade, e seus olhos começaram a ler a uma velocidade vertiginosa.

- Draco marcou contigo, Harry. - disse finalmente, depois de reler o pergaminho duas vezes mais, e olho-lhe curioso. Durante um segundo, dedicou-se a observar a seu filho, e depois, acordando-se da anterior pergunta, disse. - Não sei, o elege o Amo dependendo do que veja em sua mente. Para ti pode que escolha a alguém da Ordem da Fênix, mas só são reflexões.

O resto do dia passo lento e frio; Harry, nervoso, não deixava de mover pelas habitações, sem sair ao corredor por temor a se perder, enquanto seu pai, dando-se por vencido na tarefa de lhe acalmar, lia o profeta, no que chegavam as novas notícias de Azkaban e a fuga de Harry Potter, ao que tachavam de comensal e aliado de Sirius Black. Não obstante, na publicação não apareceu nenhum articulo de Dumbledore rebatendo os argumentos de um delirante premiê que se negava a ver a realidade, o que fez que o moreno abrisse os olhos à realidade e se desse conta dos extremos até onde chegava a pouca confiança do bando da luz, e mais concretamente, de Albus Dumbledore.

Por uns segundos, Harry se havia sentido horrivelmente mau, deprimido, mas depois, toda a desesperança em seu interior se havia tornado em ódio, que queimava seu interior e fluía rápido por suas veias, alterando seu pulso magico. O resto do dia havia sido tranquilo, com um garoto moreno apático e um pai preocupado por ele. Ao cair a noite, Harry se sentiu subitamente confiado em si mesmo; levava todo o dia meditando, pensando uma e outra vez em como eles, seus 'amigos', o bando da luz, lhe havia dado as costas sem nenhum sentimento, e isso merecia um castigo. Aparta de seu lado ao amigo e se unira ao inimigo. - ressono dentro de sua cabeça a pequena voz de sua consciência.

A porta de madeira grossa e escura se abriu ao chegar a meia-noite, chirriando quando as dobradiças se moveram, e revelo a figura do professor de poções, que olhou o interior da estadia: James e Harry encontravam-se sentados em umas fofas poltronas junto ao fogo, o primeiro observando a cada movimento do segundo, que se esfregava as mãos ansioso. Ao escutar o ruído agudo, ambas cabeças se giraram para ele, e James sorriu com macieza ao lhe reconhecer, enquanto Harry se mordia o lábio inferior com nervosismo. Severus apartou-se, revelando atrás de si a Draco Malfoy, que olhava a seu redor com curiosidade mau reprimida.

Os olhos verdes e cinzas juntaram suas miradas com intensidade; conquanto em publico nunca haviam falado, nesse curso se que lhe havia ajudado muito o loiro, assim que tinha que lhe agradecer, ainda que, como bem sábia por parte dos slytherins, os agradecimentos sempre eram mudos. Os dois adultos olharam-lhes entendendo o conteúdo implícito nesse gesto de aguentar a mirada mais do politicamente correto sem desafiar-se entre se, e deixando-lhe privacidade, foram a uma esquina na que começaram a sussurrar-se entre si, enquanto suas mãos se enlaçavam timidamente.

- Olá, Harry. - disse suavemente Draco caminhando para o. - Como esta? Melhor? - tentativa que sua voz soasse distante e fria sem o conseguir, deixando entrever um toque de preocupação em seu tom de voz. O aludido assentiu várias vezes, enquanto esboçava um tímido sorriso em seu rosto.

- Bem… surpreendido mais bem. - se sincero o rapaz, fazendo alusão a seus pais, que a cada vez estavam mais juntos nessa esquina afastada de miradas indiscretas. O loiro simplesmente sorriu ladino, intentando pôr na situação de seu colega.

- Não te culpo, é bastante estranho. - olho-lhes enquanto acercava-se mais a seu ouvido, para sussurrar-lhe. - Desde que interviu a nosso favor não quer escutar uma burla contra ti por parte dos slytherins. - Arqueando as sobrancelhas, Harry expresso sua surpresa, estranhando-se ante seu comportamento. Talvez deva passar mais tempo com ele…- penso assombrado o rapaz.

Outra vez, suas miradas voltaram a encontrar-se, e Harry pôde apreciar veta-las azuladas dos olhos cinzas do aristocrata pela cercania. Outra vez, sentiu que os demais deixavam de existir e só estavam Draco e ele. Mas, como tudo o que é bom, dura pouco. A mão áspera e grande de Severus posou-se em seu ombro, e tomando a seu afilhado do braço, saco-o da habitação sem jogar uma mirada atrás, com segurança.

Os três varões andaram pelos escuros, estreitos e tétricos corredores de raquítico madeira, para os calabouços, seu destino. A grande casona lhe pareceu em é momento a Harry um labirinto com muitos corredores e uma sozinha saída. A seu ao redor havia diferentes bifurcações, em algumas delas se veia a parede do final do corredor e em outras só se veia a reinante escuridão contra a que pouco podiam fazer as lamparinas antigas de gás.

Depois de um momento de caminhada, a porta metálica e chilreante da masmorra se abriu ante Harry, revelando a negrura de seu interior, junto com o fétido e pútrido aroma a carniceira que desprendia a habitação. Fechando a porta atrás de si, o comensal empezo a andar em direção desconhecida, e os dois jovens estremeceram-se ao escutar um alarido de dor, apertando o passo para não perder de vista ao escuro professor. Cedo, os dois rapazes souberam seu destino: uma figura alta e delgada esperava-lhes no corredor mau alumiado. Harry se atreveu a olhar a ambos lados com precaução: as celas de barrotes de metal oxidado albergavam a uma grande quantidade de gente, que choramingos, gritava e suplicava a partes iguais, e por um instante, se fico estático em seu lugar. A mesma mão áspera agarro-lhe do braço e empurro-lhe com rudeza para diante, sacando-o violentamente do trance.

Cedo chegaram ao lado de Lord Voldemort, que se giro para eles com um sorriso sádico e despiedada, fazendo que ambos jovens engolissem em seco e se ocultassem com cuidado por trás do homem, que permaneceu impassível em seu lugar, como se o ambiente, repentinamente gelado e agoniante não lhe afetasse. Com uma inclinação de cabeça, Severus retirou-se a um lado, mostrando-lhe a ambos garotos, pálidos como a cera e nervosos.

- Todos são iguais… - sussurro Voldemort com burla. - Ao menos você tinha mais tempero, Severus. - o aludido sorriu ladino mirando-os friamente.

-Merecera a pena fazer-lhes comensais, senhor. - afirmo o homem mirando-lhe diretamente aos olhos com segurança e repentina seriedade.

-Por suposto… pelo momento, já tenho elegido a meus prisioneiros sacrificáveis. - o sorriso desumano do homem de pele acinzentada aumento ainda mas em seu rosto serpentino, enquanto começava a andar, procurando a supracitados pessoas pelos corredores estreitos e úmidos das masmorras, sem nem sequer lhes dirigir uma mirada, sabendo a ciência verdadeira que eles lhe seguiriam. Afinal de contas, Severus não era tonto.

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Nota tradutor:

Hummmmmmmmmmmm

O que será que vai acontecer?

Espero que vocês gostem, vejo vocês nos próximos capítulos

Ate breve