Chapter 10:
…Harry não se atreveu a lhe contradizer, e fechando com lentidão a boca, selando seus lábios, baixo a mirada a seu colo. A mirada de seu progenitor era um reproche mudo, e o de olhos verdes se sentiu apenado consigo mesmo: tentando encontrar respostas, havia acabado topando-se com o mau gênio de seu pai. Olho de soslaio a James; sua mirada, repentinamente triste, posava-se sobre a titilante lume do fogo. Segundos depois, o ruído da porta ao fechar-se com força retumbo em seus tímpanos; o ambiente da sala se havia encarecido enquanto o comensal encontrava-se nela, e outra vez, o silêncio se apodero da estadia…
- Não se preocupe, Harry. - saco James a seu filho de seu absorção. - Sev não esta enfadado, é só que se encontra muito irascível.
- Em sério? - pergunto Harry estranhado. - Não parecia muito contente, também não. - acrescentou depois de um segundo de indecisão, mirando com firmeza. A verdade é que parecia sumamente enfadado, igual que quando, em classe de poções, falhava na ordem dos ingredientes. Suspirando pela nostalgia que guardava de Hogwarts, se pôs de pé, e caminhou para a porta de madeira escura.
A mão de Harry, pálida e longa, se aferrou ao pomo metálico da porta, girando com cuidado de não fazer ruído. Com um pequeno rangido, a porta se abriu, revelando a escura negrura do corredor, e, acordando do encantamento que tinha, olhou a seu pai sem saber bem que dizer. Não obstante, como movido por uma mola, James se levantou do assento e lhe acompanhou de caminho a suas habitações pessoais, dando o tema por limpado. Seu filho não pôde menos que lhe agradecer silenciosamente que lhe dirigisse a seu dormitório; ao submergir-se na negrura baixo o amparo de seu pai, já não sentia a angústia tão opressiva que lhe havia acompanhado antes, nem nenhuma das sensações que havia tido anteriormente, só experimentava paz. Cedo sentiu como suas pálpebras começavam a lhe pesar, produto do cansaço, e, uma vez se tombou na fofa cama, se dormiu no ato.
A seguinte vez que Harry desperto, se sentiu, mas luzido, ainda que ainda cansado. Ao que parece, o sonho profundo no que se havia submergido não havia sido tão reparador como pensava o rapaz, o qual podia sentir os músculos se queixar baixo as roupas escuras que levava postas. Suspirando, moveu seu pescoço tentando desprender os músculos, simultaneamente que se punha os óculos redondos nos olhos, obtendo assim uma melhor visão da habitação que tinha.
Com o estomago grunhindo pela fome que tinha se deslizo por embaixo das grossas e confortáveis mantas até chegar ao solo, onde pôs seus pés descalços nas sapatilhas, e começou a caminhar até o comedor, onde James se encontrava tomando o café da manha. O adulto se havia situado na cadeira que dava as costas à porta pela que havia entrado, e Harry, só pôde ver suas costas largas e sua cabeça levemente ladeada olhando algum ponto fixo da mesa. Não obstante, ao escutar o ruído suave da porta ao girar sobre seus calcanhares, todo seu corpo se contorceu, olhando a suas costas e observando a seu filho com um sorriso nos lábios carnosos. Nesse momento, Harry pôde distinguir um pergaminho na pálida e grande mão de seu pai uma nota, e, em seguida, a curiosidade assaltou sua mente.
- Bons dias, papa… - antes que o rapaz pudesse continuar, James começou a falar:
- Bons dias, Harry… esta noite tens tua primeira missão. - Harry olha a seu pai; estava atento a qualquer emoção sua, e não pôde evitar sentir certa incomodidade ante isto, que cedo se viu atalhada pela incerteza e a dúvida. Realmente, a primeira vez que havia conjurado a imperdoável lhe havia custado muito esforço o conseguir que saísse bem… em um combate aberto com outras pessoas que aproveitariam sua debilidade, não saberia se daria a talha. Ademais, tinha que estar à altura, seus pais confiava nele… e também estava Draco: desta vez estariam juntos ou os separariam?... E por ultimo, os demais comensais, que ao ser slytherins e assassinos consumados, burlar-se-iam do a qualquer falha, por mínimo que fosse. Por instantes começou a sentir-se afogado, como se lhe tivessem jogado nas costas um peso tão grande que não fosse capaz do levantar, e seu pai, graças a sua agudeza mental, lhe abraço, tentando lhe animar. - Que te passa Harry?
- Nada… - sussurrou dentro do abraço o menino, tentando tranqüilizar o seu progenitor. Enterro sua cabeça no oco do pescoço do castanho, acomodando-se em seus braços, e, durante uns minutos, pai e filho ficaram mudos, desfrutando do poder estar juntos.
- É o que queria, não? - pergunto finalmente James, com voz temerosa. Harry pôde imaginar as causas desse medo; a lealdade e fidelidade eram muito importantes para os comensais, e se descobria a um comensal sem essa devoção… Harry não quis pensar nas conseqüências.
- Sim, claro… é só que… tenho medo de não estar à altura. - disse rapidamente o menino, baixando a cabeça, ocultando o incipiente rubor que tinha suas bochechas. Por um momento, penso que seu pai estalaria em gargalhadas ou lhe repreenderia, mas, longe disso, sua voz saiu desenfadada quando lhe respondeu tranquilizadoramente:
- Não se preocupe ninguém espera que seja o comensal ideal, isso é tarefa de Severus. - Harry encontrou o comentário prejudicial, e, antes que pudesse falar, viu um brilho de entendimento nos olhos de seu pai, que se apresso a acrescentar. - Somente quero dizer-te que não te sinta pressionado, não te vamos deixar de querer só porque não saia todo como o esperava.
- Mas... Deixar em ridículo. - repôs Harry, mirando com o temor escrito nos olhos. Não é que sentisse satisfação ao humilhar a seu antigo professor de poções, mas apreciava mais a opinião de James. Não obstante, Snape era o que lhe mantinha a todos com vida e em uma posição mediamente agradável, ademais de que era seu… pai, por mais estranho que lhe resultasse, e, ainda que em menor medida, sua opinião também contava para Harry.
- Eu não te vou julgar por seus fatos, e Sev também não. Saberá lidar com as consequências, afinal de contas, é bastante eloqüente como para desarmar a Bela em uma batalha verbal. - tento tranqüilizar lhe James, mas, não obstante, só acrescento o medo de Harry. Se o para mau, se pifava e metia a pata até o fundo, os demais comensais se ririam dele. Seu estomago deu um viro quando um pensamento de cabelos loiros veio a sua mente: o também era comensal, portanto, se falhava, o também se burlaria de Harry. - Tranquiliza, Harry, não pode o fazer pior que eu. Não tenho estomago de comensal, afinal de contas.
Assentindo de maneira ausente, começou a engolir o ligeiro café da manhã que se havia servido previamente. A mirada verde esmeralda de Harry se dirigiu a sua comida, sentindo extremamente incomodo e indefeso ante a mirada de James; sabia que seu pai somente procurava o melhor para o, que se preocupava realmente pelo modo em que se encontrava, mas não se sentia capaz de enfrentar sua mirada interrogante e preocupada. Ainda que admitisse que seu pai tivesse razão, não podia evitar se sentir frustrado e um tanto temeroso com respeito ao resultado da próxima missão. James, em ultima instância, tentando animar-lhe, disse-lhe:
- Eu também estive assim a primeira vez que me encarregaram uma missão. Não tem de que te preocupar. - a vista esmeralda de Harry situou-se em seus olhos, mirando com firmeza, e sentindo curiosidade, pergunto:
- Você não se preocupa por nada?
- Oh, sim! Preocupe-me muitíssimo, a dizer verdade… nesses momentos, minha vida pendia de um fio… e Severus tinha as tesouras para cortá-lo quando quisesse. - Harry engoliu saliva ruidosamente, enquanto sua pele empalidecia abruptamente; sua vida em mãos de Snape… Pese a todo o que para por Harry a grandes rasgos, o pocionista não parecia muito dado a mostras de afeto, ou carinho, ou vadia apatia, pelo que nunca parecia realmente contente com sua presença. E, nesses momentos, dava-se conta de que, ao igual que seu pai, o também dependia do professor.
- E… Como foi sua primeira missão?- pergunto Harry, curioso, tentando apartar suas escuras reflexões de sua mente. Imediatamente, o rosto do castanho se escureceu, enquanto apartava a mirada, incomodo.
- Uns aurores… antigos amigos meus. Ao menos, Severus esteve a meu lado em todo momento… - Harry observou o brilho dos olhos de seu progenitor; ao mencionar a seu 'amado', seus olhos recobravam a viveza habitual e tão característica de James. - Draco estará contigo, lutaram lado a lado, Harry. Ademais, Lucius supervisionasse toda a operação, não deixem que te façam dano. - acrescentou em um tom tranquilizador.
Depois do café da manhã, Harry se aconchegou em um dos imensos e fofos cadeirões ao lado da lareira, coberto com várias capas de roupa pelo frio tão agudo que se havia instalado na mansão. Seus nervos a cada vez se exacerbavam mais, e seu temor crescia no peito. Temor por burlá-las dos demais comensais, pelo desprezo de Draco, pela decepção de seus pais… Levava anos pensando de maneira equivocada que seus pais haviam sido mortos, e agora que lhes tinha a ambos vivos, não desejava que lhe dessem as costas por suas falhas.
Enrascado em seus pensamentos, Harry não pôde perceber da mirada de profunda preocupação que lhe dirigiu seu pai, nem sequer se deu conta de sua própria mirada ausente posada no lento dançar do fogo. À tarde passo de uma forma lenta e tortuosa, a cada qual sumido em seus próprios pensamentos, e cedo à noite se adentro na mansão, cobrindo tudo a seu passo de negrura e escuridão penetrante. E, com a chegada da noite, chego à hora de começar a missão. Harry suspiro nervoso enquanto esfregava-se as mãos, tentando tranquilizar-se em vão.
O contínuo som do relógio de parede começava a desesperar-lhe, recordando a cada segundo que a hora se acercava que o tempo avançava inexoravelmente, acercando a seu destino com lentidão. Sentia sua boca seca, sem saliva, a garganta áspera, e a boca de sua estomago, fechada hermeticamente, com um intenso nodo no músculo que começava a lhe provocar dor. Seu coração, desbocado, latia fortemente em suas têmporas, enquanto Harry desesperado pelo passo do tempo se encolhia ainda mais na grande poltrona que tinha para ele só, querendo que a fofa poltrona lhe engolisse. Mas, não obstante, em sua mente não cabia nem a mais mínima dúvida; estava completamente seguro do que. E, esse pequeno detalhe, era para Harry sua salvação, à qual se aferrava da mesma forma na que se agarraria a um finco ardente. Sua única esperança era, sem lugar a dúvidas, sua segurança, sua falta de indecisão.
O relógio de parede começou a soar com esse ruído grave e parecido a uma ladainha, marcando o início de outra hora mais no silêncio agônico da sala. Uma e outra vez, as estranhas campanadas golpeavam nos ouvidos de Harry, que rezava porque o som parasse. E, de forma abrupta, o relógio voltou ao relativo silêncio no que se havia sumido; o suave som que produziam as agulhas a cada segundo era quase mais exasperante que as sonoras campanadas.
Cinco minutos depois de que o relógio desses às onze da noite, o silêncio imenso e soporífero da habitação se viu interrompido abruptamente quando o esperanzador som da ferradura do pomo da porta ao girar sobre se mesmo fez que Harry abandonasse seus sonhos e sua atitude ausente, girando com rapidez sobre si mesmo para visualizar quem ousava abrir a porta que separava aos Potter do resto do mundo.
A porta de madeira grossa e escura giro sobre suas dobradiças metálicas com lentidão, produzindo um som agudo e desagradável, que se prolongo até que a porta se fico aberta em sua totalidade, deixando que, pai e filho, os Malfoy entrassem com esse característico e elegante andar que possuíam.
Lucius Malfoy introduziu-se pela abertura com parcimônia e lentidão, olhando com superioridade tudo a sua ao redor, desde os móveis até as pessoas que lhe rodeavam. Com um rápido olhar, seus olhos prateados percorreram a estadia, em procura de qualquer imperfeição, por mínimo ou pequeno que fosse até o posar diretamente nas órbitas esmeralda do filho de seu melhor amigo. Imediatamente, Harry pôde divisar o pequeno sorriso de suficiência que enfeito as facções aristocráticas e afiadas do senhor Malfoy, e não pôde evitar se sentir burlado, humilhado. Afinal de contas, Harry levava insultando a família Malfoy desde o momento em que Draco e ele se conhecessem, e agora, no entanto, devia lhe ter muito mais respeito do que havia professado para sua pessoa em toda sua curta existência.
- Hora de começar a operação, Potter. - disse finalmente o loiro, arrastando as palavras de uma forma aristocrática e manhosa. Por momentos, Harry desejo que fosse seu pai o que estivesse na porta, dizendo amavelmente que havia que começar a missão, infundindo ânimos, e não o pai de Draco, que parecia procurar a humilhação perfeita para ele. Mas, não obstante, a realidade era outra, e, sabendo qual era o seguinte passo que devia dar, Harry disse de forma submissa:
- Sim, senhor. - Com uma tranqüilidade fingida, levantou-se da poltrona, esticando as pernas e olhando o solo fixamente. Realmente, não sábia se devia despedir de seu pai, se lhe gostaria essa mostra de afeto; se seria igual que Snape ou se pareceria mais a Harry. Não obstante, não teve que se esforçar em seguir pensando e deliberando sobre isso, já que James se acercou ao e lhe abraço de uma forma intensa, tentando infundir força para continuar. Segundos mais tarde, se voltou para o aristocrata, e com um tom machucado, lhe pediu:
- Cuida, Lucius. - O sorriso ladino do loiro alargou-se ainda mais se podia em seu rosto de facções afiadas, enquanto seu pai baixava a mirada, contrariado pela reação de Malfoy, e Harry sentiu umas imensas vontades de lhe destroçar a cara a punhos, mas, no entanto, se limito a fechar os punhos até o extremo de deixar seus dedos completamente brancos.
- Como não… - sussurro Lucius, e Harry não pôde evitar pensar no imensamente satisfeito que devia estar. - Severus esta preparando aos novatos, informando e tudo isso… disse que viria depois do operativo, ao final o também participa. - Harry pôde ver nitidamente a surpresa no rosto de James, e, segundos mais tarde, foi fornecida pela angústia. O homem de cabelos castanhos ofegando duas vezes, e, finalmente, murmura debilmente:
- Onde iram atacar?
- Uma população muggle… como nos velhos tempos. - James franziu o cenho ao escutar ultima-a parte, e poso uma mão sobre a cabeça de Harry com expressão de nostalgia, enquanto lhe revolvia o cabelo desordenado. E, à hora de ir-se chego; Harry sentiu como a mão grande e forte de Malfoy pai se fechava em torno de seu braço doentio apertando mais do que devia, e, imediatamente, a boca de sua estomago se cerro, retornando a encontrar com a sensação de desespero que lhe havia assaltado esse mesmo dia. - Hora de começar o operativo, Potter.
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Nota tradutora:
Merlin! Nossa primeira missão de Harry espera que ele se saia bem!
Vejo vocês nos próximos capítulos
Ate breve
