Chapter 11:
- Uma população muggle… como nos velhos tempos. - James franziu o cenho ao escutar ultima-a parte, e poso uma mão sobre a cabeça de Harry com expressão de nostalgia, enquanto lhe revolvia o cabelo desordenado. E, a hora de ir-se chego; Harry sentiu como a mão grande e forte de Malfoy pai se fechava em torno de seu braço doentio apertando mais do que devia, e, imediatamente, a boca de seu estomago se cerrou, retornando a encontrar com a sensação de desespero que lhe havia assaltado esse mesmo dia. - Hora de começar o operativo, Potter.
Em seguida, Harry viu-se arrastado pelos escuros corredores. O agarre forte de Lucius Malfoy não cessou em nenhum momento, e teve que lhe agradecer mudamente ao homem; a permanente escuridão impenetrável lhe abrumava de uma maneira considerável, e para que seus pensamentos, mas deprimentes aflorassem de sua mente. E, outra vez, volvia a sentir a insegurança percorrendo a cada poro de sua pele, produto dos futuros acontecimentos. Tinha medo de meter a pata até o fundo, de não reagir corretamente quando a loucura se desatasse em frente a o. Porque, pese a não o ter vivido, podia se imaginar todo o que sucederia diante seu, e, ante isso, só podia inspirar fundo e tentar se tranqüilizar.
Harry desvio a mirada do solo empedrado a sua esquerda, onde pôde ver a Draco entre a escuridão, com a pele demasiado pálida e a vista extraviada, ausente, como se fosse somente uma casca vazia, sem alma dentro de seu corpo. Estremeceu-se sem poder evitá-lo; a sozinha idéia de pensar que lhe havia ocorrido algo daninho lhe aterrorizava, e, esse sentimento para o slytherin que lhe assaltava quando pensava em o, realmente lhe abrumava. Para Harry, Draco e ele somente eram amigos, talvez bons amigos, mas duvidava muito que fossem melhores amigos; ainda que Harry considerava-lhe assim, Draco tinha mais amigos, desde para muito mais tempo, e seguramente preferiria a eles antes que ao moreno.
Harry olhou-lhe durante um tempo fixa e intensamente, e o loiro não pôde evitar se sentir observado, pelo que giro a cabeça na direção do moreno, encontrando se com sua bela mirada esmeralda, nesses olhos marcados por espessos cílios negros, e neles viu gratidão, e, no fundo, preocupação e angústia. Seguramente, - pensou Draco. - sente-se aterrorizado pela missão, como eu. Tratando de imprimir forças, sua mão pálida e fria se moveu até posar-se sobre a do garoto, ligeiramente maior que a sua e consideravelmente mais quente que a sua. Podia notar o suor na palma de sua mão, tornando escorregadio, e, pese a isso, seus dedos apertaram debilmente a suada do rapaz, enquanto lhe sorria com sinceridade.
Harry não pôde evitar corresponder ao belo sorriso da serpente loira; as comissuras dos finos lábios do slytherin curvavam-se com macieza sobre seu rosto, enquanto seus dentes de nácar brancos refulgiam debilmente na escuridão penetrante do corredor. Harry sentiu o coração bater mais rápido, levando o sangue até sua cabeça, e, sem tomar consciência disso, se acerco a Draco desde sua posição de quase nula mobilidade, correspondendo a seu aperto de mãos, enquanto respirava profundamente.
O rapaz de olhos verdes foi consciente da mirada de burla que lhes dirigiu Lucius Malfoy ao loiro e ao mesmo, mas não fez nem disse nada, se não que se voltou para Draco, mirando com intensidade. Realmente desfrutava de sua companhia, e pensar que se ia jogar a vida em poucos minutos lhe abrumava. Bem, seu consolo era o saber que Lucius e Snape cuidariam deles, e um dos dois eram seu pai, assim que não lhe deixaria morrer tão facilmente.
Repentinamente, Malfoy pai freio em seco a marcha, e Harry, embobado no rosto de Draco, golpeio-se contra suas costas, tornando a recordar a travessia pelas masmorras em sua iniciação, o modo em que se havia chocado contra as costas de seu progenitor, e, a mesma vergonha que havia sentido nesse momento se voltou a materializar em seu rosto em forma de um intenso rubor. Rapidamente, a imponente figura de Lucius girou sobre seu eixo, com o cenho franzido e uma mirada de completa moléstia. Abriu os finos lábios rosados para falar, mas, antes que o fizesse, a porta se abriu rudemente, ressoando com um golpe seco na parede ao chocar.
A imponente silhueta de Snape apareceu pela abertura, recortada pela luz do interior da estadia. Harry não pôde ver mais ala dele, e o corpo de Malfoy pai não lhe deixava ter uma boa visão. A uma velocidade de vertigem, o pescoço do aristocrata girou, com uma mirada de furibunda ira em seus olhos, que fez que Draco se estremecesse quase imperceptivelmente. Não obstante, o pai de Harry não se imutou, e o filho teve que admitir que Snape fosse a creme da creme na Ordem Escura. Seu rosto, destemido, se descongela com um sorriso ladino e malicioso, enquanto dizia:
- Por fim! Tem feito uma volta turística pela mansão?- seu tom mordaz fez que, pela primeira vez em sua existência, sorrisse por uma de suas ocorrências. Pelo canto do olho viu como Draco compunha um diminuto sorriso no rosto, enquanto tentava em vão a suprimir. No entanto, seu pai não prestou atenção aos rapazes, e contesto:
- Não, mas bem teu fedelho se demorou muito. - Harry se tenso ao escutar as palavras do loiro, sentindo-se peculiarmente ofendido pela acusação e o mote. Não obstante, a réplica não demorou em chegar, e, assombrosamente, o pocionista lhe protegeu a ele:
- Esta perdendo seu toque, Lucius. Culpar a um menino de seus atos… - deixo a oração inacabada, enquanto apartava-se da porta, apoiando se no marco da mesma para que os Malfoy e Harry passassem. Sem discriminação, olhou aos três penetrantemente, analisando com a mirada, e os meninos baixaram a mirada intimidados.
Harry olhou a estadia na que se encontravam: ainda que ampla, parecia pequena em comparação ao numero de comensais que havia nela. O teto alto da estadia estava pintado de uma cor branca, que contrastava com os tons cinza que enfeitavam as paredes, e, do centro da sala, uma majestosa lâmpada de diamantes caia sobre os sujeitos de negro, invadindo com sua luz cálida a fria habitação. Sem mas decoração que um quadro torcido e com o marco atilado, a sala era sombria e austera. Em seu interior, os comensais, vestidos com suas longas túnicas escuras e suas mascaras brancas ofereciam um sentimento de nervosismo; Harry não demorou muito tempo em se dar conta de que, como Draco e ele mesmo, esses comensais eram novos na organização.
Não obstante, não todos os comensais tinham a cara tampada pela mascara fria de metal branco: no fundo da habitação, apartada dos demais, uma esquelética mulher de longos cabelos negros passeava de um lado a outro, com as mãos entrelaçadas em seu peito, fricçando como se tivesse uma síndrome de abstinência e fossem lhe dar sua droga em questão de minutos. Por segundos, Harry pôde apreciar um frenético movimento em seus lábios carnosos e rosados, mas não saia nenhum som articulado de sua boca, e parecia mais bem se murmurar palavras a se mesma sumida em um profundo trance.
No entanto, a segunda vez que giro sobre seus calcanhares, ela pareceu perceber a figura de Harry e sua mirada insistente na mulher, e, levantando o rosto lentamente, sua mirada negra se ligo com a esmeralda do eleito, e, com um brilho de entendimento e entendimento em suas órbitas escuras, a mulher se acerco a ele com rapidez, e Harry sentiu medo. Seus rostos encontravam-se a escassos centímetros, e seus alentos se entremeado no ar frio da estadia, enquanto o moreno percebia a aura de loucura e demência que rodeava a mulher. O rapaz ficou-se estático, tenso, enquanto os lábios da mulher se abriam lentamente, e de sua voz brotava um som frio e áspero:
- Harry Potter… - só foi questão de segundos que as conexões de Harry unissem essa voz áspera com o nome da comensal: Belatriz Lestrange. Realmente, não havia mudado tanto, mas, a raiz dos acontecimentos surgidos desde sua libertação de Azkaban, se havia esquecido dela. E, como se fossem os melhores amigos do mundo, a assassina lhe perguntou de forma casual. - Que faz por aqui?
- Minha primeira missão… - a voz de Harry saiu débil, enquanto sua pele empalidecia mais do que já estava. Em um princípio havia pensado que a comensal lhe mataria por vingança, no entanto, parecia se comportar como se nada tivesse passado, como se Harry não tivesse vencido uma vez ao Senhor Tenebroso. Ao escutar suas palavras, os lábios de Belatriz curvaram-se em um sorriso desquiciada, enquanto sussurrava:
- Ao final todos voltam ao redil… - sua voz fria se perdeu em seus lábios enquanto o volume de sua voz atingia mínimos. Por momentos, suas miradas continuaram ligadas, e Harry se sentiu intimidado ante a aura de poder e demência que desprendia a mulher, mas, não obstante, não aparto a vista, sem saber um motivo exato. E sua salvação veio em forma de serpente loira e com ares de prepotência, quando Lucius Malfoy disse:
- Venha Bela, explicarei tudo. Por desta vez é você a que leva a voz cantora. - a mirada escura de Lestrange posou rapidamente sobre a figura altiva de seu cunhado, e, com uma lentidão exasperante, suas sobrancelhas perfiladas levantaram-se como único símbolo de seu assombro, e Harry percebeu um brilho de burla em suas órbitas, mas não disse nada ao respeito.
- Atacaremos Aylesbury. Quando nossa Marca queime, os retirem. - a explicação de Belatriz foi curta, breve e clara. Depois de vários segundos de silêncio sepulcral, Lucius completo com voz cansada:
- Aylesbury é um povo inteiramente muggle, pelo que não haverá nenhum problema para que erradiquem a todos os muggles que podem antes que comecem a chegar os aurores. - Depois de uns segundos de pausa dramática, acrescentou. - Ninguém vai ser a babá de ninguém, assim que terá que se arranjarem vocês sozinhos não peça ajuda.
Dito isto, giro sobre seu eixo até ficar em frente a Harry e Draco, e, com um passe de varinha preguiçoso, suas roupas se transmutaram em frente a seus olhos nas vestiduras típicas de um comensal, e, no ar, apareceram diante seu dois mascaras de reluzente cor branca, as quais caíram a suas mãos sem poder o evitar. Assim que o frio metal tocou seus dedos, um calafrio recorreu suas costas, enquanto sentia palpitar embaixo de sua pele a maldade da mascara, aparentemente inocente. Não obstante, deixo-o passar, apesar da confusão que se havia criado em seu interior, e as insuportáveis vontades que tinha de perguntar por isso.
A mão grande e pesada de Severus sobre seu ombro fez-lhe sair de seu mutismo. Rapidamente, girou a cabeça para olhar-lhe, atrás de si, com expressão séria e a mascara já posta. Harry não pôde evitar pensar que esse homem oferecia nesses instantes uma visão macabra de si mesmo, enquanto seu rosto baixava para chegar ao encontro de sua própria mascara fria, que se acoplam perfeitamente as suas facções. E, finalmente, com um desagradável puxão no umbigo e uma sensação de mareio, pai e filho apareceram às ruas de Aylesbury.
Aylesbury era um povo pequeno, completamente muggle, situado nas cercanias de Londres. Desde a perspectiva que Harry tinha naquele momento, com a Lua como única luz para alumbrar a população, penso que o povo estava morrido. O ambiente, tranquilo, distendido e silenciosa mudança repentinamente a um frio e tenso com a chegada dos comensais. Não obstante, ninguém se inteiro em Aylesbury de sua aparição repentina.
Harry, ao ver a estampa do pequeno povo de casas uni familiares banhadas em neve, não pôde evitar comparar com o povo das bolas de cristal de neve que apresentavam um povo pequeno cheio de neve. Os edifícios eram baixos, de um ou dois andares, e, desde sua posição, o moreno podia ver a forma em que a estrada continuava até se perder entre as serpenteantes ruas, com neve marrom a ambos os lados da acera rachada. Ao fundo da população, o campanário da igreja alçava-se assustadoramente na noite, enquanto as campanadas metálicas começavam a soar, com os badejos golpeando o interior dos instrumentos de bronze, sacando deles um som harmonioso, com um ritmo parecido ao de uma longínqua ladainha.
Harry olhou a ambos os lados de seu corpo: Draco permanecia estático em seu lugar, com os pés afundados na fria e branca neve. Depois da mascara de comensal de seu amigo, pôde ver claramente o medo, e não deixou de se alegrar por saber que se sentia igual que ele. Alço um pouco mais a mirada para seu loiro pai; seus olhos cinza brilhavam entre o nevoeiro espessa que inundava o ambiente. Um pouco mais a sua direita, o rosto destapado de Lestrange era um poema de satisfação; seu sorriso macabro distorcido até ângulos insuspeitados, enquanto seus olhos refulgiam como nunca antes havia visto o moreno, com a vista fincada diretamente no povoado.
Repentinamente, sentiu em seu ombro direito a ausência da cálida mão de Snape, em contraste com o frio ambiente. E, segundos mais tarde, escutou com clareza o sussurro de seu progenitor:
- Bombarda máxima. - ainda que somente fosse um feitiço sussurrado a meia voz, o raio vermelho saiu disparado da ponta de sua varinha até o campanário, e em questão de segundos, impacto sobre a torre, a qual começou a desmoronar, enquanto os sinos de bronze caiam solitárias à capa de neve sobre o solo. Depois disto, o silêncio se instaura por uns segundos, e, finalmente, o homem disse. - A que esta esperando?
A pergunta saiu de seus lábios com um tom burlesco, enquanto se abria passo e começava a caminhar pela neve, encurvado. Não demorou muito tempo até que Lucius chegou a seu lado, com a cabeça alta, e as duas figuras desapareceram entre as sombras da noite. Bela, não obstante, demorou vários segundos mais em reagir, e, em seguida, correu até chegar a seu lado, extasiada, enquanto começava-se a perceber os primeiros sons que indicavam que o povo começava a se acordar.
Harry olhou a Draco, simultaneamente que, com um sorriso que tentava infundir ânimos, lhe instava a começar a caminhar depois dos experimentados comensais. Não demoraram mais de dois minutos em chegar à primeira casa do povo, e, sabendo que o melhor era começar o quanto antes, com um singelo alohomora, a porta se abriu sem que o alarme saltasse. Lado a lado, ambos os rapazes subiram as escadas que davam ao primeiro andar da casa, no qual ainda se encontravam os habitantes da moradia.
As escadas, de madeira velha, rangeram baixo seu peso, enquanto observavam com os olhos bem abertos os quadros ao longo da escadaria da família: o homem era de estatura pequena e gorda, com bigode abundante, a mulher, também de estatura pequena, era delgada, com um bonito sorriso que deixava entrever a felicidade da que era portadora. A filha menor parecia ter quatro anos, com o cabelo revolto e longo, e um nariz arrebitado, enquanto o garoto de dez anos aproximadamente, ainda que delgado, tinha um ar de violência inato. Pareciam não ter nada em comum, salvo, talvez, a melhor característica que pode unir às pessoas: a felicidade.
E Harry, ao ver a felicidade alheia desses muggles, sentiu um ódio atroz. Era uma sensação que subia desde seu estomago, abrasando tudo a seu passo, queimando seu interior desde dentro. Harry sabia o motivo desse ódio; essa família bem poderia ter sido a sua, e, igual que a sua, mostravam com orgulho a seus filhos. E Harry, não obstante, havia sido criado em um ambiente de hostilidade para ele e de desprezo, que havia culminado com os abusos sexuais de seu tio.
Ainda que seu tio já não estivesse para seguir com a tortura do verão, em seus sonhos seguia presente. A cada noite esperava até o ultimo momento para dormir, e, conquanto na Mansão não houvesse tido problemas para dormir, havia sido por culpa do sonho e do desgaste físico. Sendo sincero consigo mesmo, devia aceitar que seguia tendo medo, apesar do ódio irracional que lhe professava.
Os olhos esmeraldas de Harry escureceram-se, enquanto sua mirada encontrava-se fixa nos sorrisos dos integrantes dessa anônima família muggle. E, segundos depois, seu punho direito se estrelou contra o limpo cristal do quadro, tornando a se desintegrar em milhares de pedaços pequenos, alguns dos quais se introduziram em suas feridas. Draco, no entanto, olhou-lhe assombrado por sua reação e confuso pelo que rondava pela mente do moreno.
Por um momento, Harry se permitiu ter pensamentos egoístas: não entendia exatamente o porquê da felicidade daqueles muggles. Olhou merecia mais que eles, e, no entanto, seu nível de felicidade só havia ido a detrimento com o passo dos anos; até culminar nesse natal, na que, por fim, havia descoberto toda a verdade. Não, realmente esses muggles não se mereciam ser felizes, e, nem tão sequer, viver.
-\-\-\-\-\-\-\
Nota tradutor:
Nossa que capitulo tenso! Espero que vocês gostem e comentem
Vejo vocês nos próximos capítulos
Ate breve
Fui…
