Chapter 13:

E acerto de cheio; quando se introduziu com lentidão em a segunda habitação, pintada de cor rosa pastel e com motivos infantis enfeitando as paredes, marcando a habitação como ocupada, deixando um leve rastro de presença ali, se encontro em o canto direita da sala quadrada a sombra encurvada que conformava Draco em a escuridão. Diante de si, o cadáver infantil de cabelo revolto e estatura curta deu-lhe as boas-vindas, mas, contrário ao que penso séria sua reação, seu próprio organismo se mostro indiferente ante tal brutalidade.

Harry observo como Draco alçava seu rosto em sua direção, enquanto todo seu corpo se tensava em a escuridão crescente da habitação. Imediatamente, os lábios do moreno curvaram-se em um débil sorriso que tentava animar ao loiro, que simplesmente fundido seus ombros, em um gesto de relaxação. Harry sábia que, igual que o mesmo, Draco havia passado uma tarde realmente tensa; afinal de contas, havia sido sua primeira missão, sua primeira vitória em aquele bando tenebroso. E, enquanto Harry tênia razões de importância para odiar aos muggles, e em especial ao pai dessa pequena família por seu parecido com seu suposto tio, Draco mal conhecia o mundo muggle como para ter uma opinião forjada desde o conhecimento.

O rapaz loiro olhava em sua direção sem ver realmente, com a ausência marcada em seus olhos cinzas, enquanto Harry bordeava com inusitada lentidão o cadáver infantil até situar a seu lado. Em o silêncio da gélida noite de inverno, os braços do moreno alçaram-se até rodear a cintura de Draco, e, acercando-se a seu corpo, abraço-lhe com macieza, recarregando sua frente em o ombro do garoto. Cedo, Harry sentiu como as mãos pálidas do aristocrata se deslizavam sobre sua cintura, e não pôde evitar que um estremecimento recorria seu corpo, arrepiando sua pele. Longe de sentir medo a seu tacto, desejo que as mãos delicadas do loiro percorressem mais porção de sua pele.

Porque essa noite, longe de ser simplesmente sua primeira missão, havia surgido o acontecimento que havia acabado com seus antigos demônios. Nesses momentos, em seu coração, negro pelo ódio e a raiva, já não havia temor para a que se suponha devia ser sua família. Porque havia sido capaz de matar a Vernon Dursley na noite de sua iniciação, e, essa madrugada, seus medos se haviam esfumado por completo, ao comprovar por si mesmo que os muggles eram simples lixo inferior. Porque esse muggle seboso ao que havia destroçado a cruciatus na escuridão de seu quarto bem poderia ser seu tio.

- Está bem, Draco? - perguntou Harry desde sua posição.

- Sim… é só que… me sinto chocado.

- Você fez muito bem. Mas não podemos nos ficar aqui mais tempo.- se separando do loiro, Harry tomou entre suas mãos ao rosto de seu amigo, e, levanta-lo para que lhe olhasse, acrescentou. - Não se preocupe, Draco, seu pai estará muito orgulhoso de ti.

O aludido assentiu repetidas vezes, enquanto Harry deslizava um braço por seus ombros e lhe atraia contra se, obrigando-lhe a caminhar a seu passo. No entanto, mal chegaram à porta do reduzido dormitório, o ruído de uma porta abrindo-se lentamente lhes fez se esconder, pegando-se à parede. Por momentos, a ausência de som algum fez que Harry pensasse que o estranho estava reconhecendo o terreno, e, segundos depois, o cochicho de duas vozes masculinas comprovou sua teoria.

A porta entreaberta deixava a Harry uma pequena possibilidade de ver a seus inimigos; possibilidade que aproveito no momento em que escuto como as escadas produziam um brusco e lamentoso rangido. Através da fresta, pôde ver com clareza a um homem de estatura média e corpulento, de costas a ele, observava o oco vazio que havia deixado o quadro que se havia levado Harry. Esse último começou a pressionar-se; encontrava-se pego contra sua vontade no quarto na qual jazia uma menina, com um auror em as escadas e outro em o andar inferior. E, para cúmulo, Draco parecia não responder. Harry observou-lhe por um momento, e, quando a figura das escadas empezo ao ascender, voltou a prestar atenção ao corredor atapetado.

Lentamente, com aparência tensa, o auror subiu os passos, e, rapidamente, Harry ocultou-se por trás da parede, demasiado cerca do estranho, demasiado oculto como para que lhe detectasse. Não obstante, se começava seu reconhecimento por esse dormitório… estavam perdidos.

Depois do que parecia uma eternidade para o moreno, o homem alto e fornido desvio sua mirada da porta entreaberta e começou a caminhar com parcimônia para o dormitório principal, situado ao final do corredor. Harry soltou então o ar que havia retido nos pulmões inconscientemente até esse momento, e se dispôs a atacar. No entanto, apesar de ter desembainhou a varinha, um pensamento deixo ao rapaz paralisado: até para pouco tempo, o moreno não haveria duvidado em lhe lançar um desmaius, mas, agora que era comensal da morte… devia lhe matar talvez?

Sem pensar em suas opções, Harry decidiu que tinha que fazer honra à Marca que portava em seu braço esquerdo. Com um movimento do cotovelo, apoio o antebraço em seu peito, tratando de apaziguar um pouco a pequena dor, resíduo de um maior. Voltou a cabeça para Draco, o qual lhe olhou com medo no olhar, e, com um imperceptível mexer de cabeça, lhe instou a escapar dessa claustrofóbica moradia. Levantando a varinha à altura de seu peito, Harry cerrou os olhos durante uma fração de segundo, buscando a concentração necessária para levar a cabo a tarefa. Finalmente, abriu a porta de madeira grossa com cuidado de não ser ouvido, e se situou em o centro do corredor sem produzir som algum. Apontando tremulamente a seu inimigo, que se encontrava girado, sussurrou:

- Avada kedavra. - sua voz sibilou no ar e o ambiente tenso, mas ao auror não lhe deu tempo sequer de se defender. Mal pôde ser girado para seu assassino e abrir seus lábios em um grito mudo, antes de cair ao chão como um peso morto. O ruído ressono por toda a moradia, e Harry, tomando a Draco da mão para que se movesse junto a ele, começou a correr escadas abaixo, tentando chegar a sua meta, a porta grossa de roble escuro de saída.

Não obstante, o colega do falecido apareceu ao pé das escadas, e, olhando com selvageria e sadismo, atacou:

- Avada kedavra. - a voz áspera e seca do sujeito sono intimidante. Sabendo que nenhum escudo poderia parar ou desviar a maldição imperdoável, Harry empurrou a Draco contra a parede, rompendo vários quadros e atirando os restantes ao chão atapetado. Rapidamente, sem caber em seu assombro, os dois rapazes correram a esconder-se em um dos dormitórios, vendo a superioridade de seu rival.

Com cuidado de não ser ouvidos pelo sádico auror, os comensais se introduziram no quarto do menino, e, fechando a porta atrás de si, boquearam tentando conseguir oxigeno. Imediatamente depois, Draco começou a colocar os feitiços defensivos em torno da abertura, enquanto Harry lhe via fazer em silêncio, sua mente maquinando uma forma de escapar.

Depois de uns segundos, um palavrão escutou-se por trás da parede, e, sabendo que já haveria descoberto ao auror morto, Harry redobrou seus esforços. Finalmente, observo a pequena janela da habitação, e, em seguida, tiro de Draco para escapar por ela. Com dificuldade, abriram o vão, e observaram a seu ao redor, enquanto o frio vento golpeava suas bochechas. O povo, a vários metros de sua situação, encontrava-se quase reduzido a cinzas, com o campanário destroçado e as casas incendiadas. Pelas ruas corriam comensais amparados pelas sombras, enquanto os aurores se afanavam em caçá-los.

E, detrás seu, a porta cedida finalmente aos brutais ataques do sádico auror. A madeira caiu ao solo, estilhaçada e rompida, enquanto uma nuvem de pó formava-se em o ar, impedindo-lhes aos comensais uma correta visão de sua ao redor. No entanto, o sujeito grito entre a escuridão e a nuvem:

- Incarcero! - ato seguido, Draco caiu ao chão, enquanto umas grossas e molestas ataduras se enroscavam em torno de seu corpo. Entre a neblina, a corpulenta figura do auror se abriu passo para eles, enquanto Harry, com a varinha na mão, olhava para o loiro, impotente por não saber o contrafeitiço. - Crucio.

A voz seca e fica do homem inundo a habitação, e o moreno, demasiado impactado e sobrecarregado de emoções, foi incapaz de esquivar o raio vermelho, que impactou em seu peito com força. Imediatamente depois, seus joelhos dobraram-se e caiu ao chão, preso de terríveis espasmos e dor, que furava e se fincava em seus músculos. Tal e como havia sucedido no cemitério de Pequeno Hangleton o verão anterior, suas sensatas vogais tomaram o controle e começou a gritar.

Com Malfoy atado e Harry no chão, não teve um obstáculo que lhe permitisse ao auror selvagem chegar até eles com um sorriso manhoso. Mantendo a maldição mais tempo do necessário, a bota pesada e molhada do homem golpeio a traqueia de Harry, o qual deixo de gritar em o ato e empezo a se afogar. Sentia o sabor a sangue em sua boca, deixando um sabor metálico, enquanto tentava conseguir oxigeno; o impacto havia sido forte, deixando momentaneamente sem ar.

- Não grite, cão novato. Ainda não te castigou seu Amo o suficiente? - perguntou com sorna o homem, enquanto baixava a varinha, rompendo o feitiço. Harry, com a boca repleta de sangue, tossiu duas vezes mais, enquanto seus músculos se contraiam involuntariamente pela dor, ainda latente em seu organismo. Sua visão, barrosa pelo cansaço, fez-lhe dar-se conta de que estavam perdidos.

Harry olho uma última vez a Draco, e pôde perceber baixo a máscara de brancura impoluta o olhar aterrorizado e nervosa que lhe dirigia, sacando a flutue a culpabilidade. Porque havia sido o moreno o que havia tomado todas as decisões, o que lhes havia descoberto a ambos. E, em esses momentos, estava pagando demasiado caro seu erro.

- Vamos ver quem é, assassino inútil. - o auror se aço até Harry com passo lento, agachou-se até ficar a sua altura, e sua mão esticou-se para tocar a fria superfície polida da máscara. Não obstante, o homem baixo por segundos estático em seu lugar, entrecerrando os olhos ao escutar um suave e quase imperceptível rangido. E, inesperadamente, um raio vermelho saiu desde a escuridão da habitação, à direita de Draco, enquanto este último desaparecia, com as sensatas toscas ainda imobilizando.

Rapidamente, o auror atirou-se ao chão, esquivando o raio por centímetros. Harry observo esperançado para o lugar de origem do feitiço, estranhando-se de não encontrar a ninguém, nem sequer uma túnica nem um relevo que pudesse identificar ao comensal que se encontrava no quarto. Engolindo um pouco do metálico sabor que inundava sua cavidade bucal, Harry elevo os verdosos olhos até focar sua mirada em o auror, que observava com fúria em todas as direções.

A velocidade de tontura, o sádico homem moveu a mão e um raio amarelo cruzo à pequena estância até impactar em a parede azulada, em a qual não havia ninguém. Por trás do auror, não obstante, uma voz escura e sussurrante disse:

- Não tenho tempo para brigar contigo, Winke. - Rapidamente, o auror, identificado como Winke, brandiu sua varinha enquanto girava sobre seu eixo, mas, não obstante, ante ele, outra vez, a escuridão se erguia poderosa, em todo seu esplendor. Harry sentiu as pálpebras pesando a cada vez mais, e, antes de fechar os olhos por última vez, sentiu uma mão enluvada cobrindo seu ombro direito, trémulo. Finalmente, a escuridão abraçou-o, simultaneamente que uma luz cegadora o deixava cego, e um grito afogado retumbava em seus ouvidos.

Lentamente, Harry começou a sentir uma fofa sensação baixo suas costas, que, com dificuldade, reconheceu como o colchão de sua cama. Sem abrir os olhos, começou a explorar com os sentidos; sentia seu corpo entumecido e dolorido, ainda que seus músculos não se convulsionavam presos da dor. Seu ouvido percebia um som longínquo, como se duas pessoas estivessem cochichando a vários metros dele, enquanto seu pituitária, sensível ao aroma, sentia um suave perfume a baunilha, o mesmo que podia fungar na Mansão Tenebrosa. Por último, sentia a boca pastosa, como se não tivesse bebido água em vários dias.

Finalmente, a fina e delgada camada de pele que cobria seus olhos se retirou com lentidão, e seus verdes mares focaram a vista, barrosa por causa da ausência de lentes, olhando a seu redor com curiosidade. Primeiramente, a luz, proveniente de um ponto do teto em cima de si, cego seus olhos, golpeando-os com força, mas, uma vez teve-se acostumado à luminosidade, percebeu com dificuldade como uma sombra tampava parcialmente a bulbo, enquanto punha em seus olhos os óculos de arreio escura. E, com prontidão, a imagem de James Potter materializou-se ante ele, com o semblante preocupado:

- Está bem, Harry?

- S-sim… Draco está bem? - perguntou agoniado.

- Estamos todos bem, Harry, relaxe, carinho. - respondeu conciliadoramente o progenitor. Através do arreio de seus óculos, o adolescente pôde ver o olhar preocupado de seu pai, e, tentando incorporar-se, perguntou:

- Fiz bem, papa?

- Muito bem, melhor dito. Seguro que de maior é um bom comensal.

Pouco depois, enquanto Harry seguia repousando, ainda acordado, a porta se abriu com cuidado de não fazer ruído, e por ela entrou o pocionista, vestido completamente de negro e com semblante cansado. Lentamente, com os ombros afundados, Snape conjurou uma cadeira para si mesmo e se sentou, se deixando cair, simultaneamente que James movia a cadeira até ficar a seu lado, separados por mal cinco centímetros.

- Tudo bom esta Draco? - perguntou em um sussurro o castanho.

- Bem… lhe tive que dar uma poção tranquilizante, estava demasiado nervoso perguntando por Harry, e, com todo o vivido… - deixo a oração incompleta, enquanto seu olhar subia de seu colo ao rosto de seu filho.

- Quem nos atacou? - perguntou Harry em um sussurro, fazendo que os dois adultos se girassem completamente em sua direção.

- Anthony Winke. - ante a menção do nome do auror, James afogou uma exclamação, simultaneamente que seus olhos se abriam desmesuradamente, reconhecendo a seu antigo colega de trabalho. - É um dos melhores aurores da catalogada seção 'Os Anjos da Justiça'. Somente eles têm permissão atualmente para lançar imperdoáveis.

- Todos os aurores que pertencem a essa seção são os de maior faixa, que aceitam voluntariamente todos os riscos que implica esse tipo de profissão. São todos igual de sádicos e selvagens; são o equivalente aos comensais de maior faixa.

Nota tradutor:

E pelo jeito Harry sobreviveu novamente pela incompetência dos aurores... mas até gostei hehehhehe

Espero que vocês gostem, vejo vocês nos próximos capítulos com certeza!