Chapter 15: mesmo barco, mesmo camarote.
- Escuta bem, Harry. A cada amanhã vira a minhas habitações e eu te darei acesso à biblioteca. Quero que leia os livros que eu eleja para ti, e quando esteja preparado, começaremos o treinamento. - Com um cabeceio afirmativo, o aludido deixou que continuasse sem reclamar. - Pela tarde há treinamento adicional nas masmorras. Diferentes comensais se reúnem ali para combater entre eles. Seria positivo que fosse, ao menos, um par de tarde à semana.
- Sim, Amo. - Apesar do magnifica que era a biblioteca, Harry não podia evitar se sentir desiludido com respeito a sua aprendizagem. Realmente, não imaginava que tivesse que ler até que se secasse seu cérebro, mas bem desde um princípio havia crido que seriam duelos ou qualquer atividade que supusesse desgaste físico.
Depois de uma manhã de leitura tenebrosa, Harry, apesar de não se ter movido da poltrona em nenhum momento, se sentia cansado, esgotado psicologicamente. Havia sido capaz de ler dois capítulos somente; dois capítulos repletos de feitiços tenebrosos, suas descrições, seu uso, suas contraindicações, seus efeitos a curto e longo prazo… Sua cabeça doía, e, ante seus olhos, como um febril pesadelo, se moviam as negras letras impressas no papel.
O corredor escuro e tétrico deixava de sê-lo por momentos; aquela mansão era sua casa, não devia lhe ter medo a ninguém ali. E muito menos sendo o novo aprendiz do Lord Tenebroso. Com determinação, abriu o pergaminho que continha o mapa que seu pai lhe havia feito para que não se perdesse, e explorou as habitações de sua família e as dos Malfoy. Ainda que sua consciência o negasse, Harry havia começado a ver a Draco como algo mais que um amigo.
E os sonhos não haviam feito mais que começar; sonhos que tinham como protagonista ao príncipe de Slytherin, que tinham como lugar a cama… sonhos eróticos, afinal de contas. Mas Harry não se enganava; ele não era ninguém em comparação com seu loiro amigo, não possuía sua beleza de incalculável valor, e, sobretudo, não possuía sua pureza.
Sabia que Draco fugiria de seu lado se lhe contava a verdade, se lhe dizia sobre os abusos de seu tio. Não obstante, ainda que fosse oficialmente um comensal, ainda que tivesse matado já a várias pessoas, ainda que fosse o mesmíssimo aprendiz de Lord Voldemort… era um Griffyndor de coração, não lhe mentiria.
O olhar de Harry baixo pelo mapa até as habitações dos Malfoy; rapidamente a mota negra que representava a Lucius aparecia junto a outra de similares características, que levava em cima seu um cartaz pequeno em o que se leia claramente: Draco Malfoy.
O moreno sorriu, e, excitado ante o novo encontro, seus pés começaram a correr pelos negros corredores, buscando a seu melhor amigo. E cedo se encontrou ante a porta fechada que lhes separava a ambos garotos. Inspirando profundamente, decidiu ser completamente sincero com Draco: lhe devia, o sentia no coração.
Guardou o mapa, cuidadosamente dobrado em um dos bolsos de sua calça, e, elevando lentamente a mão fechada em um punho, golpeio na vernizada superfície com os nós várias vezes. Com impaciência, aguardou o que lhe pareceram os segundos mais longos de sua vida até que o cabeça da família Malfoy abriu a porta.
- Olá, Potter.
- Boa tarde, senhor Malfoy. Esta Draco? - o tom de voz de Harry, ansioso, só fez sorrir amplamente ao comensal mais experimentado. Com um movimento de mão, indico-lhe com gentileza fingida que passasse ao salão que possuíam na grande mansão. Tornando a um lado, Lucius observou com interesse como o olhar de seu filho brilhava ao se encontrar com a de Harry, e rapidamente estreitou seus olhos até os converter em uma abertura.
- Olá Draco. Eu gostaria de falar contigo… - seu olhar verde se dirigiu ao patriarca dos Malfoy. - A sós. - O menino cabeceou afirmativamente um par de vezes, parecia nervoso por razões que Harry não chegava a compreender.
- Eu também tenho que falar contigo, Harry. - A mão pálida do puro-sangue se movia até posar-se em cima da do Eleito. Repentinamente, Harry sentiu como um calafrio recorria suas costas, até chegar diretamente a sua entreperna.
Impeliram para frente levemente para levar a seus aposentos pessoais, Draco desfruto do contato entre suas mãos enquanto duro. Sua relação de amizade a escondidas nunca havia sido normal; aqueles pequenos gestos entre eles davam a entender para os observadores analíticos um amor incipiente. E, sem lugar a dúvidas, Lucius Malfoy era um observador nato. Mas não disse nada, não essa vez, esperando que, simplesmente, fosse algo passageiro, um capricho mais de seu filho.
A porta se cerrou atrás deles com um suave ruído, e Harry pôde apreciar a beleza da habitação de seu colega. Ainda que pequena, era acolhedora e refletia a personalidade de seu dono, com pôsteres de Quidditch colados pelas paredes. Um armário pequeno de madeira de ébano ocupava a parede esquerda, junto com um escritório escuro. No canto direito uma jaula com pé próprio se erguia desde o chão. A mascote, uma ave, não se encontrava em seu interior, como Harry pôde comprovar, mas, pelo tamanho do objeto, parecia tratar de uma ave opulenta.
A cama do herdeiro dos Malfoy situava-se no centro da habitação. Suas cobertas eram verdes, ao igual que os doseies que tampavam o interior parcialmente, e o moreno pôde apreciar que, como as suas, as mantas eram de seda escura.
- Gosta de meu quarto? - rapidamente, Harry voltou a centrar sua atenção no objeto de seus desejos, que lhe observava com um sorriso nos lábios. Com nervos, o moreno assentiu, correspondendo a seu sorriso enquanto sentava-se a seu lado, na borda da cama. Depois de uns segundos de silêncio, Draco voltou a falar. - Bom, começo eu…
- Vai vale…
- Amanhã volto a Hogwarts. - A velocidade vertiginosa, Harry mudou sua expressão de paz por uma de angústia. Seis meses passariam desde então até que se revissem, e Harry não estava seguro de poder suportar tanto tempo sozinho entre comensais, ainda que alguns fossem sua família. Não obstante, não disse nada, e, inseguro ante esse pequeno detalhe, calou. Se Draco lhe dizia que sim, passariam seis meses até que voltasse a lhe sentir junto a ele… mas se dizia que não, esses seis meses seriam uma tortura, pensando em quem seria a pessoa eleita por Draco para compartilhar um pedaço de sua vida com ele.
- Está bem, Harry? - a mão do loiro posou-se sobre o ombro de Potter e seu rosto acercou-se ao seu, deixando ver ao de óculos a beleza de seu colega. Armando se de valor, decidido lançar de uma vez por todas:
- Te amo. - Ato seguido, sem deixar que Draco dissesse nada, juntou seus lábios com os do rapaz em um beijo apressado. Nunca antes havia beijado a ninguém, pelo que o beijo foi torpe e inseguro, mas mostrou os sentimentos de Harry em sua plenitude. Cerrou os olhos ocultando os mares verdes da vista do outro garoto, enquanto aprofundava com ineptidão o beijo. A língua do moreno recorreu com nervosismo os carnosos lábios de Draco, buscando que o garoto respondesse.
E o que Harry não imaginava ocorria. O herdeiro dos Malfoy abriu a boca, e sua língua saiu ao encontro da de seu colega, enquanto suas mãos tomavam os ombros de Harry, impeliu para que se tombasse na cama. O garoto acedido sem reticencia; Draco estava-lhe aceitando, e isso lhe bastava por aquele então. As mãos do loiro passaram por seu torso, apalpando acima da roupa, e antes de que Harry se desse conta, os dedos longos e frios da serpente se haviam introduzido por embaixo de sua t-shirt, tocando sua pele. Como um raio, que tão rápido vem como se vai, a imagem mental de seu tio tocando-lhe vinho a sua mente. "…apanhou a t-shirt do garoto pelo pescoço, e a base de força, acabo rasgando-se, deixando o delgado corpo de seu sobrinho ao descoberto…"
A velocidade vertiginosa, o beijo acabou-se e Harry empurrou a seu amado longe de si. Draco observo-lhe preocupado, ainda sentado em cima de si, enquanto o de lentes fechava os olhos em uma tentativa de se tranquilizar. Ele havia superado, aquilo já não lhe doía, só era o passado… no entanto, começava a interferir com sua relação de amor.
- Está bem, Harry? - por segunda vez no mesmo dia, Draco formulou a pergunta. Engolindo em seco, Harry assentiu, e, comprometido como estava consigo mesmo a lhe dizer a verdade ao loiro, falou com voz trémula mais decidida:
- Tenho algo mais que te dizer, Draco. - seus olhos abriram-se e focaram a vista nos acerados do aludido, antes de continuar. - Eu não sou… virgem. - com dificuldade, cuspiu as palavras. Aquilo estava custando mais do que devesse. - Meu tio… ele… - foi incapaz de continuar.
Seus mares verdes, que tanto adorava Draco, se pulverizaram em lagrimas que seu portador recusava sacar de si mesmo. E, sem necessidade de palavras, o Dragão entendido o que ocorria. Seus olhos abriram-se em sua máxima amplitude, e, com cuidado, se sentou a seu lado, deslocando a Harry até a cabeceira, deixando que suas costas pouco desenvolvidas se apoiassem contra as almofadas.
- Seu tio te estuprou…. - disse baixinho, tentando não lhe molestar. O moreno, cabisbaixo, movia seu rosto afirmativamente, antes de perguntar-lhe:
- Segue-me querendo? - o medo tingiu suas palavras por completo. Medo à rejeição, ao desprezo que pudesse originar em o coração do Slytherin… medo a sua reação.
- Por suposto, Harry. Até faz pouco, íamos no mesmo barco. Agora, - disse saboreando as palavras. - estamos no mesmo camarote.
Aquela metáfora tão vulgar não fez mais que ruborizar a Harry; praticamente, Draco estava-lhe dizendo que eram noivos. Todo seu temor se dissolvido no amor que surgia de seu peito, antes de juntar seus lábios em um apaixonado beijo. A mão de Draco baixo até sua entreperna, buscando à ereção que precisava para continuar. Rapidamente encontro aquilo que buscava, e, com um sorriso depredadora, seus dedos se introduziram por embaixo de sua roupa intima, descobrindo o corpo do garoto.
Harry voltou a fechar os olhos; "…Essas mãos tocavam seus testículos, apertando-os, passavam por seu pênis, delineando sua forma com morbosa lentidão…" mas imagens dos abusos de seu tio surgiram em sua mente. Draco em seguida notou, e, sem tirar a mão de seu boxer, perguntou:
- Quer que continue, Harry? Podemos ir mais devagar se quer. - a proposição soava tentadora, mas Harry a rejeição com um movimento de cabeça: não deixaria que o medo dominasse sua vida, não deixaria que esse sentimento guiasse seus passos, levando-lhe pelo caminho da amargura.
- Dá-me uma boa lembrança para apagar os maus momentos, Draco. - aquelas palavras, sussurradas no ouvido de seu antigo nêmeses do colégio, acenderam ao máximo a libido do Dragão. Tal e como Harry lhe havia dito sem palavras, suas mãos tocaram discretamente o pênis ereto do garoto, passando a ponta de seus dedos pela cabeça úmida do falo.
Com decisão, a palma da mão de Draco posou a um lado do bojo de Harry, e formando um círculo ao redor de seu pênis com os dedos, similar a uma funda, começou a mover a mão pela pele do outro, se deleitando ante os gemidos de prazer de seu companheiro.
Harry começou a esquecer os abusos de seu tio, centrando-se no prazer que recebia a mãos de Draco. Com medo, acercou sua mão ao volume na entreperna da serpente com um leve tremor, e, acima da teia, começou a mover a mão fazendo círculos. À medida que seu companheiro se excitava, Harry foi apanhando segurança em seus movimentos, arrancando apaixonados gemidos roucos dos lábios carnosos de Draco.
Tomando a iniciativa, Draco colocou em cima de Harry, e, deixando de masturbar, começou a tirar-lhe a roupa a seu tenso companheiro, deixando ao descoberto sua pele. Enquanto, o moreno dedicou a desabrochar os infinitos botões da camisa de linho branco que levava posta o Slytherin, se pondo mais nervoso ainda. As mãos de Draco baixaram a bragueta da calça de Harry, e pouco depois, retiraram-lhe ao mesmo tempo que sua roupa intima, deixando sua pele completamente exposta.
Voltando sua atenção ao pescoço de Harry, Draco começou a depositar suaves beijos em sua pele de marfim, enquanto suas mãos arrancavam os botões dos ilhós de sua própria camisa com precipitação. As mãos de Harry, suadas pela excitação, acariciaram a nuca do loiro, incapaz de seguir com seu cometido, enquanto seus quadris se ondulavam, buscando tocar com sua pele sensível o corpo do outro. Com torpeza, Draco conseguiu ficar nu para seu colega, e se mirando aos olhos, Harry lhe beijou, enquanto suas mãos recorriam o torso do rapaz calvo.
A mão direita do herdeiro Malfoy baixou até seu entreperna, atendendo as necessidades de Harry, enquanto a outra continuava seu caminho pelas genitais e o escroto até chegar ao anel de músculo de textura arrugada. Deixou circular seus dedos livremente por sua pele, preparando ao garoto psicologicamente para a penetração, e, depois de uns minutos, introduziu com cuidado o dedo índice em seu ânus.
A reação foi imediata: Harry se tenso por completo, e, abraçando-se fortemente ao pescoço de Draco, começou a gemer baixinho, enquanto seu esfíncter fechava-se fortemente. Por um tempo, o Slytherin deixo seu dedo imóvel no interior do jovem, percebendo tudo a seu ao redor: a cavidade estreita não lhe permitia muito movimento, e as paredes do reto estavam em contato direto com sua pele.
- Tranquilo, Harry. Estou-te preparando, porque se não te doerá muito. - as palavras de Draco tranquilizaram ao moreno, o qual tentou se concentrar em o rítmico movimento da mão de Malfoy em sua pene, em vez de em a angústia que começava a instalar em seu peito.
Quando Draco sentiu como os músculos de Harry se relaxavam começou a realizar movimentos circulares com seu dedo no interior do garoto, que seguiu aferrado ao com força. Cedo acrescentou um novo dedo ao reto do garoto entre palavras alentadoras, e o terceiro não demorou a chegar.
Se Harry podia orgulhar nesse momento de algo, esse algo era sua força de vontade. Como um redemoinho, suas memórias volviam a ele, atormentando, impedindo-lhe desfrutar daquele momento de intimidade com seu noivo. Mas ali seguia ele, decidido em terminar aquela tarefa, custasse o que custasse. E, realmente, estava custando demasiado. Depois da incomodidade ante a intrusão, seu interior parecia ter-se acostumado aos dedos de Draco com facilidade. Harry agradecia internamente aquilo, ao menos seu corpo não queria deixa-lo passar mal.
Com lentidão, sentiu como os dedos da serpente se retiravam de seu interior, e, tentando se tranquilizar, beijou a Draco em os lábios, instando-lhe a continuar. Guiando-se com a mão, o pênis de seu companheiro começou a entrar devagar em seu interior, abrindo-lhe as entranhas, lacerando ante o incipiente dor que rasgava sua pele. Harry escondeu seu rosto choroso no oco do pescoço de Draco, com o lábio inferior mordido em uma tentativa de evitar gritar.
Finalmente, entrou por completo em seu interior, e escutou na litania o rouco gemido de Draco. Esperou que se movesse, mas, contrário a isso, as mãos do garoto se posaram em suas costas, movendo-se por sua coluna vertebral em uma vadia tentativa de lhe tranquilizar. Não obstante, surgiu o efeito desejado ao cabo de um minuto; os músculos de Harry voltaram a relaxar-se, e lentamente, Draco começou a mover em seu interior, acomodando o ritmo de sua mão ao de seu estoque.
Paulatinamente, foi acelerando seus movimentos, e com eles os de sua mão. A cada pouco segundo, seus lábios tocavam-se como mostra de seu amor, enquanto as mãos de Harry vagavam pelo corpo pálido de seu noivo, e a de Draco por seus mamilos, beliscando e estimulando. Por acaso, a cabeça do pênis de Malfoy tocou a próstata do moreno, e em seguida, uma onda de prazer inundo ao garoto, que cerrou os olhos e arqueou seu corpo, bem perto do final. Pouco depois, Harry explodiu com um gemido prolongado, manchando a pele de ambos, enquanto Draco se corria em seu interior.
Tirando seu pênis do reto do submisso, Malfoy abraçou a Harry com carinho e tampou com as mantas, sem preocupar pelas opiniões de seus pais. O moreno se aconchegou em seus braços, fechando os olhos, aferrando-se ao como se fosse uma ilusão que se esfumaria em qualquer segundo. Com um suave beijo na coroa de Harry, Draco fechou os olhos.
Nota tradutor:
Que capítulo foda... espero que vocês gostem
Vejo vocês nos próximos capítulos
Até lá…
