Chapter 16:

Uma mão passeou com cuidado a Harry, despertando-o. Realmente havia dormido bem; sem pesadelos, sem sonhos, e abraçado à pessoa que amava. Esse simples pensamento fez-lhe se espreguiçar completamente; havia tido sexo com Draco, depois de saber que este se ia a Hogwarts por seis meses, e saber também que correspondia a seus sentimentos. Rapidamente abriu os olhos, e tateou pelo criado-mudo, buscando seus óculos. Sentia a pele em contato direto com a manta: estava nu.

- Tranquilo, Harry. - escutou que lhe dizia Draco. Não obstante, o moreno se sentiu… envergonhado de não levar roupa. Seu rosto se tingiu de uma violenta cor vermelha, enquanto apalpava com mais força e nervosismo sobre a mesa. - Tome. - o loiro colocou os óculos sobre a ponte do nariz de Harry.

- O…obrigado. - disse coibido. Sua vista deixou de ser barrosa, e focou o rosto do comensal; um suave sorriso enfeitava suas facções. O rapaz lhe correspondia, ainda envergonhado. E Draco soube como romper essa vergonha; acercou até os lábios do moreno e o beijou ternamente, sendo correspondido com a mesma paixão.

Harry se moveu, se acercando mais à serpente, e, repentinamente, uma picada em seu baixo ventre lhe sobressalto, cortando o beijo. Ante o preocupado olhar de seu companheiro, o garoto que viveu se encolheu sobre si mesmo; não esperava voltar a sentir essa dor tão familiar nunca mais.

- Está bem, Harry? - A mão de Draco esfregou por suas costas, tentando tranquilizar. E, finalmente conseguiu. Potter, encolhido sobre si mesmo, acercou a ele, e o loiro lhe aconchegou entre seus braços. No entanto, Harry não perdia o detalhe; Draco ia-se, e já estava vestido.

- Já te vai? - o loiro deposito um beijo sobre o ombro nu de seu amante, e finalmente, disse:

- Sinto muito… Só queria me despedir de ti; estaremos em contato, te prometo.

- Nesses meses serão eternos, sem ti ali para os alegrar. - disse nostálgico Harry. Não obstante, não fez nenhum esforço por reter ao garoto, e finalmente lhe viu desaparecer pela lareira. Com um suspiro, girou-se para olhar o relógio despertador; ainda estava a tempo de ir à biblioteca privada do Lord. Ignorando a traumática dor, levantou com cuidado e começou a vestir-se, anotando-se mentalmente falar com seus pais sobre seu dano no ânus. Ainda que seria algo embaraçoso, era necessário para saber que havia ocorrido.

Com um passe de varinha, a cama começou a fazer-se magicamente, enquanto Harry deixava a habitação cabisbaixo. Sem vontades de tomar café da manhã, depois de tão fantástica noite e decepcionante manhã, o moreno se dirigiu com o mapa de seu pai para os aposentos privados de seu Mestre, arrastando os pés. Quando chegou, sua mão se alçou cansada e tocou várias vezes na porta de madeira escura, que se abriu imediatamente.

- Passa, Harry. - em seguida, o menino obedeceu, prostrando-se ante o Lord, sentado em seu imponente poltrona escura. Com graça, o homem levantou-se e passo ao lado do adolescente, roçando-lhe a bochecha com a túnica, assim que o homem lhe deu as costas, o moreno levantou-se, seguindo em rigoroso silêncio, enquanto abria a porta que dava à biblioteca.

Passaram ao interior, e o Lord agitou a varinha, atraindo um livro em concreto, e deixando nas mãos do rapaz. Sabendo que o garoto lhe seguiria, o imponente Lord Tenebroso se dirigiu ao fundo da sala, diretamente aos fofos sofás escuro que Harry havia visto o dia anterior. E, quando chegaram, o homem se sentou, estreitando com o olhar, deixando a Harry incomodado. No entanto, não se atreveu a protestar; conhecendo o temperamento do Mestre, seguramente se enfadaria com ele.

Abriu o livro diretamente pela primeira página e se acomodou para ler melhor; seria uma manhã longa e fatigosa. No entanto, conseguia desligar e deixar de pensar no tempo que ficava para junho, e para rever a seu companheiro. Repentinamente, o Lord falou:

- Não pensei que começasse tão cedo.

- Não entendo a que se refere, senhor. - Começar? A confusão se assumiu de Harry.

- Refiro-me a começar uma relação com o jovem Malfoy. - em seguida, Harry se corou violentamente. - E muito menos pensei que se lançassem à ação justo depois de se declarar.

- Como…? - O garoto começou a preocupar-se verdadeiramente. Tinha estado espiando?

- Legilemência. Pensei que Severus te havia falado dela. - de repente, tudo encaixo na mente do Griffyndor. Como havia podido ser tão tonto? - Mas não lhe tem dito ainda o nosso, verdade?

- Eh… - O nosso? Harry começou a mover-se rapidamente por suas lembranças, até que pergunto. - O de que sou seu aprendiz?

- Sim.

- Não, ainda não tem vindo, não tenho podido dizer. - calou uns segundos, e depois agregou. - Seguro que lhe encanta a notícia.

- Não, não gostasse.

- Que? Por que não deveria de lhe gostar? - O Lord observou-lhe com os olhos carmesins, e, finalmente, cortou a conversa:

- Segue lendo, Harry. - Em qualquer outra ocasião, e ante outra pessoa, o moreno haveria protestado, se haveria queixado, enfadado, entre outras coisas. Mas ante seu novo Mestre, o Senhor Tenebroso, não ia falhar.

Assim que o garoto obedecia e calou, baixando de novo a vista a sua leitura. Pelo tempo em que ambos estiveram na sala, o ambiente se tornou pesado e cercante, mas Harry não se dormiu; ter a mirada penetrante do Lord na parte posterior de sua cabeça ajudava bastante a manter-se acordado. Não obstante, quando se levantou para sair, não pôde ser tido sentido mais cansado: sentia a cada extremidade amarrada à terra, e o pescoço dolorido.

Em um suspiro, a porta dos aposentos do Lord fechava-se atrás dele, e então e só então, Harry se permitiu descansar. Caminhou até suas próprias habitações, se encontrando a James lendo na sala de estar, e se sento junto a ele.

- Tudo bom tem ido tudo, Harry?

- Bem… - o moreno lhe observou; conquanto seu pai sabia que não ia sair da Mansão, não se tinha preocupado em lhe buscar sequer.

- Não tem nada que me contar? - pela primeira vez, o brilho travesso de seus olhos se percebeu nitidamente.

- Oh, bom… eu… - Tinha que contar; mas não sabia como fazer. No entanto, decidiu soltá-lo a categoricamente. - Draco e eu estamos saindo.

- Alegro-me, Harry. - não fez amago de surpresa sequer. - Agora, o que eu vinha perguntando: vocês têm tido relações sexuais?

- S-sim. - Harry se corou por enésima vez no dia. Recordar aquele momento lhe produzia uma felicidade imensa, aparte do embaraçoso da situação.

- Não passa nada, filho. É algo natural, e me alegro de que não te tenha influído seu passado em a ação. - por uns instantes, calo dramaticamente, até que agregou. - Mas isso não te livra de ter que nos escutar a Severus e a mim esta noite.

- Tenho feito algo mau?

- Não, mas em minha família há tradição de falar com os filhos de sexo e sobre o futuro depois de sua primeira relação sexual.

- Certo, papa. - assentiu o menino, coibido pela naturalidade com a que falava o homem, que se limito a acariciar o cabelo de Harry com ternura, enquanto sorria.

O almoço passou, e, sem saber que fazer para esquecer o tempo que estava sem Draco, baixo às masmorras tal e como Voldemort lhe havia indicado, para passar o tempo entretendo em qualquer coisa menos pensar. A tristeza lhe embargava por dentro; passar seis meses longe de Draco não gostava, e da ideia lhe agradava menos ainda desde que seu amor era correspondido. Prestando atenção pelo caminho, o menino desceu até o sótão da grande Mansão Tenebrosa.

Apesar de ser um adolescente, os prisioneiros calavam ao ver-lhe passar, até que chegou ao que parecia ser a sala de treinamentos. Dentro se ouviam passos e gritos. Com um ligeiro temor, avançou até a porta metálica e a abriu com cuidado de não fazer ruído. Não obstante, alegrou de não lhe interessar a ninguém entre aqueles cinco comensais que não conhecia, e se apoio contra a parede, vendo aos dois no centro da habitação, se movendo com rapidez, esquivando os feitiços do contrário e lançando os seus próprios. Todos os demais pareciam absortos na briga, como se aquele pequeno treinamento fosse o mais importante do mundo.

- Olá, Potty. - a mão ossuda de Bellatrix Lestrange se posou sobre seu ombro, enquanto a mulher colocava-se a seu lado. - Que faz o menino dourado em esta sórdida masmorra? - perguntou com sorna. Até esse momento, a comensal não parecia ter tido desejos de se debochar dele, de sua suposta heroicidade, e de sua vida passada. O garoto torceu seu rosto para ver o macabro sorriso de Lestrange, e finalmente contestou:

- Venho a treinar. O Lord disse-me que se organizavam treinamentos aqui. - Apesar de que ele disse com inocência, a mulher apertou as proeminentes mandíbulas, para confusão do menino. Nos seguintes minutos, a comensal baixou muda, olhando o espetáculo, até que, depois de que o combate em frente a eles tivesse terminado, lhe propôs a Harry:

- Eu poderia te ensinar a brigar como um autêntico comensal. - Harry entrecerrou os olhos; não confiaria nunca em um Slytherin que não conhecia. Não era porque sentisse rancor ou ódio para eles, simplesmente sabia que eram o suficientemente astuto como para lhe meter em problemas com suas frases de duplo significado e suas supostamente inofensivas propostas.

- Que teria que fazer eu em troca? - Bellatrix sorriu sadicamente, dantes de sussurrar-lhe ao ouvido:

- Seguir sendo o companheiro de Draco. - em seguida, o rapaz franziu o cenho; todos iam olhar em sua cabeça? Pensou enfadado.

- Como o sabe?

- Narcisa me disse. Lucius está muito enfadado, e eu que fosse você temeria por sua integridade física.

- Que? Por que quer que o pai de Draco se enfade comigo?

- Digamos que me cai… mau. - disse depois de pensar vários segundos.

- Bo…bom, certo. - Por uns minutos, voltaram a submergir-se de cheio do combate que se estava celebrando, até que Harry considerou prudente falar.- Por que você considera mau?

- Coisas de maiores, Potter. Chegado o momento, suponho te contem, mas até então, não volte a perguntar. - O menino e a comensal ficaram sumidos em um silêncio mortal, observando como um a um, os combates chegavam a seu fim, até que, já entrada a noite, os praticantes deixaram a sala vazia paulatinamente. Sem mais que fazer, Harry voltou a suas habitações, depois de lhe prometer à comensal que a seguinte tarde estaria ali, esperando a ser instruído.

Caminho pelos corredores, tentando desviar seus pensamentos para outros assuntos que não fossem Draco e sua marcha; e finalmente chegou a seu destino. Sem chamar à porta, entrou na sala de estar, encontrando-se a seus pais e a uma pessoa que não esperava ver: Lucius Malfoy. Repentinamente, levantou-se em sua direção com o rosto contraído em uma careta de ódio, mas não se moveu de seu lugar. Harry viu-lhe tremer, seguramente de ira, e em seguida retrocedia com medo no olhar.

- Se sente, Lucius. - disse James, com olhos preocupados.

- Não quero. Como não se afaste de meu filho…- as mandíbulas apertadas fortemente e girado de costas com um movimento violento, perfurou com o olhar ao homem de cabelo castanho.

- Que vai fazer, Lucius? Não deveria estar enfadado, só são meu filho e seu filho apaixonados. - interveio o pocionista, despreocupado.

- É Potter! - exclamou furioso o homem. Não obstante, nenhum de seus pais parecia afetado pelo humor que levava o loiro.

- Também é meu filho.

- E? Segue sendo Potter, igual a Potter pai… É um perdedor, e meu Draco não se junta com perdedores. - Harry se sentiu ofendido pela conta que lhe traia, e baixando a cabeça, interveio finalmente em a conversa.

- Se tão perdedor crê-me, por que sou o novo aprendiz do Lord? - aquela simples frase deixou ao aristocrata gelado. Como peixe fora da água, boqueou várias vezes, enquanto Harry se concentrava mais na expressão de Severus; parecia debater entre uma fúria assassina e alegria. E finalmente, ganhou a frialdade; vestindo-se outra vez sua máscara de todos os dias, acompanho a um atordoado Lucius até a porta, deixando no corredor.

Quando voltou, depois de trocar umas palavras com seu melhor amigo, seu filho e seu companheiro já se encontravam sentados nos cadeirões da sala, ao lado da lareira. E seu enfado não demorou em aflorar:

- Quando te fizeste seu aprendiz? Que te fez prometer em troca? - inquiriu com rudeza. Harry olho-lhe sem compreender seus sentimentos, e finalmente, contesto:

- Ontem me disse quando me mandou a seus aposentos.

- Que te fez prometer em troca? - voltou a repetir, com insistência.

- Obediência absoluta. - Viu como o homem se sentava, pensativo, antes de que lhe perguntasse:

- Nada mais?

- Não.

- Bom… Então só está atado ao de por vida. - Harry sentiu um calafrio subir por suas costas, ao escutar as amargas palavras de seu pai. - Se desobedece suas ordens sentira uma dor muito profunda e agudo. - informou-lhe finalmente, depois de uns segundos de vacilação.

- Mas não estamos aqui para falar disso agora. - interveio James, antes de que Harry pudesse contestar. - Vamos falar de pais a filho sobre teu futuro e suas dúvidas sobre o sexo. - O entusiasmo de James, no entanto, não se contágio a nenhum dos dois; ambos suspiraram cansados, talvez por motivos diferentes.

Nota tradutor:

Nossa... caramba... ver Lucius chocado foi o melhor hehehehehehehe

Espero que vocês gostem e comentem

Vejo vocês nos próximos capítulos...

Até lá