Chpater 17:

- Bom… Então só está atado ao de por vida. - Harry sentiu um calafrio subir por suas costas, ao escutar as amargas palavras de seu pai. - Se desobedece suas ordens sentira uma dor muito profunda e agudo. - informou-lhe finalmente, depois de uns segundos de vacilação.

- Mas não estamos aqui para falar disso agora. - interveio James, antes de que Harry pudesse contestar. - Vamos falar de pais a filho sobre seu futuro e suas dúvidas sobre o sexo. - O entusiasmo de James, no entanto, não se contagiou a nenhum dos dois; ambos suspiraram cansados, talvez por motivos diferentes.

Os três homens acomodaram-se, um entusiasmado, outro aborrecido e finalmente, o garoto envergonhado e coibido. Com um sorriso, James olhou a Harry e comentou:

- Já é todo um jovem, meu menino. Por isso temos que falar seriamente sobre seu futuro. Que pensa fazer? A que quer te dedicar?

- Pois… eu… - começou a dizer, inseguro e confuso. Até para pouco tempo, seu sonho havia sido converter-se em auror, brigar contra Voldemort e seus lacaios e derrotá-los. Mas isso não estava dentro de seus planos presentes.

- Antes queria ser auror. - disse finalmente Severus, ajudando-lhe a terminar suas frases inconexões.

- Mas… agora… eu não sei que pensar… Sou um fugitivo de Azkaban, um comensal.

- Não há nada que goste, Harry? Algo que queira ser? - perguntou James, ansioso por saber a resposta de seu filho.

- Gosto da Defesa Contra as Artes Escuras. Aparte disso, poucas coisas se me dão bem.

- Poderia encontrar algo que se te desse bem… Tens pensado na medimagia?

- Não, não realmente. Agora mesmo não lhe encontro um significado, tendo em conta que me dedico a matar a pessoas.

- Pode trabalhar como um burocrata no Ministério. - propôs Severus. - Ser membro de algum departamento, como o de Mistérios.

- Talvez… Os indizíveis que fazem?

- Pois…- começou James. - Pesquisam os mistérios da magia, controlam as viagens pelo tempo…

- Têm várias salas segundo disse-me Roockwood…Uma sala de Profecias, uma da Morte, outra do Amor…

- Séria bonito. - concordou Harry sinceramente.

- Então, será um futuro indizível. - resolveu James com orgulho. Talvez não era a melhor profissão do mundo, mas se a seu filho gostava, então ao lhe gostaria. - Agora, quero que me escute atenciosamente Harry. - agrego, subitamente sério.

- Se, papai.

- Ainda é muito jovem para te casar, - começou a dizer enquanto tirava uma pequena caixa escura de seu bolso. - mas me gostaria que aceitasse isso, para quando encontre a sua pessoa especial. - estendeu a Harry, esperando sua reação.

Com cuidado, o garoto abriu a pequena caixa de plástico escuro. Em seu interior, um anel de metal brilhava ao reflito da luz. Com parcimônia e lentidão, acerco seus dedos índice e polegar e agarro o pequeno objeto, para olhá-lo mais de perto: parecia estar fato de prata, sem nenhum arranhão nem marca que deixasse entrever seu uso. Sua superfície encontrava-se polida, refletindo demoradamente seu rosto. Observou conscienciosamente durante um tempo mais; a simples vista parecia um vulgar anel de prata, sem nada especial. No entanto, em seu interior, Harry encontro uma inscrição: Família Potter. Sempre juntos.

- É muito bonito. - disse assombrado.

- É uma relíquia da família. A todos os Potter nos chega algum dia o momento de nos casar, e, antes de que o primogênito eleja a seu companheiro, se lhe dá como obsequio da família. É como uma espécie de autorização a contrair casal.

- Mas vocês não...? - perguntou Harry, olhando alternativamente aos dois homens que eram seus pais.

- Nós somos casal de fato, Harry. - explico o pocionista. - Nunca temos chegado a nos casar, principalmente porque eu tenho que seguir com meu coartada em frente a Dumbledore e James está morto supostamente.

- Então eu sou Filho bastardo. - disse com uma segurança alastrante James. - Mas é nosso primogênito, e nós te queremos igual

- E depois da guerra se casarão?

- Não o sabemos, filho. Se perdemos teremos que fingir, e se ganhamos… - James olhou a Severus com um sorriso que não foi correspondida. - Já o veremos.

- Oh… - Harry se entristecia ante a incerteza em seu futuro, e no de seus pais. Talvez se havia ilusionado com a relação que manteria seu professor de poções e seu pai; mas afinal de contas ele queria uma família normal, não aquilo que tinha agora; um pai que fingia estar morto, o gestante que era amante de seu Amo… e Harry, que era fugitivo de Azkaban. Segundo a sociedade, eram uma família disfuncional, e a Harry, aquela palavra soava-lhe amarga.

- Não se ponha triste Harry, - tentou o animar James. - nós te queremos igualmente, e não te mudaríamos por nada do mundo.

- Mas… é que… eu pensei… minha família tinha que ser…normal. - disse Harry finalmente, olhando ao chão.

- É o que se costuma esperar de seus pais. Em qualquer caso, tocou-te a sorte, Harry. - interveio Snape. - Não nos aceite se não quer, mas isto é o que há.

- Eu não tenho dito que não os quisesse! É só que… pensei que talvez quereria ter uma família normal… - disse rapidamente Harry, tentando remediar seu erro.

- Tranquilo Harry, não passa nada. - disse James. Por um tempo os três varões ficaram sumidos em um silêncio cômodo, a cada qual pensando em seus próprios assuntos, até que Harry disse, curioso:

- Se James tem um anel de pedida… Teu tens um anel de pedida? - perguntou referindo-se a Severus. Incomodo, olho a James antes de contestar com lentidão:

- Digamos que… meu pai não sabe que eu tenho tido um filho.

- Oh… Então, eu tenho avô? - questionou o garoto, esperançado por uma resposta afirmativa. E, com um seco movimento de cabeça, suas ilusões fizeram-se realidade. - Conheço?

- Não gostaria de saber quem é teu avô. - disse com voz cortante o pocionista.

- Mas… - começou Harry; no entanto, não pôde terminar a frase, já que, segundos depois, James lhe agarrava do braço em um claro sinal de que calasse, enquanto lhe perguntava:

- Bom, mudemos de tema. Se que te parecera um pouco vergonhoso, mas… Quem esteve em cima? Draco ou você?

- Draco. - murmurou para o pescoço de sua camisa. Realmente, seu pai James podia chegar a ser demasiado direto com respeito a esse tema; e falar disso lhe para se sentir envergonhado.

- Fez-te dano? - perguntou preocupado, fazendo que o rosto de Harry se tingir de uma forte cor vermelha. Não obstante, ainda rondava por sua mente a dor dessa manhã.

- Bom, … ao princípio não, mas esta manhã…- se viu incapaz de seguir a frase até o final. Nunca se havia considerado tímido, mas, depois daquelas perguntas, Harry começou ao reconsiderar.

- Tranquilo Harry, só estamos falando de sexo. Não passa nada. - tento relaxar-lhe James. Não obstante, o olhar horrorizado que Harry lhe deu foi suficiente para que calasse, sabendo que suas palavras não faziam bom efeito no rapaz.

- Não tem pensado que talvez lhe custe falar disso? - perguntou Snape, recostando suas costas no amplo sofá.

- Eu pense que eram só coisas suas…Todos os demais falam sem pudor destas coisas.

- Não o ponho em dúvida, mas deixe que se acostume a perder a vergonha nesses temas. - volvendo-se para Harry, James lhe palmeou as costas enquanto lhe dizia em tom conciliador:

- Sinto muito ter sido tão brusco. Não pensei que…

- Não passa nada, papa. - cortou-lhe antes de que o castanho começasse a se desculpar. Com um sorriso indulgente, o homem retomou o fio da conversa:

- Se fez-te dano diga que a próxima vez terá que ter mais cuidado. Normalmente ocorre quando há roces dolorosos, é o resultado de um mau acondicionamento do submisso.

- Entendo… - disse Harry, agradecido pelas palavras que usava James. Por uma vez não lhe para sentir tão incomodo falando de sexo.

- Então, se não há mais perguntas… Até manhã, Harry. - Levantando-se, o castanho agarrou a mão de seu companheiro, e, depois de depositar um suave beijo na testa de seu filho, ambos homens se retiraram a suas habitações privadas, deixando ao garoto sentado em frente ao fogo, pensativo.

Draco se havia ido. Aquelas palavras ressoavam com força em sua mente, enquanto brincava com a caixa escura que continha o precioso anel de pedida. Pode que seus pais nunca se casassem, mas, realmente, ele ia fazer. E esperava escolher sabiamente a seu cônjuge, para amá-lo até o dia de sua morte, igual que seus pais o faziam. Internamente, pensou em Draco Malfoy; desde aquele dia em que se tinha sentado juntos na carruagem, sua visão do rapaz havia mudado, e a cada vez que o via, gostava mais. Mas, o grande inconveniente salto outra vez à mente de Harry: se havia ido.

Conquanto não era definitivo, aqueles seis meses se fariam eternos para Harry. Não obstante, recordou o medo ao falhanço, à rejeição de seu atual companheiro, naquele diminuto povo na periferia de Londres. Melhoraria, se esforçaria, aprenderia dos melhores, e sobretudo e antes de mais nada, não lhe decepcionaria a Draco.

E nesses momentos, Harry tinha aos melhores maestros para consegui-lo. O Amo, Bellatrix Lestrange…. Eram pessoas com muita experiência no campo das artes escuras; lhe ajudariam a melhorar. Não obstante… precisava a alguém que lhe ensinasse Oclumência. E, por enquanto, tinha a essa pessoa em mente: Severus Snape. Aquelas classes que lhe pediria em verão lhe obrigariam a passar mais tempo com seu filho, e talvez dessa forma pudesse ver algo mais que frialdade em seu coração, talvez pudessem ser sentidos mais unidos, apesar dos anos de ódio que levavam em cima.

Nota tradutor:

Mais um capítulo da fic, espero que vocês gostem... bora comentar?

Dessa vez acho que irei postar todos os capítulos restantes juntos na próxima postagem, vejo vocês em breve

Até lá!