Chapter 18:
E nesses momentos, Harry tinha aos melhores maestros para consegui-lo. O Amo, Bellatrix Lestrange…. Eram pessoas com muita experiência no campo das artes escuras; lhe ajudariam a melhorar. Não obstante… precisava a alguém que lhe ensinasse Oclumência. E, por enquanto, tinha a essa pessoa em mente: Severus Snape. Aquelas classes que lhe pediria em verão lhe obrigariam a passar mais tempo com seu filho, e talvez dessa forma pudesse ver algo mais que frialdade em seu coração, talvez pudessem ser sentidos mais unidos, apesar dos anos de ódio que levavam em cima.
w6;w6;w6;w6;w6;w6;w6;w6;w6;w6;w6;w6;w6; 6 meses depois w6;w6;w6;w6;w6;w6;w6;w6;w6;w6;w6;w6;w6;
Harry se despertou com lentidão, e levantando-se da cama, se espreguiçou. Sentia os olhos doídos pela potente luz solar que lhe avisava da iminente chegada do verão. Sorriu suavemente enquanto caminhava até o serviço, com os óculos já postas.
Depois de um refrescante banho frio para combater o calor, se sentou a tomar o café da manhã, com o periódico na mão, e esperando a seu pai. Era o primeiro dia de Junho, aquela data que esperava desde para seis meses, aquele dia em que volveria a se encontrar com Draco. As escassas cartas que haviam podido ser mandado não haviam sido suficientes para se sentir mais relaxado, e depois do ressurgimento de seu Amo, os fatos se haviam precipitado.
Segundo havia contado Draco, havia aurores em Hogwarts, apostados em ambos lados da porta principal, caminhando pelos jardins… O toque de recolher se havia feito mais forte; todos sabiam que os comensais eram seres profundamente noturnos em suas caçadas.
O que mais tinha assombrado a Harry, no entanto, foram as mudanças em Griffyndor. Prontamente, o Ministério havia decidido que o Salvador não era Harry Potter, se não Neville Longbottom, o segundo garoto da profecia, segundo lhe havia contado seu Amo. Seus amigos, Ron e Hermione, renegavam absolutamente dele, segundo havia escutado Draco pelos corredores, e já era tachado de comensal; mal se falava dele, se não era para desqualificar.
Mas a Harry, toda aquela mistificação inventada por Dumbledore e o Ministério não se importava. Durante esses seis meses havia aprendido a dirigir essa ira para as classes de duelo de Bellatrix e as teóricas do Lord. Para pouco que havia começado com o Amo a trabalhar em sério, e as advertências deste último pesavam sobre ele: os treinamentos eram cansados, complicados e pesados, deixando atrás de si a um cansado Harry Potter, e a um dificilmente satisfeito Amo.
Recordando esses últimos seis meses, analisou a mudança em sua atitude: conquanto seguia sendo o mesmo menino inocente com seus parentes, havia construído uma forte concha a seu redor, feito à base de humilhação e falhas. Quiçá por ser o Eleito e o aprendiz oficial de Lord Voldemort, suas falhas contavam muito mais que seus êxitos, e todas aquelas víboras maliciosas pareciam esperar que pusesse um pé em falso para se debochar dele.
Não havia conseguido muitos amigos, certamente; ainda seis meses depois, Lucius Malfoy lhe olhava com o ódio refulgindo no olhar. Não obstante, Bellatrix era uma importante aliada; havia sido a primeira mulher comensal, e um dos esbirros mais fiéis do Amo, talvez por isso já não se mentiam tanto com ele.
- Bom dia, Harry. - saúdo James ao entrar. O pensativo rapaz alço a mirada, e depois de uns segundos, sorriu com afeto, enquanto respondia a seu saúdo:
- Olá, papa. - Rotineiramente, o mais pequeno lanço o periódico a seu pai, que o pegou no ar. Desde para uns meses, aquela havia sido sua forma de viver, uma rotina. - Quando virá o pai?
- Esta noite, se não há nenhum contratempo… - começou a dizer James.
- Entendo, Dumbledore. - agregou Harry, com um sorriso. Ambos homens compartilharam uma mirada cúmplice, antes de estourar em gargalhadas.
- Também virá Draco, está desejando te ver. - terminou o adulto. Harry esboçou um sorriso nostálgica; jogava-lhe tanto de menos.
- Acha que pai aceitasse dar-me classes? - perguntou o menino depois de uns minutos de cômodo silêncio. Segundo havia falado com James, Severus lhe queria, mas todo esse carinho o havia enterrado para muito tempo baixo o sentido do dever. Em seu momento, aquilo não havia feito sentido para ele, e depois desse tempo, seguia sem o ter.
- Por suposto, sabe que te quer. Não acho que importar seguir trabalhando ainda em férias. - acrescentou finalmente, dubitativo. - E se não, eu lhe convenço. - lhe piscou o olho a Harry, com um sorriso travesso.
O garoto correspondia a seu sorriso, e depois desse ligeiro café da manhã, partiu para os aposentos privados do Lord, tal e como para todos os dias. O caminho já lhe era conhecido, apesar da penetrante escuridão que lhe rodeava, e o mapa que antanho James havia fabricado para ele se encontrava em algum lugar de seu dormitório, apanhando pó.
O garoto caminho pensativo até seu destino; sua relação com o Lord mal e havia mudado. A cada vez que entrava em suas habitações, se prostrava ante ele e depois, quando partiam para os calabouços a treinar, lhe seguia em completo silêncio. Mal havia diálogo entre eles, a não ser que o Lord quisesse lhe perguntar qualquer coisa, desde questões pessoais até nomes de feitiços, como pergunta de classe.
Mas, desde para umas semanas, aquela rotina havia mudado; antes de começar as lições, falavam dos planos do Amo em seus aposentos privados. Ou, mas bem, o Lord falava e Harry escutava, de forma em que parecia lhe instruir para tomar o comando de alguma operação, tempo mais tarde.
Sorriu ante suas próprias ocorrências; por mais motes que lhe pusessem, não deixava de ser um garoto de dezesseis anos, e não estava capacitado para levar o comando. Saiu abruptamente de seus pensamentos: havia chegado a seu destino, quase por inércia.
Harry tocou várias vezes em à superfície escura de madeira, dantes de entrar. Como a cada amanhã, o Lord lhe esperava sentado em seu grande poltrona escura, em frente ao fogo. Seguindo a rotina, se prostrou ante o homem em sinal de submissão, e deixou que falasse, empapando-se com a informação que recebia:
- Tenho planejado um ataque contra a Toca, Harry. Que te parece?
- Bem, senhor. - em realidade, sua resposta só havia sido pura cortesia; se sentia chateado por rever a seus antigos amigos, àqueles que em algum momento havia considerado família. Por outro lado, o velho ódio que guardava contra eles se havia voltado mais intenso, da mesma forma em que o vinho sabe melhor quanto mais velho é.
- Severus informou-me de que se reuniram ali vários membros da ilustríssima Ordem da Fénix, - disse o Senhor Tenebroso com ironia. - entre eles Remus Lupin, Sirius Black e Ninfadora Tonks.
- Quer que os eliminemos, Senhor?
- Não, um ataque frontal seria demasiado arriscado. Temos que conseguir um chamariz, qualquer coisa que lhe faça sair da casa, lhe dividir, e depois, destroçar a Toca. - o plano, tão brilhante em à mente de Voldemort, não cobrava forma na de Harry, que se limitou a franzir o cenho, tentando compreender a lógica daquela maquinação malvada.
- Temo-me que não compreendo, Senhor.
- É muito simples, Harry. Lhe dividiremos para que sejam mais débeis ante nosso poder, lhe faremos adentrar-se em território desconhecido, e depois reduziremos seu lar a cinzas.
- Por que demolir uma casa, Amo? - perguntou Harry, indeciso.
- Isso será um duro golpe para a Ordem, e um motivo de dúvida para os Weasley. E isso é o que quero, semear a semente da discórdia entre a Ordem, lhe fazer desconfiar os uns dos outros. - calou dramaticamente, enquanto Harry se sorria; o plano tinha sentido, apesar do retorcido que era, e as possibilidades de que saísse mau. - Devo fazer que os Weasley se arrependam de estar na ordem, e para eles o mais importante é… A família. Se atacamos diretamente a seus filhos, se darão conta de quão vulneráveis são, e ainda que não consigamos lhes dividir, sempre ficasse esse pesar dentro de seus inocentes coraçãozinhos.
- Entendo, senhor. Um plano brilhante, se permite-me dizê-lo. - Apesar do frio tom de voz, por dentro Harry rugia de felicidade; se Ron e Hermione já lhe tachavam de comensal e renegavam de o… Sofreriam as consequências de seu desprezo.
- Sim, realmente brilhante. - comentou ausentemente o homem. Por uns segundos, um cômodo silêncio instalou entre eles, até que o Lord voltou a falar. - Hoje vem Draco Malfoy, segundo tenho entendido.
- Sim, senhor.
- E suponho que votará a se ver. - ainda com a monotonia de sua voz, Harry se ruborizou um pouco; desejava voltar a vê-lo e sentir entre suas pernas, em seu interior, golpeando duro contra aquele ponto tão sensível que lhe para gemer como uma cadela no cio. - Quando terminem de conversar, diga que lhe espero aqui, Harry.
- Sim… Sim, senhor. - não perguntou sobre os motivos pelos que Draco devia estar nos aposentos privados do Lord; as negativas que lhe dava não serviam absolutamente para nada. Sorriu interiormente; ao menos não eram rebuscadas respostas sem sentido, como as que dava Dumbledore.
- Pelo momento pode se retirar, Harry. Durante o verão descansaremos, ainda que seria adequado que seguissem treinando independentemente. - Harry sorriu, desta vez sem tapajós, ainda olhando os pés de seu Amo. Sem classes pela manhã, teria mais tempo para estar com Draco, e talvez, lhe alcançaria para aquelas classes de Oclumência que lhe ia pedir a seu pai.
Com uma profunda reverência, o rapaz de cabelos negros levantou-se do chão em frente ao Lord, e cabisbaixo, em sinal de submissão, saiu sem fazer ruído da estância. Aquela atmosfera aplastantemente fria, que ao princípio havia tachado de agoniante, agora já não lhe molestava em o absoluto, não depois de passar quatro horas diárias durante seis meses em aquelas habitações.
Sorriu, andando para as masmorras; ainda ficavam várias horas para que Draco chegasse à Mansão, e o melhor método para que o tempo passasse mais rápido, era o combate. Por isso, voltou a entrar àquelas masmorras sórdidas e úmidas, encontrando-se com dois comensais brigando e um terceiro apoiado na parede, em uma posição certamente aborrecida. Sorriu, o tempo passaria rápido, sem lugar a dúvidas.
