Chapter 19:
Sorriu, andando para as masmorras; ainda ficavam várias horas para que Draco chegasse à Mansão, e o melhor método para que o tempo passasse mais rápido, era o combate. Por isso, voltou a entrar àquelas masmorras sórdidas e úmidas, encontrando-se com dois comensais brigando e um terceiro apoiado na parede, em uma posição certamente aborrecida. Sorriu, o tempo passaria rápido, sem lugar a dúvidas.
A noite surpreendido a Harry nos porões, com sua testa perlada de suor. Nesses seis meses, todos e a cada um dos comensais que baixavam às catacumbas a treinar haviam aprendido a lhe respeitar; graças aos conselhos de Bellatrix, Harry começava a apanhar confiança em um duelo magico.
Por suposto, aquilo não lhe salvava de cair ao chão, rendido depois de outro longo combate com sua instrutora. Havia perdido, como quase sempre: ela tinha vinte anos mais que ele de experiência, era normal e logico. Suspirou, olhando o relógio, surpreendendo-se ao ver as mãos situadas em nove. Era tarde e Draco estaria buscando, seguramente.
Com um sorriso nos lábios, Harry fez uma reverência longa, terminando assim as classes por esse dia, enquanto partia para as habitações de seu companheiro. Estava ansioso por ver-lhe, sentir, beijar… Todas aquelas sensações revolteavam por sua mente, como um bonito conto de fadas.
Seu sorriso alargou-se, enquanto sua mente repetia uma e outra vez com felicidade: um de junho. O dia tão almejado… tão esperado… Olhou suas roupas: não eram opulentas, agraciadas nem especiais. Ademais, o suor lhe havia empapado a t-shirt pela zona do pescoço e peito. Dubitativo, pensou em fazer uma rápida parada em seu dormitório e mudar-se de roupa, mas o desfeito: precisava ver no ato.
Caminhando pelos escuros e estreitos corredores da tétrica e antiga Mansão, Harry chegou a seu destino o mais rápido que pôde, com um sorriso em os carnosos lábios e a felicidade pintada em os olhos. Olhando seu aspecto por última vez, desemprego em frente à porta, e se acicalo o melhor possível. Não é que se importasse muito o que dissesse Lucius dele, mas a opinião de Draco valia muito mais.
Recompondo-se, acerco sua mão esquerda à superfície de madeira escura e tratada, e chamou um par de vezes. Esperou, olhando dissimuladamente a abertura baixo a porta, pela que saia luz, até que as dobradiças giraram com um guincho agudo. Em frente ao apareceu Lucius Malfoy, visivelmente mais alto que Harry, e mais corpulento, mas não por isso menos refinado.
- Olá, Potter. - disse o loiro, arrastando as palavras, e sussurrando seu nome com um profundo desprezo. Não disse nada ao respeito, sabendo do ódio que lhe professava desde que Draco e o eram companheiros.
- Bom dia, senhor Malfoy. Esta Draco? - perguntou o moreno, tentando passasse por alto a significativamente mirada que havia lançado Malfoy a seu aspecto. Com reticencia, deslocou-se da abertura, deixando entrar, muito a seu pesar.
- Está em seu quarto. Suponho que já sabe como chegar. - Harry calou-se os insultos, sabendo sem necessidade de legeremência a parte que faltava nessa frase; aquela que falava de seus hábitos sexuais e lhe comparava com um animal no cio.
Um cabeceio seco foi o único que obteve Lucius do rapaz, antes de que Harry se desse a volta e encurtasse a distância que havia entre aquela porta grossa e ele. E, por trás dela, o objeto de seus desejos. Tenso, sentindo a mirada acerada do pai perfurando sua nuca, chamou à porta, esperando com impaciência.
O pomo de metal brilhante girou, e com lentidão, a entrada se abriu. E, por ela, aparecia Draco Malfoy: com seu cabelo curto e levemente despenteado pela viagem, seus olhos formosamente cinzas que lhe olhavam com amor neles, e esse sorriso altaneira que deixava entrever sua felicidade.
- Harry! - exclamou ao ver-lhe; em seguida, o moreno lançou-se a seus braços. Passando suas mãos pelo pescoço do loiro e entrelaçando-as em a nuca, sentiu como os dedos de Draco se aferravam a seu quadril possessivamente, enquanto encurtava a distância entre seus lábios, juntando-os. Harry abriu sua boca, aprofundando aquele beijo apaixonado, e começando uma luta entre suas úmidas coxas, buscando dominar ao outro.
Os dedos do loiro agarraram-se a suas roupas, e começou a esticar dele, atraindo para fechar a porta por dentro. Caminhando torpemente, Harry golpeio suavemente a madeira com seu pé, cerrando-a, enquanto Draco abraçava-lhe. Pouco a pouco, cortaram o beijo, e olharam-se, com seus corpos colados. Suas respirações eram agitadas, e suas ereções chocavam acima da roupa das calças, encerradas em suas jaulas.
- Vamos ao banho, Harry. Precisa-la. - rindo suavemente de seu próprio comentário, Malfoy guiou a Harry até o banheiro, em que se encontrava um pequeno chuveiro conformado por um par de painéis translucidas, uma baldosa grande de cerâmica branca com um desague, e uma pequena alcachofra que saia a partir de um braço metálico desde a parede.
Harry lhe beijou com paixão acumulada em seis meses, enquanto suas mãos trabalhavam em sua camisa. A sua própria havia saído em questão de segundos, acima de sua cabeça, graças às habilidosas mãos de Draco, que se ufanava em tirar suas calças.
Com esforço e um pouco de tempo, os dois garotos entraram no chuveiro, completamente nus, enquanto tocavam-se superficialmente. As mãos de Harry passaram pelo torso de seu colega, enquanto a água começava a cair sobre seus corpos acendidos pelo desejo. A mão de Draco baixo por seus mamilos, estimulando-os e sacando gemidos de prazer a Harry, atravesso o plano abdômen do rapaz e chego a sua meta: o falo ardente de Harry.
Passeio de forma tortuosamente lenta os dedos pelo pênis completamente erguido do moreno, produzindo calafrios, delineando suas formas. Se entreteve um tempo na cabeça lamacento de liquido pré-seminal, obtendo o resultado que Draco desejava: Harry ondulo seus quadris, apoiado na fria parede do serviço, almejando ter mais contato.
Seus finos e longos dedos caíram pelo estoque de Harry, recorrendo-o uma vez mais, buscando seus testículos. Com a mão, começou a masturbar, enquanto o moreno lhe beijava baixo o chorro de água quente, com suas mãos de jogador de quidditch nas brancas nádegas de Draco, apertando.
Bombeando com força, Draco apertou o testículo direito do moreno, conseguindo mais gemidos desesperados do garoto, e finalmente, passeou seus dedos pelo escroto de Harry, em direção a seu rugosa e estreita entrada. Com um possesivo beijo, Malfoy cobriu por completo a boca de Potter, enquanto o primeiro dedo entrava em seu interior.
Harry se removia, incomodo, separando um pouco mais as pernas, deixando-lhe espaço a Draco para que se acercasse ainda mais a seu corpo. Sentia os joelhos tremer da excitação e o desejo, enquanto o glorioso ritmo que levava a mão de Draco se para ainda mais intenso. Um segundo dedo introduziu-se dentro de si, e desta vez, Harry gemeu levemente; aquele dedo molhado entrava melhor, sem fricção, causando-lhe mais prazer que danifico.
Rapidamente introduziu-se um terceiro, e em pouco momento, Draco movia os dedos em seu interior, circularmente, enquanto depositava suaves beijos em seu rosto. As mãos de Harry haviam subido por suas costas até os ombros, e nesse momento, repousavam ali, entrelaçadas com suas fibras loiras.
O momento acercava-se, e assim soube Harry quando, com um sorriso, Draco tomou suas pernas por suas curvas, e as alço no ar. Rapidamente, o menino que viveu as enlaço em seu quadril, enquanto começava a exercer força com os braços, apoiando-se exclusivamente no loiro. Lhe empurrou na parede, e com uma mão na inchada entreperna de Harry, tomou seu falo na outra, dirigindo-o ao ânus do moreno.
Com um gutural gemido, Draco se enterrou em Harry, e bombeando sua mão ao ritmo em que se movia dentro do rapaz, começaram a desfrutar. A cabeça do longo pênis de Draco golpeava justo naquele ponto tão sensível que fez que Harry afogasse um grito de prazer nos lábios de seu amado. Nenhum dos dois se esquecia da presença de Lucius nas habitações, a menos de cinco metros deles.
Beijando-se possessivamente, Draco afogado o gemido que lhe delatou, quando se correu dentro de Harry. Sentir aquele liquido entre suas coxas, mesclando-se com a água morna, foi o detonante que provocou que o menino que viveu acabasse na mão do loiro, gemendo seu nome.
Com lentidão, Draco lhe beijou, enquanto baixava as pernas de seu quadril, deixando-lhe descansar. Harry presenteio-lhe um sorriso tímida e vergonhosa ao pequeno dos Malfoy; seguia sentindo aquele bochorno ao pensar que, realmente, acabavam de ter sexo no chuveiro. Se sentia como nesses filmes muggles nas que os protagonistas se beijavam no chuveiro.
Pensar aquela similitude fez-lhe rir graciosamente baixo a água, enquanto beijava castamente a Draco nos lábios, em mal um roce. O rapaz alço uma sobrancelha, interrogante, ao ver a seu colega rir suavemente no chuveiro.
- De que te ri, Harry?
- Nada, Draco, uma tonteira minha. - evadiu Harry o tema. Não sentia vergonha ao explicar, mas sabia que teria que lhe contar muitas coisas sobre o mundo muggle se queria que o garoto o entendesse. Draco sorriu com doçura, e, apartando uma mecha molhado e rebelde do rosto de Harry, acerco seus lábios à orelha do moreno, sussurrando com essa voz baixa e sedutora que tanto gostava a Harry:
- Quero-te.
- Eu também te quero, Draco. - respondia Harry. Suas pernas tremiam, seu estomago se sentia cálido, e aquela voz parecia levar ao céu.
Malfoy cerro o grifo da água, enquanto Harry tomava duas toalhas brancas do aparador, e tampava a pele do loiro com uma delas. Os seis meses malditos de espera haviam dado um bom resultado, e seus secretos temores de que Draco já não lhe amasse haviam sido derrubados.
Lhe havia dito que lhe queria, que lhe amava, e lhe havia feito o amor no chuveiro. Com o olhar perdido, as bochechas fortemente coradas e um sorriso permanente nos lábios, Harry se sentou na borda da cama de Draco, com a toalha atada à cintura, deixando seu torso nu.
O loiro cedo saiu do banho, com a toalha também envolta na cintura, deixando seu peito nu, coberto de pequenas gotas de água, que escorregavam travessas até perder embaixo da toalha. Harry observou-lhe; tinha que lhe dar a mensagem do Lord, mas, a sua vez, desejava com todas suas forças que não se fosse. Mas, o dever sempre é o primeiro, e finalmente, Harry disse:
- O Amo quer ver-te, Draco. - com as mãos, atraiu ao loiro para ele, sentando na cama. Começou a beijar seu pescoço, lambendo as pequenas gotas que cobria sua pele, enquanto a destra de Malfoy acariciava suas costas. Depositando um casto beijo na testa de Harry, Draco separou-se, começando a recolher suas roupas.
Harry imitou-lhe; lhe acompanharia em sua travessia até o Lord. Cedo, ambos rapazes terminaram de se vestir, e fechando a porta do dormitório por fora, começaram a caminhar pelos estreitos e lúgubres corredores.
- Tudo bom foi-te com as classes do Amo? - pergunto Draco, curioso. Ainda que sabia que Harry era o novo aprendiz do Lord, mal e haviam falado disso, temendo revelar informação suculenta se a correspondência caia em más mãos.
- Bem, ao princípio foi muito… Aborrecido. Tudo eram livros e mais livros. - Harry observou o belo sorriso de Draco, enquanto contava a etapa teórica de sua aprendizagem.
- Digno da mudbloods.
- Sim, digno de Hermione.
- Não acha que deveria a chamar Granger? Digo, parece como se ainda fossem amigos, quando eles te detestam. - explicou-se Draco, ante a mirada interrogante de Potter.
- Se, talvez deveria fazê-lo. Me faz tão raro chamar aos Griffyndor por seu sobrenome… E, no entanto, odeio-lhes.
- Igual espera que você pode tornar outra vez amigos, que isto não seja mais que um sonho.
- Não, eu quero isto, Draco. Nunca o esqueças. - disse Harry, parando-se firmemente em frente ao loiro, a escassos metros dos aposentos do Lord.
E realmente, sentia essa convicção por dentro; tinha dois pais, um namorado estupendo, a verdade por diante, e futuros amigos que fazer. Não podia pedir nada mais, salvo conseguir que Draco se instalasse permanentemente na Mansão. Harry amava sua vida atual, e não a deixaria escapar por nada do mundo. Com um beijo longo e profundo no meio do corredor, ambos jovens se despediram; Harry volvia a seu dormitório, e Draco iria com o Lord.
