Chapter 24:
As figuras de Remus Lupin e Sirius Black se desfocada em frente a ele, enquanto tudo a seu ao redor se volvia um revolto de cores, entre eles o vermelho intenso do fogo que quebra o pasto seco e os palheiros de palha de sua ao redor. Se sentia envergonhado, humilhado por ter escapado tão covardemente, mas por outra parte aliviado por ter saído daquela situação coceguento. Cerrou os olhos cansado, enquanto todo volvia a recompor-se em seu quarto.
Harry deixou escapar um gemido de frustração, ira e dor, e escutou como o ruído de uns passos se acercava. Sentia a fria presença da parede atrás de si, e, pouco a pouco, se atreveu a abrir os olhos. Não tentou se mover; lhe haviam deslocado um ombro esses dois filhos da mãe, e seguramente, o resto de seu corpo não estaria em melhores condições.
A figura escura de Draco apareceu na ombreira da porta, e rapidamente acercou-se até Harry, com a varinha na mão. Segundo pôde ver o moreno, cujos óculos ladeadas deixavam-lhe pouca margem de visão, parecia preocupado. Harry se sentiu ligeiramente culpado; sem querê-lo, punha nos ombros de seu companheiro mais pressão da que deveria. Já tinha suficiente com a tarefa do Lord, mas por outro lado, lhe reconfortava lhe ver se preocupar por ele.
- Que tem passado? Harry, está bem?
- O ombro esquerdo… Acho que esta deslocado. - murmurou o Eleito com dificuldade. Bem, o grito que havia dado quando se havia luxado o ombro lhe havia deixado a garganta áspera e seca.
- Vai vale. O direito está bem?
- Não me dói tanto. - Draco passou seu braço direito por seu pescoço com lentidão, e com essa mesma velocidade, levantou-lhe, deixando que Harry se apoiasse nele. Pouco a pouco, os rapazes caminharam até o serviço, a escassos metros de sua localização, e Malfoy deixou a Harry sentado em cima da caneca do inodoro.
- Que tem passado? - inquiriu o jovem loiro, de costas a seu noivo, sacando daquele botequim com porta de espelho o que necessitaria para lhe curar, ou ao menos imobilizar o braço. Harry viu-lhe fazer agradecido internamente, e depois de um momento de silêncio, respondeu:
- Atacamos a toca, mas algo falhou. Black atirou em cima assim que me viu. - agregou a relutantemente, sabendo que Draco se imaginária o demais. Seu rosto ardia de vergonha; pensar que um simples expelliarmus lhe havia derrotado lhe para se sentir ridículo. Ainda que, claro, com um duelista de semelhante nível, até os feitiços mais básicos podiam ser efetivos.
- Entendo. Os Weasley também estavam ali, não? - Draco olho-lhe, interrogante, deixando frascos de cristal no chão, junto a umas vendas. Harry não contestou, suspirando pelo baixo, e depois de uns segundos de silêncio, Malfoy agregou. - Isto te vai doer, Harry.
Sem dar-lhe tempo a reagir, Draco colocou sua mão no ombro danificado, e exercendo força, reposiciono-o em seu lugar. Tal e como havia visto fazer a sua mãe, quando lhe passava a seu pai. Um rangido suave foi o som que produziram os ossos ao recompor-se, mas Harry gritou de dor, quando sentiu aquele brusco puxão.
Harry olhou imprecisamente, devido à dor, a Draco, que abria um frasco de cristal com uma inscrição em seu dorso, e sacava um pouco daquela substância pastosa e verde. Com cuidado, observou ao pequeno Malfoy estender a substância por todo seu ombro. Em seguida sentiu um imenso calor na zona afetada, e um penetrante cheiro que não soube identificar, que o deixava aturdido.
Antes de que se desse conta, a venda estava já colocada em torno de sua clavícula, e Draco lhe havia deixado em sua cama, unicamente em boxers. Harry sorriu, reconfortado pela atenção que lhe dedicava Malfoy, enquanto caia nos braços de Morfeu, completamente esgotado.
Harry escutou um ruído longínquo, enquanto uma espécie de pulsada suave traspassava seu antebraço esquerdo. Mal doía, pelo que, aturdido pela fragrância penetrante da poção que Draco lhe havia estendido, tentou voltar a se dormir. Ingênuo, girou-se para a esquerda, e em seguida saltou de dor.
Seus olhos abriram-se de par em par, sua mirada barrosa e desfocada apontou para o infinito, seu corpo se tenso completamente, voltando a sua posição de início, e um gritou saiu de sua garganta. Quase no ato, alguém entro no quarto dando um violento estrondo e acudiu a seu lado. Os óculos foram-lhe colocados com precipitação, enquanto a voz de James, aunada em preocupação e sobressalto, perguntava:
- Está bem, Harry? - o aludido respirou dificultosamente, seu peito subindo e baixando com rapidez, até que pôde lhe dizer:
- Sim… Eu… - poso sua mirada em a de seu pai, mirando-lhe com impressão. Realmente, - penso Harry. - esta não é uma boa maneira de se acordar.
- Draco me contou como te encontrou. Quem te fez isso? Como saiu a missão? - inquiriu com curiosidade e certa ansiedade James.
- Bom… Todo saiu bem até que Black… me derrotou. - disse em um fio de voz. - Que te passa com Sirius, papa? - perguntou, um pouco molesto. Parecia ter de entrar velhas rixas, e Harry no meio deles, sem saber que havia passado, acabava pagando. Estava um pouco cansado já de não saber nada, de ter que seguir cegamente as palavras que os adultos lhe diziam, sem poder saber de razões.
- É um pouco complicado, Harry. - evadiu James. Seu olhar escarear apartou-se dele, ostracismo, enquanto Harry incorporava-se em sua cama.
O pequeno abriu os lábios, e antes de que pudesse protestar, a Marca em seu braço esquerdo começou a arder mais forte que antes. Estranhamente não se havia dado conta disso no momento de acordar, mas simplesmente o achaco com a confusão. Harry gemeu silenciosamente, enquanto sua mão direita pressionava sobre a tatuagem, tentando acalmar a dor.
Tão rápido como havia vindo, a dor cesso. Harry se permitiu então expulsar o ar que havia retido inconscientemente em os pulmões, e começou a se levantar, devagar, seu pai lhe preparava a roupa. Devia ir ao chamado de seu Amo o mais rápido possível, e nessas condições tardaria um pouco mais que de costume.
No entanto, em menos de cinco minutos, com a roupa bem posta e o braço esquerdo imobilizado em seu peito, Harry recorria os corredores estreitos e escuros da Mansão, diretamente ao centro desta, aos aposentos do Lord, com medo às represálias, a lhe falhar. Porque, ainda que nunca o havia provado em carne própria, as más línguas diziam que falhar ao Amo implicava um castigo demasiado longo e doloroso. Pálido, Harry alçou a mão, em frente à porta de roble escuro, e golpeio duas vezes, com medo no olhar.
