Chapter 26:
Suspiro silenciosamente, andando dolorido para suas habitações. Todavia tinha que pensar como ajudar a Draco, devia se recuperar rapidamente para seguir treinando com Bellatrix, e também tinha que enfrentar aos comensais. Depois de tudo, com os Slytherin, sempre se tem algo em claro: a derrota equivale à humilhação pública.
Harry chegou a suas habitações, mas, parando em frente à porta fechada, suspenso suas opções: podia entrar e pressionar a seu pai para que lhe contasse que passava com Black, ou podia ir aos aposentos de Draco a ser mimado enquanto se requebrava a cabeça pensando em uma forma de entrar em Hogwarts ou matar a Dumbledore.
Com um suspiro, deu meia volta; iria a ver a Draco, não perdia nada por descansar em seu quarto. O ligeiro som de seus passos ao golpear o chão com as sapatilhas inundava seus ouvidos, enquanto se perdia em seus pensamentos. Aquele grande e imenso interrogante sobre o ocorrido entre seus pais e Black pressionava-lhe, as futuras debochas dos demais comensais lhe abrumavam e a ideia de planejar algo contra Dumbledore lhe angustiava.
Um peso como o chumbo caiu em seu peito, enquanto ruminava suas preocupações, suas dúvidas e suas angústias. Com os ombros afundados e dolorido, Harry andou rapidamente até os quartos dos Malfoy, e golpeio várias vezes uma vez chego. O golpe transmitiu-se pela madeira, ressoando o eco pelo estreito e escuro corredor.
- Harry? - disse Draco, abrindo a porta. Seu rosto pálido olho-lhe, enquanto seus olhos lhe escanceavam, velando por sua integridade física. No peito de Harry, acima daquele horrível peso, algo cálido afloro ao ver sua preocupação. - entre, veem.
A porta abriu-se em sua total amplitude, e Draco apartou-se para deixar-lhe passo. Harry sorriu com cansaço, obedecendo-lhe, e caminho até os fofos cadeirões em frente ao fogo. Para calor, mas aquela lareira sempre estava acendida por aquele perpétuo ambiente frio que se posava como uma nuvem negra e escura sobre a Mansão. Seguramente seria produto da abundante magia negra que tinha. - pensou Harry.
- Olá, Draco. - sorrindo com debilidade, Harry acercou-se até Malfoy, beijando castamente nos lábios, beijo que Draco aprofundou, abrindo seus lábios para ele.
- Esta melhor? - o braço do loiro passo acima de seus ombros, encurtando as distâncias entre seus corpos, sentados em o sofá adiante da lareira.
- Sim, dói-me menos. - informo-lhe Potter. – Tem pensado já em um plano para Dumbledore?
- Tento, mas… Parece que tudo o que penso não é factível. - disse com pesar Draco, deixando entrever a preocupação em seus olhos.
- Não se preocupe, temos todo o verão para pensar em isso. - tranquilizou Harry. - Eu tinha pensado em… Um translador?
- Não podem ser usados transladores, nem aparecimentos nem nada pelo estilo dentro de Hogwarts. Talvez se tivesse alguma passagem…- comentou Draco, esperando uma resposta afirmativa.
- O único que poderia funcionar seria a passagem da Casa dos Gritos, mas daria aos jardins, e teria que sortear aos aurores.
- Lhe daria tempo a vir a toda a guarda de Dumbledore. - por um momento, os dois rapazes ficaram em silêncio, pensando possíveis optativas, possíveis planos que não levassem ao falhanço irremediavelmente.
- Talvez no Beco Knocturn encontremos algo. - propôs Harry, tentando encontrar uma resposta decente a seu problema.
- Borgin & Burke seria uma grande ideia, mas não acho que encontremos nada produtivo se não sabemos que buscamos. - pensativo, Draco agrego depois de uns segundos de silêncio. - O melhor seria olhar primeiro em algum livro que nos diga de algum objeto ou feitiço que sirva para transportar pessoas. Acho que isso poderia encontrar em minha casa.
Harry acercou-se um pouco mais a Draco, depositando um suave beijo na nívea pele de seu pescoço. E, nessa atitude tão caramelada descobriu lhes, minutos depois, Lucius Malfoy. Com uma pequena explosão, o homem apareceu pela rede flu, e com verdadeiro enojo, viu aos apaixonados jovens abraçados em frente à lareira.
Tossiu, fazendo notar sua presença, rompendo a magia do ambiente. E Harry odiou-lhe por segundos; adormecido pelo penetrante cheiro do unguento e cômodo naquele abraço tão absorvente no que se tinham sumido Draco e ele, não quis que esse momento acabasse nunca. O pequeno Malfoy girou-se para seu pai, com um sorriso apaixonado nos lábios, pouco antes de que sua mãe aparecesse pela rede flu.
- Olá, papa, mama. - saúdo, sem retirar seus braços do corpo de Harry. Mas por cordialidade que por amizade ou bom trato para eles, Harry lhes saúdo com cortesia:
- Bom dia, senhor e senhora Malfoy. - Poucas vezes tinha visto à mãe de seu namorado; não acostumava a vir à Mansão Tenebrosa, parecia se sentir incomoda ali. Não lhe deu importância, afinal de contas, não era assunto seu se à mulher gostava ou não estar em de sua casa.
- Bom dia, Draco, Harry. - saúdo com falsa cordialidade a mulher, cabeceando levemente como saúdo. O homem, no entanto, não ocultou o desagrado para Harry, e simplesmente lhe ignorou, sorrindo a seu filho debilmente. Segundo Draco tinha-lhe contado em uma de suas intermináveis cartas, a seu pai custava-lhe deixar sua fria couraça a um lado em frente a pessoas que não eram de sua confiança.
Senhor e senhora Malfoy, agarrados da mão, foram-se tão cedo como tinham vindo. Harry observou como se perdiam na escuridão do corredor, seguramente para visitar a algum outro comensal. Desejou com todas suas forças que não fossem saudar a seus pais; encontrar outra vez em suas habitações era ultimo que queria.
Harry olhou o relógio, assombrando da hora que era: as mãos do relógio assinalavam as nove da manhã. Levantando-se com parcimônia, despediu-se de Draco com o estomago vazio: seus pais tomavam o café da manhã a essa hora, e não duvidava em que James estaria, por mais, preocupado por sua reunião com o Lord. Ademais, uma última questão açoito sua mente com rapidez, enquanto caminhava pelos corredores: ainda não lhe tinha pedido as classes de Oclumência ao pocionista.
Harry suspirou, enquanto posava sua mão no pomo desgastado e metálico da porta que dava a seus aposentos. O ter-se acordado tão cedo começava a passar-lhe fatura, mas não deixou que o cansaço lhe abatesse. Ainda tinha que ajudar a Draco no trabalho de investigação, o que implicaria tediosas horas com a cabeça enterrada em os livros escuros de Lucius Malfoy. Azedou sua expressão; o homem não lhe caia bem, não desde que desaprovava sua relação como companheiro. Girou a maçaneta, abrindo a porta pensativo.
