Chapter 27:
Harry suspirou, enquanto posava sua mão no pomo desgastado e metálico da porta que dava a seus aposentos. O ter-se acordado tão cedo começava a passar-lhe fatura, mas não deixou que o cansaço lhe abatesse. Ainda tinha que ajudar a Draco no trabalho de investigação, o que implicaria tediosas horas com a cabeça enterrada em os livros escuros de Lucius Malfoy. Azedou sua expressão; o homem não lhe caia bem, não desde que desaprovava sua relação como companheiro. Girou a maçaneta, abrindo a porta pensativo.
Saiu ao corredor, e exausto, caminho até as habitações de sua família. Rogando a Merlin mentalmente, abriu a porta, esperando não encontrar aos afáveis senhores Malfoy dentro. Que seu pai se juntasse com eles era suficiente para os encontrar dentro, e por como lhe tinham tratado, não entendia que Severus se juntasse com semelhantes pedaços de carne podres e afundados em dinheiro. Harry supôs que ele estava exagerando tudo, mas seu porte aristocrático tinha um leve ar superior, algo que não sabia identificar mais que estava ali; algo que realmente lhe para lhes repugnar.
Para sua sorte, seus pais estavam sozinhos, tomando o café da manhã suavemente. Seus olhares interrogantes fincaram-se em sua pessoa, e Harry sentiu-se agradecido; a atenção que eles lhe professavam lhe sabia bem, lhe para se sentir querido. Com um sorriso cansado se sentou na cadeira mais próxima, antes de dizer:
- Pôs-me baixo a tutela da senhora Lestrange. Estava enfadado comigo, por suposto. - olho a ambos homens: James assentiu, pesaroso, e Severus pareceu suspeitar suas possibilidades.
- Bem, suponho que poderia te ter feito mais danos. - disse finalmente com despreocupação James, sorrindo dessa forma picasse tão sua.
- Mais danos? Torturou-me enquanto me recriminava minhas falhas.
- Realmente as falhas nas operações importantes pagam-se mais caros que um par de crucios. - dispôs-se a explicar o pocionista. - Normalmente costuma dar renda solta a sua imaginação, com todas as consequências que isso traz, e não te deixa fugir até que tem descarregado sua inesgotável fúria em ti.
- E…? E… como consegue evadir os castigos? - perguntou com curiosidade e temor Harry. Não queria pensar em novas falhas tão cedo, mas se ocorria, queria estar preparado para fugir de um penoso castigo.
- Dando a culpa a outro. - James olhou a surpresa de Harry em seus olhos, antes de dizer.- Entre crucio e crucio dizes-lhe que não é sua falha, que é por culpa de outro de menor faixa que sua e… Pode que te deixe ir.
- Ainda que é muito difícil enganar-lhe pelo simples fato de que sua presença é sinônimo de medo e para proteger tuas lembranças do tens que ter teus sentimentos a listra. - acrescentou o professor à explicação do supostamente defunto James Potter.
- Não poderia me ensinar então oclumência? - pronuncio a palavra com lentidão, tentativa não se travar a língua e a dizer mau.
- Poderia, mas não acho que seja o momento adequado.- Harry franziu o cenho, molesto. Não queria lhe dar classes? Mas se James tinha dito que lhe queria…
- E quando será o momento adequado, então? Amanhã? Passado manhã? - sua voz estava tingida de enfado velado.
- Quando aprendas a controlar teus sentimentos. Quando saiba ser indiferente ao que passa a seu redor.
- Isso é uma tolice!
- Não, não o é. Mas se tanto interessa-te, lá você, amanhã começaremos. Ainda que asseguro-te que será mais frustrante do que espera. - Harry ficou-se calado, impressionado pelo fácil que tinha sido lhe convencer. Severus, após uns segundos, agrego. - É jovem, Harry, com os sentimentos a flor de pele. Por mais que se ponha uma careta quando salgues aí fora, como todos fazemos, não te faz imune aos sentimentos.
- E como…?
- Aprende a saber quando se enfadar e quando não. Simplesmente deixar de lado o tempo suficiente os fatores que se alteram e te concentrar em o que te interessa.
- Entendo… - Harry olhou ausentemente seu café da manhã, pensando em suas palavras.
- Realmente é mais difícil do que aparenta, Harry. - avisou-lhe James, precavidamente. O rapaz de óculos assentiu, sem escutar verdadeiramente. Não podia ser tão difícil deixar de sentir durante um momento, - pensou o pequeno dos Potter.
Levou-se a colher à boca, rumiando seu sucesso no propósito. Pensou em seu futuro imediato; após o café da manhã, iria a ver a Draco, e depois começariam juntos a pesquisar, a não ser que surgissem contratempos. Harry sorriu, pensando irrevogavelmente em sexo; realmente Draco deixava-lhe uma sensação aditiva, e uma e outra vez Harry desejava tocar-lhe, beijar, sentir dentro de si. Pensou fugazmente em mudar posições; não, Draco sempre tinha sido dominante, e a Harry gostava mais de estar embaixo.
Suspiro ausentemente, enquanto um sorriso tonto e apaixonada aparecia em seus lábios: amava-lhe tanto. Sabia que soava sentimental, mas… Não o podia evitar. Seu antigo professor, no entanto, baixo-lhe das nuvens, falando-lhe:
- Então ficamos todas as tardes após comer, se te parece bem, Harry. - em seguida o garoto assentiu com a cabeça veementemente, saindo de seu devaneio. Com uma pequena reverência, retirou-se ao corredor, e desde aí, caminhou até ao quarto de Draco, para seguir a seu lado. Esperou que não estivessem seus pais, ainda que, de todas formas, fora a lhe ir ver, tivesse o que tivesse de por meio.
Chamou à porta grossa e escura de roble um par de vezes, enquanto colocava-se bem os óculos, e esperou. Passos ao outro lado da madeira indicaram-lhe que tinha alguém, e momentos depois, Draco abriu a porta. Não soube se o esperava ou não, mas o pequeno dos Malfoy lhe apreso pelos braços com violência e beijou seus lábios rudemente. Harry deixou-se arrastar ao interior do quarto, estranhado por essa mostra de afeto tão extrema.
Potter deixou-se fazer, dócil, obediente, enquanto as mãos de Draco apalpavam seu corpo acima da roupa, tocando seu peito, sua entreperna, o quadril… O moreno se aferro a sua t-shirt, enquanto Draco empurrava-lhe em a cama de sua habitação, e rapidamente caiu em cima de si. Sobre as pernas, o aristocrata retiro-lhe a roupa com nervosismo e rapidez, tentando não danificar seu ombro vendado, e suas mãos cedo baixaram desde seu peito, travessas até suas partes mais intimas.
A boca de Draco concentrou-se em seu pescoço, mordendo e beijando a partes iguais, arrancando de Harry gemidos de prazer e calafrios. Adorava que fizesse isso; lhe para sentir borboletas em seu estomago. A mão de Draco começou a masturbar com lentidão, e o moreno elevo os quadris um pouco, buscando mais contato, enquanto sentia como o primeiro dedo se introduzia dentro de si.
Gemeu de dor e incomodidade, mas cedo acostumou-se à intrusão, e ao primeiro dedo seguiram o segundo e o terceiro, que se começaram a mover circularmente em seu ânus, dilatando-o. Harry retorcia-se de prazer baixo os cuidados de Draco, que se apresso a sacar os dedos de seu interior e os substituir por seu pênis erguido orgulhosamente.
Com um gemido baixo, Harry expresso sua dor; pouco, mas afinal de contas, dor. Em o ato, Draco deixo-lhe habituar-se, olhando-lhe arquejante e com a pele perlada de suor. Em seus olhos Harry podia ler o amor, a luxúria, o desejo. E seus mesmos olhos, escondidos depois de umas mechas rebeldes e os óculos grossas, diziam o mesmo.
Com cuidado, Draco moveu seus quadris para trás, retirando-se de Harry, enquanto o lento e cadencioso ritmo de sua mão sobre sua pene aumentava. E voltou a introduzir-se nele, arrancando-lhe um gemido de prazer quando toco com a cabeça lamacento de liquido pré-seminal sua próstata. Seu corpo vibrou, estimulado, e Draco sorriu, gemendo a sua vez. A estreiteza de Harry era uma droga para ele, e o pênis do loiro era um narcótico para Harry.
Rapidamente o ritmo aumento, assim como a brutalidade de suas investidas, a cada vez mais fortes, golpeando suavemente com seus testículos as nádegas níveas de Harry, enquanto a mão se movia ainda mais rápido, fazendo que Harry pusesse os olhos em alvo de prazer, enquanto suas costas se arqueava. O pênis de Draco em seu interior provocava verdadeiras delícias, e só foi questão de minutos que Harry explodisse na mão do loiro com um grito de satisfação, enquanto Draco lhe sorria, se vindo ele também, dentro de si.
- Te amo, Draco. - sussurrou Harry, afundando em os braços de seu noivo.
