Chapter 33:

- Mas, me dirá? - o sorriso que seu progenitor lhe dirigiu foi um progresso de sua resposta.

- Pode ser, Harry, pode ser.

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Depois de duas exaustivas semanas de investigação, Harry observou a Draco; estava realmente desesperado. Julho tinha-lhes caído em cima com todo seu peso; dois meses mais e já não teria tempo para conseguir algo que levasse a Draco ao final de sua missão sem problemas.

Olhou a sua direita, Nott, ou Theo, como se permitia o chamar em ocasiões especiais, se esfregava os olhos cansado, após outra manhã de árduo trabalho. Tal e como tinha aprendido com o tempo, Harry sabia que o rapaz era demasiado reservado, e inclusive tímido, mas muito inteligente. E, quando se tratava de ser Slytherin, sabia como honrar a sua casa.

Harry bocejou dissimuladamente, passando a folha àquele tomo tão antigo de… Objetos escuros ao longo da história? Reflexionou sobre sua vida até esse momento; não tinha tido mas operações pelo momento, o qual agradecia para poder centrar na busca de algo que pudesse ajudar a Draco, as classes de Lestrange progrediam adequada e dolorosamente, segundo os músculos de Harry, e as de oclumência…

Suspirou cansado; aquilo custava demasiado para ser sincero consigo mesmo. Ou a não sabia manejar seus sentimentos ou aqueles que eram oclumânticos não os tinham, mas Harry mal podia reter seus pensamentos mais de cinco segundos. Passoi outra pagina despreocupadamente, antes de escutar um rangido um tanto estranho no salão.

Talvez fosse pelo aborrecido da situação, mas todos escutaram aquele ruído. Quase podia jurar que era o som de um aparecimento via rede flu, assim que Harry, se levantando com cuidado, desembainhou a varinha com lentidão. Theo e Draco olharam-lhe um tanto estranhados, mas Harry fez-lhes guardar silêncio, antes de perguntar-lhes num sussurro:

- Não acho que seja o senhor Malfoy, não a essas horas.

- Poderia ser qualquer um, Harry.- rebateu Nott, levantando a sua vez de seu lugar. O som de passos indo em sua direção alertou consideravelmente a Draco, que começou a recolher os livros estendidos na mesa.

Pareciam várias pessoas, o qual parecia confirmar a teoria de Harry. No entanto, a guinda do pastel veio em forma de massa amorfa e esbranquiçado, como se fosse um patronus sem força. Por um momento, os três rapazes olharam-no com interesse e estranheza, até que, daquela massa, nem liquida nem gasosa, saiu uma voz que a Harry se lhe desejo familiar:

- Já vêm. Saiam dai. - Draco devia reconhecer aquela voz, já que, segundos depois, lhes instou, olhando freneticamente à porta, enquanto agarrava os livros.

- Que…?

- Aurores. Vamos, rápido. - aquela única palavra levanto todas e a cada uma de seus alarmes. Agarrando a Theo da t-shirt, caminhou com rapidez até a lareira, enquanto Draco tentava deixar os livros em seu lugar. A maçaneta da porta se moveu tentativamente, e num sussurro mudo, Harry chamou a Draco:

- Vamos! Leve esse livro. - o loiro rapaz agarro o último livro que lhe ficava por deixar, e começou a correr para eles. E, no momento em que atingiu a mão que Harry lhe tendia, a porta se abriu, deixando ver a um homem grisalho, com entradas a ambos lados da frente, e uns olhos escuros que lhe traspassaram durante uma fracção de segundo, antes de desaparecer.

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Harry sentiu um puxão em sua mão que agarrava a Draco, e enquanto focava a vista uma vez mais, observo a seu companheiro, fundida num abraço opressivo com sua mãe. A seu lado, Nott começou a mover-se, e pondo-se uma mão na frente, se sentou num dos cadeirões da salinha de estar dos Malfoy, murmurando coisas ininteligíveis.

Harry começou a mover-se com lentidão, pensando nas possíveis causas do aparecimento de aurores na Mansão Malfoy. Que lhes tinha delatado? Por que esse movimento? Começou a reflexionar, movendo pela habitação como leão enjaulado, até que mãe e filho se separaram do emotivo abraço, e entravaram em conversa:

- Que tem passado, mama? E papa?

- Seu pai, o… Não se pôde livrar, não se que vai passar com ele. - disse respondendo à segunda pergunta de seu filho. Harry acercou-se até a mesinha de onde se encontrava o profeta desse dia e o desdobrou, procurando algum indício da informação que precisava. E encontrou.