Título: O recluso
Sumário: Bella, uma recém-formada da Universidade de Washington, se vê sozinha e desorientada ao sair da faculdade e perder seu pai. Uma oportunidade surge para trabalhar como governanta na casa de um misterioso homem em Port Angeles.
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Recluso:
Pessoa que espontaneamente se isolou do convívio social.
(Dicionário UOL)
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Capítulo 12
Maio de 2016
BPOV
Na manhã de terça-feira eu saio cedo de casa pra resolver algumas tarefas e abastecer a geladeira de casa. Embora ainda sinta – e acho que sempre vou sentir – certa tristeza por tudo o que Edward me contou ontem, eu me sinto alegre por ele estar se abrindo pra mim. Eu também sinto raiva, raiva dessa tal de Victoria que o enganou e o machucou profundamente. Se algum dia eu encontrar essa vagabunda, ela vai se ver comigo!
Quando volto pra casa, encontro Edward e sua mãe conversando na sala.
"Bom dia", eu cumprimento os dois.
"Bom dia", Edward diz com um esboço de sorriso na face.
"Bom dia, Bella", Esme se levanta e vem me abraçar. Eu coloco as compras no chão e a abraço de volta. "Como você está?"
"Bem, obrigada. E você?"
"Muito bem, querida", ela responde simpática como sempre.
"Bem, se vocês me dão licença, eu vou guardar essas compras".
"Claro. Mas se você puder tirar uns minutinhos pra mim, eu gostaria de conversar com você, Bella", Esme pede e eu fico curiosa e apreensiva, ao mesmo tempo, tentando descobrir o que ela quer comigo.
Eu aceno e vou pra cozinha após olhar na direção de Edward mais uma vez.
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"Eu quero me desculpar com você mais uma vez, Bella". Esme e eu estamos sentadas na biblioteca. "Eu peço desculpas em meu nome e do meu marido. Eu tive uma conversa séria com ele e o comportamento dele não vai se repetir. Eu espero que isso não te impeça de frequentar minha casa".
"Você não me deve desculpas, Esme", eu garanto. "Eu...o que aconteceu não muda nada". Eu não quero falar sobre seu marido. Eu já decidi que não vou deixar a opinião dele me impedir de conviver com Esme e Alice. E tampouco vai impedir minha aproximação com Edward.
"Ótimo! Eu acho que nós devíamos ter uma reunião para selar a paz. Você se importa se em oferecer um jantar aqui?", ela questiona.
Huh...eu não sei se é uma boa ideia.
Ele percebe minha hesitação. "Se você referir, pode ser em minha casa", ela sugere.
"Huh, não é isso, Esme. É que você deve perguntar à Edward. É a casa dele", dou de ombros.
Ela sorri. "Eu já conversei com ele e se você se sentir à vontade com a sugestão, ele não vê problemas".
"Tudo bem, então", eu cedo. Ela insiste em definir o dia do jantar logo e nós marcamos para a próxima sexta-feira. Ela fica muito animada e diz que Alice e Jasper virão, também.
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Edward trabalhou trancado em seu escritório quase o dia todo. Eu gostaria de vê-lo mais, mas entendo que essa é a vida dele. Pelo menos têm sido assim há muito tempo. No almoço ele apenas perguntou se eu realmente não me incomodo com os planos de Esme e me beijou na bochecha antes de voltar a trabalhar.
Enquanto estou na sala, na esperança de vê-lo sair do escritório, meu telefone toca. É Rose.
"Oi sumida", ela me diz assim que atendo.
"Ei Rose, tudo bem?"
"Menina, eu tô quase enlouquecendo por causa daquele homem", ela dispara a falar. "Em menos de uma semana ele conseguiu me irritar absurdamente com a desorganização dele. Uma semana, Bella! Eu já não aguento mais".
Eu acho graça do drama que ela faz. Eles estão morando juntos há uma semana e parece que Emmett está dando trabalho.
"Mas e você, como está? Seu patrão misterioso está te tratando bem?"
Ainda bem que ela não pode ver meu rosto, eu posso apostar que estou corando.
"Tudo bem por aqui. Huh, nada demais acontecendo".
"Hum. Sei", ela responde desconfiada. "Acho que está na hora de te fazer uma visitinha e quem sabe acabo conhecendo esse tal Sr. Masen".
Oh, Deus! Não sei se é uma boa ideia. E não sei por que não é uma boa ideia, mas não é...
"Claro, Rose. Vamos marcar. Bem, eu tenho que desligar e fazer o jantar. Liguei só pra dar um oi".
"Ok. Ah, espera. E Paul, vocês tem se falado?"
"Huh, não ultimamente, Rose. Nós trocamos algumas mensagens, mas não foi pra frente".
"Bella, Bella! Você não tem jeito, amiga. Devia aproveitar os homens decentes que aparecem na sua vida. Paul é um cara legal", ela insiste.
"Rose, eu tenho que desligar. Beijo e tchau".
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"O jantar estava delicioso como sempre, Bella. Obrigado", Edward diz logo que sentamos no sofá, após o prato principal, para comermos a sobremesa enquanto assistimos TV.
"Eu amo o quanto você aprecia o que eu faço", eu respondo, corando. Seus olhos escurecem enquanto ele me olha. "Vamos ver se o pudim está a seu gosto, também".
Ele acena e eu nos sirvo enquanto ele escolhe um filme para assistirmos.
Nós começamos a comer em silêncio. Uma única vez, ele falou, comentando que o pudim está saboroso. Eu não consigo prestar atenção no filme e meu corpo está em alerta, muito consciente do homem ao meu lado. Eu quero me aproximar e encostar em seu corpo!
Coloco outra colherada de pudim na boca e sinto um pouquinho da calda escorrer pelo meu queixo. Eu levanto a mão para limpar, mas sinto outros dedos na minha pele. Edward segura meu queixo e recolhe a calda com o polegar, levando-o aos meus lábios. Eu tomo a calda de seu dedo com minha língua e o ouço ofegar. Meus olhos estavam , até então, em seu polegar, mas eu olho diretamente nos olhos dele agora. Ele está excitado, tanto quanto eu.
Antes que ele possa retirar o dedo dos meus lábios, eu tomo mais de seu dedo na minha boca e começo a chupá-lo como se fosse um pirulito. Seguro seu braço, não querendo correr o risco de ele retirar a mão. Ele está ofegante, com os lábios semiabertos e as pupilas dilatadas.
Eu não sei por quanto estamos assim, mas parecem horas. Finalmente ele age, levando sua outra mão ao meu pescoço e nos aproximando.
"Bella", ele diz em agonia, tirando facilmente seu dedo da minha boca e substituindo-o com seus próprios lábios. Não há nada gentil ou suave sobre esse beijo. Ele devora minha boca, sua língua domina a minha e eu me deleito com as sensações prazerosas que o contato provoca em todo o meu corpo. Parte de seu corpo está pressionada no meu, mas quero mais.
Sem quebrar o beijo, eu o forço a encostar no sofá, ficando sentado, e monto em seu colo, com minhas pernas ao lado das dele e nossos quadris se encontrando. Como estou de vestido, a minha calcinha e sua bermuda são as únicas barreiras entre nossos sexos. Mas eu posso senti-lo, ficando cada vez mais ereto sob meu corpo. Eu gemo na boca dele, ficando mais excitada sabendo que ele me quer. Seu corpo quer o meu.
Sem ar, ele deixa minha boca e nós nos encaramos. Eu não quero que ele nos negue esse momento e continuo a estimulá-lo, balançando meu quadril sobre o dele, excitando-o.
"Porra, Bella", ele desce seus lábios à minha garganta, mordiscando minha pele. "Você me enlouquece". Suas mãos acariciam meus seios por cima do tecido e meus mamilos endurecem ao toque.
"Eu quero você", eu murmuro e busco sua boca. Esse beijo é tão intenso quanto o anterior. Ele chupa meu lábio inferior entre os seus e brinca com a minha língua. Huumm, esse homem sabe beijar. Muito diferente dos garotos com quem já fiquei. Imagina o sexo, então!
Só de pensar nisso, minha boceta fica ainda mais molhada e eu me esfrego nele com vontade. Afasto nossos rostos brevemente, apenas pra tirar as alças do meu vestido, expondo meus seios pra ele.
Edward os encara por alguns segundos antes de tomar um mamilo em sua boca, sugando como se sua vida dependesse disso.
"Ahhh", o prazer irradia pelo meu corpo. Minhas mãos vão, automaticamente, para seu rosto e eu acaricio seu cabelo e nuca. Ele morde o mamilo levemente e eu arqueio. "Ohhh, Edward". Ele muda a boca para o outro seio, deixando sua mão tomar conta do primeiro.
Quando está satisfeito, ele me beija nos lábios novamente. Agora é mais lento e sensual. Eu adoro o gosto dele.
Ele deixa as mãos vagarem pelo meu corpo, passando pela cintura e apalpa minha bunda.
"Você é tão gostosa!". "O seu cheiro é...", ele murmura entre beijos. "Se você soubesse as coisas que eu quero fazer contigo. Você me enlouquece", ele diz e coloca uma mão sob meu vestido. Ele acaricia a parte interior da minha coxa e chega à calcinha ensopada, me fazendo gemer ainda mais alto. Empurrando a calcinha de lado, ele esfrega meu clitóris com o polegar.
"Ohhh".
Ele beija meu pescoço e lambe minha pele. "Você já está muito molhada. Eu gosto disso", ele diz e eu procuro sua boca. Ele retribui ao beijo com vontade, sem interromper as carícias.
"Quarto, por favor", eu digo quando nossas bocas se separam. Ele me fita por instantes e acena. Ele tira a mão debaixo do meu vestido e me segura pela cintura, nos levantando e me carrega pelas escadas até seu quarto, colocando-me na cama.
Sem perder tempo, ele tira sua camisa e sobe na cama, também. Nós nos beijamos por mais algum tempo e eu sinto seu abdômen nu com minhas mãos. Sem fôlego, ele se senta e tira minha calcinha e vestido que estava enrolado na cintura.
Estou nua diante dele e, embora eu não tenha vergonha do meu corpo, me sinto estranhamente exposta. Ele já deve ter visto muitas mulheres nuas, mulheres perfeitas, sem nenhum uma gordurinha ou...
"Você é linda. Perfeita", ele diz me olhando nos olhos.
"Edward", eu o puxo pra cima de mim, querendo senti-lo, mas ele me impede. Antes que eu possa reclamar, ele retira a calça e fica nu. Eu admiro todo o seu corpo.
Oh, foda-se. Ele é grande. Maior do Riley e Jake. E é grosso.
Eu gemo descaradamente, admirando seu pau e imaginando tê-lo dentro de mim. Eu nunca me senti tão excitada como estou agora.
Eu não o deixo reagir e agarro seu pênis em minha mão, acariciando-o. Eu esfrego a ponta com o polegar e ele uiva de prazer. Olho pra seu rosto. Os olhos estão fechados e a boca semiaberta. Ele está ofegante. Eu decido que amo vê-lo assim, desarmado e sentindo prazer que eu estou dando.
Mas ele não me deixa brincar por muito tempo. "Eu preciso...eu não...", ele afasta minha mão. Ele cobre meu corpo com o dele e eu abro minhas pernas para acomodá-lo. Ele roça seu pau na minha boceta, esfregando a ponta no meu clitóris e finalmente o coloca onde quero.
"Preservativo?", ele questiona arfante.
"Não...se você quiser, tudo bem, mas eu estou limpa e tomo anticoncepcional".
"Eu quero te sentir", é o que ele responde antes de me penetrar com força.
"Ahhhh", eu gemo de dor e prazer ao mesmo tempo, pela súbita intromissão.
"Porra". Ele para por poucos segundos antes de puxar pra trás e me meter de novo, sem me dar trégua. Ele logo pega o ritmo, com golpes curtos e rápidos.
Ele é muito grande, me enchendo completamente. É diferente das outras vezes que fiz sexo. Ele me beija em vários lugares...meus seios, garganta e minha boca, sem diminuir o ritmo.
"Huumm, você é tão apertada, tão gostosa", ele murmura no meu pescoço.
Geralmente os caras falando esse tipo de coisa na hora do sexo me incomodava, mas ouvir a voz de Edward dizendo isso, me deixa mais excitada. Eu não entendo o poder que ele tem sobre mim.
"Você está perto?", ele pergunta sem fôlego e com a expressão concentrada.
"Humm", eu só resmungo. Não estou prestes a gozar, mas a atividade é agradável.
Ele diminui os movimentos e levanta seu corpo, sem sair do mim. Se ajoelhado na cama, ele prende meus joelhos com seus braços, mudando o ângulo e volta a me penetrar com força.
"Ohhh". Desse jeito é melhor, mais gostoso. Rapidamente meu prazer aumenta e sei que vou gozar, sem que um homem precise estimular meu clitóris.
"Oh, Edward".
"Isso, baby", ele diz antes de morder meu mamilo. É o suficiente pra me fazer gozar. Ele mete mais duas ou três vezes e goza dentro de mim.
-R-R-R-R-R-
Finalmente! ;)
Obrigada pelos comentários...vocês me deixam muito feliz!
Próximo capítulo será postado mais sexta-feira.
Beijos,
T. Darcy
