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Título: O recluso
Sumário: Bella, uma recém-formada da Universidade de Washington, se vê sozinha e desorientada ao sair da faculdade e perder seu pai. Uma oportunidade surge para trabalhar como governanta na casa de um misterioso homem em Port Angeles.
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Recluso:
Pessoa que espontaneamente se isolou do convívio social.
(Dicionário UOL)
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Capítulo 14
Maio de 2016
BPOV
A sexta-feira começa agitada. Eu saio cedo de casa para comprar os ingredientes para o jantar que haverá em casa hoje. Os Cullens vêm à noite e o meu estômago está se revirando desde que acordei. Alice, Jasper e Esme não me preocupam, mas Carlisle sim.
Edward percebeu minha apreensão hoje e me garantiu eu seu pai não vai me destratar, mas nada parece ser capaz de acalmar meus nervos. Eu vivo repetindo pra mim mesma e para os outros que a opinião do pai de Edward não importa, mas no fundo eu quero que ele goste de mim, que ele me considere a altura de seu filho.
Eu volto pra casa pouco antes do meio dia e Edward me surpreende com a mesa posta e o almoço servido. Eu arqueio a sobrancelha em questionamento.
"Eu pedi para entregarem nosso almoço, pra aliviar as coisas pra você hoje", ele diz como se fosse nada demais. Mas pra mim, é. Ele tem mostrado que se preocupa comigo. São pequenos gestos assim que me deixam contente.
"Eu sei que quando você veio morar aqui ficou combinado de você cozinhar, mas nunca foi minha intenção que você se sentisse obrigada a preparar o café da manhã, almoço e jantar, como faz todos os dias. Você não precisa", ele acrescenta.
Eu me aproximo dele, enquanto estamos de pé ao lado da mesa. "Você gosta da minha culinária, certo?", eu pergunto.
Ele bufa. "Gostar é pouco, Bella", ele beija minha testa. "Eu simplesmente adoro tudo o que você faz. É um prato mais delicioso que o outro. Melhor do que tudo que já provei, do que qualquer restaurante requintado e até mesmo melhor do que a comida da minha mãe. Ela que não nos ouça". Nós rimos.
Eu beijo seus lábios levemente antes de falar. "A minha comida te agrada e eu adoro te agradar. Então, é com prazer que eu faço isso por você", eu sussurro sem desviar os olhos dele.
Um chiado escapa dele e eu sinto seus lábios nos meus, duramente. Humm. Eu adoro quando ele me beija assim, como se ele não pudesse se controlar.
Muito cedo, mas antes que nosso amasso se aquece demais, ele me solta e nós almoçamos juntos.
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Com o jantar bem encaminhado no forno, eu subo para tomar banho e me vestir. Vou usar um dos vestidos que comprei com Alice em Seattle. É elegante sem ser muito exagerado. Ideal para a noite de hoje, que eu considero um encontro mais formal com os familiares de Edward.
Cerca de uma hora depois, o jantar já está servido e os Cullens estão sentados à mesa. Eu estou ao lado direito de Edward, com Carlisle sentado na minha frente. Quando eles chegaram, Esme, Jasper e Alice me abraçaram e Carlisle me cumprimentou com um aperto de mão e me agradeceu por recebê-los hoje. Eu quase respondi que eu não tenha nada a ver com esse jantar e que o filho dele é o anfitrião, mas consegui segurar a língua. Carlisle parece estar fazendo a parte dele, sendo agradável, e eu não quero estragar a noite de Edward.
"Bella, está tudo uma delícia", Esme elogia. "Eu nunca comi um cordeiro tão saboroso. Vou querer a receita", ela pisca. Eu preparei risoto de damasco, cordeiro assado e salada grega.
"Claro, Esme".
"Minha esposa tem toda razão, Isabella. A comida está perfeita", Carlisle diz, para minha surpresa.
"Huh. Obrigada, Dr. Cullen".
"Me chame de Carlisle, por favor. Não há necessidade de senhor ou doutor".
Eu apenas aceno, ainda confusa pelo comportamento dele. Eu sei que Esme e Edward me garantiram que Carlisle iria se comportar, mas ele está sendo gentil. Isso eu não esperava e não sei se é sincero.
Ele parece sincero.
Mas ele pode estar apenas fingindo. Eu não quero que ele seja agradável apenas para agradar a esposa e o filho!
Edward conversa com Jasper sobre trabalho do cunhado, que é arquiteto, enquanto eu e as outras mulheres temos uma conversa paralela. Eu tento prestar atenção nelas, mas acabo focando na conversa de Edward de vez em quando. Eu gosto de vê-lo interagindo com outras pessoas. Ainda é algo novo pra mim. Ele parece gostar do noivo da irmã.
Depois que comemos, vamos pra sala, mas logo Edward e Carlisle vão para o escritório, sozinhos. Eu fico um pouco apreensiva, não sabendo o que eles vão fazer lá. Não me parece que eles vão discutir, mas ainda assim me preocupo. Esme percebe meu estado e tenta me tranquilizar.
"Eles vão apenas conversar, querida", ela coloca a mão no meu braço, oferecendo conforto. "Espero que esses dois comecem a se aproximar mais agora".
Sem saber o que dizer, eu apenas concordo com a cabeça.
"Oh, Bella. Eu tenho algo importantíssimo pra te falar", Alice diz de repente.
"É?"
"Sim", ela senta-se ao meu lado no sofá. Eu fico entre as duas mulheres. "O aniversário de Edward está chegando e nós queremos muito dar uma festa, certo mamãe?".
Esme acena, sorrindo largamente.
"O problema é que meu irmão não gosta de festa e muito menos de comemorar seu aniversário", ela continua. "Foram raras às vezes em que ele nos permitiu celebrar. E não acontece há alguns anos", ela diz em tom triste.
"Eu não sabia sobre o aniversário", eu respondo e espero que ela diga o quer, mas já desconfio.
"Bem, eu acho que você pode nos ajudar nisso", ela me abraça e faz aquela cara de inocente. "Você vai convencer Edward a aceitar a festa que vamos dar pra ela lá em casa", ela sussurra, provavelmente preocupada que ele escute caso saia do escritório.
Eu? Por que eu?
"Alice, eu acho ótima a ideia a festa. O aniversário dele deve ser celebrado sim, mas eu não acho que posso convencê-lo. Deveria ser você e Esme pra falar com ele".
"Bella! Nós pedimos todos os anos e ele se recusa", ela levanta e coloca as mãos na cintura. "Se você pedir com jeitinho, ele vai concordar. Eu tenho certeza", ela sorri estranhamente.
Eu sinto minhas bochechas esquentarem, imaginando um jeito bem especial de convencê-lo. Pare com isso, Bella! Ou você vai começar a corar...
"Minha mulher tem razão, Bella", Jasper se intromete no assunto. "Edward fará o que você pedir. Qualquer coisa".
Deus, será que eles desconfiam de algo? Será que eles sabem? Edward contou sobre nosso envolvimento?
"Tudo bem. Eu posso tentar, mas não garanto nada", eu digo.
"Maravilha, Bella", Esme se alegra.
Passamos mais alguns minutos conversando e nada de Edward voltar. Eu começo a ficar agitada.
"Eu acho que vou servir a sobremesa e avisar aos homens no escritório", eu falo e me levanto.
"Deixa que eu sirvo, Bella", Esme responde. "Vá chamar os meus meninos, por favor".
Eu caminho pelo corredor e vejo que a porta está fechada. Eu cogito se devo realmente interrompê-los ou não e por fim decido que sim. Bato na porta e espero.
"Entre", eu escuto Edward ao longe.
Eu abro a porta e entro. Eles estão sentados de frente um para o outro, nas poltronas na frente da mesa de Edward. Eles não parecem estar chateados, então eu imagino que não estavam brigando. Bom!
"Esme me pediu para chamá-los, pois ela está servindo a sobremesa", eu jogo a culpa da intromissão nela. Desculpe, Esme!
Eles acenam e se levantam. Eu me viro para sair, mas a voz de Carlisle me impede.
"Isabella, eu gostaria de falar com você, por favor".
Eu viro automaticamente e o encaro.
"Pai", o tom de Edward é de aviso. "É melhor irmos. Mãe está esperando".
"Só vai levar um minuto, filho".
Edward suspira, mas se cala.
"Claro, Carlisle", eu falo e permaneço onde estou. Ele olha para Edward, esperando que o filho nos deixe a sós. Percebendo a intenção do pai, Edward fala.
"Eu não vou sair. Seja lá o que você quer falar com Bella, terá que ser na minha frente", ele diz ferozmente.
"Tudo bem, Edward. Você pode ir-", ele me interrompe.
"Não, Bella".
Eu acho que Edward deve ir, pois assim Carlisle vai dizer o que quer, sem receios. Eu me aproximo de Edward e pego sua mão.
"Vá ajudar Esme", eu peço. "Eu vou ficar bem. Eu prometo", eu digo baixo, mas acho que Carlisle pode ouvir. Edward me fita por alguns segundos, buscando a certeza em meu olhar e acena antes de sair.
"Sente-se, por favor", ele diz. Eu ocupo a poltrona onde Edward estava sentado antes. "Eu quero pedir desculpas pelo que você ouviu quando esteve em minha casa. Eu não deveria tê-la comparado a outras pessoas ou ter falado sobre você. Era a primeira que eu te vi e acabei deixando acontecimentos passados nublarem meu julgamento. Foi errado da minha parte e eu peço desculpas, Isabella. Eu não sei o quanto você sabe sobre a vida do meu filho, mas ele me disse que vocês falaram sobre Victoria".
Eu aceno e ele continua falando.
"Meu filho mudou muito depois...dela. Ele se fechou ainda mais para o mundo depois do que aconteceu. Eu agi errado, mas foi em nome do meu dever como pai. Eu me preocupo que ele possa se machucar de novo. Eu quero que ele seja feliz. E minha esposa me mostrou que eu estava equivocado em muitos aspectos do meu relacionamento com Edward. Eu estou disposto a rever minhas ações e mostrá-lo o quanto eu o amo. Enfim, eu estou me abrindo pra você por causa dessa...amizade de vocês", seu tom é neutro, em julgamento ao meu ver.
"Edward me contou o que Victoria fez e eu juro que nunca faria nada parecido. Eu não quero magoar seu filho, nunca. Ele é um homem incrível e merece ser feliz. É só o que eu quero pra ele", eu digo com convicção.
"Pois então, estamos de acordo. É isso que eu desejo para meu filho, também".
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Nós voltamos para a sala e encontramos os demais já comendo a torta de maça que fiz. Edward se levanta logo que me vê e caminha na minha direção, enquanto Carlisle se junta a Esme.
"Está tudo bem? Se ele disse alguma coisa que-", eu coloco meu dedo indicador em seus lábios e sorrio por sua preocupação.
"Está tudo bem, sim. Ele queria e desculpar. Foi só isso", eu o asseguro e nós nos sentamos no sofá para comer a torta.
Os nossos convidados permanecem por mais uma hora e depois partem, deixando um convite para irmos a casa deles neste fim de semana. Edward responde que só poderá ir se conseguir adiantar alguns de seus projetos.
Eu me sinto extremamente satisfeita pelo modo como a noite terminou. Carlisle me pareceu sincero e eu espero que ele realmente faça um esforço para entender e aceitar seu filho como ele é. E, também, que ele me dê a oportunidade de nos conhecermos melhor, sem me julgar precipitadamente.
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Mais tarde, naquela noite, estamos deitados na cama de Edward e ele insiste em saber mais sobre minha conversa com seu pai.
"Eu já disse, Edward. Ele apenas se desculpou pelo que disse aquele dia", eu apoio meu queixo em seu peito nu, olhando para seu rosto enquanto falo. "E ele também falou que deseja que vocês dois se entendam melhor", eu acrescendo suavemente, não sabendo qual reação esperar dele.
Ele dá um suspiro profundo e demora a responder.
"Ele me disse algo semelhante quando conversamos mais cedo", sua voz sai rouca. Eu sei que a relação dele com o pai é um assunto delicado.
"Eu estou feliz que sua família veio hoje. Foi bem esclarecer tudo com seu pai. Eu realmente espero que vocês se deem essa oportunidade de se aproximar", eu sugiro e ele apenas acena.
"Obrigado, Bella", ele diz depois de algum tempo.
"Pelo que?", eu questiono confusa.
Ele me puxa em seus braços, nivelando nossos rostos e corpos. "Por receber minha família hoje", ele me dá um selinho. "Por aceitar as desculpa de Carlisle", outro beijo rápido. "Por tudo". O próximo beijo não é como os anteriores. Edward me beija profundamente, acariciando minha língua com a dele. Hum, eu já disse que esse homem sabe realmente como beijar?! Eu sinto minha excitação encharcar minha calcinha só com um beijo assim.
Uma das mãos de Edward está em minha bunda, acariciando-a. A outra se infiltra dentro da minha calcinha e ele esfrega meu clitóris inchado.
"Edward", eu gemo seu nome quando nossos lábios se soltam. Ele inverte nossa posição, me colocando de costas na cama e pairando sobre mim. Eu o recebo entre minhas pernas, já sentindo seu pau ereto roçar minha boceta coberta. Ofegante, eu o encaro e sinto como se algo estivesse torcendo meu coração no peito. É um sentimento estranho. Quero chorar. Quero beijá-lo. Quero tê-lo dentro de mim. Quero apenas dormir em seus braços. Eu tudo isso ao mesmo tempo. Agora. Sempre.
"Por favor", eu imploro e nem sei bem pelo que. Nossas roupas são descartadas.
Ele empurra seu quadril contra o meu e ambos gememos. Apoiando-se em apenas uma das mãos, ele volta a me acariciar com a outra.
"Ahhh".
"Você gosta disso minha menina?", ele diz antes de chupar a pele da minha garganta.
Humm.
Sua menina?!
Quando eu não respondo, ele suga mais forte minha pele. "Ohhh".
"Responda", ele exige, pressionado seu pau mais forte, também.
"Eu quero...".
"O que você quer, Isabella?", ele enfia um dedo dentro de mim, mantendo o polegar esfregando meu clitóris.
"Ohhh, Edward". Ele insere mais um dedo e me acaricia profundamente. Eu nunca fui tocada desse jeito. Ele sabe o que faz. Sua boca desce e ele abocanha meu seio, mordendo meu mamilo.
"Ahhh"
"Você gosta de ter meus dedos dentro da sua boceta, Isabella?". Sua voz é carregada de sensualidade.
"Sim. É tão bom", eu respondo ofegante. "Humm". Ele continua me acariciando e eu mexo meu quadril no ritmo da sua mão.
"Você", sai como um lamento excitado. "Eu quero seu pênis", eu o toco com minha mão, fazendo-o gemer alto e soltar um palavrão.
Bom ver que eu também sou capaz de excitá-lo assim!
A ponta do seu pênis roça minha entrada e quando eu acho que ele vai me penetrar, ele me pega de surpresa e me vira na cama. Eu estou de barriga pra baixo, respirando pesadamente. Viro meu rosto de lado e percebo Edward se ajoelhar na cama e ele volta a esfregar nossos sexos.
Sinto sua respiração ofegante em meu ouvido. "Posso ter você assim?", ele pede.
Eu apenas aceno e ele me penetra imediatamente. Eu gemo com sua intrusão deliciosa.
"Você é tão gostosa. Eu nunca vou me cansar disso", ele diz enquanto se move dentro e fora da minha boceta, lentamente, e eu me perco no prazer que esse homem é capaz de me dar.
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Oi.
Eu agradeço a todos a todos pelos comentários e votos de melhoras para meu familiar :)
Essa semana ainda é o mesmo, então, não sei ao certo quando será postado o próximo o próximo capítulo. Espero que no fim de semana...
Espero que tenham gostado desse capítulo! Desculpem os possíveis erros...
Bjos e obrigada!
T. Darcy
