"Eu ainda não acredito nisso... Quero dizer, sim, estava embriagado, mas mesmo assim, não é algo que justifique esse comportamento..." Kurt começa a divagar, pela – não se sabe a quantidade exata – de vezes sobre o ocorrido na festa nos Hamptons. Ele se recusava a acreditar que tinha beijado Santana, mesmo Quinn afirmando que tinha provas.

Revirando os olhos, a latina cruza os braços. "Ok, Kurt. Entendemos. Você jamais agiria assim e tudo é uma grande mentira." Nenhum dos dois realmente se recordava do acontecimento. E se mencionavam algo sobre isso, era porque a atriz, assim como Brittany, dera a entender sobre um possível beijo entre eles. O que Santana negaria até em seu leito de morte, pois de maneira nenhuma beijara o Porcelana. "Isso é só a Q tentando se vingar." Comenta, fazendo um gesto com sua mão, tirando importância do assunto.

"Você tem razão." Assente com a cabeça e dá um pequeno sorriso aliviado. "Imagine, nós dois..." Gesticula entre eles, dando uma risada, que era para soar sarcástica, mas acaba saindo forçada e nervosa. "Aos beijos..." Sente um escalafrio só de imaginar a cena. Limpa a garganta, desajeitado, tentando voltar seu foco ao assunto original. "Enfim, voltando a aquele assunto..." Arqueia as sobrancelhas, sugestionador.

A agente corrige sua postura, fazendo uma séria expressão. E Kurt continua. "Estamos em uma etapa em que devemos prestar bastante atenção em o que está acontecendo com a carreira de ambas. É perigoso elas começarem a se afastarem, mesmo que sem querer. E não desejamos isso, não por agora, pois ainda temos mais alguns meses de contrato, assim que teremos que forçar um pouco a situação." Declara, fazendo alguns gestos com sua mão. Havia se passado uma semana desde a festa nos Hamptons, e na manhã seguinte, o trio voltaria a LA, enquanto Rachel e ele ficariam em NY, cuidando da audição da cantora. E nas próximas semanas, as atrizes teriam uma agenda profissional a se cumprir, por isso sua preocupação. Seria um pouco mais de duas semanas sem se verem.

"Você teme a distância e o trabalho, assim como os rumores que possam surgir..." Soa mais como uma afirmação do que uma pergunta, mas o rapaz responde assim mesmo, assentindo com a cabeça. Santana aperta seus lábios, desviando seu olhar para um dos lados, pensativa. "Eu acho que precisamos pensar mais sobre o próximo passo... E nesse meio tempo, poderíamos tentar conseguir uma entrevista para alguma das duas, onde seja declarado como não poderia estar mais feliz agora e toda essa baboseira." Morde seu lábio inferior, voltando sua atenção ao agente, sentado a sua frente.

"É uma boa ideia e um bom começo. E sobre o próximo passo, sinto que precisamos de armas mais pesadas. Algo que faça toda a publicidade do namoro delas, mesmo que não estejam andando por aí juntas e declarando o amor que sente uma pela outra o tempo todo no Twitter ou Instagram. Precisamos de..." Suspira frustrado. Precisavam de algo. Só não sabia o quê... Ainda.

"Acho que seria bom pensar sobre 'o que precisamos' durante esses próximos dias e termos uma resposta até o final da semana." Sugere a latina, colocando uma mecha de seu cabelo para trás da orelha. Sabia que a ideia viria até ela, só não sabia quando seria isso. "Enquanto isso vamos discutir sobre esse meio tempo... Já tem alguma ideia para uma básica publicidade nos primeiros dias distantes uma da outra?"

"Eu tenho algumas ideias..." Comenta com um pequeno sorriso malicioso.

X

Olhando ao seu redor curiosamente, aperta o copo de café entre suas mãos. Não conseguia entender por que se deixara levar por sua curiosidade. Sabia muito bem que todas as vezes que o fizera, acabara em situações embaraçosas, e assim mesmo, aqui estava ela. Sentada ao redor de uma pequena mesa, em uma cafeteira perto do Central Park, esperando aquela mulher que tanto a magoara. Sua mãe.

Havia se passado uma semana desde a festa nos Hamptons, e de alguma maneira Shelby conseguira seu novo número, e a ligara, alegando que sabia que ela não a ligaria. – O que era verdade, pois não tinha intenção alguma de fazê-lo. Pegara o cartão com o número da advogada por educação e nada mais – E que tinham que conversar o quanto antes, havia certas coisas que precisavam ser discutidas. Umedece seus lábios, olhando rapidamente a porta que se abria anunciando a entrada de uma mulher ruiva com uma pequena criança.

Nega com a cabeça, voltando sua atenção ao seu copo de café. Estava naquele lugar há quase vinte minutos e nada de Shelby chegar. Perguntava-se o que ainda fazia ali. Talvez fosse melhor voltar para seu apartamento e fingir que nunca fora a cafeteria. Agir como se tudo estivesse bem. Morde seu lábio inferior. Claramente, nada estava bem, mas se repetisse a si mesma aquilo várias vezes, talvez pudesse se convencer disso. Estava bem.

Dá um leve suspiro, passando seus dedos pela borda de seu copo, distraidamente. Maldita curiosidade. Poderia estar em seu apartamento agora, aproveitando seu último dia com Quinn em NY, mas não. Estava à espera de uma pessoa que, com certeza, estava muito ocupada no momento com seu trabalho para comparecer a um encontro que a própria marcara.

"Sinto muito pela demora..." Uma voz a tira de seus pensamentos. Levantando seu olhar encontra com o olhar de Shelby, que tinha um minúsculo sorriso em seus lábios. O que surpreende a cantora. Não se lembra de ter lhe visto sorrir alguma vez. "O trânsito esse horário é uma loucura." Se justifica, depositando seu blazer sobre a cadeira ao lado, antes de se sentar de frente a morena mais nova. "Como você tem estado?" Pergunta Shelby, em um curioso tom de voz.

"Bem." Abaixa sua cabeça, olhando atentamente a suas mãos, agora depositadas sobre suas pernas.

Assentindo com a cabeça, a morena mais alta aperta seus lábios, pensando em outro método de aproximação. Alcança pelo simples cardápio sobre a mesa, e dissimula a lê-lo. Mesmo que tentasse não demonstrar, estava muito contente por essa chance de conversar com sua filha. A última vez que realmente tiveram uma conversa fora na pré- adolescência de Rachel. Algo que acabara em um desastre total. Limpa a garganta, desajeitada. "E a Quinn? Já voltou a LA?" Sabia por fonte segura, que Quinn estava no apartamento de sua pequena, mas pensara que seria um bom início de conversa.

Rachel dá um gole em seu café lentamente. "Não." Deposita o copo de volta a mesa, e cruza os braços, observando um de seus lados.

"Não faça isso." Declara Shelby ao perceber a atitude de sua filha.

"Não fazer o quê?" Arqueia as sobrancelhas, desentendida, voltando hesitantemente seu olhar a mais velha.

"Não se feche. Por favor..." A pede, tentando controlar seu tom de voz. Pela primeira vez, em anos, estava sozinha com sua pequena, e não sabia por quanto tempo iria conseguir se controlar. Não obtém uma resposta. A cantora continua com sua postura defensiva. "Rachel..."

"Não, Shelby." Faz um gesto com a mão, interrompendo-a rispidamente. "Eu só quero que você me diga o que de tão importante precisamos discutir." Diz impacientemente, lançando-a um sério olhar.

A advogada parece hesitar por alguns segundos, até declarar, surpreendendo sua filha. "Eu queria ter ficado com você. Com o passar dos meses durante a gravidez, eu só queria ficar com você. Mesmo sabendo que não poderia." Hiram e ela se conheceram em um almoço beneficente organizado por seu avô. Um importante empresário, que estava interessado em fazer negócios com a família de Hiram. Tinha apenas seis anos, enquanto Hiram era quase três anos mais velho. Tornaram-se amigos naquele dia, e depois disso, suas famílias acabaram se tornando sócias em um dos negócios de seu avô. Quando sua mãe tomou posse dos negócios familiares – ao terminar seu doutorado em direito – ela e Richard – pai de Hiram – formaram uma grande dupla de investidores, o que causou um laço maior entre as famílias. O que fizera de Shelby e Hiram melhores amigos de infância.

Na adolescência, um relacionamento entre eles era algo inevitável. As duas famílias faziam muita questão de que finalmente a família Berry e a Corcoran se tornasse uma só. Por isso, ao completar dezesseis anos, anunciaram a todos o namoro. Não era preciso mencionar, como todos ficaram empolgados, e até um possível casamento fora mencionado, quando Shelby terminasse o ensino médio. Estava apaixonada pelo pai de Rachel, e acredita que esteve durante toda sua infância. Pensara que tinha encontrado o homem de sua vida, que estavam destinados a ser, então se entregara a ele... Hiram entrara para faculdade de direito em Harvard, assim que se mudara para Cambridge, Massachusetts. Enquanto ela por ser uma aluna avançada, tentava terminar o último ano do ensino médio, com um pouco mais de dezesseis anos.

Um dia Hiram voltara a NY, completamente mudado. Não só fisicamente, mas também em sua personalidade. Não se parecia ao Hiram que todos estavam acostumados. No mesmo dia em que ele disse que estava apaixonado por outra pessoa, que estava apaixonado por seu colega de quarto Leroy, ela havia descoberto que estava grávida. "No momento em que meu avô descobriu a minha gravidez, começou a questionar sobre nosso suposto casamento. E quando o disse que não teria, que havíamos terminado, ele começou a me chamar de ingrata e a dizer que após todas as coisas que ele fez por mim, tentando me salvar para que eu não me tornasse um ninguém como o meu pai, eu acabei me tornando em alguém que não merecia o sobrenome Corcoran. Para ele ou me casava com seu pai, ou abortava. E aborto nunca foi uma opção, assim que a melhor opção era dar você a seu pai, ele seria um exemplo melhor do que eu. E você ainda teria o Leroy, não precisaria de mim." Limpa a garganta, abaixando seu olhar, tentando dissimular algumas lágrimas que se formavam em seus olhos.

Crescera com uma mãe solteira e um avô rigoroso, onde todos os dias a diziam que não deveria terminar como seu pai. Um homem que por sua família era considerado um ninguém devido a sua posição social. Ele fora motorista de sua mãe durante a adolescência dela, e os dois acabaram se envolvendo, o que causara uma gravidez indesejada. Ao descobrir a gravidez da filha, de alguma maneira seu avô conseguira sua guarda e uma ordem de restrição contra seu pai. Durante todos os dias em que vivera naquela casa, escutara seu avô e mãe planejarem seu brilhante futuro. "Foi à coisa mais difícil que já fiz em toda minha vida. No momento em que você nasceu e eu a peguei em meus braços, eu só queria manter você lá, mas sabia que deveria lhe entregar. Seria melhor para você." Limpa uma solitária lágrima em sua face esquerda. "Então eu o fiz. E logo troquei Harvard pela Universidade de Cambridge. Precisava demonstrar a todos que eu não seria uma fracassada como temiam. Precisava demonstrar a meu avô e minha mãe que eu seria alguém que faria eles se orgulharem. E eu o fiz, mas no final acabei abrindo mão daquilo que deveria ser o mais importante para mim, e você não faz ideia de como me arrependo."

Rachel engole o nó que se formara em sua garganta, evitando olhar a sua mãe ao perguntá-la. "Por que você está me contando isso?" Tentava se manter calma e não demonstrar suas verdadeiras emoções.

Shelby a ignora, depositando suas mãos sobre a mesa, apertando-as uma contra a outra, nervosamente. "Eu sei quê o que fiz não tem perdão, eu entendo, nem eu me perdoaria. Mas, eu só gostaria que você soubesse que eu me arrependo Rachel. Eu me arrependo de tudo isso. Se eu pudesse voltar atrás, pode ter certeza que o faria, e tudo seria diferente. Eu seria sua mãe." Observa atenciosamente a morena mais nova, que tinha seus braços cruzados e evitava encontrar com seu olhar, dissimulando olhar para um dos lados. "Mas, infelizmente, eu não posso. E o que me resta é o remorso." Murmura com sua voz quebrada. Se não tivesse agido como uma garota assustada, tudo seria tão diferente.

Ao passar algum tempo sem obter resposta por parte de sua filha, funga seu nariz, passando suas mãos por seu rosto, tentando limpar qualquer sinal de suas silenciosas lágrimas. Por mais uma vez era ignorada ao tentar se abrir com Rachel. Dá um pesado suspiro. Às vezes, sua filha era ótima em esconder suas emoções, e naquele momento não fazia ideia do que ela poderia estar sentindo e pensando. Estaria magoada ou já não sentiria nada a não ser ódio por Shelby?!

Leva uma mecha de seu cabelo para trás de seu ombro, se recompondo. "Leroy me ligou a alguns meses, alegando que eu deveria conversar com você. Ele estava tão preocupado por seu namoro com aquela tatuadora, que pensou que eu pudesse ajudar em algo. Ele disse alguma coisa sobre como a ausência de um dos pais poderia trazer problemas aos filhos em seus relacionamentos. E algo sobre pessoas erradas..." Dá de ombros, tentando mudar o assunto. Se Rachel não queria conversar mais sobre aquilo, talvez pudessem conversar sobre qualquer coisa. "Eu sei que devo estar atrasada, já que agora você parece estar com a pessoa certa, mas eu gostaria de ajudar." Tenta outra maneira de aproximação, calmamente. "Sei que muitas vezes pareço uma sem coração, que só pensa em seu trabalho e que você deve me odiar mais do que tudo, mas eu me preocupo com você e quero lhe ajudar, Rachel."

"Eu não te odeio." A morena diz rapidamente, se pronunciando pela primeira vez depois de minutos. Lança um sério olhar a sua mãe. Vir a esse encontro fora um erro. Não estava preparada para reviver toda aquela história. Jamais estaria. Por isso, era melhor manter a distância, não seria machucada novamente por Shelby. "Mas eu não tenho nada a lhe oferecer Shelby." Se levanta de seu assento, alcançando por sua bolsa. "Nada." E com isso, lança um último olhar à advogada antes de sair da cafeteria. Consegue chegar ao estacionamento onde seu carro estava antes de suas primeiras lágrimas caírem.

Enquanto na cafeteira, Shelby continuava com seu olhar fixo a porta em que sua filha passara. Todos seus pensamentos e emoções a levavam a mesma conclusão. Oh Deus, quanto mal fizera a sua pequena.

X

"Dá pra parar de andar de um lado para o outro. Você está me deixando tonta." Declara Santana, cruzando seus braços, lançando um sério olhar a sua cliente.

Estavam na sala do apartamento da anã, quer dizer Rachel, e desde que chegaram, teve que aguentar uma preocupada Quinn, que não fazia nada a não ser reclamar da demora de Rachel, como Rachel não deveria ter ido sozinha, como o Kurt, Leroy ou Hiram, ou até ela mesma deveria ter ido com a Rachel. Enfim, era tudo sobre Rachel. E aquilo estava começando a lhe irritar. "Q, pare de agir assim. Você está se comportando como uma possessiva. Sei que você e a Raquel se tornaram amigas especiais, mas não é para tanto."

Oh, Santana se você fizesse ideia do que Rachel significava para ela. Negando com a cabeça, tentando afastar aqueles pensamentos, a atriz dá um pesado suspiro e se senta no sofá. Começa a balançar sua perna, inconscientemente.

A latina lança um curioso olhar a perna que sua amiga movia impacientemente, e revira os olhos. "Ok, agora que você fez o favor de se acalmar, Britt- Britt..." Faz um gesto com a cabeça, indicando sua namorada para tomar a palavra.

A loira mais alta dá um grande sorriso, lançando seu olhar à atriz. "Eu recebi esta manhã a melhor notícia..." Diz entusiasmada.

Alterna um rápido olhar entre suas melhores amigas. "Você está grávida?" Pergunta em um sério e falso tom de voz. Morde seu lábio inferior ao ver a expressão de Santana, que parecia estar a segundos de sair correndo. Podia entender o porquê Leroy gostara de fazer aquilo com ela no final de semana, era até divertido.

"Nunca diga isso novamente, Fabray!" Exclama a agente ao recuperar sua voz. Todos sabiam que amava crianças. Ok, não. Todos sabiam que gostava de crianças, aqueles seres maravilhosos, um poço de germes, que só faziam você gastar dinheiro e toda sua paciência. E gostava ainda mais deles, quando estava longe dela. Bem longe.

"Não. Não é isso..." Brittany sorri divertidamente, escutando como sua namorada murmurava algumas coisas sobre pestes insuportáveis. "Eu consegui um trabalho como coreógrafa em um musical em LA." Declara orgulhosamente. Recebera a ligação dos produtores nesta manhã, e ainda não podia acreditar. Esse seria seu primeiro grande trabalho.

"Meu Deus, Britt isso é incrível. Parabéns." Se levanta e abraça a nova coreógrafa. Estava orgulhosa de sua amiga. Brittany era muito talentosa e merecia aquilo.

"Obrigada, Quinn." Aperta o abraço, dando um contente suspiro.

"Ok, Fabray, já chega. Você tem sua hobbit para abraçar, não precisa ficar se esfregando na minha mulher." Diz Santana, também se levantando e alcançado pela mão de sua namorada, tentando puxá-la para perto de si.

Quinn revira os olhos. Morde seu lábio inferior, vendo o casal agora abraçado. Uma parte dela, a egoísta, sentia certa inveja das duas. Suas amigas encontraram o amor ainda bem jovens e sempre souberam o que queriam, por isso, ainda estavam juntas, mesmo depois de tantos anos. Enquanto, ela nunca soubera o que quisera, até encontrar Rachel. Mas, infelizmente a cantora não a queria de volta. Abaixa sua cabeça, dissimulando olhar seus pés descalços.

Escuta a porta se abrir, e ao dar meia volta encontra Rachel com uma expressão nada agradável. Ao perceber as outras duas ocupantes em sua sala, a morena põe um falso sorriso em seus lábios, se direcionando a Quinn, posicionando-se ao seu lado. "Olá." Diz timidamente, cruzando os braços.

"Berry." A latina faz um gesto com a cabeça, cumprimentando-a.

Brittany se aproxima rapidamente, e envolve a morena em um apertado abraço. "Olá Rachie. Como você está?" Se afasta, sorrindo docilmente. Percebera os rastros de lágrimas da mais baixa, mas decide não comentar.

"Bem, Britt e você?" Pergunta educadamente, percebe como Quinn a olhava atenta. Umedece os lábios, nervosamente. Só queria ir para seu quarto e pensar sobre tudo o que ocorrera, e não ter que lidar com pessoas.

"Estou ótima." Entusiasmada, começa a contar para a morena sobre seu novo trabalho, pensando que talvez aquilo pudesse lhe animar, não percebendo como a atriz a sua frente fazia vários gestos a Santana, pedindo para que fossem embora. Precisava ficar sozinha com Rachel e descobrir o que acontecera durante esse encontro. Precisava demonstrar a sua morena que estava ali para ela.

Com um final gesto com a mão, Quinn indica a porta, e sua agente consente. "Bem, eu vou levar Britt para casa." Declara Santana, voltando a alcançar pela mão de sua namorada, e entrelaçando-a com a sua. "Não me ligue a não ser que esteja morrendo." Provoca sua cliente, que a ignora, com seu olhar fixo na cantora. Controla-se para não revirar os olhos. Quinn estava se importando de mais com toda essa situação.

"Parabéns, mais uma vez, Britt. E muito sucesso..." Rachel murmura sobre o ombro da dançarina, que a abraçava novamente, dessa vez, se despedindo.

Lançando um sério olhar a loira, Santana abre a porta, deixando sua namorada passar primeiro. "Não se esqueça que amanhã cedo precisamos estar no aeroporto." Declara à latina, como se Quinn fosse esquecer que amanhã estaria indo embora. "Até mais." E com isso, fecha a porta atrás de si. Deixando somente as duas no apartamento.

Um desconfortável silêncio cai entre elas, onde Quinn tentava decidir qual era a melhor maneira para uma aproximação, e Rachel dissimulava olhar para qualquer lado. Precisava de um tempo a sós. Pensar sobre tudo o que fora dito por sua mãe, e de alguma maneira controlar suas emoções. Não era justo Shelby aparecer em sua vida quando tudo estava indo tão bem para ela.

"Eu vou tomar um banho e tentar dormir. Estou com um pouco de dor de cabeça." Ambas sabiam que ela mentia, mesmo assim a loira assente com a cabeça, vendo-a sair pelo corredor em direção a suíte. Talvez fosse melhor dar alguns minutos a cantora para se recompor, e logo tentar se aproximar. E ser o que ela precisasse naquele momento.

X

Meia hora depois, Quinn ainda se encontrava na sala do apartamento, sentada no assento do meio do sofá, observando atentamente a tela de seu celular, que marcava as horas. Teria se passado tempo suficiente?! Poderia ir atrás de sua namorada e tentar iniciar uma conversa ou deveria esperar mais tempo?! Dá um pesado suspiro, passando uma mão por seu cabelo, bagunçando-o.

Coça sua nuca, desviando seu olhar ao corredor. Não escutara barulho algum depois que a morena entrara no quarto. Talvez Rachel realmente estivesse dormindo agora. Aperta seus lábios, decidindo ir ver o que estava acontecendo. Levanta-se e anda hesitantemente pelo corredor até chegar em frente à porta do quarto. Respira fundo, e abre a porta, nervosamente.

Ao entrar na suíte, encontra com uma cena que faz seu coração se encolher. Rachel estava deitada em sua cama, de costas para porta, com sua cabeça sobre um travesseiro, que segurava com força enquanto todo seu corpo se agitava por causa de seus soluços. A atriz lentamente se direciona a cama e em seguida se deita ao lado da cantora, depositando um braço ao redor de sua cintura, trazendo-a para mais perto.

Sente o pequeno corpo moreno ficar tenso debaixo de seu toque e prende sua respiração, como se aquilo fosse impedir Rachel de lhe expulsar do quarto. Para sua surpresa, a morena não faz nada, a não ser movimentar sua cabeça sobre o travesseiro, procurando uma posição mais confortável a sua cabeça. Para logo afundá-la, soltando um soluço e tentando dissimulá-lo. A loira se aproxima ainda mais, colando seus corpos. Disposta a mostrar a sua namorada que ela não precisava enfrentar aquilo sozinha.

Passam minutos, o que para Quinn parecem horas, onde tudo o que se escutava eram os pequenos soluços da cantora, que tentava disfarçá-los muitas vezes, mas acabava não conseguindo, o que a frustrava e seus soluços aumentavam devido a isso. A atriz passa a fazer carícias em seu cabelo, de alguma forma, tentando confortá-la.

Rachel funga seu nariz, limpando um lado de sua face. Sabe que amanhã pela manhã, estaria morrendo de vergonha por Quinn ter lhe visto em um momento de fraqueza, mas naquele instante não se importava com aquilo. Quinn estava ali com ela, quando ela mais necessitava de um abraço, de alguém – mesmo que seus instintos a dissessem para se fechar. – e era muito grata por isso. Respira fundo, e solta tudo aquilo que revivera hoje. Sem ao menos pensar sobre o que estava fazendo. Só sentia a necessidade de falar com Quinn sobre o assunto.

"Ela tinha dezesseis quando engravidou, e tinha muito medo do que aconteceria se ficasse comigo. Por isso, me entregou ao meu pai, que logo se casou com meu pai Leroy e eu fui adotada por ele, mesmo na minha certidão tendo o nome da minha mãe." Suspira pesadamente, sentindo mais algumas lágrimas escorreram por sua face do lado esquerdo. "Assim que me teve foi para Harvard e depois se mudou para o Reino Unido, para estudar na Universidade de Cambridge, realizar o sonho de sua família para ela. E desde então, se tornou nessa advogada viciada em seu trabalho." Claramente, pulava vários detalhes, mas mesmo assim, ainda doía, e muito, relembrar tudo aquilo. "E o que mais me irrita em tudo isso, é que desde quando eu era um bebê, ela colocou seu trabalho em primeiro. E ao invés de tentar se redimir, de fazer algo, mostrar o arrependimento que diz ter, ela continua sendo essa pessoa que só se importa com seu importante trabalho."

Por um lado Quinn não podia acreditar que sua namorada realmente estivesse lhe contando aquilo. Era uma demonstração de confiança e não poderia estar mais feliz por isso. Finalmente, estavam dando passos à frente e nenhum para trás. Sua morena – pois isso que era. Sua – estava lhe deixando entrar sem que ela tivesse pedido ou forçado a situação. Agora, por outro lado, só queria encontrar Shelby e exigir que ela pedisse perdão por tudo o que fizera a Rachel, e jurar que jamais lhe magoaria novamente, nem que aquilo exigisse um afastamento. Será que a advogada não podia perceber o mal que fizera e que ainda fazia a sua própria filha?! Por alguns segundos permite seus pensamentos se direcionarem ao passado. Se perguntava se Rachel teve alguém ao seu lado, alguém que a confortara quando Shelby aparecia, e a magoara com suas ações. Alguém abraçara sua namorada nesses momentos difíceis, ou simplesmente a deixavam se fechar e agir como se nada tivesse acontecido?!

Limpa a garganta, voltando seus pensamentos ao agora, e percebe que a morena estava calada, como se esperasse uma resposta. "Eu sei o que a pressão de uma família pode causar, mas a Shelby agiu de uma maneira egoísta. Ela podia ter lutado por você. Ela podia ter ao menos tentado fazer parte de sua vida como uma amiga, e não ser uma estranha que acha que pode entrar e sair de sua vida o momento em que quiser." Continua com suas carícias no cabelo da cantora, que fecha os olhos e solta um leve suspiro.

"É tudo muito complicado, sabe?! Às vezes eu penso sobre a vida que teria se ela tivesse ficado comigo e me criado naquele ambiente..." Abre seus olhos e passa a olhar um ponto fixo a parede a sua frente. "Eu vi seu avô – meu bisavô – algumas vezes antes de ele morrer e eu me lembro que era um homem muito frio, controlador, tudo deveria ser feito do jeito dele ou não seria feito. E sua mãe – minha avó – era uma cópia do pai, que perdera o grande amor de sua vida porque o pai não o aprovava. Assim que a Shelby foi criada em um ambiente sem amor, ela mesma me disse na minha adolescência que estava me salvando daquele ambiente, que estava me dando uma chance a uma vida melhor, pois eu seria amada de verdade e me demonstrariam todos os dias." Sim, era feliz ao lado de seus dois pais, mas ainda assim, não podia deixar de pensar em sua mãe. Sentia esse vazio em seu peito. Era algo que não conseguia explicar. Move sua cabeça no travesseiro, o tecido molhado sob sua face estava começando a lhe incomodar.

"Mesmo assim, nada justifica seu comportamento na minha infância..." Continua pensativa, respirando fundo. "Ela parecia fugir de mim, eu a abraçava e ela ficava tensa, eu a dizia como a amava e ela não respondia. Lembro-me de pensar várias vezes se ela gostava de mim ou se queria que eu não existisse." Engole em seco, se lembrando das inúmeras noites em sua infância onde passava as noites em claro, questionando o porquê daquele abandono emocional. "E eu só queria um pouco de seu tempo, sua atenção, da forma que ela quisesse me oferecer, naquela época eu faria qualquer coisa... Estaria contente com qualquer coisa." Termina, limpando uma solitária lágrima.

"Eu sinto muito por você ter passado por tudo isso, Rach. Ninguém merece isso, muito menos você." Diz docilmente, apertando seu braço ao redor da cintura da morena. Todo o comportamento de sua namorada agora tinha uma explicação melhor. Rachel se tornara em uma pessoa reservada depois de ser magoada tantas vezes, desde a infância, por aqueles que deveriam lhe amar incondicionalmente. Afastara-se de todos, se tornando em uma pessoa tímida, que sempre agia de maneira hesitante, com medo de ser magoada novamente. Se protegendo da melhor maneira que podia. Aperta seus lábios, não gostava nada daquilo. Sabe que a dor que Rachel sentia não iria acabar milagrosamente, seria aos poucos, passo a passo. E acreditava que sua morena havia dado o primeiro passo hoje, ter conversado com Shelby, ter enfrentado-a. "Sei que não é nada comparado ao que Shelby poderia representar, mas eu estou aqui, com você e por você. Pode contar comigo." Declara, levantando sua cabeça e se apoiando em um de seus cotovelos, depositando um pequeno e suave beijo na bochecha da mais baixa.

Dando um minúsculo sorriso tímido, a cantora se vira na cama, ficando frente a frente com a loira antes de depositar a cabeça sobre seu peito. Há um longo silêncio entre elas, onde Rachel apreciava o contato com a mais alta, sentindo-se segura, enquanto Quinn se perguntava se estaria passando da linha ao tentar conversar com Leroy sobre a situação.

"Como você pode estar solteira?" Pergunta a morena depois de algum tempo, surpreendendo a atriz, que desentendida solta um pequeno 'hum'. "Você é muito bonita. Gentil. Entre tantas coisas. E todas essas pequenas e grandes coisas que você faz, assim como fala, me fazem questionar o porquê você está solteira." Explica timidamente.

Cessando suas carícias no cabelo da mais baixa, Quinn umedece os lábios, olhando fixamente ao teto. "Acho que estou esperando a mulher certa." Murmura. Acreditava firmemente que já havia a encontrado, pena que essa mulher não lhe considerava a indicada a ela.

"Espero que quando acabar nosso contrato, você a encontre." Diz em um baixo tom de voz, como se não fosse fisicamente possível dizer aquelas palavras em voz alta. Sente um nó em sua garganta e diz a si mesma que é por causa de seu choro a minutos atrás, e não porque não suporta pensar em Quinn com outra mulher. Engole em seco, ignorando a estranha sensação em seu estômago, e se força a dizer. "E enquanto ela não aparece você pode ter a mulher que quiser." Quando o contrato acabar... Controla-se para não declarar.

Toda a pequena felicidade que sentira quando Rachel começara a lhe descrever ao questionar sua solteirice, fora substituída por uma decepção. Que bela maneira de ser relembrada que não tinha o interesse da morena. Droga, aquilo doía. Aperta sua mandíbula, afundando sua cabeça no travesseiro. "Eu não acredito nisso." Murmura seriamente.

"Por que não?" Levantando sua cabeça, arqueia uma sobrancelha, curiosa.

Desviando sua atenção a cantora, Quinn olha fixamente aos olhos castanhos. "Porque sempre há alguém que não quer você de volta." Declara lentamente.

Rachel assente com a cabeça, incerta. Olhando intensamente a atriz, talvez fosse imaginação sua, mas aquilo soara como se estivesse falando de uma experiência própria. Umedece os lábios, queria dizer qualquer coisa, mas sentia que Quinn naquele momento não queria escutar, assim que se inclina hesitantemente e deposita seus lábios sobre os da loira suavemente.

Quinn fecha seus olhos, apreciando aquele pequeno contato. Era tudo o que poderia ter de Rachel, e sim, sabe que era uma boba por isso, mas aceitaria o que fora que a morena lhe oferecesse. Deus, como estava desesperada. Quem diria que Quinn Fabray iria se apaixonar e apaixonar intensamente. Leva uma mão a face da mais baixa, acariciando-a.

Se afastando, a cantora sorri timidamente. "Eu sinto muito por passarmos sua última noite em NY assim..."

Dando um pequeno suspiro, a loira olha curiosamente a sua namorada. Poderia lhe dizer que estava perfeitamente contente em simplesmente segurá-la a noite toda, mas ao invés diz. "Está tudo bem." E pela primeira vez – desde o primeiro final de semana que passaram nos Hamptons – as duas passam a noite juntas sem segundas intenções. Dormindo abraças.

X

"Eu não acredito que ficaremos quase três semanas sem nos vermos..." Comenta Rachel acariciando a cabeça do cachorro, que tentava lamber sua mão, enquanto balançava seu pequeno rabo entusiasmado. Estavam no aeroporto JFK, esperando o embarque de Quinn e suas amigas.

Observando a interação de sua namorada com seu filhote, a atriz morde seu lábio inferior, com uma divertida expressão facial. Rachel a surpreendera esta manhã. Pensara que acordaria e encontraria a morena com seu comportamento reservado, que seria evitada devido ao que ocorrera na noite passada, mas nada disso acontecera. Rachel estava agindo de maneira descontraída, estava até mais acessível. Como se sentisse realmente bem depois de ter conversado com ela.

Olha rapidamente ao seu redor e percebe como suas amigas estavam mais afastadas, conversando distraídas. Suspira, voltando seu olhar a cantora que permitia Bacon lamber sua bochecha, sorri divertidamente com a cena. Sentiria tanta falta daquilo. Pela primeira vez não queria voltar. Queria ficar em NY ao lado de Rachel, Bacon e até Elphaba. Odiava aquela maldita distância entre Los Angeles e New York.

"Eu vou sentir sua falta." Diz Rachel a Tony, sorrindo timidamente, e apertando o cachorro contra seu corpo.

"Só dele?" Arqueia uma sobrancelha, provocativa. Deus, se não estivesse perto de embarcar, levaria sua morena para um dos banheiros do aeroporto e prolongaria aquela despedida da melhor maneira possível.

Olha intensamente a loira, apertando seus lábios. Podia ver nos olhos de Quinn suas intenções, e talvez, ela estivera pensando o mesmo. "Talvez eu sinta a sua..." Murmura, dando de ombros como se não fosse grande coisa. Se aproximando perigosamente. Se sentia bem na presença de Quinn e pela primeira vez, em muito tempo, não queria se fechar perante a alguém. A atriz a vira em um de seus piores momentos e continuara ao seu lado, lhe segurando e acariciando a noite toda. Fazendo-a se sentir melhor com toda aquela situação. Quinn estava se tornando em uma pessoa importante em sua vida.

Franze o cenho, lançando um sério olhar a Rachel. "Talvez?" Coloca seus braços ao redor da cintura da mais baixa, a ela se aproximar, colando seus corpos.

"É..." Captura o lábio inferior da atriz entre seus dentes. "Talvez." Murmura ao soltá-lo lentamente. Um presunçoso sorriso se forma em seus lábios ao perceber a expressão facial da loira – que parecia estar excitada –. Alguns fotógrafos estavam em um canto, tirando fotos do famoso casal, que parecia não se importar, ou perceber.

Passam a trocar olhares, se perdendo uma na outra, esquecendo-se de onde e com quem estavam. Quinn sentia que algo estava mudando entre elas. Na verdade, mudara desde ontem à noite, quando Rachel lhe deixara entrar naquela dolorosa parte de sua vida. Lentamente se inclina, passando seu nariz pelo da cantora, acariciando-o, antes de depositar seus lábios sobre os dela. Suspira contente, apertando seus olhos fechados e beijando a morena com sofreguidão. Realmente, não queria ir...

Santana se aproxima do casal e começa a tossir forçadamente, na tentativa de chamar a atenção de sua cliente. "Q precisamos ir. Estão chamando nosso voo."

A loira termina o beijo, lança um rápido olhar a agente e assente com a cabeça. Volta sua atenção a morena abraçada a ela. "Eu preciso ir agora."

Umedecendo seus lábios, Rachel a olha com um brilho diferente no olhar. "Me ligue quando chegar em casa." Pede, timidamente.

"Claro." Sorri docilmente antes de encostar seus lábios suavemente sobre os da cantora. "Até daqui algumas semanas." Murmura com certo pesar, se afastando. Pega sua mala e Bacon, e lança um último olhar a mais baixa, sorrindo tristemente. Direciona-se com suas amigas ao portão de embarque.

Sentindo que um pedaço seu ficava em NY...


Nem tudo pode ser baseado em cute e happy moments, infelizmente... Sorry por qualquer erro. Era para ter postado ontem, mas como o site não estava funcionando, well... Cap importante para o crescimento da Rachel e a relação delas. Sorry se não agrada alguns de vocês, mas é necessário algo assim... Obrigado a todos por lerem, e pelas reviews.

Izadora: Olá. Seja bem vinda! :) Obrigada hihih devo admitir que, embora TB seja meu baby, OLIHTS é minha fav. Eu amo demais essa fic . . E sim, essa Quinn é amável ;) muito obrigada. XxBre.

Leitora1: Obrigada, fico feliz em saber :) Santana é "maluca", e teremos mais desse comportamento dela no futuro ;) Sim, também teremos isso no futuro, o jogo, com certeza, virou ;) Hahah ele adora provocar sua 'amiga' Quinn. Leroy é o melhor! XxBre.

Lorens: Muito obrigada :) Entendo sim. Obrigada e prefiro algo assim, mais simples do que todo aqueles cheios de detalhes - lógico, às vezes é necessário, quando envolve 'emoções' ou preliminares - como a primeira vez delas - mas prefiro assim, simples. Sim, Rachel desperta esse instinto em Quinn e muitas vezes ela não consegue e nem quer controlá-lo. Amo isso dela, pois a maneira que vejo - e espero que vocês também - é que ela é, e muitas vezes nem percebe, a pessoa que Rachel sempre necessitou. Alguém 'forte' protetor, que não teme encarar o que for por ela e com ela. Own muito obrigada, isso significa muito para mim :) XxBre.

Daniela: Muito obrigada! Que fofa! Sim, Rachel aos poucos está se deixando levar... Eu também, amo demais essa Quinn. Infelizmente Beth vai dar uma sumida, mas a teremos de volta no futuro e veremos mais momentos fofos dela com a Rachie e Elphie. Sim, eles são muito fofos. Haaha verdade, agora imagine se fosse uma kid de verdade, como seria?! É sim, ele ama sua mommy - e seu comportamento, "talvez" seja baseado no comportamento de sua mama ;) Eu disse que teria, um dia seu shipp dá certo. Um dia. Leroy é o melhor, e agora com Judy, teremos momentos bem interessantes entre eles. Hahaha essas duas, essas duas... não perdem uma. Eu também, não era essa a direção que tinha planejada, mas acabou ocorrendo e achei que deveria colocá-la, já que renderá muitas coisas aí xD Bem, mais Shelby aqui e aos poucos vamos começar a ver a verdadeira Shelby... XxBre.

Agora a pergunta é: Por que esse interesse de Shelby pela sua filha agora? Até o próximo... Onde Faberry, infelizmente estará distante, mas... vocês descobrem no próximo. XxBre.