Não queria fazer isso aqui, mas é necessário. Hoje recebi a notícia de que começaram a postar The Bet no Nyah, sem minha autorização. E ainda me disseram que a garota tentou entrar em contato comigo. Em momento algum, recebi uma review, uma mensagem privada, um tweet pedindo permissão para postá-la, e ainda assim, a pessoa vai lá e posta a fic. Entendo que goste da fic, e que ainda de acordo com a pessoa, está fazendo uma "honra" postando-a lá, mas se não postei no Nyah tem um motivo, não gosto do site e quero minhas fanfics somente aqui no ff. net E ainda postam, sem colocar créditos, nem menciona meu user - nada. Por favor, se verem alguém postando minhas fics, denunciem. Nenhuma fic minha está autorizada a ser postada em outro site, a ser adaptada a outro fandom. Minhas fics são escritas somente para Faberry e devem permanecer neste site. Obrigada.


Respira fundo, desviando sua atenção a parede de cristal. Observa com certo fascínio a nublada manhã que se fazia na cidade dos anjos. Era um dia feio, escuro, não pode evitar pensar que combinava com seu humor. Umedece os lábios, cruzando os braços. Tem certeza que aquele era um dos piores dias de sua vida, se não for o pior.

Oito meses. Há oito meses Quinn entrara em sua vida, começando um relacionamento aos olhos da mídia e público. Uma das melhores coisas que já aceitara a fazer em sua vida. Afinal, se não houvesse aquele PR, jamais teria conhecido e compartilhado intimidades com Quinn Fabray. A mulher dos sonhos de qualquer um. A mulher perfeita. A mulher que ama, mas que naquele dia deveria deixá-la ir, oficialmente.

Dá um pesado suspiro, escutando vagamente como seu agente encerra uma ligação. Fecha seus olhos, abaixando a cabeça ao Kurt limpar a garganta chamando sua atenção. Sente seu coração bater cada vez mais rápido, sua respiração se torna entrecortada. Apertando os olhos, antes de abri-los, direciona o olhar a ele, observando como segurava com uma das mãos os papeis que a ligavam a Quinn. Prende a respiração, sabendo que estava prestes a escutar o que realmente não gostaria. As palavras que marcavam o fim.

"Bem... Durante esses oito meses, vocês fizeram um trabalho incrível. Melhor do que esperado. E estou muito orgulhoso do que conseguiram com isso. Orgulhoso de vocês." Declara Kurt, dando um minúsculo sorriso. "E as duas sabem o que o dia de hoje representa... Nosso trabalho chegou ao fim. O contrato está oficialmente acabado." Diz lentamente, abrindo seus braços sutilmente.

Em um momento de coragem, Rachel lança seu olhar a Quinn, que tinha os braços cruzados, portando uma expressão pensativa, enquanto assentia com a cabeça com o olhar fixo no agente. Aperta os lábios, voltando a abaixar a cabeça. Entre elas agora, só havia o fantasma do que uma vez foram. Durante esses últimos dias, tudo o que fizera fora assistir Quinn se distanciar cada dia mais, até chegarem aqui. Onde beijos, carícias – por menores que sejam – e conversas não existem mais. Solta o ar, negando com a cabeça, nem olhares mais trocavam. Só havia o silêncio e desconforto. Rapidamente, volta à atenção a parede de cristal.

"Voltaremos a NYC amanhã cedo, e soltarei os rumores pela parte da tarde." Continua Kurt, alternando o olhar entre Quinn e as costas de sua cliente, que aparentava tensa. "A nota confirmando o término será publicada daqui alguns dias." Desvia o olhar aos papeis em sua mão. "Até lá, ainda vão ter que seguir algumas ordens, por exemplo, o anel de compromisso de vocês, ainda será usado pelos próximos dias. O restante, no seu caso Quinn, Santana vai lhe dizer o que fazer quando o momento chegar. Assim como farei com Rachel." Dá um leve suspiro, passando uma mão por seu cabelo distraidamente.

"Acho que já discutimos o necessário." Diz, após alguns breves segundos de silêncio entre eles. O clima na sala não era o melhor; ambas pareciam desconfortáveis discutindo aquele assunto. Morde o lábio inferior, observando sua melhor amiga, que ainda de costas a ele, encolhia os ombros, como se respirasse fundo. "Há alguma dúvida?" Arqueia as sobrancelhas, pensando que talvez fosse melhor deixá-las sozinhas para conversarem.

"N – não." Responde Quinn, soando hesitante. Limpa a garganta, apertando os braços cruzados contra seu corpo. Não conseguia acreditar que o dia realmente havia chegado. Eram suas últimas horas com Rachel. O contrato havia acabado; a morena já não era sua namorada. Lança um nervoso olhar de lado à cantora, uma parte dela – a parte teimosa de seu cérebro – ainda não acreditava que estava perdendo-a, que depois de hoje já não haveria mais Quinn e Rachel. Essa parte, ainda insistia em acreditar em Rachel, que ela teria coragem para lutar por elas. Nega com a cabeça, voltando o olhar a Kurt. Um milagre não aconteceria, e deveria aceitar isso. Deveria deixá-la ir. Para sempre.

"Ok. Eu devo ir agora, Rachel, mais tarde ligo para você. Quinn foi um prazer trabalhar com você. Estou muito orgulhoso de tudo o que você conquistou com esse PR, foi um prazer imenso lhe conhecer." Se aproxima e abraça a atriz. "Muito obrigada por aceitar fazê-lo, tenho certeza que não poderia encontrar alguém melhor." Diz, com um pequeno sorriso divertido. Pelo canto de seus olhos, observa como a mais baixa parecia cada vez mais tensa.

Apertando sua mandíbula, Rachel se segurava para não pedir ao seu agente para que parasse de falar. Até a voz dele soava irritante naquele momento. Aquele dia estava cada vez pior. Sua cabeça era uma confusão, só queria sua Quinn de volta, mas ao mesmo tempo deveria aceitar a separação, afinal Quinn jamais fora sua realmente. Sentia que estava chegando ao seu ponto de quebra.

Segundos ou minutos depois, não sabe dizer ao certo, Kurt vai embora. Deixando um clima ainda mais tenso entre elas. Dá meia volta, direcionando seu olhar a Quinn, que olhava para um dos lados, com os braços cruzados. Não consegue controlar as lágrimas que começam a se formar em seus olhos, aquele realmente era o pior dia de sua vida. Umedece os lábios, dando lentos passos em direção a mais alta.

Ao se aproximar, Quinn continua com o olhar fixo em uma parede a um de seus lados. Coloca sua mão na nuca da outra, puxando-a cuidadosamente. Não há palavras ou olhares. Respira fundo, como se estivesse tentando encontrar coragem. Logo, deposita seus lábios sobre os dela, suavemente. Era a primeira carícia que realmente trocavam após dias. E não podia deixar de pensar, que também seria uma das últimas.

Se afasta, se controlando para que suas lágrimas não escorressem por sua face. Dá um minúsculo sorriso triste, dando meia volta e andando lentamente em direção ao elevador. Precisava de um tempo sozinha para poder pensar e controlar a confusão em sua mente. E sair dali antes que se quebrasse em frente a sua ex-namorada.

X

Três horas, três malditas horas se passaram desde que Rachel havia saído de casa. Leva a taça de vinho tinto a sua boca, dando um pequeno gole, com o olhar perdido a sua frente. Após aquele beijo, quando escutara as portas do elevador se fechando, correra atrás de Rachel, mas já era tarde demais. Ao chegar em frente ao elevador privado, este começava a descer, levando a mulher que ama. Umedece os lábios, apertando a taça contra sua mão. Ao ver como Rachel saía de casa, se desesperara pensando que ela estivesse indo para não voltar mais. O que não era o caso, já que todas as coisas da morena ainda ocupavam metade de seu closet. Aquele beijo tivera um sabor de despedida, e isso a inquietara.

Sente uma estranha sensação em seu estômago, ainda era difícil acreditar que aquele era seu último dia ao lado da mulher que ama. Que em menos de vinte e quatro horas Rachel embarcaria para New York City, deixando-a para trás, em seu passado. Dá um pesado suspiro antes de tomar mais um gole de seu vinho. Por que Rachel não fazia nada?! Por que Rachel não vinha até ela, e a dizia que queria tentar algo real?! Era tão fácil assim deixá-la, de se esquecer de tudo que ocorrera entre elas durante esses últimos oito meses, de esquecê-la?!

Abaixa a cabeça, isso claramente só fora um negócio para a morena. Um negócio ligado ao prazer. Lágrimas se formam no canto de seus olhos, mas se recusa a chorar. Deveria aceitar que sua relação com Rachel não passara de sexo. Não importa quão forte fossem seus sentimentos, deveria deixá-los ir. Desvia o olhar ao vinho, balançando a taça distraidamente.

"Você não vai falar nada?" Pergunta Santana desde o outro lado do sofá, em um calmo tom de voz. Havia chegado há meia hora, e ao ver a expressão de sua melhor amiga, não dissera nada, só se sentara no sofá, esperando. Um tempo depois, Bacon deitara sobre suas pernas, e passara a acariciar a cabeça do filhote, ainda esperando algo. Qualquer atitude de Quinn, que permanecera calada, com o olhar perdido a sua frente durante todo o tempo.

Ainda assistindo o vinho ao movimentar a taça, encolhe seus ombros sutilmente. Não queria falar, não queria companhia, só queria se esquecer de seus estúpidos sentimentos e dessa patética situação. Aperta a mandíbula, sentindo raiva crescendo dentro de si. Mais uma vez, raiva de si mesma, de seu estúpido coração por colocá-la nessa posição, por amar quem nem se importava com ela.

Sua expressão facial se torna em uma séria. "Eu a pergunto o mesmo, Santana." Diz em um murmuro, com o olhar fixo em sua taça. "Ainda vai ignorar meus sentimentos por ela, vai fazer vista grossa? Ou finalmente vai me dizer que eu deveria ter sido mais inteligente, que não deveria ter cometido esse erro, que tudo não passou de uma grande farsa e eu deveria saber melhor."

Há um pesado silêncio entre elas. Ambas pareciam perdidas em seus pensamentos, até Santana suspirar, quebrando o silêncio. "Sempre soube de seus sentimentos, mas decidi não dizer nada, afinal era algo entre as duas." Também murmura, cruzando os braços, lançando o olhar a parede branca a sua frente. "E já bastava Kurt e eu mandando no relacionamento público de vocês, não queria fazer parte do privado." Dá um minúsculo sorriso sarcástico, se lembrando de como fizera parte de um momento bem privado entre o casal de atrizes. Limpa a garganta, voltando ao foco do assunto. "Então, ignorei a situação, mesmo achando que não fora um bom momento para você se apaixonar, mas bem, o que podemos fazer?! Não se manda no coração, não escolhemos por quem vamos nos apaixonar." Dá de ombros, olhando de lado a sua amiga. "Você já conversou com a Raquel?"

Quinn rapidamente nega com a cabeça. "Não. E não vou fazer." Leva a taça a sua boca, dando um grande gole, antes de depositá-la sobre o braço do sofá ao seu lado direito.

"Quinn, nós duas sabemos como sua Raquel é difícil, e parece um bicho do mato a maioria das vezes, com essa mania de fugir quando alguém tenta se aproximar e conversar com ela, mas quando realmente queremos algo, fazemos a pessoa nos escutar de qualquer jeito." Declara, seriamente. E isso parece causar algum efeito em sua amiga, pois a atriz a olha não escondendo a emoção em seus olhos.

"Eu amo a Rachel, Santana." Afirma, passando a mão por seu cabelo, em um gesto nervoso. Era a primeira vez que admitia aquilo a sua melhor amiga. "Mas, eu não a impedirei ao sair daquela porta e da minha vida para sempre. Durante meses eu fiz de tudo para que ela mostrasse pelo menos um sinal de que queria algo sério comigo, mas não obtive nada..." Tivera alguns momentos duvidosos, mas nunca algo claro. "Dei tudo de mim, investi tudo em uma relação que nem era real." Abre os braços, sutilmente, dando um pequeno sorriso sem graça alguma. Sente seu coração se acelerar pelo peso de suas próximas palavras. Olha atentamente a latina, tentando soar determinada, mesmo que aquelas palavras ferissem seu coração. "Eu vou deixá-la ir, e seguirei com minha vida. Eu vou esquecê-la. De um jeito ou de outro, eu vou esquecê-la." Sussurra, sentindo uma lágrima escorrer por sua face. Estava dando-se por vencida.

X

Não fazia ideia de onde estava. Para no meio da calçada, lançando um curioso olhar ao seu redor. Ao ver uma placa, lê o nome da rua, comprovando que jamais estivera ou ouvira sobre aquele lugar. Passa a língua entre os lábios, pensativa. Deveria seguir ou voltar?

Observa uma criança de cabelos castanhos segurando uma grande boneca da Elsa, a mesma que dera de presente a Beth, passando ao seu lado, enquanto caminhava animada segurando na mão de uma mulher também de cabelos castanhos. Dá um pequeno sorriso, escutando como a pequena contava a que devia ser sua mãe, sobre os sabores de sorvete que escolheria.

Talvez houvesse uma sorveteria a frente, talvez se seguisse encontraria uma rua ou algo que realmente conhecesse. Talvez aquele caminho fosse o melhor. Antes que pudesse pensar mais uma vez, passa a seguir a alguns metros de distância a criança e sua mãe.

Dá um pesado suspiro, desviando rapidamente seu olhar ao céu. O dia continuava nublado, mas tinha um clima agradável. Sente seu celular vibrar no bolso de seu short jeans, ao pegá-lo percebe que era seu agente. Morde o lábio inferior, recusando a ligação. Não queria conversar com ninguém, não importava qual assunto fosse. Só precisava daquele tempo sozinha, precisava pensar em tudo o que estava acontecendo. E o que aconteceria a partir de amanhã.

Abaixa a cabeça, sabendo que daqui algumas horas não seria apenas a distância emocional ou física, seriam quilômetros e quilômetros distanciando-a da mulher que ama. Seriam outras pessoas, outras atividades. Seria uma nova vida. E ela, ela faria parte apenas do passado. Um passado de qual Quinn se envergonharia quando estivesse no auge de sua carreira. Afinal, fingir um namoro para chamar a atenção dos outros era algo baixo, bem baixo.

Escuta a menina gargalhar, e levanta seu olhar, observando-a. Aperta os lábios, sentindo seu coração se acelerar. Nada como a risada de uma criança inocente, livre, que tem como seu maior medo o monstro debaixo da cama, ou do escuro. Lembra de sua infância, foi uma infância feliz, não poderia ter pedido por pais melhores. Mas, não foi uma felicidade completa. Sempre faltara algo, algo dentro dela, uma parte de seu coração.

Oh, como sua vida mudara desde então. Como ela mudara. Para proteger um coração que já tantas vezes fora magoado, se afastara de todos, se tornando naquele desastre. Uma pessoa fechada, que ao ser tocada sentia todo seu corpo ficar tenso, que abaixava a cabeça na maioria das situações, aceitando o que é que fora, simplesmente por medo de se expressar, que optava pelo silêncio, mesmo sabendo que suas palavras poderiam mudar tudo.

Funga o nariz, no final do dia era apenas uma mulher medrosa, que se sentia completamente vazia, e ainda assim, continuava a agir com indiferença, como se tudo estivesse bem, sorrindo por simplesmente fazê-lo. Vendo todos ao seu redor conseguindo o que querem, sendo realmente felizes. Era uma covarde.

Covarde. Uma vez seu pai Leroy a dissera, logo após terminar com Pearl, que deveria parar de temer os relacionamentos sérios, que um dia a pessoa certa chegaria e ela deveria se abrir completamente a essa pessoa, dando a si mesma a chance de ser feliz. E que não temesse, pois quando essa pessoa chegasse, ela saberia por simplesmente olhá-la que é a indicada.

Desvia o olhar a um dos lados, se controlando para não chorar. Quinn a fazia sentir coisas que jamais imaginara que pudesse sentir. Ao estar ao seu lado, sorria de verdade, se transformava nessa Rachel descontraída, em uma versão melhor de si mesma, que tinha seus momentos de coragem por estar apaixonada. E mesmo tentando lutar contra esses sentimentos por um bom tempo, não conseguira ignorá-los. Era mais forte do que ela. Mais forte do que seu próprio medo de deixar alguém se aproximar demais. Quinn conseguira entrar sob sua pele, e não havia como tirá-la. Estava presente em cada um de seus pensamentos. Não havia dúvida de que Quinn era a indicada.

Mas, também sabia que não era a indicada para Quinn. E mesmo assim, não queria e não podia perdê-la. Queria fazer parte de seu presente e principalmente de seu futuro. Só queria ter um pouco de coragem, ter aquilo que tanto desejava. Ter Quinn de verdade só para ela. Queria mudar, ser uma pessoa melhor, tentar ser a indicada para Quinn.

Ser uma nova Rachel Berry. Saber perdoar e ser perdoada – mesmo ainda não estando preparada para perdoar e aceitar a aproximação de Shelby. Ainda pensava sobre o assunto – Ser realmente feliz. Lutar pelo o que quer. Deveria parar de castigar a todos aqueles que tentavam se aproximar dela, pelos erros cometidos e mágoas do passado. Deveria dar a si mesma uma chance de ser feliz.

Percebe a menina e sua mãe atravessarem a rua, indo em direção a sorveteria a frente. Cessa seus movimentos, pensando o que deveria fazer agora. Olha ao seu redor curiosamente, aquela também não era uma rua conhecida, mas havia várias lojas de marcas conhecidas. Suspira, cruzando os braços, direcionando o olhar ao seu lado esquerdo, percebendo a vitrine de uma loja de roupas.

Observa seu reflexo na vitrine. Alguns fios de seu cabelo caíam sobre sua face, suas bochechas coradas, seu nariz e olhos estavam vermelhos, levemente inchados após passar algumas horas chorando. Engole em seco, sentindo mais lágrimas se formarem no canto de seus olhos. Aquele reflexo lhe demonstrava uma pessoa perdida. Literalmente.

E agora, deveria voltar ou teria coragem o suficiente para explorar o desconhecido?

X

Muda de canais rapidamente, a procura de qualquer programa que pudesse tirar seus pensamentos daquele estúpido dia. Estava anoitecendo, e nada de Rachel voltar. Abaixa o olhar, percebendo que desde seus lugares no carpete, Bacon e Elphaba a olhavam curiosamente.

Arqueia uma sobrancelha, como se desafiasse a gata a fazer qualquer movimento. Para sua surpresa, Elphaba se aproxima lentamente, com aquele andado preguiçoso de sempre, passando entre suas pernas. Revira os olhos, levantando as pernas, cruzando-as, e depositando os pés sobre a mesa de centro da sala. Volta o olhar a televisão, logo se assustando ao sentir um movimento ao seu lado no sofá, a gata havia subido neste. Dá um pesado suspiro, ao ver Elphaba deitando sobre sua barriga. Gata folgada. Mas não faz menção alguma de tirá-la.

Coça o nariz com o dorso da mão, assistindo a um canal qualquer que transmitia um documentário sobre baleias. Elphaba mia, tentando chamar sua atenção, mas a ignora. Faz uma careta ao sentir o rabo da gata passar por seu braço. "Fica quieta." Murmura, escutando sobre como um bebê baleia poderia chegar a mamar quinhentos litros de leite em um só dia.

Elphaba volta a miar, e apertando seus lábios, deposita uma mão sobre a cabeça da gata, acariciando-a. Não há mais protestos depois disso. Elphaba simplesmente fecha os olhos. Gata mimada. Escuta o elevador privado chegar e rapidamente vira seu rosto à entrada.

Após longos segundos, Rachel aparece dando pequenos passos. O primeiro que percebe é sua expressão triste. Coloca Elphaba no assento ao lado e se levanta. Se direcionando a morena, com grandes e rápidos passos. Ao se aproximar, sem pensar duas vezes, coloca os braços ao redor de sua cintura, puxando-a para um abraço.

Deposita o queixo sobre a cabeça da mais baixa, dando um aliviado suspiro. Era bom tê-la entre seus braços novamente, e se preocupara ao ver cada hora se passar e nada de Rachel voltar. "Você está bem?" Pergunta, em um murmuro.

Rachel sentia muitas coisas, mas bem não era uma delas. Aperta ao abraço, levando suas mãos as costas da outra. Não sabia como deveria agir. Estava perdida. Fecha os olhos, se sentindo sufocada por toda essa situação. Durante sua caminhada, chegara a pensar se deveria passar a noite em um hotel ou dormir no quarto de hóspedes da cobertura, mesmo querendo estar o mais próximo que Quinn lhe permitisse. Não responde a pergunta, pois não sentia forças o suficiente para fazê-lo.

A atriz se afasta, olhando-a atenciosamente. Queria se certificar que nada de mais a acontecera, de que ela estivesse bem fisicamente. Ao encontrar com seu olhar, trocam intensos olhares, percebendo como os olhos castanhos brilhavam de uma maneira diferente. Com uma emoção que não sabia identificar. Umedece os lábios, se inclinando timidamente e depositando um suave beijo sobre a testa da morena.

Coragem, coragem, coragem sua covarde. Uma voz a dizia uma e outra vez em sua mente. Sente algo estranho em sua garganta, como se aquela sensação de sufoco aumentasse. Sabe que deveria dizer algo, qualquer coisa, mas não conseguia. Era como se sua mente estivesse bloqueada. O medo a bloqueara. Se controlando para não derrubar uma de suas lágrimas em frente a Quinn, a cantora limpa a garganta desajeitada. E por fim, consegue murmurar nervosamente. "Eu – eu vou tomar banho." Não lança um segundo olhar a loira, não queria que ela percebesse sua expressão atormentada. Direciona-se a escada, com a cabeça baixa, dissimulando as lágrimas que agora escorriam por sua face.

Quinn a observa ir, pensando em como sentira ter Rachel em seus braços novamente. Era como se ela pertencesse ali, entre estes. Como faria para deixá-la ir, se tudo o que queria era tê-la entre seus braços para sempre?!

X

Entrando na suíte principal, vê Rachel andando de um lado ao outro, usando somente uma toalha branca em volta de seu pequeno corpo. Passa a língua entre os lábios, observando-a dos pés a cabeça. Tem certeza que sua expressão naquele momento era de puro desejo. Cruza os braços, encostando-se à parede de entrada do quarto. Rachel ainda não havia notado sua presença, e parecia bastante distraída pegando algumas roupas dentro do closet.

Franze o cenho, logo percebendo uma grande mala azul marinho sobre a cama. A mala estava aberta, e já com algumas roupas dentro. E naquele momento, qualquer parte dela que acreditara que Rachel faria algo, morrera. Finalmente percebera que era o fim. Era realmente o fim. Não havia mais esperanças. Rachel iria lhe deixar, já não haveria Faberry, não seriam uma pequena família com Bacon-Tony e Elphaba.

Respira fundo, sentindo seu coração se quebrar em mil pedaços. Era uma idiota masoquista. Estúpida. E seria ainda mais por fazer aquilo, mas o faria mesmo assim. Precisava de um último momento com Rachel entre seus braços. Precisava se despedir, demonstrando seu amor da forma que a morena lhe permitira fazer durante os últimos meses. Não era só uma despedida a Rachel, era uma despedida aos seus sentimentos. Quando Rachel saísse por aquela porta amanhã, levaria com ela uma parte de seu coração.

Se direciona a cantora, e ao posicionar atrás dela, coloca as mãos em sua cintura, soltando um leve suspiro. Sentia como se não tivesse tocado Rachel durante anos, aquela falta de intimidade entre as duas não era normal ao seu corpo e cérebro.

Rachel se assusta ao sentir a quente respiração da atriz em seu pescoço, mas logo se acalma ao sentir mãos rodeando sua cintura. Inclina seu pescoço para um dos lados ao Quinn depositar seus lábios sobre ele. Fecha os olhos, sentindo todo seu corpo se arrepiar.

Lentamente a atriz sobe suas mãos pelo corpo moreno. Ao chegar sobre os seios, os aperta antes de puxar a toalha branca, deixando-a cair no chão, revelando toda a perfeição que era Rachel. Suspira, descendo uma das mãos à intimidade da outra, acariciando com as pontas dos dedos toda a pele por seu caminho. Prende o lóbulo da orelha entre seus dentes, seus dedos chegando ao clitóris da mais baixa. Dá um pequeno sorriso presunçoso ao sentir toda a umidade. Sempre a fascinava como o corpo da cantora respondia ao seu toque.

Passa a fazer círculos sobre o clitóris com as pontas do dedo indicador e do meio. Desce os lábios pelo pescoço da morena até chegar ao ombro, onde a morde não se importando se deixaria uma grande marca. Queria deixar claro que, pelo menos, por aquela noite Rachel era completamente sua. Leva sua outra mão a cintura da mais baixa, apertando-a.

A cantora deposita sua mão na nuca da loira, enterrando os dedos em seu cabelo. Estava se deixando levar naquele momento, só querendo vivê-lo, deixando sua angústia de lado. Passa a se mover contra o corpo da outra, em busca de mais contato. Geme ao Quinn apertar seu clitóris entre os dedos. Oh, como sentira falta daquela intimidade. Joga sua cabeça para trás, deitando-a no ombro da mais alta. "Quinn..." Murmura, sentindo sua umidade aumentar.

A loira cessa seus movimentos, mordendo o lábio inferior, retira seus dedos da intimidade de Rachel. Com a mão em sua cintura, a faz dar meia volta. Permite seu olhar encontrar com o dela, e novamente os olhos castanhos brilhavam com uma emoção que não sabia identificar. Umedece os lábios, enquanto leva o dedo indicador e o do meio a boca da mais baixa, passando-os sobre seu lábio inferior, fazendo-a sentir o gosto de sua própria excitação. Logo se inclina, beijando Rachel com tudo o que tem.

Rachel coloca seus braços ao redor do pescoço da atriz, se aproximando ainda mais, colando seus corpos. Suspira contente ao sentir a língua de Quinn invadir sua boca em um ágil movimento. Passara tanto tempo sem se sentir assim tão próxima, intima de Quinn, que as famosas borboletas em seu estômago pareciam ter se multiplicado. Dá um tímido sorriso ao ser carregada.

Quinn a leva em direção a cama, para logo deitá-la cuidadosamente, cobrindo o pequeno corpo com o seu, ao se deitar sobre a morena. Chupa seu lábio inferior antes de prendê-lo entre os dentes. Solta um gemido, descendo uma das mãos à perna esquerda da cantora, acariciando-a suavemente. Sente as mãos de Rachel levantando sua blusa, indicando-a para tirá-la. Quebra o beijo, se afastando e ajoelhando entre as pernas da outra sobre o colchão, tirando rapidamente a blusa vermelha que usava e seu short jeans, jogando-os a um lado do quarto. Revelando sua calcinha e sutiã brancos.

Volta a deitar sobre o corpo moreno, depositando seus lábios sobre os dela com sofreguidão. Passa a massagear o seio direito com uma mão, enquanto com a outra acariciava o definido abdômen. Move seu centro sobre o de Rachel, recebendo um rouco gemido. Sorri presunçosa, lembrando a si mesma que era a culpada de toda a excitação de sua amada. Pela última vez. Afasta esses pensamentos de sua cabeça, se concentrando naquele glorioso momento. Faria amor com Rachel como jamais fizera. Desce os lábios a sua mandíbula, voltando a mover sua intimidade sobre a dela, dessa vez com mais força.

Jogando a cabeça para trás sobre o travesseiro, Rachel aperta os olhos. Estava tão excitada que poderia chegar a um orgasmo simplesmente por aqueles movimentos de Quinn. Sente os lábios da loira descerem por seu pescoço até chegarem a um de seus seios, mordendo o mamilo com força. Inconscientemente move seu corpo contra o dela, fazendo suas intimidades se encontrarem mais uma vez.

Alternando entre beijos e mordidas nos seios da cantora, geme ao ver como Rachel arqueava as costas, se entregando mais a ela. Belisca o mamilo esquerdo, mordendo o seio direito antes de chupá-lo.

Segurando o lençol com uma das mãos, leva a outra a cabeça de Quinn. Enterra seus dedos nos fios loiros, gemendo, sentindo os lábios da outra descerem entre seus seios, sua barriga até chegar a sua intimidade. Morde o lábio inferior com força, ao receber uma mordida em seu clitóris.

Olhando curiosamente a atriz da Broadway, passa a chupar seu clitóris com entusiasmo. Rachel era a mulher mais bonita que já vira, principalmente naqueles momentos íntimos, onde se entregava completamente a ela. Contorna a pequena carne com a ponta da língua, antes de mordê-la suavemente.

"Quinn..." Geme, puxando o lençol entre seus dedos. Acaricia a cabeça da mencionada, segurando-a no lugar. Não demoraria muito para chegar ao seu tão desejado orgasmo. Solta um alto gemido a ser penetrada com dois dedos.

"Droga..." Murmura a mais alta ao sentir como a morena estava molhada, deslizando os dedos entre suas paredes. Chupa o clitóris com força, passando a movimentar seus dedos em um rápido ritmo, não dando tempo a Rachel para se acostumar. Em alguma parte de seu cérebro, uma pequena voz a dizia para provar a sua namorada, que ninguém a tocaria, que ninguém a faria se sentir como Quinn poderia fazer. Retira seus dedos dentro da outra, dando um pesado suspiro e fechando os olhos, tentando controlar seus pensamentos.

Volta a abri-los, penetrando-a dessa vez com três dedos, fazendo com que a mais baixa gemesse. Não se move por alguns segundos, simplesmente aproveitando aquele momento e deixando-a se acostumar com a intrusão. Logo passa a ponta da língua sobre o clitóris, provocando-o, começando a movimentar seus dedos em um rápido ritmo, aumentando-o cada vez mais. Sentindo as paredes pulsantes apertarem seus dedos.

Rachel não conseguia pensar em nada que não fosse Quinn, e o bem que estava fazendo-a sentir naquele momento. Podia sentir seu orgasmo se aproximando. Puxa uma mecha do cabelo loiro em sua mão ao ter seu clitóris mordido. Geme, arqueando as costas, oferecendo mais sua intimidade a atriz, que aumenta o ritmo de seus movimentos.

Com mais quatro fortes estocadas, Quinn sente a deliciosa essência de Rachel escorrendo por sua língua e dedos. Solta um contente suspiro, lambendo tudo o que a outra tinha a lhe oferecer, passando a mover seus dedos em um lento ritmo, antes de retirá-los. Os chupa, fechando os olhos e gemendo ao sentir o gosto de sua amada. Era seu gosto preferido, droga, como sentiria falta de tudo o que envolve Rachel.

Ao abrir os olhos, lança um curioso olhar a mais baixa, dando um tímido sorriso. Rachel tinha suas bochechas coradas, cabelos bagunçados e respirava com dificuldades. Era a imagem perfeita. A estuda por longos segundos, como se quisesse manter aquela imagem para sempre em sua mente. Deita-se sobre o corpo moreno, depositando seus lábios sobre os dela docilmente. "Eu vou sentir sua falta, Rach. Muito mesmo." Murmura, não conseguindo disfarçar seu emocionado tom de voz.

"Quinn –" Se interrompe quando a mencionada se afasta. Limpa a garganta desajeitada, observando como a loira tirava seu sutiã e calcinha, jogando-os aos pés da cama, para logo deitar ao seu lado, com o olhar fixo no teto. Recuperando seus pensamentos coerentes, umedece os lábios, sentindo uma estranha sensação em seu estômago. "Quinn eu –" Por que não conseguia dizer o que queria?! Por que era tão difícil se expressar com palavras?!

Observa o perfil da atriz, dando um profundo suspiro. Aproxima-se timidamente, percebendo como seu coração se acelerava. Volta a limpar a garganta, e em um pequeno momento de coragem, se senta sobre o corpo da mais alta. "Quinn, eu – hum – eu..." Engole em seco, se debatendo com suas palavras. Sentia sua boca seca, e algo como se fosse um nó em sua garganta, que voltava a fazê-la se sentir sufocada. "Uhm é..." Sentia vontade de chorar, e um medo diferente crescendo dentro de si. Se calara por tanto tempo, que não fazia ideia de como dizer o que deveria. Suas palavras simplesmente não saíam. E estava perdendo Quinn.

Rapidamente, a loira captura os lábios da cantora, querendo simplesmente sentir. Não queria escutar nada, só queria aproveitar aquele momento, sua última noite ao lado de Rachel. Leva uma mão a face da outra, acariciando-a, antes de colocar uma mecha do cabelo castanho para trás da orelha. Aprofunda o beijo, explorando a boca de Rachel com sua língua. Deposita sua mão livre na cintura da mais baixa, apertando-a até deixar a pele vermelha.

Logo empurra Rachel pela cintura, descendo-a por seu corpo, fazendo-a se sentar sobre seu centro. Solta um rouco gemido a suas intimidades se tocarem, sentindo sua umidade aumentar. Volta a apertar a cintura da morena, chupando sua língua, antes de fazê-la se movimentar. Seus centros molhados deslizando ao se tocarem.

A cantora deita seu corpo sobre o de Quinn, pressionando seus seios contra os dela, causando um gemido em ambas. Passa a se mover com mais força, sentindo seu ainda sensível clitóris, pulsar. Quebra o beijo quando o ar se faz necessário, depositando sua transpirada testa sobre o ombro da loira. Aquele quarto jamais estivera tão quente.

"Oh droga..." Geme Quinn ao seu clitóris passar sobre o de Rachel. Morde seu lábio inferior, descendo sua outra mão pelas costas da mais baixa, até chegar a uma de suas nádegas, apertando-a com gosto. Fazendo com que o ritmo aumentasse ainda mais. Sente suaves lábios passando por seu ombro, alternando entre beijos e pequenas mordidas.

Suspira, apertando seus olhos fechados. Sua mente estava completamente nublada. Não existia outra coisa, a não ser Rachel e ela. Geme, sentindo a umidade da cantora deixada em sua pele, ao Rachel se movimentar rapidamente sobre seu centro. Afunda a cabeça no travesseiro, fazendo a outra se movimentar com mais força, seus clitóris se encontrando deliciosamente.

"Rachel..." Geme, sentindo os primeiros sinais de seu orgasmo. Começa a se movimentar encontrando com as estocadas da morena, freneticamente. Depois de tantos dias sem essa intimidade, sentia que necessitava de seu orgasmo logo ou explodiria. Passa a se contorcer, jogando sua cabeça para trás, arqueando as costas. Dá um minúsculo sorriso satisfeito, ao Rachel soltar um alto gemido, aumentando o ritmo de suas estocadas. Logo as duas gemem de prazer, ao atingirem o clímax juntas.

Respirando com dificuldades, coloca seus braços ao redor da cantora, abraçando-a. Sente sua quente respiração perto de seu pescoço, fazendo-a arrepiar. Umedece os lábios, apertando-a contra si. "Isso foi incrível." Murmura, dando um pequeno sorriso antes de depositar um rápido beijo sobre a cabeça da morena. "Você é incrível." Solta um contente suspiro, acariciando suas costas, distraidamente. "Nunca duvide disso. Você não precisa de um relacionamento falso para brilhar, Rach, você brilha sozinha. Você é uma estrela." A minha estrela, gostaria de acrescentar, mas não o faz, pois sabe que depois dessa noite Rachel já não seria nada sua. E mesmo lhe causando uma terrível dor, finalmente havia aceitado esse fato.

Com a cabeça entre o ombro e o pescoço de Quinn, Rachel abre a boca, tentando dizer algo, qualquer coisa, mas nada saí. Novamente sentia essa estranha sensação em sua garganta. Fecha os olhos, respirando fundo. Como gostaria de conseguir vencer todos os seus medos, e ser corajosa suficiente para dizer o que deveria. Seria uma longa noite, por diversos motivos...

X

Levanta a cabeça do travesseiro, olhando ao seu redor assustada. Suspira aliviada ao perceber que ainda estava no quarto de Quinn. Tudo só fora um pesadelo, não estava presa em um avião, prestes a cair, indo embora sem se despedir da mulher que ama. Desvia a atenção ao seu lado, observando as horas no relógio sobre o criado-mudo. Ainda era muito cedo. E dormira somente por duas horas.

Afunda a cabeça no travesseiro, sentindo seus músculos doloridos. Quinn fizera amor com ela de todas as maneiras durante a madrugada. Desvia o olhar a mulher ao seu lado, que dormia tranquilamente. Por várias vezes tentara dizer algo, qualquer coisa para melhorar a situação, mas não conseguira. Simplesmente travava. E odiava a si mesma por isso. Deveria ser capaz de se expressar, de dizer tudo o que queria, e não deixar o medo dominar todo seu ser.

Morde o lábio inferior, nervosamente, levando uma mão a face da loira, fazendo tímidas carícias com seu dedão. Era a mulher mais perfeita que já conhecera, e como odiava a si mesma por não saber ser o que ela merecia. Sentia tanto medo de toda a situação, de se abrir e ser rejeitada, de ser novamente magoada, que permanecia em silêncio, simplesmente assistindo tudo aquilo que sempre quisera sair de sua vida.

E agora, em algumas horas deveria dizer adeus à pessoa, que tem certeza, ser o amor de sua vida. E tudo o queria fazer era ficar. Ficar e tentar ser o que Quinn merecia. Uma pessoa melhor, destemida. Por um breve momento, deixa seus pensamentos a levarem a um universo alternativo, onde ela não teria medo de revelar seus sentimentos, e Quinn sentiria o mesmo. Respira fundo, sentindo lágrimas se formarem em seus olhos, o que não daria para que isso fosse real. Para que fosse seu futuro.

Cessa suas carícias ao perceber que a atriz parecia começar a acordar. Prende a respiração, sentindo seu coração se acelerar e todo seu corpo se arrepiar. Não queria dizer adeus, não queria. Coragem, querido coração. Coragem. Suas mãos tremiam. Aquela era sua chance, sua última chance. Ou se arriscaria ou diria adeus. Tinha tanto medo, na verdade morria de medo, mas Quinn era mais importante do que ele. Alguns riscos valem à pena, e aquele valia mais do que qualquer um. Sente como se sua garganta fosse fechar, e ao Quinn deitar com seu rosto de frente a ela, percebe que se fosse corajosa suficiente para dizê-la adeus, deveria ser corajosa suficiente para dizer o que queria.

Quinn suspira, coçando sua cabeça, movendo suas pálpebras. Lentamente vai abrindo os olhos, mantendo-os semicerrados. Não fazia ideia de que horas era, mas sentia que não tivesse dormido o suficiente, seu corpo ainda estava cansado de toda a atividade que praticara durante a madrugada. Abre os olhos ao se lembrar o que o dia de hoje significava. Lança um curioso olhar a morena deitada ao seu lado, que a observava com lágrimas nos olhos. Nega com a cabeça; chegara o pior momento de sua vida. Era o momento do adeus.

Fecha os olhos, tomando o máximo de ar possível, antes de soltá-lo lentamente, como se aquilo fosse ajudá-la a enfrentar o que estava por vir. Mas, nada, absolutamente nada poderia prepará-la para escutar as seguintes palavras de Rachel.

"Eu – eu quero uma chance. Quero tentar algo real com você..."


BUM! E aí o que acharam? Eu disse a todos que Rachel ainda surpreenderia. Espero que tenham gostado e sorry pela demora para postá-lo e sorry por qualquer erro.

Ali: Sim, não é algo normal entre essa Quinn e essa Rachel estarem distantes, dá uma dor no meu heart de escrevê-las assim. E aí? Rachel fez algo! Yay! Muito obrigada, fico feliz que tenha gostado, depois desse cap, o 35 foi o mais difícil de escrever. Espero que tenha tido um bom Natal. E feliz ano novo! XxBre.

Ray: Olá, como vai? Sei que disse que já está acompanhando há um tempo, mas bem vinda (o)! E sim, muitos passam por uma situação similar a de Rachel. Muito obrigado, espero que tenha gostado. Feliz ano novo. XxBre.

Lorens: Não vou negar, fiquei realmente feliz em saber que consegui passar toda a angústia que quis com aquele cap. Foi difícil escrevê-lo, pois tive que realmente me conectar com os personagens, sentir o que sentiram para poder escrever e conseguir passar esses sentimentos, ou seria algo forçado, algo que você simplesmente ler, por ler, sem passar nada, seriam só palavras. E o problema delas, é um problema comum, infelizmente. Quantos casais estão por aí, deixando tudo acabar, mesmo se amando, por não saberem dialogar?! É algo realmente triste, mas é a realidade de muitos. E sim, há esses momentos, eu como escritora fico com raiva, imagine vocês lol Hahah é só brincadeira mesmo. Pode ter certeza, que em todas minhas fics, mesmo que tenha sofrimento, que passem bastante raiva, sempre, sempre Faberry será endgame. E sobre sua segunda review; quando deixamos o medo dominar, muitas vezes sem perceber, é difícil lutar contra ele, pois ele acaba sendo tudo o que você conhece, é difícil deixá-lo e explorar o desconhecido. Bem, com essa fic eu tento passar os sentimentos mais reais possíveis, algo que alguém possa ler e falar "wow, essa sou eu." Entende o que quero dizer? E que bom que tenha gostado tanto do cap, realmente fico muito feliz. Ele foi inteiro reescrito faltando apenas três dias para postá-lo, então eu estava super insegura sobre ele, mesmo gostado do que escrevi lol Espero que tenha gostado desse cap. Feliz ano novo. XxBre.

Samantha: Rachel teve coragem! E aí o que achou? Espero que sua tristeza tenha acabado :P Feliz ano novo. XxBre.

Guest: Haha Sim, mas uma tristeza necessária. Obrigada pelo voto de confiança, e aí está a primeira recompensa por isso ;) Feliz ano Novo. XxBre.

Bem, espero sinceramente que tenham gostado, esse foi oficialmente o cap mais difícil que escrevi, por diversos motivos. Não sei que dia a semana que vem irei postar, mas avisarei no Twitter. Um feliz ano novo a todos. XxBre.