"Eu – eu quero uma chance. Quero tentar algo real com você."

Por um minuto inteiro, todo seu mundo viera abaixo. Aquela frase ecoava em sua mente uma e outra vez. Quinn simplesmente não podia acreditar no que estava ouvindo. Era bom demais para ser verdade. Só podia ter escutado errado ou estar sonhando. Seu coração batia em um ritmo que tem certeza não ser saudável. Senta-se rapidamente sobre o colchão, franzindo o cenho. "O que?" Pergunta. Sua voz jamais soara tão incerta.

Rachel também se senta, deitando sua cabeça na cabeceira estofada da cama. Umedece os lábios, repetindo a si mesma que era o momento de ser corajosa, de lutar como jamais fizera em sua vida. Fecha os olhos, apertando-os, respirando fundo. "Eu quero uma chance." Engole em seco à sua voz falhar. Limpa a garganta, desajeitada, pedindo a todo seu corpo, forças. Forças para continuar. "Quero uma chance de verdade, quero tentar descobrir o que há entre nós. Eu quero ter um relacionamento sério, real com você." Suas mãos trêmulas passam a descansar sobre seu ventre. Abre os olhos, direcionando um hesitante olhar a Quinn. Agora era tudo ou nada.

"Eu sinto muito, Quinn." Lágrimas se formam no canto de seus olhos, e passa o dorso de sua mão pelo olho esquerdo, evitando que caíssem. "Eu sinto muito mesmo, sinto por ter tido tanto medo e por isso, ignorava o que sentia e agia com indiferença, como se tudo estivesse bem, quando nada estava bem." Limpa uma solitária lágrima que escorre pelo lado direito de sua face. Funga o nariz, olhando de lado a loira, que permanecia calada. "Eu sinto muito por ser uma covarde, que não consegue dizer o que sente por medo de ser rejeitada, que pelos últimos dias não fez nada a não ser deixar você se afastar, quando o que mais queria era ter você o mais perto possível." Solta um soluço, cobrindo sua boca com uma das mãos, lembrando de como se sentira ao ver Quinn se afastar cada vez mais e simplesmente assistir aquela intimidade que compartiram, morrer. Fora uma verdadeira tortura, onde todos os dias o fantasma do que chegaram a ser lhe assombrava.

E continuara a lhe assombrar até chegar aqui. A sua quebra. Tira a mão de sua boca, levantando a cabeça, voltando seu olhar à outra. "Sinto muito se a fiz pensar que não a queria, pois eu a quero Quinn, eu a quero como você me permitir tê-la. Você me faz sentir tantas coisas, me fez sentir tantas coisas desde o começo desse PR, que eu tive medo. Eu tive tanto medo. Medo de deixá-la entrar, de se aproximar de mais para logo perdê-la." Mais lágrimas escorrem por sua face, mas não faz menção de limpá-las. Estava sendo honesta, estava dando o primeiro passo para vencer um de seus medos. Estava tendo um ato de grande coragem. Fecha os olhos, sentindo duas lágrimas escorrerem ao mesmo tempo, ainda temia a situação, ainda temia ser rejeitada, de que Quinn não sentisse o mesmo, mas estava lutando pelo o que queria. Lutando pela mulher que ama.

A atriz aperta a mandíbula, com o olhar fixo na parede a sua frente, sentindo seu coração se acelerar ainda mais. Passa uma mão por seu cabelo, bagunçando os fios de trás. Ainda não havia olhado a morena, simplesmente não podia, ou choraria como uma criança. Se aquilo fosse um sonho que, por favor, não a acordassem. Rachel, sua Rachel estava pedindo-a para ficar. Abaixa o olhar, escondendo as lágrimas que escorriam por sua face. Depois de meses sofrendo, acreditando que aquilo jamais aconteceria, sua complicada Rachel a diz o que sempre quisera escutar. Suspira, sabia muito bem que deveria dizer algo, mas não conseguia. Seu cérebro não conseguia formar uma palavra naquele momento. Idiota. Escuta um soluço da cantora, e isso causa um aperto em seu coração. Odiava vê-la assim. Aperta os lábios, levantando a cabeça e encontrando com o olhar da mais baixa, trocam um intenso olhar mesmo que seus olhos estivessem cheios de lágrimas. "Rachel..." Se aproxima lentamente, sentando ao lado da morena, o mais perto possível, fazendo com que suas pernas se tocassem. Sentia esperança crescendo dentro de si, e mesmo querendo se jogar contra a mais baixa e beijá-la, declarando todo seu amor a ela, não podia. Sabe que devia manter o foco no problema.

Passa a língua entre os lábios, se debatendo com as palavras em sua mente. Abaixa o olhar a coberta sobre suas pernas, olhando-a com certo fascínio, como se fosse lhe ajudar a encontrar as palavras certas. Após longos segundos, quebra o silêncio. "Você não faz ideia de como escutar isso me deixa feliz. Rach, ter um relacionamento real com você é o que mais quero, sempre quis." Declara, depositando uma mão sobre a da morena, dando-a um pequeno aperto. Rachel entrelaça suas mãos, e dando um minúsculo sorriso, direciona o olhar a suas mãos entrelaçadas. "Durante meses fiz tudo para lhe demonstrar isso, tentei lhe demonstrar uma e outra vez como tudo poderia ser se você me deixasse entrar. E devo ser honesta, doeu, como doía estar disposta a oferecer meu tudo, e receber em troca apenas pequenos momentos. Pequenos momentos que eu acreditava serem suficientes." Diz tudo aquilo que ignorara durante o PR, sabendo que era o momento de ser honesta, e se Rachel realmente estivesse disposta a tentar deveria lhe ouvir. "Mas, não são. Rach, não podemos nos relacionar se não conseguirmos nos comunicar, se você vai se fechar e ignorar nossos problemas, ignorar meus sentimentos."

A cantora leva uma mão a sua face, limpando suas lágrimas. Nega com a cabeça, apertando os lábios ao escutar as palavras de Quinn. "Eu sinto muito, muito mesmo por tudo isso, Quinn, você tem que acreditar em mim. Eu nunca quis magoar você, eu só não sabia como agir diante de toda essa situação. Eu tinha tanto medo." Mais lágrimas escorrem por sua face, funga o nariz, forçando-se a dizer o que deveria. "Eu não quero me fechar, não mais. Não quero ficar longe de você. Eu realmente quero tentar, Q." Não esconde o desespero em seu tom de voz, desesperada para tentar demonstrar o que sentia; para expressar tudo àquilo que ignorara durante meses, e assim acabar com essa sensação de sufoco, que crescia cada vez mais dentro de si. "Eu estou cansada de ignorar e temer o que sinto por você. Eu quero tentar Quinn, então, por favor, me dê uma chance. Eu sei que não lhe mereço, que você merece alguém bem melhor do que eu, mas eu preciso de uma chance, eu sou melhor quando tenho você ao meu lado, e tentarei todos os dias – dando o meu melhor para lhe fazer feliz. Por favor, me dê uma chance." Estava implorando agora e não se importava. Não podia perdê-la, simplesmente não podia. Era o amor de sua vida, e como doía saber que fora uma covarde por tanto tempo, deixando a situação chegar aonde chegara.

Quinn chorava silenciosamente, vê-la assim quebrava seu coração. Solta sua mão entrelaçada com a de Rachel, para em seguida, colocar o braço ao redor dos ombros da outra, trazendo-a para mais perto. Deposita um pequeno beijo sobre sua cabeça, derramando algumas lágrimas nos fios de cabelo castanho. Sabe que ainda tinham muito o quê conversar, mas também sabe que Rachel ainda não estava pronta para expressar tudo o que sentia; ambas não estavam, precisavam de um tempo. Aperta a mais baixa contra si, dando um leve suspiro. Fecha os olhos, sentindo mais lágrimas escorrerem por sua face. "Você tem sua chance, Rach." Murmura com a voz falha, não escondendo sua emoção. "Você sempre teve." Volta a beijar sua cabeça, sentindo o peso daquelas palavras. Teria uma chance com a mulher que ama, teriam algo real. Dá um bobo sorriso, apertando-a mais contra si. Se controlando para não dizer como a amava, mesmo sabendo que não era o momento. Droga.

Rachel se afasta, olhando-a curiosamente. Mesmo escutando da boca da própria, ainda não conseguia acreditar que Quinn a queria, que queria tentar algo real com ela. Quinn Fabray o ser mais perfeito que já conhecera a queria, essa coisa imperfeita e medrosa, e ainda assim, Quinn a queria. "Você – você realmente... De verdade?" Pergunta em um sussurro com dificuldades, o nó em sua garganta a impedia de falar em um tom mais alto.

Assentindo com a cabeça, a loira a oferece um pequeno sorriso. Aquela, sem dúvida alguma, era a manhã mais intensa que já tivera em seus vinte e quatro anos de vida. E estava se tornando em uma das mais felizes. Seu sorriso se aumenta ao sentir os braços de Rachel ao redor de seu pescoço, abraçando-a como se sua vida dependesse daquele abraço.

"Eu juro que vou dar meu melhor, Quinn. Eu – eu sei que será difícil no começo, mas tenha paciência, por favor, tenha paciência comigo, eu quero mudar, eu vou mudar." Umedece os lábios, depositando seu queixo sobre o ombro da mais alta. Ainda não haviam discutido nem metade de seus problemas, mas aquilo era o bastante por agora. Era o que importava. Teria uma chance com Quinn, e faria de tudo para merecê-la. Estava determinada a ser o que Quinn merecia, uma pessoa melhor, destemida, que seria capaz de dizê-la o que sente sem pensar duas vezes. Aperta o abraço.

"O único que espero de você, Rach, é que pare de temer tudo o que nos envolve. Eu quero – preciso – que você possa se abrir comigo, falar abertamente sobre o que sente. Não tenha medo. Eu só quero lhe fazer feliz, ser o que você precisa." Eu só quero a amar, e ser correspondida. Se afasta, colocando uma mecha do cabelo castanho para trás da orelha. A oferece mais um pequeno sorriso, antes de se inclinar e depositar um suave beijo em sua testa. Suspira profundamente ao escutar um celular vibrar sobre a madeira preta do criado-mudo.

Rachel desvia a atenção a seu lado, alcançando por seu celular. "É o Kurt." Diz antes de atender a ligação.

Por alguns minutos, Quinn a assiste atentamente, enquanto conversava com seu agente sobre o horário do voo. Rachel seria sua, seria sua de verdade. Sua Rachel lutou por ela, por elas. Inconscientemente sorri apaixonada até perceber o que estava fazendo e morder seu lábio inferior. Não conseguindo se controlar, se inclina timidamente e deposita um rápido beijo em sua bochecha.

Ao encerrar a ligação, a morena dá um pequeno sorriso, limpando o restante de suas lágrimas. Abaixa a cabeça, murmurando. "Eu preciso ir, o voo sai em uma hora e meia." Respira fundo, levantando a cabeça e encontrando com o olhar da loira. "Eu não quero ir." Murmura de uma maneira quase imperceptível. Se não tivesse que voltar à peça, ficaria em Los Angeles por mais alguns dias, fazendo o que fosse possível para demonstrar a mulher que ama como estava determinada a lutar por aquele relacionamento.

"Eu não quero que você vá." Diz docilmente, volta a entrelaçar suas mãos. Precisava sentir Rachel o mais perto possível, precisava senti-la para acreditar que aquilo era real.

"Eu – eu..." Limpa a garganta, nervosamente. "Quinn – hum – como ficamos?" Tinham uma chance, mas ainda não sabia aonde isso as deixava. Volta a abaixar a cabeça, apertando os lábios. Ainda temia a situação, e a resposta que poderia receber.

Apertando a mão entrelaçada a sua, se move na cama, procurando uma posição mais confortável para suas costas. "Ficamos bem." Responde calmamente. "Eu quero estar com você, Rach, e você –" Se interrompe, dando um grande sorriso contente. Era difícil de acreditar. "Você quer estar comigo, então estamos juntas, tentando descobrir o que isso é." Indica entre as duas. Precisavam ter uma conversa séria, honesta, quando ambas estivessem preparadas para discutirem aonde poderiam chegar. Mesmo querendo tudo com Rachel, precisava proteger a si mesma até ter certeza da situação. "Acho que devemos levar tudo com calma, ainda temos muito o quê discutir, e pelo menos por agora, deveríamos manter isso somente entre nós."

Assentindo com a cabeça lentamente, a mais baixa desvia o olhar a parede a sua frente, com uma expressão pensativa. "É eu acho melhor assim, algo só nosso." Algo delas, de Quinn Fabray e Rachel Berry sem contrato algum. Somente elas. Sente lágrimas formarem em seus olhos, lágrimas de felicidade. Vencera um de seus medos, fora capaz de dizer o que deveria. E agora, tinha uma chance. Que, por favor, não a desperdiçasse. "Então, devemos agir como se tivéssemos terminado?!" Soa mais como uma afirmação do que uma pergunta.

"Sim, afinal precisamos agir assim por causa do contrato, mas eu gostaria que pudéssemos manter o que há entre nós em privado, até termos algo estável. Pode ser?" Era uma maneira de proteger o que poderiam chegar a ter. Durante todo o relacionamento público delas tiveram alguém as dizendo o que fazer, e tentando agradar ao público. Agora seria algo delas, somente delas.

Depositando sua cabeça sobre o ombro de Quinn, em um pequeno momento de coragem, suspira cansada. Apenas amanhecera lá fora, e já se sentia cansada. Emocionalmente. "Pode ser." Murmura, fechando os olhos, aproveitando aquele pequeno contato com a atriz. Dizendo a si mesma, que a partir de hoje seria uma pessoa corajosa, que não temeria demonstrar a Quinn como a desejava.

Algum tempo depois, Quinn se posicionava em frente ao elevador privado de sua cobertura, de mãos dadas com a morena. Bacon estava ao lado de seus pés, deitado com a cabeça entre as patas, olhando atenciosamente as duas. Elphaba dormia dentro da bolsa para gatos sobre o ombro de sua dona.

Dá um tímido sorriso, se aproximando lentamente. Leva uma mecha do cabelo castanho para trás da orelha, umedecendo os lábios. Seu olhar encontra com o da mais baixa, e mantendo-o, se inclina, unindo seus lábios, colocando sua mão na cintura da morena. Passam longos segundos com somente o encostar de lábios. Ambas simplesmente aproveitando aquele pequeno contato, mantendo em mente que aquele beijo marcava o primeiro do relacionamento delas. Rachel passa a mover seus lábios, capturando o lábio inferior de Quinn entre eles. Dá um pequeno sorriso ao escutá-la soltar um suspiro contente, leva uma mão a sua nuca, aprofundando o beijo.

Passa a língua pelo lábio inferior da loira, antes de invadir sua boca, explorando-a lentamente. Sente seu celular vibrar em sua bolsa, mas o ignora. Aperta seus olhos, chupando a língua da mais alta. Sabe que Kurt estava ligando-a, afinal já devia estar no aeroporto, mas não interromperia seus últimos minutos ao lado de Quinn, que não poderia levá-la ao aeroporto, pois devido ao contrato não poderiam ser vistas em público juntas.

Lentamente, vai terminando o beijo, até se tornar em um suave toque de lábios. Sorri timidamente, se afastando, sentindo suas bochechas se esquentarem. "É – é melhor eu ir... Eu ligo para você mais tarde, posso?" Como ambas tinham uma agenda para cumprir, não poderiam se alternar entre as cidades pelos próximos dias, mas faria de tudo para que pudessem manter contato todos os dias.

"Claro que sim, Rach. Me ligue assim que chegar." Deposita seus lábios sobre os dela rapidamente, agora que estavam tentando não controlaria seu constante desejo de beijá-la e acariciá-la. Ao se afastar, alcança pela grande mala, puxando-a até dentro do elevador, sendo seguida por Rachel. "Eu vou sentir sua falta." Diz docilmente, antes de depositar um suave beijo sobre sua bochecha.

"E eu vou sentir a sua..." Nervosamente a abraça, fechando os olhos, sentindo seu coração se acelerar. Realmente não queria ir. Queria ficar ali, entre seus braços, onde se sentia protegida, e encontrava forças. Ao se afastar, coloca suas mãos na face da outra, segurando-a no lugar, antes de depositar um pequeno beijo em seus lábios. "Até mais, Q." Murmura.

Dando meia volta, a loira morde seu lábio inferior, se controlando para não dar um grande sorriso. Se posiciona na entrada de seu apartamento, olhando intensamente a cantora. "Até mais, Rach." Hoje o que era para ser um adeus, se transformara em um até mais, com a certeza de que uma estaria na vida da outra. E mesmo tentando manter seu entusiasmo no lugar, não conseguia, esperando que dessa vez Rachel se tornasse em seu para sempre. Observa as portas do elevador se fechar, e a este começar a descer, solta o ar que nem sabia estar segurando, antes de fazer alguns gestos com suas mãos, murmurando uma e outra vez. "Sim. Sim. Sim." Dá alguns pulos, sorrindo como uma criança que acabara de descobrir que iria para Disney em seu aniversário.

Até ontem a noite pensara que tudo seria diferente nesta manhã, que seu coração seria quebrado. Mas, não, seu coração estava cheio de esperança. Esperança por um futuro ao lado de Rachel.

X

"Você está bem?" Pergunta Kurt, observando sua cliente de lado, que tinha o olhar fixo na janela do avião. "Você está meio estranha, aconteceu alguma coisa?" Arqueia uma sobrancelha, curiosa. Desde que chegara ao aeroporto, notara Rachel distante. "Isso tem algo a ver com o PR?"

Dando um pesado suspiro, a cantora desvia seu olhar a frente, apertando o cinto de segurança. "Nada. Só estou com um pouco de dor de cabeça, Kurt, não seja ridículo." Pela primeira vez não queria fugir de seus problemas. Queria ficar, ficar com Quinn. E tentar conversar sobre tudo o que sentia, tentar resolver tudo entre elas. Só queria ter sua Quinn. E temia. Temia que se passassem muito tempo separadas, a loira se esqueceria da chance que lhe dera.

"Eu não estou sendo ridículo, Rach, sei que você e Quinn tiveram algo, e mesmo você negando, sei que sente algo por ela." Declara, abaixando o seu tom de voz. Dá um gole em seu copo de água, pensando que talvez estivesse assim pelo fim do contrato, por não ter mais Quinn como sua namorada, e mesmo tentando ignorar seus sentimentos, sabe que aquela situação poderia estar afetando-a.

"Eu não quero falar sobre isso." Diz rispidamente. Deveria agir como fora combinado, ninguém devia saber sobre elas, e mesmo se declarando para Quinn, ainda não estava preparada para revelar o que sentia pela atriz a seu agente. Ou a qualquer outra pessoa.

"Ok..." Talvez agora não fosse o melhor momento para perguntá-la sobre sua vida pessoal, era melhor dar um tempo, e quando chegasse o momento sua melhor amiga revelaria o problema. Aperta os lábios, olhando a um de seus lados. Estavam na primeira classe, e como era muito cedo e um dia de semana, o avião tinha poucos passageiros. "Mudando de assunto, eu andei pensando e acho que agora seria um bom momento para procurarmos uma gravadora e trabalhar em seu álbum solo."

"Não, Kurt, eu ainda não estou preparada."

"Rach, pense bem, sua reputação está em alta, temos a atenção da mídia e do público. É o momento perfeito para lançarmos sua carreira solo. Procuramos um bom produtor musical, como você já tem a maioria das letras escritas não levará muito tempo para gravar um álbum. Até metade do ano que vem, seu disco pode ser lançado." Era uma ideia que sempre tivera, mas sempre estivera a espera do momento perfeito, um momento onde o álbum teria toda atenção, e realmente acreditava que aquele era o momento. Sua cliente estava em uma peça de sucesso, havia assinado com um filme musical, que não havia dúvidas seria um sucesso de bilheterias, gravaria dois álbuns soundtrack em breve, e acabara de sair de um relacionamento público. Se lançassem o disco até o próximo ano, o foco estaria todo na cantora. Seria um dos discos mais vendidos.

"Não, Kurt, eu não me sinto preparada." Mesmo escrevendo desde seus dezesseis anos, jamais mostrara as letras a alguém, e ainda não se sentia preparada para se expressar dessa maneira, compartindo músicas que representara importantes fases de sua vida, cantando letras que realmente significavam algo para ela. "Pelo próximo ano quero manter meu foco na peça e no filme." Declara. Talvez, só talvez daqui alguns anos, fosse capaz de cantar as músicas que escrevera, deixando o público conhecer uma parte da verdadeira Rachel Berry através de suas letras. Por agora, seria um passo de cada vez.

X

Dois dias depois.

Pelo vidro escuro do carro observa os fotógrafos se aproximarem. Estava em frente a um dos restaurantes mais famosos de NYC, onde metade pertencia a seu pai Leroy, já que fizera parceria com o chefe e investira nele para que pudesse abrir seu próprio restaurante. Ontem à noite, antes de se direcionar ao teatro para sua volta aos palcos, seu pai a ligara, pedindo para que ela fosse almoçar com eles. E seu agente, aproveitando o convite decidira que chegara o momento de começarem a soltar os rumores e as evidências da separação.

Abaixa o olhar a sua mão direita. O lindo anel de compromisso folheado a diamante, idêntico ao de Quinn, já não estava em seu dedo anelar. Kurt pegara o anel, dizendo que não precisaria mais dele. E ele estava certo, aquele anel representava seu passado. Não seu futuro com Quinn.

Respira fundo, decidindo que já era hora de sair do carro e enfrentar a situação. Treina seu melhor falso sorriso, abrindo a porta e saindo lentamente. Fecha a porta, travando-a, antes de dar meia volta e sentir o primeiro flash em seu rosto. Acena aos fotógrafos com sua mão direita, um pedido de seu agente para demonstrar que já não usava o anel. Atravessa a rua, cumprimenta o segurança do luxuoso restaurante, assim como o Maître ao entrar, que a acompanha a mesa onde seus pais já a esperavam.

Sabe que seu aspecto não era o melhor, mesmo tentando disfarçá-lo. Sentia como se algo faltasse, e sabia o que era. Mesmo conversando com Quinn todos os dias, por várias horas, sentia falta da intimidade que recém recuperaram. Precisava dela ao seu lado. Era como se seu amor, sua necessidade por Quinn, aumentara depois de dizer a verdade, de pedir uma chance. Sentia-se sozinha, triste, emocionalmente cansada, e tinha medo. Temia perder sua chance com ela por passarem tanto tempo separadas. Temia que alguém melhor entrasse na vida da atriz e a fizesse se esquecer de tudo que falaram. Temia que por ser covarde por tanto tempo, algo ou alguém entraria em seu caminho para puni-la. Limpa a garganta, desajeitada, abraçando seus pais antes de se sentar em uma cadeira em frente a eles.

Engole em seco ao perceber a revista depositada ao lado da taça com água de seu pai Leroy. Era uma das primeiras revistas de NY a alegar o término de sua relação com Quinn. Revira os olhos, Kurt lera toda a matéria a ela, uma matéria que fora copiada de uma revista de Los Angeles, que alegava que a separação fora devido aos ciúmes de Rachel, que aparentemente estava cada vez pior, e Quinn se sentindo sufocada por toda a situação decidira terminar o noivado. "O primeiro é o primeiro..." Diz o advogado, alcançando pela revista e levantando-a ao lado de sua cabeça. "Essa é a terceira matéria que leio nesta semana dizendo que vocês terminaram. Por que, Rachel, o que está acontecendo?" Não esconde seu desentendimento.

Mesmo sendo seus pais, e amando-os mais do que tudo, não poderia dizê-los a verdade, não por agora. Leva uma mecha de seu cabelo para trás da orelha, nervosamente. Não queria mentir, mas não devia dizer a verdade, assim que diz. "Nós – hum – nós só estamos dando um tempo." O que era em parte verdade, já que uma vez que tivessem algo estável, voltariam aos olhos de seus familiares e do público, por enquanto seria somente entre elas.

Abrindo a boca em um gesto exagerado, Leroy leva uma mão ao seu peito. "O quê? Por quê?" Aumenta o tom de voz, franzindo o cenho. Não podia acreditar no que ouvira. Tinha que ser uma piada. Isso não estava acontecendo, não com sua filha e Quinn. Não com Faberry.

"A distância estava sendo um problema para nós." Pensa na justificativa que Kurt iria dar para a mídia. Sentia-se mal por dizer aquilo aos seus pais, principalmente a seu pai Leroy, que sempre fora amigo de Quinn. Desvia o olhar a um dos lados, só queria que esse interrogatório acabasse logo. Que toda essa situação acabasse.

"Como assim à distância?" Não espera por uma resposta, antes de continuar, negando com a cabeça. "Distância... Semana passada mesmo você estava em Los Angeles, até nós estávamos em LA há três semanas." Lança um rápido olhar a seu marido, que os observava silenciosamente. Tinha uma estranha sensação sobre isso e não gostava nada, nada. Volta à atenção a sua filha, arqueando as sobrancelhas, portando uma expressão séria, assustadora até, alguns diriam. "Rachel, há algo que você não está nos contado. O que a Quinn fez? Ela que terminou o relacionamento? Oh meu Deus, não me diga que ela te traiu?"

Direciona um sério olhar ao seu pai, respondendo rapidamente. "Claro que não, papai. Quinn jamais faria algo assim." Cruza os braços, ignorando o estranho aperto em seu estômago ao pensar em Quinn com outra pessoa. "Nós só não estávamos dando certo." E não estavam; pelo menos nos últimos dias do PR. Jamais sentira tanta angústia, fora uma situação sufocante ver a mulher que ama se distanciar cada dia mais, e não ter coragem de fazer nada para impedi-la. Abaixa a cabeça, tentando afastar esses pensamentos. Tivera coragem, e agora tinha uma chance com a atriz, só precisava ter coragem suficiente para revelar seus sentimentos, pois uma vez que o fizera tudo se tornaria real.

"Tem outra pessoa, Rachel, você traiu Quinn? Desde agora informo que não aceito qualquer relacionamento que você tenha. Quinn e eu tivemos uma intensa relação e será difícil superá-la." Leroy realmente não conseguia entender o que estava acontecendo, se as duas pareciam tão apaixonadas, tão felizes. Como tudo poderia acabar assim? Havia algo de errado aqui, podia sentir, mas deixaria o assunto de lado por agora. Sua filha não aparentava estar muito bem, e o que precisava agora era de carinho. Sua expressão se transforma em uma calma, a oferece um pequeno sorriso, murmurando. "Eu te amo, vai ficar tudo bem."

Rachel aperta os lábios, fechando os olhos e dando um pesado suspiro. Massageia suas têmporas, podia sentir uma dor de cabeça se aproximando. Sentia vontade de chorar, realmente não estava bem. E ver seu pai a dizer como a amava só piorava seu estado, só queria que fosse fácil assim para ela expressar essas palavras.

X

Deposita seu cotovelo sobre o vidro da mesa, descansando o queixo sobre sua mão, tentando agir normalmente, mesmo que por dentro estivesse à beira de um ataque de nervos. Estava sentada ao lado de Barbra Streisand. Rachel não iria acreditar quando lhe dissesse.

O diretor a pedira para que fosse encontrá-lo em seu escritório, alegando que como as filmagens foram adiadas por duas semanas, devido a um problema no set de filmagens, deviam passar o texto mais uma vez com o ator que interpretaria seu par romântico. Grande fora sua surpresa ao chegar e encontrar Barbra passando o texto com aquele que seria seu namorado, calmamente.

"Então, qual a religião de sua família?" Barbra pergunta, desviando o olhar do papel a sua mão a Quinn, que engole em seco, estranhando a pergunta, até se lembrar que a pergunta era direcionada a sua personagem.

Volta o olhar ao texto, tentando encontrar rapidamente sua próxima fala. Droga, Barbra pensaria que ela não era uma boa profissional. Passa a folha à procura do diálogo, mas logo se lembra sobre o que tratava o filme, e responde improvisando. "Católica, senhora Schwartz, minha família é católica." O filme era uma comédia, onde seu personagem, filha de católicos rígidos, começa a namorar um judeu e conhece sua sogra, que a odeia desde o primeiro instante, e faz sua missão acabar com o relacionamento deles.

"Bom trabalho pessoal, vamos tomar uma pausa de cinco minutos." Diz o diretor ao perceber o nervosismo da jovem atriz, olhando ao ator sentado na poltrona do outro lado da sala, que não demora a sair.

Limpando a garganta, desajeitada, murmura envergonhada. "Eu sinto muito pelo meu deslize." Ela simplesmente não conseguia se focar em seu trabalho, todos seus pensamentos estavam direcionados a Rachel. Pelos últimos dois dias se controlara como jamais fizera para não ir a NYC. Perdera as contas de quantas vezes desejara deixar todos seus compromissos de lado, e ir atrás de Rachel. Mas, no fim, não fizera nada. Queria que a cantora estivesse realmente preparada para aquele relacionamento, queria que ela desse o primeiro passo.

"Você está bem querida? Estou notando você um pouco nervosa." Para sua surpresa Barbra deposita uma mão sobre seu braço, em um gesto carinhoso. Não era uma grande fã, mas não podia acreditar que uma lenda dos musicais estava tocando-a.

"Eu – estou bem, é só muita coisa para meu cérebro processar. Quero dizer, você é Barbra Streisand." Indica a famosa cantora, murmurando. "Barbra Streisand." Morde o lábio inferior ao escutar a mais velha rir, junto com o diretor. "A minha..." quase – futura namorada?! É precisava vir com um título melhor. "Rachel, é uma grande fã sua. E bem, eu já perdi as contas de quantas vezes ela me fez assistir Funny Girl." Dá um pequeno sorriso, se lembrando das noites em que passavam assistindo os musicais favoritos de Rachel. Sentia falta dessas noites, as queria de volta. Mesmo conversando todos os dias, ainda não era suficiente, precisava de mais. Precisava de Rachel ao seu lado, precisavam resolver toda essa situação e estarem juntas de uma vez.

"Isso é amável. Agradeça Rachel por mim, e diga que mandei um oi." A cantora pede gentilmente, depositando o script sobre a mesa.

"Ela não vai poder acreditar..." Diz, com uma expressão pensativa, imaginando a reação de sua próxima a ser – namorada? É realmente, precisava trabalhar nesse título. Como Rachel podia se tornar em sua namorada logo. "Você poderia, por favor, me dar um autógrafo em nome de Rachel Berry ou tirar uma foto comigo?" Seria o presente perfeito para sua futura namorada.

"Claro, será um prazer." Declara Barbra, e Quinn sorri contente. Mal podia esperar para entregar esse pequeno presente pessoalmente. Precisava ver sua Rachel. E tê-la entre seus braços novamente, e dessa vez não a deixaria ir.

X

"Há problemas no paraíso?" A voz da apresentadora do E! News preenchia a sala de seu apartamento. "Rachel Berry foi vista andando pelas ruas de NYC sem sua aliança. Enquanto, Quinn Fabray no mesmo dia estava no lançamento de sua campanha para o perfume Miss Dior, e ainda exibia sua exuberante aliança de compromisso. Fontes próximas ao casal afirmam que elas estão dando um tempo."

"No próximo bloco, ainda sobre Quinn Fabray, fomos entrevistá-la no lançamento de sua campanha para Dior..." Um curto vídeo da atriz, no tapete vermelho junto ao repórter do E! começa a ser mostrado. "Você surgiu do nada e agora é uma das novas atrizes mais reconhecidas de Hollywood..." No vídeo a loira sorri timidamente ao escutar o repórter, antes de piscar a câmera, e a imagem voltar à apresentadora. "Veremos o que ela responde sobre os rumores de trabalhar com Justin Timberlake. No próximo bloco."

Joga o controle remoto ao seu lado no sofá. Três dias haviam se passado desde o fim do contrato, e sua conversa com Quinn. Os rumores sobre o término delas estavam cada vez mais fortes. Revistas, sites, programas de televisão todos comentavam sobre a separação, alegando que era um triste fim para um dos casais preferidos dos fãs.

Encosta sua cabeça no sofá, levando as mãos a seu rosto, cobrindo-o. Ainda se sentia cansada, estranha. Era como se durante esses últimos dias estivesse no piloto automático ao ser levada por Kurt a vários eventos e andar sorrindo aos fotógrafos, como se tudo estivesse bem. Tudo passava por ela em um borrão. E já não sentia necessidade de fazer tudo isso, na verdade se sentia estúpida colocando um falso sorriso, agindo como uma das pessoas mais felizes, como se nada a incomodasse.

Seus dias não deveriam ser assim. Queria ser capaz de demonstrar o que realmente sentia, estava cansada de se esconder, de colocar uma máscara e agir como alguém que já não queria ser. Não queria mais essa vida. Estava cansada de fingir, de fazer algo simplesmente para chamar atenção da mídia e público. Só queria viver sua vida e trabalhar fazendo o que ama. Só queria aproveitar sua chance com Quinn. Ainda era preciso dizer tantas coisas, coisas importantes.

Só queria desaparecer desse meio e fugir com Quinn para um lugar onde seria só as duas, passar alguns dias afastadas de tudo e todos. Dar uma chance a elas de verdade. Aperta os lábios, assentindo com a cabeça. Queria fazer isso, se sentia corajosa suficiente para fazê-lo. Lutaria por elas, tentaria demonstrar a Quinn como se sentia antes que fosse tarde demais. Antes que perdesse essa chance por algum motivo.

Deveria ligar ao seu pai Leroy e avisá-lo que iria para a casa dos Hamptons, e fazê-lo jurar que não avisaria a ninguém. Sabe que ele está desapontado com o término delas, mas ainda era cedo para falar sobre a chance. Antes de revelar qualquer coisa a sua família, deveria conversar com Quinn primeiro, resolver seus problemas. E deveria ligar para Cassandra e pedir uma semana fora dos palcos.

Nada mais importava naquele momento, a não ser Quinn. Nada a impediria de resolver seus assuntos pendentes. Alcança por seu celular, discando o número da loira. Chama três vezes antes de a ligação ser atendida. Respira fundo, tomando coragem para dizer o que deveria. "Pegue um avião?! Pegue um avião e venha para NYC, podemos ir para os Hamptons, passar alguns dias sozinhas, eu tenho – preciso lhe dizer certas coisas e lá teremos privacidade e se realmente queremos tentar, deveríamos começar por lá..." Chegou a hora de mostrar a Quinn que pode ser melhor. Que pode ser a pessoa que ela merece.


Não foi um dos meus melhores caps, esperei mais de mim mesma, mas foi o que deu para escrever em dois dias. Sorry por qualquer erro, e bem, nesse cap tentei fazer algo diferente em algumas cenas, como minha amiga disse, tentei mais mostrar - pelo diálogo - do que explicar, espero que tenham entendido o comportamento das duas, sei que a maioria esperava que elas já se declarassem e voltassem de uma vez, mas para essa Rachel e agora para Quinn não seria o melhor. Realmente precisam conversar, se acertarem, dar essa chance a elas antes de se declararem. Mas, isso não quer dizer que vai demorar a acontecer ;)

JR: Tudo bem, hahah eu também diria palavrões em um momento como aquele. lol Eu sei, essa era minha intenção, eu queria levar a todos a acreditar que Rachel não faria nada, e no fim "bum" surprise bitch, eu disse várias vezes aqui que Rachel iria surpreender. E aguarde, pois é só o começo. XxBre.

Guest: Obrigada?! Espero que tenha gostado. XxBre.

Ray: Tudo bem por aqui, obrigada. :) E por nada, adoro ler tudo o que vocês pensam sobre os capítulos ;) Bem, eu tenho uma ou duas fics planejadas, dependendo das leitoras e do meu tempo, sim, vou realmente escrevê-las e postá-las. Uma até é uma pequena continuação de OLIHTS. Eu sei, o meu também, foi difícil escrevê-los, e sobre o fim, era de se esperar ainda mais com a personalidade de Rachel e esse relacionamento das duas - o só "sexo" - Ok, tinha planos para postar todas as segundas, mas desde semana passada tive alguns contratempos, mas vou ver se volto a postar as segundas novamente. XxBre.

Ali: Realmente apenas sentir. E bem, como Q pensou, dessa vez Rachel será para sempre, não a deixará ir. ;) Por nada, e obrigada, foi sim! :) Espero que tenha gostado do cap. XxBre.

Lorens: Muitos descreveram o cap assim. lol E foi o que quis passar, Quinn desistindo mesmo amando-a, e Rachel querendo fazê-lo, mas com seus medos dominando-a mais uma vez. Sua coragem foi crescendo aos poucos, o medo de perder Quinn sendo o maior que o medo de ser rejeitada. Sim, ficará, Faberry é endgame - óbvio - e vamos nos encaminhando a fase onde tudo será felicidade, vamos ao Faberry heaven - de verdade, dessa vez. XxBre.

Quinnefaberry: Olá, bem vinda! Que bom que está gostando, fico feliz em saber. E sim, era triste essa situação, mas acabou, agora tudo vai melhorar para elas. E sobre sua segunda review, aqui está o novo cap, espero que tenha gostado. XxBre.

Guest: Olá, bem vinda. Fico feliz ao saber que está gostando! E muito obrigada. XxBre.

Daniela: Eu devo dizer a verdade, quando recebi o email com sua review, eu ri, pois se estava assim lendo o cap 35, imagine quando começasse a ler o 36 e "bum" Rachel surpreende, quando você pensava que tudo estava perdido. Ela não desmaiou, e nem cantou, mas deu pulinhos, tadinha estava se controlando lol Bem, veremos como seu shipp ficará no próximo cap, agora que Rachel e Quinn vão ficar juntas, será que Elphie e Tony ainda serão amigos? Hahaha Wow, love you too. Aqui está o cap, espero que tenha gostado. The Bet, tenho planos para editá-la quando terminar OLIHTS. Que fofa! XxBre.

Samantha: Hahaha todos estavam assim, ninguém esperava essa da Rachel, tadinha, tinham que ter mais fé nela. Como você já deve ter percebido, essa é a intenção delas, e veremos se vão conseguir né?! E sobre os filhotes e o love, love, teremos isso de volta em breve, super em breve. Own muito obrigada! E sobre os tiros, essa era minha intenção ao planejar essa fic. XxBre.

Infelizmente, tenho uma péssima notícia. Como tenho uma viagem em família nesse sábado, não vou poder postar semana que vem, já que fui proibida de usar - ou levar - meu notebook. =( Volto na outra semana, e escreverei o cap o mais rápido que conseguir para postar logo para vocês. Sinto muito, e tenham uma boa semana, até a próxima. XxBre.