Parando o carro em frente à mansão, dá um leve suspiro, desligando-o e retirando as chaves, apertando-as contra a palma de uma das mãos. Hamptons. Estavam nos Hamptons, naquele pequeno paraíso pessoal. Observa os arbustos que cercava o lugar, como as folhas se moviam devido ao forte vento lá fora. Mesmo sendo um dia ensolarado, um belo dia, ainda ventava muito. Aperta sua mão contra o volante, desviando o olhar ao lado do passageiro, encontrando com o curioso olhar de Quinn, que lhe oferece um pequeno dócil sorriso.
Umedece os lábios, antes de retribuir o sorriso. Alcança pela mão da mais alta, entrelaçando-a com a sua, dando-a um pequeno aperto. Mesmo ainda temendo se expressar, se abrir, jamais se sentira tão determinada a fazer algo. Determinada a ir até o fim, a lutar por elas com toda sua força. A não deixar Quinn ir, a não perder essa chance. Até fizera algo que jamais imaginara fazer, deixar sua carreira em segundo lugar. Após encerrar sua ligação com Quinn, ligara a Cassandra, pedindo-a uma semana fora dos palcos, alegando estar passando por um momento complicado, e depois de muita insistência, e ter que escutar várias reclamações da produtora, conseguira o que desejara. Cassandra lhe concedera uma semana livre, e durante esse tempo, sua substituta Harmony ficaria como protagonista da peça, mas se Rachel pedisse mais um dia e não aparecesse no dia marcado, poderia se considerar desempregada. Não queria pensar no que Kurt iria achar de tudo isso. Mas no momento não havia nada mais importante do que Quinn, e o que poderia ocorrer entre elas. "Vamos entrar?" Dá mais um aperto em sua mão, arqueando sutilmente uma sobrancelha.
"Vamos." Alcança por sua mochila no banco de trás do Range Rover Evoque, em seguida abrindo a porta e saindo, observando como a morena se direcionava a parte de trás do carro. Durante todo o caminho a mansão, um sorriso divertido permanecera em seus lábios. Era gracioso ver Rachel dirigindo um carro daquele tamanho. Em um percurso que geralmente levavam cerca de três horas, hoje levaram quatro, simplesmente porque Rachel dirige como uma senhora. Mantém a porta do lado do passageiro aberta, a espera de seu filhote que não demora descer do carro, correndo em direção ao jardim. A fecha, colocando a mochila em suas costas.
Percebe como a cantora inclina e começa a puxar sua mala, que parecia ter roupas para passar semanas, não apenas alguns dias. Em seus ombros, estava a alça da bolsa em que levava Elphaba, que dormia tranquilamente. "Você quer ajuda?" A pergunta, ao ver como a mala parecia pesada.
"Não, obrigada. Eu consigo." Diz, fazendo certa força para puxar a mala até a entrada da casa.
Leva o dorso de sua mão ao nariz, coçando-o, ao Rachel passar com a gata ao seu lado. Com a mão livre, ajeita a alça da mochila sobre seu ombro, antes de segui-la até a porta de entrada da casa. Olha para um de seus lados, observando como seu filhote corria entusiasmado pelo campo, indo em direção ao jardim da parte de trás da mansão. Dá um pequeno sorriso, não fora a única que sentira falta daquele lugar. "Seus pais sabem que estamos aqui?" Chegam ao hall de entrada, com paredes na cor branca e bege escuro. Na parede bege, havia um grande quadro, que ia do piso ao teto, com a moldura branca. No desenho, todo pintado na cor creme, havia várias palmeiras de diferentes tamanhos. Em frente ao quadro, havia um pequeno puff de couro, onde Rachel deposita a bolsa com Elphaba.
"Sim, meu pai Leroy sabe que estou aqui." Aperta os lábios, deixando sua mala ao lado do puff, e juntando suas mãos distraidamente. Quando ligara a seu pai, não comentara sobre como Quinn também estaria na mansão. Não queria revelar nada sobre as duas, não sem antes conversar com a atriz. "Como combinamos que tudo ficaria entre nós, não disse nada sobre sua companhia. Ele acha que vou passar alguns dias, sozinha, pois estou sofrendo por nosso término." Faz uma pequena careta. Durante toda a ligação seu pai não escondera seu desapontamento, e como estava sofrendo pelo fim do relacionamento, e de como Rachel também deveria estar. Leroy até se oferecera para vir aos Hamptons com ela, alegando que deveriam passar mais tempo juntos, ainda mais em um momento difícil como esse. A situação seria até engraçada, se não estivesse tão envolvida nela.
"Acho que é melhor assim. Teremos mais privacidade, algo só nosso nem que seja por alguns dias." Sorri docilmente, sabia que ambas estavam nervosas, mesmo tentando dissimular. O nervosismo estivera presente desde que se encontraram no aeroporto. Havia sentimentos demais, e durante esses dias precisavam aprender a lidar com isso. A deixar de temer que fossem colocar tudo a perder, e quando tivessem a conversa, resolvessem tudo, se deixarem levar. Se entregarem uma a outra.
Assentindo com a cabeça, Rachel dá alguns passos a um de seus lados. "Isso... Eu também dispensei os empregados, então estaremos sozinhas aqui e não precisaremos nos preocupar com ninguém descobrindo algo antes da hora ou comentando sobre o que sabem." Antes de dar alguns dias de folga aos empregados da mansão, pedira para prepararem tudo para sua chegada. Encherem a geladeira, colocando vários pacotes de bacon, e deixarem ao menos uma refeição pronta. Realmente queria ter essa tão necessária privacidade com Quinn, ser somente as duas, dando uma chance ao que têm sem ninguém interferindo. Seria ao contrário de quando tiveram o PR.
Quinn a observa por longos segundos, simplesmente estudando os traços da mulher que ama. Aquela era Rachel lutando por elas, dando o primeiro passo. Vencendo seus medos, e deixando-a entrar. Por isso não hesitara a aceitar vir aos Hamptons, deixando seus compromissos profissionais de lado. Não podia estar mais orgulhosa e contente por estar presenciando esse crescimento de Rachel. Se aproxima lentamente da morena, que abaixa a cabeça, passando uma mão pelo braço, movimentando-o para cima e para baixo em um gesto nervoso. "Estou feliz por estar aqui com você." Se posiciona em frente a mais baixa, colocando sua mão sob seu queixo, fazendo-a levantar a cabeça e encontrar com seu olhar.
Engolindo em seco, desajeitada, a cantora olha intensamente a outra. Como sentira falta dessa proximidade, sentira falta de Quinn e tudo o que ela representava. Em um lento gesto, passa sua mão pelo braço livre da loira, antes de pegar sua mão e entrelaçá-la com a sua. "Eu estou feliz por você estar aqui." Murmura suavemente, oferecendo-a um minúsculo sorriso. E realmente estava feliz, sabe o que ambas estavam arriscando ao simplesmente deixarem tudo para trás para estarem juntas por alguns dias, mas ainda assim, as duas se arriscaram e estavam aqui. Aqui para enfrentar toda essa situação de uma vez, para dizer tudo aquilo que deveria. Que sentia, e não queria nem podia mais ocultar. Passa a língua entre os lábios ao senti-los secos, desviando o olhar a sua mala. "É melhor levarmos as malas para o quarto..." Comenta, não conseguindo evitar que seu tom de voz soasse nervoso. Ainda não se sentia totalmente preparada para a conversa. Mesmo querendo estar.
Com o olhar ainda fixo em Rachel, percebe seu nervosismo. A atriz dá um beijo no dorso da mão entrelaçada com a sua, para logo começar a acariciá-la com o dedão. Não iria negar, estava ansiosa para a conversa, para resolver tudo entre elas, para ficarem juntas de verdade, mas sabia que Rachel ainda se preparava emocionalmente para isso, e lhe daria um pouco mais de tempo. Afinal, dessa vez sabe que não iria fugir ou se fechar, dessa vez tudo seria diferente, pois Rachel estava disposta a se abrir com ela, não haveria nada nem ninguém entre elas, nem mesmo o medo. Dessa vez tudo seria real.
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Escutando a água do chuveiro cair, morde o lábio inferior, ignorando pensamentos inapropriados de uma Quinn nua e molhada. Não era hora para pensar em algo assim, havia assuntos mais importantes, mas sua mente e corpo a traíam. Não podia evitar desejar Quinn. Franze o cenho, tentando se concentrar em sua atividade. Desfazer a mala, colocando as roupas no closet.
Dá alguns passos em direção a cama, alcançando por uma blusa em sua mala, depositada sobre esta. Dá um pequeno sorriso ao escutar os suaves passos seguindo-a. Abaixa seu olhar, percebendo como Tony a observava com a cabeça inclinada para um lado. Depois de correr algum tempo pelo campo ao redor da mansão, o cachorro passara a segui-la, como se temesse que ela desaparecesse a qualquer momento. Se ajoelha sobre o carpete do quarto, acariciando a cabeça de seu filhote. Sim, ele estava crescendo e logo se transformaria em um adulto, mas para ela sempre seria seu filhote. Pelo canto de seus olhos, observa como Elphaba dormia sobre o puff aos pés da cama.
Levanta-se, desviando sua atenção de volta a mala, pegando mais algumas peças de roupa, antes de se direcionar ao outro lado da suíte, entrando no closet e colocando-as em seus respectivos lugares. Ao voltar, percebe que seu celular vibrava sobre o criado-mudo. Alcança por ele, era uma ligação de Kurt. Aperta os lábios, saíra de NY sem avisar seu agente, por uma mensagem de texto pedira para que Marley o fizera, alegando precisar de um tempo livre, ficar sozinha, e que voltaria daqui alguns dias. Solta um suspiro, recusando a chamada.
Não queria lidar com o agente, ou com qualquer outra pessoa que não fosse Quinn. Aquele era o momento delas. Os próximos dias seriam dedicados a somente elas. Joga o celular na cama, voltando a sua atividade. O aparelho começa a tocar, e ignorando-o, pega as roupas restantes, levando-as até o closet. Tony a segue, e se posiciona ao lado da porta, observando-a com a língua para fora, e um olhar expectante. Desvia sua atenção a parede à frente, distraída, ao celular começar a tocar novamente. Temia que seu agente descobrisse onde estava, e viesse interromper seus dias com Quinn. Que algo fosse acontecer em algum momento e colocasse a perder sua chance. Abaixa o olhar, se fosse honesta com si mesma deveria admitir quê temia que Quinn fosse se irritar ou cansar da situação, pegar suas coisas, e sair da mansão, de sua vida para não voltar mais. Que todas essas esperanças de um futuro ao lado da mulher que ama, seriam arrancadas de suas mãos. Respira fundo, não deveria deixar seus medos a dominarem. Não novamente. Não quando quase perdera Quinn por causa deles. E quando mencionada mulher estava há alguns metros de distância, tomando banho na casa que pertencia a sua família. Não depois de se arriscarem tanto para estarem juntas.
Deveria confiar em Quinn, confiar nelas e parar de temer. Queria mudar, oh como queria mudar, se transformar na mulher que gostaria de ser, que Quinn merece, logo. Mas sabia que era um processo lento, que era passo a passo e não algo de uma vez. Já dera os primeiros passos, agora precisava continuar seu longo caminho. Lutando por elas, por ela. Levanta a cabeça, assentindo, como se concordasse com seus próprios pensamentos. Ainda não se sentia totalmente preparada, mas chegara à hora. Era hora de ter uma das conversas mais importantes de sua vida.
Sai do closet, indo em direção a cama. Alcança pelo celular que não parava de tocar, desligando-o. Um assunto de cada vez. A porta do banheiro se abre, e levantando o olhar, encontra uma Quinn usando somente uma toalha vermelha em volta de seu corpo. Não pode evitar olhá-la da cabeça aos pés, inconscientemente aperta o celular contra a palma de sua mão. Seu coração se acelera aos ter novamente pensamentos inapropriados.
Observando silenciosamente a morena, a atriz dá um sorriso divertido. Adoraria demonstrá-la como estava feliz por estar ali, mas sabia que ainda não era o momento. Voltariam a esse nível de intimidade depois. Quando Rachel se tornasse em sua namorada. Em breve. Umedece os lábios, dando alguns passos em direção a sua mala, depositada sobre uma das poltronas no canto do quarto, como quem não quer nada. Como se não percebesse o olhar que lhe era lançado.
Limpando a garganta, desajeitada, Rachel cruza os braços, sentindo suas bochechas se esquentarem. "Você – hum você deve estar com fome, não é mesmo?" Não espera uma resposta, continuando nervosamente. "Irei ver o que deixaram pronto." Dá alguns passos, saindo do quarto. Logo para em frente à porta, dando meia volta e lançando um olhar hesitante a mais alta, que a olhava curiosamente. "E – e depois conversamos ok?"
Ignorando as borboletas que aparecem em seu estômago, e o arrepio que crescia por todo seu corpo, Quinn diz docilmente. "Ok." Dá um pequeno sorriso, observando Rachel sair do quarto, dando grandes passos. Leva uma das mãos a seu rosto, cobrindo sua boca, antes de descê-la lentamente. Sentia que estava a um passo de ter tudo aquilo que sempre desejara, e mal podia acreditar. Sua nova realidade era simplesmente melhor do que qualquer ficção.
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Com o olhar fixo a um ponto a sua frente, Rachel arqueia uma sobrancelha pensativa. Não fazia ideia de como começar a conversa. Estavam sentadas ao redor da mesa na espaçosa cozinha, em um completo silêncio. Quinn olhava a um dos lados, como se observasse o campo lá fora através da janela, perdida em pensamentos. Não podia deixar de observar que ela também aparentava nervosa. Fecha os olhos, apertando-os. Aquele silêncio começava a incomodá-la. Pode soar estúpido, mas temia o silêncio entre elas. Este a fazia se lembrar de dias que gostaria de esquecer, de dias de angústia, de uma grande tortura onde tinha a mulher que ama ao seu lado, mas ao mesmo tempo tão distante. Onde o silêncio era o único companheiro delas, uma das únicas certezas.
Abre os olhos, queria que tudo se resolvesse logo, que voltassem ao normal, onde o silêncio era confortável, e representava intimidade, com uma aproveitando das caricias e companhia da outra, e não algo desconfortável que lhe causava medo. Queria voltar a ser sua amiga, companheira, namorada. Queria tudo com Quinn. Tudo. Limpa a garganta nervosamente, chamando a atenção da atriz, que a olha rapidamente.
Aperta seus lábios, respirando fundo. Se realmente desejava tudo, deveria começar a lutar por isso. A se abrir, e deixar Quinn entrar como jamais fizera, mostrá-la o que há em seu coração. Só o simples pensamento há causa temores. Solta o ar lentamente, ignorando seu acelerado ritmo cardíaco. "Eu – eu vou tentar fazer isso certo, ok?!" Sua voz sai trêmula, e engole o nó que se formava em sua garganta. "Concordamos em dar uma chance a isso..." Indica entre as duas, antes de depositar suas transpiradas mãos sobre as pernas. "E logo tive que voltar a minha vida em New York e você a suas atividades em Los Angeles, e mesmo conversando todos os dias não foi – não é suficiente Quinn, eu – eu senti sua falta. Ainda sinto." Abaixa a cabeça, olhando distraidamente a suas mãos. Não era nada fácil dizer aquilo, uma pequena parte sua a pedia para se levantar e sair correndo dali, correr até encontrar um lugar onde poderia estar sozinha e não ter que enfrentar essa situação, seus sentimentos e o peso dessa conversa. Mas, a outra parte, a maior parte a dizia que se o fizesse, não teria uma segunda chance, Quinn não correria atrás dela. E sabia que isso seria pior do que se abrir e falar sobre seus sentimentos.
"Eu me tornei em uma pessoa dependente Quinn, dependente de seus abraços, carícias, seus beijos, dependente de você." Engole em seco, sentindo lágrimas se formarem em seus olhos. Seu coração se acelera ainda mais, suas mãos tremiam. Coragem, querido coração. Lute, diga o que precisa. Diz a si mesma uma e outra vez, ao sentir aquela familiar sensação de sufoco. Não podia travar, não agora, seus medos não podiam dominá-la. Uma solitária lágrima escorre por sua face, e a limpa com o dorso da mão antes de respirar fundo, como se aquilo fosse sossegar seus pensamentos. Com todas suas forças, levanta a cabeça, enfrentando Quinn. "E – e eu me apaixonei." Diz em um murmuro, não escondendo sua emoção. "Eu me apaixonei completamente por você, mesmo não querendo, pois sabia que nosso tempo estava contado, e tentando ignorar o que sentia, eu simplesmente me apaixonei."
Funga o nariz, voltando a abaixar a cabeça. Não podia olhá-la por muito tempo, seu medo de ser rejeitada não a permitia. Não queria ver como Quinn poderia levantar a qualquer momento e ir embora. Fecha os olhos, tentando afastar esses pensamentos, e continua nervosamente, antes que seus medos a impedissem. "E por medo eu não dizia nada, eu o deixava me controlar. Fazia de tudo para não ser magoada, tentando me proteger, que não percebia que assim só me magoava mais e a você também. Eu sinto muito por isso, Quinn, sinto muito por não saber ser o que você merecia desde o começo, por não ser quem você merece, mas eu vou ser melhor, me tornarei em uma pessoa melhor, em alguém que você merece. Se você me quiser..."
Se a quisesse?! Queria gritar a Rachel que não há nada nesse mundo que queira mais do que ela. Mas, não o faz. Naquele momento percebe que Rachel ainda esperava que aquilo não fosse real ou que não iria durar, ainda esperava que fizesse o mesmo que muitos; abandoná-la. E sabe que deveria assegurá-la não só com palavras, mas também com seus atos de que isso não iria acontecer. Quinn não iria a lugar algum, estava aqui para ficar. Para sempre. E não deixaria Rachel ir, não depois de escutar tudo aquilo que sempre quisera. Rachel estava apaixonada, apaixonada por ela. Sente seus olhos brilharem pelas lágrimas, e passando a língua entre os lábios, observa como a morena estava encolhida, como se temesse seu próximo movimento.
Solta um leve suspiro, se levantando lentamente e se aproximando da mais baixa. Ajoelha no chão, depositando as mãos sobre os joelhos da outra, murmura suavemente. "Eu também me apaixonei." Dá um pequeno sorriso emocionado. Como era bom finalmente dizê-lo. Era como se todo o peso fora tirado de seus ombros. Lágrimas escorrem por sua face, mas não faz menção de limpá-las. Aperta os joelhos da cantora, fazendo-a levantar a cabeça. Volta a sorrir ao olhar de Rachel, cheio de lágrimas não derramadas, encontrar com o seu. "Eu me apaixonei loucamente. Rach, não se apaixonar por você é algo impossível. Você com todo seu jeito de ser se tornou naquilo que jamais imaginei ter, mas sempre desejei secretamente." Na pessoa que a faria reconsiderar seu estilo de vida, desejando um sério compromisso pela primeira vez, fazendo-a sonhar com um futuro ao seu lado, se entregando completamente a essa pessoa sem temer, sabendo que nela encontraria tudo o que necessitava. Na pessoa que roubara seu coração, na mulher de sua vida.
Leva uma mão ao rosto da morena, limpando uma lágrima que escorria do lado esquerdo. "E, por favor, pare de dizer que não me merece, pois não há ninguém como você..." Deposita sua testa contra a da mais baixa, fechando os olhos, aproveitando aquele momento. Um momento em que demonstrava o quão forte sua Rachel era. Ela lutou, lutou contra seus medos, sua insegurança, contra todos aqueles demônios que a assombrava e a deixara entrar, se abrira, sendo honesta pela primeira vez sobre o que sentia. Rachel correspondia aos seus sentimentos. Deus, só de pensar sentia dificuldades para respirar. Era como um sonho realizado, um de seus maiores sonhos. Aperta os olhos, enterrando os dedos nos fios do cabelo castanho. "Você é a única que pode me ter por inteiro. Não há ninguém nesse mundo para mim, a não ser você. Eu só quero tentar com você, me entregar a você."
Não conseguindo mais controlar sua emoção, Rachel solta um soluço, seguido por várias lágrimas. Seu ritmo cardíaco estava tão acelerado que temia que seu coração fosse parar a qualquer segundo. Alguma parte de seu cérebro repetia as palavras de Quinn uma e outra vez. Como se quisesse se certificar que não escutara errado, que não estivesse imaginando coisas. Passara tanto tempo acreditando, dizendo a si mesma que não poderia tê-la, que não a merecia, quê era difícil de acreditar que Quinn realmente a queria, que estava apaixonada por ela. Coloca seus braços ao redor do pescoço da loira, sentindo todo seu corpo tremer pela força de seus soluços. Sabe que todas essas incertezas só a magoavam, e se não tivesse cuidado, por causa delas poderia colocar a perder o que tem com Quinn. Deveria esquecê-las, ganhar confiança em si mesma, e em seu relacionamento. Confiar em Quinn; lembra a si mesma. Aquilo era real, o que sentiam uma pela outra era real, e deveria acreditar. Depois de tantos meses sofrendo por um amor que pensara não ser correspondido, agora que sabia a verdade, deveria viver esse amor sem temer. Respira fundo, apertando seus braços ao redor da mais alta. "Eu – eu..." Fecha os olhos, soltando o ar frustrada, se debatendo contra suas palavras e soluços que a impediam de falar. Prende a respiração, como se aquilo fosse ajudá-la a encontrar as palavras certas.
Engole o choro e logo diz rapidamente, em um nervoso tom de voz. "Eu quero ser sua, Quinn. E – e eu vou tentar, eu juro que vou tentar dando o meu máximo para ser uma pessoa melhor, alguém que realmente consegue dizer o que sente, sem dificuldades, sem medo. Só peço para que tenha um pouco mais de paciência, pois no começo será difícil, mesmo querendo eu não posso mudar de um dia ao outro, e em alguns momentos provavelmente tentarei me fechar, mas lutarei contra meus instintos, e me abrirei com você, deixarei você entrar, ok?! Eu vou fazer com que isso funcione." Era sua maneira de dizê-la que se entregaria a ela, que se deixaria levar. Sente a atriz apertá-la contra seu corpo, e naquele momento sente algo como uma dose de determinação. Sabe que nem sempre seria fácil, sua personalidade complicada não iria desaparecer, mas lutaria contra seus demônios e iria vencê-los por Quinn, pois enquanto tivesse ela ao seu lado, fazendo-a se sentir segura, lhe dando força e apoio, sabia que valeria a pena lutar contra aquilo que a dominara por tanto tempo.
Isso daria certo, não havia dúvidas em Quinn. Sabia que dessa vez era para ser, Rachel estava preparada, preparada para investir nessa relação, corresponder seus sentimentos, para lutar por um futuro ao seu lado. Mas, não podia ignorar o maior problema. O problema que causara tanta dor, e uma grande distância entre elas. A falta de comunicação. Todo o sofrimento, angústia por qual sofreram pelos últimos meses poderiam ter sido evitados se ao menos se comunicassem. "Eu sei que será difícil, mas não podemos deixar que nossos problemas fiquem entre nós. Não podemos deixar que a falta de comunicação nos afaste novamente. Para esse relacionamento dar certo, precisa ser baseado na honestidade e comunicação. Devemos seguir em frente, sem nada entre nós. Rach, eu preciso ser capaz de falar com você, de discutir sobre meus sentimentos e nossos problemas, assim como preciso que você converse comigo sobre qualquer coisa, desde a um assunto pequeno a um grande problema, não importa o que seja, precisamos nos comunicar ou esse relacionamento não vai sobreviver."
"Eu vou aprender a enfrentar nossos problemas, a parar de fugir e ignorá-los. Eu prometo que quando você quiser conversar, estarei aqui para ouvi-la, mesmo que seja para reclamar da Elphie..." Brinca, dando um sorriso nervoso, limpando uma solitária lágrima que escorria por sua face. Já não sentia aquele sufoco, na verdade começava a se sentir melhor, seu ritmo cardíaco se normalizava, e seus pensamentos começavam a se acalmar. Sentia-se bem. Determinada. "E eu prometo que vou falar quando algo me incomodar, serei honesta sobre meus sentimentos, só, por favor, Quinn não desista de nós, não desista dessa chance."
Depositando um rápido beijo na bochecha de Rachel, Quinn coloca um braço ao redor de sua cintura, antes de se levantar carregando-a. Rapidamente a cantora, coloca suas pernas ao redor da cintura da loira, que dá um pequeno sorriso. A abraça mais forte, dando um contente suspiro. "Eu não vou desistir de você. Senhorita Berry, você ainda não percebeu que está presa a mim?!" Para sempre. Faria de tudo para que assim fosse. Não podia perder sua Rachel, nunca mais.
Rachel dá um grande sorriso, sentindo seus olhos se encherem de lágrimas. Mas se recusa a derramá-las, não queria mais chorar. Merecia ser feliz, diz a si mesma. Chega de sofrimento, queria dar uma chance à felicidade, ao amor. Amar com loucura, sem temer. Sente seu coração se encher de esperança, sabendo que faltavam três pequenas palavras a serem ditas, e que ainda não estava totalmente preparada para dizê-las, mas faltava pouco, podia sentir o momento se aproximando.
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Dando um longo trago em seu cigarro, levanta o olhar, observando o céu estrelado, uma das coisas que mais gostava na mansão dos Hamptons era essa proximidade com a natureza, não havia prédios cercando-a e arruinando aquela preciosa vista. Era uma noite com temperatura agradável, um suave vento soprava as folhas das árvores, os cheiros das flores se misturavam pelo jardim, em um canto da piscina o reflexo da lua dava um ar romântico. Ou talvez fosse ela que estivesse vendo romance em tudo. Mas, não podia evitar, estava perdidamente apaixonada.
Desvia o olhar a varanda da suíte de Rachel, as portas de vidro estavam abertas e as luzes acesas. Solta a fumaça lentamente, movimentando o cigarro entre seus dedos. Depois de conversarem por mais algum tempo, Rachel e ela passaram o restante do dia, abraçadas, retomando a intimidade que compartiam aos poucos, simplesmente aproveitando a companhia uma da outra, falando sobre tudo e nada, fazendo planos para os próximos dias, e só se desgrudaram quando a morena lhe dissera que iria tomar banho. E ela se direcionara a área da piscina para fumar. Precisava de um cigarro, este ajudaria a acalmar suas emoções.
Jamais se sentira tão feliz, seu coração poderia explodir de tamanha felicidade. Finalmente Rachel e ela estavam onde deveriam estar. Juntas de verdade, vivendo esse amor. Dá um sorriso bobo, é a vida era boa. E seria ainda melhor quando finalmente se declarasse uma à outra. Por diversas vezes quisera dizer a Rachel como a amava, mas conseguira se controlar. Queria que a morena fosse a primeira a dizer aquelas três palavras, assim saberia que ela também estaria preparada para escutá-las. Abaixa o olhar ao sentir algo se esfregando em sua perna. Elphaba mia, olhando-a curiosamente, e colocando o cigarro entre seus lábios, ignora a estranha sensação em sua garganta e como precisava coçar seu nariz, pegando a gata e apertando-a contra seu corpo.
"Hey Elphie..." Iria negar até em seu leito de morte que abraçara aquela gata e que a chamara por aquele estúpido apelido. Apaga o cigarro, apertando a ponta dele contra o piso de pedra. "Você sentiu minha falta?" Acaricia sua cabeça, sorrindo bobamente. Agora poderia se considerar oficialmente a mama de Elphaba, seu sorriso se aumenta. Iria dar bacon a ela todos os dias. Logo seu cachorro se aproxima silenciosamente, deitando em frente à espreguiçadeira em que estava. Alterna o olhar entre seus filhotes, Elphaba permanecia quieta em seus braços, quase dormindo, e Bacon deitava a cabeça entre as patas, olhando-a expectante. "Mommy e eu estamos juntas, e agora é de verdade e para sempre." Murmura, não escondendo seu entusiasmo. O filhote late, levantando a cabeça, movimentando seu pequeno rabo, como se entendesse o que fora dito, enquanto a gata agora dormia, como sempre agindo como se nada importasse. Revira os olhos, murmurando. "E é por isso, Bacon, que você é meu favorito." Sente seu celular vibrar sobre a cadeira, e ao alcançar por este, percebe que era uma ligação de sua mãe. Droga. A última vez que falara com ela, revelara que estava passando por um mau momento em seu relacionamento, e isso fora antes da notícia sobre o término ser divulgada.
Solta um pesado suspiro antes de atender. Sua mãe não espera nem um segundo, perguntando-a em um tom acusatório. "Você já está com outras mulheres?"
Franze o cenho. O quê? Não podia acreditar no que escutara. "O quê?"
"Não ouse mentir Quinn, eu acabo de ler que você foi vista saindo de um bar ontem à noite com uma mulher misteriosa. Quem é essa mulher, Quinn? Como você pode fazer algo assim com a Rachel? Nós duas sabemos muito bem que ela é a melhor coisa que já lhe aconteceu, ela é perfeita para você." Judy soava realmente magoada, faz uma careta. Odiava decepcionar sua mãe. "Eu me recuso a aceitar esse término, e por que você não me disse sobre essa separação? Tive que descobrir através do Leroy, que me ligou para perguntar o que tinha acontecido entre vocês... O que aconteceu, Quinnie?"
"Mãe, não há outra mulher. Pare de acreditar em tudo o que lê. Eu não estava em um bar ontem à noite..." Estava em uma chamada de vídeo no Skype com sua Rachel, mas não podia dizer isso. Não por agora, queria manter tudo entre elas, e só revelar que estavam juntas quando voltassem a NYC daqui alguns dias. Ainda não queria compartilhar com resto do mundo o que tinha com Rachel. Era cedo demais, e precisavam desse tempo sendo como algo só delas, ganhando a confiança necessária nesse relacionamento pelos próximos dias, antes que todos tentassem se intrometer. Mas, não pode evitar sorrir ao escutar a maneira que sua mãe falava sobre a cantora. "E bem, eu não fiz nada. Rach e eu só estamos dando um tempo mãe."
"Um tempo? Por quê? Quinn, o que aconteceu? Leroy e eu estamos preocupados aqui. Logo agora que tínhamos começado a planejar o casamento de vocês para a primavera nos Hamptons isso acontece..."
"Casamento? Mãe... Ninguém aqui vai se casar, você sabe muito bem que não estávamos noivas. E nada aconteceu, só estamos dando um tempo." Precisava encerrar essa ligação antes que sua mãe continuasse a lhe fazer se sentir mal por mentir e decepcioná-la. "Eu preciso ir, depois eu te ligo para conversarmos sobre isso, ok?" E pretendia fazê-lo, quando estivesse em NYC.
"Eu sei que vocês vão voltar, e ainda terei um casamento nos Hamptons para planejar." E com isso Judy Fabray encerra a ligação.
Nega com a cabeça, apertando o celular contra a palma de sua mão. Ignorando completamente o que sentira sobre a ideia de um casamento nos Hamptons. Não era o momento. Deposita Elphaba sobre a espreguiçadeira ao lado, antes de se levantar. Decidindo que já havia aproveitado o suficiente do ar livre e que deveria voltar para o confortável quarto de Rachel, esperando-a sair do banho e assim passarem o restante da noite, abraçadas, onde não seriam interrompidas por nada nem ninguém. Seu celular volta a vibrar, notificando uma chamada de sua agente.
Atende, sabendo que deveria enfrentá-la o quanto antes. E antes que possa dizer algo, a latina começa a falar, não escondendo sua irritação. "Você não pode simplesmente sair assim, só deixando uma mensagem de que vai passar um tempo fora e para que eu refaça toda sua agenda. Isso não foi muito profissional, ainda mais quando nem me diz para onde está indo. Eu como sua agente e melhor amiga tenho o direito de saber onde você está."
Dá alguns passos a um dos lados, se aproximando da piscina, distraidamente. "Santana, eu –" Passa uma mão por seu cabelo, frustrada, a ser interrompida.
"Onde você está Quinn? Você sabe quê daqui alguns dias temos o lançamento de Broken em New York, e que você como a protagonista do filme deve estar lá."
Como se ela pudesse esquecer-se da grande festa que seria organizada para a estréia do filme. Várias personalidades importantes estariam presentes, Isabelle fizera questão de chamar famosos atores, cantores e empresários residentes de NYC. Alugara um dos maiores cinemas da região para passar o filme, e ainda alugara um restaurante para celebrarem o lançamento. "Eu sei... E estarei lá, Santana, não se preocupe."
"Quinn, isso não é engraçado, onde você está? Apareça! Podemos aproveitar que agora tive que refazer toda sua agenda e ir para NY antes da estréia do filme, passando alguns dias lá... Podemos arrumar uma garota bem gostosa para te tirar desse humor terrível e fazer você aproveitar seu tempo na cidade..."
Coça sua nuca, sua própria agente estava irritando-a no momento. Era tão difícil de entender que queria algo só dela, um tempo livre sozinha?! Estava cansada de todos tentarem se envolver em sua vida pessoal. E ao invés de respeitar seu momento, a agente sugeria que encontrasse outra mulher para se divertir.
"Eu sei que você está sofrendo pela Raquel, mas é hora de superar... Não há porque ficar assim quando se pode molhar os dedos por aí."
"Santana –" Faz uma pausa, respirando fundo, logo dizendo no tom mais calmo que consegue. "Só cuide de seu trabalho, da minha vida pessoal cuido eu, e aproveitarei meu tempo livre do meu jeito. Estarei em New York no dia do lançamento, até lá estarei por aí, e não tente mais entrar em contato comigo, pois meu celular vai estar desligado. Até mais." Encerra a ligação, escutando as reclamações em Espanhol de sua melhor amiga. Desliga o aparelho, dizendo a si mesma que quando voltassem a NYC, Rachel e ela precisavam conversar seriamente com seus respectivos agentes. Santana e Kurt precisam aprender a deixarem de se intrometer na vida pessoal delas, mesmo sendo seus melhores amigos, parecem colocar o trabalho sempre em primeiro lugar, sempre pensando na publicidade que poderiam ter, e se cansara disso. A vida amorosa delas seria algo só delas, e de ninguém mais.
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"Eu não vou assistir esse filme..." Diz, franzindo o cenho ao ver a capa do DVD que Quinn segurava. Leva à caneca branca a boca, dando um gole em seu chá. Após ficar sabendo sobre as ligações que Quinn recebera, decidiram assistir um filme, dispostas a não deixarem os assuntos pendentes que tinham em NYC, atrapalharem o momento reservado a elas. Mas não podia negar que ficara contente ao saber como Judy a defendia, e se sentira mal por ainda não poder contar o que estava acontecendo. Estava com Quinn, estavam juntas. Direciona o olhar a sua Quinn, em pé em frente à televisão. Ainda não podia acreditar que a atriz realmente correspondia aos seus sentimentos. Não consegue evitar um pequeno sorriso que se forma em seus lábios. Faria de tudo para que esses sentimentos nunca mudassem. Uma parte de seu cérebro a faz se lembrar do que Santana sugerira e seu sorriso se desfaz. Só o simples pensamento dela com outra mulher a fazia sentir náuseas. Nega com a cabeça, afastando esses pensamentos indesejados. Quinn era sua, dessa vez era de verdade.
"Por que não?" Pergunta, como se não fosse nada demais, virando a capa e lendo os créditos do filme.
"Quinn, você sabe que não gosto de filmes de terror, e assisti-los durante a noite me faz ter pesadelos, e isso faz com que eu perca minhas – mais do que – necessárias oito horas de sono." Reclama por simplesmente fazê-lo, afinal estava contente por ter a oportunidade de passar mais noites assim ao lado da mulher que ama. E naquele momento não se importaria em assistir qualquer filme que Quinn escolhesse. Sopra o chá, distraidamente. Elphaba pula no sofá, e deita ao seu lado. Dá um sorriso ao ver a loira fungar o nariz, em seguida coçando-o com o dorso da mão.
"Rach, esse filme não tem nada de terror..." Passara um bom tempo procurando um filme na extensa coleção de DVDs de Leroy, e só encontrara musicais. Até encontrar este jogado em um canto da prateleira. "Você vai gostar, tem uma história triste, é sobre uma mãe que perde seu bebê." Coloca o CD em seu lugar no aparelho de DVD, antes de se direcionar ao sofá, sentando-se ao lado da mais baixa. Coloca o braço ao redor de seus ombros, abraçando-a de lado. Bacon entra na sala de televisão, andando lentamente com um brinquedo laranja em sua boca. O joga sobre o carpete, deitando-se ao seu lado.
"Você sempre fala isso, e sempre é mentira. Tenho certeza que meu pai tem uma cópia de Funny Girl, por que não o assistimos novamente?" Arqueia uma sobrancelha sutilmente, depositando a caneca sobre a mesa de centro. Coloca suas pernas de lado sobre o sofá, se aproximando mais da atriz. Aperta os lábios com força, sentindo suas bochechas se esquentarem ao deitar a cabeça sobre seu ombro.
"Sempre é verdade, não é me culpa se você se assusta fácil e só gosta de musicais." Dá um sorriso provocativo, ignorando a pergunta. Como sentira falta desses momentos, onde eram somente as duas e nada mais importava. "E Mama não tem absolutamente nada de assustador." A aperta contra seu corpo, depositando um beijo em sua cabeça.
"Eu não me assusto fácil, e não gosto só de musicais." Se defende, dando um pequeno sorriso ao sentir Quinn cheirando seu cabelo. Morde seu lábio inferior, observando como os créditos iniciais do filme começavam. Dá um leve suspiro, movendo sua cabeça sobre o ombro da outra, fazendo com que sua testa encostasse-se à bochecha da loira, e colocando um braço sobre sua barriga. Fecha os olhos, simplesmente aproveitando aquele momento intimo. Sabia que jamais teria uma intimidade como essa com qualquer outra pessoa, era impossível. Sua personalidade a faria travar se sentindo desconfortável com a situação. Mas com Quinn, era impossível não tocá-la, era como se houvesse um imã que a puxasse, e mesmo tentando lutar contra essa força, nunca conseguia vencê-la. Não haver contato físico entre elas era algo anormal. E só de pensar que quase perdera tudo isso. Abre os olhos, passaria o resto de sua vida tentando ser o que Quinn merece, e jamais as colocaria em uma posição como aquela novamente. Seria forte, lutaria por esse amor pelo resto de sua vida, pois sabia que Quinn era a indicada, não havia outra pessoa para Rachel. Somente Quinn Fabray. "Obrigada." Murmura.
Abaixa o olhar, arqueando as sobrancelhas desentendida. "Pelo quê?"
Levantando sua cabeça, olha diretamente aos olhos avelãs. Novamente sente suas bochechas se esquentarem, e seu ritmo cardíaco se acelerar, mas não desvia o olhar. Precisava dizer aquilo. Precisava se expressar, mesmo que não fossem as três palavras que rondavam sua mente naquele momento. "Por essa chance, por me aceitar, por ser você. Por ser tão Quinn." Termina sorrindo timidamente.
A atriz faz uma careta divertida. "Eu sou muito Quinn?" Observa como a morena assente com a cabeça, e não conseguindo se controlar deposita um rápido beijo em seus lábios antes de se afastar, perguntando-a. "E o quê isso significa?"
"Que você é perfeita." Suas bochechas jamais estiveram tão coradas, tinha certeza disso. Passa a língua entre os lábios rapidamente, em um gesto nervoso. Abaixa o olhar, perdendo-o em uma parte do sofá atrás de Quinn. "Que é a pessoa pela qual esperei por toda minha vida." Murmura de maneira quase imperceptível. A pessoa que até um tempo atrás pensara que não existia, e que se existisse jamais a encontraria, afinal não seria para ela, seria para alguém melhor, alguém que realmente a merecia. Então conhecera Quinn, e mesmo tentando ignorar por um bom tempo, não conseguira negar o fato de que era essa pessoa. A sua pessoa.
Se isso não fosse uma declaração de amor, não fazia ideia do que era. Todo o ar parecia ter deixado seu corpo, sua cabeça pesava pela força do que lhe fora dito. Era como se estivesse dentro de um sonho, de um que não queria acordar jamais. Sentia-se tentada a lhe dizer aqui e agora como a amava, mas se controla. E ao perceber como Rachel parecia se encolher, rapidamente endireita sua postura, depositando uma mão sob seu queixo, fazendo-a levantar a cabeça, encontrando com seu olhar. Lentamente se inclina, capturando seus lábios em um suave, quase tímido beijo. Só o encostar de lábios. Ao se afastar, dá um dócil sorriso, sentindo seus olhos brilharem de emoção. "Eu também esperei por você, em meus maiores sonhos. E agora que eles se tornaram realidade, nunca vou deixar você ir." Não importa o que acontecesse, não desistiria daquele relacionamento. Não desistiria de Rachel. Afinal tudo o que sempre esperara fora honestidade por parte de Rachel, uma chance, e agora que a tivera, não havia o que temer se entregaria completamente – já havia se entregado – e viveria aquele amor, e faria dele um amor legendário.
Sinto muito, muito mesmo por essa demora. Sorry por qualquer erro, espero que tenham gostado do cap, agora como podem ter percebido podem respirar normalmente novamente, elas já estão retomando aos poucos ao seu nível "normal" de intimidade... Um cap mais para resolver os assuntos pendentes antes de realmente começarmos entrar no Faberry heaven.
Ray: Verdade, eu sempre acabo dando algum spoiler em minhas respostas. Bem, ainda não é certeza se escreverei, mas talvez o faça, aí anuncio aqui... Exatamente, por isso esse cap e o anterior, caps menos intensos, mas ainda assim necessários, pois mostram o processo até a revelação dos sentimentos. É, é que não queria alongar muito a fic, aí já disse de uma vez que seriam 45 caps. Já devem ter acabado suas férias, espero que tenha se divertido durante seus dias livres, e sinto muito por essa demora para postar. XxBre.
Diannaagronlife: Aí está o primeiro dia dessa viagem, ;) espero que tenha gostado. E obrigada :) XxBre.
Ali: Rachel continuará surpreendendo, cada vez mais, pode ter certeza! Exatamente, sem comunicação não há como um relacionamento sobreviver. Muito obrigada! Sinto pela demora, espero que tenha gostado. XxBre.
Samantha: Haha essa Rachel está surpreendendo a todos, e continuará assim. Teremos muitos momentos assim no futuro ;) Obrigada, me divertir sim. XxBre.
JR: Sim, aí está o primeiro dia dessa viagem. Eu também estou, essa Rachel não para de surpreender e de dar orgulho, e é só o começo ;) Hahah Quinn ainda não comentou nada sobre isso, mas fará no próximo, imagine a reação da pessoa?! Muito obrigada, e sinto muito pela demora. XxBre.
Daniela: Sim, essa chance era o primeiro passo a dar, levar as coisas com calma no início, afinal era o certo a se fazer com uma personalidade como a da Rachel. Leroy sendo dramático, imagina quando descobrir que voltaram? Realmente, Rachel merece, está lutando, vencendo seus medos, não podia estar mais contente por isso. Sinto muito por essa demora, espero que tenha gostado. XxBre.
Keiren: Uhm... Obrigada? Lol. XxBre.
Samantha: Rach está só melhorando, não mais passos para trás ;) E sim, podem, próximo cap muitos momentos fofos entre elas. Agora é Faberry heaven!
Quinnefaberry: Aqui está, espero que tenha gostado, e sinto muito por essa demora. XxBre.
Enquanto escrevia percebi que só temos sete capítulos para o fim. Oh Lord, será difícil dizer adeus... Tentarei não demorar a postar o próximo, até sexta da semana que vem tenho planos para ter postado-o. XxBre.
