Los Angeles.
Um verdadeiro pesadelo. Era a definição perfeita para descrever a situação em que se encontrava. Passa o olhar pelo jardim de seus pais, se perguntando quem permitira algo como aquilo. Havia diversas mesas espalhadas pelo local, tanto as mesas como as cadeiras eram brancas e haviam sido cobertas por um tecido azul, a piscina havia sido coberta por um vidro especial, com vários balões brancos e azuis por cima deste, as plantas e flores de sua mãe estavam cobertas de neve sintética, cristais que representavam flocos de neve estavam presos nos galhos das pequenas árvores, vários pinheiros artificiais brancos guiavam a grande mesa onde estava o bolo de três camadas com as mesmas cores de toda a decoração. Azul e branco. Observa os bonecos dos personagens ao seu redor, com todos aqueles flocos de neve artificiais cobrindo alguma parte do jardim, entrando em seu pior pesadelo. Estava no mundo de Frozen!
Há um limite para aguentar o filme e suas músicas, e o seu já havia sido ultrapassado há um bom tempo. Sério, como alguém ainda consegue aguentar aquela música? Essas crianças já não deveriam ter se esquecido desse filme, não são conhecidas por perder o interesse logo nas coisas, como ainda gostavam disso?! Faz uma careta, negando com a cabeça, teria que incentivar Beth a assistir o Rei Leão novamente. E como o universo parecia adorar provocá-la, a estúpida música da rainha Elsa começa a ser tocada em um volume alto, fazendo com que algumas crianças começassem a cantar.
"Tia Quinn!" Escuta Beth gritar, e dá meia volta, a tempo de pegar o pequeno corpo que se jogava contra ela. Dá um grande sorriso, levantando-a do chão, carregando-a com um dos braços, enquanto leva o outro a suas costas, apertando-a contra si. Cheira seu cabelo, preso em uma trança de lado, sentindo o doce aroma de seu shampoo infantil. Como sentira falta de sua sobrinha, da amizade, da cumplicidade, das aventuras que tinham todas as vezes que passavam um tempo juntas, das tardes que sempre se tornavam em uma festa, como sentira falta de ter por perto a primeira pequena que roubara seu coração – obviamente, Rachel era a segunda. – Seu sorriso se transforma em um presunçoso diante daquele pensamento. Deveria pedir a Frannie para que pudesse levar Beth a New York, queria passar um tempo com sua sobrinha assim que conseguisse uns dias livres em sua agenda.
"Minha princesa... Feliz aniversário, meu amor." Abaixa seu braço às pequenas pernas, carregando-a com ambos os braços. A Fabray mais nova se afasta, inclinando para trás, de forma que pudesse olhar diretamente a sua tia. O sorriso de Quinn se aumenta, observando cada traço da menina, como se quisesse se certificar que nada estava diferente. Beth era tão linda, perfeita aos seus olhos, jamais vira uma criança como ela, era tudo o que desejava em uma filha.
"Tia, eu não sou mais princesa. Eu sou uma rainha." Diz a pequena, dando um sorriso orgulhoso, abaixando a cabeça e indicando a sua fantasia de Elsa. Aquela era a sua nova roupa preferida, e seria grata para sempre ao seu avô por comprá-la, não ia tirá-la nunca mais. Levanta o olhar lentamente, e ao olhar por trás de Quinn, percebe a falta de um grande detalhe. "Cadê a tia Rachie?" Franze o cenho, aparentando realmente indignada pelo sumiço de sua outra tia favorita.
Dando um pesado suspiro, Quinn aperta a mandíbula. "Ela ainda não chegou." Quando estava se arrumando para ir à casa de seus pais, sua namorada simplesmente lhe dissera que iria mais tarde, pois não podia ir naquele horário, e quando a loira a perguntara o motivo e sugerira que poderia esperar mais meia hora e assim irem juntas; Rachel a dissera que seria melhor ela ir sozinha e que dentro de uma hora a encontraria. Lógico que esperara mais alguns longos minutos, mas a cantora nada dissera ou fizera, só continuara conversando no telefone com Kurt, planejando algum jantar para semana que vem. E quando finalmente saíra do apartamento, Rachel a acompanhara, dizendo-a que precisava pegar o presente de Beth e iria de táxi, nem lhe dera a chance de responder quando a beijou apaixonadamente antes de entrar em um táxi, deixando-a parada em frente ao edifício não entendo absolutamente nada. E depois de muito pensar, durante o caminho à casa de seus pais enquanto dirigia sozinha, chegara à conclusão que devia temer o presente de Rachel. E muito. Algo a dizia que não iria gostar nada, nada daquilo.
"Mas, ela vem não é?" Arqueia uma sobrancelha no melhor estilo Fabray. Queria mostrar a sua tia Rachel como tinha a melhor festa já existente.
Assentindo com a cabeça lentamente, a atriz desvia sua atenção ao portão aberto do jardim, por onde entravam vários convidados, na esperança de que sua namorada fosse uma deles. Mas, não havia nem sinal de Rachel. Droga, o que estava acontecendo, onde estava sua namorada e o porquê tinha que demorar tanto?! Volta à atenção a sua sobrinha. "Você acha que –" É interrompida por seu irmão.
"Beth, há uma surpresa esperando por você na sala." Diz Sam, aparecendo por trás de Quinn, que dá meia volta, olhando-o curiosamente. Sua mãe mandara fechar a porta de acesso ao jardim, alegando que a casa ficaria toda fechada e que os convidados deveriam somente entrar pelo portão e ficarem no jardim. Então, quem é que fosse o responsável pela surpresa deveria ser da família, afinal, era os únicos que tinham acesso a casa naquele momento.
"Uma surpresa?" Os olhos da menina brilhavam, adorava surpresas. "O que é tio? O que vou ganhar?" Movimenta-se entre os braços de Quinn, tentando descer e correr a sala para descobrir sua surpresa.
"Se eu contar não será uma surpresa." Ele diz, dando um sorriso divertido. Lança um olhar a Quinn, que aparentava impaciente. Haviam conversado rapidamente quando a atriz chegara, e lhe apresentara sua nova namorada, Sienna, uma aspirante a modelo ruiva, que havia conhecido em uma noite em seu bar e sentira algo como amor a primeira vista. Toda sua família havia recebido muito bem a sua namorada, menos Beth. Não escondera desde o primeiro dia os ciúmes que sentira ao ver a modelo ao seu lado, até se recusando a falar com ele por alguns dias. Pelo menos, hoje ela estava distraída com sua festa e aparentava amigável. "Vamos logo, pois sua surpresa não deve esperar." Faz um gesto, indicando-as a segui-lo.
"Sua surpresa será a vovó vestida de Anna, Beth." A atriz brinca, dando um sorriso sarcástico, recebendo uma divertida risada da mais nova. A carrega de maneira protetora, passando próxima a piscina para logo irem em direção a porta de acesso. Como Rachel podia estar naquela sala. Já começava a se preocupar com seu sumiço, e verdade seja dita, também sentia sua falta.
"Mas, a minha Anna é a tia Rachie." Verdade, em uma de suas inúmeras ligações a Rachel, a contara que se ela fosse à rainha Elsa, então a cantora deveria ser sua irmã Anna, e até tentara convencer sua mãe e avô a comprarem uma fantasia de Anna para Rachel, mas ambos negaram, dizendo que sua tia não poderia usar uma roupa como aquela.
"Posso garantir que sua surpresa não tem nada a ver com fantasias." Declara Sam, olhando por cima de seu ombro. Ah, como seria divertido ver a reação de Quinn ao descobrir do que se tratava a surpresa. Entram na cozinha, passam por um corredor e logo chegam à sala de televisão.
Ao entrarem no local, Beth rapidamente percebe a presença de uma de suas pessoas preferidas. "Tia Rachie!" Pula dos braços de Quinn, correndo à morena, com os braços abertos, em um gesto exagerado e extremamente fofo. Abraça-a apertado, fechando os olhos e soltando um leve suspiro contente. "Eu senti saudades. Você sentiu saudades?"
Por um segundo a morena pensara que Beth agira daquela maneira ao ver o que tinha sobre o carpete da sala, mas aparentemente nem percebera o seu presente. Agia daquela maneira por sua causa, por causa de sua presença. Coloca os braços ao redor das costas da criança, abraçando-a com carinho, um dócil sorriso se forma em seus lábios. Só de pensar que no começo Beth parecia nem gostar dela e hoje demonstrava esse grande afeto, a fazia se emocionar, afinal dizem que o amor de uma criança é o mais puro que se há, e podia senti-lo. O amor de Beth era diferente de tudo que já sentira, era como se a menina realmente necessitasse dela, de sua companhia, amizade, de uma cumplicidade que as unisse, de seu amor e que demonstrasse o que sentia seja com palavras ou carícias, querendo que a assegurassem que gostava dela, que a amava. Aperta ao abraço, era como uma versão mais nova de si mesma. Afinal, Beth crescera sem saber quem era seu pai, e não importa o quão feliz você seja ou quanto amor tenha em sua vida, você sente como se faltasse uma parte sua, e mesmo querendo aparentar como se não se importasse com a pessoa que lhe abandonara, o fato de ser abandonada por essa pessoa, a que mais deveria lhe amar e lhe proteger, não importa o quê, afeta o seu emocional, causando problemas em sua personalidade, o pior sendo a insegurança. "Eu senti muitas saudades, Bethie." Declara, se inclinando e depositando um beijo no topo da cabeça da menina. Ao se afastar sente suas bochechas se esquentarem ao perceber que todos na sala as olhavam.
Desvia seu olhar a Quinn, que parada na entrada da sala, a observava com uma sobrancelha arqueada. Dá um pequeno sorriso de lado, sua namorada provavelmente iria se irritar com o que estava prestes a fazer, mas era o presente dos sonhos de sua sobrinha, então deveria entender e aceitá-lo. A loira a oferece uma piscadela, antes de sorrir presunçosa, flertando com ela na frente de toda sua família. Suas bochechas ganham um tom mais forte de vermelho, e engole a saliva com dificuldades, voltando à atenção a Beth. "Eu tenho uma surpresa para você..."
A garota se afasta, ainda com os braços ao redor do corpo da morena, olhando-a curiosamente. "Eu pensei que você fosse à surpresa." Diz docilmente. Logo pensa nos últimos presentes que sua tia lhe dera, a boneca Elsa e a gata de pelúcia e sorri entusiasmada. Sua tia Rachel dava os melhores presentes. "Qual surpresa é, tia?" Retira os braços ao redor da outra, dando um passo para trás.
"Bem..." Dá meia volta, se agachando sobre o carpete e pegando o pequeno presente, que se escondera dentro de sua casa rosa. "Como você sempre quis um, e sua tia Quinn se recusava a comprar, conversei com sua mãe e seus avôs que permitiram e acabei comprando uma para você." Se levanta, segurando-a cuidadosamente contra seu corpo, vira-se a Beth, que solta um grito ao finalmente perceber o que era.
"É meu? É pra mim?" Pergunta, alternando o olhar entre sua mãe e seus avôs, e antes de dar a eles uma chance de responder, volta sua atenção a Rachel. "É meu mesmo, tia?" Não podia acreditar no que ganhara, aquele era o melhor presente de todos; a melhor festa já existente do universo!
Observando como sua mulher, o amor de sua vida, a futura senhora Fabray segurava um filhote de gato siamês cinza claro, com as orelhas cinza escura, o nariz branco e olhos azuis, Quinn espirra, sentindo-se traída. Não podia acreditar no que estava acontecendo, já bastava Elphaba, sua família não precisava de mais gatos. Devia ter entrado naquele táxi com Rachel, e feito-a mudar de ideia sobre o presente. E saber que sua família permitira aquilo, só piorava a situação. Ninguém se lembrava de sua alergia?! Podia morrer com essa alergia, era algo sério, mas todos pareciam nem se importar. Espirra novamente.
"É sim, e é uma menina." Passa a pequena gata a sua nova dona. "Feliz aniversário Beth." Observa como a menina aperta a filhote, que estava assustada com o ambiente e começava a miar. "Como pretende chamá-la?" Em uma das ligações semanais de Judy, lhe perguntara se poderia conversar com Russel e Frannie, e acabara participando de uma ligação em grupo, já que sua sogra na mesma hora colocara no modo alto falante, e os chamara para a conversa. Explicara que queria comprar uma gata para Beth, já que ela gostava tanto da Elphie e sempre pedia uma e como ainda não tinha ganhado, se não fosse um problema, gostaria de comprar uma a ela, e rapidamente todos permitiram, dizendo que a única na família que tinha problema com gatos era Quinn. Lança um olhar a sua namorada, que coçava o nariz com o dorso da mão, com uma expressão nada agradável.
"Obrigada, obrigada. É tudo o que sempre quis na minha vida..." Diz de maneira exagerada, a abraça rapidamente, com um grande sorriso. Se afasta, olhando a sua gata como se fosse o ser mais importante do universo, arqueia uma sobrancelha, em um gesto pensativo, observando os olhos azuis e o pelo claro, logo olha a Rachel, respondendo sua pergunta. "Quinn Elsa." Era o nome perfeito. Tinha o nome de sua primeira tia favorita, para ela não ficar com ciúmes, e tinha o nome de sua personagem preferida de todos os tempos. Escuta risadas ao seu redor, e ignorando-as, continua. "Mas, podem chamá-la de Q."
"Você não vai colocar esse nome na gata." Protesta Quinn, cruzando os braços. Observa como a gata miava cada vez mais alto, enfiando suas garras no vestido de Beth. Nega com a cabeça, apertando a mandíbula. "Eu me recuso a essa coisa ter o mesmo nome que o meu. Beth escolha um melhor." Espirra, logo fungando o nariz. Sentia uma dor de cabeça se aproximar.
"Diz a pessoa que deu o nome Bacon a seu cachorro." Murmura Frannie, com um sorriso sarcástico.
"Bacon é um excelente nome, ok?" Lança um sério olhar a sua irmã mais velha, e em seguida desvia a atenção a sua namorada, que ajoelhada sobre o carpete, sorria divertida enquanto murmurava alguma coisa a sua sobrinha, ambas acariciando a pequena gata, que parecia se acalmar. Bem, aquela coisa parecia fazer suas duas garotas felizes, então até que poderia aceitá-la, mas ainda chegaria a um acordo com Beth sobre o nome dela. Não podia aceitar seu nome em uma gata, aquilo era demais. Por agora, só queria aproveitar a festa com sua mulher e família.
X
Umedece os lábios, vendo como sua namorada discutia com o pai e irmão sobre o jogo de basquete que teria aquela noite. Nunca gostara do esporte ou tivera interesse, mesmo seu pai Leroy sendo acionista majoritário do time mais valioso de NYC, e fazendo-a acompanhá-lo nos jogos mais importantes da liga. De acordo com ele, sua única filha precisava aprender a gostar do que um dia seria sua herança, ou lhe dar uma neta ou neto que gostasse do esporte. Bem, levando em consideração que a outra mãe de seus filhos, gostava do esporte, não havia dúvidas que, pelo menos, um deles iria gostar também. Dá um pequeno sorriso, ser mãe sempre fora um de seus desejos, assim como um de seus maiores medos, pois acreditava que não seria boa suficiente, que não conseguiria ser uma boa mãe, mas hoje, hoje era como mais um passo inevitável para Quinn e ela.
Passa o olhar ao seu redor, observando como Beth junto a suas amigas, escutavam com grande interesse as histórias quê a dupla de animadores da festa contavam; uma moça vestida de princesa Anna e um rapaz vestido de Kristoff relatavam como era um dia no reino de Arendelle. Frannie conversava com alguns pais dos amigos de sua filha, a maioria aparentava serem seus colegas de trabalho. Judy indicava a um garçom aonde deveria servir, segurando uma taça com suco de laranja em uma das mãos. Sorri de lado, voltando o olhar à mesa, onde ela e o restante dos membros da família Fabray estavam sentados. Sentia-se bem, muito bem, como se realmente pertencesse a aquele ambiente familiar, por mais diferente que este fosse. Afinal, era a primeira vez – desde sua própria infância – que frequentava uma festa de aniversário infantil. E verdade seja dita, estava adorando.
Todos pareciam felizes, descontraídos, e não pôde evitar se comparar a eles, sabendo que ela também aparentava feliz e descontraída. Livre. Sentia seus ombros livres de qualquer tensão, em seus lábios havia um sorriso que não se desfazia, e que aumentava ao trocar olhares com o amor de sua vida, até conseguira sorrir de verdade a um estranho quando Judy a apresentara ao rapaz, alegando que era um dos colegas de trabalho de Frannie. Pela primeira vez em sua vida, não via a si mesma como a pessoa diferente, infeliz, que só dava sorrisos forçados, em um lugar onde todos eram felizes e riam de qualquer coisa. Pela primeira vez em público, Rachel se sentia como se também pudesse encontrar graça, felicidade, em coisas simples como escutar histórias sobre o reino encantado do filme preferido de sua sobrinha. Sobrinha, Beth era sua sobrinha, quem diria que um dia teria uma?! Que um dia teria uma grande família, com direito a filhotes, a sobrinha, a cunhados e sogros maravilhosos?! É como as coisas mudam, e não poderia ser mais feliz por estas mudanças.
Desvia o olhar a sua namorada, que distraída com os homens da família, assentia com a cabeça, concordando com o quê é que Sam falasse. Seu sorriso se aumenta, não poderia estar mais apaixonada, acreditava não ser emocionalmente nem fisicamente possível. O amor que sentia por Quinn, estava presente em cada um de seus ossos, de suas células, dominavam seus pensamentos, e preenchia seu coração. Inclina-se ao lado, depositando um rápido beijo sobre a bochecha de Quinn, surpreendendo-a.
Rapidamente, a loira direciona seu olhar a ela, dando um sorriso bobo. "Só esse não vale, foi muito rápido." Reclama, indicando a sua bochecha com o dedo indicador, esquecendo-se da conversa que participava. A cantora sorri timidamente, e volta a se inclinar e antes que beije sua bochecha direita, a atriz vira o rosto, capturando seus lábios em um inocente beijo. A morena coloca os braços ao redor de seu pescoço, acariciando-o suavemente.
E como o universo parecia conspirar contra Quinn, mandara o ser que mais interrompia seus momentos com Rachel. Observando-as com os braços cruzados e um brilho malicioso em seus olhos, desde seu lugar em frente à mesa, Santana limpa a garganta e declara. "Hakuna suas tatas, Raquel. Aqui está cheio de crianças, por favor, controle-se e tente não traumatizá-las como fizeram comigo."
Afastando-se lentamente, Rachel limpa com o dedão o canto da boca de Quinn, que se sujara com seu gloss. Sente suas bochechas se esquentarem, pelo canto de seus olhos, observa como seu sogro e cunhado reagiram ao comentário de Santana. Russel fingia não ter escutado, olhando a um dos lados, enquanto Sam sorria divertidamente com sua atenção desviada a elas. Dá um suspiro, não seria humilhada por ninguém, não daria a chance de lhe fazerem se sentir desconfortável. Olha diretamente aos olhos de Quinn, que aperta a mandíbula, um sinal de como estava irritada. Antes que a loira pudesse defendê-la, afirma. "Bem, se você soubesse respeitar a privacidade dos outros, e não chegasse a meu apartamento abrindo a porta sem permissão, com certeza, não teria sofrido um trauma." Dá um minúsculo sorriso a sua namorada, que não esconde a surpresa em seus olhos ao escutar o que falara. "E se é um trauma tão grande, por que ainda fala sobre ele a cada chance que tem? Não seria melhor tentar esquecê-lo?" Se movimenta em sua cadeira, olhando a Santana curiosamente. Sentindo-se orgulhosa por mais uma vez enfrentá-la.
"Você não faz ideia de como está sexy nesse momento." Quinn murmura próximo ao ouvido da outra. Ver Rachel se defender, fazia coisas com ela. Muitas coisas. Logo lança o olhar a Santana, sua expressão se fechando, seu olhar se tornando em um sério. Mesmo Rachel se defendendo e ela gostando daquela visão, não era segredo a ninguém como se sentia ao alguém ameaçar tirar a paz de sua mulher, e de nada importava Santana ser sua melhor amiga. Já teria uma pequena conversa com ela, ou talvez, postaria certo vídeo para todos verem. Ninguém falava daquela maneira com sua mulher. Ninguém. "Eu sugiro que respeite a Rachel e a presença do meu pai, Santana. Mantenha seus comentários para você."
"Meu Deus, por que tão sérias? Eu só estava me divertindo com minha irmã mais nova." Se defende, levantando as mãos em um gesto de rendição. Senta-se em uma cadeira vaga, ao lado de Rachel, fazendo um gesto com a cabeça, cumprimentando Sam e Russel, que estava com o rosto corado e dissimulava, olhando a todos os cantos menos a sua filha e sua nora.
"Irmã mais nova?" Pergunta Sam, com bastante interesse na conversa.
"Sim, não sabia?! Os pais da Rachel vão me adotar futuramente." Dá de ombros, como se não fosse grande coisa. Ainda tinha esperanças para encontrar Leroy e Hiram juntos, e demonstrá-los como poderia ser a filha perfeita. Jura pelo seu precioso salário, que um dia ainda seria notada por aqueles dois e os faria assinar os papéis da adoção, nem que eles não tivessem consciência do que assinavam. Com uma fortuna como a deles não precisaria trabalhar pelo resto de sua vida, melhor ainda, não precisaria sair de sua mansão nunca mais, já que poderia contratar alguém para fazer qualquer coisa que precisasse. Desvia a atenção a Quinn, sorrindo maliciosa. Sabia que sua melhor amiga estava irritada com sua presença no momento, mas não podia evitar, essa necessidade de irritá-las era maior do que ela, e era uma forma de demonstrar como gostava de vê-las juntas. Seu sorriso se transforma, ao ver Rachel acariciando a face de Quinn, antes de pedir licença e se levantar, indo em direção a mesa onde serviam o brunch. Jamais iria admitir isso, mas acreditava firmemente que as duas foram feitas uma para outra, eram perfeitas, Rachel conseguia trazer o que há de melhor em Quinn, assim como Quinn trazia o que há de melhor em Rachel, até mesmo uma pessoa em Marte conseguiria ver como as duas se amavam, como o que sentiam era verdadeiro, e era algo muito bonito de se ver.
"Onde está sua namorada?" Pergunta Quinn ao seu irmão. Desde que conhecera a modelo, passara a observar o comportamento do casal, e não pôde evitar perceber que seu irmão do meio parecia realmente apaixonado.
"Ela teve que ir embora. Tinha um ensaio fotográfico." Explica, juntando suas mãos sobre a mesa. Desvia a atenção ao seu lado, quando seu pai se levanta, murmurando algo sobre mulheres e festas, indo em direção a sua mãe que fazia alguns gestos para ele se aproximar.
A loira assente com a cabeça, sorrindo docilmente. "Fico feliz por você ter encontrado alguém." Diz honestamente, era bom saber que seu irmão estava em um relacionamento sério e feliz. Todos deveriam ter ao menos um terço do que compartia com Rachel, era o que o mundo mais necessitava atualmente. Amor verdadeiro. Arqueia uma sobrancelha, olhando divertida ao rapaz, lembrando-se do começo, onde ele tinha uma imensa crush em sua namorada. Algo que sempre achara vergonhoso, para não mencionar como lhe irritara. Sorri de lado, provocando-o. "E não posso negar como fico contente por você ter esquecido minha mulher."
Sam ignora como suas bochechas coram, é aquela crush por Rachel fazia parte de seu passado agora. Não se arrependia por ter tido-a, afinal Rachel sempre fora uma pessoa incrível, uma mulher que cativa o interesse de qualquer um, mas era estranho pensar que um dia tivera certos desejos pela mulher que sua irmã mais nova amava. Até desconfortável. Afasta àqueles pensamentos, voltando à atenção as palavras possessivas de Quinn. "Wow, ela é sua mulher agora?"
"Vamos encarar a realidade, Sam, ela sempre foi." Declara como se fosse a coisa mais certa do mundo. Não consegue tirar o sorriso de seus lábios, mal podia esperar para colocar aquele anel nos dedos de sua futura esposa. Anel que só firmaria sua declaração. E anel que estava escondido no apartamento de sua namorada, em um lugar onde sabia que Rachel jamais encontraria; em um dos quartos de hóspedes, no closet, na parte mais alta. "Eu ainda vou me casar com ela." Murmura, não conseguindo se controlar. Queria contar a toda sua família sobre seus planos, mas sabe que não era certo, deveria seguir seu plano para o pedido rigorosamente, não podia se arriscar. Troca um rápido olhar com Santana, que permanecia quieta, só observando sua interação com seu irmão, mas para salvá-la daquele momento, diz.
"Hey Q, você devia ter se fantasiado de Olaf, já que é branca como ele..."
X
"Rachel, querida, como estava seu bolo?" Pergunta Judy, por fim sentando-se na cadeira ao lado da que seu marido ocupava, depositando uma taça com água sobre a mesa. Passara horas andando de um lado ao outro, exercendo seus deveres como anfitriã, e agora suas pernas doíam, mas não se importava, sua festa era um sucesso. "Espero que tenha gostado."
Deposita o guardanapo de pano ao lado do prato usado, dando um pequeno sorriso. "O melhor que já comi, muito obrigada Judy." A mãe de sua namorada havia encomendado um bolo vegan especialmente para ela, com recheio de chocolate e morangos. Lança um curioso olhar a mulher sentada a sua frente, Judy desde o começo fizera de tudo para que ela se sentisse bem em sua casa e presença, sempre cuidando de suas necessidades por menores que fossem, era como se o seu instinto maternal tivesse acolhida-a como uma deles, como um membro da família. Sorri timidamente à sua sogra perceber o olhar que lhe era lançado, via Judy como um exemplo, a via como a figura materna que sempre faltara em sua vida.
"Fico feliz ao saber." Dá um grande sorriso, não era segredo a ninguém como se sentia sobre Rachel. Desde o momento em que a vira, soubera que ela seria aquela pessoa que toda mãe deseja aos seus filhos, que com ela sua filha experimentaria o amor verdadeiro, a felicidade, que ela seria a indicada a sua filha, a pessoa que passaria o resto de sua vida ao lado de Quinnie. Mas, também vira como Rachel poderia ser; como era sensível, uma pessoa tão magoada que temia tanto a aproximação dos outros que se fechara, tornando-se uma alma solitária. Lógico que percebera as mudanças que a personalidade da cantora fora sofrendo conforme os meses, antes do término delas. E não sabe o que acontecera, mas após reatarem o namoro, Rachel se transformara, e a mudança fora tão grande, que a assustara. Aparentava tão confiante, sempre com um sorriso nos lábios, agindo de maneira descontraída, confiando nela para contar sobre seu dia a dia e relacionamento com Quinn, se aproximaram bastante nos últimos oito meses, tanto que considerava Rachel como uma de suas amigas mais próximas. E obviamente, como uma filha. Suspira contente, pensando em seu maior sonho como mãe. "Quando você quiser podemos ir a essa confeitaria e aproveitamos para combinar o bolo do casamento de vocês."
Quinn que acabava de dar um gole em sua Coca-Cola, começa a tossir, rapidamente alcançando pelo guardanapo sobre suas pernas e levando-o a sua boca, limpando o refrigerante que escorria por seu queixo. Sua mãe só estava dando mais uma de suas indiretas, ninguém sabia sobre seus planos. Mantenha a calma. Não há como ninguém saber sobre o anel. Seu plano está a salvo. Escuta sua namorada murmurar um suave: "Você está bem?" E assentindo com a cabeça, limpa a garganta, depositando a taça com o refresco sobre a mesa, tentando agir como se nada demais tivesse acontecido.
"Você não aparenta bem, Quinnie. O que está acontecendo?" Arqueia uma sobrancelha, preocupada. Logo franze o cenho, boquiaberta, levando uma mão sobre seu coração, em um gesto extremamente exagerado. "Não me diga que você está com medo do casamento?! Lucy Quinn Fabray, você está muito enganada se pensa que vou a deixar continuar nesse relacionamento, enganando a mim, a Leroy e a Rachel com algo sem futuro." Termina, aumentando seu tom de voz, dando graças por estar tocando a trilha sonora do filme e os convidados estarem ocupados com suas próprias conversas.
"Judy, por favor, se acalme." Pede Russel, olhando atentamente a sua filha, que apertava os lábios com certa força. Nega com a cabeça, Judy e Leroy estavam obcecados com a ideia de um casamento entre as duas, e precisavam entender que deveriam dar um tempo a elas. Se casariam quando o momento certo chegasse, e pronto. Mas, decide não dizer nada, afinal na última vez que dissera, tivera que passar quase vinte minutos escutando Judy o repreender por interferir em sua reunião semanal com Leroy e a decoradora do possível futuro casamento. E ao ver a expressão facial de Leroy Berry naquele dia, decidira ignorar quando os dois estivessem juntos, afinal, agora era um funcionário da firme Berry & Corcoran, e estava indo muito bem, gostava de seu trabalho e queria mantê-lo. Leroy sabia ser assustador quando queria e chegara a temer por seu futuro na firma.
"Me acalmar? Russel, você não viu a reação de sua filha? Deixe o Leroy saber disso, eu nunca me senti tão desapontada em minha vida. Nossa filha mora com a filha do meu melhor amigo, praticamente vivem como casadas, e ainda se recusa a fazer oficial, a realizar nosso sonho..." Alcança pela taça com água, dando um grande gole, tentando acalmar seus nervos. Aquele era seu pior pesadelo, sabia que tudo estava bom de mais para ser verdade. Sabia que algo trágico aconteceria para acabar com o seu sonho. Oh, Deus, logo agora quê estavam começando a decidir qual seria a melhor flor para a cerimônia. "Não pense sequer por um segundo que isso vai continuar assim, Rachel não continuará nesse relacionamento sem futuro." Murmura sobre a borda da taça.
"Mãe... Eu não tenho medo do casamento." Oh, Judy se você soubesse de seus planos. De sua futura proposta, do que a envolvia... Alcança pela mão de sua namorada, que permanecia quieta, somente observando o comportamento de sua mãe com um olhar divertido. Deposita um beijo sobre o dorso de sua mão, antes de passar a fazer suaves carícias com o dedão. "Eu vou me casar com Rachel um dia. Eu não sou tão burra para deixá-la ir." Sorri, direcionando sua atenção a mencionada, que mordia o lábio inferior, dissimulando um sorriso.
"Vai? Um dia? Quando?" Sente seu ritmo cardíaco se acalmar, sabia que sua filha não a desapontaria, havia educado-a bem. Seu shipp estava a salvo. Graças! "Por que não logo? Vocês já moram juntas, Quinn, está mais do que na hora de fazer oficial essa união e começarem a planejar meus netos. Beth está crescendo, e Frannie já disse que não quer mais filhos, Sam nem sabe o que fará amanhã, imagine pensar em filhos ou em uma criança que não seja Beth, então só me restam vocês." Diz de maneira dramática, soando como uma súplica, não conseguindo controlar seus entusiasmados pensamentos sobre o futuro de seu casal favorito, e o queria agora, não queria esperar mais.
Ao escutar novamente sobre como moravam juntas, a atriz sorri sem graça, todos continuavam a insistir nisso. Coça sua nuca, ignorando o olhar que sua mãe a lançava. Ainda não estava morando com Rachel, não mesmo, passar meses no apartamento dela e ter um lado do closet só para suas coisas não significa que estava morando lá, só quer dizer que estava passando um tempo com ela. Desvia o olhar a um de seus lados, como se procurasse algo. Queria pedir sua namorada para se mudar com ela, o assunto estava em sua mente há um bom tempo, só estivera esperando o momento certo, e bem, que melhor momento em que aquele, quando sua mãe lhe pressionava. Engole a saliva com dificuldades, se levantando de seu assento, surpreendendo seus pais, que a olham curiosamente. Ainda com a mão de Rachel sob a sua, a indica para se levantar, ajudando-a. "Voltamos logo." Dá meia volta, entrelaçando suas mãos, e guiando-a a um canto bem afastado no jardim, onde havia uma trilha com vários pequenos arbustos em fileiras e flores coloridas, que guiavam a um grande banco de madeira.
Ao chegarem, faz sua namorada se sentar sobre este, para logo sentar-se ao seu lado. Passa a mão livre por seu cabelo, em um gesto nervoso. Limpa a garganta, dizendo a si mesma que o pior que poderia acontecer era receber um não como resposta, não havia porque seu coração se acelerar daquela maneira. Assente com a cabeça distraidamente, desviando toda sua atenção a Rachel. "Bem, eu estava esperando por um momento melhor, com certeza, um momento em que nem minha mãe e o restante da minha família estivessem por perto, nos pressionando, mas acho que não posso esperar mais, não devemos esperar mais, eu quero dar esse passo com você, em nosso relacionamento..." Oito meses convivendo com Rachel diariamente e já tinha sua mania de divagar. Oh que legal. Solta o ar lentamente, esse pedido não era nem parecido com o que gostaria de ter feito, em um jantar romântico, em casa, sozinhas, quando Rachel chegasse de seu show. Faz uma careta, dizendo a si mesma que deveria melhorá-lo, soar mais confiante. "Rach, eu quero você ao meu lado pelo resto de nossas vidas, quero dormir e acordar com você entre meus braços, pois é onde você pertence, quero que seus olhos sejam a primeira coisa que vejo ao acordar e antes de dormir, passar os dias com você fazendo tudo ou simplesmente nada, amando você a cada dia mais e demonstrando todo meu amor a cada momento possível, e não podemos esquecer que temos dois filhotes que precisam de nós duas, juntas, eu quero – preciso começar e terminar os dias com você... Rach, você aceita morar comigo?" Sim, mencionara os filhotes, eles eram muito importantes para ela, sua pequena família, e claramente, Elphie não podia ser separada de seu irmão, Bacon, eles se amavam e precisavam de suas mães, assim como a gata precisava dela, sua mama. Controla-se para não revirar os olhos ao seu comportamento, qualquer coisa para obter a resposta desejada.
Dando um grande sorriso emocionado, a cantora se inclina, segurando o rosto de Quinn entre suas mãos, e capturando seus lábios em um dócil beijo. Sua namorada era o ser mais amável de todo o universo, Quinn conseguiria fazer até o coração mais frio se derreter, tem certeza. "É claro que aceito." Murmura sobre os lábios da loira, sorridente, como alguém poderia recusar um pedido como esse?! Deposita um rápido beijo sobre os lábios da outra, antes de se afastar e declarar. "Mas, eu pensei que já fazíamos isso." Arqueia uma sobrancelha sutilmente. Tudo o que sua namorada lhe dissera, era o que sempre desejara, e o que vinham fazendo há seis meses.
Abaixando a cabeça timidamente, a loira faz uma pequena careta. Ok, todos estavam certos. É podia-se dizer que estava morando com Rachel nos últimos meses. Suspira, voltando a passar uma mão por seu cabelo, bagunçando os fios de trás. Levanta a cabeça, mordendo o lábio inferior, percebendo como a morena a olhava curiosamente. O apartamento de Rachel era super confortável e realmente se sentia em casa, mas não era algo delas. Queria uma casa, inteiramente decorada para elas, com seus gostos e até com coisas que não gostasse, mas sua mulher gostasse, queria uma mistura de suas personalidades no lugar. Queria uma casa familiar, com piscina, vários quartos, muito espaço para que seus filhotes pudessem correr. Um lugar onde viveriam como esposas e futuramente com seus filhos. "Bem, o que quis dizer, é que podíamos procurar uma casa e comprá-la juntas... Uma casa só nossa e de nossa família. O que acha?"
Oh doce Barbra, como podia existir alguém tão perfeita?! Sentia-se derreter, as famosas borboletas em seu estômago se acordavam, triplicando-se, seus olhos brilhavam com amor. "Eu acho perfeito." Declara, com uma expressão completamente fascinada e suas bochechas coradas. Em uma batida de um coração, a garota sonhadora que fora uma vez em sua adolescência cruza sua mente. Dá um pequeno sorriso, permitindo que aquele pensamento a guiasse aos antigos sonhos, a quando planejava como seria sua casa perfeita e quantos filhos teria e quais seriam seus nomes. Sonhos que até um tempo atrás, pensara que jamais se realizariam. Mas, hoje aqui estava. Com a certeza que todos seus sonhos se realizariam ao lado do amor de sua vida. Seu sorriso se aumenta, e colocando os braços ao redor do pescoço de Quinn, pergunta docilmente. "Teremos uma família?!"
"Uma bem grande." Responde rapidamente, sentindo a morena acariciar seu pescoço levemente, com as pontas dos dedos. Não pode evitar imaginar como seria se Rachel carregasse em seu ventre um filho delas. Céus, aquela seria a visão mais perfeita. E com certeza, um de seus momentos mais felizes. Pressiona sua testa contra a de sua namorada, fechando os olhos, de maneira preguiçosa. "Quero muitos filhos, tipo seis ou oito." Dá de ombros, como se não fosse nada. Sonhando com um futuro, onde ela doaria os óvulos e Rachel teria ao menos sete desses filhos.
X
Se encostando à cadeira, cruzando os braços, observa como os garçons recolhiam todos os pratos e talheres sujos das mesas, colocando-os em pilhas em suas bandejas. Olha ao redor, percebendo que só havia os funcionários, sua irmã e ela no jardim. A festa havia terminado há quase meia hora, e agora os responsáveis começavam a retirar toda a decoração, levando-a para fora do jardim, colocando a maioria das peças em um carro de uma empresa responsável por decorações de festas infantis.
"Eu pensei que minha mãe havia comprado todas essas árvores." Comenta ao ver um rapaz sair com os pinheiros falsos. Volta o olhar a sua irmã a tempo de vê-la alcançar por um maço de cigarros e um isqueiro no bolso de seu blazer. Arqueia uma sobrancelha, curiosa. "Desde quando você fuma?"
"Ela comprou uma, e está no meu apartamento, no quarto de Beth. Aparentemente sua nova brincadeira precisava de uma árvore de neve." Dá de ombros, colocando o cigarro entre seus lábios antes de fazer fogo com o isqueiro, levantando-o, acendendo ao cigarro. "E há uns meses. Desde que fui promovida, meu estresse tem aumentado bastante, então precisava de algo para relaxar." Explica, dando um trago. Não era nada fácil ser chefe do departamento de casos familiares em uma firma de advocacia, e ainda ser mãe solteira. E mesmo só fumando ocasionalmente, o cigarro lhe ajudava a relaxar nos momentos que tinha para si. Tira-o de sua boca, oferecendo-o a Quinn, que aparenta hesitante por alguns segundos até negar com a cabeça.
"Eu parei de fumar." Declara, desviando o olhar a porta de acesso ao jardim, que agora estava aberta. Rachel poderia voltar a qualquer momento. Sua namorada fora levada ao quarto que Beth tinha naquela casa, à sua sobrinha alegar que precisava lhe mostrar todos seus presentes e ver como Quinn Elsa estava. Move um músculo de sua mandíbula. Realmente, precisavam discutir o nome daquela gata.
"Parabéns por isso." Frannie diz com um sorriso sarcástico, sabendo muito bem o motivo que fizera sua irmã largar ao cigarro. Rachel. Mais uma coisa que a cantora e sua mãe tinham em comum, era o fato de odiarem cigarros e que fumassem perto delas, descobrira isso após sua mãe comentar como Rachel tinha feito sua Quinnie deixar de fumar, algo que deveria ter acontecido há muito tempo. Dá mais um trago, para logo soltar a fumaça a um dos lados. "Como é ser uma atriz indicada ao Oscar?"
"Surreal." A cerimônia de entrega estava cada vez mais próxima, e mesmo sabendo que não levaria a estatueta, não podia deixar de ficar ansiosa. Ouvir seu nome entre as indicadas e se sentir realizada por simplesmente estar ali. Umedece os lábios ao senti-los secos, dizendo a si mesma que não tinha nada a ver com o cheiro da nicotina. Lança um olhar ao cigarro que sua irmã mais velha segurava entre os dedos, tentando lutar contra o repentino desejo que a invadia. Fazia um bom tempo que não fumava, na verdade, desde que começara a morar em NYC. Pelo canto de seus olhos, percebe que Rachel se aproximava, e como se soubesse o que pensara momentos antes, a cantora cessa seus passos, parando alguns metros de distância da mesa.
Franzindo o cenho, olha o cigarro na mão de Frannie, que o segurava como se fosse algo prazeroso, algo precioso. Dissimula uma expressão de nojo, olhando a cartela de cigarros sobre a mesa, ao lado do prato que Quinn usara para comer seu quinto ou até mesmo oitavo pedaço de bolo, nega com a cabeça, apertando as unhas contra a palma de uma das mãos. Quinn lhe prometera que iria parar de fumar após discutirem sobre sua saúde e a de Tony, quando sua namorada voltara a NYC com o filhote delas obeso. Respira fundo, direcionando um sério olhar a atriz. Não conseguindo se controlar reclama rapidamente, levantando o dedo indicador, gesticulando-o exageradamente entre a mencionada e o maço enquanto fala. "Eu não acredito. Quinn, por favor, me diga que você não está fumando isso?! Você sabe muito bem o que penso sobre os cigarros e principalmente sobre você fumando. Seis milhões de pessoas morrem por ano por causa do cigarro, e se você continuar usando essas porcarias, irá se tornar mais uma nessa estatística. Como pode falar sobre um futuro, sobre filhos e uma casa, quando nem estará viva para cumprir nossos planos e sonhos?"
Esticando seu braço a um lado, afasta o cigarro e sua fumaça, observando sua cunhada, que colocava as mãos em sua cintura, em um gesto repreendedor. Arqueia uma sobrancelha, surpresa por tal comportamento de alguém que até pouco parecia ser tímida em sua presença. E com certeza, surpresa pela rapidez em que falara tudo aquilo. "Quantas palavras ela disse por segundo?" Murmura de forma que só Quinn pudesse escutá-la.
"Muitas..." Responde a atriz, levantando-se de seu assento. Faz menção de se aproximar, mas Rachel a indica para que fique onde está. Coça sua nuca, nervosamente, sua namorada estava bastante irritada no momento. Droga. Isso sempre acontecia quando discutiam, na verdade, raramente discutiam, mas quando o faziam, era o único momento em que Rachel pedia espaço. E ela aprendera a lhe conceder esse espaço, afinal, a cantora não fugia dos problemas, não fugia da conversa, então era o mínimo que poderia fazer. Mesmo odiando-o. Como agora. Passa a língua por seu lábio inferior, e começa a se defender. "Eu não estava fumando, meu amor. A Frannie estava. Você sabe que eu parei." Ok, ainda tinha seus momentos, como quando descobrira que fora indicada ao Oscar e não conseguira se controlar, fumando um cigarro, ok, dois. Honestamente, foram quatro, mas só foi daquela vez e nunca mais fumara. Obviamente, Rachel não precisava saber sobre isso, pois não tinha muita importância. E não estava disposta a dormir com Elphaba no sofá, novamente. O que acontecera quando sua namorada descobrira o peso de Bacon. Ninguém parecia entender que ela não tinha culpa se seu cachorro engordara, simplesmente acontecera e ele parecia estar bem de saúde, então não havia porque se preocupar. "E planejo estar bem viva para cumprir todos nossos sonhos e planos, Rach. Você ainda não sabe que está presa comigo para sempre?!"
"De verdade? Você não estava fumando?" Cruza os braços, sentindo toda exasperação deixar seu corpo. Acreditava em Quinn, afinal, não havia porque duvidar dela. Direciona o olhar a Frannie que assentia com a cabeça, logo negando, aparentemente confusa a como responder suas perguntas. Dá um pequeno sorriso, voltando o olhar a Quinn, que a olhava sincera. "Ok. Eu acredito em você, mas nada muda o fato que você foi uma fumante passiva nesses últimos minutos." Provoca.
"Eu posso me aproximar agora?" Pergunta, arqueando uma sobrancelha, sabendo que aquele fora o fim do assunto. Ao ver como a morena assentia com a cabeça, dá longos passos em sua direção, posicionando-se em frente a ela. "Oi... Eu senti sua falta." Dá um dócil sorriso, puxando-a com um dos braços para mais perto de si.
"Eu não passei nem quinze minutos longe de você." Coloca os braços ao redor de seu pescoço, sentindo seu sorriso se aumentar. Como poderia ficar brava com Quinn quando ela agia daquela maneira?! "Mas, eu também senti sua falta." Deposita a cabeça entre o ombro e pescoço da loira, dando um leve suspiro. Ao se lembrar do que fora fazer no jardim, retira sua cabeça de sua confortável posição, afastando-se, se inclinando para trás de maneira que pudesse olhar a Frannie por cima dos ombros de sua namorada. "Frannie, Judy e Beth estão lhe procurando. Beth quer lhe mostrar a Quinn Elsa." Sua sobrinha estava tão entusiasmada com sua gata, que não conseguia parar de falar sobre ela, e mostrá-la a quem é que estivesse por perto, como se ninguém da família tivesse visto a filhote diversas vezes ou não soubesse já tudo o que ela tinha feito desde que Beth a ganhara.
Rapidamente, a advogada apaga o cigarro no piso de pedra do jardim, jogando os vestígios para debaixo da mesa, não podia arriscar ser descoberta. Levanta-se, se recompondo, ajustando o blazer e alisando sua saia, passa uma mão por seu longo cabelo loiro, preso em um coque formal, antes de dar um gole em seu suco de laranja e sair, levando a taça com o suco em uma das mãos. Quinn sorri divertida, vendo sua irmã se transformar na mulher séria e confiante que todos conheciam, acompanha-a com o olhar até Frannie entrar na casa.
Desvia o olhar a Rachel, depositando um beijo sobre sua testa. Passam longos segundos em silêncio, simplesmente aproveitando aquele contato, antes da loira declarar. "Sabe... Andei pensando e semana que vem, quando voltássemos a NYC, deveríamos começar a procurar uma agência de imóveis." Estava entusiasmada por essa compra, e não se importava em esconder isso.
Volta a colocar sua cabeça entre o pescoço e ombro direito de Quinn, levando uma mão a sua bochecha esquerda, acariciando-a timidamente. "Nós vamos continuar em New York?" Pergunta em um murmuro. Obviamente não podia se mudar da cidade agora, não enquanto estivesse na peça e o mesmo com Quinn, quê tinha alguns filmes a serem gravados com a produtora de Isabelle pelos próximos meses. Mas, no futuro não iria se opor a mudar a Los Angeles se fosse preciso. Nunca vira a si mesma morando em um lugar que não fosse a NY, mas por Quinn, por seu relacionamento, estaria disposta a ir onde fosse preciso.
"Sim." Responde rapidamente, surpresa por tal pergunta. Jamais imaginara que Rachel um dia estaria disposta a mudar de seu lugar preferido, afinal, não era segredo a ninguém como amava NYC. Dá um pequeno beijo em sua cabeça, apertando os braços ao redor de sua cintura. "Eu não sei se você sabe, mas minha mulher é uma famosa e talentosíssima atriz da Broadway, e eu gostaria que as coisas continuassem assim. Eu não seria capaz de afastá-la do lugar que pertence, quando preciso dividi-la com o resto do mundo, sobre um palco da Broadway, brilhando como ninguém." Sua namorada nascera para fazer aquilo que ama, e jamais ficaria entre ela e seus sonhos. Afinal, só queria vê-la e fazê-la feliz, e sabia que sobre um palco, cantando a centenas de pessoas, Rachel encontrava a paz e felicidade, vivendo um de seus maiores sonhos. "Quero estar onde você estiver, e enquanto a tiver do meu lado, ficarei contente." Declara, repousando o queixo sobre a cabeça da mais baixa.
"Eu te amo." Diz, fechando os olhos, sentindo seu coração se acelerar pelas palavras que Quinn lhe dissera. A forma como cuidava dela e de seus interesses, a forma como a tratava, como se fosse algo precioso, como fazia sentir seu amor seja com grandes ou pequenos gestos, com importantes ou simples palavras, ainda a deixava sem jeito, a comovia, jamais se acostumaria amar e ser amada daquela maneira. Acreditava ser algo impossível.
"Ainda bem, pois eu não sei o que seria de mim sem o seu amor." Diz em um divertido tom de voz, sentindo contra seu pescoço, o sorriso que se forma nos lábios de sua mulher. E realmente não sabia, não conseguia entender como um dia fora capaz de pensar que poderia superá-la, que poderia deixá-la ir, claro, as circunstâncias eram diferentes naquela época, mas após ver como o relacionamento delas poderia ser; não conseguia imaginar uma vida sem Rachel ao seu lado. "E continuando..." Tenta afastar aqueles pensamentos de sua mente, querendo manter o foco em seu presente e futuro. Repletos de amor e felicidade. "Nossa casa deve ser em um excelente bairro residencial, um lugar afastado da agitação, perto do campo, com muito espaço. Provavelmente teremos que comprar uma mansão pelo número de filhos que teremos, então estava pensando que podemos manter nosso bachelor pad daqui de LA pelos próximos anos, mas quando as crianças forem nascendo, terei que vendê-lo, pois precisaremos de uma casa aqui na cidade também, uma grande casa, com no mínimo oito quartos, fora nossa suíte master."
"Você aparenta ter certeza de que teremos esse tanto de filhos." Comenta, fazendo uma careta divertida. Queria filhos com Quinn, mas se contentaria com – no máximo – quatro. A única criança que já convivera fora com Beth, e ainda assim fora pouco, mas pudera perceber como uma criança dava trabalho e como era difícil ser mãe. Sua namorada parecia não perceber isso, mas esperava que quando o momento de terem um filho chegasse e Quinn percebesse como era difícil cuidar de uma criança, ela desistisse dessa maluca ideia de ter um time de vôlei dentro de casa.
"Uma pessoa pode ser otimista." E seu otimismo iria se transformar em sua realidade tinha certeza disso.
Viu a diferença quando me sinto bem, quando sinto o capítulo e me motivam?! Sorry por qualquer erro, muito obrigada pelas palavras de apoio, e por favor, vamos mantê-las, não deixe de comentar...
JR: Realmente, casamento Faberry são os melhores, e que bom que está animada com esse. O que está imaginando? Haha E não, como pôde ver ela ainda tem esse sonho, e só está esperando o momento certo. Eu também gostei muito daquele diálogo dela, haha. Que bom que gostou, fico feliz ao saber, aqui está, espero que goste. XxBre.
Quinnefaberry: Que bom que gostou, fico muito feliz em saber. Esse pedido de casamento, posso revelar, que será bem diferente, será bem a cara OLIHTS, ansiosa para que vocês possam vê-lo, logo, logo ele acontece ;) XxBre.
Ali: Fico feliz, e realmente, é difícil - não impossível - encontrar alguém ou relacionamento assim hoje em dia. Como disse acima, estou bem ansiosa para que vocês possam lê-lo, será um momento muito... Algo. ;) Espero que tenha gostado. XxBre.
Daniela: Sim, bem esse capítulo era só a introdução dessa nova e última fase, só a demonstração de como as coisas mudaram, antes de outras "coisas" - se é que você me entende ;) - acontecerem. Quando se é um casal real, obviamente você vai querer preservar a imagem, o seu relacionamento, pois qual necessidade de demonstrar a cada segundo o que você está fazendo, isso acaba desgastando não só a imagem do casal, como o público que se cansa disso. Então, por isso, muitos atores e atrizes decidem manter a vida privada e ter o foco só em sua carreira, lógico, relacionamento nunca será "normal", afinal você não leva uma vida 'normal' quando se está em Hollywood, e a mídia sempre arruma uma maneira de se envolver, inventando rumores, ou perseguindo e conseguindo alguma informação, mas é o mais privado o possível. Sim, todos sabíamos que era só questão de tempo, não? Ela não parava de dar bacon e manteiga de amendoim para o coitado lol Matar, quase matou de uma crise "alérgica" quando a fez dormir no sofá com Elphaba hahaa Conheço um monte de gente que faz isso, sério, tenho uma tia que até coca-cola dá para sua cadela, tipo que loucura, ainda vai matar a pobre coitada. Parabéns, alguém finalmente percebeu um dos motivos delas não se darem bem, Elphie é muito parecida com a Q em certos aspectos. Haha sempre será o primeiro 'filho' delas, vale lembrar que Quinn quer entre seis e oito, hahaha Sim, anel perfeito, amo, não sei se viu, mas no meu Twitter tem foto dele lá... Já estava na hora de isso acontecer né, todos queremos elas casadas, lindas, arrasando juntas. E realmente, elas que se preparem para esses dois lol logo, logo eles descobrem e ninguém conseguirá segurá-los. Sim, mais forte que nunca e agora é só heaven para nós. Eu tentei não deixar que isso me abalasse, mas de alguma maneira acabou me abalando, me deixando em uma situação muito chata e desmotivada, hahaha adorei isso. Obrigada, eu estou melhor agora, espero que isso nunca mais se repita, e bem, seguirei em frente com minhas fics, enquanto tiver apoio e retorno de meus leitores. Muito obrigada mesmo, e espero que tenha gostado. XxBre.
Ray: Não há de que! :) Nunca li essa, mas parece ser muito interessante, e realmente, quando se é jovem - principalmente os homens- só pensam nisso, não pensam no futuro e acabam gastando tudo, mas, bem... Sim, são, e acho que todos deveriam ter um tempo para fazer isso, tirar um tempo para si e ir viajar com família ou nem que seja sozinho, ler um bom livro, descobrir coisas diferentes, sair da rotina, crescer fora desta, entende. Sim, estou hihi A Julia? Ela é incrível, assista, é muito boa! Também tem medo? Hahah minha melhor amiga adora essas coisas e tenta me fazer assistir, mas nunca assisto ou assistirei. Odeio essas coisas, pois tenho pesadelos quando vejo . Coisas mais assustadoras que assisti foram, Chuck, quando era criança - quem não? - Mama e a Orfã - assim mesmo cobria os olhos na maior parte do filme lol - Saudades da época em que eu só assistia filmes, tipo eram 8 - 9 por dia, estreava em US eu assistia, hoje se sentar e assistir um inteiro, é milagre. Elton John, estou viciada - novamente, após anos - em Sorry seems to be the hardest word, escrevi o cap 35 praticamente só escutando ela haha Estou tentando não ser lol sim, eu adoro interagir com meus leitores, adoro cada um de vocês. Quando é seu aniversário, se não se importa que eu pergunte? Também, chego a ser super implicante, mas com essa Rachel, eu não consigo, admito teve situações que quase perdia a paciência com ela, mas acho que eu a entendia né lol e sempre a amei, tão fofinha, tão assustada, como Santana diz, parece um bichinho do mato, e dá vontade de roubá-la e cuidar dela e protegê-la, ficar com ela para sempre, vamos disfarçar meu momento super entusiasmado gay. Quase ama? o.O Bem, entre Q e Rachel, sempre prefiro Rachel, mas essa minha Q é motivo de orgulho viu, oh pessoa linda! Amo demais. Sim, não quero. . obrigada haha Senti, eu acho, mas em minha opinião melhor pessoa lá é minha wifey, né. Eu abandono e raramente volto, deixo de lado, ignorando a existência ou até mesmo esquecendo. E foi forçado mesmo, esses filmes estão cada vez piores, por isso já nem gasto meu tempo. Chastain é - vou me interromper antes que fale demais e fique ainda mais gay aqui lol - Hahaha eu assisti no cinema - gravado no cinema lá na estreia, aí me mandaram o link e assisti xD Fico contente ao saber, espero que tudo se resolva logo aí, que você fique melhor e que toda sua família esteja bem, pois ele está olhando desde um lugar melhor por todos vocês. Eu não senti o capítulo entende, eu tenho esse perfeccionismo extremo, então, preciso sentir aquilo que escrevo ao máximo, sentir o meu personagem para poder considerar um capítulo bom. É maluquice minha mesmo, não ligue. E fico feliz ao saber que tenha gostado :) E ainda, teremos alguns saltos de tempo, dois na verdade, ou seja, muitas coisas ainda vão acontecer ;) Tento não sofrer, mas é algo impossível, acho que amo esses personagens mais do que deveria, e estou tão acostumada a escrever sobre elas, tipo foi um ano e alguns meses de fic, então será difícil dizer adeus, mas você está certa, e é algo que sempre digo a mim mesma, que esta deve terminar para que outras possam começar, novos desafios, e que devo dizê-la adeus para dar um novo olá. XxBre.
Bem, é isso, espero que tenham gostado, não deixem de comentar sobre o que acharam. Próximo cap, Leroy... Até segunda. XxBre.
#OLIHTS.
