Sempre soubera que ganhar um Oscar seria incrível, a melhor coisa que poderia ocorrer a um ator. Mas, nunca imaginara que se sentiria assim. Há uma semana sentia-se nas nuvens, era como se andasse sobre elas. Havia essa incrível sensação de dever cumprido, de finalmente conseguir tudo aquilo pelo que trabalhara desde o começo. Ao longo de sua carreira, tivera que passar por diversas rejeições em audições, fazendo-a duvidar de seu próprio talento em certo ponto, e até considerar a ideia de desistir, pois parecia estar esperando por algo que nunca iria acontecer. Chegara um momento em que sua agente e ela estiveram desesperadas, fazendo tudo possível para conseguir um pouco de atenção a sua carreira, até tentando fingir uma amizade especial com um ator qualquer – algo que obviamente resultara em um grande nada, e envergonhava-se completamente de um dia ter feito algo assim – mas meses após esse fiasco, sua grande chance chegara ao conhecer Kurt no bar de seu irmão.

Naquela época, fora como ter seus sonhos entregues em uma bandeja de ouro, e o preço a ser pago não poderia ter sido mais barato. Um PR, um simples PR com uma atriz da Broadway que queria limpar sua imagem. Sorri de lado, como estivera errada ao pensar assim. Nas primeiras semanas descobrira que aquele PR não teria nada de simples, afinal sua suposta namorada tinha uma personalidade complicada, e muitas vezes, dificultara sua aproximação e a situação em que se encontravam. Mas, conseguiram fazer sucesso como um casal, chamando a atenção da mídia e público, fazendo com que ela ficasse conhecida no meio e dando-a a chance de conseguir personagens de mais destaque.

Destino. Acreditava firmemente que aquele contrato estava destinado a ser, vindo em um momento em que estivera desesperada, no momento completamente certo, guiando-a ao seu caminho. Ao agora. Olha ao redor, movimentando-se sobre sua cadeira da produção, percebendo como a imagem de um dos telões da Times Square mudava, exibindo uma foto sua, anunciando a mais nova fragrância da Dior. Era uma atriz famosa, ganhadora de um Oscar. Seu sorriso se aumenta, era difícil se acostumar com sua nova realidade.

Mas nada daquilo comparava-se ao sentimento que a invadia toda vez que olhava o melhor que aquele – oh, para nada simples PR – lhe trouxera, o amor de sua vida. Como dissera em seu discurso, realmente aguentaria perder tudo aquilo, mesmo sendo o seu sonho profissional, mas jamais aguentaria perder sua mulher. O seu maior e melhor sonho. Sua Rachel, uma vez complicada suposta namorada, e hoje, bem ainda era complicada, ainda mais quando a fazia passar um tempo com Elphaba, alegando que deveriam aprender a serem mais amigáveis, ignorando completamente sua séria alergia, enfim, mesmo ainda sendo um pouco complicada, não a teria de outra maneira, Rachel era sua mulher, e a amava com todas suas perfeições e imperfeições.

"Aqui está..." Diz Santana, entregando-a seu pedido do Starbucks, um pequeno copo de latte. Alcança pela bebida com uma das mãos, agradecendo-a em um suave murmuro. "Rachel ligou e disse que vai sair para jantar com Kurt e algumas amigas, e que estará em casa antes das dez." Declara, pegando no bolso de seu casaco, o smartphone de Quinn.

Assente com a cabeça, dando um gole em seu latte. Sua namorada já havia lhe avisado aquela manhã que sairia para jantar com Kurt, Jillian e Kate, algo que começaram a fazer ao menos uma vez por mês desde que Rachel começara a se aproximar mais de seus próprios amigos. Era algo como noite de garotas, Kurt aparentemente não conta, onde namoradas e namorados não eram permitidos. E mesmo não gostando de ficar separada de sua mulher, ou dividir a atenção dela, não podia negar que ficava contente ao ver Rachel cada vez mais sociável. Umedece os lábios, sentindo o doce gosto de sua bebida quente. Era uma noite fria em NYC e mesmo agasalhada com a roupa de seu personagem e o casaco da produção, ainda sentia frio. Desvia o olhar a latina parada a sua frente, que mantinha uma das mãos dentro do bolso de seu agasalho, enquanto com a outra segurava o smartphone cuidadosamente. Desde que ganhara o Oscar, Santana parecia ser outra agente, jamais a vira agir tão séria, sempre eficiente, cuidando pessoalmente de todos seus assuntos, como atender seu telefone enquanto estava em gravação. "Você sabe que horas vamos terminar aqui?" Pergunta, olhando ao seu redor curiosamente. A produção de seu novo filme, havia conseguido reservar uma área na Times Square para as filmagens durante toda a semana, e pela hora e cena em que já estavam, imaginava que logo o diretor daria o dia como encerrado.

"Há mais duas cenas no roteiro, e eu conversei com Jerry e ele disse que gostaria que você regravasse a cena da corrida após essas duas serem gravadas." Comenta Santana, referindo-se ao diretor contratado da produtora de Isabelle Wright. O novo filme da loira era uma comédia-drama, onde ela interpretaria uma jornalista falida que passava horas em um dos locais mais movimentados de NYC, na Times Square, cometendo pequenos delitos, como roubando carteiras, para que pudesse ser a primeira a escrever a história e assim tentar chamar a atenção de canais de televisão, buscando conseguir sua grande chance. Não era o estilo de filme que gostaria que sua cliente se envolvesse, mas Quinn queria fazer parte do projeto, alegando que seria divertido filmá-lo, assim que tivera que aceitar. Tanto havia mudado desde que Quinn ganhara seu mais do que merecido prêmio. Era como se da noite para o dia, todos queriam trabalhar com ela, tê-la em seu projeto. No dia seguinte a cerimônia de premiação, recebera uma ligação do próprio Brad Pitt, que alegara gostar da atitude de sua cliente durante a premiação e que estava produzindo um filme, que seria gravado em NYC dentro de dois meses, e havia o papel perfeito para Quinn. Sem pensar duas vezes, a agente aceitara a proposta naquele instante, afinal era Brad Pitt, um dos homens com quem não se importaria – nenhum pouco – em ter uma experiência heterossexual. Horas depois, recebera em seu apartamento duas cópias do script, descobrindo que Quinn interpretaria o personagem coadjuvante, filha de Brad. Esse sim seria um filme que faria questão de acompanhar suas gravações, seria quente do inicio ao fim, quer dizer era um filme onde Brad Pitt seria o pai de Quinn Fabray, dois arrasadores de corações, lutando e atirando em tudo. Hot. Naquele mesmo dia, Isabelle e ela tiveram uma reunião em LA, onde a produtora aumentara mais dois zeros no salário de sua cliente e alguns benefícios no contrato, como Quinn poderia escolher qual personagem gostaria de interpretar em certos filmes que não fosse à protagonista, e ganharia agora cerca de um dólar por cada ingresso vendido. Acreditava firmemente que esse arranjo fora feito por que a produtora não queria se arriscar a perder sua garota de ouro, mantendo-a feliz com o contrato. Quinn era a pessoa do momento, estava em todos os lugares, e começava a receber até propostas para trabalhar fora do país.

"Ok. Você quer sair para comer algo quando as gravações acabarem?" Dá um grande gole em sua bebida, pousando o olhar ao telão a sua frente, ao este mudar a imagem, anunciando a peça de sua namorada. West Side Story. Infelizmente no billboard não havia uma foto do elenco, ou da pessoa mais importante, sua estrela, somente uma fonte artística com o nome da peça. Morde o lábio inferior, o anúncio dos indicados ao Tony Awards seria no dia seguinte, e os rumores sobre a nomeação de Rachel como melhor atriz em um musical jamais estiveram tão fortes. E mesmo tentando agir como se não fosse grande coisa, como se não tivesse expectativas, Quinn sabia que sua namorada sentia uma grande ansiedade e sonhava em receber sua indicação. E a loira, bem, sentia-se nervosa por tudo aquilo que não sentira ao ser indicada ao Oscar, e tinha total confiança que sua namorada ganharia. Afinal, Rachel Berry era Rachel Berry, e ninguém merecia aquele prêmio mais do que ela.

A latina faz uma careta. "Eu não posso, Brittany e eu temos planos." A dançarina finalmente fora capaz de lhe acompanhar em uma viagem a NYC, algo que nos últimos meses raramente acontecera, já que sempre estava ocupada em seu trabalho como coreógrafa. E haviam planejado um passeio romântico pelos pontos turísticos da cidade, além de um jantar em um dos melhores restaurantes. "Falando em planos, sua mãe ligou e perguntou por quanto tempo mais terá que aguentar essa espera." Cruza os braços, ainda segurando o celular da atriz. Desde que demitira Tina por sua incompetência e lerdeza, há quase um ano, estava planejando contratar uma assistente pessoal não só para si, como uma a Quinn, e nunca o fizera, sempre adiando as entrevistas com as candidatas, mas chegara o momento, deveria fazê-lo logo, uma atriz como Quinn e uma empresaria séria como ela, deveriam ter assistentes pessoais, e claro, não aguentava mais atender ligações de sua cliente e anotar recados.

Revira os olhos, era por isso que esperara o máximo de tempo antes de revelar o que faria aos seus pais. Contara a eles ontem mesmo como pediria Rachel em casamento, mostrando-os o anel de diamantes pela webcam durante a vídeo chamada no Skype, e depois de assistir sua mãe chorando de maneira inconsolável e seu pai não sabendo como agir, os fizera jurar que não contaria a ninguém, nem mesmo a Beth, sobre seu noivado. Sabia que sua mãe não aguentaria manter-se quieta por muito tempo, mas não pensara que seria apenas por algumas horas, antes de começar a pressioná-la. Solta o ar lentamente.

"Sério Q, quando você vai pedir a Raquel em casamento?" Franze o cenho, aquela atitude misteriosa de sua amiga estava levando todos à loucura. Ninguém aguentava mais esperar por esse pedido. Ontem a noite mesmo, Judy e Leroy a ligaram, tentando descobrir o que a loira estava planejando, e com grande pesar, revelara que não sabia de nada. Todas as vezes que mencionava o assunto, sua melhor amiga a ignorava, e sabia que algo estava acontecendo ali para fazer aquele pedido demorar tanto. "Você está com medo? Já se passaram semanas, quanto tempo mais pode levar para planejar um pedido?!" Pergunta, tentando não demonstrar sua ansiedade, mas falhando miseravelmente.

"Eu não tenho medo. Só estou esperando o momento perfeito, Santana." Diz, levantando-se de seu assento ao ver um assistente de produção se aproximar delas, com uma prancheta em mãos. Sabia que ele iria chamá-la para gravar a próxima cena, assim que tira o grande agasalho preto da produção, depositando-o sobre a cadeira. "Mas posso revelar que está muito próximo. E é só isso que posso dizer." Uma semana. Em uma semana pediria o amor de sua vida para se casar com ela, mas não revelaria o dia a ninguém. Afinal, não queria se arriscar a ter o apartamento invadido por todos querendo assistir àquele momento que deveria ser somente das duas. Um momento mais do que especial, onde sonhos se realizariam.

X

Respira fundo, ignorando o seu acelerado ritmo cardíaco, dizendo a si mesma que fora por sua corrida matinal e não por estar prestes a encarar a verdade. Não aguentara ficar em seu apartamento, quieta, sabendo que conhecidos seriam indicados ao maior prêmio da Broadway, a um de seus maiores sonhos, e ela como sempre só observaria. Assim que saíra a correr, decidindo não levar seu celular e Ipod, a fim de evitar saber qualquer coisa sobre o assunto. Simplesmente não queria saber quem seria ou não indicado, não era de seu interesse. Não estava fugindo do problema, óbvio que não fugira, nos últimos meses aprendera a lidar com suas decepções, e aceitar que era algo normal, todos se decepcionam um dia, mas com ela infelizmente era algo que quase sempre ocorrera, e hoje era um destes dias.

Umedece os lábios, ao elevador chegar ao andar de seu apartamento. Provavelmente por agora os atores responsáveis pela cerimônia de nomeação já deviam ter feito seu trabalho, revelando todos os indicados ao Tony Awards, e como ela não estaria entre estes. Cruza os braços, saindo do elevador com lentos passos. Era hora de continuar com seu dia, enfrentando a realidade de que não era uma indicada, mais uma vez seu sonho não se realizava. E o que mais doía, era saber que chegara tão perto de realizar seu sonho, que dessa vez tivera chances reais, e fora ignorada. Trabalhara tanto, dando tudo de si a um personagem, para no final não ser reconhecida pelo maior prêmio do teatro. Anda pelo corredor, com a cabeça baixa, tentando não se importar muito com o assunto, havia sido reconhecida por seu talento de outras maneiras, como, tinha conquistado o carinho do público e de alguns produtores, havia conseguido bastante destaque, sendo capa duas vezes da maior revista do teatro, a revista Broadway, e principalmente havia conseguido realizar o seu sonho de ser uma protagonista, não era como há um ano e meio, quando estava interpretando a irmã, melhor amiga ou qualquer outro personagem coadjuvante, era a protagonista de uma peça de sucesso, e este fora seu sonho por muito tempo. Havia realizado-o, e era isso que importa. Não deveria se sentir como uma fracassada por não ter recebido uma indicação. Aperta os lábios, durante todo esse tempo agira como se não tivesse grandes expectativas, não deixando os rumores a influenciarem para não sofrer – muito – quando este dia chegasse, não queria olhares cheios de compaixão ou demonstrar como aquilo poderia lhe afetar, afinal não era para ser uma grande coisa, era só um prêmio, não era a coisa mais importante em sua vida. Era uma nova Rachel, e era forte o suficiente para aceitar que algumas coisas não estavam destinadas a ser.

Alcança pelas chaves no bolso de seu casaco, dando um profundo suspiro ao chegar à porta de seu apartamento. Fecha os olhos, tentando se esquecer daqueles frustrados pensamentos, e planejando o que faria com o resto do seu dia livre ao lado de Quinn, poderia começar surpreendendo-a com um café da manhã na cama. Assente com a cabeça, concordando com seus próprios pensamentos, colocando a chave na fechadura, abrindo a porta. Ao entrar, a primeira coisa que percebe é como sua namorada levantava-se de seu assento no sofá naquele mesmo instante, com o olhar fixo na tela da televisão, passando uma mão por seu cabelo, em uma atitude que gritava nervosismo. Franze o cenho, estranhando a situação, não era normal Quinn acordar cedo, ainda mais em seus dias livres. Fecha a porta atrás de si, calmamente, bem, não poderia mais surpreendê-la com um café da manhã na cama, então tomaria um banho e prepararia panquecas com bacon a loira, e depois poderiam assistir a um filme juntas ou fazer qualquer outra coisa. Volta a cruzar os braços, dando alguns passos em direção ao sofá, sua namorada desvia o olhar a ela, oferecendo-a um sorriso entusiasmado.

"E as indicadas a melhor atriz protagonista em um musical são..." Cessa seus movimentos, franzindo ainda mais o cenho, completamente desentendida. Não, não, isso não poderia estar acontecendo, não poderia ser ao vivo. Ela saíra para correr no momento da cerimônia de nomeação, já tinha que ter acabado; todos já deveriam ter sido indicados, como Quinn poderia estar assistindo aquilo agora?! Desvia o olhar ao relógio com a face da Barbra como plano de fundo, na parede ao seu lado, só correra por quinze minutos?! Não, fora mais, bem mais. A hora estava errada, obviamente. Fecha os olhos, tentando bloquear sua curiosidade para saber quem seriam as indicadas, não era um assunto de seu interesse, volta a repetir a si mesma, tentando mover suas pernas, que pareciam estarem presas no lugar.

Olha curiosamente a morena, que parecia temer o que pudesse ouvir e estar se debatendo contra algo. Dá um pequeno sorriso de lado, mesmo com sua grande mudança, era inevitável Rachel ter esses momentos, onde era somente ela e seus pensamentos, para que pudesse clareá-los e tentar acalmar seus temores. Desvia a atenção de volta a televisão, com a intenção de lhe dar um pouco de espaço. Franze o cenho ao ver que o apresentador já havia dito o nome de duas atrizes, coçando sua nuca, impaciente. Ao ver a terceira atriz indicada, Paige Davis por seu trabalho em Chicago, morde o lábio inferior, ignorando a desconfortável sensação em seu estômago. Por que estava demorando tanto?! Rachel deveria ter sido o primeiro nome revelado. Não era justo toda essa espera, que parecia interminável, até acordara o mais cedo possível, não aguentando ficar na cama, sabendo que a qualquer momento Rachel seria indicada, só para descobrir que estava na cama sozinha, mas não dera muita importância, entendia o comportamento de sua mulher, sabendo que assim que tivesse lidado com a situação, com seus pensamentos, voltaria para ela, e assim fora. Pressiona o dente contra o lábio inferior com mais força, quem era Chilina Kennedy, nunca ouviu falar, mas era a quarta indicada. O último para o melhor, diz a si mesma, o último lugar salvo para a melhor. Prende a respiração ao mesmo tempo em que Hugh Jackman faz uma pausa, antes de declarar.

"E Rachel Berry por West Side Story."

Solta um grito, movendo sua mão direita, como se desse um soco no ar. Sua mulher era uma atriz indicada ao Tony Awards, Rachel havia realizado um de seus maiores sonhos. E ela sentia-se como se estivesse realizando um de seus próprios, estava tão feliz, tão orgulhosa de sua pequena. Desvia o olhar a mencionada, que mantinha os olhos fechados, apertando-os com força, todo seu rosto estava corado e portava uma expressão desnorteada. Aproxima-se, lentamente. "Amor..." Murmura, posicionando-se de frente a ela, levando uma mecha do cabelo castanho para trás de seu ombro. "Você ouviu isso? Você é uma das indicadas, Rachel, você foi indicada ao Tony." Diz, não escondendo seu entusiasmo, sentindo lágrimas se formarem.

A cantora nega com a cabeça, derramando uma solitária lágrima no lado direito de sua face, ainda apertando os olhos. Temia abri-los, temia abri-los e tudo aquilo que estava escutando ter sido só uma alucinação, voltar a sua realidade, onde mesmo tentando com todas suas forças, ainda sentia-se como se tivesse falhado não só a si mesma, como a todos aqueles que acreditaram nela. A Quinn. Solta um soluço, queria ser boa suficiente para ganhar um Tony, queria fazer todos se sentirem orgulhosos, especialmente sua namorada. Coloca os braços ao redor dos ombros da atriz, apertando-a em um abraço.

"Você conseguiu." Declara suavemente, depositando sua bochecha contra a cabeça morena, acariciando suas costas, distraidamente, tentando acalmá-la. O peso daquela indicação não era só referente à carreira de Rachel, era algo maior do que isso, era um sonho que tinha desde sua infância, quando passava horas em um parque, sonhando em ser a maior vencedora do Tony Awards, e infelizmente, depois de tanta mágoa, deixara de acreditar em seus sonhos. Mas, hoje era uma pessoa transformada, e a prova de que poderia conseguir o que quisesse, enquanto lutasse por isso, dando o seu melhor. "Minha mulher é uma atriz indicada ao Tony Awards." Uma lágrima escorre por sua face, mas não faz menção de limpá-la.

Retira os braços ao redor dos ombros da mais alta, afastando-se, mantendo os olhos entrecerrados. Era difícil de acreditar, ainda mais quando passara tanto tempo querendo algo, que nunca dera indícios de que aconteceria, os anos foram passando e nada mudava, fazendo com que perdesse a fé, e quando este algo finalmente acontece, simplesmente não pode acreditar. Observa as lágrimas de sua namorada, que a olhava cheia de admiração, como se fosse o ser mais precioso. Engole em seco, sentindo algo como esperança crescer dentro de si. "De verdade? Quinn, eu não estou alucinando?" Pergunta, em um baixo tom de voz, como se não conseguisse falar mais alto, temendo a resposta.

Dá um sorriso de lado, depositando uma mão na face da morena. "Não, meu amor. Isso não é uma alucinação." Inclina-se lentamente, pressionando sua testa contra a dela, sentindo o doce aroma de seu shampoo. "Rachel Berry, você é uma atriz protagonista indicada ao maior prêmio da Broadway. E não há dúvidas que você vai ganhar." Seu sorriso se aumenta, sem sombra de dúvidas, em dois meses estaria ao lado de sua mulher, enquanto ela recebia o seu mais do que merecido prêmio. Até havia alguns críticos, especialistas no assunto, que concordavam com ela, alegando desde o começo da temporada, que Rachel seria indicada e ganharia o prêmio. Escuta um quebrado soluço da cantora, e coloca um braço ao redor de sua cintura, apertando-a contra si. Inclina-se para trás, afastando seu rosto, de modo que pudesse olhar diretamente aos seus olhos. "Não chore Rach." Passa o dedão por sua face, limpando as lágrimas que escorria, ignorando suas próprias lágrimas. "Eu te amo, e estou tão, mas tão orgulhosa de você. Não sei nada sobre as outras indicadas, na verdade nem as conheço, mas sei que não há ninguém ali tão talentosa como você. Você é única, não há um talento como o seu, meu amor, e eu sei, todos sabem, que você vai ganhar. Seu primeiro Tony, o primeiro dos doze que ganhará durante os próximos anos." Lembra-se da conversa que tiveram no dia que fizeram as tatuagens, em que sua namorada lhe dissera que quando adolescente, sonhava em ser a maior vencedora com doze Tonys, esse número quando sua biografia fosse escrita.

Assente com a cabeça, fungando o nariz. Era uma indicada. Oh, minha doce Barbra, era uma atriz indicada ao Tony Awards. Sente seu coração se acelerar, soltando mais algumas lágrimas, e dando um fraco sorriso. Havia conseguido. Finalmente havia conseguido; claro não fora como sempre sonhara, demorara anos para conseguir ser uma protagonista, e não havia sido nada fácil, mas fora melhor, pois era uma nova Rachel, mais forte, determinada, com o amor de sua vida ao seu lado. Era bem melhor do que qualquer sonho que já tivera, era sua realidade. Olha intensamente aos olhos avelãs. "Eu te amo, Quinn, muito." Palavras jamais seriam o suficiente para descrever como era grata por ter o apoio da loira, por tê-la ao seu lado, por tê-la em sua vida. Sentia tanto, que era como nem se declarando a ela, fosse suficiente. Mas jamais deixaria de dizê-la como a amava, era algo que desde que aprendera a fazer, não conseguia parar, necessitava lembrá-la como se sentia a cada oportunidade que tinha, necessitava expressar aquele amor.

A atriz dá um grande sorriso, contente. Jamais se cansaria de escutar aquela frase, na verdade era a melhor coisa que já escutara em toda sua vida. Volta a se inclinar, passando o nariz pelo da morena, em forma de carícia, e quando ia capturar seus lábios, um celular começa a tocar, assustando-as. Se afasta de sua namorada, com um pesado suspiro, virando o rosto a um dos lados, procurando com o olhar o objeto ofensivo, que atrapalhara um momento muito especial. Jura que se for Kurt ou Santana, esses dois vão lhe escutar.

"É o meu..." Diz Rachel, se direcionando a mesa de centro da sala, alcançando por seu smartphone, percebendo que a ligação era de seu pai Leroy. Respira fundo, como se isso fosse lhe ajudar a se preparar para aquela conversa. A relação com seus pais jamais estivera melhor, tão próxima, mas ainda sentia dificuldades em agir perante certas situações, como na vez que seu pai Leroy lhe dissera que lera diversas vezes a última edição da revista Broadway que tinha ela como capa, e até colocara a revista em uma moldura, no escritório da firma, alegando que todos que entrassem naquela sala, deveriam saber que sua filha era uma diva da Broadway. O orgulho com que ele lhe dissera àquilo, a fizera se esconder no banheiro e chorar silenciosamente, com medo que alguém a encontrasse. Limpa a garganta, sabia que seria uma conversa difícil para ela, e que seu pai estaria mais do que entusiasmado. Atende a ligação, não passa nem um segundo antes que Leroy começa a gritar.

"Rachel, meu Deus! Minha filha, eu acho que estou prestes a ter um ataque cardíaco, é muita emoção, Rachel, você – você foi indicada, minha filha é uma atriz indicada ao Tony Awards! Eu estou tão feliz, tão orgulhoso de você..." Diz o advogado, com a voz entrecortada, fungando o nariz.

A cantora solta mais algumas lágrimas. Aquilo fora o que sempre quisera; fazer com que seus pais se orgulhassem dela, da pessoa em que se transformara, da profissão que tem, não queria decepcioná-los nunca mais. "Papai..." Se interrompe à sua voz falhar.

Ao escutar quem era; Quinn corrige sua postura, jamais ousaria falar algo a Leroy, Hiram e ele eram os únicos permitidos a atrapalharem seus momentos especiais. Assente com a cabeça, distraída, observando sua mulher, sabendo que aquele momento também era um especial, onde Rachel recebia todo o amor de seus pais. Sorri, cruzando os braços, decidindo apenas assisti-la.

"Seu pai também quer falar com você, espere um segundo enquanto coloco no alto-falante." Declara rapidamente. Rachel assente com a cabeça, mesmo que seu pai não pudesse vê-la. Logo a voz de Hiram, calmo como sempre, se faz presente. "Rachel, minha pequena, parabéns! Estamos muito orgulhosos. Você nasceu para brilhar minha filha, para encantar a todos com seu talento, e eu sei que esse é apenas o primeiro reconhecimento de uma grande carreira que tem pela frente –" Passa o dorso da mão por sua face, limpando as lágrimas, escutando como seu pai Leroy o interrompia, fazendo com que desse um pequeno sorriso. "Oh, por favor, Hiram, minha filha é a maior e melhor cantora que a Broadway já teve desde Barbra Streisand. A carreira dela começou desde o momento em que a coloquei nas aulas de canto e dança com um ano de idade, só não entendi porque demoraram tanto lhe darem um personagem protagonista, mas tudo bem, quem pode dizer que em seu primeiro personagem principal já ganhou um Tony?! Poucos, contando com minha estrelinha." Dá um grande sorriso emocionado ao escutar o determinado tom de voz de seu pai, fazendo-a como sempre perceber o amor que estava ao seu redor, o amor que sentiam por ela, mas que muitas vezes fora cega o bastante para não enxergá-lo. Para ignorá-lo. Nega com a cabeça, afastando aqueles pensamentos. O passado estava no passado, havia o deixado ir, e era melhor não voltar a este nem em pensamentos. Deveria manter o foco no agora.

Desvia o olhar a Quinn, que a olhava curiosamente, com um sorriso nos lábios. Começava a se sentir melhor, mais confiante novamente, aceitando a situação, e se repreendendo por ter deixado seus medos a dominarem por alguns minutos, fazendo-a acreditar em algo que não acontecera. Fora uma pequena queda, um momento de fraqueza, mas agora já estava de pé, e não deixaria isso acontecer novamente, não voltaria a tirar conclusões precipitadas, diz a si mesma, não cometeria o mesmo erro. Faz uma careta, escutando seu pai Hiram murmurar. "Eu também quero falar algo, Leroy. Ela também é minha filha..."

É ignorado por seu marido, que não escondendo seu entusiasmo, continua como se nada. "Temos que celebrar essa incrível notícia, Rachel. Amanhã. Só preciso planejar tudo hoje, e amanhã à noite faremos um jantar em sua homenagem. Não aceito não como resposta." Leroy sabia organizar uma festa como ninguém, e em questão horas poderia ter uma festa completa, mas como não era qualquer evento, era a realização do sonho de sua estrelinha, queria mais tempo para organizá-la. O jantar – festa seria algo imenso, convidaria todos os amigos da família e de sua filha, colegas de elenco e tentaria convencer Judy a vir também. Pelo menos, pelas próximas vinte e quatro horas teria sua mente ocupada com outra coisa que não fosse se perguntar quando o pedido seria feito. Estava demorando demais, e Judy e ele começavam a se preocupar, não era normal. Quinn já deveria ter pedido sua filha em casamento, tipo, desde o dia em que pediu sua mão. Ele teria um ataque de nervos ou do coração com essa espera, e sua melhor amiga também. Limpa a garganta, voltando sua atenção ao assunto. "Tenho uma filha indicada ao Tony, oh querida Cher, mal posso esperar para contar isso a todos. Eu preciso ligar para Judy... Rachel, você é meu maior orgulho, o bem mais precioso que tenho; amo você, nunca se esqueça disso, e mais tarde ligo novamente para discutirmos alguns detalhes de sua festa. Até mais, minha diva."

Há um breve silêncio do outro lado da linha, antes de Hiram declarar. "Pequena, nos te amamos muito, e não dê importância ao comportamento de seu pai, você sabe como ele é quando fica entusiasmado. Parabéns, mais uma vez por sua indicação, e sabemos que você vai ganhar. Acreditamos em você. Eu também devo ir agora, pois seu pai quer o celular dele, ligo para você em breve. Até mais."

Sente suas bochechas se corarem pelo peso daquelas palavras. Seus pais acreditam nela. Em seu talento. Aperta o celular contra a orelha, desde o início sempre a incentivaram, sempre lhe ajudaram, fazendo tudo o que podiam para que ela realizasse seu grande sonho, se tornar em uma atriz da Broadway. Mesmo viajando muito devido ao trabalho deles, sempre estiveram presentes em momentos importantes, seja pessoalmente, por chamadas de vídeo ou ligações. Nunca deixaram de demonstrá-la como a amavam. Solta um leve suspiro, se controlando para não chorar novamente. "Até mais pai, papai. Eu – eu amo vocês, e obrigado por estas palavras. Eu não poderia ter pais melhores, obrigado por tudo. Falo com vocês mais tarde." Termina timidamente, encerrando a ligação. Passa alguns segundos, olhando ao seu celular, pensativa. Deixaria seu pai Leroy fazer a festa que quisesse, e participaria desta como nunca antes, celebrando sua nomeação, mesmo se não ganhasse o prêmio em dois meses, havia sido reconhecida, havia sido indicada, realizando seu sonho, e deveria ficar feliz e celebrá-lo. Chega de lágrimas por hoje. Percebe como Quinn a olhava, com as sobrancelhas arqueadas e uma expressão divertida. "O que foi?"

A atriz passa a língua entre os lábios. "Só estava me perguntando se você tem planos para mais tarde." Responde, se aproximando com lentos passos. Queria passar um tempo ao lado de sua Rachel, somente as duas, fazendo algo especial para celebrar aquele dia.

"Bem, eu tenho algo em mente." Diz, colocando o celular de volta sobre a mesa de centro, antes de voltar à atenção a sua namorada, que parecia surpresa.

"Oh... O quê?" Franze o cenho, posicionando-se em frente a ela.

Dá um sorriso gracioso, respondendo-a. "Passar o dia todo com minha namorada." Coloca os braços ao redor de seu pescoço, inclinando a cabeça para trás, dando uma pequena mordida em seu queixo, em um gesto descontraído, recebendo um gemido de aprovação. Ao se afastar, sente suas bochechas voltarem a se corar, mas ignora, olhando a Quinn curiosamente.

"Mulher de sorte essa namorada." Afirma, rodeando o pequeno corpo com seus braços. Sentindo-se aliviada pela resposta, começa a planejar um jantar especial, deveria ligar ao restaurante preferido de sua mulher, e conversar com o maître, acertando alguns detalhes. E claro, primeiramente deveria conseguir uma reserva com ele, acreditava ser algo fácil, já que o restaurante pertencia ao seu sogro. "Então, se eu a convidasse para um jantar esta noite, você aceitaria?"

Oh Barbra. Troca um intenso olhar com a loira, antes capturar seus lábios em um suave beijo. Quinn tinha o poder de mexer com cada célula de seu corpo, de fazê-la se derreter toda vez que agia dessa maneira sedutora, de transformá-la em um clichê, que suspirava pela pessoa amada. E não se preocupava nenhum pouco com isso. Confiava cegamente no amor de sua vida, fazendo-se de sua refém. "Eu jamais recusaria um pedido seu." Murmura sobre os lábios dela.

Dá um suspiro contente, sem saber, sua mulher acaba de aliviar um pouco de seus nervos. Nervos que tinha certeza que voltariam daqui aproximadamente seis dias, quando estaria fazendo um importante pedido, e realmente esperava que Rachel não o recusasse.

...

Deitada no sofá, com sua namorada sobre ela, geme ao mesmo tempo em que a campainha toca, e ignorando-a, continua com sua atividade, alternando entre depositar beijos e mordidas pelo pescoço moreno. Torcendo para que Rachel não inventasse de cessar o importante momento delas para ir abrir a porta. Morde um ponto sensível, abaixo da orelha, logo contornando com sua língua. A campainha toca novamente, e desce suas mãos, levando-as as incríveis nádegas de sua mulher, apertando-as. Observa como Rachel inclina a cabeça a um dos lados, se entregando mais a ela, e dá um pequeno sorriso presunçoso. Quem é que estivesse do outro lado da porta, qual assunto fosse; não se importava. Nenhum pouco.

Novamente, tocam a campainha e se controla para não revirar os olhos. Quando encontrassem a casa perfeita para elas, levaria um mês para dar o endereço aos seus conhecidos; somente seus pais e sogros teriam o endereço após há primeira semana, afinal pretendia passar os primeiros dias estreando cada cômodo de sua nova casa com sua mulher. Era tão errado assim querer passar um tempo a sós com Rachel?! Será quê era tão difícil entender que um casal precisa de privacidade, principalmente elas?! Umedece os lábios, voltando toda sua atenção a cantora, passando o nariz por seu pescoço, sentido-a se arrepiar, fingindo não ter escutado a maldita campainha outra vez.

Soltando um rouco gemido ao ter o lóbulo de sua orelha mordido, Rachel murmura. "Quinn... Estão tocando a campainha."

"Ignore." Diz, chupando o lóbulo lentamente. "Tenho certeza que não é nada importante." E era bom quem é que estivesse na porta, entender que ninguém queria conversa e sumir logo. Droga.

"Pode ser importante. É melhor eu ir ver do que se trata..." Declara, virando seu rosto, de modo que pudesse olhar diretamente aos olhos da loira. Deposita rapidamente seus lábios sobre os dela, e antes que Quinn pudesse aprofundar o beijo, se afasta, levantando-se.

A atriz suspira indignada, sentando-se, cruzando as pernas, desajeitada. Observando como a morena tenta recompor sua imagem, passando as mãos pelo cabelo e roupa de ficar em casa, um simples short jeans e uma camiseta cinza, que na verdade era sua, mas bem, ficava melhor em Rachel. Arqueia uma sobrancelha, abaixando o olhar a suas pernas expostas. A reserva para o jantar era as oito, e antes disso pretendia fazer amor com sua namorada por um bom tempo. Longas horas. Assim que essa pessoa não deveria demorar a falar o que queria. Passa uma mão por seu cabelo, acompanhando Rachel com o olhar, a ela se direcionar a porta. A esta ser aberta, rapidamente se levanta ao perceber quem estava do outro lado.

"Olá Rachel..." Shelby diz, com um minúsculo sorriso nervoso.

A cantora franze o cenho, não escondendo sua surpresa. Nos últimos meses, a advogada respeitara seus desejos, mantendo-se distante e só comunicando com ela através de e-mails, perguntando-a sobre coisas como seus gostos e desgostos, como fora seu dia e o que estava acontecendo em sua carreira. E mesmo que raramente, Rachel passara a lhe responder com outras palavras que não fossem não, sim ou tudo. Conseguindo manter uma conversa com mais de cinco frases. Era a primeira vez que a via após quatro meses, a última vez fora em um jantar beneficente organizado pela firma de seus pais, onde Shelby se mantivera distante, somente cumprimentando-a ao chegar e ao se despedir. Engole em seco, fazendo um gesto com a cabeça, não confiando em sua voz naquele momento, sentindo uma estranha sensação em seu estômago. Era extremamente difícil sentir-se confiante ao lado de Shelby, não importa o quanto tivesse mudado; sua mãe a fazia voltar a se sentir como aquela Rachel insegura, nervosa e temerosa. Uma coisa era trocar algumas palavras por e-mails, outra completamente era tê-la em sua frente, na porta de seu apartamento.

Não podia acreditar na coragem dessa mulher. Primeiro aparece sem avisar, segundo o simples fato dela aparecer. Quinn aperta a mandíbula, dando grandes passos em direção a elas. Posiciona-se atrás de Rachel, colocando uma mão na parte baixa de suas costas, querendo demonstrá-la com aquele pequeno gesto, que ela não estava sozinha, que não enfrentaria a advogada sozinha. "Olá, senhora Corcoran." Diz, em um sério tom de voz. Será que aquela mulher não entendia que era um dia importante para sua filha, por que tinha que aparecer e fazer Rachel se sentir desconfortável, quando deveria apenas sentir felicidade?! Uma vez, quando ainda não sabia da história sentira lástima por Shelby, por uma mãe que errara e acabara pagando por estes erros da pior maneira, com o preço mais alto, o desprezo de sua filha. Mas, após saber como tudo ocorrera e ver como sua aproximação afetava Rachel, passara a desejar que ela se afastasse, deixando sua mulher em paz. Por sua causa, o amor de sua vida sofrera por anos, e Shelby não fizera nada para amenizar essa dor. Volta a apertar a mandíbula. A advogada não merecia a filha que tinha, não era digna de Rachel.

"Quinn." Faz um gesto com a cabeça, cumprimentando-a, alternando o olhar entre o casal. Fizera o que sua pequena pedira; se mantivera afastada, se aproximando aos poucos. Começando com pequenas coisas, como a enviando um e-mail por dia, perguntando sobre seu dia e como estava. E com o passar do tempo, fora introduzindo outros assuntos, triviais, como a perguntando qual era o nome de sua gata e de seu cachorro. Infelizmente, quase sempre não obtinha resposta, Rachel a respondia raramente, e nessas raras vezes conseguira descobrir algumas coisas de sua filha e quanto tinham em comum. Direciona o olhar a morena mais baixa. Só errara em sua relação com Rachel. Errara no momento em que a deixara ir, entregando-a ao pai, se afastando, mudando a outro país. Errara durante sua infância a nunca tentar se aproximar, a não dizer como amava sua pequena, mesmo que de longe e nem a conhecendo realmente, a amava. Errara durante sua adolescência, ao não ser a figura materna, amiga, que Rachel tanto necessitara. E errara no último ano, quando aparecera de volta em sua vida, forçando uma aproximação. Deveria ter ido com calma, como agora, começando com pequenos passos, realmente aprendendo a conhecê-la. Essa era a primeira vez que via sua filha em meses, e mesmo que ela tivesse a pedido para não aparecer em sua casa, ainda mais sem avisar, não conseguira permanecer afastada por mais tempo. Queria demonstrar a sua pequena que estava ali, e mesmo que por alguns segundos, queria estar presente em um dos dias mais importantes de sua vida. No dia em que fora indicada a um Tony Awards. Até havia acordado mais cedo para acompanhar a nomeação, com a pobre ilusão de que se sentiria mais próxima de Rachel desta maneira. "Eu sinto muito por ter vindo sem avisar, mas eu só queria parabenizá-la." Declara, voltando a sorrir nervosa.

Rachel aperta os lábios, não sabia o que dizer. Não esperara vê-la naquele dia, não que esperasse vê-la a qualquer dia, já que Shelby sempre estava ocupada com qualquer outra coisa, mas era uma grande surpresa saber que a advogada tomara seu tempo para ir ao seu apartamento parabenizá-la, e que soubesse o que aquele dia significava. Abaixa o olhar ao perceber as roupas que sua mãe usava; roupas de correr, uma calça legging preta e uma blusa branca. Era a primeira vez que a via com uma roupa que não fosse social. Ela até que ficava bem sem sua aparência de advogada séria. Sobe o olhar, encontrando com o da mais velha. "Obrigada." Murmura, desajeitada, sentindo suas bochechas corarem.

"Eu posso te dar um abraço?" Pergunta hesitante.

Aquele seria o maior contato que sua mãe conseguiria dela. Não podia lhe oferecer mais nada, assim que assente com a cabeça. Ter Shelby a sua frente lhe fizera perceber que realmente não estava destinado a ser. A fazia se sentir como a antiga Rachel, alguém que não queria voltar a ser. Não conseguia relaxar perto dela, sempre esperando algum gesto ou palavra que fosse lhe magoar. Qualquer esperança que uma vez tivera de correr aos braços de sua mãe, gritando por ela, morrera há muito tempo. Não havia espaço para ela em sua vida, a não ser como uma conhecida distante. Poderia trocar e-mails com ela, poderia manter uma rápida conversa educada, mas era só isso. Nunca fora sua mãe, não estivera quando mais precisava, então por que seria uma agora?! Solta o ar lentamente, sentindo os braços da advogada rodearem seu corpo, apertando-a.

"Eu estou orgulhosa de você, Rachel." Fecha os olhos, sentindo lágrimas se formarem em seus olhos, mas se controlando. Não choraria na frente de sua filha. Não queria deixá-la ainda mais tensa do que aparentava. "Você é a pessoa mais talentosa e dedicada que conheço, e eu sei que vai ganhar esse prêmio. Eu amo você." Termina, murmurando de maneira quase imperceptível, não conseguindo se controlar.

Mas Rachel a escutara, e rapidamente termina ao abraço, dando um passo para trás, desviando o olhar a Quinn, que assistia a interação silenciosamente. Oferece um desajeitado sorriso a sua namorada, que deposita um beijo sobre sua cabeça. "Obrigada, Shelby." Diz educadamente, tentando dissimular seu desconforto. Aquela frase chegara tarde demais, mas era bom ver que Shelby tentava, mantendo-se fiel a sua palavra de que lutaria por ela, mesmo que estivesse lutando por uma causa perdida. O seu celular, ainda sobre a mesa de centro da sala, começa a tocar. "Com licença." Pede, dando meia volta, sabendo que era seu agente, já que aquele toque de notificação era usado por seu contato, querendo um momento para si, para organizar seus pensamentos.

Quinn coça a nuca, olhando seriamente a mulher a sua frente. "Você quer entrar?" Mesmo não gostando de sua presença, não deixaria de ser educada com a mulher. Mas, torcendo para que ela negasse ao seu pedido.

Dá um minúsculo sorriso, negando com a cabeça. "Não, obrigada. Eu sei quando não sou bem-vinda." Observa a atitude da atriz, que não podia aparentar mais defensiva. Seu sorriso aumenta, se tornando em um distraído, era bom saber que sua pequena tinha alguém que a defendesse, que estava disposta a enfrentar a própria mãe da namorada, sem temer, tudo por Rachel e seu bem estar. "Eu não vou magoar a Rachel, não mais, eu aprendi dos meus erros, e vou tentar até o final da minha vida, recompensá-la por tudo o que a fiz passar. E sei que não sou vista como a mãe dela, eu nunca fui uma mãe, mas estarei aqui para ela, nem que seja como uma amiga distante, eu quero estar aqui para ajudá-la em qualquer coisa." Declara, pela primeira vez tocando no assunto com Quinn. Sentia a necessidade de deixá-la saber sobre suas intenções, afinal era a pessoa mais próxima a sua filha.

A loira faz um gesto com a cabeça, deixando-a saber que a entendera, portando uma expressão facial pensativa. Shelby sempre seria um assunto complicado, sempre fora motivo de muita dor a sua namorada, e como a mesma dissera nunca fora uma mãe, então não tinha medo de dizê-la honestamente. "Eu não posso a mandar se afastar de Rachel, mas não se esqueça que estarei vigiando-a, e protegerei minha mulher de tudo, até de você."

A advogada umedece os lábios, nada surpreendida pela ameaça. Sempre fora vista como a inimiga, e sabia que continuaria sendo assim. E não havia ninguém a culpar a não ser a si mesma, deveria aceitar que não importa o quanto tentasse, sempre haveria essa mágoa entre Rachel e ela, e todos os envolvidos. O laço maternal fora quebrado no momento em que decidira dar sua filha ao pai, retirando-se de sua vida. Não importa o quão difícil fora fazê-lo, o quanto sofrera, abandonara sua filha. E finalmente Rachel parecia estar feliz, parecia estar onde sempre desejara estar, havia essa faísca da criança sonhadora que uma vez fora. E ela não fazia parte de sua vida. Como uma vez dissera, o que lhe restava era o remorso, e aceitar o que é que Rachel estivesse disposta a lhe oferecer, não importa o que fosse. E ficaria feliz com a pequena parte que lhe tocasse ter. Abaixa a cabeça, desviando o olhar ao piso distraidamente. "Eu fico feliz em saber que Rachel tem alguém como você, Quinn, de verdade." Dá um leve suspiro, levantando o olhar, encontrando com o da loira. "Obrigada por cuidar dela, por defendê-la e lhe fazer bem. Eu preciso ir agora, diga a ela que continuarei me comunicando através de nossos e-mails, e mesmo que ela não me responda, continuarei enviando-os."

Antes que Quinn pudesse lhe responder, a morena mais velha dá meia volta, direcionando-se ao final do corredor, ao elevador. Não estava desistindo de lutar por sua filha, isso jamais. Mas, continuaria com seus lentos passos, não forçando nada, deixando que Rachel decidisse quando seria a próxima vez que se veriam.

X

Dá um grande gole em seu champanhe, mantendo um duro olhar fixo na pessoa sentada ao outro lado da mesa. Jamais sentira tanta raiva, obviamente, depois desta tarde na presença de Shelby. Coloca a taça sobre a mesa, escutando a descontraída risada de sua namorada. Desvia a atenção ao seu lado, percebendo como Rachel conversava distraidamente com Brittany sobre a peça da dançarina em Los Angeles, mantendo a mão esquerda em sua perna, acariciando-a suavemente, como se sentisse a sua raiva, e tentasse acalmá-la com aquela pequena carícia.

Volta o olhar a Santana, que comia como se não percebesse o olhar que lhe era lançado. Alcança por sua taça, dando mais um grande gole no champanhe, bebendo-o como se fosse água. Após a visita de Shelby, Rachel ficara bastante pensativa, quieta, e depois de algum tempo, acabara lhe revelando que pretendia manter a situação como estava, respondendo alguns e-mails de Shelby, ignorando os outros, e vendo-a quando fosse necessário, em jantares beneficentes e eventos da firma ou familiares, mas era apenas isso. Shelby era uma conhecida sua, e só. Depois disso, Rachel voltara ao seu humor habitual, passando o dia todo ao seu lado. Acreditara que nada mais poderia dar errado, que a noite delas seria ainda melhor do que à tarde, quando fizeram amor por algumas vezes, mas, oh, como fora ingênua. Ao receber uma ligação de sua agente, que tentara convencê-la a irem a uma nova boate exclusiva, cometera o erro de lhe dizer que já tinha planos, e que levaria Rachel para jantar em seu restaurante preferido. Grande fora sua maldita surpresa, ao chegar ao restaurante e descobrir que a mesa reservada por ela, tinha mais três assentos a pedido do senhor Hummel, que alegara que era um convidado dela e da senhorita Berry àquela noite. Direciona um olhar cheio de ódio a Kurt, idiota, naquele momento não gostava de ninguém daquela mesa, a não ser sua mulher, claro. Deus, aquilo não era justo. Era pedir demais um dia, só um dia, inteiro ao lado de Rachel, sem ter que dividir sua atenção?!

"Perdão por interrompê-los." Diz um homem de meia idade, baixo e calvo, se aproximando e posicionando-se em frente à mesa. Ele ajeita os óculos, dando um sorriso tímido. "Eu só queria dizer que senhorita Berry, eu sou um grande fã. Seu maior fã. Eu estava falando ontem mesmo com meu marido, como você é a próxima Barbra. Fiquei muito feliz ao ver que foi indicada, ninguém consegue interpretar uma Maria como a senhorita. Poderíamos tirar uma foto?" Indica um smartphone, com as bochechas coradas. Era um fanático da Broadway, e mal podia esperar para contar ao seu marido e mãe, como havia conhecido a estrela do momento.

"Cl – claro." Não era algo incomum alguém chegar e pedir seu autógrafo ou uma foto, mas aquele senhor falara de uma maneira, que a enternecera. A próxima Barbra. Jamais deveria ser comparada a maior cantora de todos os tempos, afinal Babs é incomparável, mas não o corrigiria. Era bom saber que alguém – além de seus familiares – pensava tanto dela. Levanta-se, posicionando ao lado do homem. Dá um grande sorriso, passando um braço ao redor de seus ombros, ele era mais baixo do que ela, enquanto o fã tira duas selfies, com o celular em diferentes posições.

"Obrigada, meu marido não vai acreditar que a conheci primeiro do que ele." Comenta, com um grande sorriso. "Foi um prazer senhorita Berry, e vejo você na premiação." Compraria o ingresso para a cerimônia, assim que este fosse colocado a venda. Jamais perdera um show. Afasta-se, voltando a sua mesa.

"Você foi completamente ignorada, Q." Comenta Santana, só para irritar ainda mais sua amiga. Não iria revelar como queria passar a noite ao lado das duas, celebrando a grande notícia. Nem como acordara mais cedo só para ver se Raquel seria indicada ou não. Ninguém, nem mesmo sua namorada, precisava saber disso.

Ignorando o comentário, afinal não se importava nenhum pouco, a atriz oferece um sorriso a sua mulher, que volta a se sentar ao seu lado. Rachel parecia tão contente pela aproximação daquele fã, que a fizera se sentir uma egoísta por seus pensamentos anteriores. Teria sua mulher pelo resto da vida, e era capaz de dividi-la com todo mundo – tirando Kurt e Santana, que não estavam em seu lado bom agora – em um dia tão especial como aquele. Alguém limpa a garganta, chamando a atenção, e ao desviar o olhar a um dos lados da mesa, percebe que Kurt segurava sua taça, com um pequeno sorriso.

"Eu quero propor um brinde a nossa incrivelmente talentosa Rachel." Começa, olhando a sua melhor amiga. Ao Santana descobrir os planos de Quinn e lhe avisar, mesmo sabendo que as duas preferiam celebrar da maneira delas, a sós, não conseguira evitar vir ao restaurante e participar daquele momento. Sua melhor amiga, e cliente fora indicada ao maior prêmio da Broadway e precisava estar ao seu lado. Aquilo era grandioso. "Estou super orgulhoso de você, como seu agente, mas principalmente como seu amigo que está ao seu lado desde que éramos apenas dois sonhadores, esperando um dia conseguir chegar a Broadway. Chegamos Rachel, e hoje chegamos a um dos maiores níveis, e não tenho dúvidas que é apenas questão de dois meses para chegarmos ao nível mais alto. O de vencedores. E eu discordo daquele senhor, você não é a próxima Barbra, você é a Rachel Berry, a Broadway nunca teve um talento como o seu. Você tem um futuro brilhante pela frente, diva, e vou me assegurar que nada a impeça de realizar todos os seus sonhos profissionais, assim que um brinde a nossa estrela, a maior estrela que a Broadway já teve, à Rachel." Levanta a taça, sendo seguido por Santana e Brittany.

Rachel dá um grande sorriso emocionado, alcançando por sua própria taça, levantando-a. Aquele dia estava sendo um dos mais agitados e emocionantes de sua vida. Mesmo tendo seus planos frustrados, de ter um romântico jantar com Quinn, estava contente por ter seus amigos com elas àquela noite, celebrando uma das melhores coisas que já lhe acontecera.

"A você, amor da minha vida." Murmura Quinn, batendo sua taça contra a da cantora, antes de se inclinar e depositar um rápido beijo em sua bochecha. Kurt conseguira fazer com que sua raiva diminuísse, um pouco, com aquele discurso. E tudo o que dissera era verdade, sua mulher era a pessoa mais talentosa que a Broadway já vira.

"E só mais uma coisa." Ao passar horas em frente à televisão, esperando a cerimônia de nomeação começar, não pudera deixar de pensar nas palavras de Santana, que o dissera há alguns dias como se sentira ao ver sua cliente ganhar o Oscar, que fora como se tudo o que fizeram desde o início finalmente tivesse feito sentido, como se tudo finalmente se encaixasse, como se o dever realmente tivesse sido cumprido por ela, afinal com uma cliente ganhadora de um Academy Award, a carreira do agente não poderia estar melhor. Um agente cresce com seu cliente, se o cliente está bem, também está o responsável por sua carreira. E após pensar sobre suas palavras, acabara lembrando-se de como tudo começara, o que o motivara a fazer aquela loucura, redigindo um contrato a um relacionamento público entre sua cliente e Quinn. "Eu sei que disseram que não deveríamos mencionar mais isso, mas eu também queria brindar aos velhos tempos, acho que é o momento perfeito para nos lembrarmos de como tudo começou, quando eu tive que convencer minha cliente a assinar um contrato para limpar sua imagem, e de quando Santana e Quinn eram apenas duas principiantes, buscando um pouco de atenção. Olhem para nós agora, tanto mudou que aquele contrato parece ter sido assinado há anos. Um contrato que literalmente mudara todas nossas vidas, trazendo algumas situações difíceis, complicadas, vários problemas, dores de cabeça e muito estresse, mas também nos dera alegria, grandes oportunidades profissionais, nos guiando ao caminho certo, ao nosso incrível futuro, nos dera novos amigos, verdadeiros amigos, e o mais importante, um amor verdadeiro entre nossas clientes, que fizeram o trabalho tão bem que acabaram se apaixonando." Termina, ignorando as lágrimas que se formam em seus olhos, dando um pequeno sorriso debochado. A bebida começava a fazer efeito, diz a si mesmo. Mesmo agindo de uma maneira, que por muitas vezes envergonhava-se só de lembrar, durante o PR, não podia negar que fora uma das melhores fases de sua vida, aquele contrato o fizera crescer, não só profissionalmente, como também pessoalmente, o fizera amadurecer, e o mesmo havia acontecido com as outras envolvidas; só bastava olhar a elas para tirar essa conclusão. Seu sorriso se torna em um orgulhoso. "Então, um brinde a nossa melhor loucura."

Dissimuladamente, Santana tenta tirar algo que caíra em seu olho durante o discurso de Kurt, fazendo-o lacrimejar. Aquelas palavras a levara de volta ao passado, quando tudo parecia ser tão complicado, quase impossível de conseguir, e realmente sentia-se como se tivesse passado anos desde que tivera que ligar a um produtor, pedindo-o um personagem a Quinn. Kurt jamais estivera tão certo. Sem sombra de dúvidas, fora a melhor loucura que já fizera em sua vida. "Nós fizemos um excelente trabalho, Hummel, assim que brindo a nós dois." Comenta, dando um sorriso presunçoso, batendo sua taça contra a de Kurt. Eram agentes bem sucedidos e deveriam comemorar.

Com um sorriso divertido, Rachel observa a interação dos dois. Não era segredo a ninguém como fora a que mais mudara durante e após esse contrato, um contrato que a fizera passar por situações que a antiga Rachel temeria só de pensar. Arriscara tudo por um personagem, por um sonho, enfrentando o seu problema com a intimidade para fingir ser namorada de uma atriz que mal era conhecida, de uma pessoa que nem ela realmente conhecia, no começo sabendo apenas seu primeiro nome e sobrenome. Tentara ao máximo sair ilesa daquilo, não se envolver, manter uma distância segura, mas Quinn acabara seduzindo-a com seu jeito meigo de ser, cada vez mais. Fazendo com que ela deixasse se levar aos poucos, cada dia era um novo gesto, uma nova atitude, que por diversas vezes fazia sem nem perceber. Até um desejo invadir todo seu ser, fazendo-a querer ter um pouco mais de Quinn, explorar um novo lado naquele relacionamento falso, não conseguindo manter-se afastada. Sempre ignorando os pensamentos que a repetiam a cada segundo ao lado de sua suposta namorada, o que realmente estava acontecendo com ela, pois sabia que se desse ouvido a eles, se realmente pensasse neles, estaria perdida, naquela época imaginara que seria a pior coisa, afinal era só um trabalho, e não poderia se apaixonar, pois não queria sentir, não queria sofrer novamente. Assim que os ignorara até se transformar em algo insuportável, e revelar a si mesma que estava apaixonada por Quinn. Desvia o olhar a mencionada, que bebia um gole de seu champanhe. Engraçando não, como quando era para fingir amar essa pessoa, acabara encontrando o amor de sua vida?!

E faria tudo novamente, se por acaso acordasse amanhã e voltasse ao dia em que Kurt lhe dissera pela primeira vez sobre o PR. Só gostaria de mudar a parte em que demora cerca de quarenta séculos para revelar o que realmente sentia, lutando por Quinn desde o começo. Mas, sabe que aquela Rachel que fora no começo não estivera preparada, aquela Rachel jamais estivera preparada para receber um amor como esse. Fora crescendo com o passar dos meses no contrato, e mesmo se arrependendo de levar tanto tempo para se declarar, não se arrependia de ter feito-o no momento crucial, pois o fizera no momento em que se sentira preparada para realmente lutar. E lutara, passando a viver um amor capaz de vencer qualquer medo, chegando onde estava, ao lado de Quinn, celebrando uma das noites mais importantes a sua carreira. Observa como sua namorada coloca a taça cuidadosamente sobre a mesa, e com um pequeno sorriso, inclina-se, segurando o rosto da loira entre suas mãos, capturando seus lábios um beijo apaixonado.

"Eu preferia quando você tinha aquele seu jeito estranho, Raquel, pelo menos, assim não tinha que aguentar toda essa melação." A latina mente em um tom de voz debochado. Sua Raquel era um ser único, uma espécie em extinção, e se você contasse isso à outra pessoa, Santana lhe perseguiria pelo resto de sua vida, mas até que sentia um grande carinho por Rachel Berry.

X

"Eu preciso falar com você, Raquel..." Declara Santana, cruzando os braços, em uma atitude impaciente. Em seu ombro, estava uma grande bolsa de mensageiro marrom.

Desentendida, franze o cenho. Estava se arrumando para sair com seu pai Leroy e cuidar dos últimos detalhes de sua festa àquela noite, quando tocaram a campainha. Na hora ficara em alerta, temendo ser novamente Shelby, mas para sua surpresa era a latina, e após afirmar que Quinn não estava em casa e já havia ido para o estúdio, Santana lhe surpreendera mais uma vez, insistindo que queria conversar com ela. "Ok. Entre." Abre mais a porta, dando um passo ao lado.

"Eu vou direto ao ponto, já que nós duas temos pressa." Diz, passando ao lado da mais baixa e entrando no apartamento. Precisava ir ao estúdio, afinal como uma séria empresária, precisava sempre acompanhar sua cliente, cuidando de seus interesses, e óbvio, mandando e desmandando nos assistentes de produção que queriam fazer de tudo para agradá-las. "Primeiro, eu preciso que você converse com a Q, e tente convencê-la a gravar esse filme, é um filme de ação, cheio de policiais, com Al Pacino." Alcança pelo script dentro de sua bolsa, oferecendo-o a Rachel, que hesitante o pega, e começa a folheá-lo. Realmente acredita que o filme seria perfeito a carreira de sua cliente agora, um filme de ação policial ao lado de Al Pacino, totalmente diferente do que Quinn estava acostumada a atuar, e o melhor que seria gravado em outro país. Motivo de sua cliente ter dito não quando tentara convencê-la a fazer o filme, por isso, tivera que vir atrás da arma pesada, de sua querida Rachel. Se Rachel pedisse, Quinn faria, tinha certeza disso.

Passa os olhos, lendo rapidamente, uma das cenas do roteiro, onde uma policial atiraria em um ciclista. Logo, levanta o olhar, direcionando-o a agente a sua frente. "E você já conversou com ela sobre esse filme?" Agora Santana sempre parecia vir até ela quando o assunto era o relacionamento ou a carreira de Quinn, tentando fazê-la conversar com sua namorada e mudar sua opinião a respeito de algo. Coloca o script sobre a mesa de centro da sala.

"E segundo, eu tenho um presente para você." Ignora sua pergunta, tirando uma caixa dentro de sua bolsa de mensageiro, que agora estava bem mais leve. Movimenta o ombro direito, como se tentasse aliviar um pouco dar dor que sentira pelo peso anterior de sua bolsa. "Após aquele discurso do Kurt ontem, eu fiquei pensando em meu comportamento durante todo o contrato, e bem, sei que não fui muito amigável com você, que você tinha aquele seu jeito de bicho do mato, e eu só piorava toda a situação, deixando você ainda mais desconfortável. E pelos últimos meses, não tenho sido muito diferente, só fazendo comentários maldosos, assim que pense nisso, como um sinal de paz entre nós." Oferece a caixa embrulhada com um papel rosa, dando um grande sorriso, com um brilho malicioso no olhar. Ah, como fora divertido comprar aquele presente, uma das melhores compras de sua vida, e como seria divertido vê-la abrir a caixa.

Jamais esperara aquele comportamento da latina, e uma pequena voz em seu cérebro a dizia uma e outra vez para não aceitar o presente. Olha curiosamente a caixa entre as mãos da outra, como se a estudasse, temendo que alguma coisa fosse pular sobre ela a qualquer momento. E o que dissera era certo, por muitas vezes a deixara ainda mais desconfortável, ainda mais nervosa do que já se sentia e era, dificultando a situação, mas hoje havia se acostumado com aquela atitude da agente e até encontrava certa graça. Santana sabia ser uma pessoa divertida, mesmo que rude a maior parte do tempo, e seus comentários já não tinham efeito algum sobre ela, sabia se defender.

Revirando os olhos, diz. "Vamos, Raquel, pegue logo. Nada vai morder você." Dá um passo à frente, se aproximando mais da cantora, que após mais alguns segundos, finalmente pega a caixa, de modo hesitante, como se temesse o que estivesse dentro desta. E deveria mesmo, afinal era algo monstruoso. O maior que encontrara. "Abre, tenho certeza que você vai gostar." Força um tom de voz inocente, calmo, se controlando para não rir.

"Eu agradeço pelo presente, Santana." Sente suas bochechas corarem, não queria abri-lo agora, não sob o atento olhar da latina. Mas, não queria aparentar mal agradecida, assim que lentamente começa a desembrulhar a caixa. Ao ser revelado uma embalagem de plástico, e o que havia dentro desta, fica boquiaberta, sentindo suas bochechas se esquentarem ainda mais e seu ritmo cardíaco se acelerar. Iria morrer de vergonha. Oh, Barbra. Com certeza, não devia ter aberto aquilo em sua frente ou ter aceitado o presente. Era um... Era um – um dildo. Um imenso dildo rosado. "Eu não quero uma coisa dessas!"

Não conseguindo mais se controlar, solta uma risada debochada, adorando a si mesma por tal presente. Que ideia incrível, a expressão horrorizada de Rachel fizera valer cada centavo gasto naquela coisa monstruosa. "Ah, Rachel, não faça essa desfeita. Eu o escolhi com muito carinho, até comprei um que combina com o tom de pele da Q." Diz entre risadas, observando como a morena negava com a cabeça, logo deixando a caixa sobre a mesa de centro, como se fosse à coisa mais assustadora que já vira. Sua risada se transforma em um sorriso debochado. "Eu preciso ir trabalhar agora. Aproveite seu presente, divirta-se bastante. E Raquel, por favor, converse com a Quinn, esse filme será gravado no Japão durante cinco meses, cinco meses não são nada, passam voando." Insiste, mesmo que provavelmente a resposta continuaria a mesma.

Dando um pesado suspiro, cruza os braços. Ignorando seu acelerado coração e bochechas coradas, Santana nunca iria mudar, tinha certeza disso agora. Não importa quanto tempo passe, e como todos ao seu redor mudem, ela nunca mudaria. E começava a suspeitar que a agente já houvesse conversado com Quinn sobre o filme e recebido um não como resposta, afinal porque iria até ela antes de conversar com a própria atriz?! Olha seriamente a mulher a sua frente. "Santana, eu não sei por que agora você insiste em vir conversar comigo toda vez que precisa de algo da Quinn, como se eu fosse a que controla sua vida, mas não sou. Ela toma suas próprias decisões, e se não quer fazer o filme tenho certeza que tem os seus motivos, então os respeite e pare de insistir e vir me procurar, se quer algo da Quinn, fale com ela, afinal você é a agente e eu sou somente a namorada." Declara, meses atrás haviam decidido que não se envolveriam na carreira uma da outra, e assim fora e continuaria sendo, estaria ao lado de Quinn e apoiaria suas decisões profissionais, mas não se envolveria nestas, a não ser que sua namorada a pedisse. "E, por favor, no futuro evite me dar presentes."

X

Passa uma mão por seu cabelo, bagunçando alguns fios, em um gesto nervoso. Em dois dias aquela que supostamente deveria ser sua melhor amiga conseguira lhe irritar mais do que nunca. Desvia o olhar a caixa, que segurava com certa repulsa, ao chegar ao apartamento naquela tarde, tivera total intenção de descansar pelas próximas horas antes de se direcionar ao outro lado da cidade, onde teria um ensaio fotográfico e gravaria várias chamadas com sua co-protagonista para o filme delas que estrearia na próxima semana. Mas esquecera-se de sua intenção no momento em que sua namorada, antes de sair para seu ensaio da peça, lhe dissera que havia ganhado um presente de Santana, e ao ver mencionado presente quase tivera um ataque cardíaco. Quer dizer, como alguém pode ousar fazer isso?!

Aperta a mandíbula, andando de um lado ao outro, esperando que sua ligação fosse atendida. Isso não iria ficar assim, Santana não fazia ideia do que estava por vir. Chegara o momento perfeito para postar certo vídeo. Percebe como a ligação finalmente é atendida, e antes que sua agente possa dizer algo, a pergunta, não dissimulando toda a raiva que sentia. "Você deu um dildo, um dildo a minha mulher?!"

"Por que você está gritando? E ela ainda não é sua mulher." Sabia que estava irritando ainda mais a loira, e estava adorando. Vivia para importunar aquelas duas.

"Ela sempre foi minha mulher, Santana." Aumenta seu tom de voz, por que todos insistiam em dizê-la isso?! Não importa se ainda não casadas, Rachel sempre foi sua mulher. "E o que faz você pensar que pode dar um dildo a ela?" Olha a caixa do objeto como se a coisa mais ofensiva.

"Só estava oferecendo um presente, um sinal de paz entre nós, Q. Não foi nada demais..." Há uma breve pausa, logo Santana continua, sarcasticamente. "Mas, pensando bem, vocês não precisam usar uma coisa dessas, não é?! Afinal, você tem um de verdade." A provoca.

Deus, como aguentara ser melhor amiga dessa pessoa por tanto tempo?! Estava perto de odiá-la naquele momento, Santana conseguia ser tão irritante! E cometera o erro de provocar o que tinha de mais importante em sua vida. Sim, era possessiva ao extremo quando se tratava de Rachel, e chame-a de louca se quiser, mas não a dividiria nem mesmo com um dildo, o prazer de sua namorada deveria partir somente dela. "Espero que aproveite seus quinze minutos de fama, Santana." E sem lhe dar a chance de resposta, encerra a ligação. Abre o aplicativo de vídeos em seu celular, escolhendo o vídeo desejado, seu pequeno precioso que guardara por tanto tempo, somente esperando o momento certo, e tem certeza que não havia melhor momento que aquele. Dá um sorriso presunçoso, compartilhando-o pelo Twitter. Agora todo o mundo poderia assistir o beijo mais gay já gravado. Kurt e Santana embriagados, se beijando durante a festa nos Hamptons, celebrando o aniversário de casamento de seus sogros. Justiça havia sido feita, havia se vingado da melhor maneira por todas as provocações feitas a sua mulher. Sua.

X

"Fica quieta..." Pede Rachel, voltando o olhar à televisão, acariciando lentamente a cabeça de sua namorada, deitada sobre seu ombro direito, que não parava de se mover.

"Não é minha culpa, é essa gata que não me deixa em paz, Rach." Se defende, enquanto aquela coisa se esfrega em sua perna. Move a perna a um dos lados, tentando livrá-la, mas a gata preta a segue, voltando a se esfregar. Estúpida. Sentara-se sobre o carpete da sala, só para ficar o mais perto possível de Rachel, enquanto esperavam à hora passar para se arrumarem e irem à mansão de seus sogros para a grande festa em homenagem a sua namorada, e agora tinha que aguentar aquilo. Ignora a estranha sensação em sua perna, olhando a tela da televisão, onde uma personagem que ela mesma interpretara, chorava por seu amor perdido. Aquele fora o quarto filme gravado com a produtora de Isabelle, e estava sendo transmitido pela primeira vez em um canal da televisão paga. "É tão estranho me assistir em um filme." E realmente era. Finalmente entendera o que a maioria dos atores diziam sobre preferir não assistir a eles mesmos, pois a cada cena só passa por sua mente como poderia ter feito algo diferente, ter atuado melhor. Já bastava assisti-lo durante a estréia, não era preciso uma segunda vez.

"Eu acho incrível." E se orgulhara ao ver que havia um filme onde Quinn era a atriz protagonista, passando nesse momento em um dos canais mais assistidos da TV a cabo, com milhões de pessoas provavelmente assistindo-a. Deposita um beijo sobre a cabeça loira, provocando-a em um murmuro. "Ainda mais porque sou uma grande fã dessa atriz. A maior fã. Tenho até um fã-clube."

Dá um pequeno sorriso presunçoso. "Oh, sério? E como se chama esse fã clube?"

"Louca por Quinn Fabray." Responde rapidamente, percebendo como a mencionada retira a cabeça de seu ombro, afastando-se.

"Eu gostei. E você é a única que faz parte desse clube?" Sentada ao seu lado, a olha curiosamente. Adorava aqueles momentos onde eram somente as duas, e o resto do mundo parecia não existir. Seu sorriso aumenta; se aproximando mais um pouco da morena, sentando-se de forma que seus joelhos se tocassem.

Assente com a cabeça, com uma expressão divertida. "Sim, não é permitida a entrada de qualquer outra pessoa." Era um fã-clube exclusivo a ela.

"E por que não?" Arqueia uma sobrancelha.

"Por que Quinn Fabray é só minha." Diz como se fosse à maior certeza do mundo, inclinando-se e depositando um rápido beijo no canto da boca de sua namorada, que coloca uma mão em sua cintura.

E como era. Quinn pensa; orgulhosa do raciocínio de sua mulher. Lembrando-se de um tempo, onde o que mais ansiara era ser sua, que Rachel a desejasse, que quisesse ficar ao seu lado, ter um relacionamento, um futuro com ela. Um tempo cheio de incertezas. Mas para cada incerteza que tivera no passado, seu presente e futuro tinham uma certeza. A maior delas era que Rachel e ela ficariam juntas até o final. Não importa o quê. Olha intensamente ao amor de sua vida, a futura senhora Fabray, que a oferecia um dócil sorriso. "Você é bem ciumenta, não?!" E adorava esse fato. Adorava quando sua namorada se comportava de uma maneira possessiva, ciumenta, era a coisa mais fofa e ao mesmo tempo, sexy, que já vira. E só demonstrava como Rachel a amava. O que era o melhor de tudo.

Abre a boca, de forma dramática, indignada pelo que escutara. Ok, sim, tinha ciúmes, quem não teria ciúmes de Quinn?! Mas o ciúme que sentia não era nada comparado ao da loira. Absolutamente nada. "Eu posso ser ciumenta, mas minha namorada é bem mais." Não que estivesse reclamando, pois quando Quinn se comportava daquela maneira era algo bem atraente.

Dá de ombros, provocando-a. "Fale o que quiser, minha namorada me ama mesmo." Passa os braços ao redor da cintura morena, puxando-a para se sentar sobre suas pernas. "Por falar em amor, Dean me ligou hoje de tarde e disse que devemos encontrar com ele semana que vem, parece que há mais cinco casas perfeitas para nos mostrar." Referia-se ao corretor de imóveis, que ainda não havia encontrando a casa perfeita a elas. Toda casa que este dizia ser uma perfeição acabava sendo uma decepção, estava considerando demiti-lo e contratar outro agente. Queria encontrar sua casa logo.

"Por que você foi de amor ao Dean?" Coloca cada perna a um lado de Quinn, colando seus corpos. Já haviam visto dez casas só na semana passada, e nunca conseguiam concordar a respeito das casas que eram mostradas a elas. Uma era pequena demais na opinião de Quinn, enquanto na sua, tinha um bom tamanho e espaço suficiente para a família que um dia teriam. Outra tinha uma cozinha horrível, sua localização ficava muito longe da cidade, e o quarto principal poderia ser maior, mas para sua namorada a casa estava ótima com oito quartos e uma grande área verde. Enfim, ainda não haviam encontrado a casa, aquela que desde o primeiro momento em que a vissem se sentiriam encantadas, sentindo que era a certa, que era perfeita a elas e sua família.

"Porque eu sei que vou amar nossa casa quando a encontrarmos." Dá um sorriso sonhador. Mal podia esperar para encontrar a casa perfeita, onde viveriam como esposas e mães de seus oito filhos, uma grande e feliz família. Queria fazer de tudo com eles, como marcar alguma parede para ver quanto cresciam; correr por toda a casa, escondendo, festas de piscina, tardes de cinema, tudo, absolutamente tudo.

"Por que não construímos uma?" Pergunta, mais uma vez naquela semana, sabendo que receberia uma resposta negativa, novamente. A pressa de sua namorada para comprar a casa, jamais a permitiria esperar uma ser construída.

"Não, demoraria demais, e quero já estar morando em nossa casa antes do primeiro bebê nascer." Declara, como se não fosse grande coisa.

"E quando será isso?" Coloca os braços ao redor do pescoço da mais alta, sentindo as borboletas em seu estômago se multiplicar por tal declaração, e um entusiasmo crescer dentro de si por aquele futuro ao lado do amor de sua vida. Uma casa só delas, um bebê, seus filhotes. Babs, aquela era a vida dos sonhos.

"Após nosso primeiro ano como esposas." Naquela mesma tarde havia demonstrado o vídeo que gravara de Rachel a sua cúmplice, simplesmente para provar que não exagerava ao falar sobre o talento de sua mulher, e pedindo-a para que comentasse sobre este em sua pequena parte no plano, cuidado dos últimos detalhes de seu pedido de casamento. Agora era só esperar os dias se passarem, contando-os, para que finalmente pudesse perguntar a Rachel, se ela lhe daria a honra de se tornar a senhora Fabray.


Sorry por qualquer erro. Penúltimo capítulo "oficial" de OLIHTS, sinto muito pela frustração que acabo de causar em todas que acreditaram que o pedido seria nesse capítulo hehe mas logo vocês vão entender porque a demora desse pedido. Geralmente os nomeados ao Tony são revelados em Abril, mas aqui em OLIHTS é uma semana após o Academy Award mesmo. Nem posso acreditar que chegamos aqui, 44 capítulos, 1 ano e alguns meses de fic, obrigado a todos por comentarem, pelas palavras de incentivo, por todo o carinho que venho recebendo desde que comecei OLIHTS. E se preparem, pois fortes emoções vem aí.

JR: Sim, finalmente Quinn ganhando todo o reconhecimento por sua carreira. Hahaha Leroy vive a beira de um ataque de nervos ou do coração, ele e Judy né, porque... Deve ter matado mesmo, afinal está aí, percebe quem consegue ler entrelinhas. Essa alergia da Q é algo bem questionável. Que bom que gostou, fico contente ao saber :) Realmente, bem não poderíamos esperar menos de Quinn após tudo o que ela passou, não?! Não foi no próximo, sorry, but not really. XxBre.

Quinnefaberry: Fico feliz ao saber! E realmente, bem não podia faltar uma declaração a sua mulher no momento mais importante de sua vida profissional, né?! Aqui está, espero que tenha gostado :) XxBre.

Lorens: É sim! Amo demais ela, amo todos meus personagens, minh fav das fics que já escrevi, mas a Rachel ocupa todo meu heart, amo demais essa Rachel. E todas nós queremos, bem vinda a fila! Lol E realmente, eu gostei de mostrar esse lado antigo da Q, ela mencionando seu passado, e se declarando aos pais de sua mulher. XxBre.

Ray: Realmente é, se não você simplesmente está ali, perdendo tempo, assistindo para passar o tempo. Eu prefiro não assistir, e esse mesmo, tinha me esquecido do título. Thanks, but no thanks, prefiro não assistir, e sim, já viu muito sátiras dessa cena. Já ouvi falar, mas não conheço, eu não escuto músicas brasileiras. Hahah o meu drama, é até com a melodia realmente dramática, entende? Nunca vi isso. Essa música é perfeita, como qualquer música do Dean. Sinceramente, é muito raro encontrar fics boas atualmente, eu mesmo desisti de procurar fics para ler. Só livros e filmes clássicos mesmo, desisti desses autores que - na minha sincera opinião - estão cada fez piores, é cada coisa que se lê. Natalie Portman arrasa, adoro ela. Nós conversamos por horas, e ele até falou do trabalho dele com a Marvel e essas coisas, mas foi mais um filme no geral e videoclipes, a questão do marketing - como disse antes, o trailer, o que fazem para convidar o público a assisti-lo. Isso, continue assim que logo você vai voltando a se sentir melhor, óbvio nunca vai esquecê-lo, mas vai aprender a seguir em frente, a conviver com sua realidade. Entendi, e isso é bom, muito bom, escrever ajuda muito. E continue o fazendo, mesmo que não publique, não deixe de escrever. Eu também os amo, mas amo demais a Shelby, por causa de Idina Menzel, minha mãe perdida. Anyway, antes de OLIHTS sempre preferi o Hiram, mas agora, depois de OLIHTS e desse Leroy, sou completamente apaixonada por ele. lol Já assisti esse filme, um excelente filme. Kate como sempre dando um show de atuação. E pela penúltima vez, XxBre.

Ali: Pedido está vindo, mais próximo do que nunca agora :P sorry. Que bom que gostou, e eu não canso de ler isso, e também admitir que amo essas duas juntas, melhor coisa. Está chegando, semana que vem você mata a curiosidade. XxBre.

Próximo capítulo, todas sabem o que vai acontecer, até o último capítulo oficial de OLIHTS. XxBre.