Bem, foi um longo, longo, diria até imenso, caminho para chegarmos aqui, ao capítulo 45. Após capítulos intensos, capítulos mornos, capítulos normais, após momentos em que chorei e sei que algumas leitoras também, momentos em que sentimos raiva de personagens, momentos de puro amor, fofos, de risadas - e sou grata por ter conseguido arrancar nem que seja um sorrisinho seu, após um ano e quatro meses - quase cinco - de OLITHS, chegamos ao seu final. E eu só gostaria de agradecer a cada um por lê-la, por todo o carinho que sempre demonstraram, pelo apoio, por todo o incentivo, obrigado, obrigado de coração por tudo.

Aqui está o último capítulo de OLIHTS, boa leitura, espero que gostem!


Rachel Barbra Berry era o nome mais reconhecido na Broadway atualmente, a protagonista da peça de maior sucesso da temporada, e de acordo com críticos, a favorita a ganhar o Tony Award. Ao menos, era isso o que dizia a revista Broadway, que fizera uma edição especial aos indicados ao prêmio, contando alguns fatos da carreira e vida pessoal destes atores. Passa a página, dando um pequeno sorriso ao ver uma foto sua de quando era criança, segurando uma estatueta em formato de estrela, prêmio que ganhara em uma competição de canto em sua escola. Lembra-se perfeitamente daquele dia, tinha apenas seis anos e competira com alunos de diversas idades, ainda assim, ganhando em primeiro lugar. Seu pai Leroy a chamara de estrelinha pela primeira vez naquele dia, e não negaria que adorara o apelido, a fizera se sentir especial, como se realmente fosse uma estrela destinada a brilhar, a se destacar por seu talento, e mesmo hoje, com a carreira de seus sonhos e inúmeras pessoas a chamando de estrela ou diva, quando seu pai a chamava por aquele apelido, ainda lhe fazia se sentir única.

Na página, abaixo da foto, o escritor relata como os senhores Berry investiram na carreira de Rachel desde que era apenas um bebê com um ano de idade, colocando-a em aulas de canto e dança nas melhores escolas de artes de NYC, e que ganhara diversas competições que estas realizavam entre os alunos. Umedece os lábios, pensativa, desde criança a única coisa em que confiara cegamente fora em sua voz, em seu talento, sabendo que este nunca a falharia, mesmo sendo tímida com todos ao seu redor, quando subia em um palco, se tornava em uma pessoa confiante. Sempre fora assim, a atuação, as músicas, era uma forma de escapar de sua realidade, sentia toda a confiança, podia expressar todas as emoções que sua personalidade não a permitia fazer em seu dia a dia. Sua profissão fora sempre mais do que uma a ela, e mesmo agora sendo capaz de dizer o que pensa, de demonstrar seus verdadeiros sentimentos, continuava sendo. Era uma de suas grandes paixões. Percebe que no final da página havia uma foto sua na época da faculdade, com seus pais e Kurt, que a abraçavam, enquanto ela encolhida, com as bochechas coradas, sorria sem graça a câmera. Nega com a cabeça, a faculdade fora uma época difícil, fora quando se permitira fechar ainda mais, preferindo muitas vezes a solidão ao invés de sair e tentar se divertir como qualquer jovem o fazia. Mantinha todo o foco em suas aulas, e em sua futura carreira, estudando para vários pequenos personagens, que Kurt ainda no primeiro semestre do curso de relações públicas, conseguia audições a ela. Seu melhor amigo sempre fora seu agente, o único em que confiaria algo tão importante como sua carreira. E mesmo a ambição cegando-o durante o PR, jamais se arrependera de ter confiado nele, de tê-lo como agente.

O escritor ainda ressaltava como Rachel, em seu primeiro ano em NYADA, tivera que conciliar os estudos com o primeiro personagem no teatro, uma coadjuvante em uma peça off - Broadway. Peça que após alguns meses fora cancelada, mas lhe dera a chance de conseguir uma personagem em uma produção da Broadway. E mencionava todos os personagens que interpretara até chegar a sua protagonista, Maria. Sorri orgulhosa, fora um longo, longo caminho, e não acontecera da maneira que sempre quisera, e sonhara, mas acontecera e era isso o que importava. E fizera valer à pena tudo pelo que passara em sua carreira. Mudando de página, observa que a matéria dedicada a ela finalizava com alguns fatos sobre sua vida pessoal. Havia uma foto que jamais vira de Quinn e ela nos bastidores do teatro, em um momento distraído. Na foto, com uma expressão divertida, tinha o nariz pressionado sobre o ombro de sua namorada, que fazia uma careta, rindo de algo.

Seu sorriso se aumenta, era uma excelente imagem, demonstrava toda a intimidade que compartiam, e a felicidade que sentiam ao simplesmente estarem juntas. A inscrição abaixo desta, dizia que há quase dois anos estava em um relacionamento com a atriz ganhadora do Academy Award, Quinn Fabray, e que eram conhecidas como o casal dourado ou Faberry à mídia e fãs, que viviam juntas e tinham dois animais de estimação, um bulldog chamado Tony e uma gata chamada Elphaba, citando que Rachel escolhera os nomes. Morde o lábio inferior, deveria mostrar essa matéria a sua namorada, seria interessante ver a reação de Quinn ao ler aquela parte. Mencionada matéria acabava com os desejos de felicidades e boa sorte por parte do escritor e editor da revista.

Fecha a revista ao mesmo tempo em que a campainha de seu apartamento toca, franze o cenho, direcionando o olhar a porta, não esperava ninguém. Estava sozinha, e como William havia lhe dado a noite livre, alegando que gostaria de ver como sua substituta Harmony se sairia com a casa cheia, planejara passar uma noite calma, tomar um bom vinho, ler e assistir a um de seus musicais, até a hora de sua namorada voltar para casa. Coloca a revista ao seu lado no sofá, levantando-se, apertando o nó de seu robe preto de seda ao redor da cintura. Direciona-se a porta, com passos apressados, sabendo que seria um dos quatro integrantes da lista de quem poderia subir sem pedir permissão, que passara a recepção do prédio na semana passada. Não queria se arriscar a receber mais visitas surpresas como a de Shelby. Somente seus pais, Kurt e Santana estavam permitidos a entrarem sem serem anunciados.

Ao abri-la, seu agente a oferece um sorriso. "Olá, diva." Diz, não escondendo o entusiasmo em sua voz. Ao perceber o que sua melhor amiga usava; um curto e até sexy robe, arqueia uma sobrancelha. "Não estou interrompendo nada, estou?" Ainda tinha as chaves do apartamento de Rachel, mas desde que Quinn se mudara com ela, preferia não usá-las, pois não queria se arriscar a sofrer um trauma. Afinal, parecia ser impossível a elas manterem as mãos longes uma da outra.

Um minúsculo sorriso debochado se forma em seus lábios, como se Santana e ele fossem se importar de interromper algo entre Quinn e ela, não era segredo a ninguém como os dois adoravam frustrar os planos de sua namorada. "Não. Estou sozinha, Kurt." Dá meia volta, se direcionando a sala, sendo seguida por ele. Questionando-se o que o agente estaria fazendo ali, quando lhe dissera que teria um encontro esta noite. Senta-se no sofá, e ele senta ao seu lado, olhando-a curiosamente, como se a estudasse, antes de declarar.

"Eu recebi uma ligação hoje... Era do produtor musical Andy Stone." O mencionado era conhecido por assinar com artistas da Broadway, produzindo seus CDs. Encosta-se no sofá, cruzando as pernas, com uma expressão pensativa. Em menos de uma hora deveria estar no restaurante onde tinha reserva, mas o primeiro é o primeiro, assim que continua. "E como você sabe, Andy trabalha com a Columbia Records, e eles a querem, a gravadora quer um contrato exclusivo com você." Estava se arrumando para seu encontro, quando recebera a ligação do produtor, que pedira desculpas por ligar aquele horário, mas que tentara falar com ele durante todo o dia e não conseguira, alegando que tinha uma proposta. Uma importante proposta.

Rachel desvia o olhar a mesa de centro, há meses seu agente não tocava no assunto, e mesmo sabendo que diversas gravadoras entraram em contato com ele, Kurt não mencionara sobre estas propostas a ela, respeitando sua decisão de manter o foco na peça. E há última vez que pensara sobre o assunto, dissera a si mesma que não estava preparada, mas agora, ao saber que Columbia Records, uma das maiores gravadoras do país, desejava produzir um álbum seu, a tentava, e muito.

"Estão nos oferecendo o contrato inicialmente por um ano; seu primeiro trabalho com eles, seria um single de sua autoria ou uma das letras que a gravadora já tem, no caso você escolheria qual e a gravaria, entrando como co-compositora da música, ou se você desejar, eles nos ofereceriam um dos compositores contratados, para que você trabalhasse com ele, escrevendo o single. Logo, seu segundo trabalho seria um dueto com um cantor de sua escolha, desde que seja um contratado por eles, e depois, dependendo de como você for recebida pelo público, vocês começariam a trabalhar em seu álbum." Declara, olhando-a seriamente. Por meses respeitara sua decisão, não mencionando nada sobre o assunto, mas aquela proposta era boa demais para ser ignorada, era o acordo perfeito a Rachel e sua carreira. Era um excelente começo, não a pressionariam a nada, lhe dariam tempo, e o mais importante estavam oferecendo ajuda profissional, com compositores e um cantor ou cantora de sucesso a disposição, fazendo com que Rachel realmente fosse lançada no mercado em grande estilo, com peso. Era simplesmente perfeito. "E Rachel, essa gravadora é a mesma..." É interrompido por sua cliente.

"A mesma gravadora da Barbra. Sim, eu sei." Volta o olhar a Kurt, assentindo com a cabeça. Não era nem preciso pensar em quem escolheria para gravar o dueto. Sente seu coração se acelerar perante a ideia de gravar com Barbra. A imploraria se fosse preciso, e começaria nesta sexta, quando a conhecesse durante a estréia de seu filme com Quinn. Estava contando os dias e horas, mal podia acreditar que finalmente a conheceria. Oh Babs, seria um dos dias mais felizes de sua vida.

"Eu sei que da última vez que discutimos o assunto, você disse que não estava preparada, que queria manter todo seu foco na peça, mas Rach, essa proposta é irrecusável, por favor, pense bem, não conseguiremos uma dessas novamente. E eles não estão oferecendo para você gravar o álbum por agora, eles vão dar tempo a você, para que faça tudo com calma, dando-a a chance de realmente trabalhar em suas músicas, será um processo lento, algo bem elaborado." Mesmo que ficasse irritado, e quase enlouquecesse, tentaria entendê-la e respeitar sua decisão se negasse a proposta, afinal a única aqui que sabia o que realmente era melhor a ela, era a própria Rachel.

Dá um leve suspiro. Sabia disso, sabia que essa era uma oportunidade única, uma que passara a vida desejando, e ao mesmo tempo temendo-a, pois isso significaria se arriscar. Passa a língua entre os lábios, ainda não se sentia totalmente preparada para dividir suas letras, não por agora, mas poderia começar com pequenos passos, como lançar um single de algum compositor e se fosse bem aceito, se fosse aceita pelo público, poderia lançar uma música co-escrita por ela, logo gravando um dueto – por tudo mais sagrado, tinha que ser com Barbra – antes de lançar o álbum solo, com suas próprias músicas. Era hora de se arriscar. Hora de demonstrar a todos e a si mesma que não temia, podia fazer qualquer coisa desde que se esforçasse. Podia fazer isso. "Diga ao Andy, que eu aceito." Declara, dando um grande sorriso emocionado. Iria se arriscar, tudo por um sonho, e mesmo que resultasse em uma falha tentativa, não se arrependeria. Afinal, era melhor tentar do que não fazer nada e se arrepender.

X

Estaciona o carro em frente a casa, desligando-o e retirando as chaves, lançando um olhar de lado a sua mulher, que tinha a atenção desviada a mansão de pedra, como o corretor de imóveis se referira a esta. Direciona o olhar ao retrovisor, percebendo como Dean descia de seu carro, um sedã preto, ajeitando o nó da gravata, com alguns papéis sob um dos braços.

"Vamos?" Pergunta, fazendo menção de abrir a porta do lado do motorista. Sua namorada desvia a atenção a ela, assentindo com a cabeça, oferecendo-a um pequeno sorriso. Sabia que Rachel estava entusiasmada para ver a casa desde o momento em que Dean a descrevera como espetacular, tradicional e luxuoso, e não negaria que também se entusiasmara, sentindo-se curiosa para conhecer o lugar que o corretor alegava ser a verdadeira casa perfeita a elas. Desce do Range Rover Evoque, fechando a porta, com o olhar perdido a um dos lados. Todo o local era cercado por arbustos e árvores, de diversos tamanhos e cores, havia folhas amareladas, avermelhadas e alguns arbustos com as folhas brancas, realmente brancas, não fazia ideia de que espécie de planta era aquela, mas gostara, e tinha certeza que se Beth a visse também gostaria, alegando que era igual de Frozen. Dissimula uma careta, dando meia volta, olhando ao seu redor. Na entrada da mansão havia dois pequenos e baixos murais, com uma luminária colonial preta sobre cada, e arbustos verdes de tamanho médio formando uma cerca. O calçamento que guiava a mansão, era composto por pedras claras britadas, e no meio do caminho em direção a casa, havia um gramado redondo, que formava uma curva de cada lado do calçamento, com uma pequena árvore de folhas foscas no centro deste.

Volta a atenção a casa, a parte principal era revestida por pedras claras de três diferentes tons, havia ao menos treze janelas venezianas de vidro e madeira naquela parte, pintadas de verde escuro com as divisórias na cor branca, sobre o telhado shingle claro, havia três janelas trapeiras de vidro, na cor branca. Ainda sobre o telhado, desde seu lugar podia ver três chaminés também de pedras, espalhadas por diferentes partes da mansão. Abaixa o olhar, em sua frente, havia um gramado com um pequeno jardim, alguns arbustos e flores alcançavam as janelas mais baixas, e algumas árvores que ficavam em frente a estas, cobriam sua visão. As outras duas partes da casa eram revestidas em madeira branca, como qualquer casa tradicional. Solta um leve suspiro, admirando o local, sentindo uma sensação de paz lhe invadir ao perceber que o único barulho que podia escutar era dos pássaros e as folhas das árvores batendo contra o vento.

Observando as expressões de suas clientes, dá um sorriso orgulhoso. Dean sabia que aquela casa era realmente perfeita a elas, encaixava-se em todos os requisitos da lista. Durante semanas fizera de tudo para conseguir uma casa, uma mansão perfeita para a família que Quinn, a mais exigente, lhe dissera que formariam em breve, e sempre tinha suas tentativas frustradas, já que raramente conseguia agradá-la com o que mostrava. E nas raras vezes que o fazia, Rachel, a mais calma das duas, a que quase sempre gostava das mansões que eram mostradas, e nunca reclamava, acabava se transformando, se negando em ao menos ver o restante da mansão, reclamando até dos mínimos detalhes que podia encontrar. Fora semanas difíceis, mas acreditava finalmente ter encontrado a casa. "Essa é a última casa do dia..." Declara Dean, direcionando-se a porta da mansão e abrindo-a, indicando a que elas entrassem. Só naquele dia já tinham visto mais quatro casas, cada em uma parte diferente da cidade, e sim, guardara a arma pesada ao final, a melhor para o grand finale. "Estamos a quarenta minutos de Manhattan, e na parte mais rica e tranquila da vila Scarsdale." Começa, entrando no hall, deixando-as observá-lo, enquanto alcança pelos papéis sob seu braço, segurando-os com uma mão, passa o olhar em suas anotações, continuando. "Este imóvel é situado em 1,35 acres de propriedade exuberante, bem cuidada com plantações de espécime, a casa personalizada foi construída em 2014, e está cheia de luz solar, tetos altos, cinco lareiras, pisos de madeira ricos, marcenaria requintada e detalhes arquitetônicos magníficos."

Rachel olha ao redor, examinando todos os detalhes. O hall de entrada tinha um excelente comprimento, e facilmente poderiam colocar algumas poltronas e puffs, mesa de centro e até um piano, poderiam decorá-lo como quisessem, espaço não seria problema. Dá um sorriso contente, direcionando o olhar as compridas paredes, pintadas de amarelo claro com detalhes em gesso, percebendo que todas as janelas, assim como a grande porta de entrada de madeira branca, também eram contornadas por gesso. Em um canto havia a escada levemente curvada, de concreto branco com degraus e corrimão de madeira clara, três luminárias pequenas foram colocadas estrategicamente na parede, para que pudessem iluminar os degraus. Volta o olhar a sua frente, onde havia duas pilastras brancas sob o foyer do andar de cima, observando o grande portal que havia alguns metros atrás destas.

Dean levanta o olhar de suas anotações, direcionando-o ao casal. "Os principais destaques incluem um hall de entrada de tirar o fôlego, com duas portas de acesso e piso de calor radiante..." Quinn arqueia uma sobrancelha ao escutar isso, abaixando o olhar ao piso de madeira clara. Sabia por Rachel, que reclamara de algumas casas que não tinham esse detalhe, que o piso radiante era um piso aquecido, só que aparentemente melhor do que os outros, pois era o mais moderno, algo ecológico, permitia a mesma temperatura para todo o resto da casa e não importa o quão quente fique ninguém se queimaria. O que era excelente, nem tão necessário, mas, bem, se sua mulher achava que aquilo era algo preciso, teriam um piso radiante. Poderia ser até bom para suas crianças mesmo. O corretor de imóveis faz um gesto, pedindo-as para acompanhá-lo, direcionando-se ao portal, que era na verdade a entrada de uma sala. "Sala da família com janelas em abundância..." Aponta as paredes, duas destas eram na cor creme, enquanto as outras, as mais compridas, eram na cor branca. As janelas eram de vidro, com as divisórias em madeira branca, contornadas por gesso.

A atriz observa o lugar distraidamente, imaginando como seria ter seus filhos naquela sala de estar, poderiam colocar um ou dois, melhor três sofá-cama no meio desta, um tapete felpudo em frente à lareira, encher as paredes de fotografias e pinturas a óleo que mandaria fazer de sua família. Não teriam televisão naquele local, decide, não permitiria tecnologia dentro deste. Seria um lugar onde passariam um tempo juntos, apenas conversando, como nas noites de inverno, poderiam tomar chocolate quente em frente à lareira, enquanto conversam sobre qualquer coisa. Deus; seria perfeito. Aquela casa estava despertando algo nela que nenhuma outra conseguira fazer, realmente podia ver a si mesma, sua mulher e seus oito filhos morando ali. E sabia muito bem o que aquilo significava, mas não querendo se precipitar, decide não comentar nada. Ainda. Desvia a atenção a sua namorada, que dava meia volta, observando tudo a seu redor pausadamente.

"Onde temos uma vista privilegiada da área verde ao redor da casa." Declara o agente imobiliário, olhando a Quinn, que sempre reclamava da sala de recreação e área verde que mostrava a elas. A loira volta o olhar a um dos lados, se aproximando de uma grande janela de vidro, onde podia ver perfeitamente o campo, com diversas árvores e arbustos de folhas coloridas. Em uma parede da sala, havia duas portas duplas de vidro e madeira branca, que dava acesso a grande varanda da parte de trás da mansão, toda revestida por pedras, assim como toda a parte principal da casa, com grandes colunas e um piso cerâmico imitando os tons destas pedras, de três diferentes tons. Na varanda ainda havia uma pequena escada de pedras com o corrimão de ferro preto, que dava acesso a área verde e a piscina. Assente com a cabeça, pensativa, quanto mais descobria sobre aquele lugar, mais gostava.

"Se me seguirem..." Ele diz, já sendo seguido pelo casal, que parecia bastante contente com o que via. Finalmente. Adorara conhecê-las, era um grande fã do trabalho de Quinn, e assistira à peça de Rachel uma semana antes de ser contratado por elas, só que nunca tivera clientes tão exigentes, difíceis de realmente agradar. Mas entendia-as, afinal a atriz lhe explicara que era a primeira casa delas, e queria que fosse a única, o lugar onde envelheceriam. Dissimula um sorriso, guiando-as a cozinha. "Uma cozinha de chefe de alta funcionalidade, com balcão central de grandes dimensões e diversos armários."

Rachel olha com grande interessa a cozinha, pois sempre fora um de seus maiores problemas. Nunca encontrava uma que a agradasse por completo, mas essa, essa como toda a casa era diferente de qualquer outra que já haviam visto. Sentia-se bem ali, realmente confortável, como se pudesse chamar aquele lugar de sua casa. Sorri, estudando os detalhes. O balcão central era de mármore, no teto, sobre este, tinha quatro luminárias baixas que o iluminava, fora as pequenas e discretas lâmpadas espalhadas pelo teto que iluminavam todo o lugar. Havia armários de madeira branca espalhados por toda a cozinha, em diversas posições, tinha certeza que não conseguiria alcançar nem metade destes, mas não havia problemas, colocaria tudo nos armários mais baixos. Havia outro balcão, um maior, que ocupava duas paredes, também de mármore, e sobre este estava o fogão cooktop com um depurador de ar. Do outro lado da cozinha, havia um lustre de cristal sobre onde deveria colocar uma mesa, e uma porta de vidro com duas janelas, uma a cada lado. Todo o local era pintado na cor branca, com o piso de madeira clara. Dean começa a andar com sua namorada, lado a lado, e rapidamente os segue, passando pela sala de jantar, que como tudo naquela casa, era imensa. As paredes eram pintadas de amarelo escuro, o portal e janelas eram contornados por gesso, em um canto havia uma lareira também contornada e com simples lustres a cada lado da parede, um lustre maior de cristal dourado ocupava o meio da habitação, sobre o lugar onde deveriam colocar a mesa de jantar. Umedece os lábios, seguindo-os por um longo corredor antes de voltar ao hall de entrada, sua namorada a espera em frente à escada, passando um braço ao redor de sua cintura, subindo cuidadosamente os degraus.

"Neste andar de cima, fica a suíte master, com sala de estar; dois closets e um luxuoso banheiro. E mais sete quartos com banheiros privados." Passam em frente às portas dos mencionados quartos, direcionando-se a suíte principal. Quinn dá um sorriso entusiasmado ao ver que os quartos eram um do lado do outro, e somente a suíte era mais afastada. Ah, como adorava aquela casa e o melhor era que as paredes eram bem grossas, assim ninguém escutaria – uhm – certos barulhos. Ao entrarem, não consegue dissimular sua surpresa, aquilo deveria ter o mesmo tamanho que o apartamento de Rachel. Olha tudo ao seu redor, atentamente, se afastando dos outros dois, andando de um cômodo ao outro, percebendo os lustres de cristais dourados, as diversas janelas de vidro, a lareira no quarto com luminárias a cada lado, as paredes de cor creme, o imenso banheiro, com piso cerâmico claro, a banheira em um canto, e uma porta de vidro, que separava o chuveiro do restante do local. "No andar de baixo além dos cômodos que foram mostrados, há um escritório, três banheiros completos, espaço para biblioteca, um quarto com banheiro, e mais duas salas de estar. E no andar mais baixo, o subsolo, inclui uma sala de cinema, sala para recreação, uma adega com temperatura – umidade controlada, com espaço para aproximadamente duas mil garrafas, uma academia, piscina coberta, vestiário e mais dois quartos. Lá fora há a piscina com aquecedor, jacuzzi, além de uma varanda expansiva e uma casa de hóspedes com três quartos, que completam essa perfeição." Declara Dean, parado ao lado da porta, lendo suas anotações sobre a mansão.

Quinn desvia o olhar a uma das janelas, observando a vista que tinha do campo, não era realmente necessário ver mais nenhum cômodo, sua decisão estava tomada. Aquela casa era a indicada a sua família. Havia encontrado-a, finalmente encontrara o lugar perfeito. Olha a Rachel, que parecia admirar tudo ao seu redor. Dá um grande sorriso, tendo a certeza que realmente a comprariam, ainda assim perguntando. "Rach, o que você acha?" Se aproxima, alcançando por sua mão esquerda e depositando um suave beijo sobre o dorso desta, antes de entrelaçá-la com a sua.

Sorri docilmente, estava completamente apaixonada por aquela casa. Não havia um defeito, um detalhe que quisesse mudar, era como se fora construída especialmente a elas, era a casa dos seus sonhos. Direciona o olhar a mais alta, sentindo-se entusiasmada, feliz, era mais um passo em direção a seu futuro ao lado de Quinn. "É a nossa casa, Q."

Suspirando contente, passa o olhar pelo quarto, imaginando como seria viver naquele lugar que transmitia tanta paz, como noivas, logo esposas e mães. Acompanhando o crescimento de seus filhos, os primeiros dentes, os primeiros passos, as primeiras palavras... Imagina as crianças correndo, brincando pela grama, enquanto Bacon corria atrás deles, latindo o mais alto que conseguia, e Elphaba deitada sobre uma espreguiçadeira, simplesmente ignorando tudo e todos, Rachel e ela observando a família que teriam, sentindo-se absolutamente orgulhosas de tudo o que haviam conquistado. Oh, como seriam felizes. É; aquela era a casa delas. "Ficamos com ela." Diz determinada, olhando ao corretor.

"Excelente escolha, senhoritas. Vou fazer a ligação e cuidar dos detalhes para assinarmos o contrato o quanto antes." Dean alcança por seu celular, completamente aliviado por fecharem negócio. Logo se desculpa, saindo do quarto, já discando o número da empresa.

Sorrindo, deposita os lábios sobre os da cantora em um rápido beijo antes de se afastar, com uma expressão satisfeita, colocando os braços ao redor de sua cintura, apertando-a contra si. Sim, era uma excelente escolha, Quinn tinha certeza que aqueles seriam os oitos milhões e duzentos mil dólares mais bem gastos de sua vida. – e de Rachel, já que ambas investiriam na mansão – Cada centavo valia a pena por aquele sorriso nos lábios de sua mulher e pelo futuro que teriam naquela casa.

X

Esse comportamento de sua melhor amiga nunca deixaria de fasciná-la, Santana pensa, olhando-a debochadamente. Desde que começara seu relacionamento com Rachel, Quinn fora de uma pessoa calma, a uma pessoa prestes a explodir, seja de frustração, raiva, amor, felicidade, entre inúmeros outros. Em um momento ela poderia estar completamente frustrada, amaldiçoando a todos, e no momento seguinte estaria sorrindo feito boba ao ver a cantora. Sua mulher, nas palavras de Quinn. Agora tudo era 'minha mulher isso, minha mulher aquilo, não dê um dildo a minha mulher'. Oh, por favor, como se dar um dildo a alguém fosse um tipo de crime, não era para tanto. Mas, sua sensível cliente se vingara dela, fazendo algum profissional criar um vídeo como se Kurt e ela se beijassem, postando-o na internet. Fora a coisa mais humilhante e nojenta que já vira. Como se ela fosse capaz de beijar o porcelana, nem com toda a bebida do mundo. Obviamente, o vídeo era falso, falso, Kurt afirmara que era, e desde então, decidiram ignorar o assunto, agindo como se não tivessem visto aquela nojeira, pois ambos sabiam que era falso. Enfim, era gracioso ver Quinn agir daquela maneira tão protetora, possessiva com Rachel. E não admitiria a ninguém, mas era realmente agradável ver a maneira como Quinn tinha Rachel e seu bem estar como sua maior prioridade, como cuidava dela, a tratava, e como se referia a ela, como se fosse o ser mais importante de todo o universo. Era simplesmente uma das coisas mais bonitas que já vira, a enternecia e sentia-se feliz por sua amiga de infância. Mas isso não queria dizer que deixaria de irritá-la. Jamais.

"... A casa é perfeita. Exatamente o que Rachel e eu procurávamos. Dentro de algumas semanas vamos assinar o contrato e ela será oficialmente nossa. Mal posso esperar para mudarmos." Declara a atriz, entregando duas garrafas de cerveja Heineken a suas melhores amigas, antes de se sentar em uma das poltronas. Assim que voltaram ao apartamento naquela tarde, e Rachel saíra para trabalhar, não conseguira se controlar, ligando a suas amigas, convidando-as ao apartamento para uma noite como nos velhos tempos, onde eram somente as três, assistindo algum filme, bebendo e comendo o que encontrassem. Mas, o maior motivo pelo qual fizera isso, era porque realmente precisava se distrair, e contar a alguém que não fosse sua namorada, como a casa delas era perfeita.

Era sobre isso que Santana se referia, a maneira como descrevia a casa delas, o entusiasmo que não conseguia dissimular, toda essa pressa, ansiedade a se mudar, sendo que encontraram a casa há apenas algumas horas, era simplesmente fascinante. Um brilho malicioso se faz presente em seu olhar, e apertando a garrafa contra a palma da mão, pergunta. "Por que tanta pressa?" Franze o cenho, exageradamente. "Oh meu Deus, a Raquel está grávida, não é?! Eu sabia." Tenta manter uma expressão séria, mas ao perceber o olhar que sua amiga lhe lançava, dá um sorriso de lado. Ah, vivia por momentos assim. Como sentiria falta de importuná-la quando voltasse a Los Angeles, no dia após a estréia de seu filme com Barbra. Não havia contado isso a ninguém, mas há meses estava considerando a ideia de se mudar a NYC, afinal sua cliente mora lá, e seria bem mais fácil trabalharem na mesma cidade, e sim, talvez, tivesse um pouco a ver com o fato de sentir falta de Quinn. Mas não era uma decisão somente sua, deveria conversar com sua namorada, e o faria, assim que o contrato da dançarina com um teatro da cidade dos anjos terminasse. Daqui seis meses. Até lá, continuaria fazendo o que fizera nos últimos meses, se alternar entre cidades. Dá um gole em sua cerveja, logo perguntando como se não fosse nada. "Q, você é G!P? Sempre suspeitei..."

"O que é G!P?" Pergunta, arqueando as sobrancelhas, jamais havia escutado aquela expressão antes. Mas pelo olhar da latina sabia que não era boa coisa. E começava a se arrepender por ter perguntado, quando Santana agia daquela maneira era melhor simplesmente ignorá-la.

"Girl Power." Sugere Brittany, com um pequeno sorriso. Tanto mudara nos últimos meses, que raramente se viam. Cada uma estava ocupada demais com seus trabalhos e outros assuntos, e era difícil se reunirem. Sentia falta disso. Desses momentos onde eram somente as três, discutindo sobre o que fosse.

Santana dá um sorriso perante a inocência de sua namorada, depositando um rápido beijo em sua bochecha, antes de voltar à atenção a Quinn. "Você sabe..." Faz um gesto com a cabeça, indicando entre as pernas, logo leva as mãos entre estas, indicando sua intimidade. Ao ver a expressão desentendida de Quinn, revira os olhos, começando a fazer alguns gestos obscenos.

Observa o comportamento da latina, completamente desentendida. Jura, Santana estava cada dia pior, era um caso a ser estudado. Ao perceber um dos gestos que fazia com o dedo do meio entre as pernas, franze o cenho, indignada. "Oh meu Deus, eu não tenho isso. Que nojo!" Faz uma careta.

"Tem certeza?" Sorri sarcástica, Quinn obviamente tinha um dos corpos mais bonitos que já vira, mas não deixaria de provocá-la com o que fosse.

Ignorando a pergunta, a atriz desvia a atenção a sua bebida, alcançando por esta depositada sobre o carpete, aos pés da poltrona que usava, dando um pequeno gole. Era disso que necessitava, uma noite com as amigas para que pudesse focar em qualquer outra coisa, que não fossem certos pensamentos, que causavam um grande nervosismo nela. Durante a busca pela casa perfeita, fora como encontrar um modo de se distrair, mantendo o foco na casa, ainda se sentindo nervosa, mas não como se sentia agora. Haviam encontrado e comprado a casa, e só havia realmente uma coisa a se fazer, duas, se você contar o casamento, mas antes deveria fazer algo que estava mais próximo do que nunca, e seus nervos mais fortes do que jamais estiveram. Em questão de quarenta e oito horas faria a pergunta mais importante de sua vida. Abaixa a garrafa, apertando-a, desviando o olhar a um dos lados. Mesmo tendo quase certeza que sua mulher diria sim, temia o que poderia ocorrer. Seus nervos a faziam duvidar de tudo, até mesmo da resposta que receberia. Droga. E se a proposta não fosse boa o suficiente, e se não fosse romântica o suficiente?! Havia tantas questões em sua mente. Limpa a garganta, como se isso fosse silenciar aqueles pensamentos, voltando o olhar a Brittany, que parecia distraída com seu smartphone. Dá um pequeno sorriso, a dançarina era a única que conseguia parar sua agente, isso é quando estava disposta a fazê-lo.

Sua cliente devia ser bipolar, Santana considera, observando as expressões faciais de Quinn. Um momento parecia estar prestes a ter um ataque de nervosismo, em outro sorria sozinha. Oh, Raquel o que fizera com sua amiga. "Ok, Quinn, entendi, não precisa ficar assim. Eu toquei em um assunto delicado, está claro que você não se sente confortável com sua condição. Mas, saiba que eu te aceito, Q. Você tendo um pênis não muda nada." Levanta as mãos em sinal de rendição, ainda segurando a garrafa entre o dedo polegar e indicador, portando uma séria expressão facial.

"Idiota." Murmura, desviando o olhar a ela, tentando entender como o assunto poderia ir de sua casa a coisas nojentas. Santana tinha um dom, obviamente.

"Qual é o tamanho dele, Q? Pode me falar, juro não contar a ninguém." Continua, rindo, não percebendo a almofada branca nas mãos de sua melhor amiga até que fora tarde demais, acabara sendo atingida por esta, bem no topo de sua cabeça. "Hey, cuidado." Indica a cerveja, mesmo que a almofada já tivesse caído do outro lado do sofá. "Se não quer responder minhas perguntas, tudo bem. Vou perguntar a Raquel, e por acaso, ela já estreou o presente que dei?" Dá um gole na cerveja, antes de depositar a garrafa sobre a mesa de centro.

"Isso não é de seu interesse." Não estreara, nem estrearia, dera um fim naquela coisa horrível, jogando-o diretamente na lixeira do prédio. Ainda não conseguia entender como alguém poderia fazer isso, ousar em dar de presente um dildo. Nega com a cabeça, olhando diretamente a latina que sorria presunçosa. Revira os olhos, jamais vira uma pessoa tão doida, mas não a teria de outra maneira. Santana podia ser o que fosse, mas sempre estivera por perto quando a necessitava, era uma verdadeira amiga, e de alguma forma sua insistência para irem ao bar naquela noite decisiva, a fizera ter a oportunidade de realizar seus sonhos. Ter uma chance em sua carreira, e consequentemente, o mais importante, conhecer o amor de sua vida.

X

Havia uma janela aberta, só podia ser esse o motivo de tanta claridade em seu quarto. Aperta os olhos, virando-se na cama, não fazia ideia de que horas eram, mas sentia-se cansada, como se não dormira o suficiente, e provavelmente não o fizera, já que alguém a mantivera acordada até as três da manhã. Dá um profundo suspiro, jamais reclamaria de fazer amor com sua namorada, mas Quinn parecia não cansar, nunca, era como se estivesse em alguma competição de quantos orgasmos poderia lhe dar. Perdera a conta após o oitavo, e agora sofria dores em sua intimidade e seios, tinha certeza que estava toda marcada, novamente.

Escuta a porta do quarto se abrir, e não sentindo forças o suficiente, mantém os olhos fechados, provavelmente Quinn saíra para buscar um copo de água e agora voltava. Afunda a cabeça no travesseiro, colocando os braços por baixo deste. Ao não sentir nenhum movimento do outro lado da cama, estranha a situação. Curiosamente, e de maneira lenta, abre os olhos, deixando-os entrecerrados, levantando a cabeça de seu confortável travesseiro, olhando a um dos lados, logo ao seu redor. Nem sinal de Quinn, franze o cenho, aquilo não era normal, se ela tivesse alguma reunião lhe avisaria e com certeza, por agora deveria estar dormindo profundamente, como sempre o fazia a essas horas da manhã, ainda mais após uma noite como a anterior. Seu cérebro ainda meio adormecido chega à conclusão que a loira deveria estar na cozinha ou escritório, desviando sua atenção ao fato de que todo o quarto estava claro devido à cortina aberta da janela de vidro. Sua namorada e ela deviam ter se esquecido de fechá-la ontem à noite. Sente algo pular na cama, e ao abaixar o olhar aos pés desta, percebe Elphaba se aproximando lentamente. Volta a deitar a cabeça sobre o travesseiro, dizendo a si mesma que era muito cedo e se quisesse estar preparada para hoje a tarde deveria descansar o máximo possível. Afinal, hoje não era qualquer dia, hoje seria um dos dias mais felizes e importantes de sua vida, dia que marcaria o começo de uma grande amizade, afinal faria de tudo para se tornar intima dela, da melhor pessoa que existia nesse mundo e mulher que mais amava – obviamente depois de Quinn – da melhor cantora que já existira, da... Oh minha Babs, em um piscar de olhos, senta-se na cama, assustando sua gata, que solta um alto miado, correndo ao outro extremo.

Deposita uma mão sobre sua testa, como se não pudesse acreditar. Conheceria Barbra, conheceria Barbra Streisand hoje! Respira fundo, olhando a um ponto fixo na parede a sua frente, ignorando seu acelerado ritmo cardíaco. Ok, primeiro deveria começar a procurar – novamente – por sua cópia da biografia da Barbra, que perdera em algum momento da semana passada, não fazia ideia de que dia exatamente, mas não estava no lugar que supostamente deveria estar; em uma caixa de colagens com fotos da Barbra que fizera quando tinha onze anos, escondida dentro do closet. Após encontrá-la, deveria colocá-la em um lugar mais seguro até a hora da estréia, no final da tarde. Pediria um autografo a Barbra em seu livro preferido, realmente perdera a conta de quantas vezes já o lera, e tentaria tirar o máximo de fotos o possível, também deveria gravar um vídeo, tudo isso sem assustá-la com seu comportamento fanático. Poderia fazê-lo, claro. Mas só por precaução, seria melhor pedir Quinn para ajudá-la a se controlar.

Assente com a cabeça, jogando o lençol a um lado, levantando-se e direcionando-se ao banheiro, não podia ficar na cama tentando repor seu sono, havia muito a se fazer. Faz sua higiene matinal, decidindo-se por tomar banho depois que encontrasse sua namorada, escovando os dentes, penteando seu cabelo e passando hidratante em sua face antes de sair do banheiro, observando como sua gata, agora sentada sobre o carpete do quarto, a olhava atentamente, acompanhando todos seus movimentos. Abre a porta, assustando-se ao ver Tony em frente a esta, sentado, como se esperasse algo. Arqueia uma sobrancelha, estranhando a situação, não era um comportamento normal dele. Geralmente estaria dormindo o máximo que conseguia até ela acordá-lo para caminharem, ou ele acordar para comer. Nega com a cabeça, voltando seu foco ao que realmente importava no momento, onde estava Quinn e a busca por seu livro.

Sendo seguida por Tony e Elphie, direciona-se a cozinha, afinal sempre era o primeiro lugar onde procurava por Quinn, e quase sempre a encontrava, comendo bacon ou manteiga de amendoim, mas para sua surpresa a atriz também não estava lá. A cozinha estava vazia, olha ao redor, procurando algo que pudesse lhe dar uma dica do que realmente estava acontecendo, havia essa sensação na boca de seu estômago, algo como antecipação, que começava a lhe preocupar. Percebe como a mesa redonda de café da manhã em um canto, estava perfeitamente montada com um prato cheio de frutas cortadas na metade, de diversas cores, havia uma cesta de pães de diferentes tipos e tamanhos, um pequeno pote de geleia de morango, um prato com cookies e dois pedaços de brownie, outro prato com várias panquecas e morangos sobre estas, no meio da mesa havia um vaso de cristal com rosas brancas, amarelas e cor de rosa claro. Ainda havia duas taças de cristal com suco de laranja, uma de cada lado da mesa, e duas xícaras brancas de café. Uma destas estava ao lado de um prato branco de porcelana quadrado, o único prato que não fora servido, a não ser que você contasse o livre sobre este. Aquele era seu livro!

Aproxima-se com lentos passos, se preparando mentalmente para o quê é que fosse encontrar. O livro estava aberto, e desde seu lugar, no meio do caminho, podia ver que na primeira página deste havia algo escrito. Engole em seco, olhando aos lados, procurando por Quinn, mas não a encontra. Senta-se na única cadeira ao redor da mesa, em frente o lugar onde estava o livro. Seu coração voltava a se acelerar, e aquela sensação em seu estômago estava mais forte. Mantém o olhar em um ponto fixo a sua frente, seus olhos começavam a brilhar pelas lágrimas quê se formavam, e uma pequena voz em seu cérebro a dizia o que estava prestes a acontecer. Respira fundo, como se isso fosse ajudá-la a se preparar ao momento, abaixando o olhar, percebendo a dedicatória escrita a mão, com uma letra bastante artística que conhecia muito bem, afinal passara uma vida sonhando em um dia ter algo com aquela letra dedicada a ela. Morde o lábio inferior com força, começando a ler silenciosamente, pois não confiava em sua voz naquele momento.

"Para minha fã número um, Rachel Barbra Berry. Quinn só me disse coisas maravilhosas sobre você, e estou ansiosa para conhecê-la. Ouvi dizer que você é a nova filha querida da Broadway, e fico muito feliz por ver alguém tão jovem como você, provando que quando se tem talento e trabalha duro; seus sonhos sempre vão se realizar. É uma honra ser considerada sua inspiração e devo dizer que foi uma excelente surpresa ouvi-la cantar uma de minhas favoritas, Woman In Love. Rachel, você tem uma voz maravilhosa. Parabéns por seu talento, por sua nomeação ao Tony, será um imenso prazer vê-la ganhar, minha querida, você merece todo o reconhecimento. Desejo-lhe todo o sucesso e felicidade do mundo, mas acima de tudo, desejo-lhe amor, pois isso é o que se há de mais importante na vida. Ame o que você é, ame ao próximo, ame o que você faz, simplesmente ame. Afinal, não seriamos nada sem o amor. Assinado; Barbra Joan Streisand... P.S: Quando Quinn me explicou o que pretendia fazer e me pediu para assinar o livro, pensei que fosse desmaiar de tanto nervosismo. Provavelmente, teria desmaiado se tivesse me recusado a fazê-lo. Você é uma garota de sorte, adorei conhecer sua namorada, é uma das pessoas mais puras que já conheci, cuide bem dela e não a deixe escapar. Ah, e não se esqueça de dizer "sim". Estarei lhe esperando daqui algumas horas na estréia do filme. Até lá."

Com o dorso da mão, limpa as lágrimas que começaram a escorrer por sua face sem ao menos sentir. Oh, por todos os deuses da Broadway! Havia recebido uma dedicatória da Barbra, que a chamava de minha querida, dizendo-a que estaria esperando-a, e que tinha uma voz maravilhosa. Iria desmaiar, oh, aquela tontura repentina não era bom sinal. Fecha os olhos, apertando-os, a frase não se esqueça de dizer 'sim' repetia-se uma e outra vez em seu interior, fazendo seu coração se acelerar ainda mais. Sabia o que esta queria dizer, uma lágrima escorre por sua face no lado direito, mas não faz menção de limpá-la, sentindo as mãos trêmulas, por incrível que pareça, mesmo sentindo-se nervosa, não temia a situação. Já não temia as mudanças, ainda mais as que envolviam seu relacionamento com Quinn; confiava no amor delas, confiava em sua namorada cegamente, e jamais estivera tão certa de uma resposta. Abre os olhos ao sentir um movimento a sua frente, percebendo uma caixa preta de veludo aberta ser depositada acima da dedicatória, na primeira página da biografia. Uma mão que conhecia muito bem segurava a pequena caixa, onde havia um imenso anel de diamantes. Oh, minha Barbra. Olha ao seu lado esquerdo, observando como sua namorada se ajoelhava ao lado da cadeira em que estava sentada, alcançando por sua mão esquerda, oferecendo-a um pequeno sorriso nervoso.

"Olá..." Diz Quinn, acariciando o dorso da mão morena. Após mandar seus filhotes irem acordar sua mulher, se escondera na sala de jantar, já que a única coisa que a separava da cozinha era um pequeno corredor, esperando o momento certo para sua entrada. Durante a noite passada, mal dormira devido a seus nervos, simplesmente não podia acreditar que o dia finalmente chegara, após passar semanas contado os dias e as horas para este. E bem, gostaria de dizer que já havia superado seus temores, mas não havia, temia que algo pudesse dar errado, ou tudo mesmo, como obter uma resposta negativa, ou Rachel não gostar do anel, ou não gostar da maneira que faria o pedido, quer dizer, quando pensara em envolver Barbra daquela maneira, parecera perfeito, agora parecia algo simples demais, deveria ter pensado melhor sobre isso. Droga! Limpa a garganta ao perceber como Rachel a olhava, com um olhar cheio de emoção, de amor, como se fosse à melhor coisa que já vira. Solta o ar lentamente, decidindo-se por fazê-lo, sua mulher merecia aquilo, a tentativa de pedi-la em casamento, e depois sofreria as consequências por fazer algo tão mal pensado. Estúpida. Sorri de lado, desajeitada, alcançando pela caixa sobre o livro, segurando-a cuidadosamente com a mão livre. "Rachel, quando Santana me contou sobre o PR, no começo considerei não aceitá-lo, pensava que não poderia me comprometer a um nível tão íntimo com alguém, que não poderia fingir estar apaixonada por uma pessoa que nem conhecia, mas logo deixei minha ambição me guiar, encarando aquilo como um trabalho, algo fácil, disposta a mostrar a todos como era uma boa atriz, e merecia uma chance em Hollywood. O meu erro foi pensar que realmente seria fácil, pois jamais seria, deveríamos investir muito mais do que nosso tempo no acordo. Em algum momento deveríamos começar a interagir, a realmente nos conhecer a fim de mostrar uma intimidade convincente ao público, e não apenas fingir, trocando algumas carícias em público e posar aos fotógrafos, precisávamos de algo que nos diferenciasse como um casal, e mesmo nossos agentes nos pressionando, no começo fora difícil e não deu muito certo, não é mesmo?! Éramos tão diferentes, mas ao mesmo tempo tínhamos tanto em comum, que obviamente não sabíamos."

No começo de tudo, eram duas pessoas completamente diferentes, unidas por um único propósito. Mesmo não se deixando levar completamente, Quinn não tinha dificuldades em se soltar, em fazer o que fora preciso, enquanto Rachel, com sua personalidade reservada, sentia-se desconfortável com absolutamente tudo. Ainda lembrava-se de como o pequeno corpo ficava tenso toda vez que a tocava. O que ambas não sabiam naquela época, era o quanto tinham em comum, não em seus gostos, pois bem, não poderiam ser mais diferentes nisso, mas em suas necessidades, como a necessidade de amarem e serem amadas, algo que todos os seres humanos desejam, mas ambas tentavam enganar a si mesmas que estavam bem vivendo a vida fútil quê viviam. Ah, como era grata por terem mudado, por terem visto o que realmente necessitavam e lutado para conseguirem o que queriam. Uma a outra. "Com o passar das semanas, você foi se abrindo, sentindo-se confortável em minha presença, e eu comecei a demonstrar a verdadeira Quinn a você, a que se encantava com todas as pequenas coisas que ia descobrindo sobre sua personalidade, e começava a sentir um grande apreço por você. E a cada toque, a cada tímida carícia eu sentia algo crescendo dentro de mim, Rach, e simplesmente deixei de fingir, me deixando levar aos poucos, me aproveitando diversas vezes da situação para sentir aquilo novamente, era uma sensação incrível, que jamais havia sentido antes, por isso a tocava a cada chance que tinha." E não se envergonhava nenhum pouco disso. Por diversas vezes, precisara tocá-la para ver se o que sentia era real ou somente sua imaginação, e sempre obtivera a mesma resposta. Ao tocar Rachel sentia essa eletricidade percorrer todo seu corpo, chegando ao seu coração, fazendo-o bater mais rápido. "E me apaixonei, mesmo não querendo, mesmo sabendo que não deveria envolver sentimentos quando tudo supostamente deveria ser um trabalho, eu me apaixonei perdidamente pela primeira vez em minha vida. E tudo indicava que meu coração seria quebrado no final, mas eu não conseguia me controlar, mesmo sofrendo eu queria mais, queria você como me permitisse tê-la. Naquela época foi somente com o sexo, e estava contente por isso, pensei que seria o suficiente, pensei que seria melhor do que viver me perguntando como poderia ter sido..."

Rachel abaixa a cabeça, soltando um pequeno soluço. Uma vez, fora covarde o bastante para dizer a mulher pela qual estava se apaixonando, que só teriam sexo, só estavam suprindo suas necessidades já que o contrato não permitia que fizessem com outras pessoas. Como fora uma verdadeira idiota, envergonhava-se completamente daquele seu comportamento, e tudo porque queria proteger a si mesma. Mas também queria ter Quinn, e pensando que seria melhor do que nada, sugerira esse acordo entre elas. Aperta sua mão contra a da atriz, sentindo mais lágrimas escorrerem por sua face, como fora ingênua, o sexo só a fizera desejar ter um nível de intimidade maior, um pelo qual certamente não estivera preparada. O amor. E tentara ignorar com todas suas forças aquele desejo, que aumentava cada dia mais, dizendo a si mesma que seria melhor dizê-la adeus quando o momento chegasse, e que não a merecia. Uma das piores coisas que já fizera em sua vida, causando somente mágoas em si e principalmente a Quinn. Levanta a cabeça, voltando o olhar ao amor de sua vida. Jamais voltaria a ser aquela Rachel, uma que certamente não merecera sua namorada, agora era uma pessoa transformada, completamente preparada para o que Quinn queria lhe oferecer, que a merecia, merecia seu amor, merecia o futuro que teriam, diz a si mesma, e passaria o resto da vida ao seu lado.

A loira umedece os lábios, havia decorado tudo o que gostaria de dizê-la antes mesmo de comprar o anel, fazendo pequenas alterações nas palavras escolhidas até ontem de madrugada, querendo que Rachel soubesse como tudo fora desde o começo para ela, como se sentira, esperando que o discurso fosse bom e romântico o suficiente. Continua, tentando ignorar o seu nervosismo que só aumentava. "Mas novamente estava enganada. Eu me descobri querendo mais, muito mais, eu queria tudo com você, conquistar o mundo ao seu lado, e infelizmente durante o contrato você não estava preparada para me oferecer nem metade do que eu desejava. Então, ignorei meus pensamentos, querendo viver o momento ao seu lado, enquanto ainda podia. Estava disposta a fazer deles os melhores, querendo demonstrá-la com meus atos o quê realmente sentia, na esperança de algum dia você sentir o mesmo. Lembro-me que referia a isso como um milagre, pois era assim que me sentia como se estivesse à espera de um milagre para você me amar. Logo veio o fim do contrato, e estava óbvio que você não faria nada, um milagre não aconteceria, e senti que estava perdendo uma parte minha, a parte mais importante, meu coração, jamais sofri tanto em minha vida ao perceber que o melhor seria deixar você ir. Se você não estava disposta a ficar ao meu lado, era melhor não insistir, melhor não me segurar em algo que não me pertencia, mesmo sabendo sem sombra de dúvidas que você era a indicada." Faz uma pausa, sentindo lágrimas se formarem em seus olhos, mesmo tendo superado tudo, todas as mágoas do passado, em um momento como aquele era difícil não se emocionar ao imaginar quê um dia estivera disposta a deixar a única mulher que realmente amara sair de sua vida. Funga o nariz, hoje era algo impossível imaginar sua vida sem Rachel, chame-a de exagerada ou do que quiser, mas prefere não viver em um mundo sem aquele amor. Aperta a caixa de veludo em sua mão, continuando, soltando uma solitária lágrima. "Então no momento em que menos esperava, Rachel, você me disse que queria uma chance, que queria tentar, você começou a lutar por nós. Foi um dos momentos mais felizes da minha vida, foi o que esperei durante meses, foi à realização de um sonho, na época, meu maior sonho." Dá um pequeno sorriso, olhando diretamente aos olhos castanhos. Hoje tinha inúmeros sonhos, e os maiores deles eram se casar com ela e terem filhos, e sentia que poderia realizar todos estes sonhos, com Rachel ao seu lado podia conquistar tudo.

"E você finalmente abriu seu coração, me dizendo o que sentia, e que me amava, você me deu a chance de realmente entrar, de tê-la como sempre quis, e todas as dúvidas, mágoas, todo o mal que houve entre nós foi superado, e passamos a viver esse amor, o amor mais puro que se há, um amor que nem o tempo pode apagá-lo. O amor que está aqui para ficar, para sempre. Foi um longo caminho até aqui, mesmo com nossos agentes se envolvendo em tudo, e agora nossas famílias, somente nós duas sabemos pelo que realmente passamos, e não foi nada fácil. Esse caminho percorrido foi à experiência mais difícil da minha vida, mas também a melhor, pois me guiou a esse momento, onde digo a mulher dos meus sonhos, a indicada, que a amo com todo meu ser, que desistiria de tudo que tenho se isso significasse sua felicidade, pois você é minha prioridade, diga-me o que quer e lhe darei, por você faço tudo, sem hesitar. Você me completa, é a minha felicidade, é o melhor que já me aconteceu e eu agradeço a todas as forças maiores deste universo, por termos nos encontrado, por você estar ao meu lado e me amar, pois eu não seria nada – nada sem o seu amor. Você me fez tornar nessa Quinn, Rachel, você me transformou com seu amor, você me deu tudo o que sempre precisei, o que desejei, e como já lhe disse antes, agora que a tenho, não a deixarei escapar nunca mais, quero passar o resto da minha vida com você, amor, eu quero tudo ao seu lado e quero já." Respira fundo, com as mãos transpiradas, tira o anel da caixa de veludo, segurando-o com extremo cuidado. O momento que mudaria sua vida para sempre, chegara. Era hora de fazer aquilo que passara semanas esperando, de realizar um de seus sonhos. Engole a saliva com dificuldades, alternando o olhar entre Rachel e o anel, pedindo a tudo mais sagrado que conseguisse a resposta desejada, que tudo desse certo. Lança um intenso olhar a sua namorada, perguntando-a com dificuldades. "Rachel Barbra Berry, você me daria à honra de se tornar a senhora Fabray, você aceita casar comigo?"

Chorando silenciosamente, assente com a cabeça, rapidamente, não conseguindo formular uma palavra devido à emoção, era como se houvesse um grande nó em sua garganta. Controla-se não soluçar, apertando os lábios com força, era como se apaixonar tudo outra vez. No momento em que menos esperava Quinn a surpreendera com o pedido de casamento mais romântico que já vira. Sua namorada sempre soubera exatamente o que fazer e lhe dizer, jamais vira um ser tão perfeito, e o fato que a queria como esposa, como a senhora Fabray, a fazia se apaixonar ainda mais. E quantas pessoas poderiam dizer que tiveram seu ídolo, sua maior inspiração desde a adolescência, alguém como Barbra Streisand, como cúmplice no pedido? Nenhuma que conheça, e isso só fazia o pedido ainda mais romântico. Era a pessoa mais amada do mundo, sua namorada a fazia se sentir assim, especial, e com certeza, a mais sortuda. E não importa o quê, jamais deixaria o amor de sua vida partir, continuaria ao seu lado, vivendo aquele amor, superando o que fosse preciso, lutando, lutando por elas com todas suas forças.

"Amor isso é um sim?" Pergunta nervosa, como se temesse a resposta, ainda ajoelhada e segurando o anel entre o dedo indicador e polegar. Em um piscar de olhos, a morena inclina-se ao lado, depositando os lábios sobre os seus, docilmente, somente o encostar destes.

Novamente, assente com a cabeça, ainda pressionando seus lábios contra os dela, mas ao perceber o nervosismo de sua namorada, se afasta, olhando-a com todo o amor e felicidade que sentia. "Sim." Murmura, com a voz falha. Limpa a garganta, forçando-se a continuar. "Sim, Quinn, claro que aceito." Sente lagrimas se escorrerem, e com a mão livre as limpa, dando um sorriso. "Eu te amo tanto."

Literalmente, suspira aliviada. Rachel aceitara se casar com ela. Estavam noivas! Noivas! Iria se casar com Rachel Berry! Oh, meu Deus, seu coração parecia ameaçar parar de bater a qualquer segundo. Dá um grande sorriso, o maior que já dera até hoje, tem certeza disso, sentindo o alivio invadir todo seu ser. Com mãos trêmulas, segura a mão esquerda de sua mulher, colocando o anel em seu dedo anular. Chora, ao ver como ficara realmente perfeito em sua mão, no lugar onde pertencia. "Eu te amo, Rach. Obrigada por me fazer tão feliz."

Admirando seu anel, percebe como era coberto por pequenos diamantes, coisa que não pudera observar quando este estava dentro da caixa. Sentia-se diferente com um anel de diamantes daquele tamanho em seu dedo, mas não era algo ruim, era uma sensação agradável. Era o anel mais perfeito que já vira, e era todo seu. Sorri, pensando em seu significado, um futuro ao lado de Quinn como à senhora Fabray, seria a senhora Rachel Fabray. Oh, minha Minelli. "Eu não acredito que você fez tudo isso, Quinn... Você... Estamos noivas! E você ainda pediu a Barbra, a minha Barbra para ajudar... Isso é... Esse foi o melhor pedido já feito. Foi perfeito."

Sentindo seus joelhos começarem a ficar doloridos, levanta-se, puxando Rachel consigo. Ao se posicionarem frente a frente, coloca os braços ao redor de sua cintura, depositando um rápido beijo sobre seu nariz, com um sorriso nos lábios. Guardaria aquele momento para sempre em sua memória. Era o dia mais feliz de sua vida, mesmo que tivesse sofrido quase três paradas cardíacas devido aos seus nervos desde que acordara ainda de madrugada para preparar tudo, como recebendo o chefe pessoal que contratara para preparar o café da manhã delas. Mas agora, cada um desses quase ataques valera à pena, pois tinha sua namorada entre seus braços, usando o anel de noivado. Correção, sua noiva, Rachel era sua noiva. Como era bom finalmente dizer isso. E como era um alívio saber que Rachel gostara da maneira que fizera o pedido, afinal a opinião de sua noiva – é, usaria a palavra a cada oportunidade agora – era a única que importava. "Bem, deveria ser um momento especial e todos sabem o que ela significa para você, e como Barbra poderia me ajudar a obter a resposta desejada, por que não pedir um favor a ela?!" Dá de ombros, provocativa, com um pequeno sorriso divertido. Seria grata pelo resto de sua vida a Barbra, por tudo que fizera a ela, aceitando ajudá-la sem hesitar. E Rachel tinha razão, Barbra era uma das melhores pessoas no mundo, com certeza, a melhor pessoa com quem já trabalhara.

"Como se eu pudesse dizer não a você..." Comenta, colocando os braços ao redor do pescoço de Quinn, sentindo o peso do anel em seu dedo. Mal podia esperar para mostrá-lo a seus pais, a Judy e Kurt. Tem certeza que quando contar tudo a seu melhor amigo, ele vai enlouquecer, afinal Barbra Streisand ajudara em seu pedido de casamento. Olha sobre seu ombro, certificando-se que o livro continuava no mesmo lugar, que estava a salvo. Compraria um cofre e o colocaria dentro, aquele livro era muito mais quê seu favorito agora, tinha um significado maior, a realização de dois de seus sonhos, um pedido de casamento do amor de sua vida e uma dedicatória feita por Barbra. Olha curiosamente a Quinn. "E desde quando você é amiga intima da Barbra? Como fez para se tornar uma e o que devo fazer para me tornar também?" Pergunta rapidamente, pensando se seria precipitado demais convidar Barbra, ainda esta tarde, para seu futuro casamento.

X

Olha atentamente ao seu redor, certificando-se de que nem um dos presentes na área vip do cinema tirava fotos dela, aguardando ansiosa a chegada de Quinn. Acabara decidindo-se por não acompanhá-la pelo tapete vermelho, entrando pela porta dos fundos do cinema, acompanhada por dois seguranças e o novo assistente pessoal da atriz, Brett, um rapaz alto, de cabelo castanho claro, olhos azuis e pele pálida, contratado há uma semana por Santana. Ele a protegera desde que chegaram ao local, tornando-se seu escudo humano, escondendo-a de todos os olhares curiosos, evitando que fosse fotografada. Tudo porque se recusava a tirar seu anel, e ainda era muito cedo para a mídia e consequentemente, o público descobrirem sobre o noivado. Só queria que eles descobrissem quando seus agentes emitissem uma nota anunciando-o, até lá, faria de tudo para esconder o anel, mas não iria tirá-lo. Nunca mais. A não ser que fosse por seu trabalho, óbvio, pois não poderia trabalhar usando um anel de diamantes, mas deixando esse detalhe de lado, se recusava a tirá-lo. Estava completamente apaixonada por este, era perfeito e sentia uma necessidade de admirá-lo a cada momento possível. Simplesmente para assegurar-se que não estava sonhando, que realmente estava noiva de Quinn. Era a futura senhora Fabray. Levaria um tempo a se acostumar com isso, com sua nova realidade.

"Rachel..." Rapidamente dá meia volta ao escutar Quinn lhe chamar, levando o susto de sua vida ao ver quem estava ao lado dela. Abre a boca, sem saber o que realmente falar ou fazer, sentindo seus olhos se encherem de lágrimas, mas se controlando ao máximo para não chorar. "Quero apresentar oficialmente a você a sua maior inspiração, com quem devo dividir o título de sua pessoa favorita, Barbra Streisand. Barbra, esse é o amor da minha vida, e graças a sua ajuda, agora noiva, Rachel Barbra Berry." Diz Quinn, alternando o olhar entre as duas, sorrindo docilmente. A famosa cantora parecia empolgada com a situação, enquanto sua mulher parecia estar prestes a desmaiar. Com dois grandes passos, coloca-se ao seu lado, passando uma mão por sua cintura, de modo protetor.

"Olá, Rachel. É um prazer finalmente conhecê-la. Ouvi muito sobre você nos últimos meses." Diz a dona da voz mais perfeita que já escutara; Barbra Streisand. Era como escutar a voz de um ser divino. De um anjo. Engole a saliva com grande dificuldade, sentindo um aperto em sua garganta, observando como Barbra sorria a ela.

Suspira, esforçando-se para não soluçar ou desmaiar, o que ameaçasse a acontecer primeiro, apertando seu corpo contra o de Quinn. Mesmo sabendo que a conheceria naquela tarde, jamais estivera realmente preparada para aquele encontro histórico. Pensara que este fosse acontecer mais tarde, em uma sala mais privada, onde pudesse se esconder em algum banheiro e chorar por alguns minutos antes de encontrá-la, aliviando um pouco do nervosismo. Sente suas bochechas se esquentarem profundamente, olhando direto aos olhos verdes da melhor cantora que já existira. "Eu – eu..." Tenta se forçar a dizer, não querendo deixar Babs assustada com seu nervosismo ou comportamento fanático. Respira fundo, dizendo a si mesma que aquele era seu momento, um momento que esperara durante sua vida inteira, e não deveria gastar um segundo dele sem se expressar, passando-o em silêncio. "Oi Barbra." Diz, tentando soar como se não fosse nada demais. Jamais imaginara que sua voz pudesse soar tão estranha.

Soltando uma suave risada, Barbra se aproxima, surpreendendo-a ao abraçá-la carinhosamente, sentindo as mãos da morena serem depositadas em seus ombros nervosamente. Durante as gravações de seu filme com Quinn, e nas últimas semanas que trabalharam para promover este, tudo o que ouvira fora sobre como Rachel Berry era talentosa, a melhor cantora – sem ofensas a ela –, a melhor atriz da Broadway, e como era a mulher dos sonhos de Quinn, entre vários outros assuntos que envolvessem Rachel. E essa atitude tão apaixonada e meiga de Quinn, acabara fazendo-a pegar grande apreço pela jovem atriz, e até por Rachel, uma pessoa que só conhecia por fotos e vídeos. E como dissera em seu pequeno recado a cantora, realmente adorara conhecer a loira, e fazer parte de uma história de amor tão linda como a delas. Bem, não sabia muito sobre o que ocorrera entre as duas, mas em uma manhã, quando estavam descansando entre gravações, Quinn lhe contara sobre como passaram por momentos difíceis e até chegaram a terminar tudo entre elas por algum tempo, mas que haviam voltado e que o relacionamento estava melhor do que jamais estivera, contando-a um pouco sobre elas, sobre o amor que sentiam e o que este fora capaz de fazer, vencendo vários medos. Aquele fora o dia em que a atriz lhe revelara que ainda se casaria com Rachel, e meses depois a ligara pedindo ajuda. Claro que não hesitara em aceitar, afinal adorava um romance. "Olá querida. Como você está?" Se afasta, dando um sorriso simpático. "Parabéns pelo noivado, muitas felicidades a vocês." Alterna o olhar entre o casal, realmente formavam um belo par. O brilho na mão de Rachel, chama sua atenção e colocando seus óculos, pendurados em seu pescoço por uma simples e fina corrente de ouro, pede em um tom descontraído. "Agora, deixe-me ver essa pedra."

Barbra a abraçara, e ela conseguira tocá-la em seus ombros, sem temer ou hesitar em corresponder ao abraço. Por favor, que alguém tenha filmado e tirado diversas fotos desse momento. Oh, se ao menos Barbra soubesse por quantos anos sonhara com aquele abraço. Gostaria de dizê-la sobre suas músicas favoritas, de seus filmes, de seus álbuns, de sua extensa coleção, onde havia qualquer coisa que fosse lançada no mercado com o nome de Barbra Streisand ou leiloada no eBay, mas não o faz, sua timidez a impedia. Passa alguns segundos observando sua maior diva, até entender o que ela quis dizer. Sorri timidamente, estendendo sua mão esquerda, demonstrando-a o anel, ignorando seu leve tremor e como estava transpirada, enquanto Barbra a tocava delicadamente. Fecha os olhos, apertando-os, forçando-se a dizer em um rápido tom de voz. "Es – estou ótima, obrigada." Abre-os, direcionando o olhar ao seu anel. Mesmo a beira de um ataque de nervos, jamais estivera melhor. Era sem sombra de dúvidas o melhor dia de sua vida. Desvia o olhar a Quinn, oferecendo-a um grande sorriso apaixonado, em troca, a loira deposita um beijo em sua testa, apertando sua cintura.

"Excelente escolha, Quinn. É um anel muito bonito." Declara à senhora Streisand, admirando o grande diamante no centro do anel, e os pequenos diamantes ao redor. Seu assistente pessoal se aproxima, murmurando algo sobre uma entrevista dentro de dois minutos, assente com a cabeça, retirando os óculos. "Bem, devo ir agora, mas nos encontramos na sala do cinema, Rachel, e na festa mais tarde. Ainda quero ouvir tudo sobre sua peça e indicação ao Tony."

Uma das maiores divas da Broadway queria saber sobre seu trabalho, era como se estivesse sendo abençoada pelo ser divino, quer dizer, se Barbra gostasse de sua voz, então, todos deveriam gostar, pois Barbra é soberana, o que diz é uma lei. Aquele dia ficava cada vez melhor, e só esperava que até a festa de lançamento pudesse formular mais do que três palavras por minuto, e quem sabe, assim começaria com seu plano, fazer amizade com Babs. Passa a língua entre os lábios, não querendo aparentar uma ingrata, quando a maior cantora de todos os tempos agia de maneira tão amigável. "Eu – eu quero agradecer, Barbra, por – hum – ajudar Quinn, participando do melhor dia da minha vida, o fazendo ainda mais especial. Muito obrigada." Sempre dissera que no dia em que conhecesse Barbra, seria o melhor dia de sua vida, e desde o começo estivera certa, desde sua infância falara a verdade. Agora entendia porque sempre que tentara conhecê-la tivera suas tentativas frustradas, seja em sua infância quando ela dera um show em NYC e nem com toda a influência de seus pais conseguira entrar neste, devido a sua idade e ao horário do concerto, em sua adolescência quando tentara ir à pré-estréia de um de seus filmes, e no dia amanhecera doente, com febre alta, recebendo ordens médicas a ficar de repouso por no mínimo quarenta e oito horas, e nos últimos meses, quando fora ao estúdio e Barbra não estivera, ou quando sua namorada fora passar a tarde toda gravando com ela, e não pudera acompanhá-la devido à peça, todos estes desencontros tiveram um motivo. Um único motivo. Simplesmente não foram no momento certo, o destino se encarregara de que realmente conhecesse Barbra no melhor dia de sua vida, no dia em que seu amor a surpreendia com o melhor pedido de todos, usando a própria Barbra como cúmplice, pedindo-a em casamento. Deita a cabeça no ombro da atriz, depositando um suave beijo em seu pescoço. Não importa como Quinn tivesse feito o pedido, sabia que de qualquer maneira seria o melhor de todos; o melhor dia de sua vida, pois eram elas, era o amor de sua vida pedindo-a para se tornar sua esposa. E tudo, absolutamente tudo ao lado de Quinn era especial.

X

"Nós realmente podemos ficar aqui, Quinn?" Pergunta Rachel, sua mão entrelaçada com a de sua namorada, enquanto esta a guiava pelo jardim da parte de trás da casa. Haviam saído da festa de lançamento há uma hora e meia, quando a atriz lhe dissera que gostaria de ir para casa, grande fora sua surpresa ao pegarem um caminho completamente diferente de seu apartamento, direcionando-se realmente a casa delas. Bem, a que seria casa delas quando assinassem o contrato daqui alguns dias. "Não há nada aqui, nem temos uma chave, e se o alarme disparar? Ou pior, e se chamarem a polícia?"

"Há uma manta dentro do carro, temos nossos celulares então se ficarmos com fome podemos pedir pizza e bebidas. E conversei com o Dean, combinamos que ele deixaria a casa aberta e o sistema de segurança desligado." Declara, voltando a atenção a sua noiva, dando alguns passos de costas. Cessa seus movimentos abruptamente, fazendo Rachel bater contra si. Sorri presunçosa, apertando os braços ao redor do pequeno corpo. "Eu só quero celebrar o que resta desse dia com você, a sós, e que lugar melhor quê nossa casa?" Deposita um beijo na cabeça da mais baixa, cheirando seu cabelo carinhosamente.

Dando um grande sorriso, inclina a cabeça para trás, colocando os braços ao redor do pescoço da mais alta, acariciando-o com as pontas dos dedos. "Você pensa em tudo, não é Fabray?" Sempre cuidava de todos os detalhes, pensando em tudo, cuidando dela de uma maneira que somente Quinn poderia fazer. Jamais fora tão feliz, nem em seus maiores sonhos imaginara que um dia poderia se sentir assim, completa. Sua namorada, quer dizer, noiva – realmente levaria um tempo a se acostumar com sua realidade – a fazia a mulher mais feliz do mundo, e sabia que essa sensação duraria pelo resto de suas vidas.

"Bem, futura senhora Fabray, quando se trata de você, não poderia ser diferente." Pressiona os lábios contra os dela, em um apaixonado beijo, invadindo sua boca com a língua em um ágil movimento. Não podia acreditar no que sua se vida se transformara, em uma época não muito distante, pensara que estava desejando demais, que aquilo seria apenas uma ilusão, uma grande ilusão. E hoje estava aqui, no jardim da casa mais perfeita que já vira, quê pertencia a ela e sua noiva. Noiva. Sorri, inclinando sua cabeça a um dos lados, aprofundando o beijo. Celebraria aquele noivado com grande estilo, estreando cada canto possível da mansão. Seria uma longa, longa noite. Morde o lábio inferior da morena, antes de chupá-lo, levando uma das mãos ao seu anel, como se o acariciasse. A sensação de ver sua mulher usando o anel que lhe dera era simplesmente incrível, uma das melhores que já sentira. Orgulho. Orgulho de Rachel, por sua transformação, pelo grande passo que deram no relacionamento. Orgulho de si mesma pelo anel que escolhera, por ter a mulher mais perfeita – perfeita a ela e por fazê-la sua noiva. Lentamente, vai terminando o beijo, tornando-o um suave toque de lábios. Ao se afastar, sorridente, lança um olhar apaixonado a sua futura esposa. "Você está preparada para o resto de nossas vidas?" Alcança pela mão esquerda da morena, voltando entrelaçá-la com a sua. A vida que teriam juntas não seria menos do que uma vida plena, tinha certeza disso.

Levantando o olhar ao céu estrelado, Rachel sorri distraída ao observar duas estrelas, próximas uma da outra, que pareciam brilhar mais do que as outras ao redor. Era a vista perfeita, jamais teriam a oportunidade de observar algo como um céu estrelado dentro da cidade, infelizmente todos os prédios em NYC cobriam qualquer visão. Era uma excelente mudança sentir o ar fresco bater contra seu rosto, ter uma área verde por perto, com diversas árvores, arbustos e um jardim com flores coloridas – ninguém correria mais o risco de ser preso, já que Quinn nunca perdera o costume de roubar flores nos parques que frequentavam, agora poderia pegar as flores de seu próprio jardim – Era bom saber que havia um lugar tão tranquilo, que transmitia tanta paz, apenas a quarenta minutos do centro da cidade. Esse lugar era sua nova casa. Dá um leve suspiro, e só de pensar que uma vez sentira medo de qualquer mudança por mínima que fosse, pois temia o desconhecido, temia arriscar-se. Abaixa o olhar, direcionando-o a loira, ao encontrar a pessoa certa, arriscara tudo, transformando-se, vencendo seus medos, por amor. E o continuaria fazendo, arriscando o que fosse, vencendo qualquer medo que tivesse, por Quinn, por ela faria tudo. Dá um sorriso emocionado. "Com você estou preparada para tudo." Declara, soando mais determinada do que nunca.

Olha diretamente aos olhos castanhos, sentindo-se apaixonar ainda mais, se é que fosse possível. Sente seu coração se acelerar quando a cantora pressiona a palma da mão contra a sua. Sim, era possível. Em um amor como aquele que sentia por Rachel não havia limite. Limites, o que é isso? Sorri de lado, pensativa. "O seu anel tem uma inscrição." Declara, lembrando-se que nem a mostrara após fazer o pedido, e antes de colocá-lo em seu dedo Rachel parecera nem perceber.

"Oh, eu não vi..." Franze o cenho, nem imaginara que Quinn poderia ter colocado uma inscrição. Mas, não queria tirar seu anel, assim que pergunta. "O que diz?"

Faz uma careta divertida, sua noiva estava tão entusiasmada com o anel que durante todo o dia, observara-a admirando o anel de diamantes a cada chance que tinha, sempre sorrindo ao olhar este. Fazendo a loira rir de seu próprio comportamento das últimas semanas, por sentir tantas dúvidas e medos, como o maior deles que Rachel lhe dissesse não e que não gostasse do anel. Mentalmente, revira os olhos a si mesma, oh, confiança que falta você fez. Levanta suas mãos entrelaçadas, dando um beijo no dorso da mão de sua mulher, antes de soltá-la. Ainda trocando olhares com a morena, tira o anel de seu dedo cuidadosamente. Segurando-o entre o dedo do meio, indicador e polegar, abaixa o olhar, como se fosse preciso ler a inscrição, mesmo que seus dedos cobrissem metade desta e o jardim não estivesse completamente iluminado; sua única iluminação sendo o brilho da lua e das estrelas, além de uma fraca luz na entrada da varanda. Olha intensamente a sua futura esposa, umedecendo os lábios, antes de dizer. "Our Love Is Here To Stay." Nosso amor está aqui para ficar, como a tatuagem no ombro direito de Rachel, como a música delas, como o amor que sentiam uma pela outra. Um amor que nada nem ninguém poderiam apagar, nem mesmo o tempo, não importa o que aconteça, esse amor sobreviverá. Coloca o anel de volta no dedo de sua mulher, no lugar em que pertence, onde passará toda a eternidade. Afinal, o amor delas está aqui para ficar, para sempre e sempre.

...

Horas antes:

"Leroy..." Se interrompe devido o nó quê se formara em sua garganta, lágrimas escorriam por sua face, excessivamente. Acontecera, finalmente acontecera. Aquele era um dos dias mais felizes de sua vida! Meu Deus, não conseguia nem sequer respirar direito. Aperta o celular contra sua orelha, lentamente sentando-se na poltrona na sala de estar de sua casa em Los Angeles.

"Você também recebeu?" Pergunta, referindo-se a foto que Rachel o enviara por mensagem. Ao recebê-la, estranhara, afinal não havia nenhuma mensagem de texto, somente uma imagem, e após abri-la, quase deixara seu celular cair à suas mãos ficarem trêmulas, devido à emoção. Na foto, havia somente a mão de sua estrelinha, com um grande anel de diamantes. Tenta ao máximo segurar o choro, concentrando-se no vaso de cristal com rosas vermelhas na mesa de centro em seu escritório na firma Berry & Corcoran de NYC.

"Sim. Eu não posso acreditar que finalmente aconteceu. Eu estou tão feliz, mas tão feliz." Judy funga o nariz, levando o lenço que segurava com a mão direita a sua face, limpando as lágrimas.

Apertando os lábios, controla um soluço que ameaçava escapar. Quinn e Rachel estão noivas! Noivas! Seu casal favorito vai se casar! Leva uma mão a seu peito, oh sagrada Cher, teria um ataque cardíaco, não era normal um coração bater daquela maneira. Quinn tinha que ter avisado-o que faria o pedido hoje, assim teria se preparado emocionalmente. Respira fundo, sentindo uma lágrima escorrer por sua face e a limpa com o dedo indicador. Tinha uma reunião dentro de dez minutos com importantes clientes e deveria passar sua imagem profissional de sempre, afinal sua reputação era muito valiosa a ele, mas sua filha era bem mais, assim que solta um grito entusiasmado. Aquele dia não poderia ser melhor, meu Deus, como amava aquelas duas, e elas iriam se casar, se casar! Não conseguindo nem querendo se controlar mais começa a chorar, soltando alguns soluços. "Finalmente nosso sonho vai se realizar, Judy! Elas estão noivas! Noivas. Judy, você precisa vir para NYC amanhã mesmo. Mandarei o nosso jato para lhe buscar. Temos que sair, a sós, para celebrar essa incrível notícia, afinal é o começo da realização de nosso maior sonho. Também devemos marcar uma reunião com Grace, assim já discutimos alguns detalhes da decoração e aproveitamos para marcar horário com chefes, confeiteiros e todo o pessoal necessário. Precisamos entrevistar todos e descobrir quem são os melhores para contratarmos. Temos tanto a fazer, como uma festa de noivado, convidando todos os conhecidos, também um jantar privado só para familiares e amigos mais íntimos. Você realmente precisa passar um tempo em NYC, arrume as malas para passar ao menos dois meses aqui, afinal temos o casamento do século a se fazer!"


Realmente pensaram que deixaria vocês sem o casamento do século e sem os Fababies? Tenham mais fé em mim, ok?! Eu posso ser até um pouco frustrante, mas jamais deixaria vocês sem Faberry, ainda mais em uma fic como OLIHTS. Teremos mais dois capítulos especiais! Assim que se preparem, pois fortes emoções vem aí.

Ray: Nada melhor que dormir. Ah, eu sou difícil de mudar de opinião, quando não gosto de algo, não gosto. Adoro as músicas dela. Nunca ouvi falar sobre essa banda / pessoa. Escute I'm Lonesome I could cry e I dont know what I'm doing, são maravilhosas, as letras, nossa... Às vezes, sinto saudades de ler, e até começo a procurar alguma, cavando tudo que é buraco, mas nunca encontro uma de qualidade aí desisto, meu foco agora são livros, filmes clássicos e escrever minhas próprias fics. Star Wars realmente não é para mim. E infelizmente fizeram isso com o filme, pelo menos, meus conhecidos que assistiram odiaram, e um cara disse que se você gosta de comic books, você vai gostar, agora se não, é meio difícil. Para expor qualquer coisa, escrever é a maneira de se expressar, falando tudo aquilo que não consegue fazer no dia a dia. Eu viu Wicked com o cast original - um cara gravou e tinha postado o link- e eu amei, agora não faço ideia sobre essa produção brasileira. Aqui ele é o mais intenso, mais sério, que também foi se deixando levar, crescendo com a fic, e agora só vive relaxado, curtindo seu shipp, e Hiram sempre neutro. É o melhor dos dois mundos, você pode sentir o personagem, vendo seu interior, e ainda tudo ao redor dele, mas na maioria das vezes, o pov do personagem é uma técnica mal usada em filmes. Santana sendo Santana... Aí está o pedido, espero que tenha gostado. XxBre.

Quinnefaberry: Que bom que gostou :) E espero que tenha gostado do pedido. XxBre.

Ali: Aqui está! Espero que tenha gostado. E isso descobriremos em um dos capítulos especiais. Sobre o pedido, algo "simples", mas bem OLIHTS, perfeito a elas, em minha opinião. E sobre a família grande e feliz ;) ;) Realmente, não foi pouco, e nada fácil. Haha o comportamento da Santana sempre insuportavelmente sarcástico. Obrigada. XxBre.

Daniela: Que bom saber disso, nada melhor a uma autora saber que conseguira descontrair seu leitor. Bem, todos sabemos que Elphie é realmente a "filha" da Q, e Tony da Rachel, não?! Os dois nunca esconderam que há uma favorita. Sim, e sim! Afinal Faberry manda em qualquer lugar que estejam, né, donas de tudo. Judy e Leroy sempre os mais exagerados e intensos, vivendo por seu shipp ahaha Santana sendo Santana, ela não tem vergonha na cara! Santana nunca vai mudar, e Kurt... quem sabe. Shelby sempre causando, mas realmente não há espaço para ela na vida da Rach, não importa o quanto ela mude, sempre haverá desconforto, e uma grande mágoa entre elas. Sim, você acertou! Yay! Quase desmaiou, tadinha. Realmente, quando estava procurando, sim, eu pesquisei diversos anéis, sou perfeccionista desse jeito, e encontrei aquele, na hora pensei é 'o' anel, perfeito para minha Rachel. Muito obrigada, Dani, sério, você é uma das que acompanha desde o primeiro capítulo, desde 1 de novembro de 2014, e sempre deixou palavras de carinho, incentivando e muito obrigada, de verdade. XxBre.

Hihi foi divertido. Espero que tenham gostado do último capítulo oficial de OLIHTS. E acho que todos já sabem o que acontecerá no primeiro capítulo especial, não?! Ainda não sei que dia conseguirei postá-lo, mas avisarei no Twitter. Até lá, XxBre.