Parte I.


SETE MESES E DUAS SEMANAS DEPOIS.

Era o dia perfeito. Jamais existira um dia tão belo aos seus olhos. Desde a varanda de sua suíte na mansão dos Hamptons, observa como o jardim fora transformado, e um grupo de organizadores cuidavam dos últimos detalhes, preparando-o para o grande evento que começaria em quatro horas e vinte e nove minutos. E sim, estava contando. Afinal, era o dia mais importante de sua vida, o melhor dia, a realização de seu maior sonho. Dá um sorriso bobo, levando as mãos aos bolsos do short de pijama que usava. Finalmente chegara o dia após quase oito meses esperando-o, chegara o dia de seu casamento com o amor de sua vida.

Mesmo Leroy e Judy organizando praticamente todo o casamento, antes mesmo de ficarem noivas, levara sete meses e meio para se realizá-lo, já que sua mãe e sogro não temeram exagerar nos detalhes da decoração, como viajarem a outro continente, trazendo diversas espécies de uma flor típica simplesmente para colocá-las nas mesas da recepção, espalhá-las pelo tapete em direção ao altar, e distribuir uma a cada convidado, para que estes a colocasse no bolso frontal do smoking, e ainda viajando a outros estados do país, em busca dos melhores chefes e confeiteiros, e qualquer outra coisa que pudessem acrescentar na decoração, alegando que o casamento delas não seria um evento mal planejado, e que não economizariam em nada. Se por ela fosse, já teria se casado com Rachel no mesmo dia em que a pedira em casamento, mas como queria o melhor a sua esposa, aceitara esperar tanto – mesmo que a espera parecera interminável – sabendo que esta valeria à pena. Desvia o olhar ao meio do jardim, percebendo como a assistente pessoal de sua mulher, Marley, andava de maneira encurvada pelo tapete branco, verificando as fileiras de cadeiras brancas com estrito cuidado, como se os próprios organizadores e seus pais já não tivessem feito isso diversas vezes. Provavelmente, fora mandada por sua futura esposa.

Dá um sorriso distraído, pensando em Rachel. Sua mulher, oficialmente daqui algumas horas. A última vez que a vira fora durante o jantar, onde sua mãe havia proibido-as de passarem a última noite de solteiras juntas, alegando que não poderiam se ver antes da cerimônia. Revira os olhos, tudo por causa de uma estúpida tradição, nada daquele casamento era tradicional, então não havia motivos para arruinar seu precioso tempo com sua namorada. E lógico que tentara protestar, querendo apontar isso, mas acabara recebendo um olhar reprovador de Leroy que a fizera se calar, afinal, bem, era seu sogro e mesmo sendo seu amigo, ele ainda podia ser bastante assustador quando queria. E lógico que depois do jantar, tentara forçar sua entrada na suíte de sua noiva no andar acima, mas fora flagrada por sua mãe, que a tirara daquele corredor, segurando-a pelo braço, como se fosse uma criança que acabara de desobedecê-la, mandando-a dormir, dizendo rispidamente que estaria de olho nela e que se voltasse a sair de seu quarto, mandaria Russel para vigiá-la. Faz uma careta, ninguém parecia entender que era difícil dormir sem Rachel ao seu lado, e nem mesmo tinha seus filhotes para lhe fazerem companhia, quer dizer, Bacon, não tinha Bacon para lhe fazer companhia, Elphaba não podia nem passar perto de sua cama, isso, limpa a garganta, coçando a nuca, desde que chegaram à mansão na manhã anterior, eles começaram a seguir sua futura esposa por todos os lados, e não tinha dúvidas que dormiram com Rachel. Sortudos. No final acabara bebendo com Brittany, Frannie e Santana, respectivamente suas damas de honra e madrinha, no jardim da entrada da casa, relembrando os momentos vividos em seu relacionamento. O que acabara causando uma briga entre bêbadas, já que a latina não parava de falar sobre como as flagrara fazendo sexo, e o corpo maravilhoso que sua Rachel tem. Aperta a mandíbula, nem mencionando o vergonhoso vídeo dela beijando Kurt, a fizera parar de falar sobre sua mulher.

Jura que estivera perto de agredir sua melhor amiga, na verdade, estivera perto de agredi-la diversas vezes nas últimas semanas, como em sua despedida de solteira. Tudo o que desejara fora ter uma noite tranquila, e sua mãe havia planejado a despedida de solteira com um jantar em família e amigos mais próximos em um dos restaurantes de Leroy, que fora o único Berry presente, já que insistira que deveria estar presente em tudo que envolvesse o casamento delas, também usando a justificativa que era o melhor amigo de Judy e tinha direito de participar daquele momento, mas após esse jantar, tudo se transformara graças a Santana. Ao se despedirem e saírem do restaurante, sua melhor amiga, damas de honra e Sam a levaram direto ao apartamento de Rachel, que mantinham na cidade por quando fosse preciso, convencendo-a a jogar pôquer, dizendo que seriam apenas os cinco se divertindo com cartas e bebidas, até inventaram o desafio de quem conseguiria beber mais a cada rodada. E sim, ela ganhara o desafio, no dia pensara que era a melhor, mas agora realmente suspeitava de que tudo fora uma armação, pois de um momento ao outro, quando já se sentia alterada pelo álcool, o jogo se tornara em um strip pôquer. Strip, porque em um piscar de olhos seu, entraram três strippers na sala do apartamento, dançando a sua frente, tirando lentamente cada curta peça de roupa que usavam, jogando-as em sua direção. Mas se recusara a olhá-las, mantendo toda sua atenção em Santana, que parecia estar mais do que entusiasmada com o show, planejando como a mataria assim que não tivesse testemunhas por perto. Não podia acreditar no que fizera, mesmo depois de Rachel e ela ter deixado bem claro a Santana e Kurt, seus padrinhos, que não queriam nada como aquilo, não queriam uma noite agitada, e sim tranquila, familiar, sua estúpida agente contratara todas aquelas dançarinas exóticas. Jamais imaginara que se sentiria daquela maneira, suja, errada ao ter uma mulher dançando sensualmente sobre sua perna, fazendo de tudo para chamar sua atenção, que ainda era toda desviada a latina, não queria olhar, não podia olhar, mesmo que a dançarina estivesse colocando os seios praticamente em seu rosto. Lembra-se que na hora pensara em Rachel, em como se sentiria se descobrisse que outra mulher dançara assim para sua noiva, não havia dúvidas que morreria de ciúmes, e a cantora provavelmente sentiria o mesmo se descobrisse sobre essas strippers, além de magoada, assim que se levantara, saindo correndo do apartamento. Jamais trairia a confiança de sua Rachel, jamais iria a expor a algo assim, não queria uma mulher qualquer dançando sobre si, queria a sua mulher, somente a sua. Não havia outra pessoa para ela, não havia outra pessoa que não fosse Rachel.

Após correr para a entrada do edifício, pedindo por um táxi ao porteiro, percebera que fora seguida por Santana, Brittany e Frannie, que alegaram que Sam ficara no apartamento, aproveitando o show, e a latina jurara que não faria aquilo novamente, mesmo que todas as despedidas de solteira deveriam ter strippers, não queria passar mais vergonha com ela após ver seu comportamento de como se temesse a pobre dançarina, e que pelo restante da noite seriam somente as quatro, se divertindo pela cidade. E fora o que fizeram. Indo a um famoso bar, participando do karaokê, cantando músicas clássicas para os apaixonados, como Take My Breath Away, um dueto feito por Quinn e Santana, que ganhara como a melhor canção da noite. O prêmio fora seis doses de tequila por conta da casa, que misturaram com as cervejas que tomavam, e a vodka que não fazia ideia de quem pedira, mas de alguma maneira a garrafa inteira fora parar na mesa delas. Se divertiram tanto, que foram as últimas clientes a saírem do bar, e já estavam tão bêbadas – principalmente ela – que não tinham ideia do que estavam fazendo, mas não queriam voltar para casa, assim que Santana tivera a excelente ideia de ir a uma tattoo shop aberta vinte e quatro horas, desafiando-a a fazer uma tatuagem. E claro que em seu estado mais do que embriagado, acabara aceitando, pensando que fora a melhor ideia de toda a noite. Desvia o olhar ao seu pulso esquerdo, onde havia escrito "Rachel" com a letra de sua própria mulher, após dizer que queria tatuar o nome do amor de sua vida, contando quem era; o tatuador dera a ideia de pesquisar o autógrafo de Rachel online e copiar sua letra, fazendo a tatuagem em tinta preta como se a cantora tivesse escrito seu nome no pulso dela. Na hora não sentira dor alguma, mas ao acordar na manhã seguinte com uma ressaca gigantesca e um dor insuportável em seu pulso, quase agredira Santana, só não o fizera, pois mal conseguia levantar do sofá em que dormira, e mesmo assim, não se arrependia de sua tatuagem. Esta representava a maneira que se sentia, marcada pela morena, toda sua existência fora marcada por Rachel, pelo amor que sentiam, pertencia inteiramente a ela, e aquela pequena tatuagem demonstrava isso a todos.

Escuta alguém bater na porta, e dá meia volta, direcionando o olhar a esta, murmurando um "Entra." Em seguida, seu pai entra na suíte, fechando a porta atrás de si, oferecendo-a um pequeno sorriso de lado. "Sua mãe pediu para que viesse ver como você está, e avisar que logo algum empregado irá trazer o café da manhã, ela não quer quê você saía do quarto." Explica Russel, posicionando-se no meio da sala de estar da suíte. Estava assistindo a reprise de um jogo de futebol americano com Hiram, quando Judy e Leroy entraram gritando no local, dizendo que eles também deveriam fazer algo, e não ficarem sentados, vendo o tempo passar. Sua esposa praticamente o ameaçara com fazê-lo dormir no sofá se não fizesse algo – qualquer coisa – naquele momento.

Como se ela já não soubesse disso. Sua própria mãe viera bater na porta da suíte mais cedo, dizendo que não a queria fora do quarto antes da cerimônia. E bem, mesmo protestando, afinal aquilo era ridículo, a loira mais velha conseguira convencê-la a concordar com o que fora dito, após fazer uma –baixa – chantagem emocional, declarando em lágrimas que Quinn só dificultava as coisas enquanto Leroy e ela só queriam agradá-las, tornar aquele dia ainda mais especial para elas, fazendo o possível para tudo sair perfeito, e sua filha só reclamando, então, é com certeza, Quinn aceitara. Uma Judy dramaticamente exagerada não era nada agradável. "Estou bem, pai. E não estou com fome." Dá alguns passos a frente, saindo da varanda e entrando na sala. Passa uma mão por seu cabelo, bagunçando os fios de trás, não sentia fome alguma, mesmo que a última vez que comera fora no jantar, e pela primeira vez em sua vida, não tinha vontade de comer nem bacon.

O advogado assente com a cabeça lentamente, com uma expressão pensativa. "Nervosa?" Senta-se no sofá branco, olhando-a curiosamente. Realmente era difícil acreditar que chegara o dia em que guiaria sua filha mais nova ao altar, aquela que sempre lhe dissera que não pretendia se casar, que não queria se comprometer, que não fazia relacionamentos, como as coisas mudam, não?! Dá um sorriso divertido, Quinn não só se casaria dentro de algumas horas, como também era a primeira de seus filhos a se comprometer. E como pai, não poderia estar mais orgulhoso por ela, da mulher em que se tornara.

"Um pouco..." Não soa nada convincente. Mesmo tentando não aparentar, jamais se sentira tão nervosa em sua vida. Durante toda a semana tivera essa sensação de que estava prestes a ter um ataque de nervos, e desde que acordara, seu coração parecia querer sair pela boca, seu corpo aos poucos ia se tornando em gelatina, suas mãos transpiravam frias. Solta o ar lentamente, lembrando a si mesma que deveria manter a calma, confiante. Era o dia de seu casamento com Rachel e deveria aproveitar aquele dia como nunca antes. Casamento, iria se casar com Rachel Berry; dá para acreditar?!

Russel move em seu assento, procurando uma posição mais confortável, dá um pequeno suspiro, desviando a atenção a sua frente, observando a lareira desligada. "Como o tempo passa, não é mesmo? Lembro-me como se fosse ontem quando você inventou que queria uma casa na árvore, então, passamos metade das férias construindo uma, afinal, eu não podia dizer não a você." Volta o olhar a loira, limpando a garganta. Mesmo tendo um excelente relacionamento com seus três filhos, Quinn sempre fora com quem mais tivera facilidade em conversar, era a que mais tinha uma personalidade parecida com a dele, até em seus gostos e desgostos, talvez por isso, sempre se entenderam, tendo uma amizade especial desde a infância da Fabray mais nova. "E ainda não posso. Um dia você vai entender sobre o que estou falando, quando tiver seus próprios filhos vai saber o que é olhar a uma pessoa e estar disposto a dar tudo de si, tudo o que tem até mesmo o que não tem para conseguir nem que seja um sorriso dela. E vai entender como é difícil aceitar que estão crescendo, que já não são aquelas crianças que olhavam a você como se fosse um herói. Mas, acaba percebendo que é a vida, e deve seguir em frente, demonstrando a seus filhos a cada dia que está lá para eles, a qualquer momento, não importa o que aconteça. E mesmo sendo difícil de acreditar, aqui estou, no casamento da minha pequena, alguém que só me trouxe felicidade e orgulho desde o momento em que a vi pela primeira vez. Eu não poderia estar mais orgulhoso de você, Quinn, da pessoa em que se tornou, de todas suas conquistas profissionais e pessoais. E não importa se você é essa grande mulher agora, você sempre foi e será minha princesa, minha Quinnie, a quem jamais serei capaz de dizer não." Ajeita a gola de sua camisa social branca sob um suéter azul marinho, desviando o olhar ao piso, querendo dar um momento a sua filha que parecia controlar as lágrimas. Odiava vê-la chorar por qualquer motivo que fosse.

Passando a língua entre os lábios, a atriz faz um grande esforço para não chorar, não queria chorar, pois sabia que se começasse seria difícil parar. Dentro de si havia uma confusão de sentimentos, como nervosismo, felicidade, orgulho, amor. Simplesmente, não podia chorar, ou derramaria lágrimas por cada sentimento, e seu rosto estaria inchado quando a equipe de maquiadores chegasse. Engole a saliva com dificuldades, era difícil se controlar quando o homem que mais amava no mundo todo, alguém que sempre vira como seu mentor lhe dizia tudo aquilo. Gostaria de responder que mesmo a vida afastando-os, como era normal entre pais e filhos quando atingem certa idade e devem sair da proteção dos pais e enfrentar o mundo por si só, ainda o via como um herói, alguém que mesmo tendo uma vida profissional agitada, sempre parara o que fora, fazendo da família sua prioridade, mas não o responde, afinal não confiava em sua voz naquele momento. E entendia que mesmo não sendo capaz de negar nada a sua mulher, e estar disposta a lhe dar tudo, seria diferente com seus filhos. Se já amava cada um de seus filhos sem ao menos vê-los, melhor, sem ao menos tê-los, imagine quando estivessem ao seu lado. Seria um novo amor, algo como jamais sentira, um sentimento que dominaria todo seu ser. Oh, como estaria perdida. Se já era difícil dizer não a uma Rachel Berry, imagine aos filhos dela?!

O advogado continua, direcionando seu olhar de volta a Quinn. "E você sabe que mesmo respeitando suas decisões, sua mãe e eu sempre desejamos que você deixasse aquele estilo de vida para trás, que encontrasse uma boa moça, e tivesse um relacionamento sério, encontrasse o amor. E quando nos apresentou a Rachel, eu não vou mentir, fiquei entusiasmado ao saber que era a filha do advogado que mais admiro, mas no começo eu não imaginei que ela seria tão importante, que chegaria a ser o que é hoje, eu sabia que seria diferente com ela, afinal era a primeira namorada que você nos apresentava em anos, e realmente parecia que estavam indo em sério, que você estava decidida a dar uma chance ao relacionamento, só que pensei que não passariam mais do que alguns meses juntas, levou um tempo para ver o que estava realmente acontecendo com você, entre as duas." Levanta-se de seu assento, posicionando-se de frente a mesa de centro da sala de estar, colocando as mãos nos bolsos de sua calça social cinza. "E minha filha, no momento em que sua mãe descobriu por uma dessas revistas de fofocas que você havia dado uma gata de presente a sua namorada, e me contou, soube que você estava apaixonada." Dá um sorriso sarcástico, nunca fora segredo a ninguém como Quinn não gosta de gatos, na verdade, dizia odiá-los. E mesmo tendo uma alergia, nunca fora algo grave, o próprio médico lhe dissera isso após levá-la a uma consulta, quando uma Quinn de apenas seis anos – em suas palavras – fora atacada pela gata que Frannie tinha, o profissional ainda alegara que era o caso mais comum de alergia a gatos, com sintomas como nariz entupido, coceira e espirros, mas sua filha sempre tratara a alergia como se fosse um caso de vida ou morte. Pelo menos, graças a Rachel parecia ter aprendido a conviver com o pobre animal. "E me questionei por que levei tanto tempo a perceber, quando o que sentia estava em seu olhar, em todo o seu ser. Por simplesmente olhar a você quando Rachel está por perto, todos podem perceber o que sente, e Quinnie, nunca vi um ser mais apaixonado." Sorri, provocando-a. Gostava de pensar que Quinn estivera se guardando para aquela que seria a indicada, que durante anos ao evitar os relacionamentos, estivera salvando diversos primeiros à mulher que roubaria seu coração, e assim o fizera, pela primeira vez se apaixonando, e sentindo um amor tão forte que não havia palavras que realmente pudessem descrevê-lo, um amor que duraria por toda uma vida. "E eu não poderia estar mais contente por você ter encontrado alguém como Rachel, que sempre mereceu esse amor, que valoriza seus sentimentos e o relacionamento, mas que principalmente a valoriza, amando-a com a mesma intensidade. Ela é especial, faz muito bem a você e a nossa família, o que têm é algo único e me sinto orgulhoso por você ter ao seu lado essa incrível mulher que dentro de algumas horas se tornará oficialmente em uma Fabray."

A loira funga o nariz, cruzando os braços. Deus, aquele dia seria um dos mais emotivos de sua vida, podia sentir isso agora. Esse apoio de sua família, saber como aceitavam sua mulher como uma deles, sempre a enterneceria. E realmente seria uma deles, dentro de algumas horas. Morde o lábio inferior, mesmo sempre dizendo que a morena se tornaria na senhora Fabray, jamais esperara que realmente adotasse ao seu sobrenome, e após passarem meses pensando sobre o assunto, como se teriam o mesmo sobrenome ou não, se deveriam usar um hífen, sua noiva a surpreendera no início da semana, quando declarara no jantar de ensaio do casamento na frente do juiz e todos os presentes, que havia decidido adotar o sobrenome Fabray, e que continuaria sendo Rachel Berry profissionalmente, mas em seu dia a dia seria Rachel Barbra Berry Fabray, sem hífen, o que transformaria o Fabray em seu sobrenome principal. Rachel Fabray, não soa perfeito?! Uma das melhores coisas que já escutara em sua vida, sem sombra de dúvidas. Olha a Russel, dando alguns passos em sua direção. Ao se posicionar a sua frente, o abraça, depositando a cabeça sobre seu ombro. "Obrigado pai, de verdade, obrigado por tudo o que fez por mim, por ser o melhor pai do mundo. Você sempre foi e será meu herói, e daqui algum tempo, tenho certeza que seus netos também vão vê-lo da mesma maneira que o vejo." Dá um pequeno sorriso emocionado ao imaginar seu pai e ela construindo uma nova casa na árvore, dessa vez aos seus filhos. Com certeza, deveria começar o projeto assim que os primeiros bebês nascessem. Deposita um beijo sobre a bochecha direita dele, antes de se afastar.

Ignorando o que as palavras de sua filha lhe causaram, mantém o foco em sua última frase. Arqueia uma sobrancelha, divertido. "Netos? Você já está pensando em me dar netos, Quinn?"

"É... Rachel e eu vamos aumentar a família daqui um, no máximo dois anos." Dá de ombros, como se não fosse nada demais. Afinal, para ela estava claro como cristal que isso ocorreria. Escuta uma batida na porta, e ao dizer a pessoa que estava do outro lado que entrasse, percebe seu assistente pessoal, Brett, carregando Bacon entre os braços, que tinha a língua para fora e olhava curiosamente a ela. Um grande sorriso se forma em seus lábios ao ver que seu cachorro já estava apropriadamente vestido, com sua pequena gravata borboleta preta. "Ele está lindo." Sua noiva havia comprado roupas para os filhotes, alegando que deveriam fazer parte da cerimônia. E mesmo tentando protestar, pois como sempre todos pareciam ter se esquecido de sua alergia a gatos, afirmando que somente Bacon poderia ser convidado, Elphaba estaria na cerimônia sentada em sua própria cadeira ao lado de Beth na primeira fileira, yay! Mas, admitiria a si mesma, estava tão feliz que até a gata era bem-vinda em seu casamento.

O assistente dá alguns passos à frente, se direcionando a loira, entregando-a o bulldog. "Ele realmente ficou lindo, a senhorita Rachel deu banho nele e escovou todo seu pelo." Explica, ele mesmo ajudara a cantora em sua tarefa, querendo que ela se distraísse. Mesmo sendo contratado para somente atender as ordens de Quinn, era inevitável que trabalhasse como um segundo assistente da cantora, e não se importava, gostava de trabalhar com elas. "E me disse que era para trazê-lo e deixá-lo com a senhorita, pois chegou à vez dela vestir Elphaba e Tony estava atrapalhando. E que também não o deixasse sair, porque ele pode se sujar."

"O nome dele é Bacon, você sabe disso, Brett." Alguns minutos com a prestes a ser senhora Fabray, e seu assistente começava a chamar Bacon pelo nome errado. Dissimula um sorriso, as únicas permitidas a chamá-lo por esse estúpido nome são sua mulher e Beth, mas jamais admitiria isso. Pressiona o nariz contra o topo da cabeça de seu cachorro, cheirando-o. Tem certeza que jamais estivera tão cheiroso e limpo. Desde que se mudaram a mansão delas, há cinco meses, Rachel e ela começaram a se alternar para darem ao menos dois banhos por semana em Bacon, já que ele sempre conseguia se sujar com algo em questão de minutos, geralmente com comida ou na grama. Descobriram que ele adora rolar pela grama, e correr pela pequena floresta que cerca a casa. Após a mudança, seu cachorro se transformara em um ser menos preguiçoso, até perdera um quilo nos últimos quatro meses. O que em sua opinião era excelente. "E, por favor, diga a minha mulher que Bacon jamais poderia atrapalhá-la, só queria um pouco de atenção e amor." O defende, apertando-o contra seu corpo. Sempre defenderia seu cachorro, ainda mais quando Elphaba estivesse envolvida, sabe que essa gata fazia de tudo para provocá-lo. Correção, para provocá-los. Inconscientemente, coça seu nariz com o dorso da mão. A única vez que Elphaba fizera o que mandara, mantendo a paz entre eles, fora no dia em que pedira Rachel em casamento, no dia seguinte, tudo voltara a ser como antes, ou até pior.

O rapaz faz uma careta, deveria saber melhor, a primeira coisa que aprendera era que deveria dizer um nome perto de Rachel e outro nome perto de Quinn. Ajeita sua postura. "Sim, senhora. Devo dizê-la algo mais?"

Queria perguntá-lo tantas coisas sobre Rachel, não aguentaria esperar quatro horas para vê-la, precisava de qualquer informação sobre sua noiva. Alterna o olhar entre seu pai, que continuava parado à sua frente, oferecendo-a um sorriso, como se soubesse o que se passava por sua cabeça, e seu assistente, que a olhava expectante. Coça a nuca, sentindo o nervosismo voltar a crescer dentro de si. "Como a Rach está?" Pergunta, tentando dizer em um calmo tom de voz, como se não tivesse importância, mas falhando miseravelmente.

Como se já esperasse aquela pergunta, Brett responde rapidamente. "Desde as seis da manhã, Kurt, Marley, a organizadora assistente e eu estamos no quarto dela, repassando cada detalhe da cerimônia e recepção. Ela já ensaiou os votos matrimoniais ao menos oito vezes, e nada do que tentamos, nem mesmo tentando convencê-la a assistir Funny Girl funcionou para que ela se distraísse. A futura senhora Fabray está determinada a ter um casamento perfeito e ansiosa para encontrá-la no altar." Termina, dando um sorriso simpático.

Assentindo com a cabeça, portando uma expressão pensativa, Quinn desvia o olhar ao seu anel de noivado, que combinava perfeitamente com o de sua noiva, mesmo sendo o seu oposto. Era um menor, mais discreto, feito com ouro branco, coberto com pequenos diamantes e com um diamante de dois quilates no centro. Mas perfeito, perfeito a ela. Uma semana após o seu pedido, Rachel a surpreendera dizendo que ela também precisava de um anel, entregando-a este durante um jantar romântico feito pela morena. Fora um dos momentos mais especiais de sua vida, um momento em que Rachel agira com tanta naturalidade, demonstrando toda a confiança que havia adquirido. Umedece os lábios, observando o brilho do diamante, distraidamente. Logo, somente mais algumas horas, e encontraria o amor de sua vida no altar, trocando as alianças que simbolizaria o para sempre delas.

X

"Eu preciso de um talher para essa mesa! Cadê o talher que falta dessa mesa?" Leroy grita com todos que estavam por perto, gesticulando a mencionada mesa, como se fosse algo do mais ofensivo. Ao escutar uma rápida conversa via rádio entre dois organizadores, leva uma mão ao bluetooh – fone de ouvido – em sua orelha direita, pressionando o aparelho contra esta, tentando entender o que diziam.

"Quem é o encarregado das flores?" Pergunta Judy, em seguida, aumentando o tom de voz para que pudesse ser ouvida desde seu lugar no final da tenda. Não espera uma resposta, continuando. "A flor dessa mesa não é igual a que está nas outras, e certamente não é a flor que trouxemos desde a Holanda!" Termina, olhando diretamente a um ajudante que se aproximava, indicando com dois dedos a flor branca. Não fazia ideia de como alguém pudera confundir uma gardênia com uma tulipa. Haviam repassado diversas vezes com a equipe encarregada da decoração da festa que as flores sobre as mesas seriam as tulipas brancas. Na verdade, não fazia ideia do que uma gardênia estava fazendo ali, já que esse tipo de flor não faria parte da recepção, e sim, da cerimônia.

Dizer que Leroy e Judy estavam nervosos seria eufemismo. Um grande. Desde que começaram a planejar o maior sonho de suas vidas, o casamento de suas filhas, contrataram toda uma empresa de decoração, reunindo-se com a organizadora - chefe ao menos duas vezes por mês antes mesmo de terem um noivado. Lógico que quando Quinn finalmente pedira Rachel em casamento, o número dessas reuniões aumentara a um número exagerado, e muitas vezes fizeram o trabalho que ela deveria fazer, cuidaram mais da organização desse casamento do que a própria organizadora, não que fossem reclamar disso. Jamais. Judy chegara a passar três meses em NYC, na mansão dos Berry, organizando uma degustação de pratos e bolos, testando possíveis chefes e confeiteiros candidatos ao exclusivo trabalho na festa do casamento, assim como marcas de champanhe e outras bebidas, alem de aprovar e desaprovar desenhos de vestidos feitos por uma famosa estilista amiga de Leroy, afinal o casamento do século não poderia ter algo que não fosse considerado perfeito. E em diversas situações foram confundidos com os noivos, já que todas as decisões eram tomadas por eles, o que fora motivo de suas risadas por semanas, e a certo ponto realmente deixaram os empregados de qualquer lugar que estivessem visitando, acreditarem que iriam se casar, só para se divertirem com a situação. Conforme a data se aproximara, os dois passaram a não ter tempo nem para dormir, e se mudaram a mansão dos Hamptons faltando um mês para a cerimônia, recebendo alguns itens da decoração que chegavam com antecedência, e acompanhando de perto as obras que Leroy mandara fazer, como mudar todo o desenho do jardim, onde a cerimônia seria realizada.

E hoje, depois de sentirem como se esperassem uma década, finalmente o dia tão aguardado chegara. Que todas as forças maiores do universo os ajudassem, ou acabariam morrendo antes de suas filhas trocarem alianças. "Pegue essa flor e tire-a da minha frente antes que eu perca minha paciência." Diz Judy ao ajudante, entregando o vaso de cristal com a ofensiva gardênia, batendo-o contra seu peito. "E chame sua supervisora, eu preciso falar com ela o mais rápido possível." Não aceitaria erros naquele dia, por menores que fossem. O jovem assente com a cabeça, e rapidamente dá meia volta, saindo da tenda. A loira mais velha leva as mãos a suas têmporas, massageando-as, antes de olhar ao seu redor, atentamente.

Uma grande e luxuosa estrutura de ferro branco havia sido construída para a recepção do casamento, coberta com tecidos de seda na cor creme claro e escuro, que mais parecia um dourado, as cores de toda a decoração da cerimônia, a grama havia sido coberta por um piso sintético claro, cinquenta mesas com cinco lugares estavam perfeitamente aglomeradas pelo grande espaço, a mesa principal – onde as noivas, seus familiares e padrinhos ficariam – estava no meio do local, estrategicamente colocada de modo que tivessem vista de tudo ao redor, próxima à pista de dança e ao palco que havia sido construído para a orquestra e o cantor, que tocariam clássicos como Dean Martin, Frank Sinatra, Elvis Presley, Rosemary Clooney e obviamente Barbra Streisand, entre outros. Fora Rachel quem decidira as músicas do casamento, fazendo uma enorme playlist em ordem numérica, alegando que a banda deveria segui-la corretamente. Desvia o olhar ao seu amigo, que assim como ela, parecia começar a perder a paciência.

"Minha querida sagrada, Cher, eu sou um advogado e consigo fazer o trabalho melhor do que vocês." Declara Leroy, verificando um por um dos talheres sobre a mesa. Uma assistente rapidamente se aproxima dele com um garfo em mãos e tirando-o dela, levanta a altura de seus olhos, inspecionando-o com enorme atenção. Franze o cenho, negando com a cabeça, em um gesto exagerado, completamente indignado. Alcança por um garfo sobre a mesa, segurando cada talher em uma mão, colocando ambos em frente à garota. "Esse é um garfo polido, esse não é." Levanta cada mão com os garfos, comparando-os, em seguida os joga sobre a mesa, assustando a moça. "Vocês querem que eu entre nessa cozinha e lustre os talheres também? Não pense por um segundo que hesitarei em fazê-lo, estou pagando pelo melhor serviço que se há em NYC, mas até agora não estou vendo nada de bom nele." Incompetentes. Passa uma mão por seu cabelo, bagunçando alguns fios. Jamais se estressara tanto em sua vida, nem um processo envolvendo algum funcionário do estado lhe trazia a metade do estresse que estava sentindo. Temia ter um ataque cardíaco a qualquer momento. Escuta as ordens via rádio da organizadora - chefe, que pedia a uma equipe para que controlasse a área A, se referindo ao jardim da cerimônia. Aperta o bluetooh contra seu ouvido. "O que está acontecendo, Grace?" Pergunta, chamando a atenção de Judy, que com grandes passos se aproxima dele, olhando-o curiosamente. "Não me diga que há algo errado com a decoração?" Não recebe resposta, e começa a se preocupar. Ou enfartar, se a dor em seu peito esquerdo fosse uma indicação. Oh, meu Deus, iria morrer, iria morrer. Olha ao seu relógio de pulso, iria morrer quando faltava apenas quatro horas e cinco minutos para a realização de seu sonho. "Grace, eu exijo saber o que está acontecendo!" Aumenta o tom de voz, não estava sofrendo um enfarto, não mesmo, não perderia o casamento de sua filha e não deixaria nada dar errado. Respira fundo, seus nervos não levariam o melhor de si, em menos de uma hora tudo deveria estar em seu devido lugar, assim Judy e ele poderiam começar a se arrumarem, afinal levariam suas filhas ao altar. "Grace!"

"Leroy, acalma-se." Diz Judy, não soando nada calma. Muitos diriam – seus próprios esposos, por exemplo – que estavam agindo de maneira exagerada, até obsessiva sobre o casamento e a decoração, mas ninguém parecia entender que como os pais e responsáveis por toda a organização, queriam que tudo saísse perfeito, que fosse a cerimônia dos sonhos de Quinn e Rachel, queriam agradá-las, fazê-las se sentirem especiais. E sim, talvez, tivesse um pouco a ver com ser o maior sonho deles e quisessem celebrá-lo com grande estilo, quem poderia culpá-los, era o casamento de suas filhas! "Vamos verificar a decoração do jardim." Sugere, como se já não tivessem feito isso diversas vezes. Ainda de madrugada, antes mesmo de todos os funcionários da empresa de decoração chegar à mansão, já estavam no jardim, prontos para monitorar todo o serviço. E desde então, já perdera a conta de quantas vezes andaram de um lado ao outro, verificando cada detalhe possível.

O advogado solta o ar dramaticamente, tentando se controlar. Seria difícil sobreviver aquele dia, oh sagrada Cher, lhe dê forças para continuar. "Ok, vamos fazer isso agora." Retira o bluetooh de sua orelha, segurando-o entre os dedos, lançando sério olhar à assistente que continuava parada ao seu lado. "Eu vou sair e ao voltar espero que todos os talheres estejam devidamente polidos." Afirma em um tom ameaçador. Era o casamento de sua estrelinha e tudo deveria brilhar. Ao pensar que logo esse espaço estaria ocupado por mais de duzentos convidados, celebrando a união do casal mais perfeito que já existiu, dá um sorriso, mudando completamente sua expressão a uma entusiasmada. Nada se comparava ao brilho de Rachel, mas faria com que o brilho de sua decoração fosse um digno, afinal sua filha merecia tudo do melhor, e o teria. "Vamos lá pessoal, temos um casamento em quatro horas."

X

Passando uma mão por seu robe longo de cetim dourado, alisando ao tecido, observa sua imagem refletida no espelho. Seu cabelo castanho escuro caía perfeitamente pelos ombros com grandes cachos, que chegavam abaixo de seus seios, cachos que deveriam ser retocados quando a equipe de cabeleireiros chegasse, já que este fora seu penteado no dia anterior para uma pequena sessão de fotos que fizera ao álbum de casamento e também seria o penteado que usaria para a cerimônia, em seu rosto havia uma leve maquiagem, que fora feita por ela mesma para esconder as olheiras, em seus olhos havia um brilho difícil de ignorar, assim como o sorriso no canto de seus lábios. Sentia-se bem, mesmo que estivesse preocupada e ansiosa, gostava da imagem refletida. Esta demonstrava uma mulher feliz, apaixonada. Completa.

"Você está nervosa?" Pergunta Hiram, posicionando-se ao lado de sua filha em frente ao espelho, oferecendo-a uma taça com suco de laranja.

Desviando a atenção ao seu pai, Rachel dá um pequeno sorriso, alcançando pela taça de cristal oferecida, apertando-a contra a palma de sua mão direita, distraidamente. Gostaria de dizê-lo que não sentia nervosismo algum, que estava calma, mas seria uma grande mentira. As olheiras cuidadosamente escondidas pela maquiagem eram prova disso. Jamais sentira tanto nervosismo em sua vida. Passara a maior parte da noite em claro, pensando sobre o que ocorreria dentro de algumas horas, checando mentalmente todos os detalhes da cerimônia e recepção, fazendo uma lista do que deveria pedir a Marley para verificar assim que amanhecesse, repassando seus votos, escritos uma semana após ficarem noivas, controlando-se ao máximo para não ir ao quarto de Quinn e dormir ao seu lado. Sempre era difícil conciliar o sono quando não tinha Quinn por perto, sentia como se houvesse um imenso vazio na cama, mesmo que metade desta fora ocupada por seus filhotes, que a ajudaram a se controlar, mantendo-a em seu lugar no meio do colchão, dormindo sobre ela. O que era normal entre eles. Elphaba dormira sobre sua barriga, como se fosse bem mais confortável que o colchão da cama king size, enquanto Tony dormira com a cabeça abaixo de seu pescoço, babando nela a noite toda, mas, bem, era grata por ter a companhia deles, pelos menos assim quando conseguira dormir já de madrugada, não se sentira tão sozinha. "Sim." Dá um gole em seu suco, sentindo a garganta seca.

"Você sabe que não precisa, não é mesmo? Tudo vai ocorrer bem." Diz, dando meia volta, encaminhando-se a mesa de centro, onde havia depositado a bandeja com café da manhã, alcançando por um croissant. Depois que seu marido o pedira de maneira nada educada para fazer algo e não ficar sentado em frente à televisão; decidira preparar um café da manha a sua filha, surpreendendo aos empregados ao entrar na cozinha e começar a fazer alguns de seus pratos preferidos. Ao subir a suíte de Rachel, pedira licença a todos os presentes, declarando para que somente Kurt pudesse escutá-lo, que daria um jeito de distraí-la. "Seu pai e futura sogra jamais deixariam que algo de errado acontecesse hoje... E há um batalhão de empregados lá fora trabalhando para que tudo ocorra de maneira perfeita, assim que não há com o que se preocupar." Seu marido se certificara de contratar toda a empresa de organização, com mais de cem empregados, ainda contratara três chefes de cozinha, sendo um confeiteiro e um chefe especializado em comida vegan, com a equipe completa de ajudantes e garçons, três bartenders com diversos garçons do bar, seis manobristas, além dos empregados da mansão, que ajudariam no que fosse preciso.

"Eu sei... Mas, não posso evitar temer que algo de errado aconteça." Como e se sua voz falhar na hora de dizer sim?! Ou pior, e se desmaiar?! Oh, Barbra, por favor, não. Não poderia passar por isso, não no dia mais importante de toda sua vida. Durante os últimos meses, em qualquer tempo livre que tivera, o passara fazendo o possível para participar do planejamento de seu próprio casamento, dando sua opinião no que fora decidido – sem seu consentimento – e no que faltava a ser, já que seu pai e sogra organizaram quase tudo antes mesmo de ficarem noivas. E embora sendo difícil aceitar que o dia mais importante de sua vida começara ser planejado sem ela, ao ver as ideias que tinham, concordara com tudo o que fora mostrado, mesmo que o tamanho da festa fora algo que a assustara no início, afinal Quinn e ela queriam algo discreto, sempre discreto, mas ao ver a felicidade de seus pais e os desenhos da festa e toda sua decoração, fora impossível dizer não. Cada detalhe havia sido escolhido perfeitamente a elas, à suas personalidades, era realmente o casamento de Quinn e Rachel, e não havia dúvidas que ninguém poderia ter feito um trabalho melhor do que Leroy e Judy. Assim que realmente não poderia ter sua voz falhando ou uma queda de pressão naquele dia. Nada poderia dar errado, absolutamente nada. O amor de sua vida estaria esperando por ela, para se tornarem esposas, para começarem um futuro juntas, fazendo todos seus sonhos se tornarem realidade, e ela deveria encontrá-la. E a encontraria, assente com a cabeça a si mesma, se tornaria na senhora Fabray, e passaria o resto de sua vida ao lado de Quinn. "Meu pai está deixando os organizadores trabalharem em paz?" Pergunta, olhando curiosamente a Hiram, enquanto se aproxima dele, posicionando-se próxima a uma janela de vidro, evitando desviar o olhar a esta.

"Bem... Houve algumas reclamações de Grace, mas tudo foi resolvido." Pobre organizadora, o que ela passara nos últimos meses com Leroy e Judy não fora nada fácil. Ambos estavam completamente fora de si, e a pobre mulher tivera que aguentar ligações fora de hora, visitas surpresas ao seu escritório, ameaças com possíveis processos a ela e a sua empresa, havia toda uma lista. Lista que de acordo com Grace, havia aumentado desde que chegaram à mansão nesta madrugada. E mesmo conversando com seu marido, pedindo-o para que se comportasse de maneira mais amigável, Leroy simplesmente respondera para que cuidasse de seus próprios assuntos, e que o deixasse fazer seu trabalho em paz, agindo como se realmente fosse o trabalho dele organizar o casamento. Senta-se em uma das poltronas da área de estar da suíte, cruzando as pernas. "Não se preocupe com nada, minha filha, está tudo sob controle. Agora, me diga como se sente em saber que daqui a pouco será uma mulher casada?" Soa descontraído, dando um sorriso de lado. Como qualquer pai no dia do casamento de sua única filha, era difícil ver o seu bem mais precioso, sua pequena, se entregando a outra pessoa, pertencendo à outra família, mas não poderia estar mais feliz ao saber que Rachel estaria se entregando a uma pessoa que confiava plenamente, a uma mulher que já demonstrara diversas vezes a ele e seu marido como amava a filha deles, se tornando em uma Fabray, uma família com pessoas maravilhosas, que se tornara em uma extensão da família Berry. Era isso o que sempre desejara a sua pequena, uma vida repleta de amor e felicidade com Rachel se permitindo a senti-los, e uma incrível sensação de orgulho o invadia ao saber que ela finalmente havia encontrado-os.

"Completa." Responde sem hesitar. Nada se compararia a aquela incrível sensação de saber que dentro de pouco estaria unida a Quinn da maneira mais íntima que se pode haver entre um casal. Nem mesmo quando ganhara seu tão sonhado Tony sentira algo assim. Ok, quando fora anunciada como a grande vencedora da noite, sentira algo parecido. Se sentira profissionalmente completa, como se finalmente estivesse no lugar que sempre estivera destinada a estar. Ganhadora do maior prêmio da Broadway, com uma peça de sucesso, sendo reconhecida tanto por sua atuação como sua voz, principalmente após o trailer de seu filme Wicked ser lançado, filme que estrearia dentro de alguns meses com grandes expectativas, tinha a carreira que sempre desejara; uma invejável. Mas, o mais importante era quem tinha ao seu lado. Aquela que a completava, tanto pessoalmente como profissionalmente. Profissionalmente, porque desde que ganhara seu Tony, a atriz e ela passaram a ser o casal mais famoso entre os dois mundos, Hollywood e Broadway, aumentando a fama do apelido casal dourado, e apesar de ter feito um nome para si, assim como sua noiva, era inevitável que suas carreiras estivessem ligadas. E mesmo recebendo diversos convites para gravarem algum filme juntas, as duas se recusavam, decididas a preservarem a imagem do casal, só se reuniriam em frente às câmeras quando realmente fosse importante. E pessoalmente, bem, não havia dúvidas que Quinn fora feita para ela, que era a pessoa que sempre sonhara em ter em sua vida, que sempre necessitara. Em Quinn encontrara uma parte de si mesma. Sua outra metade. Sorri distraída, sentindo um entusiasmo crescer dentro de si. Estava mais do que pronta para se entregar ao amor de sua vida, tornando-se oficialmente em sua mulher. "Você sabe algo sobre a Q?" Não sabia nada sobre sua noiva desde o jantar, ao serem informadas que dormiriam em quartos e andares diferentes. E mesmo odiando não passar a noite ao lado da loira, seu pai e Judy tinham razão, seria melhor para ambas passarem a última noite de solteiras separadas, um necessário tempo a sós, cada uma com seus pensamentos e ansiedade, preparando-se ao grande dia. Mas, agora que amanhecera, sentia essa necessidade de ver Quinn, e não conseguiria nem queria esperar até a cerimônia. Necessitava vê-la nem que seja por alguns minutos, queria se certificar que estava tudo bem, deixá-la saber que a amava e que mal podia esperar para usar sua aliança. Simplesmente queria vê-la.

"Russel me disse que Judy a proibiu de sair do quarto antes da cerimônia." Declara Hiram, ao sentir seu celular vibrar no bolso da calça do terno, alcança por este, percebendo que era uma mensagem de texto. Abre o aplicativo, franzindo o cenho ao lê-la, concentrado.

Rachel sorri ao pensar em sua namorada, que provavelmente havia protestado sobre não poder sair do quarto. Seu pai Leroy havia lhe dito a mesma coisa, não que ela pretendesse sair, afinal uma equipe de maquiadores e cabeleireiros chegaria em breve para arrumá-la, e ainda havia tanto a se fazer, detalhes a repassar, como seus votos matrimoniais, pedir a Marley para verificar mais uma vez as ordens dos assentos da cerimônia e recepção, quem estaria sentado ao lado de quem, se deveria mudar alguém de assento, se a mulher que tocaria a harpa na entrada do casamento já havia chegado, se as gardênias que seriam entregues as convidadas foram contadas corretamente... Enfim, havia tanta coisa a se fazer, e tudo o que queria no momento era encontrar sua noiva. Realmente precisava vê-la. Dá um grande gole em seu suco de laranja, iria encontrá-la, assim que ficasse sozinha iria até o quarto de Quinn. Chega de seguir as ordens de seus pais, de seguir as tradições, queria ver sua futura esposa, necessitava vê-la e o faria. Olha de lado a seu pai, desejado que ele fosse a outro lugar e lhe desse a oportunidade de sair escondida rapidamente, percebendo como levantava o olhar de seu celular, olhando-a hesitante.

"Shelby acaba de me mandar uma mensagem..." Diz lentamente, mantendo uma expressão neutra, mesmo que os seus olhos revelassem a hesitação em comentar sobre o assunto. Há algum tempo, sua antiga namorada revelara que se manteria pessoalmente afastada, que não havia espaço para ela na vida da filha e que jamais conseguiria uma aproximação amigável, respeitaria o espaço e desejos de Rachel, deixando-a guiar a situação, estaria presente quando a cantora assim o quisesse, mantendo uma comunicação através de emails e acompanhando sobre sua vida com o que Hiram estivesse disposto a lhe contar e pela mídia. Sentia por Shelby, por ter que viver assim, mas entendera que era para o melhor. O melhor para a filha deles, que jamais conseguiria relaxar, se sentir segura ao lado da mãe, não importa como mudara, Rachel nunca confiaria em Shelby. E respeitava o comportamento e decisão de sua filha ao manter Shelby como uma conhecida distante, afinal só demonstrava a força de sua pequena, lidando com o assunto da melhor maneira. Abaixa o olhar ao carpete creme, observando como Elphaba deitada neste, lambia uma de suas patas preguiçosamente. Solta um suspiro, continuando. "Ela quer saber como você está."

Franze o cenho sutilmente, surpresa. Não esperava essa atitude de Shelby. Durante meses considerara se deveria convidá-la ou não, conversando com sua noiva sobre a questão, sabia que a advogada gostaria de estar presente em seu casamento, já que desde que soubera que estava noiva mandara diversos emails curiosa sobre o planejamento da cerimônia. E faltando apenas um mês ao casamento, decidira que a deixaria participar do dia mais importante de sua vida, Shelby pelo último ano permanecera fiel a sua palavra, presente através de seus emails, tentando conhecê-la e a deixando saber que estava lá para ela quando quisesse e fosse preciso, e mesmo que fosse por um simples email sempre estaria ao seu lado, assim que pedira a um assistente da empresa de organização para entregar o convite ao seu apartamento. Mesmo tendo inúmeros motivos para não desejar sua presença no casamento, houve essa pequena parte dentro de si, esse sentimento que a fizera convidá-la, queria dar a sua mãe a chance de lhe ver caminhar ao altar e começar uma nova vida, acompanhando um dos momentos mais felizes de sua vida. O único em que permitiria tal aproximação, a convidara pela Rachel que uma vez fora, uma ingênua que sempre sonhara com a presença de sua mãe, e pela amiga que Shelby tentava ser, uma que não desejava em sua vida, não estava disposta a lhe oferecer nada, não havia o que oferecer a não ser pequenos momentos com conversas educadas, tratando-a como sua conhecida e nada mais, uma conhecida que estaria em seu casamento. E enfrentaria a situação como na última vez em que a vira, no dia de sua indicação ao Tony, mesmo ainda com todas as cicatrizes, com todo o desconforto, poderia olhar aos olhos de Shelby e manter uma rápida conversa. "Diga a ela que estou bem." Responde, dando um minúsculo sorriso. Nada nem ninguém poderiam acabar com sua felicidade naquele dia.

Hiram se levanta de seu assento, jogando o guardanapo de pano bege que usara sobre a bandeja na mesa de centro. Dá alguns passos à frente, se aproximando da cantora, olhando sobre sua cabeça a movimentação no jardim. "Estou orgulhoso de você, Rachel." Comenta, com uma expressão pensativa, observando os diversos empregados de camisa preta com o logotipo da empresa contratada por Leroy, carregando vasos de flores e tecidos brancos que cobririam as mesas da recepção, se encaminhando ao outro extremo do jardim, provavelmente direcionando-se a tenda construída para a festa. Volta o olhar a sua filha. "Por tanto tempo pensei que se você tivesse um relacionamento com Shelby, que se tivessem algum tipo de amizade, ambas seriam mais felizes e até poderiam conseguir ser mãe e filha um dia, não se esquecendo dos problemas do passado, mas seguindo em frente juntas. E sinto muito por ter insistido nisso durante tanto tempo, por ter tentado forçar algo entre vocês, por Shelby e eu termos forçado a presença dela em sua vida, eu só queria o seu bem e na época realmente pensava que estava fazendo o que era melhor para você, para as duas. E hoje vejo como estava errado, Shelby não seria a solução de seus problemas, talvez ajudasse na maioria deles, mas a presença dela sempre foi e ainda é a causa de seu desconforto, de uma dor que nunca sanará completamente." Coloca as mãos nos bolsos de sua calça preta, olhando-a seriamente. "E mesmo assim você fez algo quê nenhum de nós esperávamos, você a convidou ao seu casamento, permitindo que participasse de um dos dias mais importantes e felizes de sua vida. Foi um bonito gesto, e pode ter certeza que Shelby não poderia estar mais agradecida por isso." Ainda na mensagem que recebera, sua sócia dizia que estava contente por simplesmente estar presente no casamento de sua filha, e que não forçaria interações com ela, manteria uma distância para que Rachel pudesse aproveitar ao máximo o seu dia, feliz por acompanhar esse momento, que era muito mais do que esperara. Na verdade, fora muito mais do que todos esperaram, fora uma surpresa a todos ao saber que Rachel decidira convidar Shelby ao casamento, e os únicos que ficaram realmente contentes por isso fora a advogada e ele, que se sentira orgulhoso de sua filha ao ter esta atitude. Uma atitude nobre, prova de toda a coragem de Rachel.

A morena assente com a cabeça, não sabendo muito bem o que dizer. Dá um grande gole em seu suco, desejando somente por um segundo que fosse algo mais forte. Não queria escutar sobre Shelby, a convidara a seu casamento, a veria dentro de algumas horas, teria uma simples conversa com ela, assim como teria com todos os convidados e era isso.

Sentindo a mudança no comportamento de sua filha, desvia o olhar sobre sua cabeça, observando como seu marido posicionado no meio do jardim, parecia gritar com alguns organizadores ao seu redor, movendo a cabeça e braços exageradamente, gesticulando alguma coisa ao outro lado. Mal via à hora desse casamento passar e poder recuperar seu verdadeiro marido e essa versão obcecada se tornar apenas uma memória. Olha a Rachel, não querendo aborrecê-la rapidamente muda de assunto. "Seu pai vai acabar tendo um ataque cardíaco se esse casamento não começar logo." A oferece um sorriso divertido. "A única vez que o vi tão preocupado e ao mesmo tempo tão entusiasmado com algo, foi no dia em que você nasceu. Eu pensei que uma das enfermeiras teria que sedá-lo, ele parecia estar preparado para agredir o obstetra se você não nascesse logo, como se o médico tivesse culpa por sua demora. E então, após onze horas aguentando Leroy gritar com toda a equipe médica e ameaçando processar cada um deles e ao hospital, você nasceu. E ao escutar seu choro, vê-la pela primeira vez foi o momento mais emocionante de nossas vidas." Abaixa o olhar a seus sapatos, distraidamente, enquanto relembrava o melhor dia de sua vida. Ao ver seu bebê, sua pequena naquela sala de parto, jamais imaginara que poderia amar tanto uma pessoa que mal conhecia, fora como se naquele momento toda sua vida passara a fazer sentido e sabia que o mesmo ocorrera com Leroy. Ambos se transformaram no momento em que colocaram os olhos em Rachel, o que uma vez parecera importante não era nada comparado a aquela pequena pessoa que roubara seus corações para nunca mais devolvê-los, ela passara a ser a prioridade dos dois, passara a significar tudo para eles. "Você é o melhor que nos aconteceu, Rachel. Não há palavras para descrever o imenso amor e orgulho que sentimos por tê-la como nossa filha, é o que temos de mais precioso e faríamos qualquer coisa por você." Retira as mãos dos bolsos da calça, se aproximando ainda mais de sua filha, ignora a emoção que os olhos castanhos demonstravam, colocando os braços ao redor do pequeno corpo e depositando o queixo sobre sua cabeça. "Pegue o comportamento de Leroy nos últimos meses como exemplo, ele simplesmente enlouqueceu desde o momento em que você revelou que estava noiva, se transformando nesse maníaco por controle, querendo que tudo ocorra perfeitamente neste dia tão especial. Quando o assunto é você, minha filha, não há limites, jamais mediremos esforços, seu pai e eu faremos o que julgarmos ser o melhor. Mesmo que muitas vezes possamos errar, afinal não há pais perfeitos, não é mesmo, não vamos deixar de tentar, Rach por você faremos qualquer coisa não importa o que seja. Sempre estaremos ao seu lado, mesmo que você não queira ou precise, sempre cuidaremos de você. Você é a nossa pequena estrela e isso nunca vai mudar, não importa quanto você cresça." Murmura, terminando emocionado.

"Eu te amo, pai." Diz, pressionando sua face esquerda contra o peito do mais velho, escondendo as lágrimas que escorriam sem sua permissão. Mesmo com todo drama envolvendo seu nascimento e sua infância, mesmo por tanto tempo desejando que tivesse seus dois pais e mãe, jamais se arrependeria de ter sido criada somente pelos dois. Tivera a sorte de ter um incrível pai biológico que não hesitara em pegar sua guarda, cuidando dela desde o momento em que nascera como se fosse uma verdadeira princesa, dando tudo o que o dinheiro poderia comprar, jamais deixando faltar nada, mas principalmente lhe dera amor, algo que dinheiro algum poderia comprar, lhe dera a chance de crescer em um ambiente cheio de amor com uma família de verdade, com um papai que sempre a fizera se sentir especial. Graças a Hiram, tivera a imensa sorte de ter em sua vida um homem que não hesitara em cuidar dela como sua própria filha, alguém que não tinha obrigações nenhuma com ela, que tinha todos os motivos para sair da vida de seu pai e consecutivamente da dela quando descobrira sobre a gravidez de Shelby, e mesmo assim, decidira ficar, ficara ao lado de Hiram acompanhando cada fase da gravidez e ao nascer, estava na sala de parto tirando fotos de sua filha. Este homem durante toda sua vida fora seu pai duas vezes, alguém que sempre assumia o papel que fosse preciso, como agora onde podia escutar vagamente seus gritos com a equipe, assumindo o papel de organizador de seu casamento. Dá um pequeno sorriso, soltando algumas lágrimas, antes suas memórias sobre sua infância eram acompanhadas por uma grande dor, deixara às mágoas arruinarem algo tão bonito como os momentos bons que passara ao lado de seus pais. E não importa o que aconteça, jamais deixaria estas memórias serem arruinadas novamente, iria apreciá-las para sempre. Tinha os melhores pais do mundo, e sentia por todo o tempo em que não se expressara e demonstrara a eles como os amava, como era grata a eles por sempre acreditarem nela, por tudo o que fizeram, mas principalmente por tê-la como filha, por nunca abandoná-la, por nunca desistirem dela. "Eu amo vocês. Vocês são os melhores pais do mundo, e devo tudo o que tenho a você e ao papai. Obrigado por tudo, por tudo mesmo, pai, e sinto muito por não ter demonstrado o que sentia a vocês por tanto tempo, por ter deixado que acabássemos nos afastando, isso nunca vai acontecer outra vez. Eu sempre vou estar aqui para vocês, como vocês sempre estiveram aqui por mim." Declara com a voz entrecortada, chorando silenciosamente, apertando seus braços contra as costas do advogado.

Engolindo em seco, Hiram deposita um beijo sobre a cabeça de sua pequena, tentando controlar as lágrimas que ameaçavam escorrer. "Eu também te amo, minha Barbra. Tudo o que fizemos é por amor a você, e não vamos mais falar do passado, ok?! O importante é o agora." Volta a depositar um beijo sobre sua cabeça, antes de se afastar e perceber as lágrimas que escorriam em excesso pelo rosto da cantora. "Hey, não chore." Passa o dedo polegar por sua bochecha, limpando uma lágrima. "Rach, por favor, não chore ou seu pai vai brigar comigo." Se Leroy entrasse no quarto agora e descobrisse que sua estrelinha estava chorando, não havia dúvidas que Hiram teria que escutar um imenso monólogo sobre como não se deve aborrecer Rachel hoje, e como Leroy fazia tudo e ele nada, a não ser piorar a situação. Limpa o restante de suas lágrimas, continuando. "É melhor você sorrir, hoje seu dia deve ser repleto de felicidade, afinal é o seu casamento com Quinn."

"Você tem razão..." Funga o nariz, cruzando os braços. Não havia tempo para suas lágrimas, dentro de três horas e alguns longos, longos minutos estaria andando pelo tapete branco em direção ao seu futuro, e antes disso devia fazer algumas coisas, como repassar seus votos mais uma vez, verificar se Kurt guardara cuidadosamente a aliança que pertenceria a Quinn, afinal como seu padrinho era o trabalho dele guardá-la e entregá-la na hora de trocarem as alianças, chamar Grace a sua suíte e repassar alguns detalhes, e o mais importante... Dá um grande sorriso entusiasmado, encontrar Quinn e vê-la pela última vez como sua noiva, como Rachel Berry. Só mais algumas horas e poderiam começar o felizes para sempre delas, pois enquanto tivesse Quinn Fabray ao seu lado, seria feliz, Rachel Fabray estaria completa.

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Ao chegar ao corredor, olha sobre seu ombro direito curiosamente, certificando-se que ninguém havia lhe seguido, dá um pequeno sorriso de lado, voltando à atenção a sua frente. Jamais desobedecera a uma ordem de seus pais desta maneira, mas bem, dizem que há uma primeira vez a tudo, e que melhor primeira vez que no dia de seu casamento?! Seu sorriso se aumenta, e não é como se estivesse fazendo algo realmente errado, só queria ver sua noiva por alguns minutos, com apressados passos atravessa o corredor, chegando à frente a suíte de Quinn.

Timidamente, bate na porta, como se temesse quem pudesse abri-la. Seria melhor a ambas se a atriz estivesse sozinha no quarto, assim não teriam que se explicar. Olha a um dos lados, verificando se nenhum empregado ou familiar estava por perto, ao mesmo tempo em que volta a bater na porta, dessa vez com um pouco mais de força. Escuta passos se aproximarem desde o outro lado, e logo a porta é aberta, revelando o amor de sua vida, que dá um grande sorriso ao vê-la. Não diz nada, rapidamente entrando na suíte, posicionando-se em frente a Quinn, colocando os braços ao redor de seu pescoço e depositando seus lábios sobre os dela, em um apaixonado beijo.

A atriz geme contente, passando os braços ao redor da cintura de sua mulher, trazendo-a para mais perto. Céus; como sentira falta daquilo, era como se acabara de passar um dia todo sem vê-la. Na realidade, fora um pouco mais de dez horas separada de Rachel, mas para ela era a mesma coisa que estar longe um dia todo. Aperta o pequeno corpo contra si, movendo seus lábios com certa sofreguidão. Logo surpreende sua noiva ao levantá-la do chão, dando um passo para trás, retira um dos braços ao redor de sua cintura, cegamente alcançando pela porta, fechando-a com força. Provavelmente haviam recebido as mesmas ordens para ficarem em suas respectivas suítes, e não queria se arriscar a perder aquele precioso momento sendo descobertas por seus pais, que queriam seguir todas as estúpidas tradições possíveis, como se ver Rachel antes do casamento fosse realmente trazer má sorte. Oh, por favor, ver Rachel antes de se casarem era tudo o que necessitava para ter sorte, para não deixar seus nervos ganhar o melhor de si e arruinar algum momento da cerimônia cuidadosamente planejada, como esquecer a aliança ou confundir seus votos. Sentia todos seus nervos se acalmarem naquele instante simplesmente por estar com sua mulher. Solta um rouco gemido ao ter seu lábio inferior mordido, voltando a colocar o braço ao redor do corpo da cantora, sentindo as pernas morenas rodear sua cintura. Tenta evitar ao máximo os pensamentos que ameaçavam cruzar sua mente, pensamentos realmente inapropriados ao momento, afinal não tinham tempo a isso, mas era extremamente difícil com Rachel usando somente um robe. Em seguida seus pensamentos são desviados a esse fato, ao que sua noiva estava usando enquanto atravessara toda a mansão com diversos empregados andando de um lado ao outro, tudo bem que o robe era longo, cobrindo todo seu corpo, mas ainda assim era um robe que ficava incrivelmente sexy em sua mulher. Normalmente, como tudo o que ela usava. E não se sentia nada confortável sabendo que alguém poderia vê-la assim, ou pior, havia lhe visto assim. Inconscientemente, aperta suas mãos contra a pele da cintura morena em um gesto possessivo.

Lentamente, Rachel termina o beijo, transformando-o em um suave toque de lábios. Sorri satisfeita consigo mesma por ter vindo até a sua futura esposa, sentindo metade da ansiedade deixar seu corpo e preenchê-lo com a certeza que tudo ocorreria bem. Enquanto tivesse Quinn ao seu lado, tudo estaria bem. "Olá, meu amor." Murmura sobre os lábios da outra.

Não pode evitar o presunçoso sorriso que se forma em seus lábios, era o amor de Rachel, jamais se acostumaria com essa maravilhosa sensação que sempre sentia ao escutá-la se declarar a ela, na verdade esta aumentava cada vez mais. Era a melhor sensação do mundo. "Olá, esposa." Não se incomoda em acrescentar futura, era pura formalidade mesmo. "Como você está se sentindo neste dia estupendo?" Abaixa sua cabeça, beijando o ombro direito de sua mulher, coberto pelo cetim do roube.

"Agora que estou com você melhor, bem melhor." Inclina a cabeça a um dos lados ao sentir sua noiva subir os lábios por seu ombro e pescoço até chegar ao lóbulo da orelha, mordendo-o levemente. Todo seu corpo se arrepia e faz uma pequena careta. Como sempre Quinn sabia distraí-la melhor do que ninguém, mas era melhor pararem agora, antes que comecem a se deixarem levar. Não havia tempo para isso. "Quinn... É melhor não começarmos algo que não podemos terminar." Diz, ignorando o fato que provavelmente seria melhor sair de sua confortável posição entre os braços da atriz, que a carregava cuidadosamente, percebendo que ao mesmo instante a mais alta cessa suas carícias.

A loira suspira resignada, deitando a testa sobre seu ombro. "Foi uma tortura passar a noite sem você." Mesmo com o álcool em seu sistema, fora difícil dormir, passara grande parte da madrugada virando de um lado ao outro na cama, chegando à conclusão que não importa o quê, Rachel e ela jamais dormiriam separadas novamente. Era uma verdadeira tortura não tê-la ao seu lado, seu corpo parecia não conseguir relaxar.

Leva uma das mãos a cabeça da outra, passando os dedos entre os fios de cabelo loiro distraidamente. "Não vamos dormir separadas nunca mais." Declara como se lesse os pensamentos da atriz, saber que não fora a única que sofrera pela distância entre elas na noite passada, a fazia sentir diversas borboletas em seu estômago. Deposita um rápido beijo sobre a têmpora esquerda de sua namorada, desviando o olhar ao redor da suíte. Ao perceber os óculos de leitura e o iPad colocado em seu suporte sobre a mesa de centro na área de estar, pergunta curiosamente. "O que você estava fazendo antes de eu chegar?"

"Oh... Só estava assistindo alguns vídeos." Responde, ainda com a testa contra o ombro de sua mulher.

Franze o cenho, exageradamente. "Que vídeos?" Enquanto ela estava à beira de um ataque de nervos, sendo comparada ao seu pai Leroy por Kurt, que lhe dissera que estava como o advogado, com uma imensa obsessão por todos os detalhes do casamento, Quinn estava vendo alguns vídeos, faltando um pouco mais que três horas e meia para a cerimônia?!

"Bem..." Se afasta, olhando diretamente aos olhos castanhos, que tinham um brilho desafiante. Sorri, percebendo a expressão da morena, que parecia estar pronta para dar um monólogo sobre o que deveria estar fazendo, e com certeza, ver vídeos não estava na lista. Mas não era como se estivesse assistindo qualquer vídeo, era o seu preferido, um dos momentos que para sempre gostaria de guardar em sua memória. E começara a assisti-lo com a intenção de aliviar um pouco seus nervos, se distrair, coisa que não era mais precisa. Aperta seus braços ao redor da cintura da mais baixa, carregando-a em direção ao sofá. Ao chegar a este, se senta no assento do meio, com a cantora sobre suas pernas. Seu sorriso se transforma em um dócil. "Estava vendo o seu discurso... Você sabe que é um dos meus momentos preferidos, e pensei que poderia me ajudar a distrair." Dá de ombros, como se não fosse grande coisa, mesmo que suas bochechas coradas a delatassem. Ok, talvez, também estivesse vendo o vídeo como uma forma de matar saudades de sua mulher. Mas ninguém poderia culpá-la, não quando passara tanto tempo longe dela e certamente, não quando Rachel jamais estivera tão bonita como na noite da premiação, ela literalmente brilhara. Durante toda a noite houvera esse imenso brilho em seu olhar, um sorriso em seus lábios, uma expressão de pura felicidade, um comportamento tão descontraído, que era impossível não notar o entusiasmo de Rachel por estar presente no Tony Awards, a cantora brilhara por inteiro, fazendo-a ficar ainda mais bonita aos olhos de Quinn, e o sensual vestido longo que usara de cetim branco com o top em detalhes de renda dourado claro, destacando toda sua maravilhosa forma, com certeza só ajudara em sua beleza naquela noite. Vestido que a fizera imaginar como seria o vestido de noiva que Rachel escolhera, a única coisa que sabia sobre este era que teria renda, como a maioria de seus vestidos ocasionais. E tinha certeza que hoje sua mulher estaria mais bonita do que nunca, afinal nada se compararia ao dia do casamento delas.

Se inclina, depositando seus lábios sobre os de Quinn em um pequeno beijo. "Você deveria ter dito isso antes." Diz, divertida. Se afasta, saindo sobre as pernas da outra, sentando-se ao seu lado no sofá. "Vamos vê-lo então..." Jamais perderia a oportunidade de rever aquele momento histórico, um dos melhores de toda sua vida, mesmo que nada tenha saído como planejara.

"Antes de você começar a criar um monólogo para me repreender?" Arqueia uma sobrancelha, sarcástica. Sua noiva tinha essa mania de tirar conclusões precipitadas, que em algumas situações eram até divertidas, e na maioria das vezes, algo frustrante, mas não a teria de outra maneira. Amava escutar até seus imensos monólogos. Desvia a atenção a mesa de centro, alcançando pelo iPad, segurando-o entre as duas mãos, voltando a se encostar no sofá. "Eu pausei no momento em que você começa o discurso." Explica, soando como se o vídeo fosse uma das coisas mais importantes. E era em sua opinião, aquele vídeo representava um dos dias mais felizes de suas vidas, da realização de um dos maiores sonhos de sua mulher. Se sentira tão orgulhosa que até baixara o vídeo completo por um site fã dedicado a cantora, querendo ter aquele momento especial salvo em seus arquivos. E sim, desde então já havia o assistido várias vezes, comentando sobre este com quem demonstrasse interesse, agindo como uma fã adolescente, não que se importasse. Era a maior fã de Rachel mesmo. Desbloqueia a tela do iPad, apertando o play do vídeo.

Deitando a cabeça sobre o ombro da loira, com as pernas cruzadas a um lado no sofá, Rachel observa pela tela do eletrônico a si mesma segurando o seu prêmio como melhor atriz protagonista em um musical. No vídeo, se posiciona em frente ao microfone, declarando com um sorriso nervoso. "Oh minha Barbra... Não posso acreditar que finalmente ganhei. Desde meus cinco anos de idade, venho ensaiando em frente a um espelho o discurso perfeito para o dia em que ganhasse meu primeiro Tony, e agora que aconteceu não consigo lembrar nem como deveria começá-lo." A platéia é filmada, soltando uma pequena gargalhada, logo a câmera volta o foco a ela, que olhava ao prêmio como se temesse que este pudesse desaparecer a qualquer momento, segurando suas lágrimas. Até hoje, meses após a premiação, era difícil de acreditar que realmente ganhara um Tony, era uma sensação inexplicável saber que estava em uma lista de atrizes vencedoras – ao longo dos anos – com nomes como Bernadette Peters, Patti LuPone e Audra Mcdonald – a recordista dos Tonys atualmente, mas não por muito tempo, só mais cinco Tonys e Rachel estaria empatada com ela, logo passando-a, tinha certeza disso.– A imagem do vídeo dá um zoom em sua face, enquanto ela continua, forçando-se a dizer algo. "Mas – hum – gostaria de agradecer a meu incrível diretor William Schuester e a produtora Cassandra July pela oportunidade de interpretar Maria, sempre foi um dos personagens que sonhei em fazer, e graças a vocês posso viver esse sonho todos os dias ao subir naquele palco." Rachel morde o lábio inferior ao mesmo tempo em que há mais uma pausa no vídeo, enquanto sua emocionada versão de meses atrás se debatia com o que dizer. Naquela noite, Will levara o prêmio de melhor diretor e ainda o de melhor musical, fazendo deles a peça mais premiada da noite. O que lhe rendera mais alguns zeros em seu salário e mais trabalho durante alguns meses, como fazer shows em outros estados por semanas e a gravar entrevistas em programas matinais a cada cidade que visitaram. Mas, ao chegar o momento de discutir sobre seus planos ao futuro, o diretor se demonstrara bastante generoso lhe dando como presente a semana livre antes do casamento e dois meses de férias para aproveitar sua vida de casada, antes de voltar e renovarem seu contrato por mais um ano. Seu último ano; havia decidido após uma conversa com Kurt. Era grata por tudo o que a peça lhe dera, a incrível experiência de ser uma protagonista, dando vida a um dos personagens mais conhecidos da Broadway, lhe ajudando a crescer profissionalmente, ainda conseguindo seu tão sonhado Tony, mas era hora de buscar outros desafios, outro personagem. Ou melhor, uma nova protagonista. Fanny Brice. Ainda não havia nada assinado, mas Kurt estava entre reuniões com produtores interessados nela, que queriam um contrato exclusivo por quatro anos, alegando estarem dispostos a esperarem por ela – até que fosse legalmente permitido a cantora assinar o contrato com eles, já que ainda tinha que cumprir seu contrato com West Side Story e só poderia assinar outro dentro de seis meses – a meia temporada usada para contratações e retiradas nas peças – dizendo que Rachel era a perfeita Funny Girl e que a peça seria um verdadeiro sucesso com ela protagonizando-a, peça que só começaria a ser produzida no final do próximo ano, ainda oferecendo-a benefícios como a oportunidade de escolher alguns atores, principalmente quem seria seu co-protagonista, e uma posição como co-produtora. Jamais se imaginara como produtora de algo, mas agora que tinha a chance, se arriscaria. Dentro de alguns meses, assinaria seu contrato de exclusividade com Funny Girl.

Na filmagem, ela olha diretamente a câmera, continuando. "Agradeço aos meus pais, que nunca deixaram de acreditar em mim, sempre me dizendo que enquanto eu sonhasse, poderia fazê-lo, e vocês estavam certos. Pai, papai, eu literalmente não poderia estar aqui sem vocês, obrigado por sempre me apoiarem, por sempre me fazerem sentir especial, como uma verdadeira estrela. Vocês são os melhores pais que uma garota poderia ter. Agradeço a meu melhor amigo e agente, Kurt, por sempre ter trabalhado duro para que pudéssemos chegar aqui. Finalmente, você pode dizer a todos que sua cliente é a ganhadora de um Tony Award. Obrigado por me fazer tomar riscos, me aventurar com suas malucas ideias, ideias que não poderiam ter melhores resultados, esse prêmio sendo um deles, obrigado Kurt por cuidar de mim e minha carreira tão bem... Ok, eu ainda estou tentando lembrar alguma parte do meu discurso, mas meu cérebro nesse momento não está respondendo. Babs, como isso é difícil." Dá para escutar a risada da platéia, enquanto a câmera volta a dar um zoom no rosto da cantora, que sorria nervosa, limpando rapidamente a solitária lágrima que escorria por sua face. Realmente não era justo ter um discurso planejado por anos e quando finalmente chega o momento de usá-lo, não consegue se lembrar de nenhuma frase deste. Ainda sofria por isso, fora uma vergonha. "Esse foi meu sonho por tanto tempo, que é difícil acreditar que finalmente se realizou. Mas, posso escutar a orquestra se preparando para tocar alguma música, então é melhor eu acreditar e começar a dizer algo que faça sentido." Afinal se fosse apenas um sonho noturno, jamais teria uma orquestra atrapalhando seu discurso que entraria para a história como melhor discurso já feito em uma premiação do Tony Awards, não essa pobre tentativa de dizer algo que soasse como um discurso inspirador.

"Houve uma época em que queria tudo, era ambiciosa suficiente para me ver em um futuro como a protagonista de referência da Broadway, a atriz das peças de maior sucesso, com personagens marcantes, a voz de ouro, a maior vencedora do Tony Awards – algo que ainda sonho em ser, na verdade sempre serei ambiciosa o suficiente para desejar ganhar todos os Tonys possíveis. – Eu queria um filme musical, que me levaria a ganhar um Oscar, eu queria CDs solos, que me renderiam Grammys e fãs espalhados por todo o mundo, queria um programa especial na televisão feito somente pra mim, que me daria um Emmy. Sim, eu queria ser a ganhadora de um EGOT, e o queria antes dos meus trinta. Ainda queria ser a minha melhor versão, me transformar em uma pessoa melhor, a preferida de todos, eu queria a carreira invejável e a vida pessoal perfeita, vivendo um grande amor com alguém que me completaria de todas as maneiras, ter a casa dos sonhos com filhos e animais de estimação, uma grande e feliz família. Enfim, queria ser a pessoa que todos os principiantes da Broadway teriam como exemplo, mas eu não poderia ser. Não poderia, pois esses sonhos eram apenas isso, sonhos. Os maiores que tinha, e só de pensar neles morria de medo de fazer algo, de lutar por eles, de me arriscar. Então, deixei meus medos levarem o melhor de mim, me convencendo que jamais chegaria a realizá-los, que não merecia realizá-los. E por isso, quase deixei a grande chance da minha vida passar..." No vídeo, seu olhar cheio de lágrimas procura pelo de Quinn, sentada na primeira fileira ao lado da cadeira reservada a ela. A câmera mostra rapidamente a imagem das duas separadas pelo palco, antes de voltar todo o foco à cantora, que com a voz entrecortada, declara. "Mas ainda havia esse imenso desejo em meu coração, essa vontade de viver meus sonhos, por mais ambiciosos que fossem, e acabei percebendo que se não seguisse meu coração, talvez passasse o resto da minha vida desejando que tivesse seguido-o. E não há nada pior do quê viver perguntando-se como poderia ter sido, é melhor fazer algo e se arrepender do que não fazer nada, portanto me arrisquei e no momento em que comecei a colocar o mesmo tanto de energia em meus sonhos que colocava em meus medos, minha vida mudou. Eu me transformei, eu encontrei a verdadeira felicidade, o verdadeiro amor, a pessoa que me completa de todas as maneiras possíveis, e a ambição que havia perdido para seguir em frente com minha carreira. E aqui estou, vivendo meus maiores sonhos, noiva do amor da minha vida, sendo a protagonista de uma peça de sucesso, a ganhadora do Tony de melhor atriz em um musical, trabalhando em meu primeiro CD solo e um filme musical que ainda será lançado, e até conheci minha heroína, Barbra Streisand. E sei que enquanto tiver coragem para segui-los, todos os meus sonhos vão se realizar. E se realizarão, afinal nunca vou desistir deles, nunca vou deixar de lutar para que se tornem realidade."

Faz uma careta escutando a si mesma dizer isso, o que pensara quando fizera esse discurso?! Exatamente, não pensara. Seu cérebro não funcionara naquele momento, e era realmente difícil falar quando só queria chorar. "E por último, mas não menos importante – na verdade é o que tenho de mais importante na vida... Quinn Fabray, eu só quero agradecê-la por estar ao meu lado, por me aceitar como era e como sou, por me apoiar em todas as decisões, e por me ensinar o que é o amor. Foi por você e esse amor que venci todos os meus medos, e me transformei na pessoa que sou hoje, por isso quero dedicar este prêmio a você, ao amor da minha vida, a minha noiva. Obrigada por não ter desistido de mim, obrigada por sempre acreditar em mim e em meu talento, por me fazer sentir como o ser mais especial de todo o universo, obrigada Quinn por simplesmente ser você, a pessoa que sempre precisei e sonhei. Você é o meu maior sonho, que graças a tudo mais sagrado se tornou em minha realidade, e eu nunca deixarei você ir, sempre lutarei por você, por nós. Mal posso esperar para me tornar em sua esposa e passar o resto da minha vida ao seu lado, eu te amo Quinn, hoje, amanhã e sempre. Obrigada." Escuta aplausos de todos os presentes no teatro, enquanto aparece à imagem de sua noiva com lágrimas escorrendo em sua face e um grande sorriso orgulhoso nos lábios, aplaudindo-a de pé, assim como todos seus colegas de elenco e produção sentados por perto, gritando entusiasmados enquanto ela saía do palco e logo o vídeo corta, chegando ao seu fim.

A atriz passa a língua entre os lábios, desviando o olhar a sua mulher, que continuava com a cabeça sobre seu ombro. Pressiona seu nariz contra esta, cheirando os cabelos castanhos. Não importa quantas vezes assistisse ao vídeo, sempre era invadida por essa sensação de orgulho ao ver sua futura esposa finalmente recebendo aquilo que sempre merecera. O primeiro prêmio de muitos, não havia dúvidas disso. Deposita um beijo sobre a cabeça morena, murmurando. "Eu também te amo, hoje, amanhã e sempre." Joga o iPad ao seu lado, no assento livre, colocando um braço ao redor do pequeno corpo. "E espero que esteja preparada para daqui algumas horas, pois uma vez que se tornar na senhora Fabray, você oficialmente estará presa comigo por toda a eternidade."

"Toda a eternidade?" Levanta a cabeça, olhando a Quinn com um pequeno sorriso. "Eu posso fazer isso." Se movimenta sobre o sofá, colocando as pernas a cada lado do corpo da loira, sentando-se sobre suas pernas. Passa os braços ao redor de seu pescoço, se inclinando lentamente. "Na verdade, estou mais do que pronta para isso. Esperar mais três horas para me tornar sua esposa será uma das coisas mais difíceis que já fiz em toda minha vida." Captura os lábios de sua noiva, apaixonadamente. Dizendo a si mesma que seria melhor voltar ao seu quarto, pois em breve deveria começar a ser maquiada e a fazerem seu penteado, ao mesmo tempo em que chupa o lábio inferior da atriz, recebendo um gemido de aprovação.

Nenhuma das duas escuta a porta se abrir, e o dramático suspiro que alguém solta ao vê-las juntas, quando deixaram bem claro que não deveriam se encontrar antes da cerimônia. "Rachel Barbra Berry, saía de cima da Quinn nesse instante!" Grita Leroy, desde seu lugar entre a porta de entrada e o corredor, olhando ao casal seriamente, que rapidamente se separa, assustadas. Sua filha se levanta com dificuldades, abaixando a cabeça timidamente.

Judy parada segurando a maçaneta da porta, alterna o olhar entre as duas com uma expressão nada agradável. Não podia acreditar, depois de passarem parte da madrugada e toda a manhã cuidando para que tudo saísse bem, tentando fazer aquele dia o mais especial, suas filhas arruínam tudo, desrespeitando suas ordens, se encontrando antes do casamento ignorando completamente a tradição. Engole em seco, se isso trouxesse má sorte ao casamento delas, jamais as perdoaria. E jamais perdoaria seu marido, onde está Russel quando se precisa dele?! Deveria estar aqui, vigiando Quinn, certificando-se que nem pensasse em sair do quarto antes da hora, teria uma séria conversa com ele. Era tão difícil todos cooperarem para que tudo saísse perfeito, era pedir demais?! "Quinn, faça o favor de se levantar e ir tomar banho." Diz rispidamente, observando como sua filha ainda usava o pijama. "A equipe de maquiadores já chegou e logo pedirei para que venham começar a lhe arrumar." Avisa o que Leroy e ela tinham intenção de dizer antes de encontrarem com aquela terrível cena. "Eu quero que saiba que estou completamente decepcionada com você, Quinn, após lhe dizer que não deveria ver sua noiva antes do casamento, você faz exatamente o que não deveria. Sinto que não posso mais confiar em você, não quero nem pensar no que teria acontecido se Leroy e eu não tivéssemos chegado. Deus, no dia de seu casamento e você agindo como uma adolescente..." Dá um pesado suspiro, desviando o olhar a sua nova filha, que mantinha a cabeça baixa, envergonhada. "E você Rachel, eu nunca esperei algo assim de você. A Quinn, tudo bem, todos sabemos como ela é, mas você?! Não teria imaginado isso em um milhão de anos, confiávamos em você, pensamos que você estava do nosso lado."

"Isso mesmo. E Rachel volte agora para o seu quarto, os maquiadores e cabeleireiros já estão esperando-a." Declara Leroy, em um tom de voz que não deixa lugar para respostas. Era difícil de acreditar que sua estrelinha fizera algo assim, o desobedecendo como se não fosse nada demais. Rachel jamais agira dessa maneira, obviamente era influência de Quinn, mas não comentaria sobre isso. O que está feito, feito está, e devem seguir em frente, pois em três horas e quinze minutos o casamento do século aconteceria. Oh Cher!

Levantando sua cabeça, com as bochechas coradas, diz desajeitada. "Eu sinto muito, papai e senhora Fabray. Tudo foi culpa minha, eu só queria ver como a Quinn estava..." Se sentia como se fosse uma criança que acabara de ser flagrada com o pote de biscoitos na mão, quando seus pais lhe disseram que só poderia comê-los após o jantar. Pelo menos, fora assim que sua sogra e pai a fizeram se sentir, estavam tratando-as como qualquer coisa, menos como adultas. Lança um olhar de lado a sua futura esposa, que continuava sentada no sofá, com uma expressão pensativa.

"Por que todos esperam isso de mim e não de você?" Murmura a pergunta para que só sua mulher pudesse escutá-la. Sua mãe sempre fazia soar como se fosse um adolescente de treze anos que não consegue controlar seus hormônios. O que todos pareciam ignorar era que Rachel agia da mesma maneira. Ok, talvez a morena conseguisse dissimular seu comportamento melhor do que ela, mas não que isso importasse. Por Rachel agiria de qualquer maneira e jamais esconderia este comportamento e seus sentimentos. Se levanta, sabendo que seria melhor se despedirem de uma vez, afinal chegara a hora de começarem a se preparar para a cerimônia. Aproxima-se de Rachel, passando os braços ao redor de sua cintura e depositando um carinhoso beijo em sua testa. "Mal posso esperar para vê-la em seu vestido de noiva, eu te amo Rachel e estarei esperando-a naquele altar."

"E eu sei que você será a noiva mais linda de todo o mundo." Comenta a cantora, sorrindo emocionada. Oh Minelli, à hora finalmente estava chegando. Se casaria com Quinn Fabray! "Eu te amo Q, mais do que tudo, obrigada por este dia, obrigada por me fazer tão feliz." Pressiona seus lábios no canto da boca de sua noiva, antes de se afastar, afirmando. "Eu a vejo no altar, Fabray."

"Vocês são tão fofas, eu amo o casal que formam." Declara Leroy, não conseguindo controlar seu momento fanboy. Logo abaixa o olhar ao seu relógio de pulso, e volta a ficar sério, limpando a garganta. "Ok, Quinn vai tomar banho, Rachel volte para o seu quarto. Temos exatamente três horas e onze minutos até o casamento do século."

X

Afasta-se de uma das janelas de vidro, dando meia volta frustrada, evitando passar uma mão em seu curto cabelo solto e bagunçar os fios em um gesto nervoso. Olha ao seu redor pausadamente, observando a assistente organizadora com fones de ouvido, que passava ordens pelo microfone deste, dizendo algo sobre a parte A estar toda reunida e pronta. Sabia muito bem que se referia a ela e a sua família. Próximo a organizadora havia um fotógrafo da empresa, disparando o flash para todos os cantos, captando tudo ao seu redor, como havia sido instruído a fazer por sua mãe. A um lado, Brittany brincava distraidamente com Bacon, fazendo-o pular para tentar pegar uma flor. Em um canto a namorada de seu irmão, Sienna, colocava a tulipa branca no bolso frontal do smoking de Sam. Do outro lado, Frannie murmurava algo a Beth, que assentia com a cabeça sorrindo, segurando uma gardênia – como todas as convidadas receberiam – passando a mão livre pelo top de seu vestido, um estilo princesa dourado claro, com uma faixa na cintura em dourado escuro, sem mangas, coberto por renda, desenhado especialmente a ela, a pedido de Rachel que alegara que a pequena também deveria ter um vestido especial e mandara a estilista responsável por todos os vestidos do casamento, desenhá-lo. Dá um minúsculo sorriso, pensando em sua noiva, que só estava alguns metros de distância, ao outro extremo da mansão, e ainda assim não podia vê-la, o que não era nada justo. E não era nada justo ter que esperar tanto para poder vê-la andando até o altar, só podia haver algo errado, não era normal uma cerimônia demorar tanto.

"Tome, isso vai ajudar você a se acalmar, Q." Declara Santana, oferecendo a sua melhor amiga um copo de whisky com dose dupla. A cada minuto que se passava, a loira parecia estar mais perto de ter um ataque de nervos, era como um leão que acaba de ser enjaulado, andando de um lado ao outro, sempre perto das janelas, tentando ver algo – ou melhor, alguém – na outra parte da mansão. Desde que entraram nesta sala, uma espécie de área de espera, que na verdade era um cômodo livre de acesso a varanda e ao jardim da parte de trás da casa, com três portas duplas de vidro e duas grandes janelas também de vidro em cada parede, Quinn se transformara, não dissimulando sua ansiedade, e tudo piorara quando escutaram a conversa da organizadora pelo rádio comunicador onde recebia informações que a noiva B, se referindo a Rachel, havia chegado em seu próprio camarim, um cômodo idêntico a este, localizado do outro lado da mansão. "E bem, eu só queria dizer que se você não tiver certeza do que está fazendo, podemos sair correndo agora mesmo daqui." Diz, soando o mais inocente possível, sabendo que assim conseguiria distrair Quinn, atraindo sua atenção a outra coisa, aliviando nem que seja um pouco de seus nervos. "Eu posso roubar um dos carros dos convidados e podemos ir direto ao aeroporto, viajarmos usando as passagens da lua de mel. Seria divertido, algo como uma viagem para celebrar seu não casamento..." Sugere, arqueando uma sobrancelha.

Quinn alcança rapidamente pelo copo, bebendo o whisky em um só gole. A queimação que sente em sua garganta é uma sensação confortante, pelo menos agora sentia algo que não fosse somente à ansiedade. Jura, nada, absolutamente nada, nenhuma vez que já dissera se sentir ansiosa se comparava a ansiedade daquele momento. Era como se estivesse prestes a explodir. Limpa a garganta com dificuldades, olhando seriamente a latina. "Eu simplesmente vou ignorar tudo o que você disse." Não estar certa de se casar?! Oh, por favor, o mundo poderia estar acabando lá fora, mas ainda assim se casaria com Rachel hoje. Não importa o quê, sairia daqui casada com o amor de sua vida. Deposita o copo usado em uma mesa colocada ali especialmente para a ocasião, com diversas frutas e um arranjo de flores.

Sorrindo sarcástica, a agente assente com a cabeça. Era tão fácil provocar Quinn. "Ok, se você quer assim..." Dá de ombros, tirando importância do assunto. Logo passa uma mão cuidadosamente por seu cabelo, como se estivesse preocupada que todo o movimento com a cabeça e ombros fosse bagunçar seu penteado. Assim como Brittany, Frannie e as damas de honra de Rachel, Jillian e Kate, usava um penteado de lado, com o cabelo caindo sobre o ombro esquerdo, com grandes cachos, e os cabeleireiros fizeram com que o penteado parecesse natural, não como se tivessem usado quase um litro de spray fixador. Ainda como todas as damas de honra, usava um curto vestido de cetim dourado claro, que batia na altura dos joelhos, sem mangas, com um sexy e elegante decote V, onde o tecido com detalhes em prega passava por cima do outro formando o decote, na cintura do vestido havia uma simples faixa que no meio era coberta por cristais brancos, e devido aos detalhes feitos em pregas, a saia do vestido caía de maneira desalinhada, mas ainda mantendo certa elegância. Olha curiosamente a Quinn, que parecia olhar algo sobre seu ombro. Dá um passo ao lado, atrapalhando a visão da outra. "Eu acho que você precisa de outra dose."

Dando um pesado suspiro, a atriz ignora sua agente, passando ao lado de Santana, direcionando-se a janela mais próxima, observando através do vidro como dois homens saíam da sala ocupada por sua mulher, logo fechando a porta desta, impedindo-a de ver o que ocorria lá dentro, não que com esta distância pudesse ver o que realmente acontecia, a não serem suas vagas figuras. "O que preciso é que alguém me diga o que está acontecendo, por que está demorando tanto." Ao ver sua imagem refletida no espelho ao colocar seu vestido de noiva, toda a calma que sentira ao estar com Rachel se fora, e em seu lugar ficara a ansiedade. Ao ver a si mesma com o vestido branco tudo ficara mais real, não que não fosse antes, mas era como se percebera o peso do momento, estava prestes a se tornar uma mulher casada, a assinar um documento que para sempre mudaria sua vida de todas as formas, e ao invés de sentir o pânico, as dúvidas de último momento que todos dizem ser normal, o que sentira fora entusiasmo e uma imensa ansiedade. Ansiedade para começar sua vida ao lado de Rachel como esposas, para escutar o juiz dizer em frente a centenas de convidados que pelo poder do estado, elas estavam casadas e sua mulher seria oficialmente Rachel Fabray. Deus, mal podia esperar para vê-la usando o vestido de noiva, seria a visão mais perfeita de todas e não havia dúvidas que a melhor sensação saber que aquele vestido era para ela, que Rachel estava se entregando de uma maneira que há um tempo pensara que só ocorreria em suas melhores ilusões. Oh, como sua realidade era melhor que qualquer ilusão. Abaixa o olhar ao seu vestido, contemplando-o, e perguntando-se o que sua noiva acharia deste. O longo vestido clássico e romântico era feito em chiffon e cetim, com decote V, sem costas e mangas, em sua alça havia um aplique bordado com cristais e delicados detalhes de flores em renda que iam até sua cintura onde havia uma simples faixa coberta também por cristais, na parte de trás do vestido o detalhe se repetia, e a saia deste tinha leves frisados, que lhe davam grande elegância. A estilista conseguira fazer um excelente trabalho desenhando-o com os poucos detalhes que lhe dera sobre si, era simplesmente perfeito, sentia que o vestido representava sua personalidade e estilo, assim como deveria ser com todas as noivas.

Santana revira os olhos, Quinn agia como se Rachel estivesse atrasando a cerimônia. Se aproxima de sua amiga, posicionando-se ao seu lado em frente à janela de vidro. A sala onde estavam ficava em frente ao jardim onde seria realizada a cerimônia, somente a extensa varanda e três degraus os separava, e daqui podia ver perfeitamente o organizador responsável por receber os convidados, indicando uma assistente a guiar um casal aos seus assentos. Engole em seco, casamentos a deixava desconfortável, com certeza não era algo para ela, e felizmente sua namorada se sentia da mesma maneira. E somente por sua amizade com Quinn, aceitara ser a madrinha, se expondo a longas horas de ensaios à cerimônia, a provas de vestido com a estilista, a escrever um discurso, e a todas as coisas entediantes que uma madrinha deveria fazer – tirando a despedida de solteira, isso sim fora divertido, mesmo com a loira frustrando seus planos com as strippers. – E não que fosse admitir isso a alguém, tipo nunca, nunca mesmo, mas no final de cada dia, de cada reunião relacionada ao casamento todo o tédio valera a pena ao ver a felicidade de sua melhor amiga. A deixava contente poder presenciar a felicidade de Quinn, e estar ao seu lado em momentos tão importantes, como agora em seu casamento, onde sabia que como a madrinha era seu dever tentar acalmá-la. "Quinn, dá para você se acalmar?! Não há com o quê se preocupar, nesse momento sua mulher está naquela sala se preparando para se tornar na senhora Fabray. E não é como se a cerimônia estivesse atrasada, ainda faltam alguns minutos para o horário marcado." Realmente não era para sua voz ter soado assim, com certa impaciência. Cruza os braços, olhando ao outro lado da mansão, a sala idêntica a esta ocupada pela família Berry.

Abaixando a cabeça, coça sua nuca desajeitada. "Eu sei, mas não é algo que consiga controlar. É o maior sonho da minha vida e saber que finalmente vai se realizar hoje, cada minuto, cada segundo que se passa parece uma eternidade, Santana, eu só conseguirei me acalmar quando estiver naquele altar com Rachel."

"Ok pessoal..." A mulher que entra na sala, chamando a atenção de todos, usando um blazer e saia social rosa claro, olha diretamente a noiva e sua madrinha. "Temos apenas quinze –" É interrompida por Judy, que entra na sala acompanhada por Russel e Leroy.

"Quinze minutos para a cerimônia, quero todos prontos. Sam e Beth, vocês precisam ir se sentarem. Frannie, Brittany e Santana preciso que vocês se preparem para entrar daqui a pouco. Quinnie, vá se preparando, pois logo é a nossa vez. Quinze minutos, pessoal, vamos lá, o momento pelo qual esperamos todos esses meses finalmente chegou!" Grita Judy, batendo uma mão contra a outra, em um gesto motivador e ao mesmo tempo autoritário, falando como se realmente fosse a organizadora responsável pelo casamento, e como se a verdadeira organizadora não estivesse parada a apenas alguns metros a sua frente.

"Isso." Concorda Grace, dissimulando um leve suspiro. "Eu vim dizer o mesmo." Dá meia volta, olhando aos dois clientes que tanta dor de cabeça lhe dera. Estava acostumada a lidar com pais exigentes, brigas entre sogras e até mesmo brigas entre sogras e noivas, mas nunca lidara com algo assim, o pai de uma noiva e a mãe de outra, tão unidos, tão envolvidos com a cerimônia, agindo como se tratara do casamento dos dois e ao mesmo tempo, como se fosse trabalho deles organizar tudo. Sabia que esta experiência fora única, graças, pois não sabe se aguentaria outros clientes assim. Mesmo se divertindo com o entusiasmo deles, os dois era o que denominara como clientes impossíveis, que faria a pessoa mais calma do mundo perder sua paciência e até trabalho, se permitisse.

"Ótimo Grace, por favor, faça com que os outros fotógrafos estejam prontos. Queremos fotos e vídeos desde o momento em que pisarmos lá fora." Declara Judy, sorrindo educadamente. Sua filha seria a primeira noiva a entrar no jardim e no momento em que começasse seu caminho ao tapete branco, Rachel sairia da sala que ocupava, descendo os três degraus e entrando no jardim, seguindo os passos de Quinn, precisava de fotos e filmagens de todos os ângulos possíveis deste momento emocionante, onde seu casal preferido se encaminhava em direção ao futuro delas. Grace assente com a cabeça, mas não faz menção de sair da sala, simplesmente desvia o olhar ao pai da noiva B, observando como se encaminha com lentos passos em direção a atriz.

"Quinn..." Diz Leroy emocionado, se aproximando da loira. "Você está perfeita, meu Deus, é uma das noivas mais bonitas que já vi." A primeira era sua estrelinha, que estava simplesmente de tirar o fôlego, mas não revelaria nada a sua nora, deixaria que descobrisse por si mesma quando estivessem entrando no jardim. Dá um sorriso, sentindo lágrimas se formarem em seus olhos, mas fazendo uma grande força para não derramá-las. Abraça Quinn, carinhosamente, murmurando. "Eu estou tão feliz por vocês, tão orgulhoso. Mal posso acreditar que finalmente chegou à hora. Por favor, cuide bem dela, pois é o bem mais precioso que tenho, a faça feliz e não deixe um dia passar sem dizê-la como a ama." Pede, sabendo que uma vez que entregasse sua filha no altar, não conseguiria dizer nada, nem controlar suas emoções, choraria na frente de todos. Escuta como sua nora responde com um suave "eu prometo." e engole a saliva com dificuldades, se afastando de Quinn e dizendo em um forçado tom de voz divertido, quando sentia vontade de chorar. "Eu nunca me senti tão ansioso, nem mesmo em meu próprio casamento."

Judy dá alguns passos em direção ao seu amigo, escutando como a organizadora dizia pelo rádio comunicador para os fotógrafos ficarem em posição. "Eu sei como se sente, Leroy, nem mesmo quando era a noiva sofri tanto." Comenta, colocando uma mão em seu coração em um gesto exagerado, dando um minúsculo sorriso. Ignorando como Sam, sua namorada e Beth continuavam na sala ao lado de Frannie e Russel, comendo algumas frutas e bebendo champanhe, desobedecendo a suas ordens, e como Brittany estava mais ocupada brincando com Bacon do que se preparando para entrar em alguns minutos. Não perderia sua paciência agora. Não mesmo.

Santana alterna o olhar entre os dois, tentando entender o que ocorrera com a amável senhora mãe de Quinn, alguém que conhecia desde quando era criança, que jamais agira de uma maneira que não fosse educada, e com o senhor que era um dos homens mais sérios que uma vez conhecera, alguém justo, que jamais agiria de maneira tão obcecada. Ah, como casamentos enlouquecia a todos. Lança um olhar de lado a Quinn, declarando para que só ela pudesse lhe escutar, coisa que não era muito difícil já que os dois seres dramáticos a sua frente, começavam uma discussão sobre o que sentiam naquele momento. "Esse é seu dia Q, seu e de Rachel, e o único que realmente importa aqui é vocês e o que sentem uma pela outra, então o aproveite ao máximo, afinal não haverá mais dias como esse... Você só se casa com o amor de sua vida uma vez."

A loira assente com a cabeça, com uma expressão pensativa, desviando o olhar de volta a janela de vidro, observando alguns convidados que chegavam andando pelo jardim. Sabia que não deveria deixar seus nervos levarem o melhor de si, lembrara-se uma e outra vez disso durante toda a manhã, deveria manter a calma e fazer daquele dia o mais memorável de sua vida, aproveitando cada segundo deste ao lado de Rachel, afinal como Santana lhe dissera só se casaria uma vez com o amor de sua vida.

"Dez minutos para o começo da cerimônia..." Declara Grace, sorrindo contente ao ver a expressão apavorada de Leroy e Judy. Bem, quem era a organizadora agora?!

...

Ignora o flash que era disparado em sua direção, continuando a andar de um lado ao outro, praticando algumas notas musicais, cada vez mais aumentando o tom. Sabia que seu comportamento não era ideal a alguém que estava prestes a se casar, que dizer, enquanto qualquer noiva estaria aproveitando os minutos antes da grande cerimônia com seus pais e damas de honra, ela estava andando sobre o carpete de seu camarim, usando o robe de cetim por cima de seu vestido, fazendo um aquecimento vocal como se fosse uma das coisas mais importantes no momento. O fotógrafo e os dois organizadores assistentes presentes na sala provavelmente pensavam que estivesse louca. Não que se importasse com a opinião deles, nesses últimos minutos tudo era permitido a ela, faria o que fosse necessário para garantir que nada desse errado durante a cerimônia, principalmente a sua voz, não a deixaria falhar no momento do sim e de trocarem os votos. Aumenta o tom, determinada, ao mesmo tempo em que mais um flash era disparado. Aperta as unhas contra a palma de sua mão direita, lançando um sério olhar a Kurt, parado em frente a uma janela de vidro, com uma taça de champanhe nas mãos, observando-a curiosamente. O pede silenciosamente para que cuide do fotógrafo, que começava a lhe distrair com todos os flashes, indicando-o com a cabeça, antes de dar meia volta, aumentando ainda mais a nota vocal. Obviamente todas as fotos daquele momento vergonhoso seriam excluídas, não havia necessidade de terem imagens que demonstravam todo seu nervosismo.

"Ok... Chega de fotos por agora." Declara o agente, colocando-se na frente da lente da câmera. "O deixaremos saber quando precisarmos de mais fotos por aqui." Indica ao seu redor, oferecendo-o um educado sorriso. O fotógrafo assente com a cabeça, dando meia volta, se direcionando a saída. Suspira, voltando a atenção a sua melhor amiga, que há mais de dez minutos agia como se estivesse prestes a subir em um palco da Broadway pela primeira vez. "Você não acha que já ensaiou o bastante?" A situação seria divertida, se não fosse pelo evidente nervosismo de Rachel.

A cantora levanta o dedo indicador, movimentando-o em um gesto negativo, segurando uma nota alta ao máximo que conseguia. Não estava satisfeita com sua voz naquele momento, podia escutar o nervosismo nesta e continuaria ensaiando até que este sumisse, que pudesse confiar naquilo que nunca havia lhe falhado, até Quinn chegar a sua vida e fazê-la perder inclusive a voz. Inconscientemente dá um pequeno sorriso de lado, pelo amor de sua vida perderia o que fosse, como Quinn dissera uma vez, aguentaria perder tudo, menos ela. Menos a mulher com quem estava prestes a se casar. Desvia o olhar a uma das janelas ao seu redor, desejando que pudesse ver sua noiva nem que fosse por um segundo. Sentia uma imensa curiosidade por vê-la com seu vestido, não tinha dúvidas que seria a noiva mais perfeita que já existira. Em breve, lembra a si mesma, em breve poderia encontrar Quinn, unindo suas vidas para sempre. Continua com seu aquecimento vocal, andando ao outro lado da sala.

Kurt dá um gole em seu champanhe, assistindo atentamente à morena. Se você o dissesse há dois anos, no início de tudo, que ainda seria o padrinho do casamento de Rachel e Quinn, jamais acreditaria e iria rir de você por inventar algo assim. As duas deveriam apenas ser um casal ficcional, algo inventado por ele para conseguir limpar a imagem de sua cliente e chamar a atenção dos produtores de West Side Story além da mídia, porém em algum momento os sentimentos da ficção passaram a serem reais, e naquele PR encontraram o verdadeiro amor, e por esse amor venceram cada uma das diversas dificuldades que surgiram no caminho, chegando aqui. Ao casamento delas, do casal que mais admirava, que era um exemplo de como o amor deveria ser. E estava realmente feliz pelas duas, principalmente por Rachel que merecia tudo o que estava lhe acontecendo e muito mais, sua melhor amiga merecia o mundo ao lado de Quinn. Cruza os braços, ainda segurando a taça com uma das mãos, dando alguns passos em direção a noiva. "Rachel, você está mais do que preparada, tire esses últimos minutos para descansar sua voz e aproveitá-los, afinal são seus últimos minutos como Rachel Berry."

Cessa seus passos no meio do carpete, parecendo considerar o que seu amigo lhe dissera. Mesmo não estando contente com sua voz, seria melhor passar estes últimos minutos descansando-a, e cuidando de outros assuntos, como sua aparência, retocando a maquiagem e pedindo a um dos cabeleireiros para passar mais spray fixador em seus cachos. O penteado por qual havia se decidido era meio preso, onde três mechas de seu cabelo do lado esquerdo formavam uma trança lateral, e o resto das mechas eram soltas com cachos caindo naturalmente sobre seus ombros. Penteado que combinava perfeitamente com seu longo vestido de noiva sereia todo feito em renda desenhada com diversas flores delicadas, e com detalhes em transparência ao longo de suas pernas, sem costas, mangas curtas com alguns pequenos detalhes cobertos por cristais, decote V e uma pequena cauda sereia, era um vestido sensual, que destacava todas suas curvas e ao ver o desenho que a estilista fizera baseado nos fatos que contara sobre si, hesitara, afinal era um casamento de manhã e parecera ousado demais, mas ao vê-lo pronto e prová-lo, sentira que era seu vestido, que demonstrava a personalidade da nova Rachel, alguém confiante. Interrompe-se ao meio de uma nota musical, fechando a boca e apertando os lábios, era uma pessoa confiante, e por isso deveria confiar em sua voz. Assente com a cabeça, respondendo a Kurt, sentando-se sobre uma poltrona, que fora colocada especialmente para aquele dia. Seu pai havia transformado os dois cômodos idênticos e livres em dois camarins completos para elas, algo que achara uma excelente ideia. Umedece os lábios, declarando. "Você tem razão." Desvia a atenção a um dos organizadores no canto da sala, com um rádio comunicador em mãos. "Por favor, chame meu cabeleireiro e maquiador, diga que preciso de alguns últimos retoques." Pede, levantando-se de seu assento, sabendo que ambos estariam em frente à sala, aguardando alguma ordem sua. O rapaz diz um educado "como quiser senhorita." E inicia uma rápida conversa pelo rádio.

"O que estão fazendo parados quando faltam apenas sete minutos para o começo da cerimônia?" Escuta seu pai Leroy gritar desde o lado de fora, provavelmente com alguma equipe de organização, antes de entrar em seu camarim, com uma séria expressão facial. O advogado alterna o olhar entre os dois organizadores ali presentes, intimidando-os, logo sua expressão facial muda completamente ao olhar a sua estrelinha. "Minha filha, nunca vou me cansar de dizer como você está de tirar o fôlego hoje." Elogia, se aproximando com um grande sorriso nos lábios.

"Papai, ainda estou usando o robe." Robe que cobria todo seu vestido, menos a cauda obviamente. Ao sair de sua suíte para descerem a esta sala, decidira colocar o robe ao sentir um pouco de frio, e o mais importante não querendo se arriscar a ser vista em seu vestido de noiva por ninguém – além de sua família, amigos e Grace – antes da hora, Judy deixara bem claro que o vestido da noiva sempre deveria ser uma surpresa aos convidados. Junta suas mãos, passando uma sobre a outra em um lento e nervoso gesto, sentindo-as transpiradas. "Mas, obrigada." Sorri timidamente. Desde que colocara seu vestido de noiva, estava recebendo elogios, algo que ainda a deixava sem graça, e suspeitava que sempre a deixaria.

"Não precisa agradecer, minha Barbra, você sabe que só digo a verdade. E não me referia à roupa que usa, e sim a sua beleza. Hoje você está mais bonita do que nunca, podemos ver a felicidade brilhar em seus olhos. Na verdade, você toda está brilhando." Coloca seus braços ao redor dos ombros de sua filha, puxando-a para um abraço. "Estou tão orgulhoso de você, pequena, e tão, mas tão contente. Quinn é uma pessoa maravilhosa, é tudo aquilo que sempre desejei a você, e saber que encontrou o amor, a felicidade com ela, me deixa realmente emocionado. Vocês são perfeitas juntas, Rachel, ela é perfeita a você, assim como você é perfeita para ela." Comenta, tentando soar descontraído, novamente sentindo lágrimas se formarem em seus olhos. Hoje era o segundo dia mais emotivo de sua vida, o primeiro sendo o nascimento de sua estrelinha, mas ninguém poderia culpá-lo, não quando Rachel se casaria com Quinn. Respira fundo, não deveria chorar na frente de sua filha ou ambos começariam a chorar e atrasaria o casamento, o que realmente não poderia acontecer, não quando esperara meses por esse dia. "E eu sei que estão destinadas a ser, que esse amor vai durar para sempre." Termina, não confiando em si para continuar a falar. Aperta o pequeno corpo antes de soltá-la, sorrindo emocionado.

Rachel dá um grande sorriso nervoso, com os olhos cheios de lágrimas, mas se recusava a derramá-las. "Eu te amo, papai, e obrigada por fazer esse dia ainda mais especial, por cuidar de tudo." Diz, antes de ficar na ponta dos pés, usando um scarpin branco, e depositar um rápido beijo na bochecha de Leroy, que fecha os olhos, suspirando profundamente. Ao se afastar, percebe que o maquiador e cabeleireiro a aguardavam em um canto da sala, silenciosamente. Limpa a garganta, desajeitada, em seguida dizendo. "Meninos, preciso de alguns retoques finais." Rapidamente os dois empregados tiram alguns acessórios de suas respectivas bolsas de mensageiro, se direcionando a ela.

Leroy abre os olhos, conseguindo controlar sua emoção e voltando a focar em seu trabalho como organizador do casamento do século. Escutar sua filhar dizer àquilo era o que necessitara, sabia que estava se comportando como um obsessivo nos últimos meses, mas só queria que sua estrelinha tivesse o melhor e saber que conseguira seu objetivo, acalmava um pouco os nervos que sentia, além de lhe encher de orgulho por seu trabalho, e claro, pelo trabalho de Judy. "Cadê seu pai?" Pergunta, olhando ao redor. Não era possível que depois de dizer especificamente que Hiram não deveria sair do lado de sua pequena, seu marido faz exatamente isso.

"Aqui estou." Declara Hiram, entrando na sala, ajeitando a gravata borboleta de seu smoking. "E antes que comece a brigar comigo, só sai para receber nossa convidada de honra." Diz sério, se aproximando de sua filha que tinha dois empregados ao seu redor, maquiando-a e passando algum spray em seu cabelo. "Ela perguntou por você, Rachel..."

"Como assim você foi recebê-la e não me avisou Hiram? Eu como organizador desse casamento deveria estar lá."

"O que ela perguntou sobre mim?"

Pai e filha perguntam ao mesmo tempo, e Hiram dá um sorriso, antes de responder à morena, ignorando seu dramático marido. "Como você estava." Coloca uma das mãos no bolso de sua calça.

Ok, sua Barbra estava em seu casamento, perguntando por ela. Oh, doce Minelli. Mesmo que pelos últimos meses tenha conseguido manter uma estranha – por sua parte, já que nunca conseguia se expressar como uma pessoa normal perto dela – amizade com a maior cantora de todos os tempos, jamais se acostumaria com a ideia de que realmente tinha Barbra Streisand presente em sua vida. Barbra, que algumas semanas após seu noivado com Quinn, a surpreendera com uma ligação, convidando-a para um almoço de negócios. E quando comparecera a este almoço, recebera a maior surpresa de sua vida quando sua maior diva lhe oferecera para gravarem um dueto, escrito por ambas. Aquele dia fora um dos mais vergonhosos, já que não conseguira se controlar e chorara em frente à Babs, agradecendo-a por tudo, até sua existência, agindo completamente como uma fã obcecada, e convidando-a para o casamento sem ao menos ter uma data. Sente suas bochechas se esquentarem perante a memória deste dia, não era justo não conseguir agir como uma pessoa normal! Bem, pelo menos, teria um dueto com Barbra, que seria lançado daqui alguns meses no novo CD da famosa cantora, e enquanto isso continuaria trabalhando em seu próprio álbum que ainda não estava nem perto de ser terminado. Sente o maquiador passar o pincel por seus lábios, aplicando mais gloss. O cabeleireiro se afasta, como inspecionando seu trabalho, e declara. "Você está pronta, se queremos manter o look natural, será melhor não colocarmos mais spray." O maquiador passa um diferente pincel por sua face em rápidos movimentos, logo terminando e assentindo com a cabeça, como se aprovasse seu próprio trabalho. Dá um sorriso, agradecendo-os. Os dois se afastam, voltando a um canto da sala, afinal tinham ordens de ficarem próximos à Rachel durante todo o dia. A morena começa a tirar seu robe, no mesmo tempo que Grace entra na sala, declarando.

"Está na hora..."


Aí está a primeira parte do capítulo do casamento, enquanto escrevia me entusiasmei e quis dar a todas nós uma experiência completa do casamento Faberry, com toda essa expectativa, ansiedade... Bem, espero que tenham gostado, sorry por qualquer erro e sinto muito pela demora, a vida adulta não é nada fácil. Postarei a segunda parte do casamento, semana que vem, não sei o dia certo, mas avisarei no Twitter.

Julia Roberts: Olá, fico contente ao saber que tenha gostado do pedido, e exatamente, eu tinha várias formas grandiosas de escrever esse pedido, como diversas leitoras sugeriram, achando que ocorreria de certa maneira, mas nenhuma delas seria realmente OLIHTS, o pedido foi simples, mas foi pensado para a personalidade de ambas, representando a história delas aqui. Haha é uma reação bem Rachel, não, fica tão nervosa que não consegue nem se expressar, tadinha, teve que se esforçar para não chorar em frente a Babs. Bem, estava bem claro, eu dei muitas pistas aqui quem seria. E obrigada :) Entre na fila, JR. Bem, até onde eu saiba essa casa não pertencia a nenhum famoso, então deve ser parecida?! Eu não poderia deixar vocês - e eu mesma - sem meus Fababies, eu venho me segurando há um ano para não escrevê-los, então é... Família Faberry mais apaixonante chegando aí. Own muito obrigada, fico muito feliz ao saber disso, e devo dizer que levou um tempo para descobrir quem você era, só fui descobrir no meio da fic haha E obrigada por acompanhar OLIHTS, por fazer parte deste mundo! E bom saber disso, logo anunciarei sobre meu próximo projeto ;) XxBre.

Guest: Muito obrigada! Fico muito feliz ao saber disso. Espero que tenha gostado do capítulo. :) XxBre.

Ali: Hahaha era só para dar um pequeno susto, afinal não poderia deixar vocês sem o casamento, e principalmente sem meus Fababies. E admito que eu também, será difícil não escrevê-las mais, não escrever mais nesse universo que tanto amo. Obrigada, fico feliz que tenha gostado. E entre na fila, Ali, todas queremos desde capítulo 1. Todas mereciam viver um amor como esse, ter um relacionamento assim, e espero que você o encontre ;) Bem, não é segredo que Judy e Leroy são os shippers número um hahaa Muito obrigada, e sinto muito pela demora. Aí está a primeira parte, espero que tenha gostado. XxBre.

Daniela: Hahah eu tinha que soltar uns últimos tiros, não acha? Realmente é triste pensar que vai acabar, que estamos mais próximas do fim que nunca, dessa vez de verdade. Santana sendo Santana hahaha Sim, já era hora, né?! Afinal alguém aqui deve realmente começar a se arriscar se quiser ser uma ganhadora do EGOT, já tem o Tony, agora só falta o EGO. Tadinha, ela sonha, sonha e na hora mal consegue dizer uma frase. Obrigada, e como disse foi o pedido feito a personalidade delas, o mais OLIHTS. Exatamente, amo essas duas mais que tudo, como será difícil não escrevê-las mais. Bem, nesse cap houve uma pequena explicação do convite dela a Babs... Hahaha, Q deve ter sentido vontade de ligar ao editor da revista para comentar sobre o erro do nome de seu cachorro. Viu, nada discreto? Afinal com dois seres dramaticamente exagerados como Judy e Leroy tem como ter algo discreto?! Espero que tenha gostado, XxBre.

Reviews? Próximo capítulo, a cerimônia e a festa... Até mais. XxBre.