Isto não podia está acontecendo. Pra variar Ruby tinha feito merda, antes mesmo do dia terminar.
- Tenente, oficiais, prazer.
- Prazer Coronel, seja bem vinda (Emma)
- Coronel é uma honra tê-la aqui (Henry)
- Ai, prazer (Ruby).
- A Coronel Mills irá assumir a equipe a partir de amanhã, vocês podem continuar trabalhando enquanto mostro o resto do escritório pra ela. Oficial Ruby por gentileza, assim que terminar as suas coisas vá a minha sala.
- Sim Senhor.
Se eu tinha alguma expectativa de que tudo corresse bem, ela foi embora no momento que Ruby abriu a boca.
- Ruby você é uma anta, como que você faz isso? (Henry)
- Oh, vamos parar com a troca de elogios? Eu me assustei quando você chegou igual um doido falando que ela já estava aqui, ok?
- Ah claro, agora vai usar como desculpa o fato de que a ressaca deixou seus neurônios desorientados? (Henry)
- Eu não tinha pensado nisto...
- Você nunca pensa Ruby, este é o seu problema. Agora me dá licença que eu tenho algumas coisas pra fazer. (Henry)
- Antes que você vá pra sua mesa, será que dá pra ir comigo até a cafeteria? Necessito de um café e tenho medo de esbarrar em mais alguma coisa no caminho.
- Que maravilha, primeiro você me faz passar vergonha na cara da nova Coronel e agora tenho que te acompanhar por ai... (Henry).
- Deixa de show e anda logo. Quer algo Ems? Aproveita que hoje to boazinha.
- Obrigada Ruby, mas hoje não vou querer nada.
- Ok. Anda Henry...
- To indo estrupício.
Eu tinha quase certeza que até o final da tarde estes dois estariam desempregados ou levariam no mínimo uma suspensão. Só pela forma como ela olhou pros dois, já dava pra saber que tinha detestado ambos.
Voltei minha atenção para a tela do computador. Tinha que preencher um relatório gigantesco sobre a ultima operação que fizemos. Era um saco ter que preencher tanta papelada. Ter que descrever cada atitude, cada item dizendo como, quando, porque e todo aquele bla bla bla. Esta era a parte que mais odiava da minha função.
- Tenente Swan...
- Coronel, desculpa não tinha te visto.
- Tudo bem. Você é a responsável pelos dois oficias que estavam aqui agora a pouco?
- Sim, senhora.
- Eles são sempre assim? A Oficial Rubyana se comporta sempre desta forma?
- Você quer saber se ela está sempre esbarrando nas coisas?
- Sim (risos)
- Depende do dia, geralmente ela é uma pessoa normal.
- Compreendo.
- Espero que não tenha causado uma má impressão. Eles são ótimos agentes, são apenas diferentes.
- Entendo.
- Em que posso ajudá-la?
- Bom. O Tenente – Coronel me apresentou por alto a unidade e pediu que acompanhasse você hoje, pra saber como é o funcionamento e quais os casos estão em prática no momento.
- Ah sim. Bom basicamente, a nossa equipe é formada por mim, Ruby e o Henry.
- Henry é aquele rapaz que estava segurando a agente Ruby?
- Isto, este mesmo. Nós trabalhamos especificamente com criminosos de alto escalão. Monitoramos, fazemos o perfil que outras unidades solicitam, vamos a campo. Enfim prendemos os bandidos e ajudamos a sociedade.
- Isto é bom. Existe algo que deva saber em específico sobre você ou os outros dois?
- Bom. A Ruby é a responsável pela parte prática da coisa. Ela lida com os informantes, contato com outras agências e a imprensa quando necessário. Henry é responsável pela parte de computação, tecnologia e por ai vai. Eu cuido da parte de traçar o perfil, escuta, ou seja, tudo ligado à parte psicológica do criminoso.
- Ok. Eu tenho uma reunião agora com os outros oficiais, posso te procurar assim que terminar?
- Para?
- Como disse irei acompanhar o seu trabalho hoje. Gostaria de reunir com a equipe depois e analisar cada caso que vocês estão trabalhando no momento.
- Como quiser.
Ela até que não era uma mulher tão má assim. Se bem que poderia ser apenas uma fachada. Pelo que conheço existem muitas pessoas que são lobos em pele de cordeiro. Seja como for eu teria que aturá-la.
O tempo passou, eu terminei os meus relatórios que estavam pendentes e logo daria a hora de ir embora. Da minha cabine podia ver Ruby tentando manter os olhos abertos. Assim que deram 17 horas, todos começaram a levantar e ir embora.
Regina não apareceu mais, provavelmente deve ter ficado presa com os burocratas de plantão.
- Aleluia, mais um dia se foi.
- Eu não sei como você consegue Ruby. Você não tem medo de ser suspensa?
- Tenho, mas o que eles podem fazer Ems? Eu sou única na minha função, ninguém consegue lidar com tanta coisa como eu.
- Isso é verdade. Você foi à sala do chefe?
- Putzs, não e nem vou. Pega logo suas coisas e vamos encontrar com o Henry. Ele ta lá embaixo nos esperando.
- Nos esperando pra que mesmo?
- Pra que? Cara você às vezes é tão débil. Pega logo suas coisas e vamos sair daqui antes que o chefe apareça.
- Até que enfim as donzelas apareceram.
- Tive que puxar a Ems, nunca vi gostar tanto de trabalhar assim.
- Me puxar?!
- Shiu, anda logo, vamos pro pub do Rumple, não posso ficar dando mole assim na entrada da agência.
- Medo que seu par da noite anterior venha te procurar? (Henry).
- Não. Ele nem sabe no que eu trabalho, é dó chefe mesmo que eu estou correndo. Vamos.
Próximo ao escritório tinha um pub que era conhecido por todos os agentes da unidade. O proprietário era o Rumple. Um velho que era dono do estabelecimento desde que me entendo como funcionária da agência. O pub vivia lotado, principalmente depois do expediente. Ruby era frequentadora nata do local, será por quê?
- Ei Rumple !
- Ei Ruby, como vai?
- Sobrevivendo a uma ressaca monstruosa.
- Pela sua cara posso imaginar. O de sempre?
- Sim. Um Whisky, um suco de laranja e uma cerveja por favor.
- É pra já.
Ver a Ruby tentando segurar três copos na mão sob um salto gigantesco era algo impagável.
- Pronto. O suco do Sr. Nerd, Whisky da gata borralheira e a minha cerveja.
- Obrigada Ruby.
- Então, como foi o dia de vocês? Henry presta atenção na mesa ao invés de ficar neste celular.
- Preenchi um monte de papeis que estavam fazendo festa na minha mesa e conversei com a nova Coronel.
- Oiii? Você falou com ela depois que saímos?
- Sim. Ela foi a minha mesa perguntar de vocês e do nosso trabalho.
- Para tudo!
- Ruby você é uma anta, aposto que seremos mandados embora amanhã (Henry).
- Ei, vem não... Não tenho culpa se fiquei tonta.
- Não, imagina. (Henry)
- Parem os dois de brigar. Ela só perguntou sobre quem vocês eram nada demais. Pra ser mais exata duvido que ela tenha prestado atenção em vocês dois.
- Na Ruby com certeza ela prestou. Alias né Rubyana? Seu nome é horroroso já te falei isto?
- Sim. Sempre que possível.
- ENFIM... Não tem porque vocês ficarem preocupados.(Emma)
- Saberemos agora o que ela achou de você Ruby querida (Henry).
Eu e Ruby olhamos pra porta e vimos Regina entrando no pub. Ela estava vestida com um casaco preto e acompanhada de um homem que não era do escritório. Pareciam ser um casal.
- Uau, que bofe... (Ruby).
- E dali uma, duas, três... Ruby se prepara para o ataque. (Henry)
- Será que eles são o que em?
- Provavelmente um casal Ruby (Emma).
- Ah, qual é?! Será?
- Ruby tecnicamente pessoas inteligentes e bonitas atraem parceiros iguais. Você é que é a exceção a regra e só arruma trambolho (Henry).
- Eu não arrumo trambolho oh engraçadinho. Só tenho um gosto peculiar.
- Ah sim. Gosto peculiar agora é nome pra escolher homem feio?
- Não só homens querido.
- Esqueci desse detalhe. Homens, Mulheres, postes, pedras e por ai vai.
- Credo, falando assim até parece que eu pego geral.
- Nesse ponto ele está certo Ruby. Cada dia você está com uma pessoa diferente.
- Parem de show vocês dois e vamos prestar atenção no casal. Necessito saber se ele realmente é algo dela.
Ficamos os três ali observando a nova Coronel com seu acompanhante. Eles estavam sentados em uma mesa à parte. Não demorou muito pra que Regina percebesse nossa presença e viesse até a mesa.
- Boa Noite.
- Boa noite (respondemos).
- Não esperava encontrá-los aqui. Senhorita Swan, desculpa não ter ido ao seu encontro, mas não tive tempo.
- Tudo bem. Amanhã conversamos com calma.
- Sim. Bom vou deixá-los a sós agora. Imagino que queiram conversar sem a presença da nova chefe.
- Coronel Mills (Ruby).
- Sim. Fora do escritório pode me chamar de Regina, por favor.
- Ah sim, desculpa. Regina quem é aquele que está com você?
Nessa hora eu e Henry olhamos incrédulos para Ruby. Como ela conseguia ser tão cara de pau assim?
- Ele é meu noivo Rubyana.
- Por favor me chame de Ruby.
- Sim, faça esse favor. Esse nome já é feio o bastante no papel, imagina na boca de alguém (Henry).
- Ah sim. (risos) .Ele é meu noivo, nos mudamos pra cá devido a minha transferência.
- Entendi.
- Bom, eu já vou indo. Foi um prazer vê-los. Tenham uma boa noite.
Regina caminhou de volta a mesa ao encontro do seu noivo.
- Caramba, vocês viram o que eu vi? (Ruby)
- Se você tá falando da sua falta de educação, sim.(Henry)
- Não cabeção. Ela ficou o tempo todo olhando pra Emma.
- Oi?! Sabia que ia sobrar pra mim. (Emma)
- É isso ai. Ela não tirava os olhos de você.
- Larga de viagem Ruby. (Emma)
- É. Seus neurônios ainda não se encontraram não? Ela só foi educada. E cabeção é a mãe. (Henry).
- Educada, sei. Ela estava era interessada na Emma aqui.
- E você percebeu isto como? Quando estava olhando para os peitos dela ou quando perguntou quem era o homem que estava com ela? (Emma)
- Dá pra fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo sabia Ems ?!
- Sei. Pede a conta logo e vamos embora, preciso tomar um banho e dormir.
- Sim senhora.
Saímos do pub pela porta lateral. Precisava descansar e me preparar para o novo dia. Amanhã teria que conversar com a nova Coronel e assegurar que ela não suspendesse nenhum dos meus dois oficiais.
A caminho do apartamento que dividia com Ruby, me lembrei da cena do pub. Realmente Regina estava olhando intensamente pra mim. Balancei a cabeça como que afastando este tipo de pensamento. Era só o que me faltava, Ruby colocando ideias absurdas na minha cabeça.
