Depois de tanto pesquisar e descobrir mais sobre as Horcruxes eu resolvi descansar.

Saí da biblioteca e me direcionei ao banheiro, tomei um banho, coloquei uma roupa leve e me joguei na cama.

Fiquei olhando para o teto e pensando em como estariam as coisas em Hogwarts, o que estariam falando do meu "sumiço" e o que Rony estaria fazendo. Não!

Eu me repreendi mentalmente.

Ele tinha me humilhado e eu iria pagar com a mesma moeda, mas eu ainda tinha outro "problema": O professor Snape.

Ele meio que surtou hoje de manhã e disse umas coisas que me deixaram meio nervosa. Mas eu iria continuar com o plano.

Seduzir o Morcegão não seria muito fácil.

E agora que não tinha mais nada pra fazer, eu descidi confeccionar minhas roupas novas para quando eu voltasse pra Hogwarts. O que eu achava que não fosse demorar muito.

Não ia aguentar passar 2 meses inteiros sem fazer nada e ainda mais sendo visitada apenas pelo Snape.

Peguei tudo o que eu tinha e fui encurtando, mudando, dando um toque de brilho, um pouco de glamour e deixando mais bonito.

Passou-se pouco tempo, mas pra mim era uma eternidade.

Então saí do quarto e dei uma volta por aquela imensa mansão. Ela era realmente deslumbrante. Os Prince tinham muito bom gosto e eram muito fascinados pela Sonserina, tanto que os detalhes da casa eram em um verde esmeralda e um prateado supremo.
Dando um ar de sofisticação àquela moradia.

Agora eu estava passando por um corrdor vazio de móveis, mas possuía muitos retratos, muitos quadros.

Todos com rostos aristocráticos e de narizes empinados. Eu ri internacionalmente.

– Você garota...- a voz de um dos quadros me chamou. Era uma mulher de longos cabelos negros lisos e olhos das mesma cor.

– Sim.

– Você é Hermione Granger não!?

– Sou sim, como me conhece?

– Ahh querida, faz um bom tempo que não entra nenhuma mulher nessa casa e quando você chegou. Bom, eu logo fiquei sabendo e mesmo assim, quem não conhece a melhor amiga de Harry Potter, o menino que sobreviveu!?..- ela deu uma pequena risada e piscou pra mim. Fiquei meio sem jeito.

– Ah sim! Por causa do Harry..- eu confirmou..- Se me permite, quem é a senhora?

– Eu sou Eillem Prince, a matriarca da família Prince e mãe de Severo.

Minha boca se abriu em um grande "O".

– A senhora é a mãe do professor Snape!?.- eu perguntei meio abobalhada.

– Não menina, sou mãe de Merlin..- ela disse irônica..- É claro que eu sou mãe Severo. Olhe pra mim, somos quase idênticos. Só muda que ele é um homem..- a sua risada foi bem alta e aguda e eu vi que apesar de ser uma doida, ela era uma boa pessoa.

– Percebo a diferença..- eu disse rindo para acompanhá-la..- Mas por que a senhora disse que faz anos que não entra uma mulher aqui?

– Simples, por que faz muitos anos que não habita ninguém nessa casa, a não ser meu filho que vinha muito aqui nos seus tempos de escola e a última mulher que ele trouxe foi uma ruiva. Sim! Ela era ruiva...- ela dizia pensativa.

Eu estava prestando muita atenção, eu sabia quem era a tal mulher que Snape havia trago para aquela casa.

– Ela por acaso se chamava Lílian senhora Prince?.- eu perguntei.

– Oh sim! Sim, esse era o nome dela. Era uma garota adorável. Pena que morreu muito cedo, posso dizer que meu filho a amava de verdade..- ela disse e eu fiquei meio paralisada.

– O professor Snape gostava da mãe do Harry?. - eu perguntei mais para mim mesma.

– Sim minha criança. Ele gostava.

Não respondi mais nada. Apenas saí andando sem direção por aquela enorme casa. Não sei por que, mas uma lágrima solitária rolou por meu rosto, meus olhos ardiam.

Só parei quando vi que estava no quarto.

– Por que eu estou desse jeito? Ele tem todo o direito de ter gostado e de ainda gostar dela..- eu disse e joguei um vaso de flores que estava perto na parede...- Droga! Eu estou gostando dele. Por que todo homem que eu gosto tem que gostar de outra!?

Eu estava gritando, a essa hora eu já chorava fortemente.

– Droga!

Joguei mais algumas coisas no chão e na parede, eu precisava descontar a minha raiva.

Que maldita hora a que eu nasci, não servia nem para conquistar alguém.

– GRANGER?! Mas o que você está fazendo?

Só parei quando ouvi a voz dele que me olhava com uma mistura de pura descrença e irritação.

–Não é da sua conta professor..- eu quase cuspi a última palavra.

Ele andou até mim de forma ameaçadora me olhando com seus olhos negros brilhando de ódio, pegou forte meu braço me fazendo sentir um pouco de dor.

– Como ousa falar assim comigo menina insolente? Eu ainda sou seu professor!..- sua voz era baixa, porém letal.

– Você pode ser meu professor, mas eu não tenho que lhe dar explicações, assim como o senhor não me da explicações da sua professor..- eu olhava do mesmo jeito que ele.

– Você está louca? O que deu em você Granger?..- ele perguntou já afrouxando o aperto em meu braço.

– Já disse que isso não é da sua conta professor!.- eu gritei um pouco alto demais.

Eu não vi o que aconteceu direito. De repente eu só me senti sendo prensada contra a parede e senti lábios quentes cobrindo os meus. Eles se mexiam em perfeita sincronia.

O sabor era viciante, seu hálito quente junto do meu era uma mistura incrível. As mãos ágeis dele apertavam minha cintura com urgência, mas logo depois elas aliviaram e passaram a fazer um leve carinho. Só então que eu me dei conta do que estava acontecendo.

Eu o empurrei.

Ele pareceu sair do transe também. Ficamos nos olhando com as respirações descompassadas, lábios vermelhos e rostos esfogueados.

– Isso não deveria ter acontecido Granger..- ele disse sério ainda me olhando.

– Foi o senhor que me agarrou..- eu protestei. Como assim!? Ele queria me culpar agora?

– Você não deveria ter me provocado garota!..- isso não saiu mais que um sussurro.

– Mas eu não fiz nada agora..- eu tentei novamente.

Mas ele não me deu ouvidos e foi em direção a porta. Quando ele estava pra sair eu resolvi falar.

– Por que não disse antes que tinha gostado de Lílian Potter?..- eu perguntei.

Ele se virou pra mim e com o mesmo ar de sempre, de superioridade e indiferença me disse.

– Eu não tenho que lhe dar explicações, assim como você não me da explicações da sua...- e saiu do quarto.

Meu queixo caiu.. Ele havia usado a minha resposta contra mim mesma.

– Seu idiota..- eu sussurrei e voltei a chorar, mas dessa vez foi um choro de tristeza. Ele havia ido embora e por mais que eu não admitisse.

Eu estava me apaixonando por Severo Snape. Acho que sempre fui apaixonada por ele e nunca tinha percebido, mas ainda tinha o Rony e desse sim eu precisava me vingar.

O problema do Snape eu resolveria depois. Mas não teve outra saída. Naquela noite eu fiquei apenas pensando no beijo que troquei com ele. Isso me deu mais ânimo para continuar com meus planos.