Aulas, aulas e mais aulas.. o que esperar de um dia em Hogwarts?!
Todos os alunos pensavam assim, todos intediados com a mesma rotina de sempre, mas Hermione nem via o tempo passar.
Suas pesquisas com o professor Snape e com o novo aluno, Taylor, haviam se estabilizado e avançado de certo modo.
Um dia depois do beijo que Taylor havia dado em Hermione, ela havia decidido deixar os sentimentos um pouco de lado e se focar num único objetivo.
A noite, depois de suas aulas do dia, Hermione tomou um banho bem demorado e se arrumou para esperar a hora de começar as pesquisas.
FLASHBACK ON:
– Entre!..- ordenou a voz imponente de Severo Snape.
– Com licença professor.
Hermione disse assim que entrou no escritório do tão temido mestre de poções, mas agora era diferente. Ele lecionava DCAT e tratava a loira de outro modo do que consumava ser, claro! Quando não tinha ninguém por perto.
A verdade era que Snape havia se apaixonado pela irritante sabe-tudo de Hogwarts e nem tinha percebido isso até admitir para ele mesmo e para ela também.
– Ah, é você Hermione. Seu amiguinho ainda não chegou, vejo que pontualidade não é bem o forte dele..- a ironia na voz grave do moreno era visível.
Ele não havia gostado nem um pouco da arrogância com que o novato havia o tratado e da aproximação que estava tentando com a sua Hermione. Como se já não bastasse todos os outros que ele tinha que espantar para longe de sua Grifinória, agora também tinha que se preocupar com um brasileirozinho metido a sabe-tudo.
– Professor não fale assim! Ele é novo aqui e ainda não conhece o castelo assim como nós..
– É impressão minha ou você o está defendendo?...- Snape que antes estava sentado em sua cadeira, agora caminhava até o ponto onde Hermione havia parado..- E por que está com essa formalidade toda comigo?
Seus olhos eram como duas pérolas negras naquele instante, brilhando e totalmente focados em cada palavra que a loira diria.
– Não estou defendendo ninguém professor, apenas disse a verdade. Ele não conhece muito bem o castelo. E quanto a nós dois, precisamos conversar.
A garota de olhos cor de avelã engoliu em seco ao falar isso, Snape agora estava a poucos centímetros longe dela a olhando como se fosse examinar até a sua alma.
O ruim de estar na presença do mestre de poções era esse, já que os seus anos de espião/comensal lhe trouxeram uma frieza e calculismo muito grande. Você nunca saberia o que esperar da parte dele.
Mas pela primeira vez os olhos negros pareceram vacilar e mostravam uma confusão interna.
– Conversar? Conversar o que? Achei que já tínhamos resolvido isso!..- ele deu um passo atrás.
– Não quero terminar com você ou coisa do tipo Severo, mas preciso me focar nessas pesquisas agora e um sentimento só atrapalharia.
– Eu entendo...- ele parecia visivelmente chateado com o fato, virou-se de costas para a loira e traçou o caminho de volta à sua cadeira confortável por trás da mesa.- Bom, se é o que você quer, daremos um tempo então Hermione.
FLASHBACK OFF
– Harry você tem que devolver esse livro. Você nem sabe que tipo de magia tem nele, pode ser perigoso.
A voz de Hermione ecoava pela comunal da Grifinória. Rony e Harry estavam sentados ouvindo a loira ralhar por causa do livro de poções que o moreno havia pego da sala de Slughorn para a aula de poções.
"Estudos Avançados para o Preparos de Poções"; "Este livro pertence ao príncipe mestiço"
– Eu vou para a biblioteca pesquisar mais e ver se acho alguma coisa sobre esse Príncipe Mestiço..- disse e saiu pelo buraco do retrato a passos pesados e bufando.
Aquilo realmente a incomodava, ela não sabia quem era o dono desse livro e nem havia achado nada sobre ele por mais que procurasse.
O trabalho com as Horcruxes estava indo de vento em poupa, tirando é claro que eles não sabiam a localização das mesmas e nem como destruí-las.
(...)
O relógio marcava altas horas da noite. O jantar tinha sido servido a muito tempo e, como sempre, todos haviam retornado para seus salões comunais.
Mas havia uma pessoa que não estava deitada em sua cama como o resto dos alunos, uma loira.
Aquela noite Gina a tinha convidado para dormir com ela na casa dos leões. Fazia tempo que ela não passava a noite ali, tinha até se acostumado com o frio das masmorras.
Hermione se revirava na cama e não conseguia dormir como suas colegas de quarto, que uma vez ou outra roncavam baixo fazendo a Grifinória agoniar-se mais.
Foi então que ela se levantou. Desceu a escadaria da torre e parou por um segundo no salão comunal . Olhou para a lareira que ainda possuía algumas brasas vermelhas e vibrantes, notou qe não havia ninguém ali e depois saiu pelo buraco no retrato.
Ela não sabia por que estava tão inquieta naquela noite, mas algo lhe dizia que ela deveria fazer uma ronda pelo castelo.
Andou por todos os corredores, passou até perto das masmorras mas não desceu para não cair em tentação e se entregar novamente nos braços de Snape.
Foi então que resolveu subir até o sétimo andar e parou em frente à Sala Precisa, uma porta grande se formou a sua frente.
Ela não sabia nem no que estava pensando exatamente, só sabia que queria encontrar algo.
Entrou por aquela grande porta de aparência velha e viu o que nunca tinha visto antes naquela sala: Estava cheia de pilha e pilhas de coisas perdidas e no meio da sala ela viu um garoto esbelto e corpo bem formado olhando para o que par cha ser um grande armário.
– Draco?!..- foi a primeira vez que sua voz saiu desde que saiu da cama na torre da Grifinória.
O loiro se virou e observou a loira que estava o chamando. Ele parecia estar decepcionado consigo mesmo, sua expressão não era das melhores.
– Vá embora Granger! Me deixe em paz...- a voz dele saiu falha, parecia que estava chorando.
– Olha, seja lá o que você estiver fazendo, eu não vou deixar você continuar.
– Você não sabe Granger o que está pesando na minha costa, ninguém sabe.
– Deixa eu te ajudar, por favor Draco! Vem comigo?!..- Hermione se aproximou um pouco mais de onde ele estava e estendeu a mão para ele.
– Você não pode me ajudar...- a convicção que ele estava botando em cada palavra está irritando A garota.
– Posso se vc me deixar ajudar seu babaca...- ela gritou e ele arregalou um pouco os olhos azuis acinzentados.
– Então me dá uma solução senhorita sabe-tudo, não é esse o seu título? Então faça jus a ele. Espero que eu não me arrependa de ter deixado você me ajudar Hermione.
A pronúncia do seu nome nos lábios finos e vermelhos do Sonserino fez a loira sentir um arrepio na espinha.
