– Senhor, peço que veja todas as nossas possibilidades e pense bem no que eu propus. Precisamos de um lugar seguro para que depois da invasão dos comensais possamos estar em proteção e possamos continuar nossas pesquisas e buscas.

A voz de Hermione Granger era baixa, porém firme. Ela estava em frente à mesa do diretor junto com Taylor e Snape as costas dos dois.

– Acredite senhorita Granger, eu considero sim essa sua ideia e acho que seria a mais viável, mas me pergunto como e quantas pessoas seriam levadas para essa tal lugar seguro que ainda nem temos opções...- os olhos azuis do mais velho pareciam levemente cansados..- Afinal, a escola não pode ser abandonada certo?

– Na verdade nós pensamos em uma opção sim diretor, temos o lugar que foi o refúgio de Hermione quando ela "fugiu" de Hogwarts..- Taylor disse fazendo aspas com os dedos no ar quando se referiu a pequena e curta fuga da Grifinória.

Aliás, a loira mesma havia contado pro seu novo amigo o que havia acontecido entre ela e um de seus melhores amigos que agora era ex-melhor amigo.

– A mansão Prince?..- Snape protestou..- Minha casa não é abrigo de um bando de cabeças-ocas.

– Severo, acalme-se. A sua casa seria um ótimo local devo admitir.

– Ok Dumbledore!..- o moreno mais velho disse já se cansando daquele assunto..- Faça como quiser. Não demorará muito para que o Lord queira invadir a escola e ele está pressionando como pode o senhor Malfoy.

Ele olhou para Hermione com uma expressão dura ao lembrar do loiro e da cena que ele tinha presenciado no quarto da Grifinória.

– Só peço que sejam rápidos a fazerem os planos de fuga que nós iremos usar, pois não creio que minha identidade secreta de espião continue intacta depois dessa invasão..- então o mestre de poções olhou para o diretor com o olhar pesaroso..- Sinto muito Alvo, sei o que quer que eu faça, mas eu não irei matar você.

Severo Snape saiu do escritório a passos rápidos sem dar tempo para que algo fosse dito. O clima então ficou pesado e o silêncio constrangedor reinou.

Não! Snape não mataria seu mestre. Aquele que acolheu ele de todas as formas e que era como um pai para ele.

– Terminamos essa conversa depois meus jovens, podem se retirar, mas fiquem atentos a tudo, continuem suas pesquisas e apressem as coisas para que esse plano de fuga esteja pronto até a semana que vem...- o mais velho foi bem firme quando disse isso. Apenas acenou com a cabeça e Taylor e Hermione sairam também do escritório.

Quase um mês se passou!

Hermione estava mais alerta que nunca, assim como Harry e seus amigos.

Ela ajudava Draco no que podia. Ela o instruiu a continuar com sua "missão" de concertar o Armário Sumidouro e de matar o diretor Alvo Dumbledore.

Se aquilo era arriscado? Lógico que era!

A qualquer momento Voldmord poderia descobrir de tudo pelos pensamentos do jovem garoto Sonserino, mas era necessário.

Severo Snape também havia se afastado mais de tudo: de Hermione, de Dumbledore (dizendo-lhe apenas o necessário), nas aulas estava mais brando é mais distante enquanto falava sobre algum feitiço.

Enfim!

Ele continuava a frequentar o círculo mais íntimo do Lord, sondando cada coisa que podia, cada fraqueza, cada oportunidade que poderia ajudá-los a vencer a maldita guerra.

Ele sentia também cada vez mais falta de Hermione, mas era preciso afastar-se dela, já que ela também havia pedido um tempo do sentimento que os dois compartilhavam.

Mas uma dúvida corria por sua mente e estava a fervilhar todas as vezes que ele via a loira juntamente com Draco.

Será que ela sentia algo pelo príncipe da Sonserina? Será que eles estavam tendo algo?

Isso chegava quase a ser cruel de se pensar. Então ele resolveu se concentrar mais no que deveria fazer, sabia que havia pouco tempo para que tudo revirasse do avesso e a Guerra fosse travada verdadeiramente.

Taylor também tinha sua participação, ele se tornou o braço direito de Hermione.

Os dois trabalhavam durante os intervalos das aulas na biblioteca e a noite antes de se recolherem no laboratório que Snape havia disponibilizado para eles.

Foi assim que passaram o tempo, até que o dia do desespero e da agonia chegou.

A destruição do castelo era vista de longe. Dava até uma tristeza no olhar daqueles que viveram maior parte de suas vidas ali.

A invasão começou e agora a Guerra estava realmente acontecendo.

Hermione?! Onde está a Hermione?...- Gina perguntava junto do grupo que fora direcionada a ficará perto, pois eles iriam ser levados para o local seguro que eles haviam pensado a dias.

Não sei Ginny. Ela deveria ter vindo ao nosso encontro..- o menino que sobreviveu.

Haviam estudantes correndo em todas as direções a procura de um local seguro, mas infelizmente Hogwarts naquele momento não era segura em nenhum lugar.

Os comensais do Lord das Trevas corriam também, colocando o terror e o pânico nos corredores e no pátio.

O Grande Salão tinha acabado de ser revirado de ponta cabeça por Bellatrix é uma corja que estava a sua volta e agora eles se direcionavam a um lugar específico.

Snape também havia sumido no meio de todo aquele tumulto. Draco só poderia estar em um lugar também.

Foi então que uma luz se ascendeu na cabeça de Harry. Ele sabia onde a loira estava.

Voces fiquem aqui, defendam uns aos outros, mas não se separem. Eu vou atrás da Hermione.

Potter saiu às reclamações e gritos de Gina para que ele não fosse. O grupo, onde estavam Taylor, Rony, Gina e Luna, se juntou mais e de onde estavam, começaram a disparar feitiços estuporantes nos comensais que ainda restavam no saguão da entrada.

[...]

Harry correu o máximo que pode, se desviando dos perigos que o caminho lhe oferecia.

Ele tinha que pegar sua amiga, arrastar Malfoy e Snape com ele para irem ao local indicado por Dumbledore.

"Dizem que não se pode aparatar em Hogwarts, mas ser Alvo Dumbledore tem suas vantagens"— essas foram as palavras do velho diretor para Harry uma vez.

Então era isso, ele levaria todos para a mansão Prince e lá ficariam até que tivessem de lutar pela última vez. Aí seria matar ou morrer. Perder ou ganhar!

O moreno subiu as escadarias da torre de Astronomia. E logo avistou por baixo do assoalho velho Snape e Hermione juntos observando também. Um ao lado do outro.

O diretor da Sonserina fez um sinal com o indicador nos lábios para que o Grifinório não fizesse barulho e assim eles ficaram: quietos à espera do que seria a deixa para que pudessem sair dali.