Boot Camp

Autora: Snowdragonct

Tradução: Aryam


N/T: Agradeço imensamente a Tenshi Oni, MaiMai e DarkWolf03 pelos comentários e por acompanharem a fic! Obrigada meninas! Espero que curtam mais esse capítulo e obrigada por lerem e me deixarem saber o que estão achando! Estou postanto esse capítulo com um pouco de pressa, estou passando por um momento conturbado e não quero enrolar muito para disponibilizar um capítulo pronto, por isso não estou respondendo os comentários como sempre faço, desculpem! Abraços ^.^


Capítulo Treze: Operação Revanche

Campo de Treinamento

Já passava da meia noite quando Duo pisou silenciosamente no chão, pé ante pé, foi até Quatre e pousou uma mão no seu ombro. Os olhos do amigo abriram de uma vez e o jovem de cabelos compridos colocou um dedo na frente dos lábios pedindo silêncio. O loiro assentiu, cuidadosamente erguendo-se da cama. Com roupas e botas em mãos, aproximaram-se da janela, a qual Duo deixara alguns centímetros aberta antes de irem dormir. Ele também lubrificara as dobradiças com manteiga surrupiada do refeitório. Assim, a janela deslizou sem nenhum ruído e o jovem de trança pulou. Quatre seguiu e fechou a janela, mas não completamente como antes.

O mais próximo da parede do prédio possível, vestiram rapidamente as roupas e as botas. Duo agarrou o pulso de Quatre e o puxou pelas sombras dos quartos sob a pálida luz da lua.

Até agora, tudo certo...

Passaram pelos prédios e correram pelo campo aberto até o prédio de administração. A cerca bem iluminada cercando o perímetro estava bem ao fundo, mas para o destino dos rapazes, não precisavam cruzá-la. Eles não podiam alertar nem os guardas da torre nem a patrulha.

Duo jogou-se no chão e Quatre o imitou, rastejando assiduamente por entre os edifícios, parando quando encontravam um guarda que poderia vê-los. O loiro se perguntou quando Duo estudou a planta do acampamento e os horários das patrulhas; ele parecia saber exatamente por onde passar.

Alcançaram a cerca envolta do pátio de exercícios dos cães e Duo rolou para o lado, tirando dois sacos plásticos do bolso.

"Quat... você fica aqui e me dá cobertura... se alguém chegar, me avise e se esconda naquele prédio ali."

Quatre assentiu com a cabeça e Duo esperou uma nuvem cobrir a lua. Pôs-se a escalar a grade de quase dois metros e pousou no gramado. Encontrar pilhas de excrementos no escuro foi um pouco mais difícil, por precisar esperar por pela fraca luz vinda do céu. Finalmente encontrou a pilha-mãe num canto e levou vários minutos enchendo uma sacola.

Terminou e retornava para a grade quando ouviu Quatre sibilar um aviso. Pressionou-se atrás do canil de cimento e esperou, sem se mexer.

Um guarda passou, demorando-se no portão, destrancando-o, e levando um dos grandes cães de guarda consigo.

Merda! Que merda que merda que merda que merda que merda que merda...

O cachorro parou, rosnando baixo, e o treinador puxou a coleira. "Quieto, King. Seu turno acabou." Ele guiou o animal para dentro da casa de cachorro e Duo conseguiu respirar novamente, correndo para a cerca e escalando-a. Pousou do outro lado com um baque e correu agachado nas sombras.

Quando uma mão apertou seu ombro, quase saltou de susto antes de encarar a expressão preocupada de Quatre. "Caralho!" respirou fundo e sussurrou: "Não faça isso!" Tinha certeza de que a batida de seu coração estava alta o suficiente para ser ouvida por todo o acampamento.

Quatre sorriu, embora nervoso, e apontou para o canil, lembrando Duo do guarda que provavelmente sairia logo de lá, com outro cão.

Um cachorro faminto e mais acordado, sem dúvida!

Duo assentiu, formou com a boca a palavra "Chase" e apontou para os alojamentos. Os dois continuaram pelas sombras até alcançar o campo aberto entre o prédio de administração e os quartos.

Quatre olhou para o seu amigo quando pararam para observar os guardas. "Preparado?" murmurou em silêncio.

Duo fez que sim com a cabeça, erguendo três dedos. Três... dois... um. Ele deu um passo quando o loiro agarrou sua trança e o trouxe de volta para a sombra.

Qual é?

Os olhos violeta se enfureceram e seguiram o olhar de Quatre para o prédio de onde o Diretor Kushrenada acabara de sair. Ele andava diretamente para onde se escondiam. O mantra de 'que merda' soava na cabeça de Duo, enquanto ele tentava se fundir a parece, esperando um milagre.

Uma voz saudou o diretor, fazendo-o virar para um guarda segurando uma prancheta e tagarelando sobre alguém querer alguns dias de folga.

Duo puxou a manga de Quatre, apontando com a cabeça para onde vieram. Eles retornaram e circundaram o outro lado do prédio, afastando-se do diretor e do guarda.

Quando a conversa terminou e o carcereiro voltou a caminhar, ele virou em alguma esquina.

Soltando um suspiro de alívio, eles apressaram-se através do campo e afundaram-se nas sombras. Descansaram tempo suficiente para diminuir a batida alucinada de seus corações. Só então prosseguiram para o Objetivo Número Dois... o quarto do Time Chase.

Duo chegou à parede alvo, colocando sua orelha contra o vidro para escutar. Deu jóia com os polegares para Quatre, retirou um grampo de metal do cabelo e habilmente o usou na armação, destrancando a janela em segundos. Deslizou-a para cima com dolorosa lentidão, até conseguirem ouvir os constantes roncos dos quatro rapazes.

Maravilha – a doçura da vingança!

Duo abriu um sorriso destemido, tentando não pensar no que aconteceria se fosse pego. Inclinou-se para o seu amigo. "Eu entro... você fica de vigia... se ouvir qualquer coisa lá dentro, dá o fora o mais rápido que puder."

"E te deixar sozinho com os quatro?" Quatre rebateu. "Não me peça para fazer isso!"

"Não tem sentido nós dois sermos pegos," Duo afirmou. "Especialmente pelo time do Austin." Ele franziu o cenho para o loiro. "Achei que tínhamos combinado isso."

"Fico de vigia, mas se algo der errado, eu vou ajudar," Quatre insistiu.

O jovem de cabelos longos abriu um sorriso forçado. "Não é que tem um pouco de 'rato de rua' em você?" Piscou com malícia. "Me faz querer que você fosse meu tipo."

"Vai logo!" Quatre ralhou. "Fico de guarda."

"Você é o cara, Quat." Duo se suspendeu no peitoril e estava dentro do quarto, movendo silenciosamente a procura do primeiro par de botas. Usando a segunda sacola como luva, colocou um punhado de merda de cachorro dentro do calçado, espalhando por toda a palmilha. Quando acabou, passou para o próximo – quatro no total.

Dando os parabéns a si mesmo pelo plano perfeitamente executado, voltou para a janela apenas para congelar no lugar quando ouviu um ronco, um gemido e o ranger das molas de uma cama.

O mantra do 'que merda' se tornava cansativo, Duo decidiu.

Houve um resmungo e um xingamento; outra voz disse: "Jesus amado, Mickey, vê se dorme!"

"Vai pro inferno, Chris, as molas do colchão 'tão me espetando..." Um silêncio se seguiu e momentos se passaram antes de finalmente os sons das respirações se tornaram regulares e os roncos recomeçaram.

Duo sentia o suor escorrendo pelas costas no seu caminho para a janela. Perto demais... essa foi perto demais.

Quatre esperava, pálido de preocupação. Seu olhar curioso apenas recebeu de resposta um balançar de cabeça de Duo quando este descia a janela. Fechou-a e re-trancou. Só então soltou um suspiro trêmulo.

"Casa?" Quatre murmurou.

"Casa," Duo ecoou.

Sem nunca se descuidar, retornaram para seu próprio quarto e entraram do mesmo modo que saíram. Tiraram as roupas do lado de fora, carregando-as para minimizar o barulho.

Quatre entrou primeiro com Duo logo atrás. Este fechou a janela, posicionando as botas ao lado do baú e colocando as roupas em cima.

Impulsionou-se na beirada do beliche, usando um dos postes como apoio. Quase lá.

"Por onde andaram?" perguntou a voz inabalável na cama debaixo.

Duo assustou-se tanto que caiu de costas no chão com um estrondo. "Ah, cacete!" exclamou surpreso, erguendo o rosto para ver Heero sem camisa pairando sobre si, a testa franzida deformando a bela face.

"Então, Maxwell?" Heero colocou um pé no peito de Duo. "Onde você e Winner estavam?"

Duo gradualmente recuperou o ar. "Fora?" aventurou-se, tentando deslocar o pé do outro rapaz.

"Inaceitável," o líder retrucou, pisando com mais forçar.

Duo sentiu-se levemente esmagado.

Trowa arrastou Quatre ficando ao lado de Heero; o loiro pendeu a cabeça, parecendo culpado. "Heero, nós só..."

"Quatre!" Duo reclamou, lançando ao amigo um olhar de aviso. Voltou-se para Heero com raiva. "Olha, Yuy, Quat e eu queríamos sair para uma caminhada." Bem, não era exatamente uma mentira. Eles caminharam... correram... se arrastaram... mas definitivamente caminharam também. "Sozinhos," completou. Também verdade, afinal, Heero e Trowa nunca os deixariam fazer o que fizeram.

"Caminhar," o líder repetiu neutro.

"É." Duo tentou respirar, mas a pressão do pé em cima de si dificultava. "Dá pra tirar esse pé daqui ou 'tá difícil?"

"Quando eu estiver satisfeito com a sua resposta."

"Puta que o pariu, Yuy!" Duo arfou. "Quatro é uma multidão, Quat e eu queríamos um tempo em particular."

"Quer que eu acredite que você e Winner saíram às escondidas, arriscando a cadeia, para dar uns amassos?" Heero questionou, a expressão demonstrando sua raiva.

A face de Quatre se pintou com um leve tom avermelhado e Duo hesitou. "Não foi isso que eu disse... hei, como percebeu que saímos?"

"Não tente mudar de assunto," Heero rosnou. "E me diga por que saíram. Para onde foram e o que fizeram."

Duo sustentou o olhar penetrante. "Isso é pessoal, Yuy."

"Isso é um time. Se você ou Winner forem pegos desrespeitando o toque de recolher, todos nós sofremos as conseqüências." Heero tirou o pé de cima de Duo, agarrou fortemente o pulso do jovem, e o puxou para cima. Os olhos azuis acesos com emoção. "Da próxima vez que quiserem trepar, façam isso no seu tempo livre, não quando podem trazer problemas para o time inteiro!"

O queixo do loiro caiu. "Não é isso-!" ele parou quando viu o olhar que Duo lhe lançava.

O jovem de trança encarou Heero. "Quer saber, Yuy? Não é da sua conta onde, quando ou com quem eu trepo. Então fica na tua!" Ele empurrou com o corpo o líder, tirando-o do caminho, e subiu em sua cama, dando as costas aos outros.

Quatre virou-se para Heero e para Trowa, as maçãs do rosto vermelhas de vergonha. Foi para a sua cama e se enrolou nas cobertas na esperança de pegar, pelo menos, algumas horas de sono antes da chamada as cinco da matina.

Um burburinho de conversa sussurrada continuou por alguns segundos antes de Heero e Trowa deitarem em suas próprias camas.

separação

O alarme das cinco da manhã fez os rapazes pularem da cama, procurando por vestimentas limpas.

Heero não fez mais comentários sobre a excursão crepuscular, mas a frieza em seus olhos provocou a atitude desafiadora de Duo quando passaram um pelo outro para o banheiro.

E em poucos minutos estavam do lado de fora correndo para a pista de exercícios.

Enquanto corriam, notaram uma comoção na barraca do Time Chase. Duo e Quatre trocaram sorrisos orgulhosos e deram um toque de mãos.

"Maxwell..." Heero posicionou-se na fila ao lado do jovem de cabelos compridos.

"Não enche," Duo murmurou, mantendo a atenção para o Capitão à frente.

Os rapazes do Time Chase apareceram arrastando os pés; os olhares confusos de todos tornaram-se risadas e finalmente completas gargalhadas quando foi percebido o que viam.

Austin carregava suas botas, os pés cobertos pelas meias, amarronzadas por alguma substância. Seus colegas Rickey, Chris e Mickey em situações similares: o primeiro com a uma bota calçada e a outra na mão, mancando como se sentisse dor; o outro com as duas botas nos pés, andando como se pisassem em ovos; o terceiro carregando as botas e meias fedorentas. O cheiro os precedia por muitos metros.

Duo e Quatre apoiavam um no outro, quase caindo de tanto rir, Trowa sorria largamente e Heero estava simplesmente abobalhado.

O Capitão Chang calou as risadas de seus oficiais com um olhar chocado e se dirigiu ao time do Austin, apressadamente fazendo uma conferência sobre a... situação.

"Ah, caramba, não consigo respirar!" Duo ofegou, lágrimas escorrendo pelo rosto.

"Cara, eu sou seu fã," Quatre brincou, inclinando-se nele procurando apoio. "E da sua mente maligna!" ele concluiu.

"Maxwell, Winner."

"Relaxa, 'Ro," Duo sorriu.

"Eu deveria matar vocês dois!" Heero sibilou. Mas ele caiu na bobeira de encontrar a expressão perplexa de Wufei e perdeu o controle também, a risada se formou apesar de seu esforço.

Fazer o quê, foi brilhante!

Ele ficou tentado em oferecer os parabéns ou quem sabe um belo beijo quente no espertalhão de trança ao seu lado.

Os soldados demoraram vários minutos para controlar a todos. E quando, por fim, o Time Chase foi dispensado para trocar os calçados, (risada... ronco...), Capitão Chang pediu a atenção do resto.

"Agora vão se arrepender," Heero reclamou baixo para seus colegas impenitentes.

"Nunca!" Duo respondeu, sorrindo malignamente.

"Acha algo engraçado, Maxwell?" o Capitão Chang questionou, parando na frente do rapaz. Apenas Heero conseguia ver o esforço Herculano de Wufei se segurando para não se deixar levar... Será que ele está mordendo a bochecha tão forte quanto eu para tentar não rir?

"Uh... bem... sim, senhor." Duo apontou genericamente para a direção de onde Austin e seus companheiros se foram. "Desculpa, mas aquilo foi engraçado pra caramba!"

O Capitão encarou Duo desconfiado. "Não é bem visto admirar seu próprio trabalho, Maxwell."

"Quem me dera!" o jovem ironizou. "Eu poderia dar um abraço em quem quer que fez isso com o Pritchard!"

Wufei não era tolo. Seus olhos negros fixaram-se com severidade nos índigo. "Você nega ter colocado excremento nas botas do Time Chase?"

"Bem que eu queria," Duo falou honestamente. Era uma evasão, claro, mas não exatamente uma total mentira. Ele odiava mentir.

"Acha que sou idiota?" Wufei perguntou com a voz baixa, apenas para Duo e seus colegas ouvirem.

"De modo algum, senhor," Duo respondeu francamente. "Mas eu também não. A primeira coisa que se aprende no reformatório é nunca admitir nada... nunca."

"Mesmo sendo culpado?"

Duo o encarou de volta sem pestanejar. "Prove."

O oficial chinês vacilou entre Heero e Duo, seus olhos se acenderam. Ele cheirou o ar calmamente. "Levante o pé, Maxwell."

Os olhos índigo piscaram em surpresa, um pé foi erguido lentamente. Wufei inspecionou a sola cuidadosamente.

"Agora o outro."

Duo sabia aonde isso ia dar e amaldiçoou sua sorte, erguendo o outro pé.

Wufei sorriu malvadamente. "Como explica essa bosta de cachorro nos pinos da sua bota, Maxwell?"

"Pisei quando voltava do lago, senhor," contou a verdade. Não achou necessário explicar que limpara aquele infortúnio da primeira vez. Essa sujeira tinha que ser da excursão noturna.

"Parece bem fresco pra mim," Wufei observou.

Duo falou com sarcasmo controlado: "Vai fazer uma datação carbônica... senhor?"

"Não vou precisar. Agora que tenho um suspeito, aposto que posso encontrar alguma evidência," o Capitão ameaçou, a expressão de triunfo tomando conta da face. "Terminaremos isso após a investigação." Um sorriso bestial cruzou seus lábios. "Tenho certeza de que temos suas digitais arquivadas, Maxwell." Ele chamou um dos tenentes. "Lidere a calistenia, Pierce... Tenho trabalho a fazer."

Duo suspirou enquanto o oficial saía de vista, dando a Quatre um sorriso conspiratório. "Missão cumprida, Winner."

"Mas... impressão digital?" Quatre murmurou de volta.

O jovem de cabelos compridos balançou a cabeça. "Usei a palma da mão para abrir e fechar as janelas. Lembre-se, invasão é – era – minha especialidade. E por mais que o peitoril estivesse empoeirado, duvido que encontrem alguma coisa."

"E se encontrarem?"

Duo respondeu com um sorriso intrépido. "Quat, valeu tanto a pena!"

Os dois tinham sorrisos estampados no rosto durante quase todo o aquecimento e boa parte da corrida matinal.

Apenas no caminho de volta para o quarto, com a intenção de pegar roupas para tomar banho, Heero teve a chance de comentar.

Ele adiantou-se para ficar ao lado de Duo, que praticamente reluzia satisfação. "Por que não quis contar para Barton e eu o que você e Winner fizeram?" Seu tom era acusador.

"Não ia correr a chance de você me obrigar a desfazer," Duo rosnou.

"Que bobagem," o líder respondeu na lata. "Eu não te faria desobedecer ao toque de recolher uma segunda vez." Balançou a cabeça. "Ao invés disso, você nos deixou acreditar que vocês dois estavam..."

"Transando?" Duo terminou para ele, sombrio. "Qual é a sua, Yuy? Vai chegar a sua vez..."

"Vai se foder, Maxwell!" Heero falou ríspido.

"Em sentido figurado ou literal?" Duo redargüiu.

"Sabe, todo mundo em quinze metros consegue ouvi-los," Trowa comentou. "Qual é o problema?"

"Pergunta pro Yuy," o jovem de trança resmungou, andando mais rápido para se distanciar. Quatre o acompanhou.

Trowa lançou um olhar interrogativo para o líder, que fazia uma careta. "Nem vem, Barton. É entre Maxwell e eu."

"Então toda aquela conversinha sobre o que é ser um time é balela?"

"Olha, Maxwell fez uma suposição idiota e não me dá a chance de consertar," Heero explicou.

"Talvez se você der um espaço, ele se acalma o suficiente para ser razoável," sugeriu o rapaz alto de cabelos castanhos. Ele se aproximou de Heero, sorrindo de leve. "Você tem que admitir, Yuy... foi um jeito incrível de descontar toda a cretinice do Pritchard."

"É," o líder de olhos azuis reconheceu, sorrindo largamente sem perceber. "E fizeram um ótimo trabalho."

"Deixe-os aproveitar o momento."

"'Tá... até o Chang achar provas," Heero deu de ombros. "Aí sim, duvido que eles vão aproveitar alguma coisa."

Continua...