Capítulo 7

As mãos se entrelaçavam delicadamente. Sasuke tinha o hábito de segurar a mão de Sakura quando as coisas esquentavam entre eles. Mesmo quando eram só beijos mais profundos.

Quando Sakura perguntou a ele uma vez o porquê, achou curioso, algo que nem ele sabia exatamente por quê.

- Eu só sinto que quero estar junto com você.

Foi a resposta que ele conseguiu dar a ela. E Sakura sorriu.

Ela sorriu por que não era necessário lhe explicar muita coisa quando o assunto era ele. Ela sempre entendia. Sempre entendeu.

Entendia que talvez de forma inconsciente Sasuke quisesse segurá-la sempre ao seu lado, que não queria mais se sentir sozinho, mesmo quando estava longe ele tinha para quem voltar e segurar na pequena mão tão hábil e tão delicada, tão letal e tão afável, a mão que ele queria segurar e trilhar o caminho por toda a vida.

A mão que ele segurava enquanto amava e era amado.

Os beijos eram cálidos e breves, mas os dedos que deslizavam pela pele branca dos braços dela causavam arrepios.

Sakura soltou o ar quando Sasuke corria os lábios em seu pescoço e os dedos continuavam em seu propósito de explorar, desta vez a barriga de Sakura era o alvo.

Alternava entre os dedos e levemente as unhas, ele riscava devagar para cima e para baixo, circulando o umbigo devagar e depois pela linha da cintura, cada vez alcançando níveis mais baixos atingindo a linha do ventre só para ver Sakura se contorcer de olhos fechados mais uma vez.

Ela era tão linda.

Alguns pouquíssimas linhas de expressão marcavam seu rosto, mas ela ainda preferia não usar o mesmo jutsu que Tsunade usava para se manter jovem. Dizia que não tinha medo de envelhecer.

Mas não é como se precisasse.

O corpo dela ainda era curvilíneo e belo, moldado pelos anos de treinamento a que se submeteu. Mesmo que não fosse, Sasuke não deixaria nunca de amar e desejar a mulher com quem se casou.

Gostava de observar a ansiedade no rosto dela ainda de olhos fechados, ofegando e quando mordia o lábio, ele via toda a expectativa estampada em seu rosto. Sabia que ela desejava mais.

A mão percorreu seu caminho de modo furtivo por dentro da calça branca levando os dedos para dentro de sua calcinha, deslizando, tocando e distribuindo carícias, mais uma vez na incumbência de explorar o corpo dela, mas desta vez parando em um ponto específico, um que fazia com que Sakura respirasse de forma descompassada e fazia com que uma de suas mãos alcançasse os cabelos de Sasuke, enquanto a outra se agarrava ao lençol.

- Anata... – sussurrou sôfrega.

E Sasuke mantinha seus movimentos ou acelerava tudo para dar prazer a ela.

O desejo o invadia e irradiava por seu corpo.

Sasuke mantivera o braço decepado para que se lembrasse de seus erros no passado, mas em poucos e raros momentos ele se dava ao luxo de usar uma pequena parte de sua armadura de Susanoo moldando seu chakra e formando um outro braço, que ele usou para arrancar os botões da blusa de Sakura.

Ela abriu os olhos assustada e depois de forma acusatória. Não era a primeira vez que ele fazia isso com alguma de suas roupas e depois ela acabava tendo que costurar.

Mas Sakura não tinha nem tempo e nem cabeça para pensar nisso agora, principalmente por que Sasuke abocanhava a parte exposta de seu seio fora do sutiã preto que usava, mas que logo em seguida a mão de chakra afastou revelando seu seio para o deleite dele. E enquanto sua boca o reivindicava os dedos dele a invadiram.

Sakura jogou a cabeça para trás totalmente entregue a ele. Era dele, sempre foi.

Assim como ele era dela, assim como ele sempre foi.

Sakura respirava de forma acelerada, se contorcia e mordia os lábios. Sua mente estava nublada, concentrada apenas no prazer que ele lhe dava, até que chegou em seu ápice, e quando o fez puxou ele para um beijo enquanto se levantava e ficava sobre os joelhos para que finalmente pudesse retirar suas roupas. Nunca soube se fazia aquilo direito, mas os olhos de Sasuke sempre refletiam o desejo quando a via se despir devagar na frente dele.

Depois foi a vez dele.

Sakura o despia, enquanto depositava beijos úmidos em seu peito. Antes de tirar a calça ela já podia sentir o volume que ali escondia e deslizou a mão sobre ele.

Sasuke soltou o ar apertando os olhos.

Ela adorava isso.

Tirou suas calças e voltou a acaricia-lo onde ele necessitava bem devagar. Sabia que o torturava, assim como ele fazia com ela quando estavam em situação invertida.

- Ah, Sakura...

Mas Sasuke era menos paciente e não aguentava mais o desejo de tê-la. Puxou Sakura em um beijo sorria sapeca enquanto ele mesmo arrancava a cueca com o braço de sua armadura de chakra.

Deitou-se parcialmente sobre ela enquanto a mão percorreu livre desta vez por todo o seu corpo até a perna grossa de músculos fortes e treinados deslizando para a parte interna abrindo um pouco e ela entendesse como ele queria fazer aquilo.

Sakura se deitou de lado de costas para ele encostando em seu peito enquanto Sasuke abria sua perna levantando a coxa de Sakura que o guiou com a mão e assim Sasuke pôde introduzir-se para dentro dela ainda bem úmida por causa dele.

Os dois soltaram o ar.

E Sasuke começou a deslizar para dentro e para fora com toda a sua extensão enquanto os lábios tomavam a parte de trás do pescoço de Sakura. Era lento e terno. Os dois se sentiam, se preenchiam, se conectavam e desta forma podiam sentir o compasso do coração um do outro entrar no mesmo ritmo.

Havia tanto amor entre eles.

Um amor tão grande que passou por tantas intempéries, tantas dores e escuridão, mas que permaneceu firme e inabalável por todos esses anos. E vencer.

Eles eram um, ainda mais em um momento como esse onde corpo e alma estavam conectados.

Sasuke buscava seu prazer dando prazer a ela. Combinava seus movimentos com carícias e beijos. A mão ora percorria seu corpo apertando seus seios ora deslizava para segura-la pelo quadril enquanto aumentava a frequência das estocadas.

Sakura gemeu seu nome quando ele abriu bem suas pernas e começou a toca-la novamente com os dedos em seu ponto de prazer enquanto entrava e saía de dentro dela.

Mas era engraçado pensar que mesmo quando ele parecia ter o controle, um movimento de Sakura o deixava louco. Ela se contorceu puxando-o para um beijo e sussurrou ainda em sua boca enquanto levava uma das mãos dele por entre os cabelos dela.

- Mais forte, Sasuke-kun.

E então, ainda de lado se inclinou para frente fazendo com que o quadril se encaixasse ainda mais no dele. Sasuke respirou fundo e apertou os olhos com a pressão sobre seu ventre e usou todo seu autocontrole para dar a ela o que queria.

Os dedos entre os fios rosados se apertaram e ele segurou com firmeza no quadril encaixado no dele, para se impulsionar e entrar dentro dela com mais força. Sakura agarrou o lençol e Sasuke continuou possuí-la em um ritmo forte e acelerado até que Sakura começasse a gemer seu nome contra o lençol e Sasuke sentir suas paredes se apertarem sobre ele que manteve o ritmo até que ela estivesse em total êxtase e só então ele se concentrou nele e pôde alcançar o seu.

Os dois se viraram para cima e permaneceram deitados. Exaustos e ofegantes.

Ainda eram ótimos na cama, mas já não eram mais crianças.

E por conta disso Sakura se adiantou deitando no peito do marido semimorto com os olhos cobertos pelo braço, e sorrindo começou a infundir chakra nele.

- Eu ainda não estou tão velho, Sakura.

Ela começou a rir mais abertamente.

- É só para que não fique com dores, Anata.

Sasuke retirou o braço de cima dos olhos e encarou os dela.

- Só por isso? – Sakura assentiu mas Sasuke já via suas bochechas corarem e ela desviar os olhos e perguntou em tom acusatório – Não seria por que você quer repetir?

- Isso também. – confessou e ele teve que sorrir.

Quando os dois assumiram a sua relação, Sasuke e Sakura viajaram juntos e ele até tinha intenções sérias e maduras como por exemplo só manterem relações quando voltassem e se casassem em Konoha. Mas na época, não se passaram dez dias para que eles se entregassem ao amor e ao desejo que sentiam um pelo outro.

E desde então, Sakura mostrou essa faceta insaciável.

Passavam a noite acordados se amando várias e várias vezes.

Mas eles não eram mais jovens, e antes Sarada não tinha muita consciência do sumiço dos pais por horas no quarto.

E ele não podia negar que a idade pesava nessas horas. Por isso, Sakura pegou o hábito de usar seu chakra de cura para repor as energias de ambos, principalmente quando sabia que Sarada não estava em casa.

Sasuke a puxou para cima e a envolveu em seus braços fechando os olhos.

Era bom sentir seus corações alinhando as batidas mais uma vez com o silêncio que se fazia agora e o toque de suas peles quentes.

- Sasuke-kun? – Sakura chamou contra o seu peito.

- Hn.

- A gente podia ter outro filho.

Sasuke arregalou os olhos espantado. Remexeu-se de forma que pudesse olhar para ela.

- De onde veio isso?

- Bem, é que Sarada já é uma mulher e não precisa mais tanto de nós.

Sasuke a estudou por uns instantes e viu em seus olhos um leve tom entristecido enquanto Sakura deslizava o dedo fazendo círculos no peito dele.

– Sinto saudade de quando ela era pequena. Por muito tempo, fomos só nós duas, quando você precisou partir. – Sakura suspirou – agora que ela já é uma mulher e uma Hokage, ela não precisara tanto de nós. Poderíamos pensar em outro bebê. – apoiou o queixo nas mãos que estavam sobrepostas no peito.

- Você não acha que estamos um pouco velhos para isso? – Sasuke perguntou.

- Eu ainda sou fértil e somos bem fortes e saudáveis.

- Sakura, não acho que seja uma boa ideia.

- Ora, Sasuke-kun, você não sente saudade de ter uma criança correndo pela casa?

- Sinto. Mas penso que nosso momento já passou.

Sakura suspirou olhando para baixo e ficando calada por um tempo.

Sasuke agradecia por aquela conversa ser deixada de lado.

- Tudo bem. – Sakura sorriu de novo – mas, então Sarada podia se decidir logo e nos dar um neto, não é?

Um arrepio passou pela coluna de Sasuke.

- O quê?

- Sarada já é uma mulher e nunca fez objeção sobre ser mãe um dia.

Só de imaginar sua pequena menina carregando uma criança fez um sentimento enciumado correr em suas veias. Não por que enxergasse sua filha como uma menina indefesa, mas por que era a sua criança.

- Ela só precisa decidir se nosso neto vai ser Uzumaki ou Yamanaka. – Sakura continuou.

"Nosso neto", bebês loiros, almoços em família, dividir com Sai ou Naruto o posto de avô... AVÔ?

- Sakura eu gostaria de não conversar sobre este assunto. – fechou os olhos.

Sakura começou a rir com o marido tentando se manter estoico quando estava realmente incomodado com o cenário que se pintava na frente dele.

- Anata, é uma possibilidade iminente.

- Você é mesmo irritante.

Sakura ria, enquanto Sasuke segurava a base do nariz tentando apagar aquilo de sua mente, até que Sakura avançasse sobre ele e arrancasse um beijo. Rolaram sobre a cama e ele ficou novamente sobre ela.

Sasuke nem sempre demonstrava seu afeto na frente dos outros, mesmo que não se opusesse a recebe-los, mas entre quatro paredes as coisas eram diferentes. Beijaram-se suavemente, até que libertassem suas bocas e Sakura colocar uma mão em seu rosto falar de novo.

- Eu sei que te incomoda, Sasuke-kun. Mas nascimentos renovam as esperanças de um futuro melhor.

- Eu sei. - suspirou e se acolheu na mão dela.

- E assim como Itachi deixou para você a missão de limpar o nome dos Uchiha, Tsunade-sama deixou para mim o dever de curar a todos e como o Primeiro Hokage deixou para todos nós a vontade de fogo, todas as gerações deixam o seu legado, para que as novas gerações os carreguem e superem. Assim foi conosco, e assim será com Sarada e a geração depois dela.

Sakura tinha razão.

Mas os olhos de Sasuke se arregalaram por outro motivo e ele rapidamente se sentou na cama.

- O que foi, Anata?

- Gerações futuras. – falou baixo como se para si mesmo.

Sakura olhou para ele preocupada tentando entender o que estava acontecendo.

- Sasuke, o que está havendo?

Ele se virou para ela segurando em seu braço.

- Novas e velhas gerações! Os inimigos que estão atacando sempre sussurram "Ansatsu", que significa assassinato, mas também significa Obliteração.

- Apagar? A Sarada?

Sasuke pensou por alguns instantes.

Eles sempre trabalharam com a linha de assassinato, mas agora com o que Sakura dissera, veio como um estalo em sua mente ao juntar alguns dos poucos fatos que eles sabiam.

Ainda não era capaz de formar completamente uma teoria, mas se sentia menos no escuro agora.

Precisava discutir com Sarada sobre a nova linha de raciocínio que se formava em sua cabeça e com isso se levantou e pegou suas roupas para um banho e procurar a filha.

Olhou para o lado e viu que Sakura ainda olhando para ele.

- Eu acho que finalmente temos uma ideia dos planos dos nossos inimigos. – beijou-a – Obrigado, Sakura.

.

.

.

..

E aí, chuchus
Gostaram ?

Eu ando enferrujada pra escrever hentai o

2 observações
1: Sasuke usar Susanoo no Sexo eu sei que pode parecer meio fora do personagem , mas desde que vi uma fanart fiquei com esse headcanon XD

2: no final, se ficaram perdidos que nem a Sakura, no próximo explicarei melhor

;)

E mais uma coisa, SÓ AGORA PERCEBI QUE NÃO TINHA POSTADO ESSE CAPÍTULO AQUI AINDA OOO

Perdoem essa pessoa cabeça de vento. T_T

Enfim
Beijinhos no coração
E até a próxima

;***

RESPOSTAS DOS REVIEWS

Danielle Uchiha: Oi Dani. Pois é. Sarada quer tanto a perfeição que não esta sabendo dosar trabalho e vida pessoal. Coisa que muitos de nós fazem hoje sahahsaha Beijios flor

Son-AbyGC: Pedido atendido! ;***