N/A:Boa noite!
Primeiro, desculpem pela demora, mas meu tempo está realmente curto. E me faltou inspiração pra escrever MEEV por muitos dias também.
As ideias pra essa fic, me surgem do nada, é algo totalmente de momento. Não adianta eu forçar, nada sai. Até que 'puff'! Do nada, eu sei o que escrever, e finalmente consigo desenvolver o capitulo. Então sejam pacientes, e não desistam da fic.
Prestem atenção nesse cap, tem algo muito importante nele. Não acho que esteja muito engraçado, mas espero que gostem.
Boa leitura!
Na manhã seguinte, Minerva não apareceu para o café da manhã, e Snape sabia muito bem o porquê. Mesmo usando roupas, o pó de mico que ele mesmo tinha modificado, era forte o suficiente para faze–la se coçar o dia todo.
"Bem feito pra coruja velha!" pensou. Ele estava em sala de aula, com o sétimo ano da lufa–lufa, mas não prestava muita atenção no que fazia realmente.
Sua mente vagava pelos acontecimentos da noite anterior.
O beijo que tinha trocado com Hermione tinha sido algo, totalmente, surpreendente. Curiosidade cientifica foi a última coisa á passar na sua mente, na verdade. Foi estranho, claro, ele tinha beijado os próprios lábios.
Mas, ainda assim, ele sentia que tinha beijado ela. O gosto de menta era dela, o perfume floral era dela. E, outra coisa surpreendente, Hermione beijava bem. Muito bem. Ele não conseguia esquecer de como os lábios tinham se movido junto aos seus, ou do jeito que ela chupou seu lábio inferior, ou da língua atrevida que dançou em sua boca. Sem mencionar a forma como ela se entregou ao ato. Derretendo–se em seus braços, como se nada mais importasse no mundo, só aquele beijo.
Mesmo negando á si mesmo, que o beijo o tinha afetado, Snape se viu pensando em coisas ainda mais impróprias.
Como seria Hermione na cama? Se entregava totalmente também? Será que gostava de dominar ou ser dominada?
Ele estava perdido nesses pensamentos quando uma aluna do segundo ano entrou.
–Professora? – ele levantou uma sobrancelha para ela e a menina lhe estendeu um pedaço de pergaminho. – O professor Snape pediu pra entregar isso para a senhora. – ele pegou o bilhete e murmurou um obrigado para a menina.
–O que estão olhando? Perderam alguma coisa?– perguntou irritado para a turma que tinha se distraído dos livros que resumiam. – Voltem ao trabalho!
Era irritante ver como suas ordens não amedrontavam como antes. Tudo por que agora tinha cabelos longos e seios... Ser mulher era uma droga! E como se não bastasse toda aquela situação, ele ainda tinha acordado com umas cólicas estranhíssimas. Pousou a mão onde doía, e leu o bilhete.
"Snape, percebeu que temos a tarde toda sem aulas hoje? Estava pensando se não poderíamos ir ao beco diagonal. Eu, definitivamente, não tenho roupas para usar no casamento do Neville... Quer dizer, você não tem... enfim, você entendeu. Vamos? – HG."
Snape ponderou por um momento. Ele tinha que acrescentar ditamno na poção exatamente á uma hora, mas depois disso, estaria mesmo sem nada para fazer. E Merlin sabe que ele jamais deixaria a Granger sair sozinha com o seu corpo.
Outra fisgada em seu ventre o fez se contorcer de dor. "Mas que diabos!" Ignorando a cólica, ele rabiscou um bilhete para Hermione e ordenou que um dos alunos entregasse.
Na hora do almoço, Snape percebeu que estava faminto. Encheu o prato de purê, arroz e carne, e desatou á comer.
–Snape!– sussurrou Hermione ao seu lado. –Pelo amor de Morgana, pare de comer desse jeito! Eu não preciso engordar!
–Me deixa! – ele falou um pouco mais alto que ela. – Eu não posso nem comer em paz? Você é tão estupida! – Hermione arregalou os olhos diante da reação exagerada. Ela não tinha dito nada demais, mas Snape tinha lágrimas nos olhos e estava visivelmente alterado, pelo menos, ninguém pareceu perceber a troca de gênero em suas palavras. Ela se encolheu no lugar, e observou Snape comer com mais vontade ainda, parecia que aquele era a última refeição de sua vida. De vez em quando, o mestre gemia e massageava a barriga, como se sentisse dor.
Foi então que Hermione percebeu. Ele estava com TPM. Já devia estar assim á uns dois dias, mas o homem é tão mal humorado que ela nem percebeu, só que agora estava mais claro. Ela sempre ficava muito emotiva quando sua menstruação descia, e também tinha muita fome.
Quase sentiu pena de Snape, ele não estava acostumado a essa erupção de hormônios, não saberia como lidar com a situação.
Pensou se devia preveni–lo de que, em breve, estaria menstruando, mas optou pelo silêncio. Não queria que ele desistisse de ir ao beco–diagonal.
–
Hermione ajudou Snape com as duas poções que ele tinha em andamento, picando alguns ingredientes e os despejando no caldeirão que ela sabia ser o da poção que devolveria seu corpo. Lançou um olhar ao outro caldeirão, que agora assumia um tom azul perolado, e cheirava fortemente á asfódelo. A orquídea fantasma que Snape comprara dias atrás, já começava a desabrochar em sua redoma, e por mais que ela se esforçasse, não conseguia descobrir qual poção o homem preparava. Já tinha procurado nos livros alguma poção que levasse aquela combinação de ingredientes, que ela tinha o visto colocar no caldeirão, mas nada encontrou.
E nem se atreveria a perguntar ao mestre que poção era aquela, pois sabia que ele não responderia.
–Você vem ou não? – chamou Snape ao se retirar do laboratório. Hermione rapidamente o seguiu para o quarto, onde se trocaram de costas um pro outro, e depois se dirigiram a lareira.
Tom os recebeu ao saírem da lareira do caldeirão furado. Cercando–os e insistindo que tinham que almoçar, mesmo eles garantindo que já o tinham feito.
Assim que se livraram do homem, rumaram para o beco diagonal.
O dia não era dos mais bonitos, e não haviam muitas pessoas caminhando por ali, mas ainda assim, era um alivio estar cercada por lojas onde podia descontar sua frustração fazendo compras fúteis.
Snape tinha tomado uma poção analgésica antes de sair, e suas cólicas tinham diminuído consideravelmente, mas ainda sentia um certo desconforto. Sentia também que estava estranho, mais... sensível. O céu cinzento, que outrora seria perfeito aos seus olhos, já que não gostava de sol, agora parecia triste e melancólico. Sentiu–se mal por não ser mais o namorado de Ellen, mesmo não á amando de verdade. Pois sentia uma necessidade de abraçar e ser abraçado. Uma saudade de Lily também o machucava hoje. E todos os sentimentos pareciam sufoca–lo ao mesmo tempo!
Chacoalhou a cabeça para expulsar essa tolice de sua mente, ainda não entendendo o porque de tanta melancolia.
–Veja, Snape, uma boutique nova!– disse uma Hermione feliz por se deparar com a fachada de uma loja que ainda não conhecia. Deu uns pulinhos excitados no mesmo lugar, e bateu as mãos grandes. Snape á fitou indignado e a agarrou pelos ombros.
–Contenha–se mulher! Você é um homem! HO–MEM! – exigiu.
–Desculpe. –pediu a garota. Mas a felicidade não deixava seus olhos.
–Vamos acabar logo com isso. – Snape murmurou e a arrastou para dentro da loja.
A Charming Witch era ampla e bem iluminada, manequins encantados exibiam vestes exuberantes, enquanto se moviam lentamente no mesmo lugar. Varias roupas estavam dobradas de forma meticulosa em prateleiras brancas, e havia vários espelhos de corpo inteiro pelo lugar.
Uma mulher albina, com turbante na cabeça e um longo vestido, os recebeu sorridente.
–Boa tarde, – começou sorridente. –Meu nome é Charlote, em que posso ajudar?
–Precisamos de vestes de gala, para um casamento! – pediu Hermione. A mulher meneou a cabeça e os guiou pela loja, mostrando as opções tanto masculinas, quanto femininas. Snape negou-se a opinar sobre qualquer coisa que Hermione escolhesse. Enquanto Hermione inspecionava a variedade de tecidos e fazia pergunta sobre preço e qualidade, enquanto ele observava uma mulher loura que estava, absurdamente, grávida.
"De quantos meses essa mulher está afinal? Quinze?!" A barriga era tão enorme que parecia que o vestido ia se rasgar, á qualquer momento. Ela procurava por um vestido na sessão denominada 'roupas realmente muito grandes', e parecia fazer umas caretas esquisitas ao andar.
Logo, Hermione tinha uma pilha de vestes nos braços e Charlotte os levou até uma sala menor, cheia de provadores. Havia um sofá ali, e Hermione se sentou, já que Snape foi o primeiro a experimentar os vestidos.
Ele provou um azul primeiro, era rendado e cheio de babados enormes.
–Não. Ficou muito gorda.– opinou Hermione com sinceridade.
–Não estou gorda! Sua recalcada! –ofendeu–se.
–Ei, ei, calma.– pediu. – Prove o vermelho. – "Malditos hormônios!" Pensou Mione.
–Rá! Posso estar em seu corpo, mas nada, nunca, me fará usar vermelho!– disse resoluto. Hermione bufou e lhe entregou o verde musgo.
Tinha o escolhido por que sabia que Snape gostaria. Não que ela se importasse com isso, claro que não, mas ela queria que ele vestisse algo decente, afinal, ele era ela! E sabia que se fosse algo verde, o homem não objetaria.
Snape vestiu-se e se olhou no espelho. Não podia negar que Hermione ficava linda de verde, e o tecido fino valorizava as curvas definidas. Os seios medianos eram suficientes para deixar qualquer homem adulto hipnotizado, principalmente por estarem valorizados no decote apertado.
Os detalhes em prata eram o golpe final. Ele não se negaria á usar algo tão sonserino.
Hermione também aprovou o vestido e então foi a vez dela de experimentar as vestes.
Snape esperou impaciente enquanto ela provava ternos de diferentes cortes. Pelo menos a bruxa teve a decência de só escolher a cor preta, tentou convence-lo a deixa-la usar uma camisa branca, mas ele negou veementemente. Hermione tinha voltado ao provador, para trocar o terno por suas roupas, quando a grávida sentou-se ao lado de Snape.
–Está quente aqui, não é? – ela disse com doçura. Tinha um par de vestes nas mãos, mas parecia cansada demais para trocar de roupa. Snape apenas meneou a cabeça para ela, seus olhos estavam fixos no ventre volumoso.
–Lá vem mais uma!– ela exclamou de repente. Snape ficou confuso, mas não perguntou sobre o que a mulher falava. A estranha colocou a mão sobre a barriga enorme, e gritou. Assustado e sem saber o que fazer, Snape se aproximou dela.
–O que a senhora está sentindo?– perguntou aflito. A mulher não respondeu, apenas esticou a mão e apertou os dedos do mestre. Ele ouviu os dedos se estralarem, e juntou-se aos gritos da mulher.
–O que está acontecendo?– perguntou uma Hermione assustada, saindo do provedor usando apenas uma samba calção verde, com desenhos de pequenas serpentes.
–Óh! Merlin! – gritou a dona da loja ao entrar na sala de provadores, e ver a cena confusa. –Senhor! Está só de cuecas! – mas Hermione mal ouviu, ela apenas olhava assustada Snape que tentava puxar a mão, mas a grávida não soltava.
Quando a contração se foi, a mulher respirou aliviada e soltou Snape.
–Ufa! Essa foi das boas!– disse ofegante. Snape abriu e fechou as mãos repetidas vezes, para recuperar os movimentos.
–A senhora está bem? – perguntou Hermione.
–Não tão bem quanto o senhor! – disse a grávida com malicia. Hermione olhou para baixo e percebeu que estava seminu, corando, ela voltou ao provador para terminar de se vestir.
A dona da loja se aproximou da grávida e perguntou se ela estava bem.
–Estou sim. São contrações de Braxton Hicks, estou á senti-la o dia todo. –
–A senhora precisa ir para um hospital!– disse Snape.
–Besteira! – desdenhou ela com um acenar. –Tive seis filhos e todos me deram o mesmo trabalho. Acredite, esse bebê não vai nascer hoje.
–Eu vou buscar uma água para a senhora. – murmurou Charlote, e saiu com uma expressão confusa.
Snape olhava para a mulher com profundo interesse. Como podia estar se contorcendo em dor num momento, e depois, sorrir como se nada tivesse acontecido? Ele ainda podia sentir seus ossos da mão doerem, devido a força com que ela os apertou, e ela, que parecia ter sentido uma dor infinitamente maior, sorria despreocupada ao alisar o barrigão.
Hermione saiu do provador, devidamente vestida, e Snape agradeceu por isso. Não queria ficar mais nenhum segundo perto daquela bruxa estranha, sentia que a mulher tinha uma aura pesada, e lhe causava arrepios.
–Tenha uma boa hora. – desejou Hermione fracamente, enquanto puxava Snape pelo braço.
Antes de cruzarem o limiar da porta, puderam ouvir a mulher dizendo:
–Nos veremos em breve amigos. – um arrepio o ultrapassou. "Não sei por que, mas tenho certeza que voltarei a ver esse ser estranho." Pensou amargamente.
Eles estavam em frente à livraria, quando Hermione viu.
Snape tinha no vestido uma grande mancha vermelha, e alguns bruxos que passavam por eles, apontavam discretamente e riam. Rapidamente, Hermione girou a varinha e fez a mancha sumir, mas não adiantaria por muito tempo, ela precisava que Snape colocasse um absorvente.
–Errm... humm... Snape?
–Fale logo menina tola. – disse acido.
–Será que você me acompanharia ao, erm, banheiro?– pediu, contendo um risinho.
–Ora! Você tem ido ao banheiro sozinha muitas vezes nesses poucos dias, porque eu tenho que ir com você? –o homem girou nos calcanhares para encara-la, colocou as mãos na cintura e levantou o queixo. – Esse é o seu problema! É tudo, "Snape faça isso, Snape faça aquilo", e quanto á mim, Hermione? E quanto ao que eu preciso!? Eu tenho sentimentos, sabia? – As pessoas que passavam por eles viraram os pescoços para observar a cena, mas Snape não parecia se importar, ele estava beirando as lágrimas e gritava em plenos pulmões. – Eu também queria que você fizesse "coisas" para mim, mas você, é tão egoísta, que só consegue pensar em você! Eu queria comer, mas você tinha que me arrastar para a livraria para comprar seus malditos livros! – "Malditos hormônios!" pensou Hermione outra vez, ao ver que Snape estava quase chorando. Não que ela se importasse em vê-lo chorar, claro que não, ela até estava achando divertido o fato dele ser tomado por algo tão feminino quanto TPM bruxa, mas ele estava no seu corpo! E as pessoas que passavam por ali achavam que era ela que estava enlouquecendo. – Livros! Livros! Livros! É só nisso que você pensa? Eu não aguento mais!– Snape socou as coxas com as mãos e bateu o pé no chão.
–Arrumem um quarto! – gritou um bruxo do outro lado da rua. Só ai Snape parou com o acesso de birra e cobriu a boca com a mão, como se não acreditasse no que tinha falado.
–Você vai vir comigo agora! –Hermione disse entredentes e o agarrou pelo braço. Ela o arrastou para dentro da livraria e depois, para um pequeno corredor atrás das estantes, que ela sabia que levaria ao banheiro.
Uma vez dentro do banheiro feminino, Hermione jogou Snape contra a pia.
–Você precisa se acalmar!
–O que está acontecendo comigo? – perguntou Snape. – Eu... Eu...
–Você está na TPM bruxa, Snape. – ela contou. Snape arqueou a sobrancelha para ela e bufou.
–É claro que não!
–Ah, é? – ela riu sem humor, e forçou o corpo dele a girar, de modo que o traseiro, que já estava sujo de sangue outra vez, ficasse de frente ao grande espelho. Snape olhou por sobre o ombro e fez uma cara enojada para a mancha.
–Oh! Merlin! Bem que eu senti que estava molhado, mas pensei que fosse por... outra coisa. – Snape tinha atribuído a umidade entre as pernas, á imagem de Hermione no vestido verde, nunca passou pela sua cabeça que seria... isso. – Isso é tudo culpa sua!
–Minha?
–Por que você menstrua? Por que não está na menopausa? –Snape sabia que não fazia sentido aquela pergunta, ou a acusação, mas não estava nem ai. Queria extravasar sua raiva em alguém, mais do que nunca.
–Ora seu... Pois saiba que estou longe de entrar na menopausa! Menstruo religiosamente todo santo mês!– ela sacudiu a varinha e fez com que aparecesse um absorvente interno sobre a pia. – Agora, deixe de se portar como uma garota mimada, e coloque isso!–Snape olhou para o objeto estranho, levanto-o com a ponta do polegar e o indicador pela cordinha, e o balançou em frente ao rosto. Um vinco profundo no meio da testa, era a prova de que ele não sabia o que aquilo era.
–Por que eu preciso usar um tampão de orelha. – perguntou quando adivinhou pra que o rolinho servia. –Não é minha orelha que está sangrando, bruxa, é a minha... A sua... A..
–Vagina, Snape. Somos adultos, você certamente já esteve dentro de uma! – Snape sentiu um fraco rubor se espalhar em sua face, e Hermione também. Indignado ao ouvir a bruxa falar com tanto deboche, ele replicou.
–Posso ter estado dentro de várias, Hermione, mas nenhuma era tão repulsiva quanto a sua!– disse enquanto apontava o absorvente interno para o rosto de Hermione. Muitas coisas passaram pela cabeça da bruxa, varias respostas ofensivas que o fariam engolir aquelas palavras. Entretanto, sua mente decidiu reagir á uma única palavra que saíra dos lábios do mestre.
–Em nome de Merlin, por que você só me chama pelo primeiro nome quando está com raiva?!
–Deixe de ser louca, mulher! Eu nunca á chamei pelo primeiro nome! – ele sabia que tinha chamado, e sabia o por que disso, mas nunca, em nenhuma hipótese, admitiria. Por isso resolveu mudar de assunto. – Vai me dizer por que eu preciso de um tampão de orelha, ou não? –voltou á balançar o absorvente em frente ao rosto pálido.
–Isso não é um tampão de orelha! – começou Hermione em tom histérico. Seus olhos indo de um lado para o outro, acompanhando o absorvente que balançava rapidamente nos dedos do mestre. – É um absorvente interno. Você deve introduzi-lo na...
–Não. – sussurrou Snape fracamente. –Eu não vou colocar nada lá dentro! Sua... Depravada!
–Severus Prince Snape, você vai entrar nesse banheiro agora, e vai colocar a porra desse absorvente, ou eu vou enfia-lo pela sua garganta até que ele chegue lá em baixo! – gritou exasperada. Como aquele homem á irritava! Que criança grande ele era! "Ele não é vinte anos mais velho que eu? Cadê a maturidade, cadê?!" Ele fez menção de abrir a boca, mas ela apontou pra porta do cubículo onde ficava o vaso sanitário e ordenou. –Agora!
Desanimado, e até um pouco assustado, o homem se arrastou para o banheiro e fechou a portinha com força.
–
–Sinto que perdi a virgindade com um absorvente. – ele disse tristonho quando saíram da biblioteca. Agora que Hermione estava mais calma, sentiu de novo uma pena enorme do ex-professor. Ela sabia o quanto seus hormônios á incomodavam, ela vivia uma montanha russa de sentimentos todo mês durante o período menstrual. Se perguntava, várias vezes, o porquê de chamarem de tensão pré-menstrual, se ela sentia durante o ciclo inteiro.
–Não seja dramático, Snape, eu não sou virgem á muito tempo.
–Mas eu nunca fui uma mulher, então me sinto... virgem. E tive minha inocência roupada por um objeto inanimado!– com isso Hermione não conseguiu se segurar, ali, no meio de uma calçada, varias pessoas viram Severus Snape se contorcer em gargalhadas.
–Ino– Inocente! – balbuciou e tornou a se curvar com a mão na barriga.
–Ora! Pare com isso agora mesmo!
–Nã–não consigo respirar! – lagrimas saiam de seus olhos, e algumas pessoas se viravam para ver o herói de guerra, famoso pela sua antipatia e mau humor, passando mal de tanto rir.
–Se você não se recompor agora, e juro, vou para a travessa do tranco, e levo sua amiguinha pra conhecer os bruxos mais sujos e fedorentos que eu puder encontrar!– sibilou em tom baixo e cortante. Hermione se recompôs um pouco.
–Você não faria...
–Ah, pode apostar que faria!
–Tudo bem , tudo bem.– ela concedeu e respirou algumas vezes para se acalmar.
–Olha, acho que você precisa de uma noite com os meus namorados. – disse quando já tinham voltado a andar.
–Você tem namorados?– perguntou rapidamente, dando ênfase no plural, sentindo uma pontada de ciúmes no peito, que ele rapidamente ignorou. Dizendo a si mesmo que não estava com ciúmes, e sim com nojo de um possível encontro com outro homem. – Dificilmente vou querer conhece-los, Ganger.
–Oh, acredite em mim, você vai amá-los! – e dizendo isso a bruxa o agarrou pelo braço, fazendo com que Snape á seguisse de volta ao caldeirão furado, por onde passaram direto e ganharam as ruas empoeiradas de Londres.
Durante todo o caminho, Snape perguntou onde a bruxa estava o levando, mas Hermione nada respondia.
Não andaram muito, cerca de seis ou sete quarteirões, e logo encontraram o que ela procurava: um supermercado trouxa.
–Mercado? – o bruxo irritado arqueou a sobrancelha para Hermione. Á anos ele não pisava em um supermercado trouxa, mas sim, ele já estivera em um algumas vezes. Era mestiço afinal.
–Você precisa de um kit TPM, e só o mundo trouxa pode atender á essa necessidade.
–Kit TPM?
–É. Vamos. – ele a seguiu para dentro do mercado, e imediatamente, sentiu todos os trouxas que ali estavam os encararem, curiosos com as roupas que eles usavam.
Hermione pegou um carrinho, e eles começaram á inspecionar os corredores.
–Severus Snape, –começou Hermione sorridente, tirando uma barra de chocolate de sua marca favorita da prateleira. –quero te apresentar meu namorado numero um. O sr. GuyLian, uma ótima companhia para noites frias... Ou quentes, mornas, geladas, enfim, todas as noites eu acho. – Snape estranhamente se sentiu aliviado quando percebeu que os "namorados" de Hermione eram chocolates . Tão aliviado que chegou até a sorrir da piadinha que ela estava fazendo, ao segurar a barra com cara de apaixonada, e suspirar profundamente.
Ela colocou algumas barras no carrinho e o puxou em direção ao freezer.
–Este aqui é muito sensível, – disse ao tirar de freezer um pote de sorvete de chocolate. – mas um amante igualmente indispensável. –Snape revirou os olhos e ela colocou no carrinho dois potes de sabores diferentes e, disfarçadamente, lançou um feitiço rápido que os manteria congelados.
–Podíamos ter encontrado isso no beco diagonal, por que estamos comprando aqui?– perguntou com real curiosidade.
–Sinceramente gosto dessas marcas.– Hermione disse com um dar de ombros. –Além do mais, parece que os doces bruxos não tem o mesmo efeito que os trouxas, pelo menos durante a TPM.
–Isso é bobagem, você sabe.
–Bobagem ou não, só os doces trouxas me acalmam nesses dias. – Snape revirou os olhos, pensando em dizer á ela que doces não podiam realmente melhorar uma TPM, mas resolveu não gastar sua preciosa saliva.
Hermione ainda comprou algumas guloseimas trouxas, e absorventes, para que Snape não tivesse que conjurar nenhum.
Pagou as compras com o cartão de crédito, que sempre levava consigo para emergências, e voltaram para o caldeirão furado, onde usaram o flu para chegar em Hogwarts.
Hermione tropeçou como sempre ao sair da lareira, e o que viu sobre o tapete, fez seus olhos se arregalarem. Snape, que tinha saído da lareira antes dela, também estava parado no mesmo lugar com uma cara estupefata.
-Mas o que diabos significa isso?
Continua...
N/A:Façam suas apostas! O que há sobre o tapete? Quem acertar, aparece na fic -q kkkkkkk
Obrigada pelos reviews cada vez mais lindos Eles me incentivam muito mesmo. Eu estava até pensando em desistir dessa fic (de novo) mas ao ler os coments lindos de vocês e saber que estão gostando, mudei de ideia *-* So, thanks!
Me digam o que acharam! Beijos, até o próximo!
