n/a: Geeeeeeeeeeeeeente! Socorro! Desculpas pela demorar a postar aqui. Na verdade, esse capitulo não é novo, eu apenas percebi que o tinha postado no Nyah!, mas não tinha ´postado aqui. A att de verdade deve sair nessa próxima semana. Juro, minha crise passou. Fiquei cinco meses sem escrever, mas agora estou voltando para o mundo das fanfics. Desculpem mesmo pela demora a postar aqui e nas outras fics. Aliás, a fic Diga já tem uma att prontinha aqui no PC, mas quero esperar o Nyah voltar pra postar tudo no mesmo ritmo e tal. Enfim, espero que gostem desse cap.

Boa leitura!


Minerva tinha reservado duas grandes suítes Lory Lory Hotel. Uma para as meninas e outra, que ficava em frente, para os meninos. Mas não foi até Snape estar desfazendo as malas num quarto lotado de meninas que ele percebeu o inevitável: Dormiria com nove alunas adolescentes.

Gritinhos excitados, risadinhas escandalosas, conversas sobre garotos. Era isso que ele teria que aguentar por todo o fim de semana.

Eventualmente as garotas se trocaram e se arrumaram para o passeio que dariam naquela noite, então desceram para encontrar com os garotos hall do hotel.

— Pensei que vocês não viriam nunca! — exclamou Hermione quando o viu.

— Não sei se percebeu, Granger, mas eu estou rodeado por adolescentes do sexo feminino. Cada uma delas trocou de sapatos pelo menos umas dez vezes. E nem vou mencionar o tempo que demoraram para arrumar aqueles cabelos...

— Parece-me que você devia ter se arrumado com elas — interrompeu Hermione, pegando uma mecha do cabelo encaracolado de Snape entre os dedos. — Você nem ao menos passou uma escova no meu cabelo, passou?

— Como se fosse fácil dar um jeito nesse seu cabelo! — rebateu o mestre. — Mas enfim, onde estão Hagrid e Flitwick? — perguntou ele notando a ausência dos dois bruxos.

—Não sei. Eles disseram que precisavam falar com alguém ou qualquer coisa do tipo — contou ela distraida.

Snape sentiu aquele leve sopro na espinha, que sempre lhe avisava que algo estava para acontecer. Ele tentou ignorar essa sensação, entretanto.

— Tudo bem, para onde nós vamos levar esses cabeças ocas? — perguntou secamente, lançando um breve olhar aos alunos.

— Não muito longe daqui está para acontecer um show das Esquisitonas, acho que podemos levá-los lá — sugeriu Hermione com ar de desinteresse, mas Snape sacou logo que quem queria ir ao tal show era ela e não as crianças.

— As Esquisitonas devem ser "As velhotas" agora, Granger. Duvido que um bando de adolescentes vá querer assistir um show delas. Elas podiam ser sucesso no seu tempo, mas agora são...

— Um clássico! — interrompeu Hermione. — Ora essa, desde quando você se preocupa com o que os alunos querem ou deixam de querer, homem?! Além do mais, eu já comprei as nossas entradas.

Hermione tinha a incrível habilidade de tirar aquele homem do sério. Mas, sabendo que não faria a grifana desistir de ir a tal evento, ele se rendeu.

Como previra, os alunos não ficaram nem um pouco satisfeitos quando souberam que iriam ao show das Esquisitonas. Por outro lado, Hermione parecia exultante, havia um brilho de felicidade em seu olhar que Snape adorou. Se ele não estivesse prestando tanta atenção em Hermione, teria percebido as olhadelas que tristonhas que Mary — uma das alunas por quem mais tinha apreço, pois era a mais aplicada em poções — dedicava a Daniel, o garoto que lhe beijara. Todas as meninas sabiam que Mary nutria uma paixonite por Daniel e tentavam animar a amiga por todo o percurso.

Algum quarteirões depois, eles chegaram a um pequeno centro de eventos, onde acima da porta dupla se lia o anuncio do show que aconteceria em poucos minutos. Não havia fila, ou movimentações além do normal no local, ao que parece, eram poucas pessoas que estavam dispostas a apreciar a tal banda. Entretanto, Hermione não se abalou. Ela seguia a frente com aquele ar juvenil e um sorriso bobo, que Snape odiava, na face.

Assim que entraram, os alunos soltaram um muxoxo sincronizado, pois nenhum deles se animou com o pequeno palco, ou com as pessoas esquisitas que estavam ali. O local não estava cheio, mas havia umas duzentas pessoas mal vestidas e de cabelos estranhos. Aqui e ali garçonetes andavam com bandejas de bebidas, servindo as pequenas mesas que haviam sido espalhadas aleatoriamente pelo salão. Uma música qualquer tocava nos alto falantes, mas a banda ainda não estava no palco.

— Vocês podem circular pelo local, mas não devem sair sem autorização — Hermione disse aos berros para os alunos. — Quando o show acabar, nos encontraremos na porta de saída. Eu e a professora Hermione vamos ficar perto do palco, se algum de vocês precisar de alguma coisa, nos procurem.

Ela os dispensou com um acenar agitado e, assim que as crianças sumiram de sua vista, agarrou a mão pequena de Snape para arrastá-lo até o mais perto do palco que conseguira.

— Dá pra acreditar?! As Esquisitonas! — vibrou ela animada.

— Granger, apenas pare — suplicou o mestre entediado.

Quando, finalmente, As Esquisitonas subiram ao palco, grande parte das pessoas ali presentes começaram a gritar e pular, entre elas, é claro, estava Hermione. A bruxinha pulava de um pé para o outro e gritava como nunca.

Snape estava com as duas mãos nas orelhas, rezando aos deuses, aos magos, aos espíritos... A qualquer entidade que estivesse disposta á ouvir, que aquilo acabasse de uma vez. Mas uma parte, uma pequena parte, estava realmente feliz por ver a grifana ao seu lado tão empolgada.

— O que raios nós vamos fazer em um show de velhotas? — Daniel perguntou aos amigos.

Nenhum deles estava feliz em estar ali. Eles queriam passear pela cidade, conhecer os lugares que só tinham visto por cartões postais.

Infelizes e desanimados, o pequeno grupo de alunos se dirigiu as mesas que ficavam próximas á parede. Apesar de serem grandes, não havia lugar para todos sentarem juntos, então eles juntaram algumas mesas para que pudessem ficar por ali, bem longe daquela gente esquisita.

Minutos mais tarde, quando a fome apertou, Daniel chamou o garçom e todos eles pediram cervejas ou sucos. O garçom anotou o pedido e logo desapareceu.

Quando se encaminhava para o bar, uma mulher esbarrou contra seu corpo, fazendo-o perder o equilíbrio e cair no chão, junto com todos os pedidos que anotara. Ele rapidamente se levantou, organizou os pedidos novamente e voltou a se dirigir para o bar.

Infelizmente, o pobre garçom acabou confundindo os pedidos, e ao invés de trazer suco e cerveja, trouxe para a mesa dos Sonserinos suco de abóbora e bolo. Eles não reclamaram, entretanto. Estavam mesmo com fome e teriam pedido bolo se soubessem que vendiam comida naquele lugar.

Uma pena o bolo ser recheado de maconha. Uma pena mesmo.

A música, Snape teve que admitir, era boa. Não era um grande fã de rock, mas as letras eram muito profundas e chegavam a fazer algum sentido no final das contas.

— E agora — começou a vocalista depois de algumas músicas —, uma para os apaixonados — por todos os lados casais aplaudiram animados. — Se você não tem ninguém, não fique triste! Acenda sua varinha e vamos pedir boas energias, ergam suas mãos, vamos iluminar o mundo!

Hermione pela primeira vez naquela noite parecia meio triste. Desanimada, a grifana puxou a varinha de dentro das vestes e murmurou um Lumos baixinho, com a intenção de se juntar aos solteiros que já tinham suas varinhas apontadas para o céu. Mas antes que ela levantasse o braço, Snape segurou seu pulso.

— Dança comigo — ele pediu não mais alto que um sussurro, esperando que Hermione entendesse. Ela lhe sorriu, recuperando rapidamente aquele ar de felicidade que ostentava a poucos minutos.

Mesmo estando em um corpo de mulher, foi Snape quem comandou os passos. Moviam-se levemente, os corpos prensados um contra o outro por causa do pouco espaço que tinham, mas nenhum dos dois parecia se importar muito com aquilo.

A música era suave e envolvente, muito diferente do rock que tocava anteriormente, até parecia pertencer à outra banda. Em algum momento da dança, Hermione percebeu que todos os casais que dançavam em volta deles estavam se beijando. Snape parecia ter reparado na mesma coisa.

— Você quer? — ele perguntou e Hermione entendeu imediatamente a que ele se referia.

— Se você quiser...

— Eu quero se você quiser — devolveu o mestre.

— Se você quiser que eu queira, então quero — disse ela com a voz grave.

— Eu quero aquilo que você está querendo que eu queira — Snape arqueou as sobrancelhas com impaciência.

— Se você quer que eu queira aquilo que você quer, então quero aquilo que você queria que eu quisesse — disse Hermione rapidamente, começando a ficar confusa com aquele diálogo estranho.

Porque eles não podiam apenas se beijar de uma vez?

— Eu quero aquilo que eu quero, mas só porque você quer também. Quero o que queremos juntos porque, talvez, nos últimos dias, eu só queira você. E querer você é estranho porque eu nunca imaginei que iria querer algo contigo, e não sei se você me quer, mas eu quero muito você, Granger. — Snape, de repente, parecia incapaz de parar de falar, e muito menos capaz de filtrar o que falava. As palavras simplesmente rolavam soltas em sua língua, palavras que ela não sabia serem verdades até aquele momento. —Querer você quando você está no meu corpo é muito estranho. Muito, muito estranho. Mas eu quero. Quero o que...

— Snape! — interrompeu Hermione sorrindo, ela não tinha entendido metade das palavras que ele falara e sua cabeça já começava a dar voltas.

— Apenas me beije! — gritou e Snape imediatamente colou os lábios carnudos aos dela.

Snape estava começando a desconfiar que nunca se cansaria dos lábios de Hermione. Ela tinha uma maneira peculiar de mover a língua que o incendiava por dentro e o fazia se esquecer de quem era ou onde estava. Mas, apesar de mentalmente ambos desejarem que o beijo nunca acabasse, a musica chegou ao fim e aplausos ecoaram por todo canto, trazendo-os de volta a realidade.

— E—Eu acho melhor vermos como estão as crianças — sugeriu Hermione meio nervosa, havia um 'Q' á mais nesse beijo em especial. Havia sentimento, ela sabia que sim.

Snape estava infiltrando-se cada vez mais em seus pensamentos, e isso não podia ser nada bom. Não era bom que seu coração se acelerasse quando se beijavam, não era bom querer tanto beijá-lo, não era bom gostar tanto dele. Ela sabia que não podia ter envolvimentos sentimentais com ninguém, não aquela altura.

O bruxo concordou com um menear cabeça e ambos serpentearam, de mãos dadas, pela pequena multidão.

Os alunos estavam, pelo que Hermione conseguiu contar, todos reunidos em algumas mesas. E rindo. Todos eles estavam rindo.

—Eu falei que seria divertido! — ela gritou para Snape.

O mestre, entretanto, não achou que os alunos estavam simplesmente se divertindo. Criança rindo é criança aprontando. E naquela ocasião eles só podiam estar bebendo.

Com passos largos e firmes ele se encaminhou para as mesas e se pôs a cheirar todos os copos. Tinha absoluta certeza de que os alunos estavam bebendo algo com forte teor alcoólico, mas, para sua surpresa, eles bebiam apenas suco de abóbora.

— Estranho, muito estranho — murmurou para si mesmo.

—Professor! — gritou Mary. — Venha se sentar com a gente, compramos um bolo gostoso.

A menina agitou nas mãos um pedaço e Hermione não pensou duas vezes antes de aceitar.

Era de chocolate e não estava realmente muito bom, estava na verdade meio amargo e duro, mas ela comeu mesmo assim.

Snape sentou-se impaciente ao seu lado, com os braços cruzados em torno do peito e batendo o pé freneticamente. Não sabia por quanto tempo seria capaz de suportar toda aquela felicidade de seus pequenos cabeças-ocas.

— Que hora nós vamos embora? Essas mulheres não vão calar aboca nunca? — reclamava ele com aquele ar rabugento de sempre.

—Ora! Pare de reclamar, criatura! — ralhou Hermione com a boca cheia de bolo. — Vamos, coma um pouco desse bolo.

— Eu não vou com... — antes que Snape pudesse terminar de falar, Hermione já forçava uma grande fatia de bolo em sua boca

ALGÚM TEMPO DEPOIS...

Os flashs da câmera fotográfica não inibiam nenhum pouco o mestre de poções, pelo contrário, aquilo só fazia ele rir ainda mais.

— Eu vou tirar! — Snape gritava de cima da mesa, erguendo a barra do vestido.

Os alunos estavam todos em volta, pedindo que ele continuasse e gargalhando escandalosamente, enquanto o fotógrafo batia fotos de variados ângulos.

Hermione estava entre eles, mas não parecia se importar com o fato de Snape estar mostrando as suas pernas pra todos. Muito pelo contrário, a bruxa estava se divertindo muito com a situação. Ela não sabia de onde vinha aquela necessidade de rir, mas parecia incapaz de parar.

Snape olhou por sobre as cabeças dos alunos e viu que seguranças se aproximavam pra tira-lo da mesa, o que o fez largar a barra do vestido rapidamente. "Aaaaaah" exclamaram os alunos — e Hermione — quando ele pulou para o chão.

Já fazia algum tempo que a banda tinha saído do palco e poucas pessoas permaneciam ali. Umas trinta ou quarenta, não mais. Uma música qualquer tocava nos alto-falantes, mas ninguém estava disposto a dançar, o que deixava a pista de dança livre.

— Vamos lá meninos! — chamou Hermione sorrindo de orelha a orelha. — É o trenzinho da alegria!

Snape não pensou duas vezes e grudou na cintura da morena, e logo foi seguido pelos seus inocentes estudantes.

"Conga, conga, conga!" eles cantavam enquanto davam voltas e voltas pela pista. "Conga, conga, conga!"

Não demorou para que as pessoas que continuavam ali também embarcarem no trem da alegria, todos cantando a Conga e rindo loucamente.

O som das roletas era pura música para os ouvidos do meio gigante. Ele amava tudo nos cassinos de Vegas. As luzes, os sons, as pessoas sorridentes e, principalmente, todo aquele dinheiro que pretendia levar pra casa.

— É dessa vez que tiro o pé do lago negro! — murmurou ele animado, esfregando as grandes mãos.

Tiramos o pé do lago negro, você quis dizer. Não é, Hagrid? —a voz abafada de Flitwick lembrou-lhe.

— Ora essa! — sussurrou ele abaixando um pouco a cabeça cabeluda, a fim de espiar para dentro do casaco de peles que vestia. — Cale a boca, Flitwick, seu paspalhão! Quer estragar tudo, quer?!

Eles já estavam ali há algumas horas e tinham vencido todas as partidas de poker que participaram. Tinha sido plano de Hagrid, isso de trapacear. Não, trapacear não. Aquilo era apenas uma estratégia de jogo.

Aquele era o maior cassino de Las Vegas, o mundialmente famoso Dragão Dourado. Todo o lugar, Hagrid sabia, era vigiado por câmeras e vários seguranças. Por isso não podia permitir que vissem seu pequeno segredo. Era horrivelmente desconfortável estar com Flitwick ali, sentado naquela cadeira dura, com o pequeno homenzinho abraçado á sua barriga, mas o esforço valeria a pena.

Estava um calor dos infernos, é verdade, porém ninguém havia lhe questionado sobre sua vestimenta, nem tampouco haviam se preocupado em revista-lo. Afinal, ninguém imaginaria que um homem daquele tamanho traria um anão dentro do casaco. A verdade é que todos aqueles trouxas olhavam para Hagrid com certo temor, que logo evoluiu para respeito, quando ele começou a ganhar partida atrás de partida.

Aquela fora sua melhor ideia de todos os tempos. Ele só precisava sussurrar para Flitwick que carta precisava, e esta aparecia imediatamente em sua mão, garantindo-lhe sempre a vitória.

No fundo Hagrid sentia-se mal por estar enganando aqueles trouxas. "Mas o que os olhos não veem o coração não sente", pensou intimamente, " e eles não estão vendo o professor Flitwick, então tudo bem!"

—Passo — um dos jogadores disse, com os ombros arriados.

— Aposto tudo! — declarou Hagrid feliz, voltando a se concentrar no jogo.

Quando sussurrou para dentro do casaco que carta precisava, Flitwick prontamente a fez aparecer com um acenar de varinha bem nas mãos do gigante.

Ele ganhou aquela partida e ganharia todas as outras que jogasse.

— É esse? — Hermione perguntou aos risinhos.

— Não! — respondeu Mary.

Tinha sido uma ótima ideia brincar de Salada Mista com os alunos, principalmente pela regra que Snape inventara: Professores só podem brincar com professores. E como eles eram os únicos professores ali, só tinham que escolher entre pera, uva, maça e salada mista. Até agora ela já tinha sapecado cinco ou seis beijos no morcegão, e cada beijo era mais atrevido que o outro — mesmo estando na frente dos alunos.

—É esse? — tornou a perguntar, agora enquanto apontava para Daniel. Mary tinha pedido que ela desse um jeito discreto de avisar quando estivesse apontando para o menino, por isso Hermione acrescentou: — O menino de cabelos louros e olhos azuis, que recebeu um nome que começa com 'Da' e termina com 'niel'?

—ÉÉÉÉÉ! — respondeu Mary, tirando o spray bocal de dentro do bolço da calça jeans e dando uma boa borrifada na boca.

—Pera, uva, maça ou Salada Mista?

— Banana — murmurou Mary maliciosamente, ao que Hermione deu-lhe um peteleco na nuca. — Digo, Salada Mista!— corrigiu-se a menina.

Daniel e Mary já tinham se beijado uma dúzia de vezes, pois Hermione sempre ajudava Mary a escolhê-lo. Quanto aos outros alunos, ela não conseguiu registrar ao certo quem beijara quem, mas tinha quase certeza de que todo mundo tinha beijado todo mundo. "Tomara que ninguém tenha sapinho" pensou ela enquanto Mary e Daniel trocavam um beijo caloroso.

— Sinto muito, pessoal, mas nós temos que fechar — um senhor avisou no microfone, o que fez Daniel e Mary interromper o beijo.

Os alunos gemeram em frustração, todos queriam continuar ouvindo aquela musica brega que tocava sem parar e continuar comendo daquele bolo duro e amargo. Mas eles fizeram o que foi pedido e logo saíram para a madrugada de Las Vegas. Estavam moles e meio grogues devido a grande quantidade de maconha que tinha ingerido, e o efeito estava longe de passar.

Apesar de não ter bebido uma única gota de álcool, Snape sentia o mundo girar a sua volta. Tudo parecia lindo e muito engraçado, e aquilo não podia ser normal, porém não conseguia parar de rir. Mas no fundo, bem no fundo, o mestre sabia que havia algo errado.

— A gente devia ter trazido um pouco daquele bolo com a gente — ele disse enquanto caminhava com uma Hermione saltitante ao seu lado.

— Né? Bolo bom, brother, bolo bom.

Os alunos que estavam mais próximos concordaram efusivamente, todos lembrando-se de como se sentiam bem por terem comido daquele bolo.

Estavam á poucas quadras do Hotel — ou pelo menos achavam que estavam —, quando Snape viu uma vitrine toda enfeitada de rosas vermelhas e pequenos corações brilhantes, com um bolo de cinco andares bem no centro.

— Bolo bom — sussurrou ele em admiração, apontando para a vitrine.

— Bolo bom — Hermione repetiu com os olhos á brilhar.

Enquanto todos andavam, Daniel e Mary ficaram para trás, a fim de comprar pelo menos uma fatia daquele bolo tão lindo. Coisa que Severus e Hermione não perceberam.

E foi assim que tudo ficou ainda pior.


Esse final é quase um castigo né? kkk enfim, deixa eu avisar que a fic está caminhando para um rumo bem diferente, esperem por grandes emoções nos póximos capítulos.
Deixem seus coments minhas linda, e me digam o que vocês acham ou deixam de achar! Amo-as