Lou: Peço desculpas pelo capítulo anterior estar todo mal formatado e impossível de ler. Eu já arrumei e agora tá tudo certinho. E, respondendo a review da Giulia Lima, você é guerreira por ter tentado ler aquilo tudo, peço mil perdões e muito obrigada por acompanhar a minha fic, prometo que vou sempre revisar quando upar os capítulos agora haha. Também fiquei morrendo de dó do Draco e a Narcissa ainda vai ter muitos momentos importantes na história (é tão bom depois que o Lucius some, não é?). Nesse capítulo o Harry e o Draco se encontram, acompanhem pra ver o que acontece :) e, se gostarem, deixem reviews! É pela repercussão da fic que eu resolvo postar ou não. Beijos.
Draco encontrou-se estupefato depois de ter visto seu pai sendo levado. Conforme a onda de adrenalina fora se desvanecendo, pôde sentir-se feliz e aliviado. Ainda confuso, pois sempre tivera o pai como modelo e autoridade máxima, apesar de seu ódio. Levantou-se do chão e cambaleou alguns passos antes que a mãe viesse correndo até ele e o abraçado. Nunca havia visto a mãe chorar tanto, mas de alívio. Ele acreditava que ela estava sentindo o mesmo que ele.
Depois de alguns minutos catatônico e envolvido nos braços da mãe, pudera sentir o quão cansado estava. Gentilmente soltou-a e esboçando um olhar macio de "obrigado", subira novamente até seu quarto. Em poucos segundos havia desabado na cama e caíra no mais profundo sono que tivera em anos.
Harry, por outro lado, acordara mais cedo do que gostaria. Sorrindo por causa do sonho, olhou para o lado e vira os amigos dormindo. Passou então a divagar e tentar analisar racionalmente o que teria acontecido com Malfoy. A mágoa voltara dando leves pontadas em seu peito, mas algo o consolava. Sentia falta do rapaz, como sentia. Mudava de posição na cama de cinco em cinco minutos e a agitação só aumentava. Por mais que tentasse formular pensamentos claros, só conseguia sonhar. Lembrar-se do momento, sentir-se bem, sentir-se vivo. E um vazio fora tomando forma de seu interior.
Depois de algum tempo, a casa fora acordando. Sem apetite nenhum, Harry apenas encarava o prato com uma sensação de urgência que o queimava. Uma preocupação estranha que ele não fazia ideia de onde vinha. Os flocos de luz pipocavam em volta de si e da mesa agitadíssimos. Todos perceberam o mal estar do rapaz, mas evitaram perguntar à mesa. Parecia que a história do beijo havia se espalhado.
Espantando para longe os flocos que insistiam em persegui-lo, decidiu ceder e tocar num deles. Tivera então um flash de visão muito rápido onde via Lucius berrar algo inaudível e Draco se contorcendo no chão. Saíra do transe sem entender o que acabara de se passar. As criaturas subitamente se acalmaram e uma delas pousou levemente sobre um de seus dedos e ele pode ver Lucius ser levado por agentes do ministério. E uma onda de calma o atingiu.
Gina, que brincava com um exemplar das criaturinhas luminosas, perguntou:
–O que são essas coisas, afinal?
Hermione limpou a garganta e olhou para Harry, como que pedindo aprovação. Também curioso para saber o que era, acenou com a cabeça.
–Não se sabe muito sobre eles, ainda não possuem nome. São considerados fenômenos que aparecem, bem... Quando duas pessoas tem um laço sentimental verdadeiro que não será rompido por nenhuma circunstância.
Hermione fez uma longa pausa antes de continuar, tentando diminuir a tensão criada.
–O curioso é que formam uma conexão com os sentimentos e situações pelas quais o parceiro passa.
Houve uma onda de silêncio e vermelhidão nos rostos. Harry estava boquiaberto e muito desconfortável com a revelação. Um laço verdadeiro? Ele e Malfoy? Ok, sabia que o sentimento era verdadeiro, mas seria... Eterno? A ideia de eternidade não era muito clara e nem muito prazerosa de se pensar para ele. Não nesse caso. Recusava-se a acreditar, necessitava de provas. E ao mesmo tempo não sabia se queria obtê-las.
Levantou da mesa de sobressalto com uma ideia na mente. Iria encontrar-se com Draco na casa que Sirius deixara para o afilhado. Precisava esclarecer o que acontecera, perguntar sobre as visões que tivera e talvez contar o que Hermione havia lhe dito. Ou talvez não, ainda não sabia. Mas tinha certeza que de que precisava vê-lo.
Ron e Hermione o seguiram até o lado de fora, Hermione se arrependendo de tudo que dissera.
–Ei, Harry... Você não ficou bravo, ficou? Me desculpe... Você parece tão mal, o que está acontecendo?
–É cara, não fique assim. Nós odiamos a doninha, mas, bem... Um dia nos acostumaremos, só dê tempo pra todo mundo assimilar. Completara Ron.
–Deixe de estupidez, não haverá com o que se acostumarem. Respondera Harry, ríspido. –Eu só preciso... Resolver isso tudo. Colocar um fim se necessário. E as visões que eu tive... Queria que esses malditos flocos não significassem algo tão sério.
–O que você viu, Harry? Hermione tinha a voz preocupada.
–Nada... É algo que devo esclarecer com ele.
Aparatara até a mansão Black. Tantas lembranças daquele lugar... E agora seria dele. A nostalgia o atingiu forte no peito e não pôde controlar as lembranças que tinha de Sirius, da Ordem... Largou-se no chão do quarto onde estava a árvore genealógica dos Black. Percebera então o quanto indiretamente era próximo de Draco. Sirius era parente de Narcisa. Escreveu rápido e desajeitadamente num pergaminho uma carta pedindo a Draco que viesse. Explicitou o mínimo possível os motivos. A velha coruja de Sirius descansava no parapeito de uma janela. Acariciando a ave, entregou o pergaminho para ela e então esperou pela resposta. Aproveitou o conforto da solidão e finalmente pudera encarar seus pensamentos sem medo enquanto esperava. Talvez a resposta não viesse hoje, mas uma hora havia de chegar, ele tinha certeza.
Enquanto isso, Draco despertara subitamente de seu sono. Os vagalumes o cercavam assim como fizeram com Harry, e quando tocou um deles pôde visualizar o garoto escrevendo e entregando a carta a uma coruja negra. E segundos depois a mesma coruja bate com o bico em sua janela. Confuso, coletou o pergaminho e acariciou de leve a coruja. A carta o convocava para ir até a Mansão Black, esclarecendo mediocremente o motivo. E era de Harry. Rabiscou uma confirmação atrás do papel e entregou-o a coruja, que voou para longe.
Algo estava claramente errado, ele sabia, mas não conseguia cogitar o que poderia ser. Arrumou os cabelos, aprumou as vestes e aparatou até lá. Entrara com cuidado, sendo cortejado por Kreacher, e pôde ver Harry sentado exatamente na mesma sala da árvore genealógica. Ao vê-lo, Potter se levantou. Um silêncio constrangedor se instaurou e Malfoy o quebrou um pouco depois:
–Potter. E estendeu a mão para que o outro apertasse.
–Sem trivialidades. Creio que você sabe o motivo pelo qual te chamei aqui. Dissera friamente.
Malfoy então recolheu a mão e olhou para Potter para que o outro falasse. Porque realmente não tinha ideia da razão pela qual estava lá.
–Jura que não sabe por que está aqui? Harry pareceu adivinhar seus pensamentos e parecia extremamente frustrado.
–Bom, eu pensei que seria um convite para me ver outra vez, mas sua convocação não fora nada amigável, Potter... Ironizou em resposta.
–Bom... É sobre os flocos. Eu sei o que eles são. Na verdade, não só eles. Também queria entender o que houve na noite passada e, bem, o que houve entre você e seu pai.
–Como sabe? Havia um misto de desconfiança e susto na voz de Draco.
–Eu vi. Foram esses flocos. Só... Diga-me logo o que houve. Eu fiquei preocupado.
A última parte fora dita em um sussurro muito suave a ponto de se tornar quase inaudível.
–Nada de novo, meu pai me ameaçou por ter saído e me lançou uma Cruciatus. Minha mãe armou pra ele. Foi pego em flagrante. Dissera Draco em rapidez suficiente para deixar claro que não queria continuar o assunto.
Harry pareceu entender e continuou:
–Sobre os flocos... Hermione disse algo sobre serem um fenômeno que só aparece na presença de um elo sentimental verdadeiro. Um elo que nunca acabará, qualquer que seja a circunstância que enfrenta. E essas visões que eu tive são um efeito. Causam conexão com o outro ou algo assim. Eu estava chocado demais pra prestar atenção.
–Calma aí, Potter. Foi só um beijo. Sei que sua cultura trouxa estimula o sonho e a idealização de romances, mas isso já é mais do que um delírio.
Potter socara a parede para evitar fazer isso em Malfoy e esbravejara:
–Quer dizer que não sentiu absolutamente nada? Nem depois do que me suplicou? Eu não sou estúpido. E não venha dizer que era algo para obter vantagem, porque já refleti sobre isso e ficar comigo só lhe traria desgraças. Aproveite e me diga por que raios você foi embora depois de tudo.
Draco emudeceu. Não pôde evitar as lembranças do que o pai lhe fizera na noite anterior e todos os pensamentos que tivera sobre Harry até então. Decidindo não baixar a guarda, dissera friamente:
–Você é realmente um egoísta estúpido. Acha que seria de bom tom te abraçar e sair por aí com um pai como o meu? Acha que eu arriscaria tudo por você? Francamente, sendo quem você é e não entendendo absolutamente nada de instintos.
Na mesma hora se arrependeu. Queria apenas abraça-lo, dizer para que esquecesse tudo e que sim, ele estava falando sério em seus pedidos. Harry então respondeu, visivelmente magoado:
–Ok. Você ganhou, livrou-se do seu pai estúpido e ainda conseguiu humilhar seu inimigo de anos. É isso que tudo significou então.
–Ei, não... Malfoy o segurou pelo pulso. –Eu não quis dizer nada disso. Eu realmente queria... E um dos motivos de ter te deixado sozinho foi a reação do meu pai. Agora que ele não está mais aqui, me sinto mais... Livre.
–Ainda creio que isso é o fim
Malfoy o puxou para perto.
–Não precisa acabar assim.
