Lou: Oi gente, aqui está a continuação. Obrigada a quem seguiu e deixou review, e fiquei feliz de saber que vocês ficaram tão irritados com o Harry quanto eu hahaha. Se quiserem que eu continue, acompanhem a história e deixem reviews :) até a próxima!
Harry despertou o que julgou serem horas depois pela claridade que invadia o quarto pela janela aberta. Ouvia batidas leves e insistentes na porta de entrada. Sentiu um pulso de adrenalina percorrer por todo o corpo e apressou-se até a porta. Poderia ser Draco e não queria passar nem mais um minuto longe dele. Sentindo faltar o fôlego, girou a maçaneta com as mãos tremendo.
-Harry! Ali estava uma Luna Lovegood sorridente com uma mão entrelaçada na de Hermione. As duas se precipitaram para abraça-lo e ele tentou disfarçar a onda de decepção que caíra sobre ele, apesar de estar feliz por vê-las.
-Espero não estar atrapalhando nada. Dissera Luna em sua vozinha doce. –Então é verdade? Você e Draco?
Harry calou-se e Hermione, perspicaz, notou imediatamente que havia algo errado.
-Harry... Onde ele está? Aconteceu algo?
O suspiro que o rapaz dera antes de falar fora profundo e ruidoso. As palavras raspavam em sua garganta e era quase impossível domar a dor que sentia.
-Nós brigamos e, bem... Ele foi embora. Eu espero sinceramente que não tenha acabado, mas eu não posso ter certeza disso.
Mione apertou-o contra o peito, pesarosa. Sabia como o amigo estava feliz com ele, e agora poderia ter piorado a situação de tristeza em que ele se encontrava. Murmurou um "sinto muito" e juntou-se novamente a Luna.
-Sinto muito que isso tenha acontecido, Harry. Você deve estar querendo ficar sozinho agora, não é? A voz de Luna era carregada com a compaixão maternal de sempre.
Sentindo o peso da solidão abalar-lhe, o rapaz preferiu que ficassem. Poderia contar o que tinha acontecido, receber conselhos e consolo. As histórias das duas podiam possivelmente animá-lo também. Todos se acomodaram nas poltronas da sala e logo Harry estava contando sua versão da história:
-Ele disse que gostava de mim. Que queria estar comigo e fazer tudo funcionar. Mas isso foi tão repentino... Eu simplesmente não fiz ideia se devia acreditar ou não. E eu estraguei tudo. Mas é tão difícil confiar em alguém como ele! Eu só... Queria que não fosse tão difícil. Quer dizer, vocês também desconfiariam de alguém como ele, não é?
Hermione, hesitante, meneou a cabeça.
-Na verdade, Harry... Se você quer estar com alguém, deve confiar na pessoa. Tentar se esforçar ao menos. Eu vi que ele se esforçou demais por você... Por que não confiar nele? Talvez isso tenha vindo em boa hora. Seria bom que você refletisse se realmente quer isso. Não sei o que ele sentiu, mas eu odiaria estar com alguém e ter meus esforços negados.
Ouvir isso foi como sentir um tijolo escorregando da garganta para o estômago. Hermione estava se tornando cada vez mais sincera, apesar de ainda carregar muita ternura no olhar. Sabia que ela queria o bem dele e não iria medir palavras para indicar qual o melhor caminho. Luna, com o olhar meio desfocado, perguntou logo depois:
-Harry... Você já tentou descobrir o que são esses floquinhos?
-Não, Luna. Esperava que vocês tivessem alguma ideia. Eles só estão aí, e nos permitem ver como o outro está. É uma conexão sentimental ou algo assim... Hermione disse que é eterna.
-Eles não me são tão estranhos... Meu pai vivia pesquisando coisas sobre magias antigas e pouco estudadas, talvez eu deva ter algo em casa sobre isso. Por que tanto medo dele, Harry?
Ele fora pego de surpresa. A garota pálida era mestre em desviar os assuntos subitamente. Fora obrigado a refletir. Medo? Era mesmo isso que sentia? E, se sim, qual o motivo? Então entendeu que era tão covarde quanto julgava Draco antes. Ele tinha tanto medo de se magoar e de ser enganado quanto ele, mas só seu ex-namorado soubera superar aquilo. E o pior, se sacrificar... Draco Malfoy sacrificando o orgulho por ele, e sua retribuição fora magoá-lo. Quando foi que sua moral esteve tão distorcida desse modo? Não pôde se prolongar muito depois disso, pois Luna o chamara à realidade novamente.
-Consigo ver que é difícil demais pra você, e eu entendo. É estranho estabelecer confiança com alguém que há pouco tempo você odiava. Mas você precisa se libertar do seu orgulho, Harry. E de seu medo.
Quando Harry levantara a cabeça com um olhar incrédulo em resposta, ela continuou:
-Soube pelos nargulês. Nunca vi tantos em uma pessoa só. Mas também dá pra saber que você gosta dele. Deveria tentar. Afinal, não é sobre quem está com a razão. É sobre a união de vocês.
O garoto teve de se segurar para não dar um tapa na própria testa. Era óbvio o que a amiga havia acabado de dizer e até agora não havia percebido. E fizera isso tudo como uma disputa de egos. Viu como se parecia com Draco e principalmente o quanto desprezava essa atitude. Ora, maldição! Desprezar aquilo era desprezar a si próprio e a pessoa de quem queria estar perto. Como pôde ser tão cego para os próprios defeitos, quando apontava os do outro tão bem? Aquela conclusão fora primeiramente fundamental, antes de ser dolorosa. Agradecera à amiga e, com a voz um pouco mais alegre, continuou:
-Já falei demais sobre mim. Fale-me de vocês, meu novo casal favorito!
E então contaram sobre como o relacionamento era pouco comum, mas extremamente satisfatório. Ginny Weasley e Cho Chang também faziam parte dele, apesar da primeira também manter uma relação com Neville Longbottom. Contaram que as liberdades de cada um eram respeitadas e de como a casa que Mione e Luna dividiam tinha um jardim bonito e como ficava mais bonito ainda quando as duas estavam por ali. As primeiras mostravam muito entusiasmo na carreira de pesquisadoras. Luna em certo momento divagou sobre como havia se descoberto diferente, de como a maneira da qual se identificava fluía de vez em quando, o que deixara Hermione ainda mais encantada. Até aproveitou o momento em que a garota loira fora preparar chá para escorregar algumas confissões a Harry:
-Isso era tudo que eu procurava. Novidade, sabe? Algo que me fizesse crescer como pessoa. Conviver com as três é aprender algo novo todo dia. E a Luna... É uma fonte inesgotável de conhecimento bem diferente do meu. E nossas diferenças só nos aproximam. Nunca achei que faria uma escolha tão diferente, mas foi a melhor que já fiz.
E então Harry percebeu que Hermione tornou-se muito mais decidida, segura de si, empoderada, sem medo de dizer o que precisava ser dito e o que pensava. Entregou-se um pouco mais aos sentimentos, não se apegando tanto à razão como antes. Ainda era bem crítica e analítica, mas sabia deixar a postura de lado e encantar-se pelo subjetivismo de Luna. E o principal era que ela parecia bem mais feliz e bem menos estressada quando estava com Ron. E então lhe ocorreu:
-Ron ainda não sabe, não é?
Nessa hora, Luna havia voltado com três xícaras de chá de lótus azul – as flores preferidas de Cho.
-Oh, Ronald? Disse com muita candura, apesar da postura hesitante que Hermione adquirira quando o amigo tocou no assunto. –Ele ainda não sabe, mas logo pretendemos contar. Não é algo que o vá matar, certo? São pessoas sendo felizes. Nada que um bom chá não resolva. Cho sabe mesmo escolher as flores.
E uma conversa sobre todos os poderes mágicos e curativos da planta havia se iniciado. E logo muitos elogios a Chang foram direcionados. Que era doce, carinhosa e muitíssimo inteligente, apesar de quieta. Gostava de agradar com pequenos gestos – sabia da fascinação de Luna por flores e plantas. O sumo do lótus azul podia curar muitas doenças e poderia ser usado na poção Mingxi, que dá o poder de ter maior consciência do que se passa em sua mente, podendo assim ajudar quem a toma a resolver os conflitos que o afligem. Muitas vezes possui o efeito da paz interior. Fora descoberta por bruxos chineses e não se acreditava muito em sua eficácia, para o que Luna meneava a cabeça e dizia "não sabem a riqueza que estão ignorando!". Não evitando sentir-se muito envergonhado, Harry perguntou:
-Erm, como ela está? Nós não nos falamos desde... Muito tempo, eu acho.
Hermione foi quem se pronunciou.
-Ela anda muito bem. Passou por muita coisa, é claro, mas nós já superamos nossas desavenças. Ela é realmente uma pessoa incrível. Está jogando pelos Tutshill Tornados, então viaja muito e não a vemos sempre. Num time rival ao de Ginny, veja só!
O rapaz então se lembrou da saudade que sentia de jogar quadribol. Hermione então anunciou, com uma voz um tanto melancólica:
-Eu não sei como Ginny vai lidar com isso tudo. Ron pode ser muito estúpido às vezes e com ela seria bem pior.
-Oh, não se esqueça de seu sangue quente. Ela simplesmente se recusa a se resignar a qualquer um que a dê ordens. Ela vai se sair bem. Lembrou Luna.
Os três riram ao lembrar-se da garota. Personalidade forte, capaz de derrubar qualquer um, postura enérgica e sempre muito companheira. Todas completavam umas às outras em sua personalidade e se davam melhor que qualquer casal que Harry tinha visto, a não ser talvez os seus pais.
Sentiu falta de Draco. Queria poder ter tudo que via para os dois. O que mais lhe machucava não era a saudade, não era a vontade constante de chorar. Era estar tão perto de ter um relacionamento bom com ele e no fim ter estragado tudo. Nunca imaginou que magoar alguém podia doer desse modo tão intenso. Tremia internamente ao tentar imaginar como ele estaria. Não queria se surpreender com a possibilidade de Draco estar feliz sem ele. Queria-o intensamente. Queria-o de volta. Mas algo o impedia de ir até ele. Seria rejeitado certamente. E se por acaso conseguisse que se unissem novamente, mas machuca-lo outra vez? Ah, o tal orgulho do qual tomara consciência recentemente... O que faria com ele?
Em segundo plano, refletiu o quanto as duas meninas que namorava não brigavam mais entre si por ele. Possivelmente não lembravam mais dele. Nunca considerou que seria tão... Esquecido. A mesma coisa que as motivou, também motivaria Draco a esquecê-lo? A solidão que sentia no momento era aterradora. Praguejou contra si mesmo também por ser tão narcisista. Desde quando o fato de pessoas brigando por ele era algo pra se vangloriar? Estava sendo ridículo, sim... Mas a sensação de que todos ficavam melhor quando ele não estava por perto se impregnou em seus pensamentos.
Depois de alguns minutos, as duas despediram-se. Precisavam arrumar a casa para a chegada de Chang, que seria em poucos dias. Antes de sair, Hermione puxou-o e sussurrou:
-Por que não tenta usar os flocos, Harry? Eles poderiam te dar alguma resposta.
Acenou para as duas e voltou para dentro. Começou a realmente considerar a possibilidade de fazer o que Hermione lhe dissera. Era tão doloroso cair em si! Seria isso que Draco dizia ser tão difícil de lidar? Ele poderia imaginar. Mas, diferente dele, não conseguia encontrar uma maneira de superar, como o outro fez. Teve muito pavor de tocar os flocos e obter as respostas que não queria. Talvez o tenha machucado demais, talvez não tenha mais volta. Tentou distrair-se de todo modo que encontrou. Quando por acaso os flocos borbulhavam com mais intensidade, seu temor aumentava. O que aquilo poderia indicar? Felicidade? Prazer? Sem ele? Significaria admitir que ele não fazia mais diferença para o ex. E aquilo o atormentava demais. Recusou-se. Até que então, quando a noite já avançava, observou as criaturas mais calmas. Seria um sinal? Deveria checar? Respirou fundo antes de tocar num deles e então tivera uma visão.
Pôde ver claramente Draco ao lado de sua mãe e ouviu-o dizer as seguintes palavras:
-Eu não sei, mãe. Ainda sinto falta dele, mas... Eu estou magoado. E não quero ter que passar por tudo aquilo outra vez. Eu posso me acostumar com a vida sem ele caso ele não queira ou então não mude. É o melhor pra mim.
E deixou-se chorar até adormecer. Queria provar a ele que mudaria, que tudo seria diferente, mas não tinha a mínima ideia de como fazer isso. Não fazia ideia do que ele esperava que Harry fizesse e sua cabeça doía tentando descobrir. Deveria deixa-lo então, já que era o melhor para ele. Não deveria fazê-lo sofrer e duvidava que tudo não se repetiria. Recitou como um mantra que o melhor era desistir. Mas quanto mais recitava, menos a frase fazia sentido. Nada fazia sentido sem ele, e agora teria que abandoná-lo.
Narcissa, preocupada com o filho que recentemente havia chorado em seus braços, achou de bom tom chamar seus antigos amigos para animá-lo. Parkinson e Zabini poderiam anima-lo ou distrai-lo de suas preocupações com Potter. Responderam o pedido rápido e viriam ambos naquela tarde. Os dois agora namoravam, e Draco era um dos poucos que não sabia. Fora surpreendido ao ver os dois entrando em seu quarto:
-Draco! Pansy foi a mais calorosa e colocou os braços em volta de seu pescoço. Blaise apertou sua mão calorosamente. Estranhando a proximidade dos dois amigos, adiantou-se:
-Claramente há algo de diferente aqui... Desembuchem.
-Oh, faz favor, quer dizer que você não sabia? Desdenhou Pansy.
-Não sabia do que?
-Ora, Draco, achei que você fosse mais inteligente. Estamos namorando! E já faz um bom tempo, como não sabia disso?
-Acho que as coisas mudaram, afinal. Não nos falamos desde a Guerra.
-Não pense nisso, cara. Blaise interviu. –Eu soube do Potter. Que decepção, Draco. Eu nunca imaginava! Debochou.
-E eu menos. E permitiu-se rir. –Pelo visto não era pra ser nada sério.
-Quer dizer que você realmente considerava um relacionamento com ele? Sinceramente, esperava mais de você. Riu Pansy.
-É, eu esperava, mas foi provavelmente estupidez. E quero que me contem tudo que andaram fazendo pra acabarem juntos! Não valem nem um knut e se sentem no direito de debochar de mim.
-Pelo menos não somos inimigos de anos, meu caro. Zombou Blaise. E então desataram a contar sobre como se aproximaram depois da Guerra e como descobriram que as personalidades sarcásticas, malignas e com humor ácido poderiam funcionar bem juntas. Era um casal bem cúmplice e divertido, ele tinha que dizer. O trouxe até nostalgia dos tempos em que passavam juntos no Salão Comunal da Sonserina. Os dois, assim como ele, pareciam ter desistido do caminho das trevas. O impacto em todos foi muito grande, apesar de nunca demonstrarem. Riram muito e pela primeira vez comportaram-se como amigos genuínos, sem a máscara que sempre usavam. Draco não sabia o que havia causado isso, mas poder se relacionar sem ser obrigado a se vigiar a cada segundo era ótimo. Libertador.
-E como era o sexo com Potter, Draco? Perguntou Pansy com malícia no olhar.
-Não creio que isso seja da sua conta. Escarneceu Draco com o mesmo olhar, o que os fez explodir em risadas. Depois Pansy enunciara com voz manhosa:
-Que pena que você só foi se descobrir bissexual agora, Draco... A gente poderia ter se divertido na época da escola. Nós três. E piscou um olho.
Os dois rapazes se entreolharam e gargalharam. A garota explodiu em indignação:
-Ei, do que é que estão rindo?
-Pansy, como você é boba! Blaise teve que parar para apanhar ar antes de falar.
-Jura que nunca desconfiou?
-Desconfiar do que, caramba, me falem log... Eu não acredito! Dissera, subitamente entendendo. –E vocês esconderam isso de mim o tempo todo!
Draco e Blaise bateram as mãos e disseram:
-Fizemos um ótimo trabalho!
-Se fizemos!
A garota então olhou para Malfoy luxuriosa e lançara o olhar para Zabini, que pareceu captar a mensagem. Caminhando com os dedos sobre o braço dele, disse lascivamente:
-Bom, já que estamos aqui... Por que não recuperamos a oportunidade perdida? Blaise apontou para a porta e murmurou "abaffiato" antes de ambos inclinarem-se sobre Draco na cama onde antes estavam sentados.
Blaise capturou seus lábios enquanto Pansy beijava seu pescoço. Ele não entendia muito bem o que acontecia, mas era algo novo e excitante. Pessoas com quem já havia se relacionado antes se unindo para agradá-lo simultaneamente. Isso acariciava seu ego ferido melhor do que qualquer outra coisa. Os dois revezavam entre boca e pescoço enquanto ele acariciava o corpo de cada um deles por cima da roupa. Estava demorando a se excitar, confessou a si. O que era algo excepcionalmente anormal devido ao grau de novidade e circunstâncias da situação. Quando ambos dividiam os botões de sua camisa e beijavam-no por todo o peito, sentiu a excitação chegar. Lembrou-se de Harry. De como só o toque leve das mãos gerava tesão instantâneo. De como era fácil e natural o sexo com ele e de como isso estava sendo bem diferente do que acontecia. Sentiu que não teria a mesma graça. Enquanto devaneava, Zabini já havia alcançado suas calças e Pansy mordiscava sua pélvis. Sentiu um impulso de parar. Precisava pensar em alguma desculpa, algo rápido. Não iria assumir a eles que parava por causa de seu ex-namorado. Então a imagem do sexo da noite anterior lhe viera à mente e disse a primeira coisa que chegou à sua boca. Se não teria lealdade a Potter, teria a si mesmo:
-Ei... Vamos com calma. Deixemos isso pra outro dia. E fingiu espiar a porta.
-Draco, lancei um feitiço silenciador. Dissera Blaise em uma risada sugestiva.
-Não confio nos seus feitiços, você é um fracasso. Naquele dia no dormitório eu bem que desconfiei que Nott tinha escutado algo. Ele nos encarou feio por semanas. Tentou parecer calmo e com a velha postura inabalável, quando por dentro estava extremamente nervoso e confuso. Isso pareceu fazê-los se contentar, sem que Pansy emendasse:
-Então, outro dia continuaremos...
Passaram o resto do dia nas conversas de antes, como se nada tivesse acontecido. Um ponto positivo era a naturalidade com a qual os três tratavam sexo. Era só contato físico e nada mais, o que fez Draco achar que sinceramente o relacionamento deles era mais amizade do que qualquer outra coisa. Quando finalmente foram embora, Draco se sentia extremamente cansado pelo estresse e falta de sono. Mas antes de dormir, com a mente bagunçada e confusa, decidiu falar com sua mãe. Batera levemente na porta do quarto e entrou:
-Mãe?
Ela respondeu com um olhar solícito.
-Podemos... Conversar?
Ela abrira um sorriso.
-Claro. O que foi? Gostou da surpresa que fiz?
-Eles são uns pervertidos, mãe. Tentaram me convencer a entrar no relacionamento com eles.
Narcissa meneou a cabeça, divertida.
-Ainda assim seria menos estranho que você e Potter, meu amor.
-Sobre ele, mãe... Eu ainda não sei o que fazer.
-Ainda não conseguiu se decidir? Seria mais fácil se dissesse o que está sentindo...
Draco sentou-se na cama, apoiou a cabeça nas pernas da mãe e continuou:
-Eu ainda gosto dele. E eu realmente gostaria de ficar junto dele.
Em vista da pausa feita, Narcissa interviu no silêncio:
-E o que pretende fazer quanto a isso?
-Eu não sei, mãe. Ainda sinto falta dele, mas...
