Disclaimer: Naruto não me pertence.
N/A: Lembram do tempo que a Só pra complicar tinha muitos reviews e muitos leitores?
T.T sim, estou triste!
SÓ PRA COMPLICAR
PARTE I
Capítulo 14
Desenterrando e decidindo
Sakura olhava surpresa para a figura que erguia os olhos em sua direção agora.
-Sa...Sai?!
-...
O garoto somente estendeu a mão, para ela segura-lhe e pular sobre os corpos caídos, que separavam os dois. A menina sem hesitar o fez, chegando junto dele. O olhou durante uns instantes.
-Como você...sabia que eu estava aqui?
Perguntou ela timidamente.
-Eu não sabia - disse ele com seu calmo sorriso - Eu vivi aqui em Tóquio durante toda minha vida até ir para o campo militar...Esse foi o primeiro lugar em que vim procurar porque sabia que era perto do posto, e era perigoso. Então quis logo prevenir que você não estava em perigo, nee...
-E...por que você veio...?
Perguntou a menina, só percebendo agora que ainda segurava a mão do rapaz, mesmo eles já tendo começado a andar. Vendo isso, corou e tentou puxar a mão, mas Sai somente a segurou e disse, olhando-a nos olhos:
-Porque não consegui me controlar vendo a possibilidade de algo acontecer contigo...
A menina não pôde evitar de corar mais, e involuntariamente apertou a mão do rapaz com mais força.
-Mesmo sabendo que você estaria com a bruxinha...falando nisso...cadê ela?
Perguntou ele olhando dos lados. Sakura baixou os olhos:
-Eu...eu não sei...A gente ia entrando no táxi para voltar para o hotel e ele simplesmente sumiu...o motorista disse que ele saiu correndo.
Por um momento Sai sentiu uma raiva crescer em seu peito. Raiva pela pessoa que Sakura escolhera, tê-la permitido estar em tal perigo. Mas somente abafou isso com mais um sorriso, e volto a andar, surpreendendo-se no entanto, pelo ato de Sakura, que abraçou o braço do rapaz, corando.
"Meu Deus...o que estou fazendo?! Eu estou com o Sasuke-kun, mas...Mas agora o Sai..."
Ele a olhou, arqueando as sobrancelhas, mas logo sorriu, e voltaram a andar, ambos levemente corados.
Abriu os olhos com uma certa dificuldade.
A primeira coisa que sentiu foram as gotas de chuva batendo no rosto, a segunda coisa que seus sentidos captaram foram o barulho alto e irritante de uma buzina não muito longe, que o fez acordar de verdade.
-Itachi!
Falou a primeira palavra que veio à sua mente, sentando-se subtamente. Só aí, olhou aos lados vendo que estava na calçada de uma rua, exatamente em frente ao prédio onde estivera. De noite, e no meio da chuva.
Uma buzina toca.
"Droga...mais uma vez esse barulho"
Só aí Sasuke olha para o lado.
-Oe, Sasuke...Vamos logo?
Perguntou a voz simpática e lerda de Kakashi, que estava no banco ao lado do motorista de táxi, que por acaso era o mesmo que tinha visto mais cedo.
Vendo que o garoto obviamente estava desorientado, Kakashi desceu do veículo, e foi até Sasuke, pondo a mão ao redor de seu ombro e o ajudando a levantar-se.
Foi quando se levantava que Sasuke sentiu um impacto no peito, o corpo todo doer, e uma quantidade de sangue considerável jorrou de sua boca. Kakashi olhou meio intrigado. Sasuke tentava inutilmente desvencilhar-se das mãos do professor.
-Iie...eu tenho que...achá..-lo..
-Mas você é um cabeça dura mesmo né. u.u
Disse Kakashi dando uma pequena pancadinha em sua nuca, fazendo o garoto desmaiar, e o levando para o táxi, indo em direção ao hotel.
Já era madrugada.
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No dia seguinte, Sasuke acordou, tendo como primeira visão o teto azul de seu quarto. Levou alguns segundos para recordar-se da noite passada.
"-Quem você acha que matou nossos pais?"
Ele cerrou os punhos sentindo a irritação percorrendos eu corpo.
"Impossível...Impossível..."
Mas logo os flashes tornaram-se mais nítidos em sua mente, e com eles, o rosto e o tom de voz frios de seu irmão;
"É verdade."
Tinha que pensar muito e muitas coisas pra entender, mas antes algo que passou longe de sua cabeça nas últimas horas, o acordou de seus pensamentos.
"Sakura!"
O
garoto tirou todas as dúvidas da cabeça, fixando seus
pensamentos no rosto corado que abandonara sem pensar duas vezes.
Mesmo sabendo que provavelmente, a menina tinha chegado
tranquilamente no hotel, de táxi, sabia que devia estar com
raiva dele, por isso levantou-se e saiu do quarto em direção
do quarto da menina. Ainda era cedo da madrugada, ele dormira somente
3 horas mal dormidas, por isso, era um dos únicos de pé
no hotel. Mas, assim que passou da porta de seu quarto, e pôs o
pé no corredor uma coisa o acertou em cheio na cara, deixando
escorrer um filete de sangue de sua boca. Ele cambaleou pra trás,
limpando o sangue com as costas da mão e olhou o rapaz à
sua frente com ódio, mas antes de dizer qualquer coisa foi
interrompido pelo grito à sua frente:
-Qual o seu
problema?! Ela te escolheu e você ainda a trata desse
jeito?!!
"Mas o que diabos...?"
Sasuke estava já pra voar emcima de Sai, mas a curiosidade em relação às palavras seguintes seria maior:
-Você a deixou lá! E se eu não tivesse chegado?! O que teria acontecido com ela!
Sai estava realmente alterado, nem parecia o sempre frio e falso garoto de sempre.
-De que diabos você tá falando?! Eu não a deixei em canto nenhum!
-Diz isso pra ela! Se foi assim, ela não teria corrido o perigo que correu, mas um pouco e nao sei o que teriam feito com ela!
Ainda gritava Sai, nervoso, só de pensar que Sakura poderia ter passado por um sério perigo. Sasuke não aguentou mais aquela conversa indireta da qual não entendia nada, então, esquecendo que pessoas dormiam naquele hotel, gritou:
-O QUE ACONTECEU DROGA?!!
Sai se acalmou um pocuo ao ver que o outro realmente não estava entendendo nada.
-Sei lá! Só sei que quando cheguei, sua garota estava sendo abordada por três caras, e se eu tivesse chegada um pouco depois não sei o que teriam feito!
"Kuso, a Sakura..."
Sasuke ia passando direto por Sai, decidido.
-Ei! Aonde pensa que vai?!
-Onde você pensa...afinal, como você mesmo disse..é minha garota.
Disse ele, passando direto e começando a caminhar, parando um pouco ao ouvir o "vai dizer isso depois da noite passada..", mas ignorou e voltou a andar. Sasuke estava indo em direção ao quarto de Sakura, mas ao passar pela segunda porta de entrada do hotel, viu um vulto rosa. Foi para fora, e viu a menina sentada no jardinzinho do outro dia, abraçando as pernas, com os olhos fundos, e uma cara nada boa de sono e outra expressão zumbi mei depressiva e dificil de identifiar.
-Sakura...?
Até Sasuke assustou-se ao ver a aparência desgastada da menina. Aproximou-se lentamente e olhou novamente para frente. Ele sentou-se ao seu lado, e ambos ficaram encarando o jardim um pouco à frente. Era um clima estranho. Como se um mal presságio os dissesse que algo pior os aguardava.
Ele pensou em fazer perguntas do tipo "Por que você não voltou para o hotel" "O que aconteceu", mas já sabia tudo o que precisava, e só lhe restou dizer-lhe o que tinha a dizer, depois de alguns minutos de silêncio tenso.
-Eu não vou voltar para Konoha, Sakura.
A menina virou-se lentamente. Sua expressão continuava um tanto vazia, como se já soubesse que algo do tipo a aguardava. Algo que no fundo, soube, desde o momento que Sasuke desapareceu na escuridão das ruas no dia anterior.
Depois de o encarar durante um instante, ela virou-se novamente para frente.
-Você não dormiu?
Perguntou ele, sem saber direito porque, ao reparar nas olheiras dela.
-Não...Estive te esperando. Mas você chegou desmaiado, então eu...resolvi te esperar acordar.
Sasuke sentiu uma pontada forte no peito. Como devia estar doendo nela tudo aquilo. Queria explicar, fazê-la entender o que havia acontecido, que tinha que ficar em Tóquio, que desde a noite passada formou-se nele um objetivo maior que ele mesmo, mas não podia; Não podia. Antes de qualquer coisa, viu a menina aos eu lado levantar-se, e entrou no hotel, dizendo somente um: -Preciso ir arrumar minhas coisas.
Sasuke tinha até se esquecido. Sim...era hoje o dia de voltar à Konoha.
Depois de ver Sakura entrar no hotel, levantou-se e foi sua vez de dirigir-se ao seu quarto, mas ao fazê-lo, surpreendeu-no encontrar em vez de Hinata e Nauto dormindo, sentado em suas cama, Kakashi.
-Que está fazendo aqui?
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Era sábado de manhã e Ino estava realmente aborrecida. Com a demora de seus colegas, que só chegariam aquele dia à noite, com o tédio dessa semana da escola, e com...bom, com uma coisa que ela resolveria agora. Pensava a garota enquanto andava pelas ruas de Konoha, em direção à uma casa que ela jamais se imaginaria visitando.
"Esse idiota do Gaara!...Trabalhar com ele vai ser um saco, mas se eu reprovar esse semestre, sou mandada de volta pra casa, e isso eu não quero nem morta! O jeito é ser falsa e tentar ser amigável com ele "
Na casa de Gaara...
A jovem de cabelos loiros, tinha a mão apertando o peito, enquanto estava escondida atrás de uma coluna, com os olhos repletos de pavor.
"Por favor...acalme-se..." Pedia ela internamente, enquanto a outra pessoa da casa, na sala vizinha, tinha as mãos na cabeça, agarrando os cabelos enquanto abafava um grito de confusão. Mais uma vez Gaara sofria um ataque.
"Quando...quando vão acabar esses ataques...Kami Sama.."
Rezava Temari enquanto uma fina gota escorria de seus olhos. Não mais aguentando a cena, e sabendo que se fosse falar com o irmão, poderia ser machuchada, pulou a janela da casa, em busca de um lugar mais calmo e seguro.
"Sangue..."
Lembrava Gaara, perdido em suas memórias horríveis. O tanto de sangue que um garoto da sua idade havia visto era maior do que muitos soldados viam numa vida inteira. Desde que nasceu, ele tinha uma grande capacidade, e aos 3 anos começou seu treinamento de campo de guerra, já que seu pai e de Temari, era um oficial muito rigoroso. Porém, o rapaz havia se tornado tão perigoso, sempre afetado por seus ataques de choque, e seus distúrbios de personalidade que foi decidido mandar-lhe viver como um jovem normal, na escola, ao lado de sua irmã, que sempre vivera uma vida relativamente tranquila.
Ele apoiou uma das mãos na estante, enquanto a outra agarrava seus cabelos, ainda grunhindo com o rosto transfigurado.
Toc toc.
Bateu uma vez. Nada.
"Mas será possível...?!"
Toc toc.
Nada ainda. Só aí Ino viu a porta ranger lentamente. No final das contas esse endereço que a coordenação lhe dera parecia mesmo estar correto - pensava ela- Só Gaara para ter uma sala de entrada tão bagunçada- Concluiu, quando a porta se abriu aos poucos e pôde ver a sala de entrada da casa de classe média. Um pouco hesitante, resolveu entrar na casa, e ver se tinha alguém dentro.
"Provavelmente aquele folgado ainda está dormindo...e olha que já são 9 da manhã!..."
Adentrou a sala inicial, e foi andando em passos lentos, até escutar uma voz conhecida. Mesmo achando o som estranho, a curiosidade de Ino foi maior, e ela seguiu a voz, até encontrar aquela figura decadente, em meio de seu ataque no meio da sala central. O semblante da loira se encheu de pavor, ainda mais quando o ruivo, que estava de costas para ela, virou sua cabeça, olhando-na com o rosto transfigurado de raiva e confusão e um das mãos ainda na cabeça.
-Ga...ara...- disse Ino quase num sussurro.
-Ga...ara...
-Sai...daqui... Falou o rapaz contraindo o corpo com as mãos nos rosto. Ino somente deu um passo em sua direção.
Gaara abriu uma brecha com os dedos, possibilitando a visão da garota, que se aproximava assustada.
-O...que está fazendo? Sai...AGORA!
Gritou ele, com medo de perder o controle sobre suas ações novamente...o que havia tornado-se meio frequente devido aos seus descontroles mentais que iam se agravando.
Ino não sabia o que estava fazendo, sentia seu corpo se mexendo sozinho. Estava sim, muito assustada por ver o sempre frio, calmo e inatingível Gaara tendo um ataque deles, mas de algum modo, algo mais forte que ela a movia para que tentasse o ajudar.
-Eu...quero...
A menina mal consgeuia falar.
-SAI!
Cada vez Gaara tinha mais medo de perder o controle e fazer algo impensado. Ainda mais vendo que Ino estava se aproximando cada vez mais, e não tinha mais para onde ele recuar, pois suas costas já tinham chegado até a parede.
Viu a colega começar a chegar bem perto, suas veias já estavam saltadas, e seus músculos rígidos, a qualquer momento ele e a sua capacidade extra normal, poderiam ferir Ino mas ela parecia não intimidar-se, até o momento, que para surpresa total do ruivo, qu até então não sabia o que ela pretendia, sentiu os braços quentes de Ino ao redor de seu pescoço.
Automaticamente aquele impulso descontrolado dele se acalmou, e sua consciência voltou por completo. Ainda estático com a situação, e com um misto de desorientação, e medo do contato tão direto, só pôde escutar a garota falando meio baixo:
-Calma...Eu estou aqui.
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O relógio do quarto do garoto dava as 9:30, ou seja, meia hora para os alunos saírem do hotel. Mas não era exatamente isso que dominava seus pensamentos agora.
-Você está dizendo que conhecia meu irmão?!
Perguntou Sasuke surpreso. Kakashi somente assentiu com a cabeça, desanimado.
-Itachi entrou no Konoha sempai com 12 anos. Enquanto a maioria das pessoas inicia com 15. Ele era um prodígio. E quando eu lhe vi deitado naquela calçada desmaiado, e com esse ferimento - disse ele pondo muito levemente o dedo indicador sobre um determinado ponto do peito de Sasuke, o que surpreendentemente causou uma dor enorme ao garoto. - Eu soube que tinha se encontrado com ele.
-Mas...no começo do ano você tinha dito que era professor novato na escola...
-Sim, e eu sou. Professor novato sim, mas sou orientador lá desde sempre. Seu irmão dominava todas as matérias, mas destacou-se em física e biologia, e um dia apresentou uma tese, tão inovadora que foi passada a mim, dar uma olhada. Nesse trabalho de biologia dele que seria criar uma tese- o garoto tinha feitoa descoberta de um pnto no corpo humano, onde, aplicada determinade força poderia desestabilizar o fluxo de sangue, provocando hemorragias internas, que dependendo do preparo físico de cada um poderiam causar de um desmaio até a morte. O conselho do colégio achou uma teoria assim muito perigosa, afinal ninguém queria que um aluno de 12 anos tivesse capacidade de sair por aí matando. Então, eu e um grupo pequeno de professores, abafamos essa história, e convocamos Itachi para uma reunião. Infelizmente, no dia marcado, ele não pôde comparecer, pois estava desaparecido, e...
Kakashi não completou. Sasuke já sabia o resto da frase: "..E toda a sua família morta."
-A questão é que, Sasuke...não queria trazer esse assunto à tona, mas...
-Ele matou minha família.
Kakashi pareceu surpreso.
-Itachi me disse. Eu me encontrei com ele, ele matou meus pais.
Kakashi somente abaixou os olhos.
-Eu já sabia.
-O quê?!
-O que eu estava pensando em lhe dizer é que...Quando veio à tona, ligaram para a escola querendo saber do itachi. Não soubemos informar, mas eu fui correndo para sua casa, e, quando vi os corpos, os sinais eram...
-Da técnica da tese de Itachi?
-Isso mesmo...
Sasuke não pôde evitar de se exaltar:
-E por que você não fez nada?! Por quê não disse a ninguém?! Por que não me disse, me deixando pensar que meu irmão estava morto em vez de saber que ele era o assassino da minha família?!
-Acontece que a única cópia da tese foi queimado por ele, e..Nunca contei a você porque eu sabia que reagirira assim...Não foi melhor viver sua vida normalmente?
Perguntou o sensei calmo. Sasuke somente riu desdenhoso:
-Normalmente?! Tanto faz, isso acabou agora...
-O que? Planeja achar seu irmão é?
-É claro que sim!
-Não seja idiota, Sasuke, a escola nunca permitirá que fique aqui.
-Vocês não podem mandar em mim...Não tem ninguém me esperando em casa, mesmo!
Kakashi o olhou nos olhos:
-Não tem ninguém...mesmo?
Sasuke sabia de quem ele estava falando...e pensar nela fez seu coraçao apertar durante um momento, Mas foi mais forte: Agora tinha um objetivo.
-Não.
Kakashi somente se levantou da cama, e foi em direção à porta, parando antes de sair, e dizendo de costas para Sasuke:
-Você que sabe...Mas se ficar aqui...vai ter a chance de perder uma das únicas pessoas que realmente se importam com você. Completou o sensei, saindo do quarto. O uchiha abaixou os olhos. "Eu sei..." Mas em seguida seu olhar voltou a ser decidido. "Mas tenho que fazê-lo".
Os alunos começavam a aglomerar-se na saída do hotel. Naruto não fazia idéia do que tinha acontecido na noite passada. Só achava que seus dois amigos tinham perdido o ônibus, e provavelmente demoraria para perceber a falta do amigo Sasuke, de tão entretido que estava com a companhia da amiga Hinata, no portão de saída do hotel. Tenten, estav num canto pensativa, imaginando se tinha se saído bem na prova, enquando Neji também estava sentado, calado, meio longe. Mas para sua própria surpresa seu olhar sempre descansava sobre uma certa figura de coques. Kim falava estridentemente, irritando pessoas que queriam dormir, como Shikamaru, ou que se concentravam em falar sobre a importância da flor da juventude, como Lee. Sai, num canto, somente procurava com os olhos, uma figura de cabelos rosa, que não se encontrava no cenário.
Sasuke tinha escolhido sair do prédio pelos fundos para não causar tumulto. Já tinha decidido o que faria. Arranjaria um pensionato em Tóquio, e o dinheiro que usava para se sustentar em Konoha (sua gorda herança), usaria para fazer o mesmo na capital, e trataria de se matricular numa escola, porque sabia que seria burrice perder o ano. Mas sua prioridade era achar o irmão, e nem que arrombasse cada porta da cidade, pretendia fazer isso. Abriu a porta dos fundos, para sair, mas foi parado por uma voz pouco atrás de si.
-Você vai mesmo, então...?
-Sim...
Disse ele virando-se para Sakura.
-Não ia nem se despedir?
Perguntou ela com um sorriso amargo.
-Não...achei que seria...menos doloroso.
A menina levou a mão ao peito.
-Menos...doloroso?
-...
-Eu sei o que você vai fazer...Kakashi-sensei me disse.
"Aquele intrometido..!" -E...?
-E que é loucura...se essa pessoa é tão forte assim, a ponto de ter...bem, isso é suicídio...ir atrás dele...Sasuke-kun...
Sasuke deu um passo em direção à Sakura, diminuindo a distância entre os dois.
-Eu preciso fazer isso... disse ele olhando para baixo.- Caso contrário, eu jamais viverei em paz.
-Mas eu...
Sasuke puxou a menina pelo braço, abraçando-na de forma protetora.
Ficou simplesmente a sentindo perto de si, tentando lembrar bem dessa sensação, para que no futuro se lembrasse. Nem imaginava que ela fazia o mesmo.
Ainda aninhada em seu peito, Sakura perguntou com voz fraca:
-Você volta...?
O rapaz por um momento não soube o que responder.
-Eu...
-Volta?
Insistiu ela.
-Sim...Eu volto...Sakura.
Sakura se desvencilhou lentamente dos braços do Uchiha e o olhou nos olhos:
-Pois eu vou te esperar.
-Olha, não precis...
-Eu /vou/ te esperar. - Falou ela decidida.
Sasuke não pôde conter um risinho, achando engraçado aquele jeito decidido e ao mesmo tempo kawaai da garota. Com um sorriso levemente sereno, ele pôs a mão no rosto dela, levantando seu queixo, e abaixando-se um pouco, capturou seus lábios lentamente, num beijo demorado onde ambos aproveitaram cada segundo da união dos dois lábios. Pouco a pouco e com relutância dos dois, foram-se separando.
-Você tem que ir...- Disse ele, referindo-se ao ônibus, que ia para o aeroporto.
-Eu sei...
Falou a garota abaixando os olhos, quando viu Sasuke mexendo em algo em seu bolso. Tirou do bolso da calça jeans, algo que sakura identificou como uma pulseira e pôs no pulso da garota.
-Era
pra eu ter te dado de aniversário, mas não estavámos
nos falando...
A menina somente sorriu observando o presente. Era
uma pulseira prateada com detalhes femininos. Ela sorriu serenamente,
e de uma hora para outra, se pôs nas pontas dos pés, o
abraçando. Sasuke teve a impressão de sentir algo em
seu bolso traseira da calça, mas chegou à conclusão
de que era só impressão, e retribuiu o abraço.
Depois disso, os dois se afastaram lentamente, e Sakura virou-se
tentando conter as lágrimas, e foi correndo para o ônibus.
Continua..
