CAPÍTULO #50
.
LOCAL: BEACON HILLS PRESERVE
.
Derek vestia, naquele momento, calça jeans de um tom claro - agora com um rasgo acima do joelho direito - e camiseta branca manga curta justa ao corpo. Péssima escolha. Qualquer um, com um mínimo de treinamento militar, saberia que roupas claras, à noite, na mata, faziam que sua silhueta sobressaísse contra o fundo escuro e o tornavam um alvo óbvio. Dean Winchester, penhoradamente, agradecia.
Mas, as roupas também lembravam Dean Winchester de que ali existia um homem. Ou algo que reagia como um. A fera ainda não se fazia presente. Ainda era possível a comunicação por palavras. O monstro ainda era susceptível de manipulação por argumentos ou ameaças. Bravatas, gritos e xingamentos são uma tática de luta. Guerra psicológica. O forte se mostra. O fraco se esconde. Alardear força esconde o próprio medo e a própria fraqueza. É sempre mais seguro atacar um inimigo quando ele está batendo em retirada. Botar o inimigo para correr no grito é uma tática usada por homens e animais.
O lobisomem é o mais animal dos monstros. A própria expressão da fúria irracional. As roupas, ao contrário, reforçavam a ilusão de humanidade. Faziam que Derek parecesse menos ameaçador.
Quando um homem enfrenta outro, os dois, em princípio, estão em igualdade de condições. Claro que idade, condicionamento físico, experiência de combate e perícia no uso de armas fazem toda a diferença. A igualdade é sempre ilusória. Mas, ainda assim é apenas um homem contra outro. A desvantagem, mesmo que real, pode ser revertida com estratégia, determinação e sorte.
É diferente quando um homem enfrenta um animal. Contra um animal, a relação nunca é de igualdade. Os trunfos e as fraquezas são diferentes. O fator psicológico pesa muito. Contra ou a favor. Não é só uma questão de força ou de tamanho. Existe a questão do medo. Alguns animais inspiram medo. E o medo pode aparecer dissociado de razões objetivas ou do tamanho do risco enfrentado.
O medo pode definir o resultado da batalha ou fazer que ela não aconteça. Lutar ou fugir são escolhas ditadas pelo medo. O medo é um aliado da sobrevivência. Mas, só quando o medo está sob controle. Numa batalha, pavor é a certeza de derrota e derrota pode ser sinônimo de morte.
Mais que os grandes felinos, o lobo é um predador de homens. Seus alvos não são apenas velhos e crianças. O lobo não teme o homem. Frente a um homem, a sua primeira reação não é de fuga, mas de avaliação. Em alcateia, eles não hesitam em atacar homens adultos armados. O homem aprendeu a temer os lobos. Domesticou alguns, mas o medo persistiu. Não é à toa que tantos temam cães. Que homens usem cães para intimidar outros homens.
Presas e garras contam pontos num corpo a corpo. Um predador tem instinto assassino. Fareja o medo, fortalece-se com ele. Reconhece e investe contra os pontos vulneráveis do adversário. Um lobo ao atacar mira o pescoço do homem. Uma única mordida bem dada e a batalha está ganha. Mas, a vitória do lobo não é uma certeza. Um homem pode enfrentar com sucesso um lobo com as mãos nuas. O homem pode ser um predador tão terrível quanto o lobo.
Quando igualados, o ambiente ganha importância. O campo de batalha pode desequilibrar ainda mais uma relação de forças já desigual ou reverter a vantagem de um dos lados. Quando tem o controle do ambiente, quando cria um ambiente artificial e se cerca de armas, o homem é imbatível. O homem pode matar à distância, apertando um gatilho ou apertando um botão. Jogado num ambiente que não controla e afastado de seus brinquedos tecnológicos, a invencibilidade desaparece. Ele fica vulnerável. Principalmente, quando não conhece o ambiente. Ou quando o ambiente se volta contra ele.
Um lobisomem em forma de lobo é mais que um lobo. É um monstro sobrenatural. Maior, mais forte, mais rápido, mais agressivo e mais resistente que um lobo normal. Não é à prova de balas, mas não pode ser morto por balas comuns. O lobisomem sangra, mas os ferimentos fecham. Em noites de lua cheia, o lobisomem é ainda mais animal e, portanto, mais perigoso e imprevisível.
Enfrentar um monstro é para poucos. O diferente mexe com medos ancestrais entranhados na psique humana. O treinamento de toda uma vida fez de Dean Winchester alguém capaz de superar esse medo. Mas, ser capaz de superar o medo não significa que o medo não esteja lá, atrás de uma fina cortina, só esperando o momento para entrar em cena.
.
Derek conheça a se despir. Sapatos e meias tinham sido tirados muito antes. Estavam naquele momento na mala do Camaro, que, por sua vez, encontrava-se estacionado atrás da Mansão Hale. Como estava, não podia usar sapatos nem que quisesse. Como estaria em breve, com as proporções do corpo drasticamente alteradas, só mesmo ficando completamente despido.
Não tinha ninguém por perto, mas, mesmo assim, sentiu-se constrangido ao tirar a roupa. Como se estivesse fazendo algo errado. Ainda achava estranho andar despido no meio do mato. Sabia que aquilo era bobagem. A nudez de sua forma humanoide não deveria causar-lhe vergonha. Menos ainda a de sua forma animal. A cobertura de pelos logo disfarçaria o órgão sexual. Ridículo seria tentar escondê-lo com roupas.
Derek sabia o que era. Tinha plena consciência de sua natureza dual. Homem e animal. Homem e monstro sobrenatural. Ser monstro é fácil. Aos monstros permitem-se monstruosidades. Difícil é ser humano. É difícil até para quem nasceu homem. Para quem nasceu monstro, permanecer humano é uma batalha travada todos os dias. É uma decisão colocada à prova todos os meses. É uma escolha. Uma escolha que cobra um preço.
A perda da família, e, junto com ela, de suas raízes, afastou-o de quem poderia ensiná-lo a harmonizar suas heranças humana e animal. Foram muitos anos isolado dos seus iguais, cercado de humanos. Anos escondendo suas habilidades. Precisou aprender sozinho a manter-se no controle sob quaisquer circunstâncias. Raiva, medo, excitação sexual, estresse. Qualquer estímulo que provocasse uma descarga de adrenalina podia desencadear a transformação.
Demandou muita força de vontade e muito sofrimento, mas Derek aprendeu a domar sua fera interior. A manter a fera enjaulada. Tornou-se capaz de manter a forma humana e o controle emocional, mesmo banhado pela luz da lua. Algo que muito poucos de sua espécie são capazes. Ser um puro-sangue filho de puros-sangues ajudava. Nunca ter matado também.
Só bem recentemente, quase dois anos depois de voltar a Beacon Hills, arriscou-se a uma transformação completa. Uma primeira e única vez. Quando criança, era impossível. A maldição não se manifesta antes dos 13 anos. Adolescente, o risco era excessivo. O risco é grande até mesmo para um alfa. Quem tenta sem o devido preparo arrisca-se a perder o controle e nunca mais conseguir retomá-lo. O risco é deixar a porta aberta e o lobo assumir o controle sempre que provocado.
Peter estava junto e não era noite de lua cheia. Estavam longe das trilhas. A quilômetros de qualquer ser humano. Peter garantiria que ninguém saísse ferido. Não havia ameaças externas. Riscos, só os inerentes à própria transformação.
Antes de começar, esvaziara a mente e fizera exercícios de respiração. Estava "zen". Mesmo assim foi assustador. Estranho. Inesperado. Diferente de tudo que imaginara. Mesmo tendo nascido lobisomem, foi uma experiência para a qual não estava preparado. Era o preço por ter passado tantos anos reprimindo sua herança animal. Tinha perdido o contato com esse lado seu.
Nunca fora humano. Não tinha como saber como os humanos viam e sentiam o mundo. Na verdade, nunca sequer parara para pensar a respeito. Mas, sabia que tudo ficava mais intenso quando passava da forma humana para a forma híbrida. E descobria agora que passar da forma híbrida para a de lobo significava alcançar um novo patamar.
Primeiro, a descoberta da dor. Uma dor excruciante. Na transformação, a estrutura óssea e os músculos reconfiguram-se e o processo é extremamente doloroso. Ao mesmo tempo, a visão se altera. Olhos em lados opostos do rosto mudam a forma de ver o mundo. O ângulo de visão aumenta. Passava a enxergar não só o que está à frente, mas também o que está de ambos os lados. A visão noturna, presente na forma híbrida, ficava ainda mais desenvolvida. Passava a enxergar de noite como se fosse dia. Com uma quantidade de detalhes inacreditável.
E aí, veio a estranheza. Sentiu sua consciência recuar e sua ligação sensorial com o mundo enfraquecer. Os sons chegavam a ele amortecidos e os cheiros suavizados. Sensações táteis e as resultantes de acelerações mal eram perceptíveis. Como se estivesse fora do próprio corpo ou ligado a um dispositivo de realidade virtual que alimentasse seu cérebro com fantásticas imagens 3D de alta resolução, mas que deixasse de fora todos os outros sentidos.
Sentia sua mente lúcida, mas havia essa estranha dicotomia entre pensar e agir, como se estivesse bêbado ou drogado. Estava lá e, ao mesmo tempo, não estava. Tornara-se um expectador de si mesmo, de suas próprias ações. Ações que eram suas, mas que não controlava.
O mais estranho de tudo era a forma como aceitava passivamente aquele estado. Não sentia vontade e nem tinha disposição de lutar pelo controle do corpo. Apenas registrava, fascinado, a forma como seu corpo agia e a impressão que tinha era que seu corpo agia no piloto automático.
Um humano diria que seu corpo agia guiado pelo instinto. Instinto. O termo que os humanos usam para explicar todos os aspectos do comportamento animal. Mas, quando tentam explicar o próprio comportamento, nunca sabem definir onde começa a fronteira entre cultura e instinto.
Sua mente racional seguia anestesiada, mas seu corpo estava mais ativo que nunca. Guiado apenas pelos sentidos e pelas emoções. Pelo "instinto". Havia ação e reação e seu corpo agia e reagia com mais rapidez e intensidade. Com mais ferocidade. Sim, ferocidade. Porque era isso que se tornara: uma fera. Uma fera incapaz de entender os conceitos sociais de certo e errado. Uma fera guiada por motivações que ainda não compreendia.
A fera vagou livre por toda a noite. Explorou e tomou posse de todo aquele território. Quando o dia estava prestes a nascer, a fera buscou um lugar seguro, aninhou-se e adormeceu. Ao acordar, o homem estava novamente no comando. Fora uma experiência maravilhosa e assustadora. Ia precisar de um tempo antes de repetir a dose.
.
Derek olha para o céu fantasticamente estrelado. Ia partir para aquela que poderia ser a sua última batalha. Pensou em sua família cruelmente assassinada. Em sua alcateia, cujo paradeiro desconhecia e cuja segurança era sua responsabilidade. Na ironia que seria ter vencido uma dura batalha pela vida num dia apenas para morrer no dia seguinte. Nos momentos de genuína felicidade que experimentara na noite anterior e no quanto momentos assim foram raros desde que perdera a família.
Pensou em Stiles e agradeceu aos Céus nunca ter-se declarado. Só teria tornado tudo mais difícil. Trazer Stiles para o seu mundo só aumentaria os riscos à segurança do garoto. Já bastara o susto de imaginá-lo prisioneiro dos Winchester. Teria jogado tudo para o alto se eles realmente o tivessem sequestrado. Não teria piedade. Não mediria as consequências. Por sorte, o farejou voltando a salvo para casa. Ignorante do risco a que esteve sujeito.
Não sabia ao certo o que fez os Winchester deixarem Stiles de fora, mas esse gesto fortalecia a sua aposta no sucesso do plano. Renovava sua esperança de que um final feliz ainda era possível.
Não queria morrer. Não queria matar. Não queria fugir. Seu plano era a única forma de conciliar essas três diretrizes numa saída honrosa para todos. O sequestro de Stiles teria enterrado sua intenção de seguir com o plano. Todos sairiam perdendo.
Mas, não dependia só dele. Para dar certo, precisava desarmar Dean Winchester. Em mais de um sentido. Precisava superá-lo. Precisava apresentar-se a ele em condição de superioridade. Acreditou ser capaz de fazê-lo sozinho. Não era. Para superá-lo, precisava do Lobo.
Superá-lo. Mostrar-se melhor que ele. Sem matá-lo. Matar seria vencer a batalha e perder a guerra. Sabia o que precisava fazer. O cenário já estava arrumado. Faltava os atores estarem posicionados. Ele próprio e Dean Winchester.
Derek se pergunta se o que está prestes a fazer é sensato. Se a transformação completa é mesmo a sua única chance de equilibrar a disputa. Não se iludia quanto a ser uma garantia de vitória. Não acreditava que o lobo assustaria o caçador a ponto de pô-lo para correr. Não era ingênuo a esse ponto. Os Winchester não mereceriam a reputação que tinham se se deixassem intimidar com tanta facilidade.
Acabara de ter uma amostra do quanto a reputação dos Winchester era merecida. O arremesso perfeito da faca. Os tiros perigosamente próximos. A disposição de luta. Dean Winchester era um adversário muito perigoso. E ele agora estava de posse de uma semiautomática. E balas de prata. Com a pontaria e os reflexos rápidos que tinha e a determinação que mostrava ter, o risco era muito grande. Peter estava certo. Não era bom o bastante. Não tinha chance contra um inimigo implacável.
Contra os Winchester, sua única chance de sair vitorioso era dar liberdade ao Lobo.
Seria esperar demais que o Lobo fosse capaz de entender tudo o que estava em jogo. Que agisse visando mais do que a sobrevivência imediata. Que fosse capaz de agir vendo também o dia seguinte. Mas, esperava conseguir influenciar seu comportamento. Esperava ser capaz de reverter a transformação no momento certo.
'Me chamou tantas vezes de monstro, Dean Winchester. É hora de me ver em forma animal. Juntos vamos descobrir o monstro que eu posso me tornar. Você vai ser o primeiro a ter esse privilégio. Só não me culpe pelo que vier a acontecer. Deus sabe que tudo que eu sempre quis foi viver em paz.'
E, falando para si mesmo, completa:
'Você e eu somos, na verdade, um só. Como pode ser possível querermos coisas diferentes? Posso confiar em você?'
De dentro de sua jaula, a fera o encara e, em resposta, parece sorrir.
Derek se pergunta se pode confiar no lobo. Mas, sabe que não lhe resta outra alternativa senão confiar.
.
A lua começava a aparecer acima da copa das árvores.
Era chegada a hora. Derek abre seu corpo e sua mente para a magia ancestral. A maldição lançada por Zeus contra todos os descendentes de Licaão, um rei sombrio de um reino hoje completamente esquecido.
Os olhos do lobisomem brilham em vermelho e ele se permite ter esperança.
'Vai dar certo. Tem que dar certo.'
Seu corpo começa a recobrir-se de uma densa pelagem negra. Ele já não sente frio. A dor ainda não tinha começado. Ele tinha ainda alguns minutos.
Minutos. Tempo bastante para a esperança ser corroída e para a incerteza voltar com força.
Estava sozinho e seu futuro era incerto.
Uma ovelha assustada em pele de lobo. Era como se sentia.
Seu último pensamento antes de ser rasgado ao meio pela dor reunia nostalgia e esperança de existir um futuro no seu futuro.
'Vou precisar comprar um novo casaco de couro.'
.
.
Um uivo assustador corta a floresta. Longo e intenso. Como que para alertar o mundo que o homem se fora e a fera caminhava livre.
.
Stiles já tinha vencido metade da distância até o ponto onde o Impala fora deixado. Até aquele momento, avançava com a confiança de quem via a floresta como a extensão do jardim de sua casa. O uivo o faz relembrar que a floresta também esconde perigos. Grandes perigos.
- Derek, é você? Se a sua intenção era me assustar .. você conseguiu.
.
Dean Winchester leva a mão ao amuleto que carrega no pescoço. Um gesto involuntário do qual ele mal se deu conta. Inconscientemente, buscava forças para espantar o medo. Jamais admitiria o quanto o uivo o assustou.
- Querendo posar de macho? Pois saiba que a mim você não engana. Eu conheço seu segredinho. .. Frutinha!
O monstro estava longe. Mas, não longe o bastante. Dean empunha a faca com lâmina de prata e apressa o passo.
.
NO PRÓXIMO CAPÍTULO: UM LOBO RONDA A FLORESTA
ESCLARECIMENTOS:
1) Contrariando a mitologia tradicional destas criaturas, os lobisomens de Teen Wolf não se transformam em lobos em noites de lua cheia. Tornam-se criaturas híbridas e a transformação não está restrita às noites da lua cheia. Acontece sempre que desejado e sob controle, em condições normais; pode acontecer de forma involuntária, em condições de estresse ou excitação; e ocorre de forma involuntária e com pouco ou nenhum controle nas noites de lua cheia. Em Supernatural é assim apenas para lobisomens puro-sangue de várias gerações (como os membros do clã Hale). Em Teen Wolf, é possível lobisomens manterem a forma humana e pleno controle na lua cheia. É assim com Derek, Scott e Isaac.
2) Em Teen Wolf, somente alfas podem assumir uma forma totalmente animal. Talia e Laura Hale eram alfas e foram mostradas no seriado na forma de lobas. Malia Hale viveu anos como uma coiote, em consequência de um trauma. Peter Hale, na primeira temporada, assume uma forma monstruosa, o corpo completamente coberto de pelos, mas que não lembra nem de longe a aparência do animal lobo. É importante ressaltar que a criatura caminhava sobre duas pernas. Ou seja: mantinha características humanoides. Em nenhum momento das primeiras três temporadas é mostrado Derek, Scott ou qualquer dos lobisomens do alpha pack assumindo a forma animal. No seriado, Derek só torna-se lobo no final da quarta temporada. Ele fala em "evolução".
3) Os lobisomens de Supernatural são exclusivamente carnívoros e têm compulsão por corações. Podem escolher se alimentar da carne e de corações de animais, mas, uma vez que provem corações humanos, fica cada vez mais difícil manter essa opção e o controle. Isso não existe em Teen Wolf e também foge da mitologia tradicional.
4) Neste universo alternativo, Derek herdou da mãe a capacidade de transformar-se em lobo, passando pela forma monstruosa na ida e na volta, num processo de transformação que não é instantâneo como em Crepúsculo.
5) Nada foi dito no seriado sobre o pai de Derek Hale. Supostamente é um puro-sangue.
6) Lobos enxergam bem em níveis de iluminação reduzidos (visão noturna) e ganham de homens em amplitude do campo visual e no reconhecimento de movimentos na visão periférica. Homens de visão perfeita enxergam de forma mais nítida pequenos detalhes do cenário e tem visão tridimensional mais eficiente que a dos lobos. É consequência da distribuição e quantidade de células fotossensíveis existentes na retina conhecidas como bastonetes (intensidade de iluminação) e cones (identificação de cores). Primatas e herbívoros são tricromáticos, carnívoros são bicromáticos e não distinguem nem o vermelho nem o verde. Fica estabelecido aqui que lobisomens somam o melhor das características visuais de homens e lobos.
14.07.2015
