CAPÍTULO #62
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LOCAL: MANSÃO HALE
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- Depois disso tudo, se Hale aparecesse aqui, agora, na nossa frente, o que acha que devíamos fazer?
- Não sei. Talvez ouvir o que ele tem a nos dizer. Mas, vou preferir escutar tendo, nas mãos, um revólver carregado com balas de prata. Caçador prevenido morreu de velho.
Derek Hale sorri ao escutar aquilo. 'É, .. Parece que deu certo.'
Por mais improvável que fosse, seu plano tinha dado certo. Custava a acreditar que um plano que tinha concebido e levado em frente sozinho tivesse dado tão certo. Mais uma vitória para esfregar na cara do Peter.
Os caçadores foram obrigados a reconhecer que, mesmo tendo nascido lobisomem, não tinha natureza assassina e podia manter-se controlado e racional em plena noite de lua cheia. Isso enfraquecia os motivos que pudessem ter para virem atrás de sua alcateia. E, se fossem homens honrados, não matariam quem poupou suas vidas. Ao menos, esperava que não.
Esperava, com esse artifício, ter cumprido seu dever de alfa da alcateia. O dever de proteger seus liderados sem causar mortes desnecessárias e sem atrair novos inimigos para o grupo. Se tivesse matado os Winchester, não duvidava que, tão logo a notícia se espalhasse, aparecessem outros caçadores. Fosse para vingá-los, fosse pelo desafio de matar os monstros que mataram os caçadores com fama de invencíveis.
Sem falar que a morte dos caçadores daria aos Argent a desculpa que eles precisavam para destruir sua alcateia.
A tensão entre os Hale e os Argent estava alta desde a morte de Victoria Argent. A aliança contra o kanima e a descoberta de que Gerard Argent traíra o legado de sua família para ganhar mais alguns anos de vida permitiram que, terminada a batalha, se estabelecesse uma trégua não declarada, que vinha se prolongando até mais do que o esperado.
Trégua que fora quebrada com a chegada dos Winchester à Beacon Hills. Comparativamente, os Winchester agem como uma tropa de assalto. São rápidos e mortais, mas agem na base do improviso. Chegam, levantam informações, atacam e partem. Já os Argent agem como uma força de ocupação. São metódicos e pacientes, agem no longo prazo. Chegam, ocupam o território, plantam agentes e informantes, e, só então, fecham o cerco e asfixiam os inimigos. Uma aliança efetiva entre os Argent e os Winchester seria o fim de sua alcateia.
Com a estrutura e a rede de apoios que dispunham, e com o conhecimento que tinham de cada membro da sua alcateia, seria uma questão de tempo para que os Argent os pegassem a todos. O que sempre os deteve foi a determinação de Christian Argent de seguir à risca o código da família, de matar apenas quando existissem provas de que o lobisomem derramou sangue humano. 'Nous chassons ceux qui nous chassent.'
Se matasse os Winchester, a guerra estaria declarada. É claro que sua alcateia não ficaria de braços cruzados esperando que os Argent aparecessem para matá-los. Seria inevitável que houvessem baixas dos dois lados.
Se os Irmãos Winchester fossem de fato responsáveis pela série de massacres de que eram acusados ou se eles realmente tivessem sequestrado e ameaçado a vida de Stiles, suas mortes talvez não pesassem em sua consciência. Ainda assim, teria matado pessoas e isso sempre deixa marcas. Traz consequências. Uma morte puxa outra. De uma forma ou de outra, querendo ou não, essas mortes, e seus desdobramentos, o assombrariam pelo resto da vida.
Peter é traiçoeiro e não seria surpresa se um dia ele tentasse matá-lo de novo. Mesmo assim, agradecia a Deus por Peter ter voltado dos mortos. A culpa que sentira por matar um parente tão próximo, alguém que um dia amara como a um irmão mais velho, fora devastadora.
Se tivesse comprovado que os Winchester eram culpados das acusações que pesavam contra eles, teria como justificar as suas mortes. Não apenas para si próprio, mas, também, para os Argent e - quem sabe? - para o restante da comunidade de caçadores. Teria agido em legítima defesa. Teria matado cruéis assassinos em série de humanos inocentes, não abnegados protetores da humanidade contra criaturas da noite. Isso tinha que fazer diferença.
Caçadores, por mais que ajam ao largo da lei, seguem códigos de conduta. Sabem que há limites que não podem ser cruzados. Sabem que a liberdade de ação que se permitem, e que usam - e abusam - para matar monstros e eliminar as evidências destas ações, não lhes dá passe livre para matar inocentes. Não era ingênuo a ponto de achar que ganharia o apoio e a simpatia de caçadores. Mas, esperava que eles não se apressassem para vingar assassinos de civis inocentes.
Isso SE eles fossem culpados. O problema é que os Winchester se declararam inocentes dos massacres de que eram acusados e seus sentidos de lobo confirmaram que eles realmente acreditam em tudo o que disseram. Isso não significava que fossem inocentes. Mas, não conseguira provar que estivessem mentindo.
Eles podem ter enganado seus sentidos de lobo. Não é impossível. Podem ser bons mentirosos, mentirosos patológicos ou psicopatas. Podem ser loucos. Loucura compartilhada, a chamada folie à deux. Ao matarem, podiam estar drogados e estarem alucinando. Mas, uma desculpa tão estapafúrdia, .. tão absurda .. só mesmo sendo verdade. Bons mentirosos contam histórias verossímeis.
Os culpados seriam monstros transmorfos que teriam assumido a aparência deles. Uma alegação dessas nunca convenceria um júri humano. Não convenceria ninguém. Se já é difícil acreditar que tais monstros transmorfos existam quando você próprio é um monstro transmorfo ...
Não que se considerasse um monstro, mas não podia negar que sua espécie, os licantropos, era transmorfa. A forma mais comum que sua espécie assumia era a de lobo, mas sua mordida transformara Jackson Whittemore no kanima, uma criatura de aparência réptil. A licantropia se manifestara em Jackson transformando-o num homem-lagarto.
Lembrava de sua mãe falando de antigos relatos de licantropos que assumiam outras formas animais. Sua mãe acreditava que todos os homens-animais de que falam os mitos dos mais diferentes povos seriam seres de sua espécie. Como os werejaguares cultuados pelos antigos olmecas e presentes em mitos de diversos povos sul-americanos.
Nunca ouvira falar de criaturas que pudessem passar de uma forma humana para outra, mas, pensando bem, não era algo assim tão absurdo. Não para alguém capaz de transformar-se num lobo.
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- Está vendo alguma coisa que possamos usar como arma?
- Podemos quebrar as pernas da mesa e usar como tacos ou estacas. Mas, pensei que íamos escutar o que Hale tem a dizer.
- E vamos. Mas, primeiro o derrubamos, prendemos muito bem preso e o interrogamos. Depois, eu prometo escutar o que ele tem a dizer com a maior boa vontade do mundo. Apesar do bastardo ter DESTRUÍDO o meu bebê, eu juro que vou TENTAR me controlar. Não vou espancá-lo como ele merece. Não MUITO. E, se ele conseguir me convencer, nós o libertamos e vamos embora. Não escutamos os argumentos dos Argent e demos um voto de confiança para o Scott McCall?
Derek escutou desaminado Dean Winchester falar em buscarem armas. Mas, só o fato do caçador ter posto de lado o verbo matar e dizer que o escutaria já era um progresso. Ele talvez precisasse de mais tempo. É isso. As pessoas precisam de tempo para reformular velhos conceitos. Não dizem que é preciso uma boa noite de sono para que uma pessoa comece a se acostumar com ideias que contrariam sua visão de mundo?
A menção a Scott trazia, no entanto, uma informação interessante. Pelo que Dean Winchester acabara de dizer, os Argent intercederam em favor de Scott e os caçadores concordaram em poupar sua vida.
Era uma excelente notícia. Scott tinha esse dom de quebrar barreiras. Christian Argent não teria se mobilizado para salvar Scott se fosse apenas para agradar Allison. Não que duvidasse de seu amor pela filha, mas namorados lobisomens de filhas únicas de caçadores de lobisomens dificilmente ganham as bênçãos da família. Victoria Argent era a prova. Os Winchester seriam a solução perfeita para papai Argent livrar-se de um pretendente a genro indesejado sem sujar as mãos.
Se Christian Argent intercedera por Scott, é porque ele próprio não queria ver Scott morto. Já imaginava algo assim. Percebera que Scott, com sua integridade e bondade intrínsecas, fora aos poucos ganhando o respeito e conquistando a confiança de Christian. Algo que seria inimaginável dois anos antes. Só mesmo Scott para abalar preconceitos tão arraigados e mudar a percepção dos Argent sobre os lobisomens.
Era uma indicação a mais de que estava certo ao apostar que Dean Winchester poderia ser persuadido que sua alcateia não representava uma ameaça para os cidadãos de Beacon Hills. Que, contrariando as aparências, Dean Winchester era um homem capaz de superar os limites estreitos de seus próprios preconceitos.
Apesar da fama de implacável, Dean Winchester não fez o que a maioria dos caçadores faria. Não matou um estranho horrivelmente ferido que, até onde ele sabia, tinha grandes chances de acabar transformado num lobisomem. Pôs a esperança acima das probabilidades. Mostrou se importar com o sofrimento do homem. Derek lembrava ter ouvido Samuel Winchester dizer que o irmão tinha o dom de saber sempre escolher o caminho certo.
Preconceitos surgem como uma forma de defesa contra ameaças reais ou imaginárias. Ou como um muro de proteção contra o que ainda não somos e temos medo de nos tornar. Os preconceitos moldam nossas relações com os outros. Criamos respostas padrão para lidar com tudo o que nos incomoda, assusta ou ameaça.
A resposta pode ser fugir, ignorar, depreciar, ofender, atacar, .. ou, até mesmo, MATAR.
Sim, matar. Como fazemos com um mosquito que nos incomoda e nos ameaça com doenças. Aquele mosquito que você matou provavelmente não estava infectado. Um mosquito não infectado não representa uma ameaça. O nadinha de sangue que ele roubou de você não ia fazer-lhe falta. O mosquito que picou você era fêmea e picou para garantir a sobrevivência de sua espécie. Na ausência de um hormônio produzido no organismo das fêmeas de mosquito a partir de proteínas encontradas no sangue de vertebrados, seus ovos não se desenvolvem. Mas, você nem quis saber. Viu o mosquito e saiu matando.
Puro preconceito. Sim, porque preconceito é isso. Agir segundo um padrão preconcebido baseado em generalizações e suposições.
Para um caçador de monstros, matar um vampiro ou um lobisomem é tão natural quanto é para você matar um mosquito. É tão natural que se alguém perguntar a um caçador porque ele matou um vampiro, ele vai achar a pergunta sem sentido, de tão óbvia que é a resposta. Matou .. porque era um vampiro.
Um mosquito, um vampiro, um lobisomem .. não paramos para saber as razões deles. Saímos logo matando. As razões deles não nos interessam e conhecê-las não nos fariam agir diferente.
Graças a isso, muitos de nós se salvaram de doenças e de mortes violentas. E mosquitos, vampiros e lobisomens acabaram mortos. Ruim para eles e bom para nós. Não é assim que tem que ser? Não é bom que seja assim? Se você pensa diferente, vá lá e faça você as perguntas ao vampiro ou ao lobisomem. Se você acabar morto, não reclame.
Como espécie social, compartilhamos ideias e preconceitos. Ensinamos nossos filhos a temerem o que tememos. Fazemos isso para protegê-los de ameaças. Para protegê-los dos monstros. É normal que seja assim.
Os monstros fazem o mesmo. Os monstros ensinam seus filhos a temerem os humanos. E os monstros estão certos em nos temer. Os homens praticamente exterminaram todas as outras espécies racionais do planeta. Os poucos sobreviventes dessas espécies se escondem nas sombras. Ou se escondem entre nós fingindo-se de humanos. Como Derek Hale. Como Irina Shaykhlislamova.
Mate-os antes que eles o matem. Essa frase poderia ter sido dita por um de nós ou por um deles.
Um caçador tem uma resposta padrão quando se depara com um monstro. Ele não faz perguntas, ele atira para matar. É mais seguro para ele e para o seu grupo. Para o grupo que ele se propôs a proteger: as pessoas como nós.
Se o monstro era uma ameaça real, a ameaça foi definitivamente afastada. Se o monstro, quando vivo, não representava ameaça alguma, morto é que não vai ameaçar mesmo. Se fosse um monstro bonzinho .. ESPERA! Isso de monstro bonzinho NÃO EXISTE. Se você avistar um coelho gigante carregando um cesta com ovos coloridos, fogo nele. Monstro bom é monstro morto. O caçador será sempre o herói da história. O lobo mau era mau. E, agora, está morto. Melhor assim.
O caçador não está errado ao agir desta forma. Caçador que tem pena da caça ou morre de fome ou acaba virando caça.
Dizem que preconceito mata. Mas, é mais comum que o preconceito SALVE VIDAS. O que PARECE uma ameaça, geralmente É uma ameaça. Tem cara de monstro, atire. Monstros são predadores naturais de humanos. O caçador não estava passeando e esbarrou sem querer no monstro. Chegou ao monstro seguindo pistas. Pistas que costumam ser informes de pessoas desaparecidas, relatos de testemunhas traumatizadas ou relatórios policiais sobre corpos encontrados mutilados ou drenados.
Os monstros são caçados depois de deixarem um rastro de mortos. E mortes suspeitas aconteceram em Beacon Hills. Foi isso que atraiu a atenção dos caçadores. Mortes bizarras já investigadas e esclarecidas. Um ciclo de mortes já encerrado. Só que um novo ciclo de mortes se iniciou. Existe um novo monstro agindo em Beacon Hills. E, enquanto ele não for detido, novas mortes vão acontecer.
Se você é o único monstro que os caçadores conhecem, eles virão até você. Você é inocente, mas eles não sabem disso. Mesmo que descubram que você é inocente destas mortes, você ainda será um monstro aos olhos deles. Uma ameaça a ser eliminada. O que você faz?
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Esse era o dilema de Derek Hale. Como um monstro pode convencer um caçador de monstros com fama de implacável a ser deixado em paz? Jurando que nunca vai sair da linha? Se mesmo um cidadão respeitador das leis e com conduta exemplar pode surtar e ter seu dia de fúria, o que dirá um lobisomem, uma criatura amaldiçoada, condenada a deixar atrás de si um rastro de sangue e violência?
Nenhum argumento que viesse a apresentar seria bom o bastante para dissuadir o caçador. Jamais convenceria um caçador com palavras. A única forma possível de convencimento é a partir de uma posição de força. Precisava ter o caçador indefeso, à sua mercê. Deixar bem claro para ele que poderia matá-lo no instante que quisesse, que seria do seu interesse matá-lo, que, se não o matasse, estaria assumindo para si um risco desnecessário, e que, apesar de tudo isso, optara por deixá-lo viver. Sem fazer exigências, nem ameaças. Sem ter garantias. Se isso não o convencesse, nada mais o faria.
Claro que, para que desse certo, o caçador precisaria ser alguém que conseguiu preservar a própria humanidade e a fé nas pessoas. Precisaria ser alguém movido mais pelo desejo de proteger quem está vivo do que pela necessidade de vingar quem morreu. Caçadores têm em comum uma tragédia em seu passado ou no passado de sua família. É muito fácil, para quem trilha esse caminho, esquecer a luz e abraçar as sombras.
Os Irmãos Winchester eram conhecidos por agirem em dupla. Irmãos biológicos. Sem cúmplices conhecidos. Esses pontos apareciam destacados em tudo o que se escreveu sobre eles. As reportagens sempre citavam fontes no FBI. Devia estar na ficha criminal deles. Agiam juntos há pelo menos oito anos. Não tinham endereço fixo. Costumavam pernoitar em motéis baratos de beira de estrada. Dificilmente permaneciam na mesma cidade por mais de uma semana. Sua área de atuação não se restringia a um estado ou uma região. Cruzavam as estradas do país, de norte a sul, de leste a oeste, sem seguir um padrão identificável. Evitavam as grandes metrópoles. Não tinham fontes de renda. Compravam o que precisavam usando cartões clonados. Homens de hábitos simples, sem luxos.
Um estilo de vida assim fazia supor que os dois eram próximos. Unidos. Cúmplices. Afinal, eram só eles dois a maior parte do tempo. Um só podendo contar com o outro. Um dependendo do outro para tudo, caso ficasse doente ou fosse ferido. O fato de serem irmãos facilitava, mas irmãos não são, necessariamente, amigos ou próximos.
A relação entre os dois podia não ter como base amor fraternal. Podia até ser algo profundamente doentio. Mas, um TINHA que ser importante para o outro. Se um não significasse NADA para o outro, é porque os dois eram incapazes de construir relações com quem quer que fosse.
A melhor forma de saber que tipo de homens eles realmente eram era descobrir como um irmão reagia a uma ameaça à vida do outro irmão. Eram caçadores. Não hesitavam a matar monstros. Faria um dos irmãos acreditar que o outro fora transformado em lobisomem ou que essa seria a única forma de salvá-lo. E deixaria esse irmão decidir o destino do irmão que tinha sido ou que precisaria ser transformado.
Uma questão complexa não tem uma resposta simples. A resposta certa não seria necessariamente aceitar que o irmão fosse transformado em lobisomem. São os motivos alegados para deixar ou para não permitir que o irmão lobisomem viva que importam.
Vida ou morte. Derek Hale tinha decidido que daria aos irmãos Winchester o destino que eles próprios escolhessem para eles.
Dean Winchester passou no teste ao aceitar a ideia de conviver com um irmão lobisomem e ao assumir para si a responsabilidade de protegê-lo dos outros e proteger os outros dele. E, também, ou principalmente, por assumir a responsabilidade de matar ele próprio o irmão caso falhasse em mantê-lo sob controle. Mostrou que seu amor pelo irmão superava seus preconceitos de caçador, mas não o cegava para as consequências da sua escolha.
A MORTE, por mais dolorosa que seja, acaba sendo sempre a solução mais fácil.
Dean Winchester passou no teste porque não tinha uma resposta pronta para tudo, não tinha uma resposta coerente, não escolheu um caminho fácil e não deu garantias. Ele faria o melhor que pudesse, da maneira que pudesse. Dean passou no teste porque escolheu a VIDA e aceitou toda a incerteza e os todos os problemas que a vida traz.
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Dean Winchester passou no teste porque nasceu com o dom de sempre escolher o caminho certo.
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ESCLARECIMENTOS:
1. A transformação de licantropos em outros animais é abordada nas temporadas seguintes de Teen Wolf. Malia Hale, personagem introduzido na temporada 3, viveu anos presa na forma de uma werecoiote. Kate Argent volta dos mortos na temporada 4 como uma werejaguar.
2. Em Supernatural, temos skinwalkers e metamorfos, criaturas que mudam de uma forma humana para outra forma humana. Skinwalkers literalmente "mudam de pele" (surgem de dentro deles mesmos com nova aparência e a pele antiga é abandonada). Aparecem nos episódios 1x06 (Skin), 4x05 (Monster Movie) e 10x06 (Ask Jeeves). Metamorfos, mudam instantaneamente de aparência e aparecem nos episódios 6x02 (Two and a Half Man) e 9x20 (Boodlines). Skinwalkers e metamorfos, assim como ghouls, leviathans e lobisomens são shapeshifters. Nesta fic, como no seriado, os lobisomens do clã Hale nunca tiveram contato com outras espécies shapeshifters.
3. Os skinwalkers dos mitos navajos são humanos amaldiçoados por terem assassinado parentes próximos que ganham a habilidade de transformarem-se em animais (coiotes, raposa, lobo, águia, coruja ou corvo). Em algumas versões, podem roubar o corpo de uma pessoa entrando no corpo após contato visual (possessão). Geralmente são praticantes de magia que buscam intencionalmente o poder. Para mais informações, leia Perigo Real e Imediato, minha fic que tem um skinwalker como grande vilão.
4. Em Supernatural, temos animais que ganham a forma humana em 8x15 (Man's Best Friend with Benefits).
5. Os Irmãos Winchester enfrentaram lobisomens nos episódios Heart (2x17), Bitten (8x04), Sharp Teeth (9x12), Bloodlines (9x20) e Paper Moon (10x04). Lembrando que essa fic se passa depois de Sam ter sido apresentado ao vampiro Benny (episódio 8x05), os Irmãos Winchester já tinham concordado em não perseguir a lobiswoman Kate no episódio Bitten.
6. Em Sharp Teeth, os Winchester poupam não apenas Garth Fitzgerald IV, o amigo caçador transformado em lobisomem, mas também a esposa dele, a lobiswoman Bess, e o pai dela, o Reverendo Myers. Em Boodlines, Dean e Sam aliam-se ao metamorfo David Lassiter para salvar a vida da lobiswoman Violet Duvall, namorada do metamorfo. Em Paper Moon, a lobiswoman Kate mais uma vez escapa dos irmãos e, mais uma vez, é deixada em paz. Fica estabelecido que os acontecimentos em Beacon Hills provavelmente influenciaram essas decisões futuras dos irmãos.
ALERTA: FORAM 92 REVIEWS PARA 63 CAPÍTULOS. NÃO CHEGARAM A 2 POR CAPÍTULO. ISSO ME DEIXA DESESTIMULADO PARA PROSSEGUIR, MAS QUEM SABE EU VOLTE A ME ANIMAR NO FUTURO
07.01.2016
